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A percepção dos aprendizes sobre as atividades desenvolvidas no curso

CIDADE PARA PESSOAS: PROTEÇÃO E PRIORIDADE AO PEDESTRE”

2. Logotipo da Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito

4.4 A percepção dos aprendizes sobre as atividades desenvolvidas no curso

Na busca por realizar um fechamento da proposta inovadora de trabalho com os aprendizes e instrutores, foi realizado um questionário com questões abertas e fechadas (Apêndice F) sobre diferentes observações no decorrer das atividades, as quais foram

apresentadas aos jovens na busca por compreender a visão que têm sobre determinados assuntos. Esse questionário foi organizado como segunda parte do questionário aplicado ao final do terceiro microprojeto.

Inicialmente, a pesquisadora verificou ser necessário obter o retorno sobre qual proposta de microprojeto obteve maior aceitação dos aprendizes, visto que a primeira propôs a competição, a segunda a colaboração e a terceira a individualidade, assim, tem-se a figura 21, como gráfico resultante da análise das respostas à questão 6. Nesse momento, é possível registrar a preferência da maioria dos participantes por atividades de competição, que resultam em 44,11% (15 respostas) de preferência à Gincana Ecológica, seguidos por 20,58% (7 respostas) para cada um dos demais microprojetos.

Figura 21 – Gráfico referente à preferência dos aprendizes pelos microprojetos realizados Fonte: Pesquisa

Esse resultado pode ser complementado com a análise da questão 7, em que houve um empate nas respostas válidas: 50% afirmaram preferir atividades de competição, e os outros 50%, de colaboração. Dessa forma, se forem somados os valores das respostas da questão 6 que preferiram os microprojetos Semana Nacional de Trânsito 2014 e Portfólio Digital, ambos não trabalharam a questão da competição. Existe quase um empate entre as preferências dos jovens, que se dividem entre atividades de competição e colaboração. Esse fato remete, também, ao resultado do trabalho realizado pelo setor “recursos humanos” na Semana Nacional de Trânsito 2014, que avaliou que aproximadamente 50% dos participantes efetivamente realizaram as atividades. Assim, conclui-se que, para melhor estimular o interesse dos aprendizes, é necessário intercalar as atividades e não se deter a um modelo específico de trabalho, pois habilidades relacionadas à competição, à colaboração e ao

individual são importantes na formação do perfil do trabalhador.

Na figura 22, tem-se a quantificação das respostas dos aprendizes quanto à questão 8, que se refere ao tipo de atividade que são de suas preferências, entre aquelas realizadas no decorrer do curso. A partir dessas informações, é possível concluir que realizar atividades em grupo é uma preferência da maioria (26 respostas), no entanto, a mescla de dois grandes grupos, conforme ocorrido em dois dos três microprojetos, onde as duas turmas foram reunidas e misturadas, agradou a minoria (2 respostas), visto serem os extremos do gráfico.

Figura 22 – Gráfico sobre a preferência dos aprendizes quanto às atividades realizadas Fonte: Pesquisa

Outro ponto relevante é a preferência por apresentações orais, presente em 22 respostas, o que é um fator importante, uma vez que foi observado, anteriormente, que, muitas vezes, os jovens sentiram-se nervosos com o fato de apresentarem para o grande grupo. Embora o nervosismo estivesse presente, a apresentação oral está presente entre as atividades as quais agradaram o perfil dos participantes.

O uso do laboratório de informática apresentou-se uma importante ferramenta para o desenvolvimento das atividades, apresentando-se em 22 respostas à questão. Um contraponto é a preferência de apenas 9 pelos cursos a distância. Um fator que pode ter contribuído para esse resultado, fato mencionado anteriormente, no item 4.2.2, quanto aos problemas de acesso ao site, visto que a frustração de não realizar o curso programado pode ter se tornado um ponto negativo à persistência em dar continuidade aos estudos a distância.

Em outro ponto de observação, pode ser analisado o fato de que atividades que envolvem outros ambientes que não somente a sala de aula são preferidas pelos aprendizes. Por outro lado, as aulas teóricas apareceram como preferência em 18 respostas, fato que aparenta estar relacionado com o simbolismo de que aprender significa ter um professor transmitindo o conhecimento e, possivelmente, também está vinculado a sua rotina escolar.

prático é bom, muito bom e até mesmo excelente. Isso remete a uma superestima do trabalho prestado ou ainda a uma falta de análise crítica sobre os pontos positivos e a serem melhorados no seu trabalho. Já na questão 10, é latente a percepção dos jovens como parte integrante da empresa, sentindo-se funcionários tão significantes como qualquer outro. Esse fato é positivo, pois foi observado que, na maioria das respostas, estava presente a postura da empresa em tratá-los como parte do todo, com seus direitos e responsabilidades, e os aprendizes, por sua vez, puderam reconhecer essa atitude, a qual os deixou mais confiantes no trabalho que realizaram no decorrer do estágio.

Essa característica também está presente nas respostas da questão 11 e 12 (Figura 23 e Figura 24), em que eles avaliaram de forma muito positiva tanto o curso realizado quanto seu desempenho no decorrer do curso.

Figura 23 – Gráfico referente à avaliação do curso pelos aprendizes Fonte: Pesquisa

Figura 24 – Gráfico referente à autoavaliação de desempenho dos aprendizes Fonte: Pesquisa

Em geral, as respostas apresentadas no questionário final apontam o caminho do “como fazer” dentro de um contexto de aprendizagem contextualizada e atenta às demandas da sociedade da informação. Existe um interesse genuíno quando as atividades apresentadas buscam envolver os jovens na realização prática de trabalhos que permitem a experimentação e a vivência. Por vezes, essa aprendizagem, inclusive, foi apontada pelos participantes como uma melhor forma de aprender sobre o objeto de estudo.

Sendo assim, pelo retorno dos aprendizes, é válido investir nessas propostas, a fim de que os jovens tornem-se parte integrante e sintam-se confiantes para o desenvolvimento de atividades que exijam uma postura mais responsável e adaptável a novas situações, de acordo com o perfil desejável para essa nova geração de trabalhadores.