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A NEXOS

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Anexo A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

ANEXO A

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO

PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA DA SAÚDE

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Eu,_______________________________________________________________, consinto em

participar do estudo “Saúde mental em sala de aula: a percepção de professores universitários” que tem por objetivo compreender como o professor universitário percebe e lida com a sua saúde mental e a dos seus alunos em situação de aula. Fui informado(a) que será utilizado para coleta de dados um questionário de identificação e uma entrevista semi- estruturada que poderá ser gravada. Também é de meu conhecimento que este estudo tem caráter acadêmico e será conduzido por Denilson Grecchi, RG 24.445.818-2 e será coordenado pelo Professor Doutor Manuel Morgado Rezende, professor da Universidade Metodista de São Paulo. Declaro, ainda, ter compreendido que não sofrerei nenhum prejuízo de ordem psicológica ou física e que minha privacidade será preservada. Concordo que os dados sejam publicados com fins acadêmicos ou científicos, desde que seja mantido o sigilo sobre a minha participação. Estou ciente de que poderei, a qualquer momento, comunicar a minha desistência em participar do presente estudo.

São Bernardo do Campo, ____ de ____________ de ______.

Doc: _________________________ _______________________________ Assinatura do participante

Anexo B - Declaração de Responsabilidade do Pesquisador

ANEXO B

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE DO PESQUISADOR

Eu, Denilson Grecchi pesquisador responsável pela pesquisa denominada “Saúde em sala de aula: a percepção de professores universitários”, declaro que:

- assumo o compromisso de zelar pela privacidade e pelo sigilo das informações que serão obtidas e utilizadas para o desenvolvimento da pesquisa;

- os materiais e as informações obtidas no desenvolvimento deste trabalho serão utilizados para se atingir o(s) objetivo(s) previsto(s) na pesquisa;

- os materiais e os dados obtidos ao final da pesquisa serão arquivados sob a responsabilidade do(a) Universidade Metodista de São Paulo;

- os resultados da pesquisa serão tornados públicos em periódicos científicos e/ou em encontros, quer sejam favoráveis ou não, respeitando-se sempre a privacidade e os direitos individuais dos sujeitos da pesquisa, não havendo qualquer acordo restritivo à divulgação;

- o CEP-UMESP será comunicado da suspensão ou do encerramento da pesquisa, por meio de relatório apresentado anualmente ou na ocasião da interrupção da pesquisa; assumo o compromisso de suspender a pesquisa imediatamente ao perceber algum risco ou dano, conseqüente à mesma, a qualquer um dos sujeitos participantes, que não tenha sido previsto no termo de consentimento.

São Bernardo do Campo, 23 de abril de 2008.

___________________________________ Denilson Grecchi

Anexo C - Declaração de Identidade de Conteúdo

ANEXO C

DECLARAÇÃO DE IDENTIDADE DE CONTEÚDO

Eu, DENILSON GRECCHI, RG 24.445.818-2 declaro que o projeto de pesquisa SAÚDE MENTAL EM SALA DE AULA: A PERCEPÇÃO DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS do qual sou pesquisador responsável, aqui apresentado para obtenção de parecer do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP- UMESP1), possui conteúdo idêntico ao projeto de mesmo título apresentado à COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES, para obtenção de apoio financeiro a sua execução. Através desta também me comprometo a comunicar ao CEP-UMESP quaisquer modificações ou interrupção da proposta do projeto, ora apresentada, que aconteçam durante seu julgamento.

São Bernardo do Campo, _______ de ______________ de 2008

__________________________________________________ Denilson Grecchi

Anexo D - Questionário de Identificação

ANEXO D

QUESTIONÁRIO DE IDENTIFICAÇÃO

Dados de identificação:

1. Nome:

2. Data de nascimento: ____/____/____ Sexo:_________

3. Há quanto tempo é professor(a)?

4. Em qual faculdade leciona?

5. Qual disciplina leciona?

6. Qual área de formação acadêmica e titulação?

Anexo E - Entrevista Semi-Estruturada

ANEXO E

ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA

Questão Principal:

Fale-me, do modo mais amplo possível, sobre sua experiência em sala de aula como professor do primeiro ano do curso de Fisioterapia/Jornalismo/Sistemas de Informação.

