CAPITULO 5 – APLICAÇÃO DO MODELO PARA O PROCESSO DE
5.3 A Aplicação do Modelo para o Processo de Desenvolvimento de Máquinas
5.3.3 Aplicação da Macro-Fase de Aplicação
5.3.3.2 Aplicação da Fase de Lançamento do Produto
Nessa fase, houve o início da divulgação do novo produto, de acordo com a programação previa realizada na Fase de Desenvolvimento do Marketing, a fim de se iniciar a comercialização (contatos de venda internos à empresa e de vendedores externos). Tendo sido realizadas as encomendas do produto, buscou-se elaborar a contabilização da comercialização, além de efetuar a compra e verificação dos insumos e matérias-primas para dar início a produção. Além disso, a última etapa desta fase, buscou verificar o nível de satisfação dos clientes com o equipamento, e outras demandas de mercado surgidas a partir deste. A figura 46 apresenta o desenvolvimento da presente fase.
Etapa 3.2.1
Divulgação
Atividade 3.2.1.1: Início da divulgação
Foi contratada e autorizada a divulgação em uma das revistas de circulação nacional, e a outra de circulação estadual, especializadas em cerâmica vermelha. Foi confeccionada uma mala direta de um folder com fotos da MCV e seus dados técnicos. A mala direta conseguiu na época atingir a aproximadamente 900 clientes constantes do registro na empresa que somavam mais de 2.500 cerâmicas cadastradas.
Etapa 3.2.2
Comercialização
Atividade 3.2.2.1: Início da comercialização
O setor de vendas, composto por um vendedor interno, outro externo, e representantes das regiões Norte e Nordeste, iniciou a comercialização das MCVs. Os resultados iniciais indicaram que, no primeiro mês, houve a encomenda de duas unidades da MCV e a manifestação de intenções de compra que vários clientes expressaram.
Etapa 3.2.3
Definição da Produção Inicial
Atividade 3.2.3.1: Levantamento da necessidade de produção
O setor de vendas, com base nos pedidos iniciais, repassou a informação da quantidade de máquinas a serem produzidas ao setor de manufatura, a fim de que o mesmo a inserisse em sua programação de produção para o atendimento deste pedido. Da mesma maneira, o setor de compras também foi informado desta demanda, para que procedesse a compra de matéria-prima e insumos para a produção destas unidades, bem como o pedido para os fornecedores terceirizados.
Etapa 3.2.4
Aquisição da Matéria- Prima e Contratação de Serviços
Atividade 3.2.4.1: Compras
O setor de compras analisou os orçamentos enviados pelos fornecedores contatados, tendo avaliado os mesmos pelos critérios de preço e qualidade. Foram então, definidos os fornecedores de matérias-primas, insumos e mão-de-obra terceirizada. As empresas não selecionadas, ficaram registradas em um arquivo para posterior consulta, caso houvesse alguma desistência por parte de algum fornecedor, ou algum problema de qualidade que impedisse a continuidade do fornecimento.
Atividade 3.2.4.2: Verificação da matéria-prima e insumos
Antes de iniciar a produção requisitada, foi verificar a disponibilidade de matérias- primas e insumos necessários ao processo de fabricação.
Etapa 3.2.5
Produção
Atividade 3.2.5.1: Início da produção
O setor de manufatura recebeu cópias do setor de projetos, de todos os desenhos revisados, necessários à construção da MCV. Este material foi dividido em arquivos específicos para cada área (usinagem, ajustagem e montagem), e distribuídos entre os setores para facilitar o manuseio pelos operários. Esta forma de documentação dos desenhos se mostrou eficiente, pois evitava que os operários tivessem que se deslocar a sua procura, diminuindo o desperdício de tempo. O setor de manufatura emitiu as ordens de serviço de acordo com as informações de necessidade de produção feitas pelo setor de vendas, contendo as características do pedido do cliente e a distribuição das mesmas entre as áreas produtivas.
Etapa 3.2.6
Análise da
Receptividade pelo Mercado
Atividade 3.2.6.1: Verificação da reação do mercado/cliente mediante entrada do
produto
O setor de marketing efetuou contado com os cinco primeiros clientes, que adquiriram as MCVs deste modelo, questionando-os sobre o índice de satisfação quanto a produção, qualidade do tijolo produzido, a eficiência da nova concepção (tomada de vácuo frontal) e do acabamento da máquina. Assim, obtiveram os seguintes resultados: Satisfação Quanto a Produção (Ótimo: 80%; Bom: 20%), Qualidade do Tijolo (Bom: 20%; Regular: 80%), Eficiência Quanto ao Vácuo (Ótimo: 80%; Bom: 20%) e Acabamento da Máquina (Bom: 60%; Regular: 40%). Os resultados apontam para a necessidade de novas adequações na MCV fabricada. A caracterização quanto ao estado regular da qualidade dos tijolos produzidos, sugerem de imediato, uma análise das condições da máquina em funcionar com as características da argila utilizada como matéria-prima para a produção. Essa hipótese foi considerada, pois a eficiência do vácuo foi caracterizada, pela maior parte dos entrevistados, como em ótimo estado. Assim, foi implementada a colocação de freios do bocal da extrusora, para diminuir o giro da argila quando sob o efeito do caracol, adequando assim esse processo às características da argila utilizada nessa cerâmica. Quanto ao acabamento da máquina, buscou-se ações que delimitem um maior cuidado no corte das chapas de aço que formam sua estrutura, além de melhorias na pintura da mesma.
Figura 46 - Resultados da aplicação da Fase de Lançamento do Produto.
Nos primeiros dois meses após a realização da divulgação e início da comercialização, cinco empresas cerâmicas já haviam manifestado o interesse em adquirir a MCV. Assim, com base nos pedidos iniciais, definiram-se todas as
necessidades para se dar a produção, incluindo matéria-prima, insumos e terceirização dos serviços. No caso da empresa onde foi aplicado o modelo, a estratégia foi a de iniciar a produção da máquina somente após a concretização do negócio, evitando com isto, a imobilização de capital em produto estocado.
Nessa fase, a Etapa 3.2.6, caracterizou-se em mais um momento no modelo em que foi possível avaliar características construtivas da MCV, bem como outras características quanto a produção, consumo energético, etc., que abrem possibilidade de empreitar novas ações corretivas e de melhoramento do produto e, logo, do seu processo de desenvolvimento e fabricação. As características identificadas no desenvolvimento dessa fase, possibilitam fornecer informações à respeito das possibilidades e limitações das primeiras máquinas, constituindo-se em um subsídio importante para as análises a serem efetuadas pelo corpo técnico da empresa fabricante de máquinas.