após a conclusão das etapas anteriores e puderam apontar os problemas, relacionadas ao mau arranjo físico, recorrentes de uma logística interna inadequada do canteiro. A análise é visual e não requer equipamentos e foi apresentada através de figuras para melhor entendimento. 3.9 APRESENTAÇÃO DE SOLUÇÕES
Finalmente, foi apresentada uma solução alternativa de um novo layout do canteiro em estudo, visando a melhor produtividade, melhorando a produtividade e o grau de controle.
4 RESULTADOS
Depois de executada a metodologia apresentada foi possível chegar aos resultados, desenvolveu-se um método de análise dos canteiros de obras onde visa encontrar dificuldades relacionadas a inexistência, ou mau planejamento do canteiro, podendo ser citadas a mobilidade e desperdício com o aumento de custo da produção.
4.1 APRESENTAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS, CROQUIS E REGISTRO FOTOGRÁFICO
A construção, no momento do estudo estava em fase inicial, contendo apenas as instalações provisórias e a execução de cerca de 300m³ de concreto na barragem, que significa cerca de 3% do total a ser executado
São vários os fatores responsáveis pela escolha do posicionamento das instalações e materiais dentro de um canteiro de obras, mas de fato a organização é indispensável para um bom funcionamento das atividades, evitando desperdícios de tempo, materiais e melhoria da qualidade de vida do trabalhador.
Pela classificação de Formoso e Saurin (2006) o canteiro analisado se encaixa em um terreno amplo, porém algumas limitações foram encontradas, por ser necessárias obras nos dois lados do rio denominado Pesqueiro, conforme a Figura 11. Ao lado da rodovia SC-159, se encontram central de concreto, alojamento, escritório, almoxarifado, túnel, PCH e o escritório para equipe que trabalha com explosivos. Já no outro lado, do rio, se encontram apenas as instalações de pequeno porte, para dar suporte ao serviço de concretagem da barragem.
A central de concreto está distante em cento e cinquenta metros do alojamento, que está na mesma distância das futuras instalações da PCH e do túnel. Para chegar até a barragem, precisa seguir pela rodovia SC-159, pegar a esquerda passar sobre a ponte de acesso, logo pegar a primeira a esquerda e seguir até o canteiro destinado a central de armaduras.
__________________________________________________________________________________________ Eduardo Amorim ([email protected]). Trabalho de Conclusão de Curso. Ijuí DCEENG/UNIJUÍ, 2018
A Figura 12 apresenta a ponte que foi projetada na cota necessária para realização da usina hidrelétrica, porque o nível das águas do rio Pesqueiro acima da barragem vai subir, assim essa projeção foi executada com antecedência.
A Figura 13 apresenta uma ideia geral das instalações da central de concreto, com áreas para manobra, espaço destinado para os agregados (areião, brita zero e brita), almoxarifado, estoque de aço sem cobertura (distante das demais instalações, pois não contém local disponível próximo ao ponto de aplicação), balança, e usina de concreto. A circulação é frequente entre a brita e o areião, contendo oito metros livres para a carregadeira abastecer a dosadora de concreto.
Para realização da central de concreto e almoxarifado, precisou um terreno com 111,40 metros confrontante à rodovia SC – 159, ao leste 50,20 metros, ao sul 114,75 metros e ao oeste 77,70 metros, ou seja, uma área de aproximadamente 7.124,75 m².
Figura 11- Localização das instalações existentes
Na Figura 13, também se nota a presença de uma rede de energia elétrica e não possui árvores que obstruam a passagem de veículos, apenas os desníveis do terreno que dificulta as instalações provisórias, tendo que aproveitar ao máximo o terreno natural.
Figura 12 - Ponte executada anteriormente
Ponte
Figura 13- Instalações da central de concreto / almoxarifado
Fonte: Autoria própria (2018) Fonte: Autoria própria (2018)
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A Figura 14 é a representação do layout do canteiro de obras desenvolvido pela CERAÇA ao lado da rodovia SC-159, todas as instalações estão apresentadas de forma resumida. O afastamento das instalações é em decorrência do desnível do terreno, portanto a central de concreto fica cinco metros mais alta em relação ao pátio do alojamento, medida tomada para evitar gastos com terraplanagem do local.
A usina de concreto apresentada na Figura 15 é composta de misturador, dosador, silo de estocagem de cimento com capacidade para 70.000Kg, escritório para controle Figura 16, assim como possui veículo de transporte próprio. A central fica as margens da rodovia (SC- 159), distante do maior ponto de aplicação cerca de um quilometro de distância.
Fonte: CERAÇA (2018)
As Figuras 17 e 18 apresentam o depósito de agregados (brita 1, brita 0 e areião), contendo um estoque médio de 100 metros cúbicos de cada material, pois a obra irá consumir cerca de 13.000 metros cúbicos de concreto. Apesar do volume somente um veículo faz todo esse transporte, melhorando o controle logístico, uma vez que todas as cargas devem ser previamente pesadas antes de ser descarregadas.
