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ANÁLISE E PERSPECTIVAS OPERACIONAIS E FINANCEIRAS

5A. Resultados operacionais

A discussão a seguir deve ser lida em conjunto com nossas demonstrações contábeis consolidadas e as notas explicativas anexas, bem como outras informações financeiras incluídas neste relatório anual, e em conjunto com as informações incluídas no “Item 3A. Dados financeiros selecionados” e “Item 4B. Informações Estatísticas Selecionadas”.

Em 12 de novembro de 2008, o Itaú Unibanco celebrou um contrato com a Itaúsa, nosso acionista controlador no momento, segundo o qual o Itaú Unibanco adquiriu parte da participação acionária da Itaúsa na Itaúsa Export e na Itaúsa Europa. A transação está contabilizada como uma transação entre entidades sob controle comum que resultou em uma alteração na entidade de reporte segundo os U.S. GAAP. Conseqüentemente, o ajuste retroativo da demonstração contábil do exercício anterior deve apresentar a demonstração contábil combinada do Itaú Unibanco com a Itaúsa Export e a Itaúsa Europa como se a transação tivesse ocorrido no início do primeiro período apresentado. Dessa forma, as demonstrações contábeis segundo os U.S. GAAP referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2007 e 2006,

incluídas neste relatório anual, foram ajustadas para refletir o impacto desta aquisição. Consulte a nota explicativa 3 às demonstrações financeiras para mais informações.

A nova publicação com os efeitos retroativos resultou em um crescimento do nosso lucro líquido para os anos terminados em 31 de dezembro de 2007 e 2006 em R$ 175 milhões e R$ 141 milhões respectivamente, em um crescimento no patrimônio líquido de 31 de dezembro de 2007 e 2006 em R$ 903 milhões e R$ 773 milhões, respectivamente. Resultou também em um aumento no nosso total de ativos de 31 de dezembro de 2007 de R$ 10.276 milhões.

Visão geral

Nossos resultados operacionais são afetados de forma significativa pelos fatores a seguir, entre outros.

Efeitos da crise global dos mercados financeiros na nossa situação financeira e resultados das operações

A crise global dos mercados financeiros afetou significativamente a economia mundial desde o último trimestre de 2008. Ela levou a recessões e ao aumento de desemprego nas principais economias do mundo, redução nos investimentos em escala global, queda dos preços de commodities e a uma redução brusca na disponibilidade de crédito e liquidez, bem como a uma retração geral nos volumes de transação nos mercados de capitais do mundo todo.

Muitas das grandes instituições financeiras, inclusive alguns dos maiores bancos comerciais, bancos de investimentos, credores hipotecários, fiadores de hipotecas e seguradoras globais estão passando por dificuldades significativas. Nos últimos meses tem havido prejuízos em diversas instituições financeiras e numerosas instituições têm buscado capital adicional. Os bancos centrais ao redor do mundo têm coordenado esforços para aumentar a liquidez nos mercados financeiros, adotando medidas tais como a elevação das quantias que emprestam diretamente às instituições financeiras, a diminuição das taxas de juros e o aumento significativo dos acordos recíprocos e temporários de moedas. Em uma tentativa de evitar o colapso do sistema financeiro, os governos do mundo inteiro têm realizado intervenções em uma escala sem precedentes. Eles passaram a deter participação de diversas instituições financeiras, anunciaram programas para garantir a dívida de instituições financeiras, aumentaram as garantias de depósito de clientes e intermediaram as aquisições de certas instituições financeiras em dificuldades, entre outras medidas.

Os efeitos da crise global dos mercados financeiros no Brasil foram intensos no último trimestre de 2008 e a partir de então passaram a ser moderados. A qualidade dos ativos bancários deteriorou no final de 2008, mas em vista do crescimento estimado de 5,1% do PIB brasileiro em 2008, as grandes instituições financeiras brasileiras não foram afetadas significativamente pela crise. Muitos bancos de menores e de médio porte sofreram falta de disponibilidade de crédito, mas o sistema financeiro brasileiro como um todo não sofreu o mesmo impacto que os sistemas financeiros dos EUA e da Europa. Uma demanda relativamente forte por bens e serviços produzidos por firmas e bancos tem ajudado a reduzir o impacto da crise internacional no mercado brasileiro. Apesar disso, algumas empresas que se dedicam à exportação nos setores de

commodities e manufatura sofreram redução de receitas devido à diminuição da demanda nos mercados

internacionais. Embora a liquidez no setor bancário tenha sido de algum modo afetada pela crise global financeira, o Banco Central forneceu liquidez suficiente para o mercado brasileiro durante 2008.

