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ALGUNS PROGRAMAS EDUCACIONAIS VIGENTES E EXTINTOS NO PAÍS

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PANORAMA BRASILEIRO

2.3 ALGUNS PROGRAMAS EDUCACIONAIS VIGENTES E EXTINTOS NO PAÍS

As leis criam os programas que posteriormente serão aplicados pelo Poder Executivo Federal, do qual faz parte o Ministério da Educação. Através de seu site, o Ministério informa sobre seus diversos programas e políticas públicas em vigência no país, atualmente, com abrangência de aplicação em nível nacional, entre eles, o Programa Brasil Alfabetizado, que é voltado à alfabetização de jovens, adultos e idosos, sendo de ocorrência nacional, prioriza municípios com taxa de analfabetismo igual ou superior a 25%. Visando garantir a continuidade dos estudos da referida parcela da população, o Ministério oferece apoio técnico para a implementação das ações deste programa. (PORTAL BRASIL, 2016)

O Ministério da Educação mantém o Programa Escola que Protege, que é voltado à promoção dos direitos humanos, defesa de crianças e adolescentes, e enfrentamento e prevenção às violências no contexto escolar. A formação continuada consiste na sua principal estratégia da Rede de Proteção Integral. Oferece o Ministério o Programa Escola Aberta, que é um programa que abre as escolas públicas localizadas em territórios de vulnerabilidade social nos finais de semana. Visando fortalecer aspectos da convivência, protagonismo comunitário, a fim de contribuir para valorizar o território e os sentimentos de identidade e pertencimento. Tenta promover a cooperação e a parceria entre as esferas federal, estadual e municipal em prol de projetos e ações no âmbito local, oferece atividades educativas, culturais e esportivas para estudantes e comunidades.

O Ministério da educação dispõe do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em que seleciona, qualifica e distribui livros didáticos, dicionários e outras obras para escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio. Oferece o Ministério, o Programa Mais Educação, que consiste na ampliação da jornada escolar, na perspectiva da Educação Integral. O programa oferece atividades ligadas ao meio ambiente, esporte, lazer, direitos humanos, cultura, artes, inclusão digital, saúde, alimentação e prevenção no turno oposto ao das aulas regulares. Por falta de recursos, acaba de ser decretado seu encerramento, pelo Governo Temer, a partir de 2017, o Programa Mais Educação passa a fazer parte da história da Educação brasileira.

O Ministério da Educação controla a frequência escolar através do Programa Acompanhamento da Frequência Escolar, em que auxiliado pelas ações do Programa Bolsa- Família, neste caso, a frequência é acompanha pela escola em que a criança ou adolescente estuda, é comunicada através de relatórios regulares. O programa visa ao combate à evasão e a estimular a progressão escolar (BRASIL. Programas, 2009).

É importante citar programas que foram interrompidos e que deram continuidade com algumas intervenções, como mudança de nomenclatura e aditivo de responsabilidade, para tanto, basta iniciar pelos programas criados no Governo de Fernando Henrique Cardoso entre os anos de 1995 e 2003. O Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério)16 diz respeito a uma reserva de 15% em um fundo destinado ao

financiamento do Ensino Fundamental a partir dos recursos transferidos da União para estados e municípios. A partir de 2006, foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

No Governo de Fernando Henrique Cardoso, foi criado o Programa Bolsa-Escola, para estimular a entrada e permanência na escola de crianças de famílias de baixa renda, era assegurado um valor mensal, desde que os alunos apresentassem frequência superior a 75%. Ao Programa Bolsa Escola se somaram benefícios que já eram concedidos em outros programas. Mantido para as famílias carentes através do benefício denominado Programa Auxílio-Gás, a essa unificação de benefícios e à introdução do cartão de saque bancário controlado pela Caixa Econômica Federal e aceito nas casas lotéricas, deu-se ensejo à criação do Programa Bolsa-Família por meio da Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004. Sua regulamentação se deu por meio do Decreto nº 5.209, de 17/09/2004. A seguir, a íntegra de seu artigo primeiro em que se observam outros benefícios que já eram concedidos por diversas secretarias, além do já mencionado Programa Auxílio-Gás:

Art. 1º Fica criado, no âmbito da Presidência da República, o Programa Bolsa-Família, destinado às ações de transferência de renda com condicionalidades. Ver tópico (1212 documentos).

Parágrafo único. O Programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente, as do Programa Nacional de Renda Mínima, vinculado à Educação - Bolsa Escola, instituído pela Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA, criado pela Lei n o 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde - Bolsa Alimentação, instituído pela Medida Provisória n o 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto nº 3.877, de 24 de julho de 2001. (BRASIL, 2004)

16 Informações pormenorizadas e comparativas entre os Programas Fundef e Fundeb são apresentadas no ANEXO A, onde consta o Quadro Comparativo – Fundeb-Fundef, elaborado pelo Ministério da Educação e a Assessoria de Comunicação Social, em 2007. Outros dados e análises podem ser verificados na fonte: BRASIL. Quadro comparativo – Fundeb-Fundef. Ministério da Educação. Assessoria de Comunicação Social. 2007. Disponível em: <http://ftp.fnde.gov.br/web/fundeb/quadro_comparativo_fundeb_fundef.pdf>. Acesso em: 21 jan. 2016.

