Durante o último trimestre de 2008, certos contratos a futuros negociados em bolsa (DI Futuros) foram designados como instrumentos de proteção (hedge) de certificados de depósito pós-fixados em uma estratégia de hedge de fluxo de caixa. O valor contábil em 31 de dezembro de 2008 dos certificados de depósitos subordinados designados nesta estratégia de hedge e o valor nominal de DI Futuros dos instrumentos de
hedge designados é de R$ 97 milhões.
As relações de hedge foram todas designadas no último trimestre de 2008, com vencimentos do item protegido e dos derivativos em datas entre 2012 e 2014.
Esta estratégia de hedge objetiva proteger as alterações nos fluxos de caixa de certos certificados de depósito subordinados pós-fixados, atribuíveis às variações na taxa de CDI. A taxa de CDI é considerada uma referência para o mercado financeiro brasileiro denominado em reais e é definida diariamente. A estratégia de
hedge resulta no estabelecimento dos fluxos de caixa associados à variabilidade da taxa de CDI. Para proteger
a variabilidade nos fluxos de caixa de pagamentos de juros, o Itaú Unibanco Holding usa contratos de DI Futuros negociados na BM&F BOVESPA. Segundo os contratos de DI Futuros, um pagamento líquido é realizado para a diferença entre um montante computado como valor nominal multiplicado pela taxa de CDI e o montante nominal multiplicado por uma taxa fixa.
Considerando a irrelevância do valor nominal dos derivativos e do valor contábil dos itens protegidos em relação ao nosso risco de mercado geral, nossas divulgações sobre risco de mercado correspondem ao nosso risco de mercado geral que compreende os instrumentos designados em uma relação de hedge para os fins contábeis descritos acima e todos os outros instrumentos.
Risco de Mercado
A gestão de risco de mercado é o processo pelo qual observamos e gerenciamos os riscos potenciais de mudanças nos preços de mercado de instrumentos financeiros que podem, direta ou indiretamente, afetar o valor de nossos ativos, passivos e posições fora do balanço patrimonial.
Uma análise abrangente do risco de mercado é realizada com base nos fatores de risco de mercado, que podem afetar as nossas posições. As operações, inclusive de derivativos, são separadas de acordo com os respectivos fatores de risco, que podem afetar o seu valor de mercado, sendo então agrupadas de formas diferentes, de acordo com as estratégias de negócios. Cada fator de risco relaciona-se aos parâmetros de mercado, cujas variações podem afetar o valor de mercado das nossas operações. As análises de risco são realizadas para cada fator de risco estimando-se as perdas em potencial (VaR), com base no comportamento estatístico dos fatores de risco, com nível de confiança de 99%. A principal técnica empregada para a quantificação do risco é a medida da redução potencial (aumento) do valor justo do ativo (passivo) associado à mudança nos fatores de mercado pelo método paramétrico. O processo de análise de risco quantifica a exposição e o apetite pelo risco utilizando limites de risco baseados no VaR Estatístico (nível de confiança de 99%), simulações de Stress (VaR Stress) e capital econômico.
O nosso processo de controle de risco começa com a determinação dos limites, que são aprovados pelo comitê superior de riscos financeiros, com base no apetite de risco e na capacidade financeira de cada unidade de negócios. Estes limites são informados a cada área de controle de risco das unidades de negócios que realiza as atividades diárias de gestão de risco e fornece informações periodicamente para a área de controle de risco do Itaú Unibanco. Esta divisão monitora o escopo, a precisão e a qualidade dos controles. O ciclo de controle de risco é concluído com a divulgação do relatório de risco consolidado para o comitê superior de riscos financeiros. O comitê é a instância superior responsável pelo monitoramento de todas as estratégias e exposições, entendendo, controlando e gerenciando em nível corporativo consolidado.
Para monitorar a nossa exposição ao risco de mercado, nós o administramos em duas categorias de exposição: nosso gap estrutural e nossa mesa de negociação proprietária. Gerenciamos as operações de atividade de banco comercial e as posições estratégicas no gap estrutural (também chamado de gestão do ativo e passivo), utilizando medidas do risco econômico e simulações das exposições contábeis. A mesa de negociação proprietária é responsável pelas exposições direcionais (que representam as posições em fatores de risco específicos), controladas principalmente pelas medidas de VaR Stress, VaR Estatístico e limites de prevenção de prejuízos. Também operamos por meio de outras mesas, sobretudo a mesa de clientes, voltada
para operações personalizadas, e as mesas de operação da tesouraria, responsável pelo hedge contra os riscos da mesa de cliente e os demais riscos de mercado do conglomerado.
