I- Enquadramento teórico: a Animação Sociocultural
3.2. Intervenção por sector e contexto institucional
3.2.2. Actividades desenvolvidas no Muro de Abrigo
Nesta instituição, durante o período de estágio, realizei actividades no Centro de Convívio do Idoso às segundas-feiras e durante cerca de uma hora, das 14h30 as 15h30 (como indicado no horário presente no Anexo II).
Antes de iniciar o meu trabalho, fui conhecer as instalações deste centro, as suas condições e os materiais que dispunham e, reuni-me com a responsável para obter informações acerca da instituição e dos utentes.
Apesar de todos estes utentes frequentarem o mesmo espaço, nem sempre significa que se conheçam todos uns aos outros, pois existem pessoas que têm mais afinidade com outras, conversam mais e passam mais tempo com estas, formando assim pequenos grupos dentro da instituição. Como um grupo é um conjunto de duas ou mais pessoas que interagem entre si, com interesses e objectivos comuns, e se reúnem para alcançar um determinado fim, com a minha presença nesta instituição tentei que os pequenos grupos que nela existiam, acabassem por trabalhar como um todo.
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 41
Antes de realizar qualquer tipo de actividade mais específica, importa conhecer as pessoas que pertencem à instituição, e para isso fiz alguns exercícios3 de apresentação, que consistia em apresentar-me ao grupo e conhecê-los melhor. Para estes exercícios foi utilizada a sala de actividades, por ser um local espaçoso, onde os utentes se encontravam sentados em círculo; em relação ao material utilizei um novelo de lã no primeiro exercício, onde me apresentei e o passei para um dos elementos do grupo, pedindo para que este se apresenta-se, dizendo o seu nome, a sua idade e qual a profissão que teve, e assim sucessivamente, formando uma teia. As respostas encontram-se no apêndice 6. Com a teia que se formou, achei pertinente mostrar ao grupo que apesar das nossas diferenças e das dificuldades que por vezes possamos ter, estávamos todos ligados e que era assim que pretendia que o grupo continua-se. Terminado o primeiro exercício, dei início ao segundo, onde coloquei sete folhas, com as palavras voltadas para baixo em cima da mesa, e pedi a um elemento de cada vez que retirasse uma das folhas e a mostra-se ao grupo. Depois de exibida, enunciei-a e expliquei o que pretendia que dissessem, pois nem todos eles sabiam ler, repetindo o mesmo para as restantes cinco folhas. Com isto pretendi que dissessem uma característica, sua, relacionada com a palavra que saía.4
Após estas actividades, ainda restava uma para fazer, mas devido à falta de tempo não foi possível realizá-la, no entanto esta encontra-se no apêndice 6, designada por “Se eu fosse…”. Penso que o objectivo foi conseguido, uma vez que todos nos ficamos a conhecer um pouco melhor, como pude constatar através de alguns comentários, onde os utentes disseram que “já cá estamos há algum tempo e não sabíamos de metade das coisas dos nossos companheiros”, ao que um outro utente respondeu, em tom de brincadeira e admirado com os jogos que fiz, que “sem me aperceber estava a dizer a minha vida toda”.
Este percepção acerca dos utentes permitiu-me também conhecê-los melhor e fazer com que as minhas próximas abordagens fossem ao encontro deles.
Para a actividade5 que resolvi fazer na semana seguinte, decidi comprar vários vasos pequenos de barro e propus ao grupo que os decorassem e para isso perguntei qual a forma como queriam fazê-lo, ao que este decidiu decorá-los, pintando-os com guaches. Antes de iniciar a actividade, alguns elementos do grupo pediram para que desenhasse algo no vaso,
3
Plano dos exercícios, presente no apêndice 6 bem como o nome, idade e profissão de cada utente.
4
No apêndice 6 encontram-se as sete folhas utilizadas bem como as respostas dadas por cada utente.
5
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 42
para que fosse mais fácil decorá-lo, pelo que optei e com o consenso do grupo, desenhar imagens relacionadas com plantas. Depois de preparadas as tintas, o grupo pôs mãos à obra, e o resultado obtido encontra-se no apêndice 7.