Nossos resultados das operações foram afetados negativamente pela crise global nos mercados financeiros e pela mudança no cenário econômico brasileiro. Além disso, esperamos que 2009 seja um ano difícil devido à desaceleração da economia global, aumento da taxa de desemprego e redução de poder aquisitivo e o conseqüente aumento no risco de crédito.

Outros fatores que afetam a situação financeira e resultado das operações

Na qualidade de banco brasileiro cujas atividades são preponderantemente realizadas no Brasil, somos afetados de forma significativa pelas condições econômicas, políticas e sociais do país. Nos últimos anos a estabilidade da economia nos proporcionou um aumento em empréstimos e depósitos bancários devido à manutenção da taxa de crescimento do PIB acima dos 3% a.a. desde 2004, tendo alcançado 5,7% em 2007 e 5,1% em 2008. Também estamos expostos à volatilidade da taxa de câmbio do real em relação ao dólar norte- americano, ao euro e ao iene, à inflação e mudanças no ambiente regulatório, muitas vezes adotadas sem aviso prévio.

O fim da CPMF em 2008 reduziu as receitas com impostos do governo brasileiro em R$ 36,5 bilhões. A CPMF incidia sobre transferência de contas correntes à alíquota de 0,38% e as instituições financeiras eram

responsáveis por realizar a cobrança e remessa da CPMF às autoridades fiscais brasileiras. Para compensar o fim da CPMF, o governo brasileiro promoveu o aumento da alíquota da CSLL em maio de 2008 e do IOF em janeiro de 2008. A CSLL é um imposto sobre o lucro líquido com alíquotas específicas para instituições bancárias, enquanto a IOF é um imposto sobre empréstimos bancários. A decisão do Banco Central, de 31 de janeiro de 2008, de exigir novas reservas sobre depósitos de companhias de arrendamento mercantil foi outra medida que pode afetar negativamente a rentabilidade de algumas operações financeiras. A medida aumentou o custo de captação de subscrição de empréstimos. Além do aumento nos impostos, particularmente o da alíquota do IOF, a elevação do custo de crédito pode também ser atribuída ao aumento nas taxas de inadimplência nas operações de crédito à pessoa física nos bancos brasileiros.

A queda da inflação e das expectativas de inflação a partir de 2003 permitiu que o Banco Central reduzisse a taxa de juros de 26,5% em junho de 2003 para 13,75% em dezembro de 2008. Essa redução de taxas de juros melhorou o custo do crédito para pessoas físicas e jurídicas. Essa tendência de queda das taxas de juros criou um ambiente favorável para crédito bancário que perdurou até o terceiro trimestre de 2008. Em 2008, o empréstimo bancário aumentou de 34,2% do PIB brasileiro em dezembro de 2007 para 41,3% em dezembro de 2008. Consequentemente, a demanda interna tem crescido à taxas anuais de 5% desde 2004, estimulando as taxas de crescimento do PIB, cuja média ficou por volta de 4,7% ao ano no mesmo período. No último trimestre de 2008, o impacto da redução na demanda de exportação, as restrições sobre as linhas de crédito internacional e o ambiente de maior incerteza reduziu a taxa de crescimento de novos empréstimos.

A partir de agosto de 2008, o real desvalorizou 30% em relação ao dólar dos EUA (houve uma valorização do dólar dos EUA em relação ao real de 43%). Esta tendência associada à redução de investimentos e fluxos de empréstimos trouxe volatilidade ao valor do real, especialmente durante o último trimestre de 2008.

O superávit fiscal permaneceu estável em 4% do PIB em dezembro de 2008. Independentemente disso, a dívida, como proporção do PIB, caiu de 42% em dezembro de 2007 para 36% em 2008, devido à desvalorização da taxa de câmbio e uma posição líquida de credor em moeda estrangeira pelo governo. Desde dezembro de 2008, como resultado da redução nos impostos pagos ao governo brasileiro devido à desaceleração econômica, espera-se que o superávit primário diminua e feche 2009 em 2,2% do PIB brasileiro, uma queda significativa em relação aos 4,0% anteriormente estimados.

