Norma Regulamentadora n° 07- Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional- PCMSO
SUMARIO
1.
Introdução
02
2.
Desenvolvimento
02
2.1.
Objeto
02
2.2.
Diretrizes
03
2.3.
Responsabilidades
05
2.3.1. Responsabilidades do empregador
05
2.3.2. Responsabilidades do médico coordenador
08
2.4.
Desenvolvimento do PCMSO
09
2.5.
Atestado de Saúde Ocupacional - ASO
12
2.6.
Relatório Anual
14
2.7.
Regras Gerais
15
3.
Questões comentadas
17
4.
Lista das questões comentadas
44
5.
Gabaritos das questões
55
6.
Conclusão
55
Errata aula NR 6
Na questão 17, escrevi equivocadamente que a proposição II estaria correta; ela propõe que, na situação apresentada (enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas), a empresa estaria desobrigada de fornecer EPI quando, na verdade, estaria obrigada. Dessa forma a proposição está incorreta e, se aquela questão fosse aplicada hoje, teria que ser anulada (pois só a proposição III estaria correta).
1. Introdução
Olá amigos(as),Nossa aula de hoje versará sobre uma das NR mais exigidas em concursos públicos: a NR 7, que trata do Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional (PCMSO).
Falaremos também nessa aula sobre o trecho da Consolidação das Leis do Trabalho relacionado ao tema, que é a SEÇÃO V - DAS MEDIDAS PREVENTIVAS DE MEDICINA DO TRABALHO.
Nossa ênfase recairá sobre o texto da NR, sem adentrarmos detalhadamente nos Anexos da Norma, visto que são bastante específicos e não costumam ser cobrados em prova.
2. Desenvolvimento
Quem já leu a NR 7 percebeu que ela é dividida em subtítulos (Do objeto, Das diretrizes, etc.). Aproveitaremos essa estrutura para dividir nossa aula, mas em alguns trechos vamos minudenciar algumas partes que são mais exigidas em concursos. Exemplo: Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) não cai em concurso; desaba! Ao final veremos uma enxurrada de questões sobre ASO.
2.1. Objeto
A Norma inicia o subtítulo objeto estabelecendo que todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados são obrigados a elaborar e implementar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO.
Destaquei a palavra todos porque é uma das temidas em concursos; sempre ficamos receosos de marcar como correta uma alternativa que diga que "todos", "nenhum", "sempre", "nunca" é assim ou assado.
No caso do PCMSO (e veremos na próxima aula que no PPRA a regra é idêntica) todos os empregadores são obrigados a elaborar e implementar tal Programa.
"Poxa, mas ouvi falar que as empresas de consultoria de saúde e segurança no trabalho cobram mais de mil reais para elaborar o PCMSO; até um barzinho de esquina (vulgo "copo sujo") que só tem um empregado é obrigado a ter o PCMSO?"
Sim, até o barzinho que só tem um empregado, pois todos os empregadores devem elaborar e implementar o PCMSO.
Lendo o artigo 168 da CLT vemos o mesmo obriga a manutenção de controle da saúde dos trabalhadores, ao dispor que será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições estabelecidas neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.
E qual o objetivo do PCMSO? O próprio item 7.1 nos traz a resposta, ao estabelecer que o objetivo do PCMSO é a promoção e preservação da
Após definir a obrigatoriedade de implementação e o objetivo do Programa, a NR esclarece que ela estabelece parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO, podendo os mesmos ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho.
Podemos dizer que tal disposição não é tão necessária, visto que está sedimentado entre nós a possibilidade de ampliação dos direitos trabalhistas através da elaboração das normas juscoletivas (convenções e acordos coletivos de trabalho).
Finalizando o item a Norma estipula que caberá à empresa contratante
de mão-de-obra prestadora de serviços informar a empresa contratada
dos riscos existentes e auxiliar na elaboração e implementação do PCMSO nos locais de trabalho onde os serviços estão sendo prestados.
Bem, para quem estudou Direito do Trabalho é fácil entender o regramento, mas como alguns colegas não devem estar afiados no tema vamos nivelar os conhecimentos.
Uma empresa que necessita de serviços, regra geral, contrata trabalhadores para lhe prestar tais serviços. Entretanto, em determinadas situações, o empresário pode lançar mão de outra possibilidade: pode ocorrer a terceirização de determinadas atividades a outras empresas, que manterão seus próprios empregados trabalhando no estabelecimento da empresa contratante durante a realização das tarefas objeto do contrato.
A empresa também pode contratar outra empresa, que lhe fornecerá trabalhadores temporariamente. Dessa forma, o vínculo empregatício ocorre entre o trabalhador temporário e a empresa de trabalho temporário, mas os trabalhadores temporários podem vir a trabalhar nas dependências da própria contratante dos serviços.
As atividades dos trabalhadores temporários e das empresas de trabalho temporário são regidas pela Lei n° 6.019/74, e não adentraremos em mais detalhes para não fugirmos do nosso foco.
Voltando à regra da NR, podemos perceber então que, quando uma empresa em geral (contratante) utiliza os serviços de trabalhadores terceirizados e/ou temporários, ela deve informar a empresa contratada sobre os riscos existentes em suas dependências, para que a prestadora possa
adequar seu PCMSO de acordo com os riscos existentes nos postos de
trabalho da contratante.
2.2. Diretrizes
A NR inicia o trecho das diretrizes definindo que o PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da saúde dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR.
Por falar nisso, já adianto que a NR 9 também traz regra semelhante, no sentido de que "o PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em
especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional -PCMSO previsto na NR-7."
O PCMSO deve considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, privilegiando o instrumental
clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre sua saúde e o trabalho.
Percebam que o PCMSO não se limita à preocupação com o indivíduo, mas também com a coletividade de trabalhadores; nesse contexto entra em cena a epidemiologia.
Podemos conceituar epidemiologia como o estudo dos padrões de ocorrência de doenças em populações humanas e os fatores que determinam esses padrões. Além disso, a epidemiologia também se relaciona à aplicação destes estudos para controle dos problemas de saúde.
Dessa forma, a epidemiologia aborda os problemas de saúde em grupos de pessoas, grupo que, sob a ótica da NR-7, é a coletividade de trabalhadores. Por isso a NR fala em privilegiar o instrumental clínico-epidemiológico, através do qual as informações sobre a saúde dos trabalhadores devem ser tratadas no coletivo, com uma abordagem dos grupos homogêneos em relação aos riscos detectados na análise do ambiente de trabalho, usando-se os instrumentos da epidemiologia, como cálculo de taxas ou coeficientes para identificar os locais de trabalho, setores, atividades, funções, horários, ou grupos de trabalhadores, com mais agravos à saúde do que outros.
Detectados os riscos ocupacionais específicos em cada situação através desse "olhar" coletivo, deve-se proceder a investigações com o intuito de identificar as causas dos fenômenos com vistas à prevenção do agravo.
O PCMSO também deve ter caráter de prevenção, rastreamento e
diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive
de natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores.
A Norma também estipula que o PCMSO deve ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR.
Como se planeja um PCMSO? Um dos primeiros passos é identificar quais são os riscos ocupacionais existentes. No ambiente laboral há ruído? Há contato com benzeno, com amianto, com cloro? Há riscos ergonômicos em alguns setores? Radiações ionizantes estão presentes em alguns postos de trabalho?
