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O ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO DE BEBÊS

TÓPICO 3 - PLANO DE INTERVENÇÃO NO ACOMPANHAMENTO

3.2 O ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO DE BEBÊS

Se o acompanhamento terapêutico com crianças já tem uma especificidade própria, podemos imaginar como é diferenciada a prática de AT com bebês.

Como primeiro ponto importante, antes de a iniciarmos abordagem clínica do AT com bebês, não podemos olvidar da relevância da teoria do desenvolvimento infantil que já estudamos. Como você deve se lembrar da Unidade 1, para que um ser humano se constitua é imprescindível que se estabeleça um laço afetivo entre o bebê e o outro, que, neste primeiro momento, será sustentado pela função materna. Dito isto, Engel, Ghazzy e Silva (2014) apontam para a imprescindibilidade de que o trabalho clínico de acompanhamento terapêutico com bebês ocorra na presença do outro parental que, em última instância, oferece a sustentação psíquica para a continuidade e desenvolvimento do bebê. É somente a partir da relação que se institui entre o bebê e sua família que a intervenção se torna possível.

Assim como ocorre na prática de AT com crianças, a função clínica com bebês será no sentido de auxiliar esse pequeno ser a se estruturar psiquicamente. De tal forma que, a proposta interventiva de acompanhamento terapêutico para bebês pode ocorrer em função desse Outro fundamental encontrar-se em fragilidade psíquica, como nos casos de depressão pós-parto, por exemplo, abrindo a possibilidade de que essa mãe venha a desempenhar a função materna (ENGEL; GHAZZY, SILVA, 2014). Quando há sinais claros de dificuldade do estabelecimento dessa relação primordial entre mãe e bebê, podemos dizer que essa criança se encontra em risco psíquico. “Sendo assim, no risco da não constituição do laço parental, um acompanhamento pode se fazer necessário no sentido de promover e sustentar sua instalação” (ENGEL; GHAZZY, SILVA, 2014, p. 1049). Ainda segundo Engel, Ghazzy e Silva (2014), o trabalho do acompanhante terapêutico na clínica com bebês se compara com um espelho vivo para a mãe e para a relação que estabelece com o seu bebê. É o acompanhante terapêutico que sustentará o lugar do outro primordial que, neste momento, é impossível para a mãe sustentar.

Por se tratar de uma clínica itinerante, extramuros, o acompanhamento terapêutico com bebês possibilita a circulação social da mãe e de seu bebê, alcançando pontos de tensão em que a clínica tradicional não alcançaria. Sigamos para um exemplo clínico de atuação de AT com bebês trazido por Engel, Ghazzy e Silva (2014). Trata-se de um bebê que fora avaliado como uma criança com risco de atraso de desenvolvimento.

Aos quatro meses de idade ainda não havia desenvolvido a troca de olhares com a mãe e outras pessoas e não atendia pelo nome quando chamado.

A primeira intervenção da acompanhante terapêutica junto a esta família, foi no sentido de estimular a genitora a convocar a criança pelo seu nome. Após muita insistência da mãe, estimulada pela acompanhante a não desistir, a criança dirigiu o olhar para a mãe por um pequeno fragmento de tempo. A mãe encontrava-se preocupada, pois, aos seis meses de idade, seu filho ainda não era capaz de sustentar a

cabeça sozinho e havia recebido o encaminhamento ao neurologista. A acompanhante tranquilizou a mãe e recomendou a continuidade da estimulação da criança para que respondesse a seu chamado.

No terceiro atendimento da AT, o menino já atendeu mais rapidamente ao chamado da mãe, porém, também se percebeu que, para que isso ocorresse, a voz precisava estar acompanhada do toque materno.

A AT ressaltou a importância de a mãe oferecer um objeto para a criança, juntamente com sua voz e seu toque. Viu-se, assim, uma mãe mais tranquila, o que levou a pensar o quanto, nessas situações, a intervenção parecia consistir em sustentar à mãe a possibilidade de exercer a função materna, auxiliando-a a acreditar nas aquisições e supor um sujeito em seu filho. Isso foi confirmado pela sequência dos atendimentos, pois, um mês e meio após seu início, o menino atendia mais ao chamado materno, fixando mais o olhar nos objetos e interagindo mais com o outro, sinais de um avanço em seu desenvolvimento (ENGEL; GHAZZY, SILVA, 2014, p. 1051).

