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AS NOVAS CORRENTES DA EDUCAÇÃO

No documento Download/Open (páginas 38-49)

O que chamamos de novas correntes da educação também está dentro de um viés limitado dentro do conjunto de saberes reunidos para o estudo da educação. Todas as correntes, sejam tradicionais, sejam mais atualizadas, sempre concebem a educação para crianças e adolescentes e há poucas correntes que foquem de forma mais consistente o ensino de jovens adultos nas graduações de nível superior. Ficamos discutindo o ensino dentro de determinadas correntes de pensamento e os exemplos são sempre de como ensinar uma criança, ora vista como “tabula rasa”, ora vista como tendo uma sociedade/cultura de onde ela se originou e que tem que ser levada em consideração. Tradicionalmente, pouco se pensa e não se organizam os conhecimentos voltados para a educação do adulto jovem, com técnicas,

estratégias e formatação curricular adequadas a este tipo de formação. Quando temos estudos sobre a base curricular no ensino superior estes são quase sempre reativos à legislação vigente ou a novas aventuras impostas pelo órgão soberano da educação, sempre arraigado em formulações conservadoras e pouco inovadoras. Quando se renova é, de maneira geral, reagindo a lobbys da indústria da educação que vigorou no ensino superior no Brasil na gestão dos últimos mandatários do país.

Mesmo assim, com esta visão não muito otimista das correntes educacionais, fomos buscar tendências mais arejadas no campo das correntes educacionais da modernidade. Nos centramos principalmente as correntes Holísticas – Holismo, Teoria da Complexidade. E as correntes Pós-Modernas, dentre elas o Pós-Estruturalismo, segundo a definição de José Carlos Libâneo:

Quadro 1 - Quadro das correntes pedagógicas contemporâneas.13

O Holismo tem uma abordagem totalizante do aluno, considera a sua formação a partir de uma visão ampla do aluno, não só sua formação intelectual, como a física, a vocacional, a criatividade e os aspectos psicológicos e emocionais. Esta corrente foi formulada por J.P. Miller:

(...)o canadense J.P.Miller:1996 (apud YUS, 2002, p.16), havia utilizado esse termo em seu trabalho sobre “Currículo Holístico”. Para ele, a educação holística esta baseada no principio de interconexão. Desse modo, procura desenvolver visões do ensino e da aprendizagem que estimulem as conexões entre disciplinas e entre aprendizes por várias formas de comunidades. Também procura um equilíbrio dinâmico em situações de aprendizagem,

13 A designação “holísticas” está entre aspas para ressalvar que as correntes mencionadas têm como

característica comum a visão global, total, integral dos fenômenos, o conhecimento em rede, a complexidade, a intersubjetividade, mas há traços em cada uma que lhes dão identidade própria, ainda que algumas realcem aspectos em detrimento de outros, comprometendo o equilíbrio almejado. A Profa. Akiko Santos prefere o termo “hologramáticos”. Nota da publicação original.

entre elementos, tais como o conteúdo e o processo, a aprendizagem e a avaliação, e o pensamento analítico e o criativo. Por último, a educação holística é inclusiva, no sentido de incluir um leque amplo de tipos de estudantes e uma diversidade de visões de aprendizagem, procurando atender as diversas necessidades do aprendizado. (LIBÂNEO; SANTOS, 2010)

A teoria da complexidade parte de ponto de vista semelhante, trabalhando a inter- relação das partes e dialogando entre diferentes modelos de análise. Não só os que são organizados numa lógica de realidade estruturada, busca também a análise do erro, da contradição e da desordem. O mundo real é hoje não linear e cada vez mais desestruturado da lógica cartesiana de causa e efeito.