Todas essas perguntas devem ser previamente respondidas para que o PCMSO seja corretamente elaborado e implementado. Para tanto, é importantíssimo que haja um Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais (PPRA) bem feito - falaremos sobre o PPRA quando estudarmos
Com base na identificação dos riscos é que o Programa será planejado de modo a prever (ou não) quais e com que freqüência exames como testosterona total, radiografias, espirometria, audiometria, etc. devem ser realizados.
O PCMSO é um documento que pode ser classificado com estático ou dinâmico? Mudando um pouco a pergunta: depois de planejado, o ideal é que o Programa seja mantido inalterado ou deve ser modificado a qualquer momento?
A resposta é: o PCMSO deve ser alterado sempre que haja mudança nos riscos ocupacionais existentes.
Exemplo: o frigorífico alterou os processos de trabalho dos setores de abate e evisceração, e com a mudança o médico coordenador do PCMSO detectou mudança nos riscos ocupacionais. Nesse caso, o Programa deve ser alterado para se adaptar à nova realidade laboral dos empregados.
Última pergunta desse item da aula: o PCMSO precisa ser homologado nas GRTE e SRTE? A resposta é um sonoro não! Não há qualquer previsão de procedimento homologatório para o PCMSO (e veremos que, da mesma forma, também não há para o PPRA).
2.3. Responsabilidades
A NR traz competências do empregador e do médico coordenador do PCMSO.
2.3.1. Responsabilidades do empregador
Compete ao empregador:a) Garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO, bem como zelar pela sua eficácia: esse item reforça o que é evidente, visto que não basta contratar uma consultoria, elaborar o programa e deixá-lo guardado na gaveta. É necessário garantir a efetiva implementação do PCMSO de forma que o mesmo sirva de mecanismo para resguardar a segurança e saúde dos empregados.
b) Custear sem ônus para o empregado todos os procedimentos
relacionados ao PCMSO: a depender dos riscos existentes, diversos exames
complementares serão previstos para admissão, retorno ao trabalho, mudança de função e demissão do empregado, além dos exames periódicos. Segundo este item, todos os procedimentos deverão ser custeados pelo empregador. Se o empregado precisa realizar exame clínico e audiometria, ou exame clínico, ECG e espirometria, todos os custos devem ser custeados pelo empregador.
conforme disposto na NR 04) a função de coordenador do PCMSO deverá recair sobre um dos médicos (do trabalho) integrantes de tal Serviço.
d) No caso de a empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho, de acordo com a NR 4, deverá o empregador indicar médico do
trabalho, empregado ou não da empresa, para coordenar o PCMSO: mesmo
não havendo SESMT na empresa, este item estabelece que o médico a ser indicado como coordenador do Programa deve possuir especialização em medicina do trabalho.
e) Inexistindo médico do trabalho na localidade, o empregador poderá contratar médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO: como vimos anteriomente, de acordo com os incisos "c" e "d", o médico coordenador do PCMSO deve ser médico do trabalho (conforme definição da NR 04, médico
do trabalho é o médico portador de certificado de conclusão de curso de
especialização em Medicina do Trabalho, em nível de pós-graduação, ou portador de certificado de residência médica em área de concentração em saúde do trabalhador ou denominação equivalente, reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica, do Ministério da Educação, ambos ministrados por universidade ou faculdade que mantenha curso de graduação em Medicina).
Somente no caso de inexistir médico do trabalho na localidade é que o empregador poderá contratar, como coordenador do PCMSO, médico de outra especialidade.
Resumindo o que acabamos de ver sobre coordenação do PCMSO, de acordo com as disposições das alíneas do item 7.3.1 (e subitens seguintes) da NR 7 três situações podem ocorrer:
1) O PCMSO terá ou não coordenador;
2) O coordenador do PCMSO será médico do trabalho ou de outra especialidade; e
3) O coordenador do PCMSO será ou não empregado da empresa.
Ainda no tópico específico de responsabilidades do empregador a NR determina quando os empregadores estarão dispensados de indicação de
médico coordenador.
Com base no parágrafo anterior podemos fazer uma constatação: todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT são obrigadas a possuir PCMSO, mas nem todas são obrigadas a contratar médico
coordenador do PCMSO.
Vejamos quando há obrigatoriedade de contratar coordenador do Programa, e para isso vamos discorrer brevemente sobre o Quadro I da NR 04 (SESMT).
O Quadro I da NR 04 faz uma associação entre os CNAE e o Grau de
Risco (GR) de cada atividade, sendo o GR variável de 1 (um) a 4 (quatro).
Exemplo:
Uma banca de jornais é enquadrada no CNAE 4761-0/02 (comércio varejista de jornais e revistas). Se consultarmos tal CNAE no Quadro I da NR 04 veremos que essa classe CNAE está relacionado com o Grau de Risco (GR) 1.
Pensemos agora em uma atividade que envolve mais riscos, como a extração de carvão (antracito, hulha, etc.). O CNAE dessa atividade é 0500-3/01 (extração de carvão mineral), e se relaciona, de acordo com o Quadro I da NR 04, com o GR 4.
Feita a explicação geral, voltemos às regras quanto à indicação do coordenador do PCMSO.
A depender do número de empregados e do GR da atividade, a empresa estará desobrigada (ou poderá vir a ser desobrigada) de indicar coordenador do PCMSO. Esse regramento está estabelecido nos itens 7.3.1.1 a 7.3.1.1.3, e para facilitar a memorização elaborei o seguinte esquema:
* A negociação coletiva deve ser assistida por profissional do órgão regional competente em segurança e saúde no trabalho.
Percebam que quando o GR envolvido é 1 ou 2 (os menores), a quantidade de trabalhadores envolvidos é maior, e quando os GR são 3 ou 4 (o que significa mais riscos) a quantidade de trabalhadores da empresa para dispensar a indicação de médico coordenador é menor.
Além disso, é importante frisar que a possibilldade de dispensar médico coordenador decorrente de negociação coletiva ocorre para empresas com até o dobro do número de empregados da regra inicial (de 10 para 20 e de 25 para 50 nos GR 1 ou 2 e 3 ou 4, respectivamente).
"7.3.1.1.3 Por determinação do Delegado Regional do Trabalho, com base no parecer técnico conclusivo da autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, ou em decorrência de
negociação coletiva, as empresas previstas no item 7.3.1.1 e subitens
anteriores poderão ter a obrigatoriedade de indicação de médico coordenador, quando suas condições representarem potencial de risco grave aos
trabalhadores."
Acrescentando a observação acima ao esquema anterior:
2.3.2. Responsabilidades do médico coordenador
As competências do médico coordenador são elencadas em duas alíneas do item 7.3.2.
A primeira delas é realizar os exames médicos previstos no item 7.4.1 ou encarregar os mesmos a profissional médico familiarizado com os princípios da patologia ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as condições de trabalho e os riscos a que está ou será exposto cada trabalhador da empresa a ser examinado.
Veremos no tópico seguinte desta aula, de forma detalhada, os exames previstos no item 7.4.1 (exame admissional, de mudança de função, etc.).
Quanto à competência em si, podemos verificar que os exames podem ser realizados pelo próprio médico coordenador ou por outro profissional médico.
Nos casos em que o coordenador encarrega os exames a outro médico, a Norma deixa clara a necessidade de que este profissional esteja familiarizado
com os riscos a que está exposto o trabalhador, com o meio ambiente e
as condições de trabalho da empresa.
Exemplo:
O empregado Tadeu, da Fábrica de Castanhas Aracaju Ltda, retornará ao trabalho após 2 anos de afastamento por motivo de doença. O médico coordenador do PCMSO determinou que outro profissional realizasse o exame médico de retorno ao trabalho.
