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Análises das Tabelas

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5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.1 Análises das Tabelas

A primeira parte dos resultados me dediquei a delinear as respostas relacionadas ao grupo focal, ou seja, os traços em comum identificado no grupo, abordando os aspectos mais significantes da pesquisa, referido aos objetivos da pesquisa.

Após esse momento, detive-me descrever cautelosamente cada seis mães participantes, para maior compreensão da pesquisa, como também, atribuir um norte de estratégias de enfrentamento para as famílias com pessoas com deficiência. Neste mesmo percurso, foi ilustrado em gráficos todo o panorama dos resultados das tabelas inseridas em anexo.

Conforme já mencionado no método foi analisado as tabelas, constando os dados que nos apresentam detalhes referentes às estratégias de enfrentamento de cada participante, desde fatores de risco inserido na dinâmica familiar; a situação problema que corresponde à vulnerabilidade que essas lastimam; as crenças expressadas que em todas foram apresentado, como bússola inspiradora e motivacional para capacitá-las nas ações empreendidas, momento este que possibilitou a identificação das respostas destas em meio as inúmeras adversidades; mas contando com a presença dos fatores de proteção que propiciou os apoios necessários, confirmando assim, a natureza de interação, isto é, os tipos de suportes verificados no grupo, juntamente com os resultados e mudanças que foram marcados por crescimento, confianças, lição de vida e amadurecimento.

Além disso, os encontros ministrados permitiram verificar no grupo, a realidade em comum, como valores, afetos, contexto familiar, comportamentos, tomada de decisões, interpretação de suas realidades, impactos das estratégias, perspectivas futuras, solução de alguns problemas expressados, mudanças na percepção de si e do outro, principalmente, em relação ao grupo tanto na quantidade quanto qualidade do conteúdo manifestado por elas, resultando no grupo a confiança, o reconhecimento de si e da história de vida de ambas despertando assim, mudanças de hábitos, entre elas e seus filhos, e em toda dinâmica familiar.

Os resultados estão apresentados da seguinte maneira: as colunas fatores de risco, crenças expressadas, ações empreendidas, fator de proteção, natureza de interação, resultados

e mudanças encontram-se escritos em negritos. Os resultados obtidos consistem na seleção das quatro evidências mais destacadas pelas participantes, desde o recebimento do diagnóstico do filho até o momento presente, evidenciado em itálico, diante do discurso de cada uma, como apresenta na tabela (APÊNDICE IV).

Os relatos das mães com filho com paralisia cerebral apresentaram um leque de informações e atribuições que enfatizaram em inúmeros contextos, mas semelhantes caminhos percorridos por estas, embora cada uma delas com sua particularidade. A interação e a confiança no grupo pode-se verificar além das estratégias de enfrentamentos, como também, perceber o processo de estruturação emocional e social, que desencadeou um panorama do cenário vivido, em meio aos fatores de risco e proteção surgidos ao longo da história.

Como se pode observar, no gráfico abaixo, os fatores de risco/situação problema mais apresentados nas falas das mães foram: o aspecto com maior constância foi a própria

deficiência, e suas consequências, geradas por inúmeros internações, cirurgias, exames,

fragilidades e oscilação emocional, entre outros; a falta de apoio na rede familiar, evidenciado por cinco mães, sendo que apenas uma (Mãe 6) demonstrou a presença significativa da família e comunidade, em contrapartida, observou nas demais fragmentos na relação familiar, expressando não poder contar com a família/parentes em caso de necessidade; a dificuldade econômica reconheceu a necessidade de recursos de manutenção e suprimentos, em boa parte das mães, sobretudo revelado pela (Mãe 4) com precisão, vindo angariar ajuda em todas entidades e grupos religiosos de várias denominações, havendo correspondência positiva ao grupo por ela procurado; o isolamento foi detectado nas (Mães 4 e 5) principalmente quando refere-se ao contexto familiar, compreendida através das falas não ser uma mera escolha isolar-se, mas como forma de “autodefesa”, portanto, este comportamento retraído desencadeou como resposta aos preconceitos e discriminação ocorridos no curso da vida.

