O personagem ficcional de si é aquele/aquela que representa uma ideia de desejo no imaginário pessoal, que é corporal. Não está apenas na dimensão etérea, mas enraizado na memória e invenção sensível do corpo, fortalecida na musculatura afetiva e na possibilidade de transformar uma ideia em forma artística.
Por isso, é importante preparar o corpo de quem imagina para encantá-lo e potencializá-lo a tocar a dimensão sensível do fazer artístico, ou, como nas palavras da artista visual Fayga Ostrower (2001, p. 32) “um pensar específico sobre um fazer concreto”. É através desse fazer que o personagem é incitado a acontecer, nascer, brincar, imitar, jogar, experimentar e ir tomando sua forma mutável e única.
No desafio de meu chamado iniciado pelo sonho com adolescentes, um personagem vem representar o desejo que surge no corpo. O personagem, ao se manifestar com certa espontaneidade durante um jogo teatral -, me espanta, me faz contemplar, indagar e mobilizar saber mais sobre algo tão antigo querendo conversa no agora.
Quem é? - Alguém que habita a memória de todos nós. Percebendo-o ou não, vem de um tempo muito longe, impreciso saber quando ao certo. Povoa a imaginação como num jogo de adivinhação, num movimento de sincronicidade – não causalidade – conforme conceituado pela grande autora junguiana Marie Louise von Franz. Aparece querendo brincar com meus pensamentos, convidando-me para um jogo todo cuidadoso
entre identificação e representação, entre a brincadeira e a seriedade, como abordado pelo professor Joseph Campbell em sua obra sobre mitologia primitiva.
Mas quem é esse personagem mascarado? - O herói! Personagem mitológico de grande valor simbólico, psíquico e estético, cuja influência se configura em inúmeras culturas, com suas visões de mundo e contextos socioculturais específicos, elevando, reinterpretando assim como subtraindo sua inerente pluralidade.
Mas, para além disso, sua ideia primordial – uma personagem que sai em busca de um desafio físico e/ou espiritual de maneira aventureira– continua múltipla, complexa e transformadora, ampliando formas de comunicação e buscas de significados ao longo das antigas, modernas e atuais civilizações. De outro modo, equivaleria considerar a citação na obra do teórico teatral Marvin Carlson destacando – dada as devidas especificidades históricas –, que “(...) o teatro deve retornar ao seu símbolo primordial, a máscara, e a uma percepção como a da criança”.
Considerando as implicações históricas e suas reverberações através do tempo, associada à ideia desse personagem em específico no contexto social cotidiano, é sabido que o senso comum atribuiu um valor de salvação à imagem do herói que não satisfaz aos inúmeros problemas sociais da atualidade, seja no Oriente quanto no Ocidente. Essa projeção salvadora, em que um único corpo é passível de resolver os problemas de uma dada cultura acaba por conotar uma outra ideia, a de um poder centralizador, capaz de deslocar imaginários plurais, inerentes à condição humana, para sentidos autoritários de poder e manipulação social. Ao promover este deslocamento e restrição de interpretação, provoca-se esse movimento de demandar a responsabilidade a um outro sem se colocar no protagonismo de sua própria experiência direta com o ambiente em que se vive, reiterando uma tônica social que ainda prevalece e que, no entanto, está mais do que desgastada, está em queda, ruindo.
É certo que essa problemática sociocultural demandaria outro foco nesta pesquisa, cujo campo de conhecimento dialogaria também com a sociologia. Por isso, não há a intenção em problematizar o viés histórico-crítico deste personagem heroico- simbólico, mas vale situar que minha escolha esteja vinculada, mesmo que teoricamente, sobre o que bem explicita Campbell (2001), ao afirmar e alertar que vivemos uma “estagnação sociológica” e que a consequência disso implica em “vidas inautênticas”.
Mas, importa a mim, nesta pesquisa, reconhecer a inerente complexidade sobre o assunto, contribuindo com uma abordagem estético-imaginativa com vistas a um
exercício de atualização de significados, reorientando o centro de concentração num sentido de si para o outro. Por isto, respeitando uma imagem de referência, não como uma cópia, uma imitação a ser repetida, mas como uma experiência a ser ressignificada, abordada de uma outra maneira, diversa.