Penso que a actividade correu relativamente bem, apesar de alguns elementos do grupo terem sentido alguma dificuldade, pelo que sugeri que pintassem o vaso todo, para facilitar. Durante a actividade auxiliei o grupo na escolha das cores e por vezes, pintando um pouco com eles, ajudando também na escrita dos seus nomes.
Este exercício foi preparado desta maneira, pois o meu objectivo final seria que cada um plantasse uma flor no seu vaso, o que foi conseguido na semana seguinte. Nesta sessão6, o número de elementos no grupo era maior, pelo que alguns deles me pediram vasos para pintar, mas por só ter levado o material para semearem, sugeri que ajudassem os outros elementos a semear, e assim o fizeram. A flor escolhida para ser plantada foi a tulipa.
Apesar do material disponível, alguns elementos do grupo optaram por utilizar as mãos para semear, dizendo que gostavam de tocar na terra, isto porque muitas delas trabalharam no campo. Depois de plantados e regados os bolbos, colocaram-se os vasos ao pé da janela. As imagens que ilustram a realização desta actividade encontram-se no apêndice 7.
No fim da actividade o grupo reuniu-se e conversamos um pouco acerca do que foi feito, onde aproveitei para perguntar que outras formas existem para semear e qual foi, para eles, a finalidade desta actividade. No fundo, e explicando aos elementos do grupo, que era importante, estabelecer metas, objectivos, ao longo da vida, e nunca se estar parado, e que apesar das idades que têm, alguns já mais avançada, devem sempre começar algo, não importando se irão terminar ou não, uma vez que o mais importante não é aquilo que irá ser colhido, mas sim o que foi semeado.
Na quarta semana, no dia em que me dirigi ao Centro de Convívio do Muro de Abrigo, comemorava-se o Dia Mundial do Animal, e para que este dia fosse lembrado pelos utentes, decidi realizar uma actividade relacionada com este tema. Para esta actividade7 foram utilizadas duas cartolinas que foram agrafadas de forma a tornarem-se numa só e que por sua vez serviu de suporte às imagens dos animais e aos pequenos papéis que continham os direitos dos animais. Estas imagens foram coloridas ao gosto de cada um.
6
Descrição da sessão no plano presente no apêndice 7.
7
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 43
Durante a realização da actividade, algumas pessoas do grupo, enquanto pintavam as imagens, cantavam, sendo que uma delas recitou também um poema. Esta actividade teve não só como objectivo comemorar o Dia Mundial do Animal, mas também dar a conhecer os catorze direitos que eles têm, bem como explicá-los. No apêndice 8 encontram-se as imagens desta actividade bem como os direitos dos animais. Senti, com a realização deste exercício, que em parte foi útil para o grupo, pois grande parte deste não tinha conhecimento acerca destes direitos. Esta ideia surgiu de um trabalho realizado na disciplina de Cidadania e Educação Social, e visa evidenciar a importância destes na sociedade em que vivemos, salientando o respeito que devemos ter por eles.
Já na quinta semana, e por nesta se destacar o Dia Mundial da Alimentação, resolvi realizar vários exercícios relacionados com este tema. Inicialmente a minha ideia para este dia seria levar uma nutricionista ao Centro e complementar com algumas actividades criadas por mim, mas devido à incompatibilidade de horários por parte da médica, não foi possível realizar a sessão pensada.
Assim, e como referido anteriormente, elaborei algumas actividades8 para serem realizadas neste dia, começando por me reunir com o grupo onde expliquei o primeiro exercício, que consistiu em cada um dos elementos dizer um nome de um alimento e o que faria com esse, de seguida o elemento seguinte teria de fazer o mesmo e caso algum dos utentes quisesse participar, dizendo o que faria com o alimento referido pelo colega poderia fazê-lo, o que acabou por acontecer várias vezes. Um dos elementos do grupo referiu o tomate e mencionou que com ele faria um doce, já o seu colega do lado interveio e mencionou que com o tomate preferia fazer uma salada.