Inicialmente, podemos observar que, para Edgar Morin, a complexidade exige métodos coerentes e abertos ao inesperado, ao acaso e às emergências. Um método aberto à criatividade, à intuição e à imaginação. Enfim, um método mais de acordo com a dinâmica da vida. Método, para ele, compreendido como caminho que se descobre ao caminhar, podendo, a qualquer momento, decidir por uma nova rota ou bifurcação a ser percorrida. É um método de pesquisa em que sujeito pesquisador temente, criando juntos, sendo coautores do conhecimento, já que nesta tessitura -comum o pesquisador, o objeto pesquisado e processo implicam uma totalidade. Nesse sentido, a pesquisa pressupõem processos de co-construção, de co-criação, de coprodução do conhecimento, em que os elementos constituintes do objeto de pesquisa são também sujeitos, coautores e responsáveis pelo conhecimento que emerge a partir da interação do pesquisador com a sua realidade. São sujeitos coautores da pesquisa em desenvolvimento, pois participam da criação de uma realidade que não existia antes de sua expressão ou criação (MORAES, 2008, p. 104)

O pensamento complexo vai na contra mão das correntes positivistas da Educação, colocando no centro do processo uma dialética de objeto/pesquisador, que pode ser ampliada para o âmbito mais global do processo educacional, na relação professor/aluno, ou de maneira mais abrangente, na relação ensino/educação em síntese com o binômio aluno/geração de conhecimento. É em si uma teoria para os novos tempos de educação no ciberespaço, com varias fontes de conexão com a informação e o seu processo de difusão e de absorção dentro de um processo educacional, que com as novas ferramentas da Web, dos jogos virtuais, da interatividade, da comunicação de todos para todos, nos remete a uma base de sustentação teórica para a montagem de um processo educacional centrado na navegação por mapas e estes dentro de uma ambiente de tridimensionalidade de navegação, portanto não linear em essência.

O caráter não-linear que caracteriza a dinâmica complexa também nos revela que todo sistema complexo está sujeito ao desconhecido, ao inesperado, ao acaso, portanto, sujeito às incertezas presentes tanto na realidade como no conhecimento produzido pela pesquisa. [...] Mas também provisoriedade do conhecimento e da realidade, revelando também sua dinâmica que nos leva a perceber que nem tudo do processo é controlável e previsível. Em todo sistema complexo existe sempre algo que é incontrolável, já que nem todas as rotas podem ser previstas, pois o caminho é feito apenas ao caminhar. Assim, processos dinâmicos são criativos e imprevisíveis, podendo ir além do horizonte conhecido. Disso resulta, portanto, o caráter não-linear da pesquisa e de todo processo de construção de conhecimento (MORAES; VALENTE, 2008, p.105)

O pós-estruturalismo parte das teorias da “Microfísica do Poder” do filósofo francês Michel Foucault. Para esta corrente sem termos o conhecimento dos poderes que nos envolvem desde a família, passando pela rua e pela escola, não poderemos ter uma visão do ser aprendente dentro das relações de poder, traves do estudo da linguagem e da cultura. Esta corrente trabalha com questões como identidade/diferença, subjetividade, analise das práticas discursivas e o multiculturalismo.

A partir de temas centrais como o poder, a linguagem e a cultura, o pós- estruturalismo discute questões como a identidade/diferença, a subjetividade, os significados e as práticas discursivas, as relações gênero-raça-etnia- sexualidade, o multiculturalismo, os estudos culturais e os estudos feministas (SILVA, 2004). É com base em investigações e análises ligadas a esses temas que as correntes pós-críticas aparecem nas estratégias pedagógico- didáticas nas escolas. (LIBÂNEO; SANTOS, 2010, p. 35)

No campo do ensino superior de comunicação, de maneira geral, não há um trabalho extenso e acentuado no aprofundamento de estudos de novas correntes educacionais, principalmente as mais conectadas com as novas possibilidades que a internet e a sua conectividade possibilitam nas reformas pedagógicas, pois estas teorias passam ao largo das reformas curriculares e não há uma discussão aprofundada de novas correntes da educação. Mesmo na área da educação se perde um tempo enorme nos currículos estudando “velhas” correntes do ensino como se elas fossem atuais. Estudar uma evolução histórica das correntes educacionais é obrigação de quem pretende estudar educação, porém, estudar correntes envelhecidas como se fossem as únicas vigentes não nos leva a uma superação de antigos conceito. Em razão destes pressupostos é que, como citado por Libâneo: “no interior das salas de aula as atitudes pedagógicas e as metodológicas se mantêm intocáveis”, tanto nas escolas de ensino fundamental e médio, quando nos cursos de graduação das universidades brasileiras.