Questões complementares:

- O que você entende por saúde e promoção de saúde?

- Mencione práticas de promoção de saúde em situação/sala de aula.

- Mencione comportamentos saudáveis e não saudáveis de professores e alunos.

- Fale, de modo geral, sobre a sua relação com seus alunos.

- Você sente mais dificuldade em se relacionar com algum aluno(a) em particular? Como você o(a) descreveria e como lida com ele(a)?

- Você sente mais facilidade em se relacionar com algum aluno(a) em particular? Como você o(a) descreveria e como lida com ele(a)?

- Qual a sua percepção sobre a saúde mental dos seus alunos?

- Você já vivenciou algum episódio em sala de aula que tenha lhe mobilizado emocionalmente? Descreva o fato e como lidou com ele?

- Você já teve que lidar, em sala de aula, com algum aluno(a) alcoolizado(a), sob efeito de drogas ou com alterações de comportamento? Relate a experiência.

Anexo F - Entrevista Nr. 1

ANEXO F

ENTREVISTA Nr. 1

Identificação do Entrevistado:

Curso: Fisioterapia

Área de formação e titulação: Fisioterapia / Mestrado em Reabilitação

Tempo de magistério no ensino superior: 20 anos

Disciplina(s) que ministra: Morfologia humana (anatomia, citologia e fisiologia)

Entrevista:

E) Bom, professor, eu vou pedir para você falar, de modo mais amplo possível, sobre a sua experiência como professor do primeiro ano do curso de fisioterapia.

P1) Deste ano ou de todos os anos? E) De todos os anos.

P1) Olha, Denilson, a gente percebe que o aluno não está preparado com as suas decisões. Então eu vou um pouco mais para frente para depois voltar para trás. Nós temos um público aqui de 18..., de 17 a 21, 22 anos, no máximo, tirando algumas experiências com pessoas mais velhas, definitivamente, não sabem o que estão fazendo, o que definiram. E aí você fala assim: “Mas isso está errado? Isso está correto?” Eu acho absolutamente normal. Porque nós com 40 anos, com 30, chegamos em momentos da vida que nós não sabemos também o que nós vamos fazer, qual é o caminho. Como é que nós vamos exigir de um jovem de 18 anos, de 17 anos, alguma situação de decisão. Você soma esse fator: decisão quanto à vida profissional mais uma baixíssima capacidade técnica lá do ensino médio de interpretação de texto, de cálculo matemático, de raciocínio realmente. Eles não vêm aqui para raciocinar, eles não estão vindo aqui para raciocinar. Você tem que citar outros fatores: ausência da família e etc. E no demais, é mais a condição técnica. Mas se você somar só esses três fatores a equação é muito ruim. Então assim você verifica que o aluno hoje não tem preparo, nem emocional, no meu ponto de vista, nem familiar, nem de conhecimento técnico para poder assumir uma profissão no seu primeiro ano de curso. Talvez aí, você tenha que mostrar para ele, já num primeiro momento, como é que é essa profissão, o que é que ele vai fazer, já no primeiro semestre, para que ele possa sentir o cheiro disso. É interessante porque ou você tem alunos que vão comprar isso e vão embora ou alunos que estão saindo. Eu tive um caso esse ano aqui, nesse semestre, de uma excelente aluna, excelente aluna, que chegou para mim e pediu uma ajuda para o que falar com os pais porque ela não queria mais o curso de fisioterapia e ela queria o curso de educação física. Então até você chegar à essência da coisa, você vê como é que é. A pessoa vem