Em 30 de abril de 2008, a Standard & Poors elevou o rating soberano de longo prazo da dívida em moeda estrangeira do governo brasileiro de BB+ para BBB-, o nível mais baixo de grau de investimento. Em 29 de maio de 2008, uma segunda agência de rating, a Fitch Ratings, aumentou o rating do Brasil de BB+ para BBB. Essas ações constituem um motivo a mais para a entrada de recursos estrangeiros, os quais

2008 2007 2006 5.08 5.67 3.97 9.10 7.89 3.79 5.9 4.46 3.14 31.94 (17.15) (8.66) 1.63 1.45 2.04 2.61 0.77 1.84 12.32 11.77 15.03 13.62 11.12 13.17 12.48 11.88 15.08 13.67 11.18 13.19

(1) Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2) Fonte: IGP-DI, publicado pela Fundação Getulio Vargas. (3) Fonte: IPCA, publicado pelo IBGE.

(4) Fonte: Banco Central (taxas acumuladas no período). (5) Fonte: Banco Central (final do período).

(6) Fonte: CETIP – Câmara de Liquidação e Custódia (taxas acumuladas no período). (7) Fonte: CETIP – Câmara de Liquidação e Custódia (final do período).

Taxa de Inflação (%) medida pelo IGP-DI (8)

Taxa de Inflação (%) medida pelo IPCA (9) 31 de dezembro de 2008

31 de dezembro de 2007 31 de dezembro de 2006 31 de dezembro de 2005 31 de dezembro de 2004

(8) Fonte: IGP-DI, publicado pela Fundação Getulio Vargas. (9) Fonte: IPCA, publicado pelo IBGE.

A tabela a seguir mostra o crescimento real do PIB, a taxa de inflação e a taxa de juros real média do Brasil em cada um dos anos findos em 31 de dezembro de 2008, 2007 e 2006:

Exercício findo em 31 de dezembro

Aumento real do PIB % (1) Taxa de inflação % (2) Taxa de inflação % (3)

Variação da taxa de câmbio %(R$ /US$)(4)

SELIC %(4) SELIC %(5)

A tabela abaixo apresenta a inflação geral de preços do Brasil (medida pelo IGP-DI e pelo IPCA) nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2004 até 2008:

9.10 5.9 TR %(4) TR %(5) CDI %(6) CDI %(7) 1.2 12.1 7.9 4.5 3.8 3.1 5.7 7.6

Alguns efeitos da variação do real e das taxas de juros sobre nossa receita financeira líquida

A variação do real pode afetar nossa receita financeira líquida porque uma parte significativa de nossos ativos e passivos financeiros está expressa em moeda estrangeira – principalmente em dólar dos EUA – ou a ela indexada. Quando o real se desvaloriza, incorremos em perdas nos passivos expressos em moedas estrangeiras ou a elas indexados, tais como dívida de longo prazo e empréstimos de curto prazo expressos em dólares dos EUA, pois o custo em reais da correspondente despesa financeira aumenta. Ao mesmo tempo, registramos ganhos nos ativos monetários expressos em moedas estrangeiras ou a elas indexados, tais como títulos e valores mobiliários para negociação e empréstimos indexados ao dólar dos EUA devido a uma maior receita financeira referente a esses ativos, medida em reais. Quando há uma valorização do real, os efeitos são opostos aos descritos acima. Adotamos uma estratégia para administrar nossa exposição ao risco de taxa de câmbio que tem por objetivo impedir que as variações nessa taxa de câmbio tenham impacto no lucro líquido. Para atingir esse objetivo, o risco de taxa de câmbio é neutralizado por meio de instrumentos financeiros derivativos. A nossa estratégia de proteção leva em consideração todos os respectivos efeitos fiscais. No entanto, a administração do gap em moedas estrangeiras pode ter efeito material no lucro líquido.

Exceto quando indicado, o “Item 5. Análise e perspectivas operacionais e financeiras” refere-se às nossas taxas de juros e rendimentos médios. As taxas de juros são medidas em reais e incluem o efeito da variação do real frente a moedas estrangeiras.