Assim, quando observada pela ótica artística, que também é constituinte de um imaginário cultural, essa ideia pode transmitir uma luminosidade através das interpretações de quem passa pela experiência de sentir, pensar, lembrar, imaginar e construir poéticas de si em jogo com a alteridade. Inspirados por uma imagem pautada no símbolo, contempla um valor psíquico, físico, emocional, mental e intelectual tanto na esfera da individualidade quanto mostra-se passível de reverberação na dimensão social, expressivamente difundida em múltiplas caracterizações e enredos, igualmente reconhecidas em variadas narrativas socioculturais do globo terrestre.
Nessa escolha de olhar, depois de dias dedicados a exercícios imaginativos, surgem mais ideias em texto e em desenhos personalizados. Conforme imagens a seguir, vê-se os perfis inventados por cada aprendiz artístico. São desenhos personalizados que enriquecem este caminho, trazendo curiosidade, envolvimento e belas formas, em ação criativa como num jogo de cartas de RPG (sigla de referência a um gênero de jogo no qual os jogadores assumem o papel de personagens em um mundo imaginário) onde cada participante apresenta seus atributos de poder pessoal e uma imagem representativa para o jogo.
Estes desenhos ganham os tons da arte em grafite pelas mãos de um outro jovem desenhista que, como peregrino, passa pela comunidade, aproxima-se e o convido a participar de sua maneira, realizando desenhos personalizados dos dezessetes personagens heroicos criados pelos adolescentes.
Atriz aprendiz: Thayná
Nome e perfil da personagem: Ayá, a caçadora.
Características: Habilidade com armas, principalmente arco e flecha. Missão: Libertar um reino através de um duelo com o oponente.
Imagem 1 – Desenho personalizado de Ayá
Ator aprendiz: Luiz Paulo
Nome e perfil do personagem: Uiauo, o invencível. Características: Liderança, poder, coragem, egoísmo e orgulho.
Missão: Salvar o mundo, não importa a forma. Referência: Lelouch (Mangá).
Imagem 2 – Desenho personalizado Uiauo
Atriz aprendiz: Lavínya
Nome e perfil da personagem: Aíia, a mística e sagaz. Características: Grande inteligência e estratégia. Personalidade instável, oscilando facilmente o humor. Missão: Impedir que um vilão acabe com uma cidade.
Imagem 3 – Desenho personalizado Aíia
Atriz aprendiz: Laura
Nome e perfil da personagem: Aua, a intensa e sombria.
Características: sedutora e perigosa, não mede esforços para conseguir o que quer. Missão: Salvar uma pessoa que está em perigo.
Imagem 4 – Desenho personalizado Aua
Atriz aprendiz: Emilly
Nome e perfil da personagem: Eiy, a destemida. Características: Força, beleza, confiança e determinação.
Missão: Não registrada. Referência: Anabet (Percy Jackson).
Imagem 5 – Desenho personalizado Eiy
Atriz aprendiz: Milena
Nome e perfil da personagem: Iea, a caçadora justiceira pela paz. Características: Força, beleza, confiança e determinação.
Missão: Impedir que um vilão acabe com uma cidade. Referência: Mulher Maravilha (DC Comics).
Imagem 6 – Desenho personalizado de Iea
Compondo essa perspectiva, cabe aqui incorporar a presença das vozes destes adolescentes na práxis desta pesquisa, demonstrando-se como um interessante procedimento artístico-pedagógico, o de situar, citar e considerar aspectos relacionados à elaboração do pensamento e reflexões sobre seu corpo em processo de autoconhecimento e expressividade artística. Por isso, a continuidade do processo segue essa abordagem, objetivando contribuir com outro aspecto relevantes do processo de criação, fundamentado na dramaticidade. Esse encaminhamento é alicerçado nos conteúdos gerados em dois questionários qualitativos realizados em dois períodos do curso voltado para uma educação através da Arte, em que a escuta de si e do outro merece atenção.
