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5A. Resultados operacionais

A discussão a seguir deve ser lida em conjunto com nossas demonstrações contábeis consolidadas e as notas explicativas anexas, bem como outras informações financeiras incluídas neste relatório anual, e em conjunto com as informações incluídas no “Item 3A. Dados financeiros selecionados” e “Item 4B. Informações Estatísticas Selecionadas”.

Visão geral

Nossos resultados operacionais são afetados de forma significativa pelos fatores a seguir, entre outros. Efeitos da crise global dos mercados financeiros na nossa situação financeira e resultados das operações

A crise global dos mercados financeiros vem afetando significativamente a economia mundial desde o último trimestre de 2008. Ela levou a recessão e ao aumento do desemprego nas principais economias do mundo, redução nos investimentos em escala global, queda dos preços de commodities e a uma redução brusca na disponibilidade de crédito e liquidez, bem como a uma retração geral nos volumes de transação nos mercados de capitais do mundo todo. Os mercados de crédito ainda estão em processo de retomada e os mercados de capitais estão no início da recuperação em todo o mundo.

Desde o segundo semestre de 2009, importantes evidências de recuperação estão aumentando, e a expectativa é de que o PIB mundial apresente crescimento em 2010. Nem todos os países estão se recuperando no mesmo ritmo. Os países recém industrializados, em particular do Sudeste Asiático, da América Latina, e especialmente o Brasil, apresentam uma recuperação vigorosa, enquanto a Europa fica para trás. Alguns bancos centrais já estão revendo suas posturas expansionistas na política monetária. Países como a Austrália e a China já tomaram medidas para reduzir o estímulo monetário e os EUA aumentaram a taxa de redesconto em um lance preliminar para anunciar a futura saída da política expansionista. Apesar disso, riscos substanciais têm se acumulado no período depois da crise financeira na Europa, como os níveis altos de endividamento que prejudicam o crescimento e aumentam o risco de inadimplência soberana. Os mercados aumentaram os prêmios de risco sobre a dívida da Grécia e de Portugal e, em menor grau, da Itália, Irlanda e Espanha. Portugal teve sua classificação rebaixada para A+ pela Standard & Poor’s em janeiro de 2009, e, mais recentemente, pela Fitch, em março de 2010, de AA para AA-. A Grécia sofreu o rebaixamento de um nível para A2 pela Moody’s e para BBB- pela Fitch e pela Standard & Poor’s. A dívida desses países é detida por instituições financeiras internacionais, o que pode impactar os resultados dos bancos e fundos de investimentos. Embora a União Europeia esteja preparada para enfrentar essas dificuldades, a deterioração de qualquer um desses países pode prejudicar a recuperação mundial e, consequentemente, do Brasil.

Os resultados das nossas operações foram afetados negativamente pela crise global nos mercados financeiros e pela mudança no cenário econômico brasileiro. As perspectivas para 2010 são muito melhores do que eram para 2009, mas os riscos permanecem e os problemas fiscais em economias desenvolvidas irão produzir um impacto no crescimento futuro.

Outros fatores que afetam a situação financeira e o resultado das operações

Na qualidade de banco brasileiro cujas atividades são preponderantemente realizadas no Brasil, somos afetados de forma significativa pelas condições econômicas, políticas e sociais do país. Nos últimos anos, fomos beneficiados pela estabilidade geral da economia, com crescimento médio do PIB de 4% a.a. de 2004 a 2009, o que levou a um aumento em crédito bancário e depósitos. A tendência de queda da inflação nos últimos anos permitiu que o Banco Central afrouxasse a taxa básica de juros de curto prazo para 8,75% em dezembro de 2009 de 17,75% em dezembro de 2004. Esta redução nas taxas de juros diminuiu o custo de crédito para famílias e empresas. Como proporção do PIB, o empréstimo bancário cresceu 45,0% em 2009 de 24,5% em 2004.