No que se refere às crenças expressadas, os exemplos citados mais frequentemente nas sessões foram: senso de coerência e significado; fé em si e em Deus; iniciativa ativa e

responsabilidade compartilhada, verificou-se que as crenças mais presentes foram que serviu

como base para o enfrentamento, visto como estímulo nos momentos mais tendenciosos a estagnar, proporcionando as participantes um olhar mais otimista nas circunstâncias adversas. Para tanto, a maneira de como se vê as experiências negativas faz toda uma diferença, seja em torno das ações empreendidas ou até mesmo nas escolhas dos caminhos a seguir, sendo assim, um elemento relevante no processo de mudança.

Quanto às ações empreendidas identificou em unanimidade nas mães, ações como: a procura por tratamentos especializados; a busca de direitos e benefícios voltados à pessoa com deficiência, como meio de recurso financeiro garantido pelo governo; ingressar o filho

na instituição da APAE, visto como uma escola que abre oportunidades em diversas

dimensões na vida, tanto para o filho como toda família; o pedir ajuda a vizinhança, descobrindo que é preciso ir à luta e mobilizar os que estão ao redor. Os resultados indicaram também alguns aspectos distintos: (Mãe 4) como já foi registrado ações de enfrentamento apenas nas redes sociais como secretaria de saúde, assistência social e grupos religiosos, como recurso eficaz, não acreditando no apoio na família e nem na vizinhança devido as marcas de sua história pessoal. Já a (Mãe 6) não manifestou intensidade nas ações de enfrentamento, em contrapartida, foi a única que mais demonstrou ter apoio familiar e comunitário mais assíduo. Ao relatar sobre vergonha de pedir ajuda (Mães 1; 5), enfatizaram ter sido momentos difíceis, tipo: se sujeitar aos outros; devido ter o sentimento de humilhação; limitação a sair de si, todavia, revelaram que quanto mais se conscientizava da realidade, todas distinguiram que hoje pelo filho é possível viver e passar por diversos contextos.

Em relação aos fatores de proteção, pode-se perceber que na maioria das mães as informações e procedimentos especializados foram repassados desde o início do recebimento do diagnóstico. Estas foram direcionadas para os serviços especializados, instituições voltadas às pessoas com deficiência. Neste aspecto, os mais apontados foram: APAE; PSF,

amigos e vizinhança. Da mesma forma enfocou acerca da natureza de interação,

relacionado aos suportes recebidos: emocional (escuta, simpatia, presença, cuidado, apoio, fé, diálogo); material (recurso, suprimentos, manutenção); informação (conhecimento, partilha, orientação); avaliação (feedback, sugestões, apontamentos, afirmações, elogios, trocas de experiências).

E finalmente, os resultados e mudanças, ambas mostraram conquista conjuntas como: admissão do BPC; ingresso do filho na APAE; o despertar da vizinhança passando

ajudá-las nos requisitos apoio, conselho, presença e consolo; aquisição de atendimentos especializados. Outros resultados específicos de cada mãe foram também assinalados como

Margarida, Mãe 1

J.P. S tem 40 anos, nasceu na Bahia, vindo após de casada morar no estado de Goiás, em busca de melhores condições para viver e trabalhar. Seu nível de escolaridade é de Ensino Fundamental I, no entanto, no momento encontra-se estudando. É dona de casa, mãe de um filho com Paralisia Cerebral-PC, com 14 anos. Dito isto, a mesma relatou que sempre almejou ter mais outros filhos, embora, nunca conseguiu. Atualmente, são três pessoas residentes em casa, na composição de modelo de família nuclear, cuja renda se dar por meio do trabalho do esposo, juntamente com o Benefício de Prestação Continuada-BPC, do filho. Sua religião é evangélica, de modo que a compreensão da impossibilidade de não mais ter outros filhos atribui a crença de ter sido a vontade de Deus, e também, por sentir satisfeita pelo filho que tem.

Diante da pesquisa realizada, os resultados da tabela 1 (APÊNDICE IV) apresentaram os seguintes dados: na primeira coluna verificou-se três fatores de risco mais enfatizados, tais como: deficiência, dificuldade econômica e falta de apoio da rede familiar. Além desses, outros fatores manifestaram com menos ênfase, bem como: atos discriminatórios, falta de conhecimento e informação, falta de acesso ao transporte coletivo e o desgaste emocional e físico.