[...] O que me leva a afirmar que a pesquisa universitária, a produção editorial, os cursos de aperfeiçoamento, os sistemas de ensino, quando muito, introduzem na prática dos professores algumas mudanças curriculares, novas habilidades, uma nova técnica , uma instrumentalização a mais, mas sem afetar o núcleo forte das tendências pedagógicas mais impregnadas na prática dos professores. (LIBANEO; SANTOS, 2010, p. 52) A área da comunicação é uma das mais próximas das novas tecnologias e uma das que mais pode trabalhar a reflexão sobre o seu novo papel num mundo hiper conectado onde a comunicação como meio não se dá mais somente pelas formas tradicionais, pelas mídias tradicionais, hoje a multiplicidade de telas – a tela-mundo – obriga os comunicadores a se transformarem em comunicólogos no sentido mais lato do termo – comunicação + arte + telas + mídias múltiplas + teorias aplicadas = comunicologia, ciência que engloba todos os elementos pertinentes às suas atividades.

Hoje vivemos no chamado mundo hipermoderno:

A época hipermoderna é contemporânea de uma verdadeira inflação de telas. Nunca o homem dispôs de tantas telas não apenas para ver o mundo, mas para viver a sua própria vida. E tudo indica que o fenômeno, sustentado pelas proezas das tecnologias high-tech, vai se estender e se acelerar ainda mais [...] A rede tetânica transformou nossos modos de vida, nossa relação com a informação, o espaço-tempo, as viagens e o consumo: tornou-se um instrumento de comunicação e de informação, um intermediário quase inevitável em nossa relação com o mundo e os outros. Existir é, de maneira crescente, estar ligado à tela e interconectado nas redes. (LIPOVETSKY; SERROY, 2009, p. 255, 257)14

Esta hipermodernidade significa que a educação e suas correntes e técnicas têm que ser revistas à luz deste novo conceito de Tela-Mundo, do mundo hiper conectado. Mas o que se busca neste mundo de intensas conexões? No mundo há cada vez mais interesse sobre a vida dos outros e no Brasil em particular este fenômeno é avassalador. Somos os maiores usuários de redes sociais no mundo fora dos Estados Unidos, somadas estas redes sociais têm mais de 90 milhões de conexões. O total de pessoas com acesso à internet no Brasil, no terceiro trimestre de 2012, foi de 94,2 milhões, segundo o IBOPE Media. Como são 97% dos conectados que acessão as redes sociais, chegamos ao montante de 91.3 milhões de brasileiros que acessam as redes sociais. Estes dados são da pesquisa “It’s a social world”, realizada pela comScore e divulgada em janeiro deste ano de 2012. Este é um enorme potencial que não está sendo usado pela educação, principalmente no Brasil.

14 Exemplo de problematização da hipermodernidade

Figura 7 – Utilização de redes sociais no Brasil - 2012

Fonte: Hi-mídia - Abril/2012 – Redes Sociais: Comportamento dos usuários

Para Manuel Castells, em entrevista concedida ao El Pais, o consumo de tantas tecnologias requer um nível cultural médio difícil de se obter de maneira igualitária, principalmente nos países periféricos. Para ele a educação é o verdadeiro fenômeno revolucionário neste processo, mais que as antigas categorias de análise usadas pelas ciência sociais durante boa parte do século XX:

A comunicação entre as pessoas, essa já é uma realidade. Para a utilização da internet como meio de informação e comunicação tampouco faz falta algum tipo de treinamento. Pois bem, o grande problema que se coloca na sociedade é que como é uma ferramenta tão potente de acesso à informação, a qualquer tipo de informação, saber o que se busca, onde, como se busca, para quê se busca e o que fazer com isto em nossa vida requer um nível cultural. Aí entra a educação. A divisão mais fundamental na história da humanidade, muito mais que as classes, mesmo que de modo geral haja uma correlação, é a divisão entre quem sabe e quem não sabe, quem sabe e quem não sabe ler, quem entende o mundo e quem não o entende. Níveis culturais educativos. Essa é uma divisão fundamental. (CRUZ, 2009)

