Foto 8 – Problemas de acessibilidade em Natal/RN
3 O PROBLEMA DA ACESSIBILIDADE INTRA-URBANA EM NATAL
3.2 AS ENTIDADES REPRESENTATIVAS DAS PESSOAS COM
PÚBLICO MUNICIPAL A ESSE RESPEITO?
Como a presente pesquisa objetivou conhecer quais seriam os motivos do não cumprimento efetivo da Legislação Brasileira de Acessibilidade em Natal na visão dos principais atores sociais envolvidos com essa questão na cidade, a partir desta seção serão apresentados os apontamentos feitos pelos tais sobre esse questionamento, por meio de análises realizadas em três momentos distintos.
A primeira é tratada nesta seção, e diz respeito ao grau de participação proporcionado pelo poder público municipal às entidades representativas das pessoas com deficiência de Natal, nas questões inerentes à acessibilidade arquitetônica e urbanística da cidade.
Em um segundo momento, a próxima seção abordará o modo como essa questão é tratada pelo poder público municipal, isso sob as perspectivas de visões dos agentes públicos municipais responsáveis pelo urbanismo e sistema de transporte público coletivo de Natal e, as dos presidentes das três entidades representativas das pessoas com deficiência de maior relevância no estado.
Já a seção subsequente a essa apresentará os apontamentos feitos por seis grupos de atores sociais que possuem relação direta com essa questão em Natal, sobre o que consideram constituir os principais motivos da baixa efetividade das políticas públicas de acessibilidade nessa cidade.
Segundo Harvey (2014) o direito à cidade constitui um direito coletivo da população, que tem como uma de suas principais finalidades garantir à mesma o
controle dos rumos da cidade, ou seja, entregar à esta o poder de configurar as características da vida urbana cotidiana e o tipo de cidade onde realmente se deseja viver.
No contexto brasileiro, o Estatuto da Cidade foi o resultado de décadas de militâncias dos movimentos sociais e urbanos em prol da efetivação do direito à cidade no país, o qual no inciso II de seu Art. 2o determina que a política urbana deverá ter como uma de suas diretrizes a promoção da “[...] gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano”.
Isso tudo em consonância com o Art. 4o do Decreto nº 5.296/2004 que regulamenta as leis federais de acessibilidade nº 10.048/2000 e nº 10.098/2000, o qual determina que as entidades representativas das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida possuem legitimidade para acompanhar todo esse processo e sugerir medidas que dizem respeito às observâncias das normativas de acessibilidade arquitetônica e urbanística nos aspectos gerais da cidade.
Por esse motivo, tendo em vista confrontar essas teorias com a realidade, foram entrevistados os presidentes das três associações de maior relevância do estado do Rio Grande do Norte, que há décadas desenvolvem trabalhos de reabilitação, assistência e luta pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência da cidade de Natal: 1) José Odon Abdon, presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Estado do Rio Grande do Norte – ADEFERN; 2) Ronaldo Tavares da Silva, presidente da Sociedade dos Cegos do Rio Grande do Norte – SOCERN; e 3) Murilo Celeste Barros, presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE/NATAL, obtendo-se dessas entrevistas os seguintes resultados.
ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES FÍSICOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – ADEFERN
José Odon Abdon, presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Estado do Rio Grande do Norte – ADEFERN, entidade que possui trinta e seis anos de atuação em Natal, fez duras críticas ao poder público municipal sobre o não
atendimento de suas solicitações sobre os problemas de acessibilidade dessa cidade.
Nós vivemos no estado onde a vaidade impera com maior potencialidade, que é aqui no estado do Rio Grande do Norte [...] Então, quando sai alguma coisa de uma instituição, por exemplo, como a nossa, é uma dificuldade muito grande de alguém que está num cargo comissionado, por exemplo, ou mesmo secretário, ou mesmo um político, querer aceitar. Porque eles se acham mais importantes do que quem está atrás de um birô dirigindo uma associação de deficientes. [...] Primeiro, o poder público quando quer tomar qualquer decisão ele não nos consulta. Só tem gênios lá dento, só tem gênios! Vou dar quatro exemplos a você: por exemplo, as ciclovias nas praias urbanas de Natal, alguém já olhou ali que fizeram uma ciclovia onde cercaram tudo com um paredão de cinquenta centímetros? Colocaram parada de ônibus aonde uma pessoa com cadeira de rodas ou muletas não pode ter acesso ao ônibus, tem que andar um quilômetro, sair da ciclovia pra pegar o ônibus. Estacionamentos, vamos lá! Nós só tínhamos dois estacionamentos privativos para automóveis de pessoas com deficiência no centro da cidade, de fronte ao Banco do Brasil e na João Pessoa, foram retirados, é carga e descarga hoje! Quer dizer, há um flagrante desrespeito às pessoas com deficiência, e ninguém ouve! Eu tenho documentos aqui que eu encaminhei pra eles, eu encaminhei tudo! (ABDON-ENTREVISTA 2, 2017).
