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A sociedade de risco: em busca de pressupostos de igualdade, equidade e

Tem-se dedicado muito das discussões da sociedade de risco mundial à lógica da dicotomização do risco, segundo a qual não há risco, mas sim visões excludentes e irreconciliáveis do mesmo. À medida em que o esquema cognoscitivo do risco não só marca a maneira como as pessoas interpretam suas experiências e entendem seu mundo, mas também como orientam suas ações, a realidade começa a desintegrar-se em mundos contrapostos: por um lado, o mundo da modernidade se levanta e cultiva como oportunidade, se põe a olhar as vantagens potenciais que obterá um indivíduo, empresa, Estado, religião. Por outro lado, a modernização aparece como uma ameaça problemática, duvidosa e, inclusive, inaceitável à própria vida social, cuja origem é a decisão dos outros. Os primeiros estão dispostos a tomar decisões arriscadas porque veem nos riscos uma medida de probabilidade. A magnitude dos acontecimentos com efeitos perigosos reporta vantagens ainda maiores. Aos outros, este mesmo se parece como uma ameaça letal, pois as decisões e práticas associadas à industrialização técnico-científica e sua posterior globalização não somente ameaçam os fundamentos orgânicos de todas as formas de vida, mas também a maioria dos seres humanos.

A concorrência, a controvérsia e a lógica da dicotomia dos conflitos, frutos de definições sociais do risco e os discursos sobre o mesmo, não podem reduzir-se à economia nem à política, muito menos ao espaço nacional. Trata-se da simultaneidade de discrepâncias cultural-políticas, da destruição de material e feridas profundamente enraizadas no sistema nervoso central da sociedade mundial.

Como já citado, a característica da condição humana no começo do século XXI são os riscos imprognosticáveis e as inseguranças fabricadas pela vitória da modernidade. Consequentemente, estar neste mundo, organizar-se nele inclui uma compreensão da confrontação com riscos catastróficos, confrontação esta que é uma auto-confrontação com os dispositivos institucionais de que nascem os perigos e com a particular lógica dos conflitos que comportam: aqueles que desfrutam as vantagens dos riscos não são os mesmos que têm de arcar com seus inconvenientes. Eis, portanto, o antagonismo do risco.

A lógica cosmopolita, comunicativa se desprega pelas contradições e conflitos dos riscos globais e tem a capacidade de, por assim decidir, recrutar forçosamente uma ilimitada quantidade de atores que não querem ter absolutamente nada a ver com outros atores que perseguem diferentes objetivos políticos e que, talvez, até vivam em mundos incomensuráveis. Esta lógica comunicativa do conflito tem que diferenciar entre riscos ecológicos, econômicos e terroristas. Neste sentido, uma pergunta é inevitável: “Como se demonstra válida esta teoria de sociedade?”

A teoria crítica da sociedade de risco global, para Beck (2008), trata-se de uma autocrítica da sociedade. Ele argumenta que sua teoria é ao mesmo tempo realista, construtivista e crítica. Isto porque a realidade da sociedade de risco global só pode ser percebida de uma forma crítica ao nacionalismo metodológico e como pluralidades de percepção de risco. Em outras palavras, não se trata de um normativismo, mas de um realismo na percepção de risco, que é real à medida que se torna possível e, concomitantemente, gera uma abertura para alternativas de possibilidades. Dentro das perspectivas políticas cosmopolita, destacam-se:

a) a sociedade de risco mundial faz valer uma nova lógica histórica: nenhuma nação pode solucionar seus problemas por si;

b) os problemas mundiais criam comunidades transnacionais. Somente compreendendo e impulsionando cosmopolitamente a política nacional se poderá sobreviver, uma vez que os Estados-nação já não são as unidades primárias da solução de problemas nacionais;

c) as organizações internacionais não são somente a continuação da politica nacional por outros meios, mas também modificam e religam os interesses nacionais. Com eles surge este jogo de soma positiva entre Estado que supera o jogo da soma negativa da autonomia nacional;

d) o fato de alguns Estados europeus e o Conselho de Segurança da ONU haverem recusado aprovar mecanicamente a opção militar em solidariedade ao governo dos EUA não conduziu, como muitos comentaristas presumiam, a perda de poder da União Europeia e da ONU. Muito pelo contrário, ambas ganharam credibilidade. A legitimidade da política global do risco baseia-se essencialmente numa divisão de poderes: de dispor de um exército e de gerar um consenso público mundial progressivo;

e) o unilateralismo é antieconômico. O realismo cosmopolita é, ademais, realismo econômico. Responsabilidade compartilhada, soberania compartilhada também significa compartilhar custos (BECK, 2008).