Além dos avanços constatados no desenvolvimento daquele bebê, Engel, Ghazzy e Silva, (2014) destacam que o acompanhamento terapêutico permitiu àquela mãe a construção de uma narrativa sobre sua história, a história do marido e também a história do bebê, ao mesmo tempo que se tornou um instrumento de sustentação da relação entre a mãe e a criança.

Na prática de AT com bebês, após verificar os primeiros indícios de que a constituição psíquica e, portanto, seu desenvolvimento, não estão seguindo o fluxo esperado, é aconselhável iniciar a intervenção precoce, pois é nesse momento primitivo da vida psíquica que estão sendo estabelecidas as primeiras inscrições de seu funcionamento psíquico (ENGEL; GHAZZY, SILVA, 2014).

A indicação do tratamento precoce de AT com bebês, portanto, pode ser prescrita quando os pais estão fragilizados psiquicamente, não conseguindo se situar de forma estruturante para seu filho. O acompanhamento terapêutico de bebês ocorre no ponto em que há um fracasso da realização dos ideais de maternidade, paternidade e primeira infância, sendo que o trabalho do acompanhante será de escuta, suporte e orientação a esses pais (ENGEL; GHAZZY, SILVA, 2014).

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O CASO MIGUEL

Carlos Frederico de Macedo Coelho Em vez de atender crianças autistas em consultório passei a realizar o estágio de acompanhamento terapêutico de Miguel (como são chamado), um garoto autista de três anos de idade, em uma escola maternal durante alguns dias da semana. Miguel já estava em atendimento psicoterápico quando comecei a realizar o seu AT; era atendido por minha supervisora de estágio.

O menino fora diagnosticado como autista por volta dos dois anos e meio de idade, e seus pais relatavam que, até então, agia como uma criança normal. Foi a partir dessa idade que Miguel começou a apresentar isolamento afetivo mais acentuado e regressão em sua fala. Não havia nele nenhum indício de que seu autismo estivesse associado com algum aspecto orgânico. A sua família era proveniente de outro estado e vieram à Brasília a trabalho. Sem ter quem tomasse conta de seu filho enquanto estivessem trabalhando, os pais de Miguel decidiram colocá-lo no Jardim de Infância de uma escola de ensino regular.

Fui convidado a fazer o AT de Miguel na escola para auxiliá-lo no seu processo de inclusão social. Além disso, a minha presença na escola o auxiliaria a lidar com o problema imediato que o estava lá afetando. Na escola, havia uma professora que tinha atenção especial com Miguel. A existência dessa figura acolhedora foi algo bastante positivo para ele, pois era alguém que lhe dava amparo emocional para melhor suportar o ambiente escolar. Infelizmente essa professora foi mandado embora da escola, fato que repercutiu negativamente no psiquismo de Miguel.

A minha função com Miguel era dar-lhe suporte emocional, tal como a sua antiga professora lhe dava, para que pudesse frequentar a sua escola de maneira mais proveitosa. Miguel passou por repetidos e abruptos cortes de vínculo com pessoas que representavam para ele uma possibilidade de acolhimento emocional importante ao seu desenvolvimento. Foram babás, avós e professores que, abruptamente, saíram de sua vida e não lhe proporcionaram uma sensação de continuidade. Sendo assim, minha disponibilidade para ele era grande.

LEITURA

COMPLEMENTAR

A escola de Miguel tinha a expectativa de que a minha presença em sala de aula garantiria que ele realizasse todas as atividades tal como os seus colegas. Era Claro para mim que a escola queria alguém que o auxiliasse quase que exclusivamente do ponto de vista pedagógico. A preocupação maior da escola era evolução pedagógica de Miguel.

Por não estar em consultório, sentia-me desconfortável naquele lugar. Além de ser a minha primeira experiência mais próxima com uma criança autista, acompanhar uma única criança em sala de aula me parecia algo estranho a vista de todos. Por ser alguém que buscava ter uma formação clínica, enxergava Miguel e seus colegas com olhos terapêuticos. Sendo eu um acompanhante terapêutico, pensava que deveria agir de maneira terapêutica essa postura gerou alguns conflitos entre minha escola. Miguel era um garoto que constantemente pedia acolhimento emocional físico. Necessitava muito do colo das pessoas, independente de quem fosse. Eu procurava atender prontamente aos pedidos de Miguel, oferecendo-lhe colo, mas esse gesto não era bem-visto pelos professores.