Nesse caso, quais riscos devem ser considerados na avaliação clínica? Quais exames complementares deverão ser realizados no primeiro dia de volta ao trabalho?
A resposta é: depende do que está preconizado no PCMSO da empresa, e depende da função que o empregado exerce, pois cada posto de trabalho apresentará riscos específicos.
Se o médico encarregado do exame não estiver familiarizado com os princípios da patologia ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as condições de trabalho e os riscos a que está ou será exposto o trabalhador a ser examinado, o exame médico de retorno ao trabalho será realizado da forma como deveria? Difícil, né...
A segunda competência do coordenador é encarregar dos exames complementares previstos nos itens, quadros e anexos desta NR profissionais e/ou entidades devidamente capacitados, equipados e qualificados.
Tal item se refere aos diversos exames complementares que deverão ser realizados, nas ocasiões e nas periodicidades indicadas no PCMSO da empresa.
Como esses exames são os mais variados possíveis, como exame de sangue, ECG, raio-X, espirometria, etc., não é o médico coordenador que os realizará, mas sim hospitais e clínicas especializadas.
2.4. Desenvolvimento do PCMSO
De acordo com o item 7.4.1, o PCMSO deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos seguintes exames médicos ocupacionais:
a) admissional; b) periódico;
c) de retorno ao trabalho; d) de mudança de função; e) demissional.
As características gerais de cada um dos exames relacionados acima são exigidas reiteradamente em concursos, então essa é uma parte da matéria que deve ser estudada com atenção redobrada.
Qual o limite temporal para a realização do exame médico admissional? E para o exame demissional? Quais os prazos para realização do exame periódico? Todas essas perguntas são exigidas em provas, e basta memorizar a literalidade da Norma.
PRAZOS PARA EXAMES OBRIGATORIOS DO PCMSO
DEVERA SER REALIZADO
Admissional ANTES que o trabalhador assuma suas atividades
Periódico
A cada 2
anos
Para trabalhadores em geral entre 18 (dezoito) e 45 (quarenta e cinco) anos
Periódico
Anual
Para trabalhadores em geral quando menores de 18 (dezoito) e maiores de 45 (quarenta e cinco) anos
Periódico
De acordo com Anexo da NR-15
Para trabalhadores sujeitos a condições hiperbáricas (mergulhadores) Periódico A cada ano ou intervalos menores
Para trabalhadores portadores de DOENÇAS CRÔNICAS ou expostos a riscos e situações que impliquem no desencadeamento ou agravamento de DOENÇA OCUPACIONAL, se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou, ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho
Retorno ao trabalho
NO PRIMEIRO DIA de volta ao trabalho (quando a ausência for igual ou superior a 30 (trinta) dias pelos motivos de doença, acidente ou parto)
Mudança de função
ANTES da data da mudança (só é considerada mudança a alteração de função, setor ou posto de trabalho que implicar na exposição do trabalhador a risco diferente daqueles a
que estava exposto) Demissional
ATÉ a data da HOMOLOGAÇÃO da demissão, se o último exame tiver sido realizado com data anterior aos limites especificados de acordo com o grau de risco da empresa
Da análise do quadro acima podemos verificar alguns aspectos que merecem ser destacados.
A realização do exame médico admissional não está condicionado a assinatura de Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS. Quem estudou Direito do Trabalho sabe que quando há contratação do empregado deve ocorrer o registro do vínculo na CTPS de forma imediata, mas o exame médico admissional não está vinculado a tal assinatura. A NR estabelece que o exame deve ocorrer antes que o trabalhador assuma suas atividades.
Não há previsão de exame médico pré-admissional, então cuidado! O
exame é realizado antes que o trabalhador assuma suas atividades; esse exame chama-se admissional, e não pré-admissional!
Outro ponto a ser ressaltado é que nem sempre que o empregado
retorna ao trabalho é obrigatória a realização de exame médico de retorno ao trabalho. O afastamento deve ser superior a 30 dias e por motivo
Além disso, nem todo empregado que muda de função deve
obrigatoriamente realizar exame médico de mudança de função. Só
será necessário tal exame se a mudança implicar na exposição do trabalhador a risco diferente daqueles a que estava exposto.
Por fim, vejamos duas regras acerca do exame médico demissional.
O exame demissional não deve ser realizado necessariamente até a data da demissão. A NR estabelece que será obrigatoriamente realizado
até a data da homologação da rescisão do contrato de trabalho.
Além disso, podemos ver na leitura dos itens 7.4.3.5 e seguintes que
nem sempre será obrigatória a realização do exame demissional. A
realização deste exame pode ser dispensada quando tenha sido realizado outro exame médico ocupacional em período pretérito estabelecido na Norma.
A dispensa de realização de exame médico demissional é definida com base no enquadramento da empresa nos Graus de Risco (GR) do Quadro I da NR 04.
Haverá dispensa de realização do exame demissional desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de:
a) 135 (centro e trinta e cinco) dias para as empresas de grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro I da NR-4;
b) 90 (noventa) dias para as empresas de grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro I da NR-4.
Assim como ocorreu no regramento da dispensa da obrigatoriedade de indicação de médico coordenador do PCMSO, no caso do exame demissional a NR também prevê, de forma análoga, que a data da dispensa (no caso do coordenador era dobra não de tempo, mas sim de número de empregados) pode ser "dobrada" em virtude de negociação coletiva.
Terminando o regramento, também consta disposição no sentido de que, em todos os casos, as empresas poderão ser obrigadas a realizar o exame
médico demissional independentemente da época de realização de qualquer outro exame, em decorrência de negociação coletiva ou por
determinação do Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, quando suas condições representarem potencial de risco grave aos trabalhadores.
Para concluirmos o tópico vamos analisar de forma sucinta o item 7.4.2, que define o que os exames estudados no quadro acima (admissional, demissional, etc.) devem contemplar.
Segundo o item, estes exames compreendem a avaliação clínica, abrangendo anamnese ocupacional e exame físico e mental, e também os
exames complementares, realizados de acordo com os termos específicos
2.5. Atestado de Saúde Ocupacional - ASO
Neste tópico vamos analisar as características gerais dos diversos tipos de exames médicos ocupacionais vistos no item anterior.
A NR estabelece que, para cada exame médico ocupacional realizado, o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional - ASO, em 2 (duas) vias.
A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho.
A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via.
Vamos testar nosso conhecimento:
(ESAF_AFT/MTE_2010) Julgue as proposições seguintes e assinale a opção correta.
III. Para cada exame médico realizado, o médico emitirá o ASO, em 3 (três) vias: a primeira via arquivada no local de trabalho do trabalhador (inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras), à disposição da fiscalização do trabalho; a segunda via entregue ao trabalhador e a terceira via encaminhada à vigilância sanitária estadual que circunscreva o estabelecimento da empresa.
Errada, né? ASO é elaborado em 2 (duas) vias.
Conforme o item 7.4.4.3 O ASO deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:
a) nome completo do trabalhador, o número de registro de sua identidade e sua função;
b) os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade do empregado, conforme instruções técnicas expedidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho- SSST;
c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, incluindo os exames complementares e a data em que foram realizados;
e) definição de apto ou inapto para a função específica que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu;
f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato; g) data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no Conselho Regional de Medicina.