O presidente da ADEFERN destacou que os associados desta enfrentam barreiras à acessibilidade presentes nas ruas e entorno dessa entidade, como falta de pavimentação e inadequação das calçadas, o que dificulta o processo de deslocamento de cadeirantes e muletantes6, os quais são forçados a percorrerem cerca de trezentos metros, do ponto de ônibus mais próximo até essa associação, nessas más condições de acessibilidade.
Isso tudo, mesmo já tendo sido enviados quatro ofícios por essa entidade à Prefeitura Municipal de Natal, onde essa situação foi explicada e, solicitada então a adoção das medidas necessárias para a resolução desse problema, porém, tal demanda não foi atendida até os dias atuais.
A gente já pediu pra asfaltarem isso aqui, a Prefeitura faz ouvido de mercador, não tá nem aí, não tá se preocupando! Sabe quando iria se preocupar? Quando um filho de um dirigente, de um secretário, se tornasse deficiente, tivesse que necessitar dos serviços aqui da associação, aí ele iam se preocupar em asfaltar! Então, essa questão de acessibilidade, o poder público não olha muito pra isso não, eles tão pouco se lixando pra isso! (ABDON-ENTREVISTA 2, 2017).
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Pessoa com certo grau de dificuldade de locomoção que faz uso para o tal de equipamento(s) de apoio denominado(s) muleta(s), sendo esta(s) do tipo “axilar” ou “canadense”.
O entrevistado também criticou a atuação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo - SEMURB no tocante aos problemas de acessibilidade existentes nos prédios de Natal, onde frisou que os mesmos foram várias vezes dados a conhecer a este órgão público, por meio de reclamações feitas pelas principais entidades representativas das pessoas com deficiência de Natal em audiências públicas, destacando que mesmo depois disso não foram adotadas ações efetivas nesse aspecto em muitos dos prédios novos da cidade.
Quando questionado sobre o atendimento por parte do poder público municipal das reivindicações feitas pela sua associação sobre o problema da falta de acessibilidade no Sistema de Transporte Público Coletivo de Natal, fez as seguintes declarações.
Ora, eu participei de uma audiência pública onde se debateu incisivamente essa questão de acessibilidade; os ônibus segundo a lei vigente no país têm que sair de fábrica já acessíveis; se discutiu amplamente a questão do piso baixo, eu participei de seis reuniões nesse sentido; aí o governo municipal vetou a questão do piso baixo! As empresas tão pouco se lixando pra isso! (ABDON-ENTREVISTA 2, 2017).
José Odon Abdon finalizou afirmando categoricamente que as reivindicações inerentes às questões de acessibilidade feitas pela Associação dos Deficientes Físicos do Estado do Rio Grande do Norte – ADEFERN ao poder público municipal e aos seus respectivos órgãos, quase nunca são atendidas e, quando o são se mostram insuficientes para garantir o direito de ir e vir das pessoas com deficiência de Natal.
Por outro lado, elogiou a atuação do Ministério Público Estadual – MPRN, que a seu ver tem sido um importante aliado das entidades representativas das pessoas com deficiência na busca pela garantia do cumprimento da Legislação Brasileira de Acessibilidade na cidade.
SOCIEDADE DOS CEGOS DO RIO GRANDE DO NORTE – SOCERN
Ronaldo Tavares da Silva, presidente da Sociedade dos Cegos do Rio Grande do Norte – SOCERN, entidade com vinte e um anos de atuação em Natal, lamentou o fato de que mesmo depois de muitas reivindicações feitas pela sua
entidade ao poder público municipal, em prol da implementação do “piso baixo” no Sistema de Transporte Público Coletivo da cidade, não se obteve o atendimento dessa demanda.