Discussão das principais políticas contábeis Aspectos gerais

A elaboração das demonstrações contábeis incluídas neste relatório anual envolve algumas premissas que são derivadas da experiência histórica e de diversos outros fatores que consideramos razoáveis e relevantes. Embora revisemos essas projeções e estimativas no curso normal dos negócios, a representação de nossa situação financeira e o resultado das operações frequentemente exige que nossa administração tome decisões relativas aos efeitos sobre nossa posição financeira e resultados de nossas operações sobre assuntos que são incertos por natureza. Os resultados reais podem diferir daqueles estimados segundo diferentes variáveis, premissas ou condições. A Nota 2 – das demonstrações contábeis consolidadas inclui um resumo das políticas e métodos contábeis significativos usados na elaboração das demonstrações.

Provisão para créditos de liquidação duvidosa

A provisão para créditos de liquidação duvidosa representa a nossa estimativa de perdas inerentes da carteira de operações de crédito e arrendamento mercantil no final de cada período de relatório. A metodologia usada para determinar essa provisão é descrita com mais detalhes no “Item 4B. Visão Geral dos Negócios – Informações estatísticas selecionadas – Processo de Aprovação de Crédito - Provisão para créditos de liquidação duvidosa.” A determinação do valor da provisão para créditos de liquidação duvidosa envolve decisões com relação ao valor da provisão referente aos créditos analisados com base na carteira. A provisão determinada para créditos analisados individualmente exige decisões na identificação de fatores que afetam o risco e a atribuição de uma classificação específica. Muitos fatores podem afetar a estimativa do intervalo de perdas em cada categoria cuja provisão é estimada para a carteira como um todo, tais como a definição específica da metodologia usada para quantificar a inadimplência histórica e a definição do período histórico relevante a ser considerado na quantificação. Ademais, os fatores que afetam o valor específico das provisões a serem registradas são subjetivos e incluem as condições econômicas e políticas, tendências de qualidade de crédito, volume e crescimento verificados em cada subcategoria e as condições econômicas específicas que afetam cada subcategoria. Apesar de nossos modelos serem frequentemente revistos e aperfeiçoados, a grande volatilidade da economia brasileira e o histórico relativamente curto de crédito em um ambiente econômico mais estável resultam na maior incerteza desses modelos do que aconteceria em ambientes macroeconômicos mais estáveis. O saldo total de provisão para créditos de liquidação duvidosa em 31 de dezembro de 2008 e 2007 é de R$ 12.202 milhões e de R$ 7.473 milhões, respectivamente. A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa na nossa demonstração de resultado de R$ 9.361 milhões, R$ 5.542 milhões e R$ 5.147 milhões para os anos terminados em 31 de dezembro de 2008, 2007 e 2006 respectivamente.

Valor justo dos instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros registrados pelo valor justo no balanço patrimonial incluem principalmente valores mobiliários classificados como de negociação, disponíveis para venda e outros ativos para negociação, inclusive derivativos. Os valores mobiliários classificados como mantidos até o vencimento são registrados no balanço patrimonial pelo custo histórico amortizado, sendo seu valor justo correspondente mostrado nas notas das demonstrações contábeis. O total do valor justo dos instrumentos financeiros no balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2008 e 2007 é de R$ 84.905 milhões e R$ 55.476 milhões e a nossa posição líquida ao valor justo somaram R$ 2.014 milhões e R$ 37 milhões, respectivamente. Apuramos os valores justos de nossos instrumentos financeiros com base na hierarquia estabelecida na Norma de Apresentação das Demonstrações Contábeis (Statement of Financial Accounting Standards - SFAS) 157, que define o valor justo como o preço que seria recebido para vender um ativo ou pago para transferir um passivo em uma transação ordenada entre os participantes na data da mensuração. De acordo com esta norma, há três níveis de dados que devem ser usados para mensurar o valor justo dos instrumentos financeiros: os dados observáveis do Nível 1 que refletem os preços cotados de ativos ou passivos idênticos nos mercados ativos; os dados do Nível 2, que são direta ou indiretamente observáveis, exceto os incluídos no Nível 1, como ativos ou passivos semelhantes, ativos ou passivos idênticos em mercados sem liquidez, dados que não os preços cotados, entre outros; dados do Nível 3 são dados de mercado não observáveis que refletem nossas próprias premissas sobre as dos participantes do mercado ao precificar um ativo ou passivo. A SFAS 157 exige que maximizemos o uso dos dados observáveis e minimizemos o uso dos dados não observáveis ao apurar o valor justo. Portanto, para os instrumentos classificados nos Níveis 1 e 2 da hierarquia, onde os dados baseiam-se principalmente nos dados observáveis do mercado, há menos decisões a tomar para se chegar à mensuração do valor justo. Para instrumentos classificados no Nível 3 da hierarquia, as decisões são mais importantes. Para chegar a uma estimativa de valor justo de um instrumento dentro do nível 3, a administração deve primeiro determinar o modelo apropriado a ser adotado. Em segundo lugar, devido à falta de acompanhamento dos dados significativos, a administração deve avaliar todos os dados empíricos relevantes na derivação de dados de