O insistente desejo de Miguel de ficar aconchegado em meu colo era uma maneira de buscar uma sensação de apaziguamento que, no ambiente escolar, não conseguia achar. A sua busca pelo aconchego no corpo do outro pode ser entendida como uma conquista. Em uma criança autista, a capacidade de se aconchegar no colo do outro é o indício de uma possibilidade de sair do seu isolamento, já que na maior parte dos casos as crianças autistas buscam aconchego em comportamentos autísticos, tal como girar ao redor do seu próprio corpo. A busca de aconchego em um outro corpo é indício de uma capacidade de reconhecimento da alteridade, o que é, clinicamente, um bom sinal.

Essa busca de Miguel por aconchego foi um fato bastante controverso na escola. A professora não achava muito interessante que eu desse colo toda vez que ele me pedia, pois, supostamente, eu o estaria isolando do contato com as outras crianças.

Nas palavras da professora, " mimando-o e privilegiando-o em detrimento das outras crianças". No entanto, eu achava o contrário: acreditava que o colo era um momento constituinte que Miguel poderia ter para reorganizar-se e adquirir confiança para realizar as atividades na escola. A minha orientadora também considerava que o colo seria, na fase de aproximação com o meu paciente, uma forma de nos reconhecermos um ao outro.

Nesse trabalho de AT na escola, eu agia como um "anti-Itard": ao invés de querer educá-lo a ser uma criança candidamente adequada às necessidades da escola, me preocupava em aprender com ele o que necessitava no ambiente escolar. Eu acreditava poder aprender sobre o autismo com meu paciente, majoritariamente, pela via do encontro, e, menos, pelo conhecimento apriorístico dos sintomas autísticos de Miguel.

O conhecimento do seu autismo não aconteceria antes do encontro, e, sim, durante o encontro. A situação do colo, anteriormente citada, permite a perceber o embate

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que há entre a postura terapêutica e a postura pedagógica. Existem certas formas de subjetivação que parecem não se adequar satisfatoriamente a lógica pedagógica.

Bastos (2001) indaga:

Se a escola está aberta a questionar e se repensar como um espaço para acolher não só se questões relativas ao pedagógico, mas também aquelas que apontam na direção do sujeito, ou seja trata-se de perguntar trata-se é possível, para escola, tomar a criança não exclusivamente pela ótica das suas capacidades cognitivas, mas nessa posição de sujeito do desejo, enquanto construção de uma estruturação psíquica que a psicanálise aponta não coincidir com desenvolvimento biológico (p. 3).

Por esta afirmação, é possível acreditar que a escola possa ter um papel pedagógico alternativo em relação às crianças que estão vivendo o processo de inclusão, papel este que leve mais em consideração os ganhos emocionais de estar na escola do que necessariamente a capacidade cognitiva de se adequar às normas da escola. É provável que grande parte das escolas se beneficiam se permitissem agir como em Bonneuil, ou seja, se oferecessem não apenas educação, mas também espaço continente onde as crianças pudessem deixar a sua marca espontânea e individual.

No processo de alfabetização grande parte das crianças portadoras de sofrimento psíquico grave ainda está vivendo momentos de constituição psíquica que a maioria das crianças normais já superou. Seria bom se a escola pudesse investir em uma postura que respeitasse esses momentos constitutivos dessas crianças, tal como se faz em Bonneuil. Possivelmente, a resistência das escolas em agir assim se deve ao fato de que tem dificuldade de compreender e lidar com crianças autistas, as quais podem revelar comportamentos assustadores e inesperados.

A minha experiência em AT com o Miguel me fez atentar para o fato de que as escolas ainda não se sentem qualificadas para simplesmente receber uma criança sem ter a obrigação de educá-la. no entanto, a escola que ousa subverter essa lógica em muito se beneficia com tal ousadia. Algumas escolas parecem não perceber que são muito mais que um lugar de aprendizagem, mas também um lugar de vivência onde crianças fazem amigos, inimigos se impõe e se submetem. Enfim, toda uma gama de experiências do agir humano com si próprio e com a alteridade lá acontece. Isso para qualquer criança, portadora de sofrimento psíquico grave ou não, é constituinte. Além disso esse é o tipo de aprendizagem que não se ensina para uma criança: apenas a acompanhamos em sua aprendizagem.