No seu Art. 2º, consta no inciso IV, parágrafo 3º, do Decreto que criou o Programa Bolsa-Família, aqui em sua íntegra: “O valor do benefício mensal a que se refere o inciso II do caput será de R$ 15,00 (quinze reais) por beneficiário, até o limite de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) por família beneficiada e será concedido a famílias com renda per capita de até R$ 100,00 (cem reais)”, este texto foi reformulado várias vezes para inclusão de outras disposições. Sempre no sentido de melhorar a qualidade do atendimento e a assistência “à famílias que se encontrem em situação de pobreza e extrema pobreza e que tenham em sua composição gestantes, nutrizes, crianças entre 0 (zero) e 12 (doze) anos ou adolescentes até 15 (quinze) anos”, como está disposto no inciso II do mesmo artigo segundo. Como se pode observar, o arcabouço legal sofre reiteradas atualizações para melhorar e conferir assistência às famílias, e consequentemente, às crianças em situação de pobreza.

Este conjunto de intervenções legais pode ser interpretado como fragmentações e esboçam as aludidas “Descontinuidades Administrativas”, que normalmente, não são alvos de protestos. E, mesmo assim, observam-se variados discursos de populares que se mostram contrários a qualquer forma de assistencialismo, por parte do Governo. Se for consentido, abre-se agora um parêntese: Como se os Governos, como se estudou até aqui, não dessem pesada assistência àqueles que dele se aproximam por meio dos lobbies ou dos círculos influentes que se cristalizam em torno de um representante do governo, círculos nomeados por Cardoso como anéis burocráticos - o que acontece em relação à extrema concentração de renda, característica da conjuntura econômica brasileira, é que este é um fator desencadeante de pobreza. Além do mais, a criança que nasce não tem nada a ver com as questões que estruturam o capitalismo ou qualquer outro regime. Sendo crianças, a Constituição protege-as de pronto, sem haver necessidade de nenhum Programa Bolsa-Família.

Mas como lhe prestar uma assistência direcionada? O Decreto do Programa Bolsa-Família pode responder, em parte, aos seus direitos constitucionais, a outra parte se relaciona aos serviços prestados como assistência médica, educação, cultura e lazer, dispostos na CF/88.

Programas de governo são adequados para proteger os mais necessitados, não há uma razão porque reclamar contra eles, a não ser pelo fato do numerário ser tão exíguo, o custeio de uma criança é muito maior do que os singelos reais que o arcabouço legal permite atribuir às famílias. Alguns poderão se mostrar hostis à assistência prestada pelo governo. São depreciações feitas a um programa que assiste às crianças que precisam e só isso. Tais construções ideológicas não irão representar economia para o contribuinte, se o programa for extinto. Pelo contrário, no capitalismo predatório, crianças morrem de fome, este é o

verdadeiro prejuízo da nação, a decretação da morte de seus cidadãos por inanição. Para que fatos como estes não ocorram, há necessidade de uma defesa, o Governo é o ente mais qualificado para fazê-lo.

Como se viu acima, os programas são modificados e sofrem descontinuidade de modo que o governo possa dar cumprimento aos desígnios legais, apesar das vozes em contrário. A seguir se examina outro projeto. É preciso observar que o quesito da autonomia, presente na pauta dos discursos políticos e pedagógicos, consta na Constituição de 88 e na LBD de 96, é fato preponderante para o desencadeamento da descentralização. Nesse sentido, o Ministério da Educação procurou descentralizar a verba e remeter os numerários diretamente para todas as escolas públicas, e outras que prestam serviços gratuitos do país, a partir das ações do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), com o objetivo de desburocratizar a distribuição de rendas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, e aumentar a autonomia da escola. (BRASIL, 1998)

Segundo o Decreto nº 2.896/1998, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) tem por finalidade prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas públicas e outras de atendimento direto e gratuito ao público. O Programa objetiva a melhoria nos planos financeiro, administrativo e didático. Até 2008, o programa contemplava apenas as escolas públicas de Ensino Fundamental. A partir de 2009, com a edição da Medida Provisória nº 455, de 28 de janeiro de 2009 (transformada posteriormente na Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009), foi ampliado para toda a educação básica, passando a abranger as escolas de Ensino Médio e da Educação Infantil. A partir de 2013, ocorreram mudanças na fórmula de cálculo havendo acréscimo calculado de acordo com número de alunos, localidade da escola e modalidade de ensino. Como se percebe, o PDDE passou por intervenções, que podem ser consideradas como descontinuidades das políticas públicas, que, entretanto, aprimoraram o Programa. (BRASIL, Portal FNDE)

Da mesma forma que a autonomia das unidades de educação foi possibilitada pela dotação de verbas pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), à medida que os decretos sofreram alterações, as atribuições dos diretores de escolas também foram afetadas e seu encaminhamento teve que ser alterado.

2.4 ANÁLISES DE ARTIGOS CONSTITUCIONAIS EMENDADOS, DECRETOS E

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