Esta análise deve ser lida em conjunto com nossas demonstrações contábeis consolidadas auditadas e suas notas explicativas correspondentes e com outras informações financeiras incluídas em outras partes deste relatório anual.
Visão geral
Os resultados das nossas operações são afetados pelos fatores a seguir, entre outros.
Condições econômicas brasileiras
Os resultados de nossas operações são diretamente afetados pelas condições econômicas no Brasil. As condições econômicas impactam diretamente a capacidade de nossos clientes pagarem suas obrigações financeiras pontualmente, o que afeta a nossa perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos e o nosso saldo de operações de empréstimos e adiantamentos em aberto. Além disso, o impacto das condições econômicas nas taxas de câmbio afeta as nossas receitas financeiras líquidas, já que parte de nossos ativos e passivos financeiros é denominada em ou indexada a moedas estrangeiras, principalmente, em dólares americanos.
2014 2013 2012
Captações no mercado aberto
Saldo em aberto 219.359.890 185.055.358 175.646.854 Saldo máximo em aberto durante o período 219.359.890 185.055.358 175.646.854 Média ponderada da taxa de juros para o final do período (1) 9,7% 7,2% 5,3% Saldo médio durante o período 192.967.597 182.981.063 152.443.947
Média ponderada da taxa de juros 9,9% 9,1% 7,7%
(1) Calculamos os saldos médios utilizando os saldos contábeis de final de mês, que incluem os respectivos juros alocados.
Em milhares de reais, exceto porcentagens Exercícios findos em 31 de dezembro de
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou o resultado do PIB de 2012, que passou de um crescimento de 1,0% para um crescimento de 1,8% em relação a 2011. O real se desvalorizou para R$ 2,0435 por dólar norte-americano em 31 de dezembro de 2012, se comparado com R$ 1,8758 em 31 de dezembro de 2011. O COPOM reduziu a taxa básica de juros de 11,0% em 31 de dezembro de 2011 para 7,25% em 31 de dezembro de 2012, levando a Selic ao seu menor patamar histórico. A inflação, mensurada pelo IGP-DI, foi de 8,1% para o exercício findo em 31 de dezembro de 2012.
Em 2013, o PIB cresceu 2,7%. O real se desvalorizou para R$ 2,3426 por dólar norte-americano em 31 de dezembro de 2013, se comparado com R$ 2,0435 em 31 de dezembro de 2012. O COPOM aumentou a taxa básica de juros de 7,25% em 31 de dezembro de 2012 para 10,0% em 31 de dezembro de 2013. A inflação, mensurada pelo IGP-DI, foi de 5,5% para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013.
Em 2014, o PIB registrou alta de 0,1% em relação ao ano anterior. O real se desvalorizou para R$ 2,6562 por dólar norte-americano em 31 de dezembro de 2014, se comparado com R$ 2,3426 em 31 de dezembro de 2013. O COPOM aumentou a taxa básica de juros de 10,0% em 31 de dezembro de 2013 para 11,75% em 31 de dezembro de 2014. A inflação, mensurada pelo IGP-DI, foi de 3,78% para o exercício findo em 31 de dezembro de 2014.