Figura 15 - Usina de concreto
Figura 16- Escritório (container em azul)
Fonte: Autoria própria (2018) Fonte: Autoria própria (2018)
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Apesar da distância até o ponto de aplicação do concreto, é um bom local para logística externa de agregados por ficar ao lado da rodovia, tem espaço para manobra e ser um local plano para estocagem e movimentação interna dos componentes da produção.
A Figura 19 mostra o almoxarifado, que se encontra em estado de execução, assim como as bases na frente da imagem, são para a balança de controle de recebimento e expedição. A
Figura 17- Depósito de agregados
Fonte: Autoria própria (2018)
Figura 18- Depósito de agregados
empresa também possui um tanque de diesel com uma bacia de contenção, que fica embaixo da cobertura do prédio para o almoxarifado.
Na Figura 20 verifica-se que existe um depósito de resíduos da construção, logo no portão de acesso ao canteiro de obras, viabilizando a logística reversa dos materiais. Os resíduos gerados não são de grande proporção, porque a grande maioria dos materiais chegam a campo a granel, dispensando o uso de embalagens, diminuindo o chamado controle de gerenciamento de resíduos da construção civil.
Figura 20 - Visão entrada dos materiais
Fonte: Autoria própria (2018)
Depósito de resíduos da construção Figura 19 - Almoxarifado
Fonte: Autoria própria (2018) Tanque
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Na Figura 21 nota-se um tanque do tipo decantador, onde fica a água que é utilizada para a limpeza dos equipamentos, que posteriormente é reutilizada para produção de concreto, pouca quantidade é devolvida ao meio ambiente, somente o que infiltra no solo em um tanque que se encontra mais abaixo no terreno apresentado na Figura 22.
Figura 21- Tanque decantador
Fonte: Autoria própria (2018)
Figura 22- Reaproveitamento máximo da água
São fabricados no local, espaçadores, que servem para afastar as malhas de concreto da barragem, conforme a Figura 23, diminuindo o consumo de materiais industrializados e aumentando a qualidade e produtividade a campo.
As malhas e ferragens para execução da barragem, não são de grande volume de estocagem, e estão dispostas em dois pontos do canteiro. O primeiro é junto a entrada de todos os materiais, que é o maior volume (Figura 24), o segundo é junto ao local da aplicação (Figura 25).
Fonte: Autoria Própria (2018) Fonte: Autoria Própria (2018)
Fonte: Autoria própria (2018)
Figura 23- Montagem de espaçadores do concreto
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A Figura 26 mostra as instalações que atende sessenta funcionários, contemplando as seguintes áreas: escritório (três salas para administrativo e sanitários masculino e feminino), banheiro comum (três vasos sanitários, dois mictórios, cinco chuveiros e três lavatórios), área de dormitório (contém quinze dormitórios cada um com duas beliches e um armário para cada funcionário), área de circulação (destinada para o descanso, possuindo bancos e bebedouros de uso coletivo), refeitório (contém sessenta e seis lugares), cozinha (contém armários para armazenamento dos alimentos, geladeira para acondicionar alimentos perecíveis, fogão e mesa para preparo dos alimentos, lixeiras para separação dos resíduos e pia para uso geral). A lavanderia é de uso coletivo e possui duas máquinas e dois tanques.
A área destinada para cada instalação é de extrema importância no desenvolvimento das atividades do dia a dia. O projeto do canteiro destinado ao prédio da Figura 26, foi executado com as seguintes medidas: oitenta metros ao sul, trinta metros ao leste, oitenta metros ao norte e trinta metros ao oeste. Portanto o terreno contém uma área de 2.400 metros quadrados, que são bem distribuídos e garantem um fluxo bom no canteiro.
Figura 25- Estoque de armadura no ponto de aplicação
O prédio da Figura 27 e 28 é um ponto das instalações provisórias, resultado do projeto da Figura 26, e fica entre o pátio da central de concreto e as escavações do túnel, possui piso bruto e fechamento com chapas de compensado, estruturados com pórticos em concreto armado e cobertura de telha ondulada de fibrocimento.
Figura 26- Alojamento, banheiros, lavanderia, refeitório e escritórios
Fonte: Autoria própria (2018)
Figura 27- Escritório, banheiro, dormitório, circulação, refeitório, cozinha e lavanderia Fonte: Adaptado da CERAÇA (2018)
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Para a PCH é necessária a realização de um túnel. Para a execução do mesmo são necessários explosivos para adentrar as rochas presentes no local. A Figura 29 mostra as instalações para a equipe que trabalha com esses materiais de risco, que fica cerca de 100 metros de distância do alojamento.
Figura 28- Visão lateral do prédio
Fonte: Autoria própria (2018)
Figura 29- Instalações provisórias (explosivos)
A Figura 30 mostra o espaço destinado para o túnel, onde todas as atividades ocorrem em profundidade. As rochas que são extraídas do túnel até o momento estão sendo utilizadas na pavimentação de estradas como é possível ver na Figura 31, na ensecadeira e o restante será destinado a uma área denominada de zona de bota fora, definidas em pontos de desnível dentro do próprio canteiro.