Mercado Nacional
Os principais fatores de risco que identificamos no processo de controle de risco do mercado interno são: taxas atreladas ao dólar e taxas de juros em moeda local, inclusive entre taxas fixas, taxas indexadas ao índice de inflação (Índice Geral de Preços – Mercado, ou IGP-M, e Índice de Preços ao Consumidor – Ampliado, ou IPCA) e aquelas indexadas a outras taxas referenciais (principalmente a Taxa Referencial, ou TR).
VaR do Gap Estrutural
A tabela a seguir apresenta os níveis de VaR do gap estrutural (que exclui as operações de nossa mesa de negociação proprietária). O gap estrutural tende a ser mais constante por ser composto principalmente pelos ativos e passivos de nossas atividades de varejo e derivativos usados como hedge contra o risco de mercado da carteira.
Em 2008, o gap estrutural, formado por operações comerciais e instrumentos financeiros relacionados, apresentou um aumento significativo nos valores médio e máximo do VaR devido aos níveis de volatilidade extraordinários para a vasta maioria dos fatores de risco devido à crise no setor de hipotecas dos EUA que ocorreu no ano de 2008. Como se espera que as taxas fixas locais reajam aos fundamentos econômicos positivos do Brasil, continuamos seguindo nossa estratégia de otimizar o índice de risco/retorno neste mercado. Apesar deste aumento no VaR Global em 31 de dezembro de 2008, mantemos nosso risco em um nível reduzido em relação ao capital da unidade (o VaR Global foi 0,45% do capital).
VaR(*) do Gap Estrutural 2008
(em milhões de R$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Renda fixa 145,6 145,7 51,8 707,8
Taxa Referencial (TR) 13,8 12,5 5,1 56,7
Taxa de juros atrelada ao dólar 13,7 14,4 4,1 71,1
Risco cambial (ajustado para fins fiscais) – dólar norte-
americano 7,6 8,6 0,0 75,6
Ações 10,0 7,1 1,6 22,4
Taxa de juros atrelada ao índice
de inflação 3,3 5,7 2,7 10,2
Efeito de diversificação (33,3)
Total 160,8 150,8 53,8 674,1
(*) O VaR corresponde ao potencial máximo de perda de um dia, com um nível de confiança de 99%.
2007
(em milhões de R$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Renda fixa 94,5 84,9 44,1 315,0
Taxa Referencial (TR) 7,6 5,0 2,3 27,8
Taxa de juros atrelada ao dólar 19,3 15,8 6,0 49,6
Risco cambial (ajustado para fins fiscais) – dólar norte-
americano 0,2 1,6 0,0 8,1
Ações 1,8 12,1 1,8 21,5
Taxa de juros atrelada ao índice
de inflação 7,9 5,5 1,3 11,9
Efeito de diversificação (30,3)
Total 101,0 92,1 42,4 299,5
VaR da Mesa de Negociação Proprietária
Apresentamos o VaR das operações da mesa de negociação proprietária na próxima tabela. Nossa mesa de negociação atua no mercado nacional e em mercados estrangeiros, procurando as melhores oportunidades de negócios de acordo com a nossa visão de mercado. O VaR dessas operações é mais sensível às condições de mercado e às expectativas dos gestores de carteira, podendo apresentar mudanças expressivas de um dia para outro. A natureza dos instrumentos de negociação e uma gestão mais dinâmica da carteira permitem a reversão de posições em um prazo mais curto, o que resulta automaticamente na diminuição da exposição de mercado em contextos de instabilidade econômica. Monitoramos as mesas de negociação proprietária pelos Cenários de Stress de VaR. O Stress de VaR baseia-se no prejuízo máximo ao qual a negociação proprietária está sujeita em uma combinação de cenários de stress, definidos de forma independente pelo comitê de avaliação de cenários econômicos. Este comitê é formado por membros da alta administração do Itaú Unibanco Holding.
No ano de 2008, as principais exposições de risco de mercado estavam relacionadas a transações realizadas no mercado interno de dólar.
Stress de VaR da Mesa de Negociação Proprietária 2008
(em milhões de R$)
Mesa de negociação 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Total (79,4) (84,8) (32,2) (162,7)
2007
(em milhões de R$)
Mesa de negociação 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Total (40,6) (231,5) (31,6) (531,5)
VaR do Itaú BBA
As mesas de negociação do Itaú BBA negociam independentemente do Itaú Unibanco, alocando posições para otimizar o retorno ajustado ao risco.