Segue abaixo um modelo de ASO com o conteúdo mínimo requerido pela NR 07 (é só um exemplo, não há modelo pré-definido na Norma):
ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL - ASO Tipo de exame médico ocupacional:
[ ] Admissional [ ] Periódico [ ] Demissional [ ] De retorno ao trabalho [ ] De mudança de função
Empresa:
Atesto que o(a) Sr(a) , RG n° , função
foi submetido a exame médico sendo o (a) mesmo (a) considerado (a)
[ ] apto (a) [ ] inapto (a) para a função.
A presente avaliação constou dos procedimentos abaixo discriminados: Exame clínico em / / Exames complementares , realizado em / / , realizado em / / , realizado em / / , realizado em / /
Riscos ocupacionais específicos existentes na atividade do empregado:
[ ] Ausência de riscos ocupacionais [ ]
[ ] [ ]
Nome e CRM do médico coordenador do PCMSO:
~ - / / ~
Assinatura do médico, carimbo com CRM e endereço ou forma de contato Declaro que recebi a 2a via deste documento.
Em / /
Segue uma questão da ESAF sobre o tema:
(ESAF_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_MPU_2004) O Atestado de Saúde Ocupacional - ASO - deve ser emitido para cada exame médico realizado dentro do PCMSO - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. O ASO deve conter, obrigatoriamente, as seguintes informações, exceto
a) a definição de apto ou inapto para a função.
b) o número do CRM - Conselho Regional de Medicina - do médico encarregado pelo exame clínico.
c) o nome do médico coordenador do PCMSO, com respectivo número do CRM. d) os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade do empregado.
e) a indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador. O gabarito é (C), pois nem sempre a empresa será obrigada a ter médico coordenador do PCMSO. Quando a empresa possuir médico coordenador, os ASO devem conter obrigatoriamente o nome do médico coordenador do
PCMSO, com respectivo número do CRM. Como a questão pedia o que "o ASO deve conter, obrigatoriamente", essa era a alternativa incorreta.
Feito o exame e emitido o correspondente ASO, os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e exames complementares, as conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registrados em prontuário
clínico individual do trabalhador examinado.
De acordo com a NR, tais prontuários devem ser arquivados sob a responsabilidade do médico-coordenador do PCMSO pelo período de 20 (vinte) anos após o desligamento do trabalhador.
Percebam que o prazo de 20 (vinte) anos não é após realizado o exame ocupacional, mas sim após o desligamento do empregado.
2.6. Relatório Anual
No item 7.4.6 e seguintes a NR trata do relatório anual que as empresas são obrigadas a elaborar, onde constarão as ações de saúde a serem executadas durante o ano.
Dessa forma, o relatório anual apresenta o resultado da execução das ações de saúde previstas no PCMSO.
A NR também estabelece que o relatório anual deverá discriminar, por
setores da empresa, o número e a natureza dos exames médicos, incluindo
avaliações clínicas e exames complementares, estatísticas de resultados
considerados anormais, assim como o planejamento para o próximo ano, tomando como base o modelo proposto no Quadro III da NR 07.
o relatório anual deverá ser apresentado e discutido na CIPA, sendo sua
cópia anexada ao livro de atas daquela comissão.
O relatório anual do PCMSO poderá ser armazenado na forma de arquivo informatizado, desde que este seja mantido de modo a proporcionar o imediato acesso por parte do agente da inspeção do trabalho.
E todas as empresas são obrigadas a elaborar o relatório anual que sintetize as ações de saúde previstas no PCMSO?
Na verdade, não. De acordo com o item 7.4.6.4, as empresas desobrigadas de indicarem médico coordenador ficam dispensadas de elaborar o relatório anual.
Segue esquema que elaborei para facilitar a memorização:
2.7. Regras Gerais
Para finalizar a parte teórica da NR 07 vamos estudar neste tópico os seus últimos 3 itens.
Os itens 7.4.7 e 7.4.8 são complexos, e demandam conhecimento dos Quadros da NR 07, cujo conteúdo não costuma ser exigido em concursos que não sejam específicos da área médica.
Já a interpretação SC, além de mostrar uma exposição excessiva, o indicador biológico tem também significado clínico ou toxicológico próprio podendo indicar doença, estar associado a um efeito ou uma disfunção do sistema biológico avaliado.
O item 7.4.7 dispõe que sendo verificada, através da avaliação clínica do trabalhador e/ou dos exames constantes do Quadro I da presente NR, apenas exposição excessiva (EE ou SC+) ao risco, mesmo sem qualquer
sintomatologia ou sinal clínico, deverá o trabalhador ser afastado do local
de trabalho, ou do risco, até que esteja normalizado o indicador biológico de exposição e as medidas de controle nos ambientes de trabalho tenham sido adotadas.
O item 7.4.8, por sua vez, estabelece que, sendo constatada a
ocorrência ou agravamento de doenças profissionais, através de exames
médicos que incluam os definidos nesta NR; ou sendo verificadas alterações que revelem qualquer tipo de disfunção de órgão ou sistema biológico, através dos exames constantes dos Quadros I (apenas aqueles com interpretação SC) e II, e do item 7.4.2.3 da presente NR, mesmo sem sintomatologia, caberá ao médico-coordenador ou encarregado:
a) solicitar à empresa a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho
- CAT;
b) indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho;
c) encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo causal, avaliação de incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho;
d) orientar o empregador quanto à necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho.
O fundamento legal desse item é o artigo 169 da C o n s o l a ç ã o das Leis do Trabalho (CLT):
"Art. 169 - Será obrigatória a notificação das doenças profissionais e das produzidas em virtude de condições especiais de trabalho, comprovadas ou
objeto de suspeita, de conformidade com as instruções expedidas pelo
Ministério do Trabalho".
A instrução expedida pelo MTE, no caso, é a própria NR 7, e a notificação é formalizada mediante a Comunicação de Acidente do Trabalho - CAT. Esse documento (a CAT) também é exigido pela legislação previdenciária (Lei 8.213/91 - Plano de Benefícios da Previdência Social).
Sintomatologia se relaciona aos sintomas das doenças. Mesmo que não
haja sintomatologia, deve-se emitir CAT nas condições estabelecidas no item 7.4.8 da NR.
considerando-se as características da atividade desenvolvida; manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada
para esse fim.
Como nos diversos locais de trabalho há diferentes riscos (metalurgia, indústria coureiro-calçadista, beneficiamento de grãos, ambientes hospitalares, etc.), é importante que o material disponível para a prestação dos primeiros socorros seja compatível com as necessidades que venham a surgir em decorrência de acidentes laborais.
Esse item está relacionado ao artigo 168, §4° da CLT:
"Art. 168, § 4° - O empregador manterá, no estabelecimento, o material necessário à prestação de primeiros socorros médicos, de acordo com o risco da atividade".
Encerrando a parte teórica da NR 7, precisamos tecer breves comentários sobre o seu Anexo.
Há 3 Quadros nos anexos da NR. Um apresenta o modelo do Relatório Anual (falamos sobre ele quando comentamos o item 7.4.6), outro apresenta parâmetros para controle biológico da exposição ocupacional a alguns agentes químicos e o outro, que comentaremos agora (Quadro II), trata de parâmetros para monitorização da exposição ocupacional a alguns riscos à saúde.
Pois bem, esse Quadro foi alterado em maio de 2011. Com essa alteração foi inserido um anexo ao Quadro II, que traça as diretrizes e
condições mínimas para realização e interpretação de radiografias de tórax.
