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As empresas com mais de 10 (dez) empregados e com até 20

7.4.4.2 A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via."

7.3.1.1.2 As empresas com mais de 10 (dez) empregados e com até 20

(vinte) empregados, enquadradas no grau de risco 3 ou 4, segundo o Quadro 1 da NR 4, poderão estar desobrigadas de indicar médico do trabalho coordenador em decorrência de negociação coletiva, assistida por profissional do órgão regional competente em segurança e saúde no trabalho."

A diferença conceitual é que, para que seja dobrado o número de empregados e se mantenha a desobrigação de indicação de coordenador do Programa, a negociação coletiva das empresas de grau de risco 3 e 4 deve ser

assistida por profissional do órgão regional competente em segurança e saúde no trabalho, motivo pelo qual a proposição III está errada (por estar

incompleta).

26. (CESGRANRIO_TECNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO JUNIOR_ PETR0BRAS_2008) Sendo constatada a ocorrência de doenças profissionais numa empresa, por meio de exames médicos que incluem os definidos na NR-7, o médico coordenador do PCMSO deve

(B) encaminhar o trabalhador ao posto de saúde para avaliação de incapacidade.

(C) encaminhar o trabalhador à DSST para definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho.

(D) indicar o afastamento do trabalhador do trabalho, mesmo não sendo necessário.

(E) solicitar a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho. O gabarito é (E).

As siglas que constam das alternativas (A) e (C) correspondem hoje às Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego - SRTE - e Secretaria de Inspeção do Trabalho - SIT -, respectivamente.

Encaminhar o trabalhador acometido de doença profissional ao MTE é proposição claramente falsa, visto que não é atribuição do Ministério analisar, caso a caso, as enfermidades de que os milhões de trabalhadores da população economicamente ativa do país possam estar acometidos.

Já a alternativa (B) também está errada, visto que a avaliação da incapacidade deverá ocorrer junto à Previdência Social, e não no "posto de saúde".

Na alternativa (D) o erro consiste na proposta de afastamento do trabalhador mesmo não sendo necessário, o que é bastante óbvio.

Conforme consta da NR o coordenador do Programa ou encarregado poderá indicar o afastamento do trabalhador - quer do trabalho ou da função que o exponha a determinado risco relacionado à doença - quando isso seja necessário para evitar o agravamento da mesma.

A alternativa (E) também consta do item 7.4.8:

"7.4.8 Sendo constatada a ocorrência ou agravamento de doenças

profissionais, através de exames médicos que incluam os definidos nesta NR;

ou sendo verificadas alterações que revelem qualquer tipo de disfunção de

órgão ou sistema biológico, através dos exames constantes dos Quadros I

(apenas aqueles com interpretação SC) e II, e do item 7.4.2.3 da presente NR, mesmo sem sintomatologia, caberá ao médico-coordenador ou

encarregado:

a) solicitar à empresa a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho -CAT;

b) indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho;

c) encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo causal, avaliação de incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho;

d) orientar o empregador quanto à necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho."

27. (ESAF_AFT/MTE_2010) Julgue as proposições seguintes e assinale a opção correta.

I. No tocante às diretrizes do PCMSO, entende-se que a precocidade do diagnóstico é fundamental ao êxito no combate aos agravos à saúde dos trabalhadores e por isso mesmo alcança os exames pré-admissionais de forma a assegurar a necessária rastreabilidade epidemiológica.

II. A avaliação clínica, por junta médica multidisciplinar, no caso de retorno ao trabalho, deverá ser realizada obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias, por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto.

III. O médico coordenador do PCMSO, sabedor da existência de fortes indícios mórbidos em um determinado trabalhador, resolve recomendar à empresa (de grau de risco 4, segundo o Quadro I da NR-4) que o dispense em até 90 (noventa) dias do último exame médico, sob o álibi de que, nesse ínterim, não há exigência do exame demissional; dispensa consumada, não cabe ao AFT emitir auto de infração.

a) Todas as proposições estão erradas. b) Todas as proposições estão corretas. c) Apenas a III está correta.

d) Apenas a II está correta. e) Apenas a I está correta.

O gabarito da questão foi (C).

Como comentamos anteriormente, não há previsão na NR 7 de exames pré-admissionais, e sim exames admissionais.

O exame de retorno ao trabalho não é executado por junta médica multidisciplinar. Aliás, em nenhum momento a NR 7 obriga a realização de exames por junta médica.

