4 REFERENCIAL TEORICO
5.3 AS FONTES DO ESTUDO
Para a coleta de dados deste estudo foram utilizadas fontes orais e fontes documentais que, neste caso, são consideradas fontes primárias.
A palavra fonte é uma metáfora que significa bica d'água, a origem de tudo. Assim como das fontes de água, das fontes históricas jorram informações a serem usadas pelo historiador. São reconhecidas como fontes esculturas, edifícios, papéis tudo o que possa trazer informação, capaz de trazer novos dados (PINSKI et al., 2010).
No levantamento das informações o pesquisador precisa distinguir as fontes primárias e as secundárias. As primárias são aquelas informações originais, de contato mais direto com os acontecimentos, como atas, documentos originais, relato de pessoas que testemunharam os fatos. Já as fontes secundárias são aquelas informações adquiridas mediante relatos em textos, livros, periódicos, teses que contenham uma interpretação de quem as escreveu (PADILHA; BORENSTEIN, 2005).
Os participantes deste estudo foram os enfermeiros assistenciais e os enfermeiros professores do Departamento de Enfermagem da UFSC, os quais foram diretores de enfermagem e/ou participaram da construção, implantação e implementação do Processo de Enfermagem do HU-UFSC no período histórico a que se refere o estudo. Além destes, foram incluídos outros enfermeiros que participaram ou fizeram parte do contexto histórico da implantação do Processo de Enfermagem no HU/UFSC entre 1979 e 2004.
Realizamos uma seleção inicial dos participantes tomando como ponto de partida a representação institucional do Departamento de Enfermagem na Comissão de Implantação do Hospital Universitário de Santa Catarina - CIHUSC designada pela Portaria n. 358/79 expedida pelo Reitor Caspar Erich Stemmer; o Documento de Implantação da Consulta de Enfermagem do Ambulatório do HU- UFSC e; também a partir do estudo realizado por Carvalho (2013), o qual historicizou sobre a implantação do Serviço de Enfermagem do HU-UFSC.
Alguns participantes foram pré-selecionados devido aos cargos que ocuparam no período histórico estudado, como as enfermeiras docentes Diretoras de Enfermagem do HU-UFSC.
Os demais foram identificados a partir de uma entrevista de cunho exploratório, denominada de ponto zero, cujo objetivo foi mapear o campo e colher ideias e informações (ALBERTI, 2005). Realizamos esta entrevista com a enfermeira docente Lidvina Horr que foi a primeira professora a ocupar o cargo de chefe da Divisão de Pacientes Internos (DPI) do HU-UFSC e membro da CIHUSC, devido ao seu papel de liderança no processo de implantação do Processo de Enfermagem, pois de acordo com Alberti (2005) a escolha dos participantes na pesquisa histórica deve ser estabelecida a partir da posição do entrevistado no grupo e do significado de sua experiência.
Ressaltamos que no decorrer das entrevistas outros nomes de pessoas que exerceram papel significativo na implantação e implementação do Processo de Enfermagem do HU-UFSC foram citados. Neste caso foram avaliados e quando julgado pertinente, incluídos dentre os participantes deste estudo. É importante destacar também que, mediante avaliação realizada na fase das entrevistas, alguns dos sujeitos previamente selecionados foram excluídos do rol de entrevistados.
Os participantes deste estudo preencheram os seguintes critérios de inclusão: ser enfermeiro assistencial ou enfermeiro
docente do Departamento de Enfermagem e ter trabalhado no HU- UFSC no período histórico estudado, possuir boa memória, referir disponibilidade de tempo e interesse em participar do estudo.
Com base nestes critérios, a seleção realizada inicialmente foi composta por 20 participantes sendo nove enfermeiros docentes e 11 enfermeiros assistenciais, condicionada ao aceite em participar do estudo (Apêndice C). Foram contatados 17 participantes, dos quais três não aceitaram participar do estudo na época da coleta de dados por razões pessoais e familiares. Não conseguimos contato com outros três possíveis participantes, embora tenhamos tentado através de telefone e correio eletrônico, sem haver retorno.