Em 2009, a economia brasileira sofreu estagnação na esteira da crise financeira internacional; no entanto, a recessão durou alguns trimestres, até o segundo trimestre de 2009, antes que a economia brasileira pudesse emergir da recessão e recuperar seu ímpeto de crescimento. Apesar dos efeitos relativamente breves da crise internacional, permanecemos expostos à volatilidade na moeda brasileira, o real, em relação ao dólar dos EUA, ao Euro e ao Iene. Continuamos ainda expostos à inflação, às mudanças na política fiscal e às mudanças na regulamentação, que são, às vezes, adotadas repentinamente.

As recentes mudanças na política fiscal que afetam as operações financeiras incluem a extinção, promovida pelo Senado, da Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Diretos de Natureza Financeira, ou CPMF, em 2008. A CPMF era um tributo provisório instituído em 1992, que incidia sobre determinadas transações bancárias à alíquota de 0,38% do valor financeiro da transação. A CPMF era devida sobre todas as transferências de contas correntes, e as instituições financeiras eram responsáveis por realizar a cobrança e remessa da CPMF. Para compensar o fim da CPMF, o governo brasileiro promoveu o aumento da alíquota da CSLL, em maio de 2008 de 9% para 15% e do IOF, no início de janeiro de 2008. E ainda, depois da crise internacional, em outubro de 2010, o governo impôs uma alíquota de IOF de 2% sobre fluxos de investimentos estrangeiros para os mercados financeiros e de capitais. Passou também a cobrar IOF de 1,5% sobre operações negociadas no mercado interno, garantidas por recibos de depósito. A CSLL é um imposto sobre o lucro líquido com alíquotas específicas para instituições bancárias, enquanto a IOF é um imposto sobre operações de câmbio, de empréstimos, de seguros e as que envolvem títulos de dívida e valores mobiliários.

A fim de moderar o impacto da crise internacional, o Banco Central reagiu em 2009 com várias medidas. Além de reduzir a alíquota da SELIC, o Banco Central empregou parte de suas reservas internacionais para substituir as linhas de crédito internacional que sofreram impacto da falência do Lehman Brothers Holdings Inc. e reduziu as exigências de reservas com o objetivo específico de adquirir ativos de pequenos bancos e aumentar o limite de seguro para os depósitos a prazo de pequenos bancos. Essas iniciativas, juntamente com as medidas fiscais, contribuíram para manter a recessão relativamente breve (principalmente concentrada entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009) e garantiu uma forte recuperação no segundo semestre de 2009. Essas medidas anticíclicas foram possíveis devido à boa posição da política monetária e fiscal no início da crise, o que permitiu ao governo reagir à adversidade com de políticas expansionistas da demanda. Esse foi a primeira vez em que o governo brasileiro estava preparado para neutralizar um choque adverso.

A crise não afetou substancialmente as instituições financeiras do Brasil, uma vez que a maioria dos bancos brasileiros não tinha, em geral, exposição relevante a hipotecas norte-americanas. Não realizamos nenhuma operação de crédito no mercado norte-americano, incluindo as obrigações de dívidas garantidas. No entanto, a recente crise no mercado de hipotecas nos EUA poderia afetar o valor de mercado das instituições brasileiras, devido à crescente volatilidade nos mercados internacionais. Há ainda o risco de que o governo brasileiro opte por adotar medidas regulatórias para evitar mudanças bruscas nos fluxos financeiros internacionais, com efeitos potencialmente adversos em nossas operações.

Apesar da administração bem sucedida da crise pelas autoridades brasileiras, várias mudanças regulatórias do setor bancário interno estão sendo avaliadas, tais como limites para pacotes de remuneração das instituições financeiras, maior divulgação das operações com derivativos e possíveis modificações aos modelos de exigência de capital. Essas mudanças têm potencial para afetar adversamente nossas operações e rentabilidade.

Uma consequência da crise no Brasil é o declínio nas receitas fiscais e, consequentemente a redução no superávit primário. Em 2009, o setor público registrou um superávit primário de 2,1% do PIB, inferior ao da recente média histórica (3,5% do PIB de 2003 a 2008). A retomada de metas mais rígidas da política fiscal é necessária para retornar à tendência de queda no coeficiente de endividamento em relação ao PIB, que aumentou de 38,4% no final de 2008 para 42,9% no final de 2009, depois de vários anos de redução contínua. A responsabilidade fiscal é importante para proteger o rating de investment grade soberano do Brasil e sustentar a flexibilidade fiscal necessária para administrar futuras tendências de queda na economia.