Lutamos pelo piso baixo na questão do transporte coletivo, porque não entendemos como um transporte se diz acessível e, por exemplo, para a pessoa com deficiência visual, em uma parada de ônibus ela depende da ajuda de terceiros! Nós só entendemos que o transporte é verdadeiramente acessível quando tivermos um sistema de voz semelhante ao metrô que fale o destino do ônibus quando ele parar num determinado ponto de ônibus, fale e mais, não somente em voz, mas também em aplicativos de celulares,
tablets e assim sucessivamente, fazendo uso das tecnologias, e isso nós
entendemos que será a redenção da pessoa com deficiência visual, porque não vai apenas tão somente nos beneficiar, irá também contribuir em muito para a mobilidade das pessoas idosas, das pessoas analfabetas, das pessoas que enfim têm dificuldade de saberem o destino do transporte, e isso é custo praticamente zero! Existem programas nas universidades amplamente disponíveis pra que, quando o ônibus parar que abrir a porta seja emitido um sistema sonoro. Enfim, isso vai garantir a acessibilidade além do “bip” que já colocamos nas catracas, porque anteriormente Eduardo, nós quando íamos passar a roleta, nós ficávamos presos, e hoje não, quando a gente insere o cartão na máquina, isso me refiro à pessoa com deficiência visual que usa o Cartão Gratuidades, é emitido dois “bips”, informando que a passagem está liberada. […] Resumindo tudo: o que nós queremos é o direito de ir e de vir, desde a nossa casa, até o trabalho, até a escola, enfim, até o lazer, garantindo qualidade de vida e cidadania plena. (SILVA-ENTREVISTA 3, 2017).
O presidente da SOCERN também declarou que apesar de fazer parte do Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana – CMTMU, órgão colegiado de controle social das questões inerentes à mobilidade urbana de Natal, e ter acesso a algumas tomadas de decisões neste aspecto, até então isso se dá informalmente, nunca tendo sido a entidade que preside consultada formalmente por algum órgão público municipal ou estadual sobre as intervenções realizadas na cidade.
O que é lamentável, porque mesmo a gente estando em um órgão desses é importante que haja essa interação com a entidade. Eu acredito que talvez falte um certo amadurecimento do poder público no nosso país sobre a questão da acessibilidade para com as pessoas com deficiência, e isso não é uma questão que nós apenas temos esse demérito de não sermos consultados, a ADEFERN também não é na maioria dos casos, outras organizações também não são consultadas na maioria dos casos! Lamentavelmente, quando a gente vai se deparar, geralmente é com o “tele pronto”7
, e o que muito nos aborrece até! Por quê? Porque nós temos que
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Um tipo de consulta top down, onde as entidades representativas seriam convidadas apenas para apreciar o projeto ou seu resultado já prontos.
participar no nascedouro da discussão, eu acredito que quando um órgão recebe uma solicitação de uma pessoa com deficiência visual, física, dizendo, por exemplo, que aquela parada de ônibus não é legal ali onde ela está, que poderia vir para próximo da casa da pessoa, desde que não vá mudar a malha viária, que essa questão não vai trazer transtorno ao ônibus, eu acredito que não há nada que impeça mudar essa parada. Se não vai mudar o trajeto praticamente, se não vai trazer nenhum transtorno, por que não rever isso. Então, resumindo a ópera, poucas vezes nós fomos consultados, na maioria das vezes não somos! […] Nós lutamos muito pelos sinais sonoros, que são aqueles sinais que fazem um barulho para que a pessoa com deficiência possa atravessar, especialmente visual, lógico, e o que foram colocadas foram duas botoeiras que não são sinais sonoros, são paliativos. Mas nós temos cobrado desde várias gestões, não somente nesta atual, nós não nos referimos a pessoas, nos queremos saber do poder público como um todo, então, há muito tempo que nós cobramos, e os sinais sonoros, infelizmente, parece que eles ainda vêm em Júpiter ou em Marte, porque eles não chegam, sempre estão em estudo, estão para serem licitados, e infelizmente as coisas andam a passos lentíssimos, ou até a passos, quem sabe, de tartaruga. (SILVA-ENTREVISTA 3, 2017).
Ronaldo Tavares ressaltou que considera o Sistema de Transporte Público Coletivo de Natal o aspecto com os maiores déficits de acessibilidade na cidade, apontando as barreiras atitudinais dos agentes que compõem as esferas decisórias dessa área como a principal causa deste problema, pois, na sua visão, as intervenções em acessibilidade não demandam investimentos muito altos, mas sim um maior amadurecimento e conscientização sobre a imprescindibilidade da promoção da acessibilidade como fator de inclusão para a pessoa com deficiência.
ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS - APAE/NATAL
Por último, o Dr. Murilo Celeste Barros, presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE/NATAL, entidade que atua na cidade de Natal há mais de cinco décadas, declarou que a mesma estabelece uma boa relação com os órgãos públicos municipais, no tocante às suas reinvindicações que envolvem a questão da acessibilidade.