Assim sendo a minha experiência de AT na escola de Miguel me fez questionar a possibilidade da escola de limitar-se apenas a acompanhar uma criança autista em suas experiências com o outro. Isso não quer dizer que a escola deva desistir de educá-la, mas acredito que para uma criança autista, que ainda não está preparada

psiquicamente para se alfabetizar (como era o caso de Miguel), o mais importante para a escola é fornecer experiências de interação com a alteridade que são constituintes para colocar criança.

FONTE: COELHO, C. F. M. Convivendo com Eduardo e Mônica: uma proposta de acompanhamento terapêutico de crianças autistas. 2017, 120 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultural) – Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: https://repositorio.unb.br/

handle/10482/3095. Acesso em: 19 abr. 2022.

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RESUMO DO TÓPICO 3

Neste tópico, você adquiriu certos aprendizados, como:

• O Projeto Terapêutico Singular (PTS), que é um instrumento validado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para traçar estratégias para o tratamento da saúde de seus usuários, sejam elas relacionadas à saúde orgânica ou à saúde mental.

• O PTS é composto de quatro momentos distintos: diagnóstico, definição de metas, divisão de responsabilidades e reavaliação.

• O trabalho em equipe se demostra fundamental na abordagem do Projeto Terapêutico Singular, pois cada profissional irá imprimir sua marca na criação daquele Projeto.

• A elaboração do PTS é realizada em parceria com o paciente. As respostas trazidas pelo paciente auxiliam a compreendê-lo melhor e traçar quais são suas características mais relevantes que podem vir a ser usadas nas propostas de tratamento

• As ações de acompanhamento terapêutico deverão estar alinhadas às necessidades do acompanhado, que podem mudar ao longo do processo.

• o profissional de AT deve ter a sensibilidade em avaliar se a ação proposta no PTS será bem aproveitada naquele momento do processo.

• Quanto ao acompanhamento terapêutico de crianças e adolescentes, tem sido pensado como recurso auxiliar no processo educacional e terapêutico de crianças acometidas com graves transtornos psíquicos.

• A busca por espaços do cotidiano, como uma via alternativa ao processo de institucionalização, pode ser tomada como a grande meta do acompanhamento terapêutico de crianças e adolescentes.

• O acompanhamento terapêutico de crianças de adolescentes implica na capacidade do profissional oferecer afeto e continência ao acompanhado.

• No acompanhamento terapêutico de crianças, o objetivo é criar condições para a estruturação da personalidade do infante.

• É papel do acompanhante fornecer amparo técnico e afetivo para consecução da inclusão social da criança, seja à família ou demais atores da vida social da criança.

RESUMO DO TÓPICO 3

• Com o marco das conquistas legais a respeito da inclusão escolar, vemos surgir novas demandas nas quais há o reconhecimento da necessidade em contar com apoio de profissionais que efetivem a inclusão, dentre eles o AT

• O acompanhamento terapêutico se estrutura como possibilidade de auxílio à escolarização de crianças com transtornos graves, o acompanhante terapêutico será convocado a fazer parte do processo de inclusão escolar do acompanhado.

• A finalidade do AT na escola é integrar a criança portadora de sofrimento psíquico grave com os demais alunos, bem como envolvê-la nas atividades propostas pelo professor, sempre tendo em conta suas limitações e potencialidades.

• Em consequência dos avanços psicoemocionais, ou terapêuticos, a partir da intervenção em AT é que o aspecto pedagógico passa a fazer sentido para a criança.

• Já na proposta de acompanhamento terapêutico com bebês é necessário a inclusão do outro parental que, em última instância, oferece a sustentação psíquica para o desenvolvimento emocional do bebê.

• O tratamento precoce de AT com bebês pode ser prescrito quando os pais estão fragilizados psiquicamente, não conseguindo se situar de forma estruturante para seu filho

• Ainda se tratando de bebês, após verificar os primeiros indícios de que a constituição psíquica e, portanto, seu desenvolvimento, não estão seguindo o fluxo esperado, é aconselhável iniciar a intervenção precoce, que pode incluir a prática de AT.

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1 Sobre as fases de elaboração do Projeto Terapêutico Singular, assinale a alternativa que apresenta a CORRETA:

a) ( ) Definição de metas, divisão de responsabilidade, diagnóstico e reavaliação.

b) ( ) Diagnóstico, escolha do técnico de referência, elaboração de prognóstico.

c) ( ) Diagnóstico, definição de metas, divisão de responsabilidades e reavaliação.

d) ( ) Divisão de responsabilidades, plano de ação, elaboração de prognóstico e reavaliação.