Em 2008, a tesouraria do Itaú BBA continuou a exercer seu papel de fonte de preços competente para as operações comerciais e tirar proveito de oportunidades de arbitragem. O Itaú Unibanco Holding entende que um sistema sólido de controle de riscos é uma parte essencial de uma sólida operação de tesouraria, e que controles de risco de mercado adequados também foram estabelecidos para o Itaú BBA.
Nosso controle efetivo e gestão do risco de mercado nos ajudou a tratar eficientemente das mudanças nos cenários econômicos e dar continuidade à execução de transações diversificadas e sofisticadas.
Os VaRs do Itaú BBA cresceram como resultado da alta volatilidade dos mercados locais e internacionais em 2008. Este fato, no entanto, não muda a característica de exposição do risco a respeito do patrimônio do Itaú BBA. O VaR médio permaneceu 1% abaixo do capital nível 1 do Itaú BBA.
2008
(em milhões de R$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Renda Fixa 14,0 4,5 0,5 17,8
Taxa de juros atrelada ao dólar 3,1 6,0 0,7 18,9
Risco cambial (ajustado para fins fiscais) –
dólar norte-americano 8,7 17,4 0,0 126,3
Ações 3,7 4,3 0,7 16,3
Risco soberano 9,6 12,0 0,7 35,7
Taxa de juros atrelada ao índice de inflação
Brasil 2,7 2,7 1,1 7,4
Taxa de juros internacional 1,9 3,3 0,4 11,2
Commodities 0,0 0,4 0,0 2,2
Riscos cambiais - outros 1,0 1,5 0,3 4,3
Outros 8,6 4,8 0,6 28,4
Efeito de diversificação (35,6)
Total 17,6 26,0 6,9 112,8
2007
(em milhões de R$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Renda Fixa 2,8 8,0 0,3 31,6
Taxa de juros atrelada ao dólar 10,6 4,1 1,8 13,6
Risco cambial (ajustado para fins fiscais) –
dólar norte-americano 6,5 6,4 0,1 21,5
Ações 10,1 6,0 0,4 26,7
Risco soberano 4,2 8,1 0,6 31,8
Taxa de juros atrelada ao índice de inflação
Brasil 7,5 6,3 1,6 11,9
Taxa de juros internacional 1,8 6,8 0,8 26,2
Commodities 0,4 1,4 0,2 6,9
Riscos cambiais - outros 1,0 2,2 0,3 5,4
Outros 0,9 0,8 0,0 6,0
Efeito de diversificação (28,6)
Total 17,3 22,7 7,6 55,5
Mercados Internacionais
Mantemos posições ativas nos mercados internacionais. Os principais fatores de risco a que estamos expostos são: taxa de juros Libor e risco de mercado dos títulos públicos emitidos pelo governo brasileiro e dos títulos privados. Realizamos essas operações por intermédio do Itaubank, agências de Grand Cayman e Nova York, cujo VaR é apresentado a seguir em Unidades no Exterior.
O VaR do Banco Itaú Argentina é apresentado isoladamente no segundo conjunto de tabelas a seguir. O Banco Itaú Chile e o Banco Itaú Uruguai também possuem equipes locais de gestão de risco que monitoram nossas exposições bancárias (gestão de ativo e passivo) e posições de negociação nesses locais desde o início de 2008. O VaR do Banco Itaú Chile e do Banco Itaú Uruguai em 2008 também estão apresentados a seguir.
Na próxima tabela, apresentamos o VaR do Banco Itaú Europa, o Banco Itaú Europa foi incorporado no último trimestre de 2008. Os resultados a seguir apresentam valores de VaR muito menores que o VaR estrutural, refletindo o baixo nível de exposição de nossas operações nos mercados internacionais em comparação com as posições no Brasil.
O principal fator de risco deriva da oscilação do preço de mercado dos títulos. A exposição à Libor é significativa.
VaR de Unidades no Exterior 2008
(em milhões de US$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Títulos públicos e privados 13,6 8,6 5,2 14,4
Libor 2,5 2,6 0,2 6,4
Efeito de diversificação (2,7)
VaR das Unidades no Exterior 13,4 9,0 4,1 13,4
2007
(em milhões de US$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Títulos públicos e privados 6,2 6,6 3,6 9,9
Libor 1,3 0,6 0,1 1,9
Efeito de diversificação (1,8)
VaR das Unidades no Exterior 5,7 6,4 3,5 9,8
A próxima tabela apresenta o VaR de nossas operações na Argentina. A exposição a riscos na Argentina continua baixa e o VaR em 31 de dezembro de 2008 representa menos que 1% do nosso patrimônio líquido consolidado.