Em contrapartida, a mesma demonstrou na coluna de crenças expressadas as três mais destacadas: perseverança, força em Deus e iniciativa ativa. As crenças reveladas serviram de motivação para corresponder as ações de enfrentamento, evidenciada por meio da coluna de ações empreendidas revelando as três mais citadas, tais: pedi ajuda a vizinha e

familiares; busca os direitos, benefícios e tratamento, e ingressa o filho na APAE e na escola normal.

Em meio a tantas adversidades, como também, as ações apreendidas na mãe Margarida se pode ainda observar, a presença de apoios, como mostrar-se na coluna de fatores de proteção, as três mais ressaltadas: APAE; BPC; vizinhas e amigos. Ao relatar a coluna natureza de interação (suportes) mencionou a presença dos três mais presentes: Suporte material (suprimentos e recursos); Suporte de informação (orientação) e Suporte

emocional (cuidado e diálogo).

Na última coluna de resultados e mudanças averiguou três pontos importantes: os

vizinhos passando ajudá-la; a concretização de cirurgias e tratamentos; e por fim a inserção do filho na rede de apoio (APAE)/ Benefício do Governo Federal BPC-LOAS.

A mãe 1, despertou através do grupo focal, a capacidade de sentir mais fortalecida para ajudar as outras pessoas. Neste caso, a resposta do que se aprendeu no grupo foi através das trocas de experiências, e principalmente pelo depoimento da (Mãe 4); a mesma, enfatizou a necessidade de passar adiante todo conhecimento adquirido no grupo, relatando que durante esse tempo surgiu oportunidade que a proporcionou a sair de si, como ir ao encontro da vizinha, que segundo ela precisava de conselhos; pelo fato de corresponder com ajuda, posteriormente, a vizinha veio agradecer pelo seu ato, cujo surtiu efeitos, de modo que por meio deste reconhecimento reforçou sua autoconfiança, que estendeu na crença de quanto é importante aconselhar também seu esposo, que a partir dessa iniciativa, juntos iniciaram um exercício de responsabilidade compartilhada.

No momento das discussões da temática, a mesma ainda sugeriu as mães participantes aconselhassem às outras pessoas, como também, poder contar umas com as outras. Afinal, a mãe 1, apresentou no fim do processo do grupo focal mais confiante, e isto ampliou ao mesmo tempo ao filho, exemplificado na ação de encorajá-lo a pedir auxílio das pessoas do ônibus para erguê-lo, contexto esse que, expressa a força de juntos compartilharem os eventos da vida, e que seu filho também é capaz de solicitar apoio.

Carmélia, Mãe 2

A.R.P. de 47 anos, casada, mãe de quatro filhos (03 mulheres e 01 homem). Natural do interior de Jaraguá-Go, vindo morar em Anápolis após a identificação da Paralisia Cerebral-PC da neta, com 13 anos, a qual é criada como filha desde nascimento. Sendo que, duas filhas são casadas; outra filha é mãe solteira (de três filhos, entre estes, a neta com deficiência), no presente momento tem a ausência do seu filho mais novo, que se encontra preso. Logo, sua composição é de família nuclear extensa, com avós cuidando de netos. Sua religião é Católica. Com relação a renda familiar é constituída pelo salário do esposo, do Benefício de Prestação Continuada-BPC da neta, e do Programa Bolsa Família-PBF.

Como foi mencionado na tabela 2 (APÊNDICE IV) pode-se observar na primeira coluna dos fatores de risco demonstrou os três mais enfatizados tais: deficiência; falta de

apoio familiar e dificuldade econômica. Outros fatores apresentados com menos destaques

foram: sintomas psicológicos; limitação em administrar as reações agressivas da neta, decorrentes da deficiência; discriminação dentro de casa, pela pessoa da mãe biológica e nora; dificuldade de acesso ao transporte coletivo, como também, falta de informação, em relação à realidade dos tratamentos e direitos.