No segundo exercício proposto ao grupo coloquei vários produtos alimentares de plástico e, não só (ver imagens apêndice 9), em cima da mesa onde nos encontrávamos reunidos, e pedi a todos os elementos que os observassem com atenção pois iria ser necessário para a realização do exercício. Depois de observados, coloquei um pano em cima dos produtos de forma a cobri-los por completo e pedi ao grupo que me dissesse quais os que observaram. Ainda no mesmo exercício, resolvi retirar alguns dos objectos que se encontravam tapados, e depois de destapar os restantes, perguntei ao grupo quais os que faltavam. Para além de fazer parte da comemoração do Dia da Alimentação, tentei que esta actividade permitisse trabalhar algumas das capacidades cognitivas do grupo, entre elas a
8
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 44
visão, a memória e a concentração, que tendem a ser esquecidas e a declinar a partir de determinada idade.
De seguida, formaram-se grupos de dois elementos e a cada um dos grupos distribui uma folha que ilustrava um labirinto, onde o que propus a cada foi que encontrassem os caminhos dos animais para os produtos que estes davam, como se pode verificar no apêndice 9. As espigas de milho teriam de ser ligadas ao pão, a vaca ao leite e a azeitona ao azeite. Devido ao facto de estarem presentes neste labirinto algumas linhas entrelaçadas fez com que a actividade não corresse como esperava, uma vez que estas causaram confusão e cansaço aos idosos, que por sua vez não conseguiam fazer as ligações. Para eles a actividade estava a ser complicada, e ao notar isso, decidi terminá-la, colocando de imediato um outro exercício.
Este exercício consistia em completar um crucigrama (ver apêndice 9), começando por adivinhar as palavras na horizontal, para no fim e com a ajuda de todas as letras reunidas, completar a palavra na vertical. Para que pudessem adivinhar as horizontais, fui dizendo algumas frases, que constam no crucigrama, o que para o grupo foi fácil, à excepção da última, que se referia à obesidade, e onde sentiram mais dificuldades em adivinhar. Também este exercício, permitiu estimular as capacidades cognitivas, anteriormente mencionadas.
No último exercício, os utentes formaram grupos para numa cartolina montarem um pequeno puzzle de uma roda dos alimentos, o objectivo para além de montá-lo foi colá-lo à referida cartolina. Ao mesmo tempo que iam montando e colando o puzzle, implementei um pequeno exercício, onde proferi parte de alguns provérbios relacionados com o tema para que o grupo os completasse, para além destes os utentes também diziam alguns provérbios da sua sabedoria, o que os permitiu avivar as memória e recordações. Depois de afixada a roda dos alimentos na cartolina, cada grupo recortou alguns provérbios, que colaram também na mesma.
Por último, deixei alguns folhetos na instituição, para que através da informação contida neste, todos os que o lessem pudessem ter uma melhor noção dos alimentos que devem comer em maior quantidade e aqueles que devem evitar. Alguns utentes perguntaram se podiam levar o folheto para casa, ao que respondi que podiam. Este folheto encontra-se presente no apêndice 9. No fim desta actividade, a auxiliar do Centro informou-me que tinha gostado da actividade realizada na semana anterior (a actividade referente à Comemoração do Dia do Animal). No já referido apêndice 9, encontram-se algumas imagens da realização desta actividade.
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 45
Uma vez realizadas actividades que promoviam as capacidades cognitivas e mentais do grupo, decidi proporcionar nesta sexta semana, uma actividade onde fosse possível desenvolver a coordenação óculo-manual, a concentração, mas sobretudo proporcionar momentos de distracção e diversão. No fundo pretendi que o grupo se divertisse.
A actividade9 realizada tem como nome bola ao alvo. Para a realização desta, pendurei o alvo na parede, a uma pequena distância do grupo. Expliquei então que cada deles teriam algumas tentativas para acertar com a bola no alvo (que por conter velcro prendia a bola) e que quanto mais próxima ficasse do centro, mais pontos teriam (figura 10). No decorrer do jogo fui anotando as pontuações que faziam, consoante o valor onde a bola ficava presa. Terminada a actividade, divulguei as pontuações finais ao grupo, que por sua vez se encontram no apêndice 10.