3. Questões comentadas
1. (UFF_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_ DATAPREV_2009) Na Consolidação das Leis do Trabalho, Capítulo V, da Segurança e da Medicina do Trabalho (Lei n° 6.514), Seção V, das Medidas Preventivas de Medicina do Trabalho, Art. 168, será obrigatório exame médico, por conta do empregador,
nas condições estabelecidas neste Art. e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego: I na admissão; II -na demissão; III - periodicamente. O resultado dos exames médicos, inclusive o exame complementar, será comunicado:
A) ao Ministério do Trabalho e Emprego;
B) apenas ao empregador que arcou com as custas dos exame; C) ao trabalhador, observados os preceitos da ética médica;
D) à empresa e, quando for o caso, ao Ministério do Trabalho e Emprego; E) de forma sigilosa, sem acesso direto do empregador e do empregado.
O gabarito da questão é a alternativa (C).
Essa parte da CLT se inicia com o art. 168, que estabelece a obrigatoriedade de realização de exames médicos custeados pelo
empregador.
"Art. 168 - Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições estabelecidas neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho:
I - a admissão; II - na demissão; III - periodicamente."
As instruções complementares foram expedidas pelo MTE na forma das Normas Regulamentadoras, que detalharam os tipos de exames médicos e as regras para a realização dos mesmos. O item 7.4.1 da NR-7 enumera os tipos de exames médicos que o PCMSO deve incluir.
Voltando à questão, o mesmo art. 168, em seu parágrafo 5°, discorre acerca do resultado dos exames:
"Art. 168, § 5° - O resultado dos exames médicos, inclusive o exame complementar, será comunicado ao trabalhador, observados os preceitos da ética médica."
2. (FEPESE_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_ UDESC_2010) A obrigatoriedade de elaboração e implementação do PCMSO é de quais empresas?
a. ( ) De todas as pessoas físicas ou jurídicas que admitam trabalhadores como empregados regidos pela CLT.
b. ( ) De toda empresa de pessoa jurídica que admita trabalhadores pelo regime celetista ou não.
c. ( ) De toda empresa de pessoa física que admita trabalhadores pelo regime celetista ou não.
d. ( ) As empresas não possuem esta obrigatoriedade.
e. ( ) Apenas as empresas de grande porte terão esta obrigatoriedade. O gabarito é a alternativa (A).
De início, vamos relembrar a primeira disposição da Norma Regulamentadora n° 01 - Disposições Gerais, que já vai nos dar uma pista para a resolução da presente questão:
"1.1 As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do
trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados
Sendo assim, vemos que as alternativas (B) e (C) estão incorretas, pois a aplicabilidade das NR - e isso inclui o PCMSO - pressupõe a existência de empregados regidos pela CLT.
Voltando à NR-7, vejamos a sua primeira disposição:
"7.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e
instituições que admitam trabalhadores como empregados, do
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores."
Desse modo, vemos que as alternativas (D) e (E) também estão erradas. A alternativa (A), que é o gabarito, fala em "pessoas físicas ou jurídicas que admitam trabalhadores como empregados regidos pela CLT". Poderia haver dúvida no candidato quanto à parte que fala de "pessoas físicas", visto que o trecho da NR-7 supracitado não é explícito nesse sentido.
Entretanto, se lermos novamente as conceituações da NR-1 (item 1.6), veremos que, para fins de aplicação das NR, considera-se empregador, a
empresa individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade
econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços.
Equiparam-se ao empregador os profissionais liberais, as instituições de
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitem trabalhadores como empregados. Diante disso, não resta dúvida que a alternativa (A) é a resposta da questão.
3. (AOCP_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO _PM_ CAMAÇARI/BA_2010) Quanto às diretrizes da Norma Regulamentadora N° 7 -PCMSO - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL, podemos afirmar que:
I. o PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da saúde dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais Normas Regulamentadoras.
II. o PCMSO deverá considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, não devendo privilegiar o instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre sua saúde e o trabalho.
III. o PCMSO deverá ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores.
IV. o PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR.
(E) Apenas I, II e IV.
Temos como gabarito da questão a alternativa (D).
Com essa questão podemos abordar os quatro itens da NR que tratam das diretrizes do PCMSO.
A proposição I nos traz a literalidade do item 7.2.1 da NR, sendo relevante frisar que o PCMSO deve estar articulado com as disposições das demais NR. Quanto a este aspecto, é relevante adiantar que a NR do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) também apresenta disposição semelhante (item 9.1.3), no sentido de que o PPRA deve "estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na NR-7". Vejamos o item: "7.2.1 O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da
empresa no campo da saúde dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR."
As Normas Regulamentadoras anteriores caracterizavam-se por um enfoque essencialmente individualista. As NR-7 e NR-9 intitulavam-se "Exames Médicos" e "Riscos Ambientais", ou seja, o foco das mesmas era a análise isolada da saúde do empregado e de riscos ambientais.
As atuais NR-7 e NR-9, publicadas em 1994, normatizaram os Programas (PCMSO e PPRA) e privilegiam o instrumental clínico-epidemiológico; consideram não apenas as questões incidentes sobre o indivíduo, mas também sobre a coletividade de trabalhadores.
Leiamos o item 7.2.2, que trata do assunto:
"7.2.2 O PCMSO deverá considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e
a coletividade de trabalhadores, privilegiando o instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre sua saúde e o trabalho."
Podemos conceituar epidemiologia como o estudo dos padrões de ocorrência de doenças em populações humanas e os fatores que determinam esses padrões. Além disso, a epidemiologia também se relaciona à aplicação destes estudos para controle dos problemas de saúde.
Dessa forma, a epidemiologia aborda os problemas de saúde em grupos de pessoas, grupo que, sob a ótica da NR-7, é coletividade de trabalhadores.
Assim, a proposição II está errada tendo em vista a aposição do "não", já que o Programa privilegia, sim, o instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre a saúde dos trabalhadores e o trabalho.
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, cuja obrigatoriedade foi estabelecida pela NR-7 da Portaria 3.214/78, é um programa médico que deve ter caráter de prevenção, rastreamento e
diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho.
"7.2.3 O PCMSO deverá ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico
precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores."
A proposição IV, também correta, apresenta o disposto no item 7.2.4 da NR. De fato, a elaboração do PCMSO pressupõe estudo prévio para reconhecimento dos riscos ocupacionais existentes na empresa (o que está intimamente relacionado ao PPRA).
Após isso, serão estabelecidos os exames médicos específicos para cada grupo de trabalhadores, a depender do(s) risco(s) a que estarão expostos.
"7.2.4 O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à
saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR."
4. (CESGRANRIO_ENFERMEIRO DO TRABALHO JUNIOR_ PETROBRAS_2008) As diretrizes do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) deverão considerar
(A) as questões incidentes sobre o indivíduo, privilegiando o instrumental clínico na abordagem da relação à sua saúde.
(B) as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, privilegiando o instrumental clínico na abordagem da relação à sua saúde. (C) as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, privilegiando o instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação à sua saúde e ao trabalho.
(D) o caráter de prevenção, o rastreamento e o diagnóstico tardio dos agravos à saúde relacionados ao trabalho.
(E) o planejamento e a implantação de atividades que se refiram aos riscos à saúde dos trabalhadores.
Mais uma questão que trata das diretrizes do PCMSO, cujo gabarito é a alternativa (C).
Como comentamos anteriormente, as NR-7 e NR-9 deram ênfase não apenas ao o indivíduo, mas também sobre a coletividade de trabalhadores, e por isso a alternativa (A) está incorreta.