Sobre as dialéticas da modernidade, Beck (2008) afirma que todos os opositores da modernidade fracassaram, restando os próprios modernos como opositores de si mesmos. A tese do autor é de que a modernidade entra em um processo de autodissolução e se torna reflexiva. Seus princípios e instituições básicas falham, gerando um potencial para o novo. Com base nesta distinção central para a teoria da modernização reflexiva – entre instituições básicas e princípios básicos – abrem-se duas dialéticas da modernidade: a ambivalência do mais moderno e a do antimoderno. No primeiro caso, a vitória dos princípios básicos modernos gera crises nas instituições básicas modernas. Há, ao mesmo tempo, crise e não-crise: a continuidade dos princípios modernos leva à descontinuidade das instituições básicas.

Já no segundo caso, a modernidade contraria seus próprios princípios básicos. Beck (2008) cita, muitas vezes, o exemplo da bomba atômica. Da vitória da modernidade, criou-se uma arma de destruição, transformando o apocalipse de uma visão religiosa em uma possibilidade real, gerada pelo progresso científico. Assim, do sucesso da modernidade, criam-se os riscos globais, os quais colocam os princípios básicos da modernidade à disposição: podem ser destruídos, e essa possibilidade por si só já os destrói, em parte.12

Para Beck (2008), os riscos existem, mas a sua transformação depende de como são percebidos socialmente. Afirma que, ao contrário da maioria das teorias da sociedade moderna, a teoria da sociedade de risco desenvolve uma imagem que faz circunstâncias contingentes da modernidade, ambivalentes e involuntariamente suscetíveis dos realinhamentos políticos.

12Beck (2008) ressalta que não se pode investigar e teorizar sobre a queda dos princípios e

instituições básicas da modernidade sem se condenar de um modo ou de outro no dilema: investigá- los não seria bom porque abriria espaço para o antimoderno? Ou o não esclarecimento também seria ingênuo e abriria espaço para o antimoderno? Estas duas indagações seriam, para ele, um novo começo da sociologia.

O fenômeno da crise ambiental foi o responsável por desencadear toda preocupação com as questões ambientais. Essa crise foi, de certa forma, um moderador à produção de bens e serviços do mundo globalizado. Conforme Leff (2006, p. 223), “a marca de uma crise de civilização, de uma modernidade fundada na racionalidade econômica e científica, como os valores supremos do projeto humanizatório da humanidade, tem negado a natureza como fonte de riqueza.”

A modernidade, desde as suas origens, desenvolveu-se lutando pela busca da emancipação do sujeito em nome da ciência, rejeitando toda a bagagem do Cristianismo e a herança do dualismo cristão. Da mesma forma, rejeitou as teorias do direito natural que haviam provocado o nascimento das Declarações dos Direitos do Homem e do Cidadão.

As grandes promessas da modernidade, no desejo de responder às necessidades humanas, concentram-se nas vitórias da ciência e da tecnologia. Num cenário de vitórias, derrotas e exploração, surgem a sociedade de risco e os movimentos ecológicos na busca do desenvolvimento sustentável, da equidade e da igualdade na distribuição dos riscos.

O homem, como qualquer outro ser vivo, exerce sua influência sobre a natureza e dela retira recursos para assegurar a sua sobrevivência, descartando aquilo que não lhe parece útil. Contudo, diferentemente das demais espécies vivas, culturaliza a natureza, imprime-lhe uma simbologia, uma representação, com o intuito de torná-la inteligível à sua compreensão. A filosofia, então, passou a ditar o que a natureza representa para o homem. No início, a natureza apropriada, depois a crise ambiental, a crise da percepção da natureza pelo homem.

Esta sociedade pós-moderna para alguns (BEDIN, 2001), de risco (BECK, 2008) para outros, ou ainda complexa caracteriza-se pelo risco generalizado e pela incerteza, fatores que se apresentam como grandes desafios para o Estado e para o Direito. A sociedade de risco representa uma depauperação civilizatória, uma vez que as bases da vida se encontram sob ameaça e também como meios para tal ameaça. Há disparidade entre as percepções científicas e sociais dos riscos – níveis de tolerância de substâncias tóxicas são estabelecidos de acordo com as

necessidades produtivas, não de acordo com a salubridade real. Além disso, a ciência é contraproducente no tocante ao reconhecimento dos riscos, tendo em vista que a sua imprecisão, a dificuldade em compreender sua linguagem é sistemática ou até mesmo a manipulação de dados a favor do progresso e da produção favorecem a incerteza quanto a eles, tornando a realidade especulativa, criando-se a incerteza.