Durante a realização deste exercício, alguns elementos do grupo (sobretudo masculinos) estavam entusiasmados e chamavam os colegas, que não se encontravam no grupo, para participarem. Contudo notei que os elementos femininos do grupo estavam pessimistas, uma vez que afirmavam não serem capazes de acertar no alvo, no entanto tentei mostrar que seriam capazes, incentivando-as.
Na sétima semana de estágio nesta instituição, decidi proporcionar ao grupo de utentes uma sessão de cinema, onde foi visualizado o filme “O Pai Tirano” (figura 11).10
Neste dia cheguei relativamente mais cedo, para que houvesse tempo para visualizar todo o filme, sem que fosse necessário interferir com a hora de lanche dos utentes. Para dar
9
Presente no apêndice 10.
10
Plano da actividade e sinopse do filme, presentes no apêndice 11.
Figura 10 - Material utilizado: alvo e as respectivas bolas (Fonte: Própria)
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 46
inicio à actividade, todos os elementos encontravam-se sentados nas cadeiras e sofás da sala de convívio, em frente à televisão, onde visualizaram o filme durante cerca de duas horas. Com a visualização deste filme, tentei proporcionar ao grupo uma actividade que os permitisse relaxar, através do riso e da diversão causada pela história do filme, pois, na minha opinião estes sentimentos são muito importantes quando sentidos por pessoas da faixa etária do grupo do Muro de Abrigo e, como tal, concordo com Solomon (1996) citado em Lima (2004: 54-55), quando afirma que rir e dar uma boa gargalhada relaxa, aumenta a produtividade e a satisfação.
Para o encontro com o grupo do Centro de Convívio do Muro de Abrigo na oitava semana do meu estágio, preparei uma actividade11 relacionada com a mímica. Com esta pretendi estimular o desenvolvimento motor e o relacionamento em grupo (figura 12), para tal preparei vários cartões (figura 13) que continham nomes e imagens de diferentes profissões (estes encontram-se no apêndice 12); foram colocadas imagens, porque existem pessoas na instituição que não sabem ler. Estes cartões foram colocados num saco, e cada elemento do grupo retirava, aleatoriamente, um cartão, visualizava a profissão que lhe saía e através da mímica tentava demonstrar essa mesma profissão, para que os restantes elementos a conseguissem adivinhar.
Apesar da ajuda que dei durante a actividade, na minha opinião os gestos que foram feitos não eram suficientemente expressivos para o grupo, de tal modo que penso que esta actividade não correu como tinha planeado. De seguida, iniciei um diálogo com o grupo
11
Ver plano da actividade no apêndice 12.
Figura 11 - Dvd do filme “O Pai Tirano”. (Fonte: Própria)
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 47
relacionado com o tema do exercício anterior, onde perguntei quais as profissões que achavam mais importantes, quais foram as mais rentáveis no passado e quais a de hoje. As respostas variaram consoante a experiência de vida de cada um.
Antes da hora do lanche dos utentes, estive a conversar e a jogar dominó com dois deles na sala de convívio, durante algum tempo.
Na nona semana em que me dirigi ao Centro de Convívio do Idoso na Associação Muro de Abrigo, comemorava-se o 12º aniversário da criação do concelho da Trofa. Perante este facto, não quis deixar passar esta em vão, por essa razão decidi que as actividades12, que iriam realizar, seriam alusivas a esse tema.
Como primeiro exercício, coloquei no centro da mesa onde eu e o grupo nos encontrávamos, uma folha com a palavra Trofa na vertical (apêndice 13) e pedi a cada elemento do grupo que dissesse uma palavra que se lembrasse quando o nome da cidade era mencionado. As palavras mais proferidas foram: “família”, “bonita”, “feira”, “trofense”, “Nossa Senhora das Dores”, “procissão”, “feira das sementes”, “fogo-de-artifício”, “concelho”, tristeza e “trânsito”.