A alternativa (B) está incompleta, pois a ênfase se dá na relação entre a saúde e o trabalho.
A alternativa (C), que é o gabarito, trouxe uma redação bastante semelhante ao item 7.2.2; comparemos com o texto da NR:
"7.2.2 O PCMSO deverá considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e
A alternativa (D) vai à contramão do que prevê a NR, pois o diagnóstico tardio dos agravos à saúde é situação que minimiza as chances de cura de várias doenças e dificulta o tratamento. Por isso é que a NR estabelece que o
Programa deverá ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico
precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho.
Por fim a alternativa (E), errada, traz texto que procura confundir o candidato, pois faz um jogo de palavras que deturpa o sentido da disposição do item 7.2.4, qual seja:
"7.2.4 O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à
saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR."
Conforme veremos adiante, será fundamental para o planejamento do PCMSO a correta elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais -PPRA - , objeto da NR-9.
5. (AOCP_ENFERMEIRO DO TRABALHO_FESF/BA_2010) Em relação ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), assinale a alternativa correta.
(A) Com relação à possibilidade de exposição acidental aos agentes biológicos, não há necessidade de constar do PCMSO procedimentos e informações relativos à situações que possam resultar na exposição acidental a agentes biológicos.
(B) Os trabalhadores potencialmente expostos devem ter acompanhamento de saúde com especificidade para o risco a que estão submetidos compreendendo apenas a anamnese clínica e exame físico.
(C) Não é de responsabilidade do PCMSO o programa de vacinação dos trabalhadores, enfatizando-se que o acompanhamento da situação vacinal é de responsabilidade do próprio trabalhador.
(D) A elaboração e implementação do PCMSO devem estar embasadas na identificação dos riscos à saúde dos trabalhadores prevista no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).
(E) Os acidentes com material biológico devem ser considerados de caráter leve, pois os resultados do tratamento profilático são mais eficientes quando o atendimento e a adoção das medidas pertinentes ocorrem depois do período onde ocorreu o acidente.
Está correta a alternativa (D), que é o gabarito da questão.
Apesar de o enunciado falar do PCMSO, a questão traz alternativas que demandam conhecimentos que não constam da NR-7, pois, em relação ao PCMSO de serviços de saúde (hospitais, clínicas, etc.), a NR-32 traz regras adicionais.
Vimos que o PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da saúde dos trabalhadores, e deve estar articulado com o disposto nas demais NR.
É importantíssimo que haja integração entre PCMSO e PPRA, de modo que, para a elaboração do PCMSO, tenha havido estudo prévio dos riscos identificados no PPRA. Após a identificação dos riscos mapeados no PPRA é que se poderá definir os exames clínicos e complementares a que os trabalhadores deverão ser submetidos no âmbito do PCMSO.
As demais alternativas serão abordadas em momento oportuno.
6. (VUNESP_MEDICO DO TRABALHO_CEETEPS_2009) O empregador poderá contratar médico de outra especialidade, que não a de Médico do Trabalho, para coordenar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), quando
(A) todos os trabalhadores da empresa forem do gênero feminino. (B) quando a empresa estiver classificada em grau de risco zero. (C) quando a empresa contar com até 10 empregados.
(D) inexistir médico do trabalho na localidade onde está instalada a empresa. (E) fizer parte do acordo coletivo com o sindicato da categoria dos empregados.
Em face dos comentários anteriores, vemos que a alínea e) do item 7.3.1 responde nossa questão, cujo gabarito é a alternativa (D).
O fato de todos os trabalhadores da empresa serem do sexo feminino não muda em nada a regra quanto à especialidade do coordenador do PCMSO.
O Quadro I da NR-4 classifica as empresas nos graus de risco 1, 2, 3 ou 4. Não existe grau de risco zero.
A alternativa (C) também traz regra que não existe, pois a possibilidade de um médico que não é especializado em medicina do trabalho coordenar o Programa depende unicamente de inexistir médico do trabalho na localidade onde está instalada a empresa.
Por fim, a alternativa (E) propõe regra que não existe. No início da NR (item 7.1.2) há previsão no sentido de que a Norma "estabelece os parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO,
podendo os mesmos ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho".
7. (FEPESE_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_CASAN/SC_2008) Assinale a alternativa correta.
O PCMSO deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos exames médicos: admissional; periódico; de retorno ao trabalho; demissional e de: a. ( ) avaliação física.
Questão fácil, que não entra nos detalhes mais complexos sobre os exames médicos ocupacionais. De acordo com a NR-7, o gabarito da questão é a alternativa (D).
Como comentamos anteriormente, nem toda alteração da atividade do trabalhador demanda a realização do exame de mudança de função.
8. (FCC_MEDICO DO TRABALHO_TRT23_2007) Segundo a NR-7, o exame médico periódico para os trabalhadores entre 18 e 45 anos de idade, sem exposição a riscos, deve ser feito a cada
(A) 6 meses. (B) 1 ano.
(C) 1 ano e 6 meses. (D) 2 anos.
(E) 3 anos.
Os exames periódicos se realizam, na faixa etária do enunciado, a cada 2 (dois) anos. O gabarito da questão é a alternativa (D). Se for um trabalhador de, por exemplo, 20 (vinte) anos, portador de doença crônica, a periodicidade seria de um ano ou intervalo menor. Como a questão não entrou em detalhes, vale a regra geral.
Para casos específicos, independentemente da idade, a periodicidade dos exames médicos deve ser reduzida. Se um trabalhador de 30 anos, por exemplo, está exposto a Tolueno (substância que afeta o sistema nervoso e está presente na cola de sapateiro, solventes, resinas, etc), a periodicidade de avaliação de exame de urina deverá ser, no mínimo, semestral.
9. (FCC_MEDICO DO TRABALHO_TRE/SP_2006) O exame admissional deve ser realizado
(A) após a contratação e antes do primeiro exame periódico. (B) antes que o trabalhador assuma suas funções.
(C) após o período de experiência na empresa.
(D) no período de experiência do trabalhador na empresa. (E) até 1 mês após a contratação.
Pelo exposto, e tendo em vista o item 7.4.3.1 da NR, a avaliação clínica no exame médico admissional deverá ser realizada antes que o trabalhador
assuma suas atividades. Sendo assim, o gabarito da questão é a alternativa
(B).
Diversas questões sugerem que o exame médico admissional deve ser realizado antes do contrato de trabalho ou antes da assinatura da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS. Ambas estão erradas, pois a NR é
10. (ESAF_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_MPU_2004) O PCMSO - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional - deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos exames médicos. Os exames médicos compreendem uma avaliação clínica e exames complementares. Assinale a opção que não contenha corretamente um exame médico, definido conforme a Norma Regulamentadora 07, do Ministério do Trabalho e Emprego. a) Exame admissional, a ser realizado antes que o trabalhador assine o contrato de trabalho.
b) Exame periódico, a ser realizado a cada dois anos, para os trabalhadores entre dezoito anos e quarenta e cinco anos de idade.
c) Exame de retorno ao trabalho, a ser realizado obrigatoriamente no primeiro dia de volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 dias, por motivo de doença, acidente ou parto.
d) Exame de mudança de função, a ser realizado obrigatoriamente antes da data de mudança.
e) Exame demissional, a ser realizado até a data da homologação, desde que o último exame Ocupacional tenha sido realizado há mais de 135 dias.