Assim, o próximo passo é saber do grupo de adolescentes que ideia este personagem – persistindo no tempo e no espaço –, ocupa em sua visão individual. Então, lanço a pergunta: Para você, quem é o herói? – Eles respondem:
Thayná (Ayá): Um herói representa valores de liderança, força, justiça,
generosidade, bondade, geralmente presentes em seus traços estilísticos e objetos de poder; que luta por uma causa/ideal em que prioriza tanto interesses individuais quanto coletivos e; por fim, consegue, ou não, alcançar suas metas. Todo herói possui uma trajetória em que demonstra aprendizado e superação e, em qualquer esfera, seja contexto social/ pessoal, apresenta traços distintos, entretanto, luta por ideais e valores benéficos a si e ao meio que o cerca.
Luiz Paulo (Uiauo): Ser um herói nos dias de hoje para a sociedade acredito
que é realizar atos benéficos a todos e que sejam reconhecidos como tal, principalmente quando o indivíduo que comete o ato heroico age como um mártir, sacrificando-se para o bem da maioria. Já a meu ver, herói é todo aquele que consegue realizar algum ato de bondade sem pensar se aquilo lhe trará algum retorno, independente do ato.
Lavínya (Aíya): Para mim, um herói deve ser aquele que pretende se arriscar
e se deixar livre para os desafios que lhe serão dados. Se tratando socialmente, o herói seria a figura honesta e dedicada a ponto de fazer o bem sem desejar algo em troca.
Laura (Aua): Ser herói nos dias de hoje é descobrir-se e entender-se,
é seja difícil, pensar como se pode atuar na própria vida e na vida das pessoas com a união, sabendo dividir com os outros um pouco daquilo que está em você. Saber entender como o outro atua e como os sinais de que ele te passa representam um pouco deles mesmos. Ser herói é ver a necessidade do outro e ajudar se conhecendo para saber a melhor forma que você mesmo pode estender a mão.
Emily (Eiy): Ser herói nos dias de hoje é vencer a cada dia a batalha que
todos nós sofremos em meios às nossas escolhas, conflitos pessoais e gerais que, querendo ou não, influenciam o que somos hoje, o que já fomos e o que seremos. No contexto social, o herói é alguém que sempre se dispõe a dizer a verdade, alguém que sempre está do lado da verdade e aspira por justiça. Ser íntegro e ter ética já é uma vitória nos dias de hoje, mas acima de ser justo e verdadeiro na frente das pessoas, o herói é aquele que com seus próximos tem um caráter de ajuda e de amor, que têm a paciência de doar sem esperar receber. Ser herói não é nada além de uma questão de caráter.
Milena (Iea): Durante o meu processo de criação do personagem, aprendi
que existem vários mitos a respeito do que é ser herói, e um deles é que heróis são aqueles que estão presentes em filmes, desenhos, histórias em quadrinhos, etc., mas que na verdade não é bem assim. Hoje sei que os heróis são aqueles que estão presentes no nosso mundo, convivem no nosso dia a dia e que são assim como nós. Para mim, ser herói no contexto social em que vivemos hoje e acordar todos os dias, ir trabalhar, enfrentar os obstáculos diários. Um exemplo de herói é o bombeiro, que acorda cedo todos os dias (muitas vezes nem dorme) e sai sem saber o que vai acontecer, arrisca sua vida para salvar outras, para salvar estabelecimentos em chamas, pessoas e animais vítimas de enchentes. Para mim, essas pessoas comuns são os verdadeiros heróis, o que os filmes e histórias fizeram foi apenas transformar essa realidade em uma história e colocar os problemas diários na forma de grandes vilões que no fim acabam sendo vencidos ou não.
É interessante perceber que, diante uma variedade de olhares, há pensamentos e percepções que traduzem desejos de valores ligados a virtudes e que podem entusiasmar a experiência particular de criar com o próprio corpo. Caráter, ética, justiça, empatia, altruísmo, luta, ideal, humanidade e autoconhecimento. Aspectos que dizem respeito
tanto a dimensão antropológica quanto sociológica, apresentando outras materialidades para a via pedagógica alicerçada no sensível.