Para cada uma das escolhas pedi que o grupo justificasse a sua opção, ao que responderam família, devido ao facto família de muitos deles viver no concelho da Trofa; bonita, porque assim a acham; feira, por esta se realizar semanalmente aos sábados e por alguns dos elementos se deslocarem até lá para fazerem algumas compras; trofense por ser o nome dado a cada habitante da cidade e por ser o clube de futebol mais conhecido na mesma;
12
Plano da actividade presente no apêndice 13.
Figura 12 - Grupo participante na actividade (Fonte: Própria)
Figura 13 - Cartões com profissões ilustradas (Fonte: Própria)
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 48
Nossa Senhora das Dores por ser a padroeira da Trofa e por se realizar anualmente uma festa em sua honra, frequentada por habitantes da terra, de fora e por vários emigrantes, e onde a procissão, o fogo-de-artifício e a feira das sementes, que também foram referidos, fazem parte e concelho por esta o ser. No entanto o grupo referiu duas palavras negativas relacionadas com a cidade, uma delas foi “tristeza”, mencionado por uma senhora do grupo, devido ao facto de ter perdido um familiar próximo no centro da cidade, referindo por isso que sempre que por lá passa sente “um grande sentimento de tristeza”; trânsito também foi proferido, isto porque o concelho, em várias alturas do dia, apresenta grandes filas de trânsito.
Posteriormente, perguntei a todos os elementos quais eram, para eles, as principais diferenças que notavam na cidade, antes e depois de esta ser concelho, assim como o que não existia e o que passou a existir com tal acontecimento, e o que lhes faz falta e que mais precisam. Em maioria, o grupo respondeu que o hospital, a polícia municipal, o aumento de saneamento, de transportes públicos, de farmácias e de lares, a Associação Muro de Abrigo bem como a existência de convívios de seniores organizados pela Câmara foram as grandes diferenças que notaram na cidade; a estação de comboios que está inactiva actualmente na freguesia do muro, foi referida massivamente como o grande factor que mudou em toda a cidade e aquele que mais comodidade lhes oferecia para se deslocarem no passado; quanto ao que lhes faz falta actualmente, alguns dos elementos do grupo mencionaram em tom de brincadeira que “fazia falta animar a malta”, dando o exemplo dos arraiais que antigamente existiam com frequência e que actualmente são praticamente extintos, outros elementos acrescentaram ainda que fazia falta um metro a passar por toda a cidade e um edifício onde todos os serviços da Câmara Municipal se concentrassem.
Após esta conversa, que me permitiu ficar com uma ideia da perspectiva que os utentes tinham em relação à cidade onde vivem, mostrei a todos eles um vídeo acerca do dia em que a Trofa foi elevada a concelho, para que pudessem recordar tal dia. Ao fim da visualização, perguntei ao grupo se tinham conhecimento da existência de um hino da Trofa e se o sabiam cantar, ao que todos responderam que conheciam, mas que não sabiam toda a letra da música. Com isto distribuí uma folha com a letra da canção (apêndice 13) por cada elemento do grupo, para que acompanhados com música, pudéssemos cantar.
Por fim, pedi a todos os utentes que fizessem um poema sobre o concelho, onde dei uma ajuda, sempre que era necessário. Este poema encontra-se no apêndice 13.
Concluídas as actividades, estive durante algum tempo a conversar e a jogar dominó com alguns dos utentes.
_________________________________________________________________________________
Animação Sociocultural 49
Dada a insegurança que se tem sentido nos últimos tempos e que tem vindo a aumentar, afectando todas as faixas etárias e todo o tipo de negócios, achei pertinente realizar uma sessão de esclarecimentos13, sobre este tema, aos utentes do Muro de Abrigo, onde contei com a colaboração da presidente da instituição, Dra. Fátima Silva. Elaborei assim, a pedido desta, uma carta14 para solicitar a presença da Guarda Nacional Republicana, que depois foi