desfocada nisso. Isso é por que uma chegou. Os outros, a maioria, ficam parados em silêncio, não são proativos. A gente vê isso não é só na fisioterapia, mas na maioria dos cursos. Como eu dou aula na maioria dos cursos da área de saúde aqui dentro, você vê, eles ficam absolutamente estagnados. Eles vêm aqui, recebem informação e etc., mas você vê que a informação não está sendo absorvida. Não sei se é pelo motivo dessa moçada, dessa juventude estar hoje com um conhecimento superficial que faz a internet, que fazem os meios que com os quais se comunicam, sms, torpedo, entendeu? É aquilo que a gente falava, então, o cara está acostumado a mandar uma mensagem rápida e entende até siglas etc., e não está acostumado a uma conversa dessa, como esta que a gente está tendo aqui. Não consegue interagir, não consegue ter essa interação interpessoal. E eu acredito que isso esteja refletindo na sala de aula, porque não é um meio de comunicação que ele está acostumado. Ele vem para um meio de comunicação que não é aquele que ele está lá, que é na internet, que é unilateral, e aqui a coisa tem que ser bi-lateral. Se não for bi-lateral, não funciona, não vai. E até ele se acostumar a realizar isso, lá foi embora o primeiro semestre. E lá foram embora alunos com sonhos, alunos que não sabiam o que queriam. E aí você tem algumas explicações dos motivos da evasão.

E) E como fica o professor nisso tudo? Ele tem que lidar com todas essas variáveis que você colocou. Ele está preparado? Como é que ele lida com isso?

P1) Raríssimos são os professores que conseguem observar todos esses fatores. Alguns observam mais, outros menos, mas, você ter uma visão macroscópica disso é muito difícil. E aí o que o professor geralmente faz? Ele vem para cumprir o seu trabalho. Vem, dá o seu conteúdo e vai embora para casa. E aí, ou facilita na prova ou conversa com um, conversa com outro. Isso depende de cada professor, mas eu estou generalizando. O que deveria ser a relação mais importante que é essa ida e volta, essa estrada de mão dupla aqui, não está sendo, porque também o professor desanima com a reação dos alunos, ou seja, com a não reação dos alunos. Então, ou o professor se revolta ou, depende do perfil dele, se acomoda e vem para dar o seu conteúdo. Assina o ponto e vai embora. Não participa, não se envolve, não faz isso. Porque ele, professor, não foi formado e não está acostumado a formar jovens dessa geração. Por mais que ele tenha, às vezes ajuda quando o professor tem filho em casa, nessa idade, etc., ele liga o que o filho faz para tentar colocar em sala de aula. “Pô, meu filho está na internet, não sei o que. Olha a gíria dele...” Então, às vezes, isso facilita a comunicação. Porque a comunicação não é aquilo que você fala, é aquilo que o outro entende. Então, você está vendo que está nítido. Você não consegue sentir qual a comunicação que está sendo efetiva. Então, no meu ponto de vista, o professor também precisa ser estruturado para poder responder com rapidez e eficiência a essa geração que chega às nossas mãos aqui.

E) Quer dizer, é uma geração, um público jovem, que vai ficando cada vez mais distante do perfil do professor que se especializa cada vez mais e tem diante dele uma superficialidade...

P1) Total. E que você chega e quer entrar em algum aspecto de maior profundidade, que é a especificidade da disciplina do módulo, e o aluno não consegue. Porque o sistema nervoso dele não está acostumado com esse tipo de coisa. Outro dia fui a uma festinha de uma criança de um ano, num Buffet, e observei um fato inacreditável. Primeiro que festa para criança dessa idade não é para ela, é para os adultos, mas o nível de volume do som, a rapidez das músicas... Eu comecei a

comentar com a minha esposa e falei assim: “olha, isso aqui é o que a criança está tomando no primeiro ano de vida. Então, essa velocidade das coisas faz com que...” Se pegar um neurofisiologista, alguém que realmente entenda da área, vai explicar que o cérebro se acostuma a essa velocidade e que ele vai tê-la para o resto da vida. Só que na hora do raciocínio, na hora de parar, de perceber, de observar, de conservar, de interagir ele não consegue porque ele está trabalhando numa casca, nessa superficialidade e, quando você quer entrar num nível um pouco mais profundo, o aluno não tem nem sinapses suficientes para conseguir fazer essas comunicações. Entendeu?