A idéia da proposição III foi boa, mas a execução foi infeliz.

De fato, não há obrigatoriedade de reallzar exame demissional no caso proposto (demissão há menos de 90 dias da realização do último exame médico, no caso de empresa de grau de risco 4, segundo o Quadro I da NR-4).

Apesar disso, "fortes indícios mórbidos" e "emitir auto de infração" são termos por demais genéricos.

Forte indício mórbido está relacionado a que situação? O empregado contraiu doença do trabalho? Qual foi a causa? Se a causa foi:

1- o empregador manteve o empregado trabalhando sob condições contrárias às normas de segurança e saúde;

2- o empregador não implantou medidas de proteção coletiva para eliminar, controlar ou reduzir a concentração de agentes nocivos no ambiente de trabalho;

3- o empregador não forneceu (ou não exigiu o uso) de equipamentos de proteção individual.

Bem, todas essas causas acima são motivo para emitir auto de infração. Não seria um Auto de Infração com a ementa (código) específico do item que trata da periodicidade da realização do exame demissional, mas serão Autos de Infração!

Em minha opinião essa questão deveria ter sido anulada, pois demanda conhecimentos que não estão no edital (ementas para autuação) ou, no mínimo, ter como gabarito (A), pois todas as proposições estão erradas.

28. (ESAF_AFT/MTE_2010) Julgue as proposições seguintes e assinale a opção correta.

I. É possível que a empresa seja obrigada a emitir CAT mesmo em caso onde não haja sintomatologia.

II. Indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho é competência concorrente do médico ou enfermeiro do PCMSO.

III. Adotando-se medidas de proteção coletiva que atendam às exigências de salubridade, fica desobrigado o empregador de fornecer EPI.

IV. As empresas são obrigadas a manter SESMT em função do porte econômico e da natureza do risco de suas atividades.

a) I e II estão corretas. b) I e IV estão corretas.

c) Todas as proposições estão erradas. d) Todas as proposições estão corretas. e) I e III estão corretas.

Gabarito (E). Apenas I e III estão corretas.

O item 7.4.8 estabelece que, sendo constatada a ocorrência ou

agravamento de doenças profissionais, através de exames médicos que

incluam os definidos na NR 7 (...), mesmo sem sintomatologia, caberá ao

médico-coordenador ou encarregado solicitar à empresa a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho - CAT.

Nas mesmas condições acima, caberá ao médico-coordenador ou encarregado indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho.

De fato, adotando-se medidas de proteção coletiva que atendam às exigências de salubridade, fica desobrigado o empregador de fornecer EPI. Veremos isso de forma aprofundada na aula sobre a NR 9 (PPRA).

Por fim, o dimensionamento dos SESMT vincula-se à gradação do risco

da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento.

29. (ESAF_AFT/MTE_2010) Julgue as proposições seguintes e assinale a opção correta.

I. No caso de a empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho, deverá o empregador indicar enfermeiro do trabalho, empregado ou não da empresa, para coordenar o PCMSO; e, inexistindo esses profissionais na localidade, o empregador poderá contratar médico de outra especialidade.

II. O PCMSO deverá considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, privilegiando o instrumental clínico-biológico na abordagem da relação entre sua saúde e o trabalho.

III. O PCMSO deverá ter caráter de preventivo-ambulatorial com forte ênfase no tratamento precoce dos agravos à saúde dos trabalhadores, bem como os primeiros socorros.

IV. Ao empregador compete custear sem ônus para o empregado todos os procedimentos relacionados ao PCMSO, salvo convenção coletiva que poderá dispor de modo diverso.

a) Todas as proposições estão corretas. b) I e IV estão corretas.

c) I e II estão corretas. d) I e III estão corretas.

e) Todas as proposições estão erradas.

Estudamos nas responsabilidades que compete ao empregador (item 7.3.1), "no caso de a empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho, de acordo com a NR 4, deverá o empregador indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa, para coordenar o PCMSO". Incorreta, portanto, a proposição I.

Frise-se que na NR-7 não há qualquer menção a enfermeiro do trabalho. Vimos também que o Programa deve considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, privilegiando o

instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre sua

saúde e o trabalho (item 7.2.2). Desse modo, a proposição II está errada, pois não existe instrumental clínico-biológico.

A proposição III, errada, também apresenta conceito não existente na NR (caráter de preventivo-ambulatorial), visto que o item 7.2.3 fala em caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce.

