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Agressões do meio e integridade do organismo

No documento CN - Caderno de Apoio Ao Professor (páginas 141-144)

Ficha de ampliação 7 *

Tema 2: Agressões do meio e integridade do organismo

Subtema 5: Microrganismos

Nome _______________________________________________________________________ N.o_________ Turma _________

Ciência à tua volta

Sarampo e rubéola eliminados em Portugal, mas vacinas são imprescindíveis

«A Organização Mundial de Saúde (OMS) certificou a eliminação do sarampo e da rubéola em Portugal. São grandes vitórias, grandes conquistas, feitos muito importantes, resultado do Programa Nacional de Vacinação, que conseguiu acabar com este risco», afirmou nesta segunda-feira, Francisco George, Diretor-Geral da Saúde, lembrando que o sarampo é uma doença especialmente grave em crianças. O Diretor-Geral da Saúde admite que a vacinação pode ser o «maior inimigo» da própria vacinação. Não «se vendo a doença», que foi eliminada pelas vacinas, corre-se o risco de não continuar a imunizar as crianças.

«As mães não sabem hoje em dia o que é o sarampo. Ele não existe, não circula. É fundamental continuar a vacinar, garantir a imunização de grupo».

O Diretor-Geral da Saúde salientou a importância de assegurar que há uma barreira de proteção se um caso de sarampo vier eventualmente a ser importado (através de viajantes, de migrantes ou turistas).

«É preciso continuar a vacinar contra o sarampo e a rubéola, apesar de não termos em Portugal a circulação dos vírus», insistiu.

Adaptado de www.publico.pt (Consultado em 04/11/2016)

1. Refere o que levou à eliminação do sarampo e da rubéola em Portugal.

2. Por que razão o Diretor-Geral da Saúde admitiu que a vacinação pode ser o «maior inimigo» da vacinação?

3. Porque é importante continuar a vacinar as crianças contra o sarampo e a rubéola, apesar de estas doenças terem sido eliminadas de Portugal?

4. Consulta o teu boletim de vacinas e verifica se tens cumprido o Programa Nacional de vacinação.

Tema 2: Agressões do meio e integridade do organismo

Subtema 5: Microrganismos

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Ciência à tua volta

142 © Texto | 100% Vida | CN 6.o ano

Bactérias multirresistentes

As bactérias multirresistentes podem ser fatais, sobretudo quando afetam pessoas com um sistema imunitário debilitado. Estas bactérias podem provocar infeções urinárias, septicémia e outras doenças. Representam um risco muito elevado para o paciente, pois, se as bactérias forem mesmo resistentes aos antibióticos, não há muitos tratamentos que os médicos possam aplicar para tratar o doente.

Os antibióticos são medicamentos que matam ou que inibem o crescimento de bactérias, ajudando a curar infeções. As bactérias apresentam resistência aos antibióticos quando estes perdem a capacidade de as matar ou de impedir o seu desenvolvimento.

O problema das chamadas superbactérias ou bactérias multirresistentes tem-se agravado sobretudo nos países do sul da Europa, onde o consumo indevido de medicamentos é mais flagrante. Segundo Marc Bonten, da Universidade de Utrecht, «é um fenómeno tão alargado que necessita de uma intervenção em várias frentes: primeiro, o uso dos antibióticos tem de ser mais limitado; segundo, são necessárias melhores condições de higiene nos hospitais; terceiro, é preciso criar novos antibióticos, porque estas bactérias não vão desaparecer».

Adaptado de http://ecdc.europa.eu (Consultado em 30/08/2016)

1. O que é uma bactéria multirresistente?

2. Como se pode segundo Marc Bonten, resolver o problema das bactérias multirresistentes? 3. Indica três regras de higiene que contribuem para a prevenção das doenças infeciosas.

Durante uma viagem à Grécia, a Joana sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). A situação piorou quando, já hospitalizada, descobriram que tinha contraído uma bactéria resistente aos antibióticos, que complicaria o processo de convalescença. Ela, e outros quatro pacientes infetados na mesma altura, tiveram de ficar em quarentena no hospital.

Adaptado dehttp://pt.euronews.com

(Consultado em 09/11/2016)

Tema 2: Agressões do meio e integridade do organismo

Subtema 5: Microrganismos

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Ciência à tua volta

Lavar as mãos pode prevenir mortes por infeções diarreicas Mais de 300 mil crianças com menos de cinco anos morreram em 2015 devido a infeções diarreicas associadas à falta de acesso a água potável e saneamento. São mais de 800 óbitos por dia, e muitos deles, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), poderiam ter sido evitados pelo simples ato de lavar as mãos com sabão.

O alerta da agência da ONU chegou nas vésperas do Dia Mundial de Lavar as Mãos, celebrado a 15 de outubro, e na mesma altura em que se verificou um aumento dos casos de cólera no Haiti, desde a passagem do furacão Matthew.

«Todos os anos, morrem 1,4 milhões de crianças vítimas de doenças evitáveis, como pneumonia e diarreia», disse o chefe global do programa Água, Saneamento e Higiene, da UNICEF, Sanjay Wijesekera. «São números surpreendentes, mas poderiam ser bastante reduzidos a partir de um trabalho com crianças e famílias para que adotem uma solução muito simples: lavar as mãos.»

«Sabemos, por exemplo, que lavar as mãos com sabão antes das refeições e após usar a casa de banho poderia reduzir a incidência de infeções diarreicas em 40%», destacou o especialista. No caso da pneumonia entre crianças, a proporção calculada é de 25%. As infeções respiratórias agudas são a principal causa de morte em jovens com idades inferiores a cinco anos.

A lavagem de mãos contribui ainda para aumentar a frequência escolar, pois ao evitar a transmissão de infeções, previne o contágio dos estudantes e, consequentemente, a necessidade de faltar à escola.

Esta prática de higiene «faz sentido como uma medida preventiva para manter as crianças saudáveis. É simples, eficaz e, comprovadamente, salva vidas», completou Wijesekera.

Adaptado de http://nacoesunidas.org (Consultado em 01/11/2016)

1. A que se deveram as infeções diarreicas responsáveis por mais de 300 mil mortes de crianças em 2015?

Tema 2: Agressões do meio e integridade do organismo

No documento CN - Caderno de Apoio Ao Professor (páginas 141-144)