E) Entendi. Vamos agora aprofundar um pouco mais o tema. O que você entende por saúde e promoção da saúde?

P1) Se a gente for pela definição clássica da Organização Mundial da Saúde, que isso não interessa aqui, é o seu estado do biopsicossocial de bem estar, de estar bem com você. Se você hoje em dia for ver, perguntar, quem tem saúde nessa concepção, vai ser muito difícil você encontrar uma resposta completa nesse sentido. Então, acho que o estado de saúde hoje do ser humano, além dessa definição clássica que a gente tem, deveria ser aberto para outro espectro. O que é que cada item desses, o biológico, o psicológico ou social podem ser mudados para que você possa ter realmente um estado de saúde. Se estiver muito bem com a família, financeiro, profissional, tudo bem, mas você chega em casa e liga uma televisão, você vai ver crianças morrendo, eu não sei... É uma degradação. É quase impossível hoje você dizer que alguém realmente tenha um estado de saúde muito legal. E para falar de promoção da saúde eu acho que, promover essa saúde, promover este estado de saúde no mundo atual, é muito difícil e você vê as campanhas que se tem em todos os sentidos, de alimentação, de atividade física, etc. As pessoas só estão esquecendo um pouquinho, no meu ponto de vista, na concepção do emocional, do psicológico realmente, porque isso é uma questão importantíssima no estado de saúde. É um start. Não adianta você estar, como eu te falei, estar muito bem em todos os quesitos se você não tiver uma condição emocional muito legal. Então, promover esse tipo de saúde hoje, essa saúde emocional vamos chamar assim, eu acho muito difícil no mundo em que nós vivemos e na cidade que a gente vive, no ambiente que a gente vive. Nessa agressividade que o mundo capitalista nos impõe. E, na verdade, se você for ver, toda essa busca de alguma coisa é para alcançar o vento. O cara hoje vive numa empresa. Quando que a gente podia imaginar que há um mês você falaria que uma empresa como a GM está ameaçada de falência. Então, para você ver como isso é uma bolha de sabão muito tênue, muito superficial, e que nós estamos inseridos dentro dela. Então, falar de saúde, num contexto como esse é querer quase que definir o impossível. A não ser que a pessoa consiga ter um equilíbrio muito grande, consiga se manter inserida nesse sistema e tenha uma estrutura para conseguir absorver todas essa intempéries, essas coisas que o mundo está nos colocando. Então eu vejo assim. A saúde hoje com essa observação. Na promoção da saúde você tem que trabalhar realmente o biopsicossocial. Não esquecer o espiritual, porque acho isso importantíssimo. Enxergar que nós estamos num mundo totalmente em degradação e que isso não é um discurso depressivo. Eu acho que é um discurso realista, mas que você consegue se manter inserido nisso se você tiver uma base. Aí sim você consegue começar a promover a sua saúde. É um cabo de guerra, então você puxa de um lado e os outros fatores puxam outro.

E) Vamos fazer um recorde nesse sistema todo e levá-lo para o contexto de sala de aula. Como você entende que todos esses princípios possam ser aplicados ou colocados em prática dentro da sala de aula, na relação professor-aluno?