O que levamos deste capítulo para o todo deste trabalho é que o conceito de Educomunicação pode ser visto como muito restritivo ao trazer só da educação. Pelo que se apresenta neste contexto da atualidade educacional, neste contexto de hipermodernidade, é que o avanço tecnológico é, e será tão expressivo daqui para frente, que a educação sem uma completa renovação, ficará para trás e será cada vez mais desinteressante para o jovem, que será cada vez mais conectado numa sociedade que aponta para um completo domínio da Rede

no cotidiano de todos nós. Seja numa cada vez mais interativa Internet, que rumará para a Web semântica, e que já tem como realidade um grande impulso da Internet das coisas, com aparelhos conectados entre si e sendo controlado de longe por dispositivos móveis. O que pode acontecer a partir de agora é que escola pode ser atropelada pelas novas realidades tecnológicas do mercado. Há um grande movimento mundial pela implantação de modelos gratuitos de educação à distancia, denominados MOOC - Massively Open Online Courses (cursos EAD por internet, oferecidos de forma gratuita e paga). Eles não exigem pré- requisitos de formação, mas em sua maioria não dão certificação. No futuro poderão ser encampados por universidades que poderão dar uma certificação com exames presenciais. Algumas instituições como MIT dos USA, numa modulação conhecida como xMOOC’s, com certificação e modelo mais tradicional de gerenciamento e de avaliação. No gráfico 1 elaborado pela empresa de consultoria Gartner, que atua em pesquisas na área educacional, vemos o nascimento, a ascensão, os picos de implantação e as curvas de normalização ou normatização de alguns processos técnicos em uso na educação. Ao final deste processo teremos as curvas de obsolescência e de superação de técnicas, modelos e tecnologias aplicadas à educação. Pelo gráfico 1 vemos que os MOOCs estão em plena ascensão, rumando para o seu pico. Como os dados são de 2012 há a previsão de que sejam práticas universalmente adotadas em grande parte do primeiro mundo, vemos que pela projeção da Gartner entre 2014 e 2017 elas serão amplamente adotadas. Mas são práticas de ensino à distancia, com oferecimento pago e gratuito. Como poderá haver sustentabilidade para este processo se ele for massivo de forma gratuita? A Universidade de Harvard iniciou um programa de MOOC que pretende chegar a um milhão de formandos em menos de uma década. Esta é autenticamente uma prática disruptiva, quem vem competir com as práticas do não consumo. A comunidade internacional tem trabalhados com os REAs (recursos educacionais abertos), que não são necessariamente digitais e nem exclusivos de usos pela internet.

Os REA são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia que estão sob domínio público ou são licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam acessados, utilizados, adaptados e redistribuídos por terceiros. O uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e reúso potencial dos recursos. Os REA podem incluir cursos completos, partes de cursos, módulos, guias para estudantes, anotações, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, instrumentos de avaliação, recursos interativos como simulações e jogos de interpretação, bancos de dados, software, aplicativos (incluindo versões para dispositivos móveis) e qualquer outro recurso educacional de utilidade. O movimento REA não é sinônimo de aprendizado on-line, EAD ou educação por meio de dispositivos móveis. Muitos REA –

mesmo que possam ser compartilhados por meio de formatos digitais – também podem ser impressos. (UNESCO/COL, 2011)