VaR – Banco Itaú Argentina 2008
(em milhões de US$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Taxa de juros atrelada ao índice de inflação
(CER) 0,36 0,13 0,01 0,40
Libor 0,30 0,23 0,03 0,99
Taxa de juros moeda local 1,58 2,23 0,79 5,06
Badlar 0,09 0,30 0,05 0,86
Euros 0,27 0,09 0,00 0,75
Efeito de diversificação (0,41)
VaR – Banco Itaú Argentina 2,20 2,42 0,80 5,01
2007
(em milhões de US$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Taxa de juros atrelada ao índice de inflação
(CER) 0,02 0,04 0,0 0,11
Libor 0,06 0,01 0,0 0,24
Taxa de juros moeda local 0,85 0,86 0,06 4,18
Badlar 0,10 0,43 0,0 1,02
Euros 0,06 0,02 0,0 0,10
Efeito de diversificação (0,22)
A próxima tabela apresenta o VaR de nossas operações no Chile.
VaR – Banco Itaú Chile 2008
(em milhões de US$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Taxa de juros atrelada ao índice de inflação (UF)
+ peso chileno (CLP) 0,26 0,39 0,01 1,03
Taxa de juros atrelada ao dólar 0,46 0,46 0,07 0,80
Efeito de diversificação (0,26)
VaR – Banco Itaú Chile 0,46 0,62 0,23 1,29
A próxima tabela apresenta o VaR de nossas operações no Uruguai.
VaR – Banco Itaú Uruguai 2008
(em milhões de US$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Peso uruguaio (UYU) 0,34 0,57 0,34 0,99
Taxa de juros atrelada ao índice de inflação (UI) 0,36 0,51 0,33 0,85
Taxa de juros atrelada ao dólar 0,41 0,64 0,35 0,93
Taxa de câmbio 0,97 1,87 0,97 2,95
Efeito de diversificação (0,87)
VaR – Banco Itaú Uruguai 1,21 1,62 0,90 3,28
A próxima tabela apresenta o VaR de nossas operações no Banco Itaú Europa.
VaR – Banco Itaú Europa 2008
(em milhões de US$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Euribor 0,08 0,14 0,05 0,52
Libor 2,51 2,29 0,40 8,47
Risco Soberano 0,27 0,51 0,18 0,86
Efeito de diversificação (0,32)
VaR – Banco Itaú Europa 2,54 2,35 0,41 8,49
VaR Global
Conforme explicado anteriormente, algumas carteiras são administradas adotando-se técnicas específicas de VaR Stress. Para obter maior convergência entre as informações divulgadas e a implementação da gestão de risco de mercado, o VaR global estatístico inclui somente as carteiras em que o VaR estatístico foi aplicado.
O VaR global demonstrado na tabela a seguir abrange o VaR das operações nacionais e internacionais do Itaú Unibanco Holding, abrangendo também as carteiras do Itaú BBA, Banco Itaú Argentina, Banco Itaú Chile e Banco Itaú Uruguai, e excluindo a mesa de negociação proprietária do Itaú.
O ano de 2008 foi caracterizado pela alta volatilidade nos mercados financeiros nacionais e internacionais, principalmente no segundo semestre. No final de 2008, as volatilidades do mercado já retornava a níveis menores de stress em relação ao pico no início do quarto trimestre. O aumento do risco observado em 2008 não foi causado pela exposição aos clientes do mercado hipotecário, mas sim pelas mudanças nos fatores de risco afetados pela crise, que fazem parte do risco normal dos nossos negócios. Além disso, houve diversificação significativa dos riscos das unidades de negócios, permitindo que o Itaú Unibanco Holding mantenha uma exposição total pequena ao risco de mercado, quando comparada ao seu capital.
Apesar da recente confusão nos mercados internacionais, os fundamentos macroeconômicos do Brasil permanecem sólidos, e mantemos uma posição privilegiada no sistema bancário brasileiro por meio de vários diferenciais competitivos. Nossa estratégia bem sucedida nas atividades bancárias comerciais e de investimento, visando a maximizar os retornos com uma exposição de risco controlada e prudente, é um elemento essencial para a sustentabilidade dos nossos resultados.