Outro efeito da crise foi a contração das receitas de exportação de US$ 197.942 milhões em 2008 para US$ 152.995 milhões em 2009. O superávit da balança comercial permaneceu quase estável em US$ 25.347 milhões, pois havia sido de US$ 24.836 milhões em 2008, mas a conta corrente (saldo líquido do comércio de bens e serviços mais transferências internacionais) registrou um déficit de 1,6% do PIB, um número negativo pelo segundo ano consecutivo em 2009. Espera-se que o déficit aumente em 2010. Embora a solvência externa do Brasil tenha melhorado consideravelmente com US$ 238.520 milhões em reservas internacionais e somente US$ 202.329 milhões em dívida externa, os recentes resultados da conta externa poderiam aumentar a volatilidade da taxa de câmbio.

Em 30 de abril de 2008, a Standard & Poors Rating Services elevou o rating soberano de longo prazo da dívida em moeda estrangeira do governo brasileiro de BB+ para BBB-, ou seja, grau de investimento. Em 29 de maio de 2008, uma segunda agência de rating, a Fitch Ratings (“Fitch”), aumentou o rating do Brasil de BB+ para BBB-. Em 22 de setembro de 2009, a Moody’s Investor Service Inc. (“Moody’s”) elevou o rating soberano de Ba1 para Baa3. Essas elevações contribuíram para aumentar ainda mais a entrada de recursos

risco destacaram os pontos fracos da política fiscal brasileira, incluindo o alto coeficiente de endividamento em relação ao PIB se comparado a países com classificação de risco de crédito semelhante, juntamente com impedimentos estruturais ao crescimento e investimento em relação a países que ocupam posições semelhantes.

As próximas eleições presidenciais no Brasil irão ocorrer em outubro de 2010. Não esperamos mudanças drásticas na política econômica com a nova gestão, mas, no passado, tanto a taxa de câmbio quanto o spread de risco da dívida soberana do Brasil passaram por uma crescente volatilidade durante a campanha eleitoral. 2009 2008 2007 2006 (0,20) 5,10 6,10 4,00 (1,40) 9,10 7,90 3,80 4,30 5,90 4,50 3,10 (25,50) 31,90 (17,20) (8,70) 0,20 2,27 0,85 1,99 8,61 13,46 11,11 13,14 8,65 13,66 11,18 13,19

(1) Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (2) Fonte: IGP-DI, publicado pela Fundação Getulio Vargas. (3) Fonte: IPCA, publicado pelo IBGE.

(4) Fonte: Banco Central (taxas acumuladas no período, números negativos significam valorização do real ). (5) Fonte: Banco Central (final do período).

(6) Fonte: CETIP – Câmara de Liquidação e Custódia (taxas acumuladas no período).

A tabela a seguir mostra o crescimento real do PIB, a taxa de inflação e a taxa de juros real média do Brasil em cada um dos anos findos em 31 de dezembro de 2009, 2008, 2007 e 2006:

Exercício findo em 31 de dezembro

TR %(5) CDI %(6) SELIC %(5)

Aumento real do PIB % (1) Taxa de inflação % (2) Taxa de inflação % (3)

Variação da taxa de câmbio %(R$ /US$)(4)

Alguns efeitos da variação do real e das taxas de juros sobre nossa receita financeira líquida A variação do real pode afetar nossa receita líquida porque parte de nossos ativos e passivos financeiros estão expressos em moeda estrangeira – principalmente em dólar dos EUA – ou a elas indexadas. Quando o real se desvaloriza, incorremos em perdas nos passivos expressos em moedas estrangeiras ou a elas indexados, tais como dívida de longo prazo e empréstimos de curto prazo expressos em dólares dos EUA, pois o custo em reais da correspondente despesa financeira aumenta. Ao mesmo tempo, registramos ganhos nos ativos monetários expressos em moedas estrangeiras ou a elas indexados, tais como títulos e valores mobiliários para negociação e empréstimos indexados ao dólar dos EUA devido a uma maior receita financeira referente a esses ativos, medida em reais. Quando há uma valorização do real, os efeitos são opostos aos descritos acima. Adotamos uma estratégia para administrar nossa exposição ao risco de taxa de câmbio que tem por objetivo reduzir os impactos que as variações cambiais produzem no lucro líquido. Para atingir esse objetivo, o risco de variação cambial é economicamente protegido por meio de instrumentos financeiros derivativos. A nossa estratégia de proteção leva em consideração todos os efeitos fiscais decorrentes. No entanto, a administração do gap em moedas estrangeiras pode ter efeito material no lucro líquido. Além disso, nossas mesas de negociação assumem posições de forma a otimizar nosso retorno ajustado ao risco que pode ser afetado por variações na taxa de juros e nas taxas de câmbio.