Em face das explicações anteriores e das informações sintetizadas na tabela, vemos que há erro na alternativa (E), que é o gabarito, por estar equivocadamente apresentando apenas uma das periodicidades previstas para o exame médico periódico (faltou citar os 90 dias para empresas de grau de risco 3 e 4 do Quadro I da NR-4).
11. (FCC_MEDICO DO TRABALHO_TRT23_2007) Sobre o PCMSO pode-se afirmar que
(A) ao retornar ao trabalho, os trabalhadores que se ausentaram por mais de 15 dias deverão passar por exame médico.
(B) a realização do exame sempre estará a cargo de um médico do trabalho contratado pela empresa.
(C) o trabalhador que for mudar de função tem até 30 dias para passar por exame médico de mudança de função.
(D) considera as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores.
(E) a norma regulamentadora que dispõe sobre o programa é soberana e encerra, em si própria, as atividades da saúde do trabalhador.
Já vimos que o exame de retorno ao trabalho deve ocorrer no primeiro dia de volta ao trabalho, quando a ausência for igual ou superior a 30
(trinta) dias pelos motivos de doença, acidente ou parto (item 7.4.3.3). Já o
exame de mudança de função será obrigatoriamente realizado antes da data
da mudança (item 7.4.3.4). Com isso vemos que as alternativas (A) e (C)
estão incorretas.
profissional médico familiarizado com os princípios da patologia ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as condições de trabalho e os riscos a que está ou será exposto cada trabalhador da empresa a ser examinado (item 7.3.2.a).
Além disso, como vimos no estudo do item 7.3.1.e, pode haver empresas em que o coordenador do PCMSO não é médico do trabalho, e este realizará exames ocupacionais.
Adicionalmente a isso, há previsão (item 7.3.2.b) para que exames sejam realizados por profissionais e entidades que não integrem os quadros da empresa.
Desse modo, nem sempre a realização do exame estará a cargo de um médico do trabalho, e nem sempre os exames serão realizados por médicos contratados pela empresa.
A alternativa (D), que está correta e é o gabarito da questão, aborda o multicitado item 7.2.2 da NR, que estabelece que "o PCMSO deverá considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de
trabalhadores, privilegiando o instrumental clínico-epidemiológico na
abordagem da relação entre sua saúde e o trabalho."
Por fim, é evidente que a NR-7, apesar de normatizar diversos aspectos, não encerra, em si própria, as atividades da saúde do trabalhador. Há diversos outros normativos que tratam da saúde do trabalhador, estando portanto a alternativa (E) incorreta.
12. (ESAF_MEDICO DO TRABALHO_MPU_2005) Em relação ao desenvolvimento do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), é incorreto afirmar que
a) o coordenador do PCMSO poderá ser um médico de qualquer especialidade, desde que demonstrada a inexistência de médico do trabalho na localidade. b) o exame admissional deverá ser realizado antes de o trabalhador assumir suas atividades na empresa.
c) o custeio do exame médico admissional deve ser feito pelo empregador e não pelo empregado.
d) o atestado de saúde ocupacional deverá ser preenchido a cada exame realizado (admissional, periódico etc), em duas vias, sendo uma entregue ao trabalhador, mediante recibo.
e) é obrigatória a realização do exame médico de retorno ao trabalho no primeiro dia de volta ao trabalho, sempre que o trabalhador se ausentar do trabalho por 30 ou mais dias.
13. (CESGRANRIO_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO JUNIOR_ TERMOCEARÁ_2009) Carlos era auxiliar de produção da fábrica de canetas
Kekor Ltda. Após conclusão do curso de Operador de Empilhadeira, a empresa o transferiu do setor de montagem para o de estoque, no qual passaria a ser operador de empilhadeira. A transferência implicou que Carlos fosse encaminhado ao Médico do Trabalho, para que fizesse o exame
(A) de rotina.
(B) de mudança de função. (C) de retorno ao trabalho. (D) admissional.
(E) periódico.
Pelo enunciado vemos que Carlos passou a laborar em setor e atividades diferentes. Com as mudanças, a Banca quis deixar claro que o empregado
passaria a ficar exposto a risco(s) diferente(s) do(s) que estava exposto antes da mudança, condição necessária para tornar obrigatória a
realização de exame médico de mudança de função. Assim, o gabarito da questão é a alternativa (B).
14. (FCC_MEDICO DO TRABALHO_METRÔ/SP_2009) Para trabalhadores cujas atividades envolvem riscos discriminados nos quadros I e II da NR-7, chumbo e cádmio, por exemplo, os exames médicos complementares deverão ser executados e interpretados com base nos critérios constantes dos referidos quadros. A periodicidade da avaliação dos indicadores biológicos deverá ser, no mínimo,
(A) anual, se assim for estabelecido pelo médico coordenador.
(B) a cada dois anos, dependendo da faixa etária do trabalhador exposto. (C) trimestral.
(D) semestral.
(E) a critério do médico examinador.
Essa questão se relaciona a exames médicos complementares, cujos prazos não estão descritos no quadro anteriormente apresentado. O gabarito é (D).
Nesses casos a NR apresenta regra específica, qual seja:
"7.4.2.1 Para os trabalhadores cujas atividades envolvem os riscos discriminados nos Quadros I e II desta NR, os exames médicos
complementares deverão ser executados e interpretados com base nos
critérios constantes dos referidos quadros e seus anexos. A periodicidade de avaliação dos indicadores biológicos do Quadro I deverá ser, no mínimo,
semestral, podendo ser reduzida a critério do médico coordenador, ou por
15. (FCC_MEDICO DO TRABALHO_TRE/PB_2007) O exame médico demissional será obrigatoriamente realizado até a data da homologação desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de
(A) 180 dias para as empresas de grau de risco 1. (B) 135 dias para as empresas de grau de risco 2. (C) 120 dias para as empresas de grau de risco 3. (D) 90 dias para empresas de grau de risco 1 e 2. (E) 60 dias para empresas de grau de risco 3 e 4.
O gabarito da questão é a alternativa (B).
De acordo com o item 7.4.3.5, tal exame será obrigatoriamente realizado, até a data da homologação, desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de:
1) 135 (centro e trinta e cinco) dias para as empresas de grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro I da NR-4;
2) 90 (noventa) dias para as empresas de grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro I da NR-4.
Lembrando apenas que, conforme disposto nos itens 7.4.3.5.1 e 7.4.3.5.2, os prazos de 135 e 90 dias podem ser ampliados pelo seu dobro em decorrência de negociação coletiva, assistida por profissional indicado de comum acordo entre as partes ou por profissional do órgão regional competente em segurança e saúde no trabalho.
16. (CONSULPLAN_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_ CHESF_2007) O PCMSO deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos exames médicos admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho, de mudança de função e demissionais. O exame médico periódico para trabalhadores expostos a riscos ou a situações de trabalho que impliquem o desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional (exceto os trabalhadores expostos a condições hiperbáricas), deverá ser realizado:
A) A cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico encarregado ou se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho.
B) A cada semestre ou a intervalos menores, a critério do médico encarregado ou se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho.
C) A cada semestre ou a intervalos maiores, não excedendo a um ano, a critério do médico encarregado ou se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho.
D) A cada ano ou a intervalos maiores, não excedendo a dois anos, a critério do médico encarregado ou se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho.
inspeção do trabalho, ou ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho.
O gabarito da questão é a alternativa (A).