A tabela a seguir indica a inflação brasileira medida pelo IGP-DI, a desvalorização do real com relação ao dólar norte-americano, a taxa de câmbio no final de cada exercício e a taxa média de câmbio relativamente aos períodos indicados:
A tabela a seguir mostra a variação do PIB real e as taxas de juros interbancárias médias para os períodos indicados:
Efeitos dos mercados financeiros globais sobre nossa situação financeira e o resultado das operações
Em 2014, a decisão do Federal Reserve de promover a redução gradual, o encerramento de seus estímulos monetários e a interrupção momentânea da retomada da economia americana durante o inverno (por conta de fatores climáticos) voltaram a gerar preocupações em relação aos emergentes, principalmente, os que apresentavam fundamentos mais frágeis. No entanto, foi no segundo semestre, que a volatilidade dos mercados internacionais se ampliou de forma mais relevante. Preocupações geopolíticas e com epidemias somaram-se ao recrudescimento de incertezas em relação ao ritmo de recuperação da economia mundial e à queda expressiva dos preços das commodities, em especial do petróleo. Com exceção dos EUA, houve revisão para baixo das projeções de crescimento para as principais regiões do globo. A desaceleração do crescimento da economia chinesa seguiu em curso, enquanto na área do Euro aumentaram os riscos de que a inflação persistentemente baixa frustrasse a retomada do bloco, o que levou o Banco Central Europeu a intensificar as medidas de estímulo monetário ao longo do ano. Ao mesmo tempo, o movimento de queda do preço do petróleo, iniciado em meados do ano, ganhou novo impulso com a decisão dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (“OPEP”) de não reduzirem sua produção.
Como consequência da divergência entre as políticas monetárias dos EUA e dos demais países, o dólar manteve tendência de apreciação. Por outro lado, a redução dos juros na área do Euro impediu que as taxas de longo-prazo norte-americanas subissem na magnitude que poderia ser esperada, diante da
2014 2013 2012
Inflação (IGP-DI) 3,8% 5,5% 8,1%
Desvalorização do real frente ao dólar (R$/US$) (13,4)% (14,6)% (8,9)%
Taxa de câmbio no final do período - US$ 1,00 2,6562 2,3426 2,0435 Taxa de câmbio média - US$ 1,00 (1) 2,3586 2,1641 1,9524
Fontes: FGV e Banco Central.
Em 31 de dezembro de Em reais, exceto porcentagens
(1)
A taxa de câmbio média é a soma das taxas de câmbio do fechamento no final de cada mês no período começando com dezembro do período anterior.
Variação no PIB real (1) 0,1% 2,7% 1,8%
Taxas básicas de juros médias (2) 10,9% 8,2% 8,5%
Taxas médias de juros interbancários (3) 10,8% 8,1% 8,4%
(1)
Calculada pela divisão da variação PIB real durante um ano pelo PIB real do ano anterior;
(2)
Calculada de acordo com a metodologia do Banco Central (com base em taxas nominais); e
(3) Calculada de acordo com a metodologia da Câmara de Custódia e Liquidação - CETIP (com base em taxas nominais).
Fontes: Banco Central, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e CETIP.
expectativa de normalização dos estímulos por parte do Federal Reserve. Tal comportamento permitiu algum alívio aos ativos dos países emergentes. No entanto, o aprofundamento da crise na Rússia e a queda expressiva dos preços das commodities acabaram por pressionar esses mercados, em especial na segunda metade do ano. Assim, as taxas de juros e de câmbio do Brasil foram impactadas negativamente, em um contexto menos favorável das contas públicas, baixo crescimento econômico, resistência da inflação e aperto monetário por parte do Banco Central.
Provavelmente, a maior surpresa em 2014 foi o movimento das commodities, cujos preços recuaram em intensidade superior à esperada pela grande maioria dos analistas no início do último ano. O destaque ficou certamente com a expressiva e rápida queda do preço do petróleo. Ainda que, possa beneficiar o crescimento mundial no médio prazo, trouxe maior volatilidade aos ativos financeiros durante o quarto trimestre, uma vez que esse comportamento tende a prejudicar as economias dos países exportadores e exercer pressão deflacionista adicional sobre algumas nações desenvolvidas, em especial na área do Euro. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade da recuperação do crescimento da economia dos EUA e o início do aumento da taxa de juros no país amparam a valorização da moeda norte-americana em escala global, redirecionando gradualmente os fluxos de capitais internacionais e reforçando a tendência de depreciação das moedas de grande parte dos emergentes.