Na coluna de crenças expressadas evidenciou as três mais nomeadas, foram: fé em

Deus; iniciativa ativa e comunicação assertiva. Ao identificar as ações empreendidas pode-

se observar: pedi ajuda a vizinha; ingressa a neta na APAE e escola normal, e por fim à procura de direitos, benefícios e tratamentos especializados.

Quanto aos fatores de proteção apresentados na coluna referente às três mais citadas foram: a rede de apoio social APAE; a vizinhança e a escola. Na coluna relacionada a natureza de interação(suportes) revelou os mais presentes: informação (orientação); material (suprimentos, recursos) e emocional (apoio, diálogo, presença). Na última coluna de resultados e mudanças conferiu as três mais referidas, sendo elas: a vizinha passa oferecer ajuda e orientação; inserção da neta na APAE e conscientiza sobre os direitos.

A mãe 2, discutiu no grupo vários temas, entre eles seu quadro emocional, desde de como iniciou no grupo focal, cuja encontrava-se com humor deprimido, isolada e sentimento de impotência, sendo que durante o processo grupal existiu o reconhecimento de seus sintomas e de como isso a impedia de ter novas atitudes, relatando que sua participação no grupo houve vários ganhos pessoais e familiar, cuja por meio da tomada de consciência

adotou novas atitudes consigo mesma e com os membros familiares, inclusive com a filha e a nora, da qual tinham um relacionamento desgastante.

Segundo a mesma, participar do grupo focal proporcionou alívio, nova visão das pessoas, mais diálogo na família principalmente, já que esta ao sair do grupo compartilhava em sua casa o que aprendia, conforme este fato, a tornava mais otimista e motivada. Uma vez que, tinha o conhecimento e a segurança de ter um grupo que podia dividir sua história e angústias, através das trocas de experiências através das discussões dos temas voltado para seu contexto de vida, isto é, um espaço interagido que focava sua realidade.

Iris, Mãe 3

N.P.Q.S. de 41 anos, casada, mãe de dois filhos, dona de casa. Na composição de modelo de família nuclear mãe, pai e dois filhos. Outrora residiam na fazenda quando detectou ter uma gravidez de risco com grandes chances de ter um filho com deficiência, por causa da incompatibilidade sanguínea com o esposo. Diante dessa realidade resolveram mudar-se para Anápolis-Go, pois teriam acesso aos tratamentos necessários. Outro fato agravante nesse mesmo período era a dependência química do esposo enquanto alcoolista, dificultando ainda mais o contexto familiar. Todavia, com o transcorrer do tempo, já morando em Anápolis, o seu esposo foi abandonando o vício gradativamente, tornando-se posteriormente, segundo ela, um pai mais responsável e um bom parceiro. A renda familiar é constituída especialmente pelo salário do esposo e pelo BPC – Benefício de Prestação Continuada, do filho. Seu nível de escolaridade é de Ensino Fundamental I, e tem na fé Católica sua base cristã.

Pode-se verificar na primeira coluna dos fatores de risco os três mais ressaltados:

deficiência; da falta de apoio na rede familiar e a falta da rede de apoio social. Entre outros

fatores demonstrados com menos ênfase, como: dificuldades emocionais; transtornos gerados como consequências da própria deficiência; discriminação; negligência do pai por causa do vício.

Na coluna de crenças expressadas evidenciou os seguintes dados: senso de

coerência; senso de significado e fé em Deus. Ao identificar as ações empreendidas, pode-

se observar, tais ações: busca de tratamento; pede ajuda à rede social e busca os direitos. Na coluna dos fatores de proteção os três mais mencionados foram: APAE; rede social e a

vizinhança. Configurando assim a coluna natureza de interação composta pelos suportes

que foram presente nesta dinâmica familiar: emocional (cuidado, apoio, presença, fé);

material (recurso, suprimentos) e avaliação (elogios, troca de experiência).

A última coluna mostrou resultados e mudanças, que ressaltou nos três mais citados como: descoberta dos seus direitos sociais; visão ampliada na compreensão das dificuldades

vividas e a vizinha passa ajudar.

