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As demarcações do MA, previstas em seu regimento

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1 A INSTITUIÇÃO MUSEAL

1.4 UM OLHAR SOBRE O MUSEU ANTROPOLÓGICO (MA) DA UFG

1.4.1 As demarcações do MA, previstas em seu regimento

O dimensionamento do MA previsto em seu regimento, ainda não concluído, também já revisto em função das necessidades que vão surgindo apresenta. As divisões, nas quais são distribuídas as seguintes seções, conforme o regimento aprovado pelo Egrégio Conselho universitário da UFG em 09 de maio de 1987, Divisão de Antropologia (Arqueologia, Etnolinguística, Etnologia), Divisão de Museologia (Curadoria e Documentação, Preservação, Conservação e Restauro) e Divisão Intercâmbio Cultural (Educativo Cultural, Biblioteca Especializada e Aperfeiçoamento de pessoal).

As divisões são dinamizadas com projetos específicos de cada área e às vezes em conjunto. Os projetos são desenvolvidos por pesquisadores ou profissionais e estudantes das respectivas áreas, como também áreas afins.

- Na Divisão de Antropologia, seção Etnolinguística/Etnologia, foi destacado um projeto que ajuda a pensar dinâmica histórica do povo indígena. No cuidado de estudar as populações atuais nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. O Projeto

de Documentação e Descrição em Línguas Indígenas e o Projeto de Educação e Cultura Indígena Maurehú, dos quais originaram outros projetos, só para dar

visibilidade à rede de ações começada por um fio qualquer.

Na seção - Arqueologia. Da sistematização de pesquisas arqueológicas destacam-se a produção da Carta Arqueológica, em 1972, citada acima e O projeto

Anhanguera de Arqueologia de Goiás, realizada pela UFG/USP - um programa

interdisciplinar de pesquisa arqueológica, a partir do qual foram realizados outros subprojetos, como o Projeto de Salvamento Arqueológico Pré-Histórico da Usina

Hidrelétrica Serra da Mesa (PA-SALV-SM)”, entre 1995 e1998, para a realização do

salvamento arqueológico da área para posterior inundação pela Usina Hidrelétrica - (registro, resgate de material encontrado e processamentos laboratoriais). Outros subprojetos são desdobrados como o Projeto Arqueologia Histórica Aplicada ao

conhecimento de uma Fazenda Escravagista - Séc. XVIII. Este projeto visava

recuperar material e reconstituir o modo de vida dos grupos produtores dos vestígios encontrados.

Na especificidade da Divisão de Museologia – salienta o Projeto de Curadoria

de acervo etnográfico e arqueológico e programa de agente multiplicador:

subprojeto: Estudo e documentação das coleções etnográficas e o subprojeto:

Estudo e Análise da documentação iconográfica, com formação em serviço para os

profissionais do museu.

- Na Divisão de Intercâmbio Cultural um projeto que abarcou subdivisões foi o

Projeto de Integração da Universidade com o Ensino Fundamental: Ação Museológica/Educação e Comunicação, no qual se desenvolve atividades

abrangentes de ação educativa e de preservação do patrimônio cultural, para a educação infantil e fundamental. Desse projeto originaram outros para dar continuidade ao processo de institucionalização das exposições do museu e desenvolver informações culturais para os alunos e professores nas áreas (Arqueológicas, Etnográficas, Linguísticas e Cultura material) contextualizadas nas

exposições. Um dos subprojetos criados foi o Práticas Artísticas Culturais no Museu

Antropológico: subsídio para integração museu/escola com objetivo de desenvolver

atividades artístico-culturais, evidenciou a diversidade cultural da região na formação dos cidadãos escolares visitantes do museu. O Projeto Sociedades Indígenas:

subsídios didáticos atendeu aos professores e alunos da rede ensino fundamental

inserido no projeto maior, iniciado em 1993, por solicitação de professores. Em 2000, entre as atividades realizadas a Conferência Arqueologia Brasileira: o passado

também devora e, posteriormente, desencadeou a montagem de exposição com

mesmo nome e atividades educativas decorrentes dos conteúdos apresentados. Esse projeto ilustra os desdobramentos de uma ação.

Os projetos mencionados, os subprojetos oriundos deles e as exposições se desdobram em uma gama de possibilidades de outras ações como seminários, cursos, colóquios, oficinas e palestras. Conforme relatório (1999), sintetiza a fronteira da produção de conhecimento no MA:

O museu sendo Antropológico e Universitário, não visa apenas atingir o público com ações pontuais. A importância de seu acervo e as linhas de pesquisa que nele se desenvolvem através dos projetos, fornecem subsídios à difusão da pesquisa no âmbito regional, nacional e internacional. Sendo assim, estudar, organizar, conservar, restaurar, e preservar e depois, comunicar é princípios nos quais este museu se fundamenta para dar cumprimento a sua obrigação para com o patrimônio cultural (UFG, 1999, s/p. definida).