Em suma, os riscos à economia global permanecem presentes, a despeito da perspectiva de aceleração da atividade econômica nos EUA e retomada gradual do PIB mundial. Reduzidos os riscos de cauda presentes na economia mundial imediatamente após a crise, como o de ruptura da área do Euro ou o pouso forçado da economia chinesa, as preocupações hoje, se concentram: (i) no momento em que o Federal Reserve iniciará seu processo de retirada dos estímulos monetários e seu impacto sobre a liquidez internacional; (ii) no risco de deflação na área do Euro e a reação do BCE a essa ameaça; (iii) nos riscos associados à desaceleração chinesa; e (iv) no comportamento dos preços das commodities e seus efeitos sobre a economia mundial, principalmente, para os países exportadores.
Efeitos das taxas de juros e da desvalorização/valorização sobre a receita líquida de juros
Durante os períodos de altas taxas de juros, nossa receita financeira aumenta, pois as taxas de juros sobre nossos ativos que rendem juros também aumentam. Ao mesmo tempo, nossa despesa financeira aumenta, pois as taxas de juros sobre nossas obrigações, nas quais incidem juros, também aumentam. Mudanças nos volumes de nossos ativos e obrigações sobre as quais incidem juros também afetam nossas receitas e despesas financeiras. Por exemplo, um aumento em nossa receita financeira atribuível a um aumento em taxas de juros, poderá ser compensado por uma redução no volume de nossos empréstimos em aberto.
Além disso, quando o real se desvaloriza, incorremos: (i) em perdas em nossos passivos denominados em, ou indexados a moedas estrangeiras, tais como: nosso endividamento de longo prazo denominado em dólares e empréstimos em moeda estrangeira, na medida em que o custo em reais da despesa financeira relativa aumenta: e (ii) em ganhos em nossos ativos denominados, ou indexados em moedas estrangeiras, tais como: nossos títulos e operações de empréstimos e adiantamentos indexados ao dólar, quando a receita desses ativos mensurada em reais aumenta. Opostamente, quando o real se valoriza, como ocorreu de 2003 a 2007 e 2009 a 2010, incorremos: (i) em perdas em nossos ativos denominados em, ou indexados a, moedas estrangeiras; e (ii) ganhos em nossos passivos denominados em, ou indexados a moeda estrangeira.
Em 2014, nosso resultado líquido de juros aumentou 1,5% em comparação com 2013, de R$ 49.300 milhões em 2013 para R$ 50.046 milhões em 2014. Tal evolução está relacionada, principalmente, ao aumento do volume de negócios, que contribuiu com R$ 4.246 milhões, refletindo o aumento de 7,1% no saldo médio dos ativos que rendem juros, aumentando as receitas em R$ 7.688 milhões, destacando-se o crescimento de: (i) 9,7% dos empréstimos e adiantamentos a clientes; (ii) 15,9% no saldo médio de nossos ativos cedidos em garantia; e tais evoluções foram parcialmente compensadas pelo aumento de: (iii) 8,0% no saldo médio de nossos passivos que incidem juros, que impactaram negativamente nosso resultado em R$ 3.442 milhões.
Em 2013, nosso resultado líquido de juros aumentou 13,6% em comparação com 2012, de R$ 43.386 milhões em 2012 para R$ 49.300 milhões em 2013. Tal crescimento está relacionado, principalmente, ao aumento do volume médio dos negócios, que contribuiu com R$ 5.106 milhões, reflexo da elevação de 10,6% do saldo médio dos ativos que rendem juros, aumentando nossas receitas em R$ 8.841 milhões, destacando- se o acréscimo de: (i) 10,3% no saldo médio dos empréstimos e adiantamentos a clientes; (ii) 18,7% no saldo médio dos ativos cedidos em garantia; (iii) 32,0% no saldo médio dos empréstimos e adiantamentos a instituições financeiras; e (iv) 19,5% no saldo médio dos ativos financeiros disponíveis para venda.