Nessa incerteza, cria-se outra importante diferença na sociedade de risco: a capacidade de se prever o risco, de se dominar o risco (mesmo que suas causas sejam impossíveis de dominação). Uma nova moral ecológica surge cobrando a responsabilidade pelos efeitos secundários não apenas aos seres humanos, mas também ao restante da natureza. Problemas anteriormente não políticos adquirem importância política fundamental. A sociedade de risco, porém, segundo Beck (2008), não é revolucionária, mas sim catastrófica, pois anuncia e aguarda os cataclismos iminentes. Cobra-se do Direito, das ciências, do Estado a imposição de limites, ou seja, a ordenação, demonstrando portar a sociedade de risco um totalitarismo legítimo na defesa contra os perigos.

A individualização foi o principal efeito da passagem da sociedade industrial à sociedade de risco. Essa individualização, entendida como o desprendimento do indivíduo da classe e da família, remete-o ao seu destino laboral com todos os riscos, oportunidades e contradições decorrentes da modernidade (fundamentada no binômio indivisível da liberdade individual e da igualdade, independentemente das limitações impostas). Ao lado da individualização, surge a institucionalização - indivíduos desprendidos e cada vez mais dependentes das instituições reguladoras da sociedade e do mercado. Assim, a individualização é um processo contraditório de socialização, pois, da tomada de consciência dessa situação, pode ser conduzido o surgimento de novas comunidades socioculturais, quer por movimentos sociais ou por iniciativas cidadãs que protestam contra este “risco” de perda da vida própria que a individualização representa.

Para Beck (2008), o principal elemento diferenciador entre a sociedade industrial e a sociedade de risco não é a lógica da repartição das riquezas ou do risco, mas a mudança da relação de prioridades. Enquanto a primeira julga ser

compatível a lógica da distribuição das riquezas em relação à produção dos riscos, a segunda considera as duas produções incompatíveis e rivais.

Nas afirmações de Beck (2008), a degradação ambiental é o mais sistemático e abrangente de todos os riscos e perigos que as sociedades modernas criaram. E, conforme os riscos vão sendo produzidos no bojo dos conflitos e disputas de interesses que permeiam e caracterizam a dinâmica das formações sociais, amplia- se o grau de incerteza, medo, injustiça e insegurança no seio das sociedades contemporâneas.

Este grau de incerteza, segundo Leite e Ayala (2004), é também acentuado pela impossibilidade da ciência em apresentar respostas satisfatórias aos riscos. É necessário, então, ressaltar a incapacidade funcional da ciência, em primeiro lugar para o correto diagnóstico dos riscos e, depois, para a informação e orientação das alternativas para as ações e processos relacionados à tomada de decisões em matéria ambiental.

Com o advento do progresso cientifico, Leite (2003, p. 25) “vê uma dimensão perigosa para o desenvolvimento, especialmente considerando a função da ciência e do conhecimento”. O autor acrescenta ainda que “as consequências do desenvolvimento cientifico e industrial são o perigo e o risco, trazendo a possibilidade de catástrofes e resultados imprevisíveis na dimensão estruturante da sociedade” (p. 25). Assim, verifica-se a necessidade de se repensar e aplicar um modelo de desenvolvimento que tenha como objetivo a preservação dos recursos ambientais a longo prazo a fim de salvaguardar as gerações vindouras. Nesse sentido para LEITE (2003, p. 26):

A enormidade das questões em jogo, a irreversibilidade dos processos em curso e o constrangimento, quase irreversível, de um movimento em desenvolvimento que arrasta as nações num consumo sempre acrescido, de que sabemos, contudo, conduz a uma ruptura de carga do sistema ecológico. E, como na tragédia, os alertas não faltam, com vista, se ainda há tempo, a inverter o movimento e inventar outras origens para esta moderna história do dilúvio.

Um modelo de desenvolvimento que busque a proteção do meio ambiente para as gerações vindouras pode ser assim vislumbrado na sustentabilidade. O

desenvolvimento sustentável, tratado pela primeira vez na década de 70 com a Convenção de Estocolmo, atingiu projeção internacional apenas 17 anos depois, em 1987, com a publicação do Relatório de Brundtland13 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente da ONU.

No que diz respeito ao desenvolvimento sustentável, Fiorillo (2006, p. 28) manifesta:

O princípio possui grande importância, porquanto numa sociedade desregrada, a deriva de parâmetros de livre concorrência e iniciativa, o caminho inexorável para o caos ambiental é uma certeza. Não há duvida que o desenvolvimento econômico também é um valor precioso da sociedade. Todavia, a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico devem coexistir, de modo que aquela não acarrete a anulação deste.