Agora a universidade, centro produtor de conhecimento, incorpora o museu e aumenta o alcance de ambos. As pesquisas realizadas no museu ganham visibilidade com a abertura e divulgação de uma exposição de longa duração. A exposição potencializa outras escavações poéticas de comunicação, como produção de artigos científicos, materiais didáticos impressos, fílmicos, cartográficos e desenhos, entre outros. Além de realizar formações profissionais e outras novas pesquisas.

Ao mesmo tempo, pode-se perceber que, no âmbito da universidade ou fora dela, o processo de institucionalização de coleções ou de acervo particulares não conseguiu diminuir o distanciamento das pessoas do museu. Ainda que, cuidadosamente instalado em locais de fácil acesso para a população, a visitação é parca com relação ao quantitativo populacional, porém, alguns poucos garantem a legitimidade do MA.

Mas a dinâmica do conhecimento, das metodologias e das linguagens no seio da universidade como um todo, permeia os anseios do MA, convivendo formas

inovadoras com formas mais antigas desse universo interligado a sociedade. Observa-se que um museu comporta possibilidades de pesquisa-ação, serviços de extensão e aprendizagem. Dependendo da política local ou das outras instâncias de poder. Com esta amostragem da demanda, o trabalho expográfico torna insuficiente para inquietações coletivas aguçadas. Nesse contexto, foi criada a Rede de Educadores em Museus com a estruturação do Sistema de Museus pelo decreto nº 5264. Minúscula frente à rede mais abrangente, a Web, com seu alcance, tecida para contribuir também na construção das cotidianidades museais.

A exposição “permanente”, assim denominada a Museu: expressão de vida, foi montada em 1985 e disponibilizada até 1990 com o tema - diversidade cultural das regiões Centro-Oeste e Norte. Estruturada em três circuitos: o primeiro com acervo de cultura indígena, outro com objetos classificados como de objetos naturais e os de participação humana, na sua construção - encontrada em sítios arqueológicos e o terceiro circuito com o tema especifico Tecelagem artesanal – organização, processamento e significado social, organizados em um só salão. A referida exposição foi revitalizada em 2002 e estruturada a recepção do público escolar e público geral. Em 2006 ela foi substituída, porém em imagem se encontra exposta num link do site do MA.

Ilustração 04: Croqui da exposição Museu Expressão de Vida, desenhado por: Terezinha Bosco, Julieta de Jesus Lima e Maria Conceição Santana

O acervo, antes de ser exibido como representação do patrimônio cultural do povo, recebeu um código de registro e identificação etnográfica, arqueológica e museográfica conforme a natureza indígena, popular e arqueológica, depois de catalogados em fichas como patrimônio da universidade. Agrupados em representação numérica para informações imediatas, o acervo documental contém características do objeto (material ou técnica, ou uso e função), o povo a que pertence - no caso indígena, acrescenta a classificação linguística, data de entrada e número geral, em impressos e, posteriormente, digitalizadas. Com o acervo de natureza orgânica e mineral, vulneráveis ao pó, luminosidades, ataques de insetos, além da delicadeza para deslocamentos pedem outros cuidados. Estes foram ampliados em 1996 com o Projeto de Ação Museológica/Educação e Comunicação –

Revitalização de Reserva Técnica: implantação de laboratório de conservação e sala de imunização – Fase I. E em 1997 a Fase II. Em 1999 a outra fase, com o Projeto Ação Museológica/Educação e Comunicação – Revitalização de Reserva Técnica: implementação do laboratório de conservação e restauro: complementação de mobiliário da reserva técnica e revitalização da exposição “permanente” ou de longa duração – Fase III, resultado da dinâmica do cotidiano da Divisão de Museologia, a

qual repercutiu numa nova dinamização do museu.

Em 2005, depois de sucessivas reuniões, a equipe de trabalho do MA foi convocada, em reuniões de planejamento estratégico, para dar ênfase à missão do museu de desenvolver conhecimento antropológico interdisciplinar na região. O gerenciamento do patrimônio, constituído das pesquisas, e socializar o saber produzido com ações educativas e culturais, colaborando com o processo de construção da cidadania e valorização da identidade local. Em momento distinto foram levantadas as necessidades para a realização do trabalho como autonomia administrativa e acadêmica, viabilização de recursos financeiros, bem como favorecer e proporcionar aperfeiçoamentos para os profissionais apregoados pela universidade. Estabelecer política de pessoal para museu, prosseguir a política de salvaguarda do acervo de acordo com critérios técnico-científicos adequados, garantindo infraestrutura ideal entre outras necessidades, como aglomerar o conhecimento, serviços administrativos, educativos e técnicos, permeados de princípios criativos, críticos e importantes para o desenvolvimento social.

Na Divisão de Intercâmbio Cultural concentram mais as atividades voltadas para o público externo, sejam para fins de lazer sejam de aprendizagem, destacando

a denominada Ação educativo cultural, cujo recorte potencializa ampliação. Ainda que no cerne dos investimentos há objetivo de políticas de reconstrução urbana, fundamentalmente a necessidade de ampliar o alcance e a eficácia de conteúdos pedagógico-educacionais.

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