As tabelas a seguir mostram nossos ativos e passivos denominados em ou indexados a moedas estrangeiras para os períodos indicados:
Usamos swaps, contratos futuros e outros instrumentos financeiros derivativos de proteção para minimizar o impacto potencial de alterações da moeda sobre nós. Para mais informações sobre o nosso uso de derivativos para fins de proteção, veja Notas 2(e) e 20(c) das nossas demonstrações contábeis consolidadas no “Item 18. Demonstrações Contábeis”.
Nossa exposição líquida, em relação ao total de nossos ativos, equivalia a 3,5% em 31 de dezembro de 2014, 2,9% em 31 de dezembro de 2013 e 2,6% em 31 de dezembro de 2012.
Ativos
Caixa e disponibilidades em bancos 3.843.397 3.050.450 3.151.043 Ativos financeiros para negociação 2.038.386 822.785 348.742 Ativos financeiros disponíveis para venda 3.785.493 7.402.621 5.426.163 Investimentos mantidos até o vencimento 38.874 45.673 56.097 Ativos cedidos em garantia 7.520.948 2.397.029 4.302.735 Empréstimos e adiantamentos a instituições financeiras 830.812 3.582.833 2.171.236 Empréstimos e adiantamentos a clientes 37.038.632 33.037.149 26.557.416 Investimentos em coligadas e joint ventures - - 4.976 Imobilizado de uso 15.570 14.570 15.801 Ativos intangíveis e ágio 25.425 28.477 25.942 Impostos a compensar 32.732 31.339 25.867 Impostos diferidos 241.203 106.057 15.842 Outros ativos 9.073.892 8.924.365 8.120.292
Total dos ativos 64.485.364 59.443.348 50.222.152
Contas de compensação - valor nominal Derivativos
Futuros 25.844.968 30.196.878 27.408.058 Termo 7.590.571 12.274.295 11.095.747 Opções 1.246.097 610.496 1.420.300
Swap 50.280.914 45.167.298 39.595.426
Total dos ativos com derivativos (a) 149.447.914 147.692.315 129.741.683
Em 31 de dezembro de
Em milhares de reais
2014 2013 2012
2014 2013 2012
Passivos
Recursos de instituições financeiras 24.081.365 18.213.248 12.416.316
Recursos de clientes 29.834.903 24.865.557 23.666.709
Passivos financeiros para negociação 820.843 346.724 298.041
Recursos de emissão de títulos 8.766.126 11.474.847 14.188.239
Dívidas subordinadas 9.321.576 8.951.638 8.806.973
Provisões técnicas de seguros e previdência 845 1.075 1.100
Outras provisões 10.946 7.099 4.367
Impostos correntes 22.691 30.694 19.791
Impostos diferidos - 22.794 229.536
Outros passivos 5.792.368 8.002.170 5.880.489
Total dos passivos 78.651.663 71.915.846 65.511.561
Contas de compensação - valor nominal Derivativos
Futuros 41.542.624 41.515.506 37.422.501
Termo 7.324.830 12.826.691 9.869.571
Opções 2.258.312 781.401 1.467.968
Swap 52.176.186 44.851.978 36.451.019
Total dos passivos com derivativos (b) 181.953.615 171.891.422 150.722.620
Exposição líquida (a-b) (32.505.701) (24.199.107) (20.980.937)
Impostos
Nossa despesa com imposto de renda é constituída por dois tributos federais: (i) o IRPJ, que incide a uma alíquota regular de 15,0% do lucro líquido ajustado, acrescida de um adicional de 10,0%; e (ii) a Contribuição Social sobre o lucro, que incide a uma alíquota de 15,0% sobre o lucro líquido ajustado.
Em janeiro de 2008, o Governo Brasileiro elevou a alíquota da Contribuição Social para o segmento financeiro, de 9,0% para 15,0%. As instituições financeiras têm recolhido a Contribuição Social à alíquota de 15,0% desde 1º de maio de 2008. A legalidade deste aumento está sendo questionada no STF. Caso o STF entenda que este aumento não é legal, teríamos o direito de recuperar todos os valores que recolhemos em excesso durante o regime de 15,0%, como se tivéssemos sempre recolhido a contribuição social à alíquota de 9,0%.