2008
(em milhões de R$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Renda fixa 159,3 148,2 56,1 713,8
Taxa Referencial (TR) 13,8 12,5 5,1 56,7
Taxa de juros atrelada ao dólar 16,6 15,0 4,2 58,6
Risco cambial (ajustado para fins fiscais) –
dólar norte-americano 17,2 25,6 0,1 168,7
Ações 15,5 11,4 1,4 29,1
Taxa de juros atrelada ao índice de inflação
Brasil 4,6 6,3 3,0 10,6
Títulos públicos e privados 22,2 19,8 11,2 44,8
Taxa de juros internacional 7,8 9,3 0,8 26,2
Commodities 0,0 0,4 0,0 2,2
Risco cambial – Outros 1,0 1,4 0,3 4,3
Outros 8,6 4,8 0,6 28,4 Itaú Argentina 5,1 5,7 1,9 11,7 Itaú Chile 1,1 1,5 0,5 3,0 Itaú Uruguai 2,8 3,8 2,1 7,7 Itaú Europa 5,9 5,5 0,9 19,8 Efeito de diversificação (97,9) VaR global 183,7 165,5 65,1 673,4 2007 (em milhões de R$)
Fator de risco 31 de dezembro Média Mínima Máxima
Renda fixa 97,1 88,0 34,6 325,7
Taxa Referencial (TR) 7,6 5,0 2,3 27,8
Taxa de juros atrelada ao dólar 14,3 15,9 6,3 47,8
Risco cambial (ajustado para fins fiscais) –
dólar norte-americano 6,7 7,2 0,0 22,4
Ações 16,4 16,3 4,6 47,0
Taxa de juros atrelada ao índice de inflação
Brasil 10,0 10,2 3,6 19,2
Títulos públicos e privados 12,1 13,3 8,0 22,0
Taxa de juros internacional 4,1 6,8 0,8 26,2
Commodities 0,4 1,4 0,2 6,9
Risco cambial – Outros 1,0 2,2 0,3 5,4
Outros 0,9 0,8 0,0 6,0
Itaú Argentina 1,6 1,8 0,1 8,7
Efeito de diversificação (53,9)
VaR global 118,2 117,4 48,8 312,3
Backtesting de Nossas Operações no Mercado Nacional
Validamos nossos modelos estatísticos diariamente utilizando técnicas de backtesting. Atualizamos os cenários de stress, mensalmente para assegurar que os riscos de mercado jamais sejam subestimados.
Os riscos são calculados com um nível de confiança de 99%. Isto significa que existe uma probabilidade de apenas 1% de que os prejuízos financeiros sejam maiores que o prejuízo projetado em nossos modelos.
Uma das formas de avaliar o método adotado de mensuração do risco é calcular o percentual de casos em que os ganhos e perdas diários reais caem fora do intervalo de VaR. Devido à pequena importância do VaR nos mercados internacionais, a análise que segue refere-se unicamente à carteira no mercado brasileiro.
Para ilustrar a qualidade de nossos modelos de gestão de risco, apresentamos os gráficos de
de renda fixa, TR e câmbio) de nossas operações no mercado interno. Esses valores são derivados de nossas posições estruturais.
No mercado de taxa fixa mais taxa referencial, o delta MtM (Market to Market) ultrapassou o VaR em seis vezes no exercício findo em 31 de dezembro de 2008, dentro das expectativas estabelecidas por nossos cálculos.
Backtest - Gap Estrutural Itaú - Fator de Risco Pré-Fixado + TR
(550) (450) (350) (250) (150) (50) 50 150 250 350 450 550 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 Risco Re to rn o Milhões de R$
A distribuição de risco versus retorno observada no exercício findo em 31 de dezembro de 2008 para o fator de risco de taxa de câmbio mostra que os prejuízos ultrapassaram o VaR em três vezes no período.
Backtest - Gap Estrutural Itaú - Fator de Risco Cupom Cam bial
(550) (450) (350) (250) (150) (50) 50 150 250 350 450 550 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 R i sc o Milhões de R$
Como resultado dos efeitos de carteira, houve quatro dias no exercício findo em 31 de dezembro de 2008 nos quais as perdas foram superiores ao VaR calculado para a carteira consolidada das operações no mercado interno, como mostra o gráfico a seguir.
Backtest - Gap Estrutural Itaú - Total (1.100) (900) (700) (500) (300) (100) 100 300 500 700 900 1.100 0 200 400 600 800 1.000 R i sc o Milhões de R$