Exceto quando indicado, o “Item 5. Análise e Perspectivas Operacionais e Financeiras” refere-se às nossas taxas de juros e rendimentos médios. As taxas de juros são medidas em reais e incluem o efeito da variação do real frente a moedas estrangeiras.

Discussão das principais políticas contábeis

Aspectos gerais

A elaboração das demonstrações contábeis incluídas neste relatório anual envolve algumas premissas que são derivadas da experiência histórica e de diversos outros fatores que consideramos razoáveis e relevantes. Embora revisemos essas projeções e estimativas no curso normal dos negócios, a representação de nossa situação financeira e o resultado das operações frequentemente exige que nossa administração tome decisões relativas aos efeitos sobre nossa posição financeira e resultados de nossas operações sobre

assuntos que são incertos por natureza. Os resultados reais podem diferir daqueles estimados segundo diferentes variáveis, premissas ou condições. A Nota 2 às das demonstrações contábeis consolidadas inclui um resumo das políticas e métodos contábeis significativos usados na elaboração das demonstrações.

Provisão para créditos de liquidação duvidosa

A provisão para créditos de liquidação duvidosa representa a nossa estimativa de perdas inerentes da carteira de operações de crédito e arrendamento mercantil no final de cada período de relatório. A metodologia usada para determinar essa provisão é descrita com mais detalhes no “Item 4B. Visão Geral dos Negócios – Informações estatísticas selecionadas – Processo de Aprovação de Crédito - Provisão para créditos de liquidação duvidosa.” A determinação do valor da provisão para créditos de liquidação duvidosa envolve decisões com relação ao valor da provisão referente aos créditos analisados com base na carteira. A provisão determinada para créditos analisados individualmente exige decisões na identificação de fatores que afetam o risco e a atribuição de uma classificação específica. Muitos fatores podem afetar a estimativa do intervalo de perdas em cada categoria cuja provisão é estimada para a carteira como um todo, tais como a definição específica da metodologia usada para quantificar a inadimplência histórica e a definição do período histórico relevante a ser considerado na quantificação. Ademais, os fatores que afetam o valor específico das provisões a serem registradas são subjetivos e incluem as condições econômicas e políticas, tendências de qualidade de crédito, volume e crescimento verificados em cada subcategoria e as condições econômicas específicas que afetam cada subcategoria. Apesar de nossos modelos serem frequentemente revistos e aperfeiçoados, a grande volatilidade da economia brasileira e o histórico relativamente curto de crédito em um ambiente econômico mais estável resultam na maior incerteza desses modelos do que aconteceria em ambientes macroeconômicos mais estáveis. O saldo total de provisão para créditos de liquidação duvidosa em 31 de dezembro de 2009 e 2008 é de R$ 19.968 milhões e de R$ 12.202 milhões, respectivamente. A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa na nossa demonstração de resultado de R$ 15.372 milhões, R$ 9.361 milhões e R$ 5.542 milhões para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 respectivamente.