As empresas brasileiras podem efetuar os pagamentos aos acionistas, caracterizados como distribuição dos juros sobre o capital próprio, como alternativa para o pagamento de uma parte dos dividendos, que podem ser deduzidos do lucro tributável. Procuramos maximizar o montante de dividendos que pagamos na forma de juros sobre o capital próprio. Para mais informações sobre a nossa despesa com impostos, veja “Item 4.B. Visão Geral dos Negócios - Regulamentação e Supervisão - Tributação” e “Item 10.B. Atos Constitutivos e Estatuto Social - Organização - Destinação do lucro líquido e distribuição de dividendos” e “Item 10.E. Tributação – Considerações sobre tributação no Brasil - Distribuições de juros sobre o capital”.
Impacto das aquisições e alianças estratégicas importantes em nossa performance financeira futura
Acreditamos que as aquisições e alianças estratégicas realizadas nos últimos anos contribuam para aumentar nossos resultados futuros. O valor desses aumentos é incerto e, portanto, não se pode estimar seu impacto sobre nosso desempenho financeiro futuro. Para mais informações, veja “Item 4.A. História e Desenvolvimento da Companhia - Aquisições Recentes” e “Item 4.A. História e Desenvolvimento da Companhia - Outras Alianças Estratégicas”.
Políticas contábeis críticas
Nossas políticas contábeis significativas estão descritas na Nota 2 das Demonstrações Contábeis Consolidadas e Auditadas no “Item 18. Demonstrações Contábeis”. A seguinte discussão descreve as áreas que exigem maior julgamento ou envolvem um grau mais alto de complexidade na aplicação das políticas contábeis, que afetam atualmente nossa situação financeira e o resultado das operações. As estimativas contábeis, que fazemos nestes contextos, envolvem a elaboração de suposições sobre assuntos altamente incertos. Em cada caso, outras estimativas, ou mudanças nas estimativas entre períodos, poderiam ter tido um impacto significativo sobre nossa situação financeira ou resultado das operações, como demonstrado em nossas demonstrações contábeis.
Perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos
Ao final de cada período, a perda com empréstimos e adiantamentos é ajustada com base em uma análise de nossa carteira, incluindo a estimativa das perdas com empréstimos e adiantamentos.
A determinação da perda por redução ao valor recuperável com empréstimos e adiantamentos exige, por sua natureza, julgamentos e premissas com relação à carteira de empréstimos e adiantamentos, tanto em bases individuais quanto em base de carteiras específicas de produtos. Ao analisar a carteira como um todo, vários fatores podem afetar a estimativa da amplitude provável das perdas, dependendo da metodologia utilizada para mensurar as taxas de inadimplência históricas e o período histórico considerado para fazer tais mensurações.
Fatores adicionais, que podem afetar a determinação da perda por redução ao valor recuperável com empréstimos e adiantamentos, incluem:
condições econômicas gerais e condições no setor relevante;
experiência anterior com o devedor ou setor relevante da economia, incluindo experiência recente de prejuízos;
valores de garantias de uma operação de crédito;
volume, composição e crescimento da carteira de empréstimos e adiantamentos; política monetária do Governo Brasileiro; e
quaisquer atrasos no recebimento das informações necessárias para avaliar empréstimos e adiantamentos ou confirmação da deterioração existente.