2 “A partir das conquistas legais acerca da inclusão, novas demandas no contexto escolar surgem, sendo uma delas o reconhecimento da necessidade de se ter como apoio profissionais que efetivem a inclusão. Daí um dos motivos para o interesse pelo tema específico do AT na escola. Nesse contexto, o AT se coloca como possibilidade de auxílio na escolarização de crianças com transtornos graves, se orientando em prol da inclusão dessas e em consonância com a legislação vigente” (BATISTA; FLOR;

SILVEIRA, 2017, p. 58). Acerca do acompanhamento terapêutico de crianças na escola, analise as sentenças a seguir:

FONTE: BATISTA A. L.; FLOR T. C.; SILVEIRA, R. W. M. Saberes e práticas do acompanhamento terapêutico com crianças: uma revisão bibliográfica. Revista da Abordagem Gestáltica, Goiânia, v. 8, n. 1, p. 55-62, 2017.

I- A prática do AT na escola é coerente com a proposta que deu origem historicamente ao AT, já que promove a escolarização da criança e sua inclusão na sociedade.

II- O trabalho do acompanhante terapêutico na escola consiste em acompanhar a criança em seu desenvolvimento psicoemocional, social e educacional, bem como orientar os demais profissionais que fazem parte do processo educativo da criança e sua família.

III- O AT é uma peça importante no processo inclusivo de crianças, atuando como mediador e facilitador para que a escola cumpra seu papel de ofertar um lugar à criança, um laço social.

Assinale a alternativa CORRETA:

a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.

b) ( ) Somente a sentença II está correta.

c) ( ) As sentenças I e III estão corretas.

d) ( ) Todas as sentenças estão corretas.

AUTOATIVIDADE

3 O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um instrumento validado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para traçar estratégias para o tratamento da saúde de seus usuários, sejam elas relacionadas à saúde orgânica ou à saúde mental. Sobre o PTS, analise as assertivas a seguir e classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:

( ) No caso do PTS realizado no âmbito da saúde mental, a participação do usuário é dispensável, já que, muitas vezes, ele não está apto para opinar sobre as propostas terapêuticas devido ao seu estado emocional.

( ) As respostas trazidas pelo paciente auxiliam a compreendê-lo melhor e traçar quais são suas características mais relevantes que podem vir a ser usadas nas propostas de tratamento.

( ) O PTS deve ser um trabalho realizado em equipe, pois cada profissional poderá trazer suas experiências profissionais e pessoais, enriquecendo o processo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

a) ( ) V – F – F.

b) ( ) V – F – V.

c) ( ) F – V – F.

d) ( ) F – V – V.

4 Embora tenham pontos concordantes, o AT de adultos se diferencia do AT de crianças em diversos pontos. Comente acerca da função estruturante que o AT adquire na proposta de tratamento com crianças.

5 Descreva a importância do acompanhamento terapêutico precoce, ou seja, nas fases iniciais da vida, para casos em que se observa risco psíquico ou atraso do desenvolvimento.

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REFERÊNCIAS

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AMARANTE, P. Saúde mental e atenção psicossocial. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2007.

BATISTA, M. D. G. breve história da loucura, movimentos de contestação e reforma psiquiátrica na Itália, na França e no Brasil. Revista de Ciências Sociais, João Pessoa, n. 40, p. 391-404, 2014.

BATISTA A. L.; FLOR T. C.; SILVEIRA, R. W. M. Saberes e práticas do acompanhamento terapêutico com crianças: uma revisão bibliográfica. Revista da Abordagem Gestáltica, Goiânia, v. 8, n. 1, p. 55-62, 2017.

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gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 19 abr. 2022.

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Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 19 abr. 2022.

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https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/clinica_ampliada_2ed.pdf. Acesso em:

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CASTRO, U. R. Reforma psiquiátrica e o louco infrator: novas ideias e velhas práticas. 2009. 127 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais e Saúde) – Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2009. Disponível em: http://tede2.pucgoias.

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COELHO, C. F. M. Convivendo com Eduardo e Mônica: uma proposta de

acompanhamento terapêutico de crianças autistas. 2017, 120 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultural) – Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/3095. Acesso em: 19 abr. 2022.

ENGEL, D.; GHAZZY, M. S.; SILVA, H. C. Acompanhamento terapêutico e a relação mãe-bebê. Psicologia ciência e profissão. Brasília, DF, v. 34, n. 4, p. 1045-1058, 2014.