P1) Você vê que os alunos, assim como nós, estão inseridos nesse contexto. Claro que num outro patamar talvez, alguns mais e outros menos. Alguns bancados pelo pai, pela família. Outros suando para conseguir trazer uma maçã para conseguir comer. Você tem um espectro muito grande dentro da sala de aula. É conseguir utilizar ferramentas para trabalhar esses três aspectos, o biológico, o psicológico e o social dentro da sala de aula, sem esquecer que isso deve estar inserido na sua questão técnica, na sua disciplina, no seu conhecimento. Ou seja, hoje, o professor que vai se destacar, na minha opinião, por promoção de saúde em sala de aula, é aquele que conseguir ter esta visão, essa experiência, conseguir dar o seu conteúdo destacando esses três pontos. Independente da disciplina existem mecanismos e ferramentas que se possa usar para que o aluno, aqui dentro, neste pequeno mundo que ele vive, tenha promoção de saúde e adquira conhecimento técnico. Eu acho que aí está o caminho de você tirar da estagnação aquele aluno, aquelas pessoas que não sabem o que estão fazendo ainda, que tem problemas familiares. Se a escola conseguir fazer isso efetivamente, você vai conseguir ter um excelente professor, ter um excelente aluno e uma excelente escola. O grande problema que não podemos esquecer é que o professor também tem suas limitações, está inserido nisso e etc., etc., etc. Existe capacitação para isso? Eu acho que não. Não sei se tem. Talvez você com o seu trabalho, do jeito que você é focado neste tipo de coisa, consiga sensibilizar as pessoas para poder promover isso. Não sei se eu fui claro na resposta? Se o cara conseguir, dentro do conteúdo técnico dele, estando eu, por exemplo, dentro da disciplina de anatomia, se eu conseguir citar dentro de uma aula esses três fatores e mostrar a importância disso, dessa disciplina, desse conteúdo para esse aluno no mundo lá fora, na concepção de saúde, eu acho que a gente consegue ter um bom profissional sendo formado e um bom formador de profissionais que é o professor.

E) Entendi.

P1) É difícil? Eu conheço alguns professores que têm essa visão. E hoje o mercado está pedindo profissionais assim. Tanto o que sai da escola, como o educador aqui. A gente precisa trabalhar muito essas questões. Porque ninguém está preparado para isso.

E) É verdade.

P1) A gente consegue ver um futuro a médio, longo prazo, mas não conseguimos ter hoje as ferramentas de como utilizar esse futuro. Mesmo sabendo que esse futuro, para essa molecada, já chegou. Não sei se fui rápido. Eles já estão lá na frente. Então nós precisamos acompanhar esse tipo de situação.

E) Entendi. Fale um pouco da sua relação com os alunos.

P1) Olha, a relação técnica eu deixaria para a avaliação institucional dizer. Vou me restringir à avaliação da qual a gente está falando, de relação. Eu consigo ter com eles uma relação muito franca, muito transparente. Isso eu sempre tive, não só com aluno. Acho que na vida algumas pessoas

representam alguns papéis em alguns momentos. Vivem a vida como se fosse, realmente, uma peça de teatro. Eu faço, não digo esforço, mas para mim é tão natural ser o que eu sou. É claro que isso tem um preço. Você ser, dentro da sua casa, do seu trabalho, na rua, um só, hoje em dia, é um pouco difícil e você paga um preço, mas tudo bem. A gente paga esse preço, mas consegue manter uma linha mais correta, mas reta, aliás, não correta. Consegue ter uma retidão um pouco maior. Os alunos percebem isso nessa relação comigo. Eu vejo isso nesses 20 anos que eu dou aula. Eu sempre agi assim. Eles conseguem ter uma relação comigo que, às vezes, não têm com os pais. Existem perguntas dentro de sala de aula, com o aluno, com a aluna, que eu tenho absoluta certeza que ele não faz nem para o pai e nem para a mãe. Ou seja, às vezes, ele vê o professor mais do que vê pai e mãe. O pai e a mãe trabalham, aquela correria etc. E aqui na escola, onde ele está no momento dele, eu acho que ele consegue quebrar um pouco essas cascas, essa barreiras e chegar até uma pessoa com mais idade. Que representa entre aspas, um pai, uma mãe. Por isso eu falei da importância do papel do professor nesse momento. A hora que o professor sacar esse negócio e tiver essa relação, você vai ter um menor número de evasão, você vai ter um monte de coisa. É que a escola ainda não sacou isso. O dirigente da escola ainda não viu isso e a hora que ele vir isso, vai ser importante. A maior prova do que eu estou dizendo, uma das provas, é o ensino a distância. Está aí na moda. E qual é o momento mais ovacionado pelos alunos que fazem o EAD? A videoconferência. Onde você tem uma, entre aspas, uma relação com aquele professor, com aquele cara que você manda e-mail. É da essência do ser humano isso. Não adianta você querer tirar isso. E se ele não está tendo em

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