Valor justo dos instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros registrados pelo valor justo no balanço patrimonial incluem principalmente valores mobiliários classificados como de negociação, disponíveis para venda e outros ativos para negociação, inclusive derivativos. Os valores mobiliários classificados como mantidos até o vencimento são registrados no balanço patrimonial pelo custo histórico amortizado, sendo seu valor justo correspondente mostrado nas notas das demonstrações contábeis. O total do valor justo dos instrumentos financeiros no balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2009 e 2008 é de R$ 109.243 milhões e R$ 84.905 milhões e a nossa posição líquida ao valor justo somaram R$ 732 milhões e R$ 2.014 milhões, respectivamente. Apuramos os valores justos de nossos instrumentos financeiros com base na hierarquia estabelecida na ASC 820, que define o valor justo como o preço que seria recebido para vender um ativo ou pago para transferir um passivo em uma transação ordenada entre os participantes na data da mensuração. De acordo com esta norma, há diferentes níveis de dados que devem ser usados para mensurar o valor justo dos instrumentos financeiros: os dados observáveis do Nível 1 que refletem os preços cotados de ativos ou passivos idênticos nos mercados ativos; os dados do Nível 2, que são direta ou indiretamente observáveis, exceto os incluídos no Nível 1, como ativos ou passivos semelhantes, ativos ou passivos idênticos em mercados sem liquidez, dados que não os preços cotados, entre outros; dados do Nível 3 são dados de mercado não observáveis que refletem nossas próprias premissas sobre as dos participantes do mercado ao precificar um ativo ou passivo. A ASC 820 exige que maximizemos o uso dos dados observáveis e minimizemos o uso dos dados não observáveis ao apurar o valor justo. Portanto, para os instrumentos classificados nos Níveis 1 e 2 da hierarquia, onde os dados baseiam-se principalmente nos dados observáveis do mercado, há menos decisões a tomar para se chegar à mensuração do valor justo. Para instrumentos classificados no Nível 3 da hierarquia, as decisões são mais importantes. Para chegar a uma estimativa de valor justo de um instrumento dentro do nível 3, a administração deve primeiro determinar o modelo apropriado a ser adotado. Em segundo lugar, devido à falta de acompanhamento dos dados significativos, a administração deve avaliar todos os dados empíricos relevantes na derivação de dados de avaliação, inclusive, porém não se limitando a, curvas de rentabilidade, taxas de juros, volatilidades, preços de participações no capital ou dívidas, taxas de câmbio e curvas de crédito. Além disso, a respeito dos produtos que não são negociados em bolsa, a decisão da administração deve ser realizada para avaliar o nível apropriado de ajustes de avaliação para refletir a qualidade de crédito da contraparte, o nosso próprio valor de crédito, limitações de liquidez e parâmetros não observáveis, quando relevante. Embora acreditemos que os métodos de avaliação sejam apropriados e consistentes com aqueles das demais instituições do mercado, o uso de metodologias ou premissas diferentes para apurar o valor justo de determinados instrumentos financeiros poderia resultar em uma estimativa diferente de valor justo na data de divulgação. Para mais informações, consulte a nota explicativa 28 às demonstrações contábeis auditadas. Os derivativos classificados como nível 3 em 31 de dezembro de 2009 e 2008 somam R$ 2.162 milhões e R$ 7.368 milhões,

respectivamente e a posição líquida somam R$ (932) milhões e R$ 1.004 milhões, respectivamente. Também são necessárias decisões subjetivas para concluir se uma queda do valor justo abaixo dos custos amortizados é “não temporária” no caso de valores mobiliários disponíveis para venda ou para mantidos até o vencimento e exigiria uma redução da base de custo e o reconhecimento em nossos resultados das operações. Os fatores usados pela administração para concluir se uma queda é “não temporária” incluem principalmente o período observado de perda, se seremos obrigados a vender os títulos antes da recuperação, o grau de perda e a expectativa, na data da análise, da possibilidade de realização do valor mobiliário.

Uso de estimativas e premissas

A elaboração de demonstrações contábeis de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos exige que a administração faça estimativas e parta de premissas que afetam os valores informados dos ativos e passivos e a divulgação de ativos e passivos contingentes na data das demonstrações contábeis, bem como os valores informados de receita e despesa durante o período. São usadas estimativas e premissas nos seguintes casos, entre outros: provisão para créditos de liquidação duvidosa, valor justo dos instrumentos financeiros, estimativas do valor justo de ativos e passivos adquiridos em combinações de negócios, avaliação dos ativos fiscais diferidos, valor das reservas de seguros e dos passivos associados a benefícios futuros dos planos de previdência privada, determinação da necessidade e dimensionamento da redução do valor de ativos