Ademais, durante o trabalho de produção das entrevistas pudemos definir com maior clareza o número de entrevistados necessários, pois na medida em que fomos conhecendo e produzindo as fontes orais do estudo, fomos adquirindo experiência e capacidade para avaliar o grau de adequação do material obtido aos objetivos do estudo.
De acordo com Alberti (2010) é o pesquisador mediante o conhecimento do objeto de estudo, que pode avaliar quando o resultado de seu trabalho com as fontes fornece material suficiente para a construção de uma análise bem fundamentada. Este cita o conceito de ponto de saturação formulado por Daniel Bertaux, de acordo com o qual há um momento em que as entrevistas se repetem, seja no conteúdo, seja na construção da narrativa e, quando isso acontece o autor tem a impressão de que não haverá nada de novo a aprender sobre o objeto do estudo.
Neste estudo, percebemos que o ponto de saturação aconteceu na 12ª entrevista, o que nos impeliu a realizar mais duas entrevistas para confirmar nossa impressão, de acordo com o método da história oral (ALBERTI, 2010).
Assim sendo, os participantes deste estudo totalizaram 14, destes, seis Enfermeiros Docentes do Departamento de Enfermagem da UFSC e oito Enfermeiros Assistenciais.
As fontes orais em relação às entrevistas transcritas foram as seguintes, por ordem de realização:
- Entrevista de Jorge Lorenzetti, enfermeiro docente do Departamento de enfermagem. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 50 minutos. Transcrição: oito páginas. Florianópolis, 17 de novembro de 2014.
- Entrevista de Lidvina Horr, enfermeiro docente do Departamento de Enfermagem. Acervo documental do GEHCES.
Gravação digital com duração de 2 horas e 50 minutos. Transcrição: 13 páginas. Florianópolis, 18 de novembro de 2014.
- Entrevista de Marcia Cruz Gerges, enfermeiro docente do Departamento de Enfermagem. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora e 30 minutos. Transcrição: 13 páginas. Florianópolis, 20 de novembro de 2014.
- Entrevista de Silvana Maria Pereira, enfermeiro assistencial. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora. Transcrição: 13 páginas. Florianópolis, 26 de novembro de 2014. - Entrevista de Salete Virgínia de Souza Sakae, enfermeiro assistencial. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora e 50 minutos. Transcrição: 12 páginas. Florianópolis, 26 de novembro de 2014.
- Entrevista de Tania Soares Rebello, enfermeiro assistencial. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora. Transcrição: 10 páginas. Florianópolis, 27 de novembro de 2014. - Entrevista de Maria Anice da Silva, enfermeiro docente do Departamento de Enfermagem. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora e 20 minutos. Transcrição: 10 páginas. Florianópolis, primeiro de dezembro de 2014.
- Entrevista de Rita Bruno Sandoval, enfermeiro assistencial. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora e 50 minutos. Transcrição: 10 páginas. Florianópolis, dois de dezembro de 2014.
- Entrevista de Alda Isabel da Silveira Melo, enfermeiro assistencial. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora e 30 minutos. Transcrição: 16 páginas. Florianópolis, oito de dezembro de 2014.
- Entrevista de Elizabeth Flor de Lemos, enfermeiro assistencial. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora. Transcrição: 10 páginas. Florianópolis, nove de dezembro de 2014.
- Entrevista de Maria Celecina Antonio, enfermeiro docente do Departamento de Enfermagem. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 2 horas e 30 minutos. Transcrição: 12 páginas. Florianópolis, 12 de dezembro de 2014.
- Entrevista de Margareth Rose Gramkow, enfermeiro assistencial. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 2 horas e 20 minutos. Transcrição: 12 páginas. Florianópolis, quatro de março de 2015.
do Departamento de Enfermagem. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora e 30 minutos. Transcrição: 10 páginas. Florianópolis, oito de março de 2015.
- Entrevista de Maria José da Silveira, enfermeiro assistencial. Acervo documental do GEHCES. Gravação digital com duração de 1 hora e 40 minutos. Transcrição: 12 páginas. Florianópolis, 25 de março de 2015.
Os participantes do estudo estão apresentados a seguir mediante uma breve biografia.