Utilizamos modelos para analisar as carteiras de empréstimos e adiantamentos e determinar a perda por redução ao valor recuperável. São aplicados fatores estatísticos de perdas e outros indicadores de risco para grupos de empréstimos e adiantamentos com características de risco semelhantes, visando atingir uma estimativa das perdas incorridas na carteira para calcular os modelos. Embora os modelos sejam frequentemente acompanhados e revisados, eles são, por sua natureza, dependentes de julgamentos sobre as informações utilizadas e/ou previsões. A volatilidade da economia é um dos fatores que pode levar a uma maior incerteza em nossos modelos do que se esperaria em ambientes macroeconômicos mais estáveis. Consequentemente, nossa perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos pode não ser indicativa das perdas futuras reais.
Para fins de análise de sensibilidade, realizamos uma simulação para avaliar o impacto de um aumento da probabilidade de default (PD) sobre o montante de perda por redução ao valor recuperável. Nesta simulação, um aumento de 10,0% na PD de 31 de dezembro de 2014, poderia elevar o montante de perda por redução ao valor recuperável em aproximadamente R$ 247,7 milhões. Essa análise de sensibilidade é hipotética e tem o único objetivo de ilustrar o impacto que a inadimplência tem na determinação da perda por redução ao valor recuperável.
O processo para determinar o nível de perda por redução ao valor recuperável exige que se realizem estimativas e utilize premissas e julgamentos, sendo possível que os resultados efetivos das perdas do período apresentado em períodos subsequentes sejam diferentes daqueles apurados de acordo com tais estimativas e premissas.
Para informações adicionais relativas às nossas práticas referentes à perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos, veja “Item 4.B. Visão Geral dos Negócios - Informações Estatísticas Selecionadas - Operações de empréstimos e adiantamentos” e “Item 4.B. Visão Geral dos Negócios - Informações Estatísticas Selecionadas - Empréstimos e adiantamentos vencidos e perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos”.
Valor justo dos instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros registrados pelo valor justo em nossas demonstrações contábeis consolidadas consistem, principalmente, em ativos financeiros para negociação, incluindo derivativos, e ativos financeiros classificados como disponíveis para venda. O valor justo de um instrumento financeiro corresponde ao valor pelo qual o instrumento poderia ser trocado em uma transação corrente entre partes dispostas, sem que haja venda forçada e liquidação.
Esses instrumentos financeiros são categorizados dentro de uma hierarquia com base no nível mais baixo de informação, que é significativo para a mensuração do valor justo. Para instrumentos classificados como Nível 3, temos que usar uma quantidade significativa do nosso próprio julgamento para chegar a mensurações do valor justo de mercado. Baseamos as nossas decisões de julgamento no nosso conhecimento e observações dos mercados relevantes para os ativos e passivos individuais e esses julgamentos podem variar com base nas condições de mercado. Ao aplicar o nosso julgamento, analisamos uma série de preços e volumes de transação de terceiros para entender e avaliar a extensão das referências de mercado disponíveis e julgamento ou modelagem necessária em processos com terceiros. Com base nesses fatores, determinamos se os valores justos são observáveis em mercados ativos ou se os mercados estão inativos.
Os valores justos de ativos financeiros para negociação e disponíveis para venda baseiam-se, principalmente, em mercados ativos onde os preços se baseiam em cotações diretas do mercado, transações observadas ou preços de mercado para ativos similares. A liquidez é um fator significativo na determinação dos valores justos dos ativos financeiros para negociação e disponíveis para venda. Situações de iliquidez geralmente são geradas pela percepção do mercado sobre a incerteza de crédito com relação a uma única companhia ou um setor específico do mercado. Nessas circunstâncias, os ativos financeiros são classificados no Nível 3 da hierarquia de avaliação, uma vez que o valor justo é determinado com base em dados não observáveis os quais são sustentados por informações limitadas disponíveis no mercado e que são relevantes para o valor justo dos ativos, assim como outros fatores que exigem julgamento ou estimativa significativos da Administração. Em 31 de dezembro de 2014, R$ 48.980 milhões ou 14,0% de ativos financeiros para
negociação, disponíveis para venda e cedidos em garantia e derivativos líquidos foram classificados como