A mãe 3 despertou no grupo focal a importância de se abrir para as demais pessoas, pois pela primeira vez se permitiu participar de um grupo, devido reconhecer ser fechada. Diante de toda sua história de vida, aceitar está no grupo focal foi um desafio que optou a fazer, a qual segundo ela foi uma experiência muito grande, saber que é possível falar e ouvir

o outro, e vice-versa, destacou também, que vivenciar este processo foi descobrir que é possível participar da vida do outro, se abrir e confiar nestes, crescer junto. Através do grupo, mudou a visão em relação confiar em alguém, especificamente a realidade de grupo, sendo uma oportunidade de perceber a riqueza das trocas de experiências e de realizar uma autoavaliação, através dos temas discutidos, cujo despertou a compreensão do seu processo de enfrentamento, de modo que hoje se sente uma mãe determinada, perseverante, tolerante às frustrações, diferente daquela que se autocaracterizou como ingênua e despreparada vindo da fazenda. O grupo pode esclarecer do quanto se faz importante revelar as ações de enfrentamentos, para que outras mães aprendam e descubram juntas os caminhos para melhor desempenho do filho e de toda dinâmica familiar. No grupo ela pode explanar a importância da convivência social do filho, visto que toda oportunidade de inserir seu filho na sociedade, não media esforços, pois acreditava-se da melhora de seu desenvolvimento e da qualidade de vida; além da exposição do filho ao convívio com outras pessoas ditas “normais” favoreceu que essas pudessem aprender a lidar com as limitações de seu filho e com as diferenças existenciais; também compreendeu que precisa manter certa vigilância em seu comportamento diante da grande dedicação ao filho deficiente, pois causa ciúme ao outro filho.

Rosa, mãe 4

A.M.S. 57 anos, solteira, mãe de três filhos, os quais dois com Paralisia Cerebral-PC, com idade de 23 anos e outro de 17 anos. A outra filha é mãe solteira, com um filho de 6 anos, todos residentes em casa, ao todo cinco pessoas. Os três filhos são de pais diferentes, cujo nenhum assumiu a paternidade. Tendo na composição de modelo de família monoparental. O nível de escolaridade desta é analfabeto. Atualmente a renda familiar é basicamente por meio do Benefício de Prestação Continuada-BPC e do Programa Bolsa Família-PBF. Sua filha encontra se desempregada. Sua religião é evangélica.

De acordo com a tabela 4 (APÊNDICE IV) averiguou na primeira coluna referida os fatores de risco os três mais apresentados foram: deficiência; falta de apoio da rede familiar e dificuldade econômica. Os menos citados dos fatores foram: ausência dos pais (falecidos);

desemprego da filha; sintomas emocionais consideráveis; dificuldade de lidar com as consequências da deficiência de dois filhos; atitudes discriminatórias na familiar; dificuldade de acesso a transporte; receio e angústia na relação com a filha, devido à decisão de se casar, deixando-a em casa, com dois filhos com paralisia cerebral.

A segunda coluna fez referência às crenças expressadas, as mais citadas foram:

iniciativa ativa; atitude de mobilizar os amigos para ajudá-la, e fé em Deus. Já na coluna que

aborda ações empreendidas despontou: a procura de apoio nas instituições religiosas e

filantrópicas; procura auxílio na rede de apoio social e busca orientação com a professora

de como poder lidar com os filhos.

Mesmo diante de adversidades, e também das ações apreendidas se pode ainda notar, a presença de apoio, como mostra na coluna de fatores de proteção, assim como: APAE;

PSF e Instituições religiosas e filantrópicas. Ao tratar da coluna de natureza de interação

(suportes) ressaltou as mais mencionadas: material (suprimentos, recursos); emocional (apoio) e de informação (conhecimento, informação). Na última coluna reincide explicitamente os resultados e mudanças mais ocorridos, como: ingresso de seus filhos na

APAE; recebe ajuda dos amigos, da professora e das instituições filantrópicas e início de uma visão mais positiva de seus filhos.

A mãe 4, ao participar do grupo focal, relatou que sua participação desde do aceitar o convite já foi abraçar um desafio, numa tentativa de se abrir e se revelar as pessoas, devido ser a primeira vez após de mais de sete anos de convívio na APAE aproximar das outras mães, significando que nunca falou de si para ninguém, encontrando-se sempre isolada de todos.

Portanto, tanto para ela, como para todo o grupo, foi um momento único, visto que as demais

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