Por isso, o enfoque escolhido para a personagem em diálogo com o tempo presente encontra-se também na dimensão poética e em seu caráter atemporal, isto é, de difícil determinação, passível de atualização simbólica no fazer artístico da cena. Está em movimento espiralado e ritmo dinâmico, em trânsito com a memória e a imaginação cultural de todos os corpos, mostrando-se como uma possibilidade oxigenada de caminho rumo a uma terra animada, habitada de graça, força e energia criadora. Esses atributos mostram-se relevantes dentro de uma trajetória que valoriza a arte como produtora de conhecimento.
Outra consideração importante é que essa personagem simbólica, ao transitar no corpo sensível (GIL, 2004), está em risco de conhecer, características menos luminosas e que são, por vezes, vistas como fraqueza. No entanto, com o potencial de revelar-se como um fortalecimento conduzido por uma dinâmica corporal própria, orientado pelos movimentos de progressão e regressão da libido (JUNG, 2002, p.49). Então, a personagem, ao ser imaginada e construída no corpo como um processo do sensível, vai pulsando maneiras condutoras, formas imprevistas e um encaminhamento mediado pelo desejo de aprofundamento dos envolvidos e de minha práxis de orientação.
Respeitando as subjetividades, há uma maneira específica do personagem acontecer para cada um. Ainda que siga um roteiro de introdução, os diferentes ritmos de entendimento podem e causam incômodos e dificuldades ao longo do processo. Inquieta o corpo, sai da zona de conforto. Adaptação nada simples, pois demanda uma intencional continuidade na ação criativa do corpo, principalmente na adolescência em que a frustação, às vezes, mostra-se como motivo para desistir de um desafio. Sem dúvida, um caminho que requer disposição e perseverança para ultrapassar limites e perceber as pequenas e constantes conquistas desta jornada rumo a uma terra habitada por afetividades próprias.
Criar exige do corpo como um todo, dentro e fora. Algumas vezes, a ação comporta-se como uma imposição da natureza, demonstrando-se como uma força impulsiva e instintiva para depois ser elaborada. Ora caos, ora orientação, na busca de um cosmos, onde a bússola pessoal é o corpo em experiência poético, na oportunidade de conhecer-se melhor, experimentando-se artisticamente.
Dessa maneira, inicia-se o processo de dar corpo ao personagem, buscando uma expressividade dramática associada ao perfil escolhido e registrado no exercício de imaginação escrita, vislumbrando – ainda que em uma condição de iniciação sobre o conceito com estes aprendizes artísticos – a perspectiva abordada pelo teatrólogo polonês Jerzy Grotowski sobre ações físicas. Richards (2014, p. 4), ator que esteve próximo por anos, atuando na abordagem de seu mestre, considera que
(...) vivemos numa época em que nossa vida interior é dominada pela mente discursiva. (...) deixamos de perceber as “coisas” diretamente, como fazem as crianças, para percebê-las como se fossem signos de um catálogo que já nos é familiar. O “desconhecido”, então é reduzido e petrificado, passa a ser “conhecido”. Entre o indivíduo e a vida surge um filtro. A mente discursiva, assim como ela é, tem dificuldade de tolerar um processo vivo de desenvolvimento.
Nesta problemática, o corpo do personagem não se mostra no tempo cotidiano dos automatismos, mas pode ser provocado, sensibilizado a reverter uma condição limitante para um processo de expansão de consciência, em que se reúne aspectos multidimensionais do corpo em sua individualidade, envolvendo musculatura, sensorialidade e afetividade.
Mediados por um processo de elaboração constante de agir de maneira dedicada a uma investigação, intencionalidades poéticas do corpo vão se constituindo. Emana suor e sede de investigar-se de maneira contextualizada, impulsionando ideias e nuances de si para um exercício com a alteridade. Textura, volume, cor, temperatura, são informações que envolvem os cinco sentidos de maneira a integrarem-se na percepção de uma multiplicidade e da complexidade inerente a qualquer corpo.
No caso específico do corpo dos adolescentes, isso é acentuado pela própria condição psíquica de sua fase de desenvolvimento, onde as transformações físicas são intensas e diárias. A propósito disso, normalmente, um corpo adolescente não está acostumado com um processo de criação artística em que a dimensão da fisicalidade, do intelecto a do afetivo são requeridos, numa dinâmica e conflitante entre percepção e interpretação.