Essa questão explora os casos específicos do exame médico periódico. Relembrando o que havíamos comentado anteriormente, há 2 situações que fogem à regra de definição da periodicidade do exame médico periódico de acordo com a faixa etária (entre 18 e 45 anos ou fora deste intervalo), quais sejam: o caso dos trabalhadores sujeitos a condições hiperbáricas (situação que o enunciado ressalvou), e o caso dos trabalhadores portadores de
doenças crônicas ou expostos a riscos e situações que impliquem no desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional.
Nesse último caso, o 7.4.3.2.a define que os exames médicos periódicos devem ser realizados a cada ano ou intervalos menores nas seguintes situações:
a) a critério do médico encarregado;
b) quando notificado pelo médico agente de inspeção do trabalho; e c) como resultado de negociação coletiva de trabalho.
17. (VUNESP_TECNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_CETESB_2009) Os exames médicos admissional, periódicos, demissional, no retorno após 30 dias ou mais de afastamento, e na mudança de função do empregado devem ser realizados
(A) em unidades ambulatoriais de saúde do Município em que a empresa está em funcionamento.
(B) em unidades ambulatoriais de saúde do Estado em que a empresa está em funcionamento.
(C) no serviço próprio de assistência médica à saúde do trabalhador da empresa ou custeada pelo empregador e serem feitos em outro local.
(D) de acordo com as possibilidades do empregado, que deverá custear a consulta e exames médicos.
(E) em unidades do INSS para que o trabalhador não perca seus direitos à previdência social.
Como vimos, os exames clínicos e complementares do PCMSO devem ser custeados pelo empregador; nos termos da NR, "compete ao empregador custear, sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao PCMSO" (item 7.3.1.b).
Desse modo, vemos que o gabarito da questão é alternativa (C).
18. (AOCP_TECNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_ITAIPU BINACIONAL_2009) Segundo o Item 7.4.4 da NR 7, para cada exame médico realizado, o médico deverá emitir um documento denominado de
(A) atestado médico de saúde ocupacional.
(B) ficha de controle médico de saúde ocupacional. (C) prontuário médico de doenças pré existentes. (D) prontuário médico de doenças ocupacionais. (E) fichário de doenças ocupacionais pré existentes.
Questão bastante simples para iniciarmos o estudo do Atestado de
Saúde Ocupacional - ASO, documento tratado no item 7.4.4 a 7.4.4.4 da
Norma.
"7.4.4 Para cada exame médico realizado, previsto no item 7.4.1, o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional - ASO, em 2 (duas) vias."
De imediato, vemos que o gabarito é a alternativa (A). A NR não cita o "médico", mas não há dúvida de que é a alternativa mais correta.
O ASO é, portanto, um documento que materializa o resultado do exame médico-ocupacional que virá a tornar o empregado apto ou inapto para determinada função em virtude dos riscos ocupacionais existentes no ambiente laboral.
19. (FEPESE_ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_UDESC_2010) A cada exame médico, previsto na NR-7, o médico emitirá um:
a. ( ) Análise da Saúde Ocupacional (ASO). b. ( ) Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). c. ( ) Alteração de Saúde Ocupacional (ASO). d. ( ) Anamnese de Saúde Ocupacional (ASO). e. ( ) Aprovação para o Serviço Ocupacional (ASO).
Questão não menos simples, cujo gabarito é a alternativa (B).
20. (CESGRANRIO_ENFERMEIRO DO TRABALHO JUNIOR_PETROBRAS_2008) Para cada exame médico obrigatório realizado pelo PCMSO, o médico emitirá Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) em
(A) uma via, que ficará arquivada no local de trabalho. (B) uma via, que será entregue ao trabalhador.
(C) duas vias, em que a primeira ficará arquivada no local de trabalho e a segunda será entregue ao trabalhador.
(D) duas vias, em que a primeira ficará arquivada no local de trabalho e a segunda enviada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Conforme item 7.4.4, o Atestado de Saúde Ocupacional - ASO deve ser emitido em 2 (duas) vias, sendo uma delas arquivada no local de trabalho e a outra entregue ao trabalhador, mediante recibo. Seguem os itens correspondentes da NR:
"7.4.4.1 A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho.
7.4.4.2 A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via."
Assim, o gabarito da questão é a alternativa (C), que é a mais correta, apesar de não ter mencionado que a via do trabalhador será entregue mediante recibo na primeira via. O recibo será a maneira de a empresa comprovar, perante a fiscalização trabalhista, que entregou uma via do Atestado ao trabalhador.
21. (AOCP_TECNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO_ELETROSUL_2008) Para cada exame médico realizado, seja admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função ou demissional, o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), em duas vias. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma anotação obrigatória que a ASO deve conter.
a) Nome completo do trabalhador.
b) Riscos ocupacionais específicos existentes, ou ausência deles, na atividade do empregado.
c) Indicação dos procedimentos médicos aos quais o trabalhador foi submetido.
d) Salário nominal do trabalhador e adicionais de insalubridade e/ou periculosidade, quando houver.
e) Definição de apto ou inapto para a função específica que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu.
De acordo com o item 7.4.4.3 da NR, o ASO deve conter, no mínimo, nome completo, RG e função do trabalhador, nome e CRM dos médicos Coordenador (quando houver) e encarregado do exame (para o encarregado inclui-se ainda endereço ou forma de contato), indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, definição de APTO ou INAPTO para a função específica e indicação dos riscos ocupacionais específicos
existentes ou a ausência deles na atividade do empregado.
Segue o item da NR, para conhecimento: "7.4.4.3 O ASO deverá conter no mínimo:
b) os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade do empregado, conforme instruções técnicas expedidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho-SSST;
c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, incluindo os exames complementares e a data em que foram realizados;
d) o nome do médico coordenador, quando houver, com respectivo CRM;
e) definição de apto ou inapto para a função específica que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu;
f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato; g) data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no Conselho Regional de Medicina."
A alternativa correta é a (D), pois salário nada tem a ver com ASO.
Agora que vimos o item 7.4.4.3, que determina o conteúdo mínimo do ASO, é relevante nos perguntarmos: o ASO deve ter CID?
Preliminarmente é importante explicarmos o significado da sigla: CID significa Classificação Internacional de Doenças (do inglês International Classification of Diseases - ICD).
Em resumo, a CID é um código de letras e números. Exemplo: a esquizofrenia, os transtornos esquizotípicos e os transtornos delirantes são classificados sob os códigos F20 a F29 (alguns itens são subdivididos em subitens com F20.1, F20.2, etc)
Retomando a pergunta, deve constar do ASO a CID? Se lermos a NR veremos que ela não estabelece nada quanto a isso. Alguns entendem que deve constar do ASO a CID, para que seja avaliada a freqüência com que ocorrem determinadas doenças nos diversos estabelecimentos e setores da empresa; há também entendimentos em sentido contrário, tendo em vista que a aposição da CID no Atestado poderia expor a terceiros as doenças de que o trabalhador está acometido. Isso porque qualquer pessoa pode ter acesso à CID no site da Organização Mundial da Saúde - OMS:
http://apps.who.int/classifications/apps/icd/icd10online/
Do exposto, podemos concluir que, se a questão objetiva propuser que, conforme a NR-7, a CID é obrigatória nos ASO, ela estará inequivocamente errada.
O ASO pode conter restrições? Exemplo:
O médico pode registrar no ASO do empregado Genival a indicação de que este é apto para a função de encarregado de conferência de materiais com a restrição "evitar manuseio de cargas"?
Neste caso, como no da CID, a NR-7 não menciona proibição da aposição da restrição, e muito menos indica tal procedimento como conteúdo obrigatório do ASO.