Figura 30- Túnel
Fonte: Autoria própria (2018) Figura 31- Pavimentação da área de acesso ao túnel
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Do outro lado do rio Pesqueiro é a maior área de consumo de concreto, e suas áreas estão nas proporções apresentadas na Figura 32, e melhor detalhado na planta baixa da Figura 33. O canteiro pode ser visto como quadrado nas dimensões de 100 metros para cada lado, ou seja, uma área de 10.000m²
Figura 32 – Visão superior do terreno do outro lado do rio Pesqueiro
Fonte: Autoria própria (2018)
Figura 33- Layout do canteiro de obras ao lado do rio pesqueiro
Na Figura 34 verifica-se um amplo terreno para manobra, assim como a barreira criada (ensecadeira) para poder fazer a concretagem da barragem. Grande parte do material utilizado na ensecadeira e na pavimentação das estradas foi retirado do túnel, uma vez que não foi feito uma grande área para descarte desse material granular.
Porém o acesso ao local é restringido á veículos de grande porte, pois existe um desnível na entrada, por esse motivo a movimentação de materiais se dá através de veículos de pequeno porte, mantendo assim ao local um chamado estoque mínimo, conforme apresentado na Figura 35.
Figura 34- Visão geral do terreno
Fonte: Autoria própria (2018)
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Na Figura 36 em rosa é um banheiro de uso coletivo, fazendo valer o que prevê a NR 18 que recomenda uma distância máxima de 150 metros, facilitando o acesso de pessoas ao local. Em azul, está o depósito de ferramentas de mão, escritório e uma cobertura para montar armadura quando o tempo não permite trabalhar na construção da barragem. Já a Figura 37 é o perfil do terreno, amplo e bem organizado, sem muitos materiais no local
Figura 37- Visão geral do terreno ao lado da barragem
Fonte: Autoria própria (2018) Figura 36- Sanitário, escritório e cobertura
O uso de formas até o momento na obra não é tão intenso conforme a Figura 38, pois não está em uma etapa tão avançada. Mas o que pode ser notado que grande parte das formas são metálicas, reduzindo assim o consumo de madeira, evitando o desperdício e aumentando a produtividade do canteiro. Em azul abaixo do telhado fica o gerador, que é utilizado para equipamentos elétricos, como o vibrador de concreto, rompedores etc.
A entrada do concreto que vem em grande volume (13.000m³) é somente por um acesso mostrado na Figura 39, e como dá para verificar é necessário de equipamentos para que alcance os pontos mais distantes (caminhão especial para bombeamento do concreto).
Já na Figura 40 se tem uma ideia que o canteiro de obras de uma barragem também é todo o espaço as margens do rio, que está sendo modificado (destocado), para dar mais fluidez ao percurso da água. Assim essa modificação do terreno é durante todo o ciclo da construção, dificultando uma locação de materiais imediatamente as margens do rio.
Figura 38- Formas em madeira
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Na Figura 41 está apresentado o ponto de aplicação do concreto, a barragem é concretada em camadas, não superior a um metro de espessura, pois a reação do cimento na mistura pode gerar um calor muito grande, prejudicando a camada do concreto, podendo inclusive ser condenada e removida. Já na Figura 42 tem a apresentação da mão de obra necessária para executar as atividades na fase inicial do empreendimento.
Figura 39- Acesso do concreto
Fonte: Autoria própria (2018)
Figura 40- Terreno em obras
A Figura 43 apresenta os veículos de transporte do concreto, caminhão betoneira mais à esquerda da imagem, e a carregadeira que serve para a produção de concreto mais à direita. Possui dois caminhões betoneira, pois o local é distante do ponto de produção em aproximadamente mil metros.
Figura 41- Aplicação do concreto
Fonte: Autoria própria (2018)
Fonte: Autoria própria (2018)
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As linhas de fluxo do sistema de produção citadas na metodologia da análise do croqui do canteiro, são delineadas conforme a localização das instalações dentro do empreendimento, também pode ser o principal ponto no ganho ou perda de produtividade.
A logística apresentada por Neto (2014) busca um posicionamento ideal dos materiais existentes no canteiro, para dar mais fluidez nas atividades que estão sendo executadas no entorno. A Figura 44 mostra como funciona o fluxo dos materiais dentro do canteiro, que sai da central de concreto e segue até o ponto de aplicação.
O processo produtivo no canteiro de obras aparenta estar em perfeito funcionamento, porém o deslocamento dificulta a agilidade da produção, necessita de mais veículos de transporte. No entanto o modelo montado comparado com um canteiro que fica em um único local, aumenta a mão de obra para controlar em dois pontos, ou seja, se tivesse tudo em um único local, poderia aproveitar dos mesmos funcionários para realizar mais tarefas.
O desperdício conforme Neto (2014) relacionado ao mal planejamento do canteiro de obras, gera problemas graves inclusive financeiros no decorrer do empreendimento. Porém como visível na Figura 44, pode ser considerado um desperdício de tempo e mão de obra ao relacionar o deslocamento dos veículos até o ponto de aplicação do concreto.
Figura 43- Veículos de transporte