Por fim, a proposição IV também está errada, pois não seria compatível com a natureza das negociações coletivas a redução de direito inerente à segurança e saúde dos trabalhadores. No estudo do direito do trabalho vemos que, pelo princípio da adequação setorial negociada, as negociações juscoletivas devem estabelecer padrão de direitos superior ao estabelecido

pelas normas gerais justrabalhistas, e podem transacionar apenas direitos de indisponibilidade relativa. Negociar coletivamente no sentido de que o trabalhador tenha que pagar os exames do PCMSO não atende a essas diretrizes.

Feitas as considerações, vemos que todas as proposições estão incorretas e o gabarito da questão é a alternativa (E).

30. (ESAF_AFT/MTE_2010) Julgue as proposições seguintes e assinale a opção correta.

I. Para uma grande empresa de fabricação de bebidas é obrigatório, no âmbito do PCMSO, a contratação, ainda que por tempo parcial, de um odontólogo do trabalho, entre outros motivos, devido à forte exposição (risco à saúde bucal) relacionada à prova e degustação de licores e preparados básicos à formulação de novos compostos alimentares.

II. Os exames médicos previstos no PCMSO compreendem aqueles ditos complementares, realizados de acordo com a normativa em vigor, mas também, e principalmente, por avaliação clínica, abrangendo anamnese ocupacional e exame físico e mental, este último corroborado por laudo da psiquiatria, conforme o caso.

III. Para cada exame médico realizado, o médico emitirá o ASO, em 3 (três) vias: a primeira via arquivada no local de trabalho do trabalhador (inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras), à disposição da fiscalização do trabalho; a segunda via entregue ao trabalhador e a terceira via encaminhada à vigilância sanitária estadual que circunscreva o estabelecimento da empresa. a) Apenas a II está correta.

b) Todas as proposições estão corretas. c) Apenas a I está correta.

d) Todas as proposições estão erradas. e) Apenas a III está correta.

A primeira proposição está errada, visto que a Norma, em nenhum momento, cita a necessidade de odontólogo do trabalho. Nem mesmo a NR-4, que trata do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT - trata destes profissionais. A citada NR estabelece as

regras de composição dos SESMT das empresas, que deverão ser integrados por Médico do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Técnico de Segurança do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho.

Já a proposição II erra ao estabelecer que exames mentais devem ser corroborados por laudo da psiquiatria. Dependendo da situação, caberá ao médico coordenador do Programa encaminhar o trabalhador a médicos ou entidades especializadas. Vejamos o item da NR que trata das competências do médico coordenador do PCMSO:

"7.3.2 Compete ao médico coordenador:

a) realizar os exames médicos previstos no item 7.4.1 ou encarregar os mesmos a profissional médico familiarizado com os princípios da patologia ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as condições de trabalho e os riscos a que está ou será exposto cada trabalhador da empresa a ser examinado;

b) encarregar dos exames complementares previstos nos itens, quadros e anexos desta NR profissionais e/ou entidades devidamente capacitados, equipados e qualificados."

Por fim, pelo que já estudamos a proposição III está incorreta, visto que o ASO deve ser emitido em 2 (duas) vias (item 7.4.4), sendo primeira via do ASO arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho, e segunda via do Atestado entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via.

Do exposto, vemos que todas as proposições estão incorretas e o gabarito é a alternativa (D).

31. (FUNCAB_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_SESAU/R0_2009) Os registros dos dados obtidos nos exames médicos, incluindo a avaliação clínica e exames complementares, as condições e as medidas aplicadas deverão ser registradas em prontuário clínico individual de médico coordenador do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Estes registros deverão ser mantidos pelo período mínimo de:

A) 5 (cinco) anos após o desligamento do trabalhador; B) 10 (dez) anos após o desligamento do trabalhador; C) 15 (quinze) anos após o desligamento do trabalhador; D) 20 (vinte) anos após o desligamento do trabalhador;

E) 25 (vinte e cinco) anos após o desligamento do trabalhador.

Essa questão envolve o prazo de guarda dos documentos médicos dos trabalhadores. Conforme NR-7 esse prazo é de 20 (vinte) anos após o

desligamento do trabalhado.

Vejamos os itens que tratam do assunto:

"7.4.5 Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e

exames complementares, as conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registrados em prontuário clínico individual, que ficará sob a responsabilidade do médico-coordenador do PCMSO.

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