avaliação, inclusive, porém não se limitando a, curvas de rentabilidade, taxas de juros, volatilidades, preços de participações no capital ou dívidas, taxas de câmbio e curvas de crédito. Além disso, a respeito dos produtos que não são negociados em bolsa, a decisão da administração deve ser realizada para avaliar o nível apropriado de ajustes de avaliação para refletir a qualidade de crédito da contraparte, o nosso próprio valor de crédito, limitações de liquidez e parâmetros não observáveis, quando relevante. Embora acreditemos que os métodos de avaliação sejam apropriados e consistentes com aqueles das demais instituições do mercado, o uso de metodologias ou premissas diferentes para apurar o valor justo de determinados instrumentos financeiros poderia resultar em uma estimativa diferente de valor justo na data de divulgação. Para mais informações, consulte a nota explicativa 28 às demonstrações contábeis auditadas. Os derivativos classificados como nível 3 em 31 de dezembro de 2008 somam R$ 7.368 milhões e a posição líquida somam R$ 1.004 milhões. Também são necessárias decisões subjetivas para concluir se uma queda do valor justo abaixo dos custos amortizados é “não temporária” no caso de valores mobiliários disponíveis para venda ou para mantidos até o vencimento e exigiria uma redução da base de custo e o reconhecimento em nossos resultados das operações. Os fatores usados pela administração para concluir se uma queda é “não temporária” incluem principalmente o período observado de perda, o grau de perda e a expectativa, na data da análise, da possibilidade de realização do valor mobiliário.

Uso de estimativas e premissas

A elaboração de demonstrações contábeis de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos exige que a administração faça estimativas e parta de premissas que afetam os valores informados dos ativos e passivos e a divulgação de ativos e passivos contingentes na data das demonstrações contábeis, bem como os valores informados de receita e despesa durante o período. São usadas estimativas e premissas nos seguintes casos, entre outros: provisão para créditos de liquidação duvidosa, valor justo dos instrumentos financeiros, estimativas do valor justo de ativos e passivos adquiridos em combinações de negócios, avaliação dos ativos fiscais diferidos, valor das reservas de seguros e dos passivos associados a benefícios futuros dos planos de previdência privada, determinação da necessidade e dimensionamento da redução do valor de ativos de longo prazo, definição da vida útil de alguns ativos, definição dos pressupostos utilizados na determinação dos passivos dos planos de pensão, determinação de probabilidades e estimativas de perdas contingentes, bem como o uso de critérios e de interpretação na aplicação da Lei fiscal na apuração do montante dos impostos a pagar. Dessa forma, os resultados reais podem diferir de nossas estimativas.

Resultado das operações do exercício findo em 31 de dezembro de 2008 comparado ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007

Resultado das operações

A tabela a seguir apresenta os principais componentes do nosso lucro líquido em 2008 e 2007.

Exercício findo em 31 de dezembro 2008 2007 (em milhões de R$) Receita financeira 47.649 34.603 Despesa financeira (26.508) (13.271)

Receita financeira líquida 21.141 21.332

Provisão para créditos de liquidação duvidosa (9.361) (5.542)

Receita financeira líquida após a provisão para créditos de liquidação duvidosa 11.780 15.790

Receita não financeira 15.775 17.015

Despesa não financeira (24.011) (21.027)

Resultado antes da tributação sobre o lucro e das participações minoritárias 3.544 11.778

Imposto de renda e contribuição social 1.334 (4.147)

Resultado líquido antes das participações minoritárias 4.878 7.631

Participações minoritárias (29) 2

Resultado Extraordinário 0 29

Durante 2008, nossas operações aumentaram significativamente. O saldo médio do total de ativos cresceu 38,3% sobre o ano anterior, ocasionando um aumento de 54,1% no saldo de crédito e arrendamento mercantil. O aumento no volume médio dos ativos auferidos compensa o impacto da variação da taxa de