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O risco de mercado é representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de preços e taxas de juros de nossos ativos financeiros, uma vez que suas carteiras ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores. Estamos expostos ao risco de mercado, tanto em nossa carteira trading quanto na carteira banking. Os principais riscos de mercado das nossas carteiras são os riscos de taxas de juros e de câmbio.

Utilizamos metodologias como análise de sensibilidade e Value at Risk (VaR), entre outras, para avaliar nosso risco de mercado.

Risco de taxas de juros

O risco de taxas de juros surge em decorrência de diferenças de momentos na repactuação de ativos e obrigações, de alterações inesperadas na inclinação e forma de curvas de rendimento, do risco de base, e de alterações na correlação de taxas de juros entre diferentes instrumentos financeiros/indexadores. Estamos expostos ao risco de movimentos em taxas de juros, quando existe um desequilíbrio entre taxas de juros fixas e taxas de juros de mercado. Para uma análise de nossa gestão sobre sensibilidade a taxas de juros, veja “Item 5.B. Liquidez e Recursos de Capital - Sensibilidade das taxas de juros”.

Risco de câmbio

O risco de câmbio surge em decorrência de termos ativos, obrigações e itens não incluídos no balanço patrimonial, que são expressos em ou indexados a outras moedas que não o real, quer em decorrência de negociação ou no curso normal das atividades bancárias. Controlamos a exposição a movimentos de taxas de câmbio assegurando-nos de que os desequilíbrios sejam administrados e monitorados, e nossa política é evitar desequilíbrios substanciais em taxas de câmbio. Para uma análise de nossa gestão sobre a sensibilidade a taxas de câmbio, veja “Item 5.B. Liquidez e Recursos de Capital - Sensibilidade de taxas de câmbio”.

Riscos de mercado de atividades de negociação

Celebramos transações com derivativos para administrar nossa exposição aos riscos de taxas de juros e de câmbio. Como resultado, nossa exposição a potenciais prejuízos, descritos a seguir, é geralmente reduzida por essas transações. Esses instrumentos financeiros derivativos não se qualificam como hedge, segundo o IFRS. Consequentemente, nós classificamos instrumentos financeiros derivativos como ativos financeiros para negociação.

Análise de sensibilidade

A seguir, uma análise de sensibilidade para a nossa exposição financeira nas carteiras trading e

banking, com base em três cenários aplicados sobre as taxas e preços de mercado. Foram considerados

choques de 25,0% e 50,0% nos preços e taxas, que afetariam negativamente as nossas posições, além do cenário que reflete o impacto de 1 ponto base nas taxas e 1,0% nos preços de mercado. Estes cenários cumprem com as determinações da Instrução CVM nº 475/08.

Os impactos desses cenários sobre nossas posições seriam os seguintes:

Cabe ressaltar que, os impactos das exposições financeiras da carteira banking (notadamente nos fatores taxa de juros e índices de preços), não necessariamente representam potencial prejuízo contábil. Isto ocorre porque parte das operações de empréstimos e adiantamentos, que estão na carteira banking, são financiadas por depósitos à vista e/ou poupança, os quais são “hedge natural” para eventuais oscilações de taxa de juros, bem como as oscilações de taxa de juros não representam impacto material sobre o resultado da Organização, uma vez que a intenção é manter as operações de empréstimos e adiantamentos até o seu vencimento. Além disso, em razão da nossa forte participação no mercado de seguros e previdência, temos um volume expressivo em ativos, que são corrigidos por índices de preços, vinculados às devidas provisões técnicas.

Demonstra-se também, a seguir, a análise de sensibilidade exclusivamente da carteira trading, que representa as exposições que poderão causar impactos relevantes sobre nosso resultado, cabendo ressaltar que, os resultados apresentados revelam os impactos para cada cenário numa posição estática da carteira. O dinamismo do mercado faz com que essas posições se alterem continuamente e não obrigatoriamente reflitam hoje a posição aqui demonstrada. Além disso, conforme comentado anteriormente, possuímos um processo de gestão contínua do risco de mercado que procura, constantemente, formas de mitigar os riscos associados, de acordo com a estratégia determinada pela Alta Administração. Assim, em casos de sinais de

Choques de 1 ponto base para taxa de juros

e 1% de variação para preços Choques de 25% para preços e taxas Choques de 50% para preços e taxas

Taxa de Câmbio R$/USD 2,65 2,67 3,31 3,97

Taxa Pré-fixada em reais de 1 ano 12,96% 12,97% 16,20% 19,44%

Cenários Fator de Risco

Os choques foram também aplicados para os demais fatores de risco e prazos das curvas de juros. Cabe destacar que, durante o primeiro trimestre de 2015, o real desvalorizou-se 20,8% em relação ao dólar norte-americano (passou de R$/USD 2,65 para R$/USD 3,20), patamar inferior aos cenários, cujos choques aplicados foram de 25% e 50%.