Há incômodos e dificuldades inerentes a isso, como nos exercícios de alongamento, em que se exige uma atenção cuidadosa ao mesmo tempo em que se sente dor pelo esforço gerado durante a atividade, principalmente sobre a adaptação ao inusitado. Quando essa abordagem mais afinada com uma criação autoral é inserida
dentro de um contexto escolar pode haver situações complicadas e conflitantes, reforçada pelo pensamento acentuado de que teatro serve para ajudar na desinibição, na socialização e numa desenvoltura pela forma que parte de um olhar de fora muitas vezes, mas sem qualquer envolvimento com as nuances de um processo de pesquisa.
O professor tem que desenvolver a capacidade de estar com os aprendizes quando estão dedicados às práticas artísticas. Há sempre algo de delicado em guiar um processo criativo no qual o engajamento com a ideia de autoria é crucial. ALBANO; STRAZZACAPPA, 2011, P.40)
É fato que, – e me insiro nesse contexto sob a ótica da artista-docente – há essa dimensão de aprendizagem dentro da linguagem teatral no contexto escolar, contribuindo para o desenvolvimento interpessoal dos indivíduos que a praticam. No entanto, pode ser concebida de maneira híbrida, salientando abordagens que se associam à arte do ofício enquanto linguagem, não destituída do aspecto pedagógico, mas implicada num sentido de jogo entre uma coisa e outra, isto é, no caráter artístico- pedagógico da aprendizagem, mantendo atributos propositivos, interpretativos e orientados para uma criação que alia autoconhecimento e realização estética.
Neste espectro ambivalente, vale considerar o fundamento histórico nas particulares de contar histórias e/ou situações fragmentadas de um tempo contemporâneo, prescindindo uma ação engajada nas nuances de um jogo entre personagens, passíveis de gerar uma dramaturgia corporal (NEVES,2008) incorporada pela dança, mas mantendo sua relação com gêneros literários teatrais.
Nessa construção dramatúrgica, é demandado ao aprendiz desta linguagem considerada a síntese das artes, uma disposição que vai além de um bom convívio social, pois seu fazer desperta uma condição de olhar para dentro de si e que está conectada com o outro, mas demanda uma atenção dilatada com a proposta. Exige tanto da musculatura quanto de uma abertura interna em envolver-se para transpor o cansaço cotidiano de dias todo cheio de suor, e cansaços advindos, por exemplo, de uma postura corporal predominantemente sentada e durante longas horas, num período entre 07:30 às 17:00.
Nesse contexto de tensões que vão, desde a estrutura arquitetônica às sutilezas do pensar, sentir e agir, ainda é possível encontrar frestas, potências passíveis de tornar- se janelas ventiladas por outros olhares, pois se referem à qualidade de atuação individual com a situação. Mobiliza vontade vinculadas a um autoconhecimento e autodescobertas que se elevam com o outro numa perspectiva poética e humana, criando caminhos para incluir suas múltiplas características, de forças a fraquezas, de limitações a transbordamentos. Elas se apresentam como uma possibilidade de amadurecimento para lidar com uma novidade, inspirando atributos construtivos para as imaginações e ações de um personagem.
Diante disso, a máscara, aqui considerada em seu valor simbólico e interpretativo, pode instaurar-se no corpo cênico de modo a convidar o/a aprendiz para um jogo de confronto e colaboração entre o plano da intuição e da racionalidade, revelando-se e escondendo-se em sua inerente condição de efemeridade e transitoriedade.
Ator aprendiz: João
Nome e perfil do personagem: Oão, o samurai justiceiro.
Características: Muito competitivo, fiel à sua espada e nunca subestima seus inimigos. Missão: Proteger seu irmão a qualquer custo.
Imagem 7 – Desenho personalizado de Oão
Atriz aprendiz: Daniella
Nome e perfil da personagem: Aiea (D), a defensora passional. Características: Forte, destemida, emotiva, bela, inteligente e ágil.
Missão: Resgatar um amigo preso na terra. Referência: Mulher Maravilha (DC Comics).
Imagem 8 – Desenho personalizado de Aiea (D)
Ator aprendiz: Victor
Nome e perfil do personagem: Io, o guerreiro protetor.
Características: Calmo, bem-humorado, impulsivo, narcisista, forte e corajoso.