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CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Este estudo, por meio de pesquisa de campo revela-se, que a resiliência é um conceito complexo e dinâmico, que se encontra em construção, inclusive quando se trata de publicações relacionadas à resiliência familiar em famílias com pessoas com deficiência. Sendo assim, um fenômeno estudado, relativamente recente, no entanto, progressivo que tente a assumir importância cada vez maior na área da psicologia, como também, na saúde.

A resiliência por sua vez é relacionada a vários outros conceitos já encontrados nesse percurso, que sustenta o constructo da resiliência, sejam: fatores de risco e proteção, vulnerabilidade, adaptação e superação, dentre outros. Por um lado, entende-se que esse atributo dá-se através de um processo interativo entre a pessoa e o meio, que envolve um conjunto de processos sociais e intrapsíquicos que promovem um desenvolvimento positivo e sadio, mesmo em situações de risco.

Neste estudo, foi possível constatar que este fenômeno constitui uma valiosa ferramenta para inúmeras famílias, não apenas àquelas que possuem um filho com paralisia cerebral, mas qualquer deficiência ou conflito que exija ultrapassar as adversidades e, consequentemente, desenvolver e responder de forma saudável ás exigências e confrontos surgidos.

Demonstrou-se o quanto ainda é preciso aprimorar-se as teorias que almejam explicar o processo de adaptação resiliente, e também apontar novos meios de enfrentamento e fatores protetores na vida de uma família que recebe um diagnóstico de deficiência de um filho. Nos casos de paralisia cerebral, tem-se um quadro clínico irreversível o que “obriga” a família a vivenciar e cuidar do filho até os últimos dias de sua vida; quando se fala de viver não é apenas sobreviver e sim viver com qualidade, sentido e motivação.

Neste estudo, podemos evidenciar a necessidade de ampliar as informações sobre a intervenção do grupo focal em outras mães, que tem filhos com outras deficiências, podendo ainda, agregar seus próprios filhos na pesquisa. Dito isto, também foi observado que o grupo focal não apenas foi um procedimento metodológico escolhido, mas serviu como fator de proteção para as demais participantes, cujo ambiente proporcionou um espaço para abordar as temáticas sobre suas realidades, especialmente, pela vivência comum de ambas.

Verificou-se ainda na pesquisa, o quanto se faz necessário para as famílias que têm um membro com deficiência possuírem um lugar interventivo e interativo, que proporcione

esclarecimento e trocas de experiências. Nisto, as participantes tiveram novas visões em relação à vida e os comportamentos a partir do processo grupal.

Desse modo, intervenção grupal demonstrou o processo de fortalecimento dos vínculos autoavaliação de cada participante, no ponto de vista de reconhecimento de suas habilidades, superações e potencialidades, inclusive, conhecer a realidade do outro, de modo que não é a única pessoa que sofre por tais acontecimentos, mas sim todas passam pela mesma realidade. O grupo focal revelou para cada mãe participante o quanto elas são “fortes” neste percurso desafiador e de sofrimento que a vida acometeu.

As trocas de experiências vivenciadas no grupo focal manifestaram que o cuidado uma a outra foi despertado por meio de expressões físicas e verbais surgindo entre elas o interesse de indicar novos caminhos para ambas. A partir das narrações descritas pelas mesmas foi um momento de reflexão e de ensinamentos para vida, particularmente quando focava uma das participantes, que apresentava inúmeros fatores de risco inclusive ter dois filhos com deficiência, mas mesmo assim apontou forças internas para superar tais dificuldades.

Diante dessa pesquisa evidenciou-se a necessidade de refletir e redobrar o cuidado no uso do termo resiliência, isto é, na sua atribuição, execução e interpretação. Portanto, recomenda-se a futuros pesquisadores dessa linha de estudo o aprofundamento na definição do termo e sua aplicabilidade.

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