Mercado de 31 de dezembro de 2014

Carteiras Trading e Banking Em 31 de dezembro de 2014

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Taxa de Juros em Reais Exposições sujeitas à variação de taxas de juros pré-fixadas e cupom de

taxas de juros (6.653) (2.026.998) (3.924.153) Índices de Preços Exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de índices de preços (9.382) (1.370.926) (2.568.347) Cupom Cambial Exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de moedas

estrangeiras (526) (57.069) (106.625) Moeda Estrangeira Exposições sujeitas à variação cambial (7.430) (142.382) (272.480) Renda Variável Exposições sujeitas à variação do preço de ações (17.898) (447.446) (894.892)

Soberanos/Eurobonds e Treasuries Exposições sujeitas à variação da taxa de juros de papéis negociados no

mercado internacional (898) (40.715) (79.422) Outros Exposições que não se enquadraram nas definições anteriores (1.100) (28.795) (57.591) Total sem correlação (43.887) (4.114.331) (7.903.510) Total com correlação (32.947) (3.412.335) (6.546.331)

Cenários (1)

Definição

(1)

Valores líquidos de efeitos fiscais. Fatores de Riscos

Em milhares de reais

Carteira Banking Em 31 de dezembro de 2014

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Taxa de Juros em Reais Exposições sujeitas à variação de taxas de juros pré-fixadas e cupom de

taxas de juros (5.534) (1.677.281) (3.242.116) Índices de Preços Exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de índices de preços (8.902) (1.302.920) (2.435.266)

Cupom Cambial Exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de moedas

estrangeiras (125) (10.200) (19.598) Moeda Estrangeira Exposições sujeitas à variação cambial (4.136) (63.668) (116.939) Renda Variável Exposições sujeitas à variação do preço de ações (17.254) (431.361) (862.722) Soberanos/Eurobonds e Treasuries Exposições sujeitas à variação da taxa de juros de papéis negociados no

mercado internacional (496) (15.871) (31.395) Outros Exposições que não se enquadraram nas definições anteriores (390) (9.741) (19.482) Total sem correlação (36.837) (3.511.042) (6.727.518) Total com correlação (28.503) (3.037.084) (5.816.247)

Definição

(1)

Valores líquidos de efeitos fiscais.

Fatores de riscos Cenários

(1)

deterioração de determinada posição, ações proativas são tomadas para minimização de possíveis impactos negativos, visando maximizar nossa relação risco retorno.

Valor em Risco (VaR)

O risco da carteira trading é mensurado através da metodologia de VaR delta-normal, com nível de confiança de 99,0%, sendo que o horizonte aplicado leva em consideração o número de dias necessários para se desfazer das exposições existentes e, adicionalmente, incorpora os riscos Gama e Vega das operações com opções. As posições financeiras são alocadas em seus fatores de risco primários, como taxa de juros e moedas, sendo que a metodologia considera o efeito diversificação através da correlação observada para esses fatores.

A metodologia aplicada e os modelos estatísticos existentes são avaliados continuamente utilizando- se técnicas de backtesting, que consistem na comparação do VaR com período de manutenção de 1 dia e os resultados hipotéticos, obtido com as mesmas posições utilizadas no cálculo do VaR, e efetivo, aqui considerando também a movimentação do dia para o qual o VaR foi estimado.

O principal objetivo é monitorar, validar e avaliar a aderência do modelo de VaR, sendo que o número de rompimentos ocorridos deve ser compatível com o número de rompimentos aceitos pelos testes estatísticos realizados para o nível de confiança estabelecido (99,0%). Outro objetivo é aprimorar os modelos utilizados pela Organização, através das análises realizadas para diferentes períodos de observação e níveis de confiança do VaR, tanto para o VaR Total como por fator de risco.