Contudo, Sachs (1993) ressalta que o conceito de desenvolvimento somente poderia ser atingido através de um equilíbrio integrado entre cinco pressupostos básicos e fundamentais, quais sejam: econômico, ecológico, social, geográfico e cultural, reafirmando o que estabelece Leff (2000) quando diz que a questão ambiental é um problema social, gerado por processos econômicos, políticos, jurídicos, sociais e culturais. Assim, para a concretização do desenvolvimento sustentável, deve haver a integração de políticas governamentais, ações empresariais, da sociedade civil, modificações dos padrões de consumo, principalmente em países desenvolvidos, bem como a redução na demanda por recursos naturais (tendo em mente sua finitude).

Neste sentido, o discurso da sustentabilidade ganha ampla repercussão desde os organismos internacionais aos agentes locais, configurando uma efetiva

13Documento intitulado “Nosso Futuro Comum” publicado em 1987. Neste documento o

desenvolvimento sustentável é concebido como o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. Este documento faz parte de uma série de iniciativas, anteriores a Agenda 21, as quais reafirmam uma visão critica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e produzido pelas nações em desenvolvimento, e que ressaltam os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte do ecossistema. Mais: o relatório ainda aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo vigentes. O relatório deixa claro que nesta nova visão das relações homem- meio ambiente, que não existe apenas um limite mínimo para o bem-estar da sociedade; há também um limite máximo para a utilização dos recursos naturais.

ideologia.14 Segundo a Agenda 21, o conceito de desenvolvimento sustentável surge

como um alicerce para a constituição de um novo modelo de desenvolvimento para o capital, distinto dos predecessores, à medida que vincula o desenvolvimento social e econômico à proteção e melhoria do meio ambiente. Importante ressaltar que há uma dificuldade muito grande na incorporação desta formulação em razão da grande maioria dos avanços econômicos e sociais estarem sendo realizados à custa de um preço ambiental muito alto.

O PNUMA (2006) ressalta a dimensão ética para evocar a adoção da sustentabilidade como paradigma norteador da sociabilidade humana, afirmando que

o desenvolvimento sustentável não pode significar que as gerações deixem o ambiente exatamente como o encontraram. O que se deve conservar é a possibilidade das gerações futuras gozarem das suas liberdades, poderem fazer escolhas e terem uma vida que possam valorizar [...]. O fundo ético de qualquer sociedade tem, em parte, de ser avaliada com base no modo como trata os seus membros mais vulneráveis [...]. O imperativo moral está assente em ideias sobre gestão, justiça social e responsabilidade ética. Não se justifica a redução do bem-estar dos que viverão no futuro só porque viverão no futuro. O modo como encaramos o bem-estar das gerações futuras é um julgamento ético.

A questão da sustentabilidade ambiental, vinculada ao desenvolvimento, diz respeito ao ambiente e à economia, em sua relação com o conjunto dos serviços do ecossistema. Para as diferentes agências15, a preservação dos recursos naturais, especialmente da água, do ar, da biodiversidade, da terra, ganha centralidade e importância, mas são muitos os objetos de inquietação e de inúmeras propostas formuladas para conter a degradação do Planeta. Neste cenário, a sustentabilidade ambiental segue uma dinâmica contraditória: constatam-se alguns avanços (medidas de redução da poluição, de redução do desperdício, de formação de uma

14Lembrando que os principais sujeitos da construção desta ideologia, os formuladores deste ideário,

são os organismos internacionais, os quais ocuparam e ocupam um lugar de destaque tanto no debate como na disseminação dos princípios da sustentabilidade contando, é claro, com o envolvimento de amplos segmentos de classe.

15CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), PNUD (Programa das Nações Unidas

para o Desenvolvimento), PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), AGENDA 21 (um dos principais resultados/documentos da conferência Eco-92 que estabeleceu a importância de cada país em se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais), CNI (Conferência Nacional da Indústria) e BANCO MUNDIAL.

consciência ambiental), mas seguem pendentes grandes questões que afetam diretamente a reprodução da vida no Planeta (o aquecimento global, a questão energética, a degradação do solo, a produção para o descarte).

Por fim, um paradoxo se revela: ao lado dos discursos que anunciam um futuro de catástrofes, que apelam para as ações emergenciais, que conclamam todos a se envolverem na defesa do Planeta, o capital submete a humanidade aos riscos originários da reprodução de sua ordem. Esses riscos expõem geralmente os grupos sociais mais vulneráveis às condições ambientais em processo de degradação. Nessa perspectiva, emerge a concepção da questão ambiental como uma questão também de justiça distributiva, tornando a gestão dos conflitos socioambientais democrática e participativa como uma das maiores lutas ecológicas.

3 JUSTIÇA AMBIENTAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O SURGIMENTO