Quando o nosso aluno tem dificuldade de transferência, de vir de casa, tem um transporte que vai o apanhar em casa e o traz aqui para APAE, o PRAE8, esse funciona, e funciona muito bem! Os motoristas são
8 PRAE - Programa de Acessibilidade Especial Porta a Porta, serviço gratuito de transporte porta a porta,
destinado a pessoas com mobilidade reduzida que residam na cidade de Natal-RN cadastrados nesse programa, resultado de uma parceria firmada entre a Secretaria Municipal de Saúde - SMS, a Secretaria Municipal de
espetaculares, tratam os meninos bem, ajudam, participam, são bem capacitados! Em relação ao atendimento das demandas da instituição, isso funciona, e merece aplausos, e Deus queira que não piore (risos), que não venha baixar a qualidade do atendimento! (BARROS-ENTREVISTA 4, 2017).
O presidente da APAE/NATAL declarou ainda que a entidade estabelece uma boa linha de comunicação e relação com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana – STTU.
Eles prestam uma boa assistência, nisso ai nós não temos do que reclamar, tanto os ônibus de linha como os do PRAE prestam um ótimo serviço! [...] Eles são sensíveis, conhecem o nosso trabalho, o visitam e estão sempre em contato conosco. Quando há qualquer problema é resolvido tranquilamente. (BARROS-ENTREVISTA 4, 2017).
Por fim, o Dr. Murilo declarou que, apesar desse bom relacionamento que a sua entidade mantém com o poder público municipal, geralmente este não consulta a mesma nas intervenções que realiza nos aspectos gerais da cidade.
ANÁLISE DOS RESULTADOS 01:
Como esta seção apresentou as perspectivas de visões dos presidentes das três entidades representativas de pessoas com deficiência de maior relevância no estado do Rio Grande do Norte, sobre até que ponto o Poder Público Municipal de Natal atende as suas reivindicações ou lhes consulta sobre as questões de acessibilidade na cidade, alcançamos assim o primeiro objetivo específico desta pesquisa, obtendo os seguintes resultados.
Mobilidade Urbana - STTU e o SETURN - Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal.
Tabela 3 – Modo como o Poder Público Municipal de Natal trata as questões de acessibilidade junto
às Entidades Representativas das Pessoas com Deficiência dessa cidade.
Como o Poder Público Municipal de Natal trata a acessibilidade
junto as Entidades de PCDs
N %
Sempre atende as reivindicações 1 33,33%
Nunca atende as reivindicações 2 66,7%
Nunca consulta as entidades 3 100%
Total 3 100%
Fonte: Dados da pesquisa (2018).
Diante desses resultados, pudemos verificar que a maioria das entidades representativas pesquisadas geralmente não tem as suas reivindicações inerentes à acessibilidade atendidas pelo Poder Público Municipal de Natal e, na sua totalidade não são ao menos consultadas por este a esse respeito.
Como o direito à cidade passou a integrar a categoria dos direitos coletivos e difusos no Brasil a partir da entrada em vigor do Estatuto da Cidade no ordenamento jurídico brasileiro, onde o mesmo determina em seu Art. 2 e inciso II que a política urbana deverá ter como uma de suas diretrizes principais a promoção da gestão democrática da cidade, por meio da viabilização da participação da população e de suas associações representativas no processo de formulação, execução e acompanhamento dos planos, programas e projetos voltados ao desenvolvimento urbano, esse modo de tratamento dado às entidades representativas das pessoas com deficiência de Natal acaba violando tal direito.
Entra ainda em total discrepância com o Art. 4o do Decreto nº 5.296/2004 que regulamenta as leis federais de acessibilidade 10.048 e 10.098 de 2000, que determina a imprescindibilidade da participação das entidades representativas das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida no acompanhamento de todo esse processo, para que seja garantida a observância da questão da acessibilidade desde o seu nascedouro.
Segundo Ostroff (2001) a consideração da acessibilidade deve constituir uma das principais exigências norteadoras das decisões de projetos, não devendo ser considerada apenas após estas serem tomadas.
Mas essa postura do Poder Público Municipal de Natal acaba situando a observância da acessibilidade como medida alternativa ao invés de uma prioridade de gestão, o que pôde ser observado nos relatos das cinquenta e nove pessoas com deficiência apresentados na seção anterior deste estudo, e também nos da maioria dos presidentes de entidades representativas aqui abordados.
Tudo isso indica que existem fortes indícios de que a hipótese levantada na fase embrionária desta pesquisa, de que geralmente as entidades representativas das pessoas com deficiência de Natal não são atendidas ou mesmo consultadas pelo Poder Público Municipal dessa capital nas questões inerentes à acessibilidade, esteja confirmada.
3.3 COMO A QUESTÃO DA ACESSIBILIDADE É TRATADA NOS ÓRGÃOS