Em 2014, o resultado diário hipotético superou o VaR em cinco vezes, enquanto o resultado efetivo superou o VaR seis vezes, ou seja, dentro dos limites definidos nos testes estatísticos aplicados ao modelo. De acordo com o documento publicado pelo Basel Committee on Banking Supervision (Supervisory

Framework for the use “Backtesting” in Conjunction with the Internal Models Approach to Market Risk Capital Requirements de janeiro de 1996), os rompimentos seriam classificados como “má-sorte ou os mercados se

moveram de forma não prevista pelo modelo”, ou seja, a volatilidade foi significativamente maior do que o esperado e em algumas situações as correlações foram diferentes daquelas assumidas pelo modelo.

Em 2014, o VaR da carteira trading, para o horizonte de 1 dia e líquido de efeitos fiscais, apresentou valor máximo de R$ 57 milhões no 4º trimestre, e médio entre R$ 32 milhões e R$ 36 milhões, respectivamente no segundo e quarto trimestres de 2014. A proximidade entre as médias demonstra que não houve grandes oscilações no período, sendo que o patamar de risco ficou ligeiramente menor que o encerramento de 2013.

Carteira Trading Em 31 de dezembro de 2014

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Taxa de Juros em Reais Exposições sujeitas à variação de taxas de juros pré-fixadas e cupom de

taxas de juros (1.171) (366.067) (712.658) Índices de Preços Exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de índices de preços (569) (80.643) (157.231) Cupom Cambial Exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de moedas

estrangeiras (435) (47.993) (89.385) Moeda Estrangeira Exposições sujeitas à variação cambial (3.418) (85.185) (170.367) Renda Variável Exposições sujeitas à variação do preço de ações (651) (16.264) (32.529) Soberanos/Eurobonds e Treasuries Exposições sujeitas à variação da taxa de juros de papéis negociados no

mercado internacional (574) (29.250) (56.730) Outros Exposições que não se enquadraram nas definições anteriores (1.121) (27.687) (55.374) Total sem correlação (7.939) (653.089) (1.274.274) Total com correlação (5.250) (434.142) (843.678)

Cenários (1)

(1)

Valores líquidos de efeitos fiscais.

Fatores de Riscos Definição

Os quadros a seguir demonstram o valor em risco, conforme a metodologia do VaR:

Média Mínimo Máximo

Fatores de risco

Reais (taxa fixa e flutuante) 32.201 19.275 39.906 34.381

Cupom cambial 4.817 4.174 5.526 5.526

Moeda estrangeira 4.648 192 14.041 8.866

Renda variável 818 54 3.096 273

Renda fixa externa 5.218 3.506 7.666 5.911

Outros 2.258 913 4.010 3.746

Total do VaR 35.079 20.732 45.048 36.412

Em 31 de março Janeiro, Fevereiro e Março

2014 - Em milhares de reais

Média Mínimo Máximo

Fatores de risco

Reais (taxa fixa e flutuante) 31.113 17.002 46.617 26.855

Cupom cambial 5.564 4.790 6.050 4.790

Moeda estrangeira 9.603 656 18.837 2.743

Renda variável 3.904 154 7.779 5.751

Renda fixa externa 5.601 4.660 6.597 5.134

Outros 1.122 485 2.916 881

Total do VaR 32.120 24.741 44.841 24.974

Em 30 de junho Abril, Maio e Junho

2014 - Em milhares de reais

Média Mínimo Máximo

Fatores de risco

Reais (taxa fixa e flutuante) 33.279 18.960 54.261 54.261

Cupom cambial 4.775 3.334 5.209 4.897

Moeda estrangeira 2.323 158 9.194 1.866

Renda variável 1.942 3 6.538 8

Renda fixa externa 4.778 3.186 6.009 3.341

Outros 1.828 1.060 3.530 1.503

Total do VaR 34.009 18.690 53.076 53.076

Em 30 de setembro Julho, Agosto e Setembro

2014 - Em milhares de reais

Média Mínimo Máximo

Fatores de risco

Reais (taxa fixa e flutuante) 35.020 13.983 50.661 30.257

Cupom cambial 4.638 3.730 6.899 6.048

Moeda estrangeira 2.927 196 11.219 8.640

Renda variável 1.492 23 5.767 3.737

Renda fixa externa 4.467 3.035 5.607 5.526

Outros 2.705 1.666 4.311 1.995

Total do VaR 36.356 16.090 56.896 36.549

Em 31 de dezembro Outubro, Novembro e Dezembro

O quadro a seguir demonstra a concentração do VaR da carteira trading, em termos de frequência, durante o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014:

ITEM 12. DESCRIÇÃO DE OUTROS VALORES MOBILIÁRIOS QUE NÃO DE RENDA VARIÁVEL