Para e efetiva e eficiente utilização destes recursos disponibilizados de forma aberta precisamos ter plataformas de administração e de efetiva realização dos processos educacionais colocados a disposição gratuitamente, porem só a abertura ao acesso não cria processos educacionais eficientes e que possam ser quantificados e avaliados em sua eficiência e abrangência. Para que isto aconteça há a necessidade de estruturação de plataformas de acesso e de controle administrado destes processos. Uma das mais eficientes existentes no mundo é a plataforma EDX criada e financiada pela Universidade Harvard e pelo MIT, com os sistemas HarvardX e MITx. A plataforma tem a participação de dezenas de universidades de vários países e conta com cerca de 332 cursos oferecidos, tiveram um investimento de R$ 118,6 milhões. Os oferecimentos de cursos são gratuitos, porém as disciplinas cursadas não têm valor de créditos nos cursos tradicionais, sendo considerados cursos livres. Ainda se pesquisa uma forma de monetização desta empreitada e as instituições temem que ela possa drenar enormes recursos das universidades. Outras plataformas têm trabalhado com o mesmo conceito, como o Khan Academy (projeto sem fins lucrativos) para dispositivos móveis e o TED ED (Lessons Worth Spreading idealizado pelo TED), que permite o uso de uma grande variedade de vídeos a partir de uma plataforma bem robusta em combinação com um conteúdo presencial. Uma projeto que poderia ser incorporado pela universidades públicas brasileiras, bancando a tradução e legendagem deste material e produzindo novas vídeo/aulas em português para ampliar a disponibilidade de material acessível para todos que quisessem utilizar este sistema, a partir da mesma plataforma EDX, tornando-se um contribuinte associado às demais instituições membros do consórcio internacional. Não é o que acontece nos países periféricos onde os cursos de EAD estão tomando o lugar dos presenciais em algumas localidades, mas eles são cobrados. As universidades públicas estão entrando de maneira tímida neste processo, deixando a nossa adesão ao modelo MOOC muito aquém de outros centros mais desenvolvidos.

Outra inovação recente que vem sendo incorporada nas salas de aula do ensino básico é o ensino de programação de computadores para crianças a partir de 5 anos. Programas como o Angry Birds da organização sem fins lucrativos Code.org15 já estão disseminados por uma

grande variedade de países, incluindo o Brasil. O programa desenvolve ferramentas de programação através de meios visuais, graficamente, que geram códigos de programação.

Trabalha-se com códigos de programação, porém eles são criados com ferramentas de grande interatividade em plataformas amigáveis e intuitivas. Com uma formação em programação desde o ensino básico os alunos estrão preparados para programarem estruturas de navegação através da linguagem dos games, e principalmente, terão total interatividade com um processo educacional baseado na estrutura dos games e com navegabilidade tridimensional, tal qual o que consomem em suas atividades cotidianas de laser, agora incorporadas aos processo de ensino aprendizagem.

A educação estaria entrando, via novas tecnologias e uso do potencial da Rede num universo que Chris Anderson16 definiu como Free (Grátis) na obra Free – o futuro dos preços

(2009). Nas perguntas que se faz no inicio do livro – por que pagaremos cada vez menos no mundo virtual (em rede, pela Internet, de forma não presencial). Ou como as estratégias de gigantes como o Google, YouTube, Facebook (acréscimo deste autor) e o Financial Times (depois passou a cobrar pelo acesso aos sua versão digital) para oferecer produtos gratuitos e mesmo assim serem empresas bilionárias.

O MUNDO TODO É UM SUBSÍDIO CRUZADO

Os subsídios cruzados constituem a essência da frase “não existe almoço grátis”. Isso significa que, de uma forma ou de outra, a comida precisa ser paga, se não diretamente por você, então por alguém cujo interesse é dar-lhe comida de graça. (ANDERSON, 2009, p. 20)

Anderson (2009) disseca na obra várias modulações de possíveis monetizações para os diversos modelos de grátis. Como será este processo nos modelos de educação MOOC? Ainda não temos claro como isto e dará fora da esfera pública, mas uma coisa está bem clara, este modelo só é possível com uma ampla utilização de técnicas e processos educacionais criados para o uso virtual e que se utilizarão de todas as ferramentas disponíveis na Rede e em suas tecnologias agregadas. Na nossa visão no Brasil deve sobreviver um modelo híbrido – pago/não pago – mesmo fora da esfera do ensino público. Este processo será uma superação do atual modelo de EAD.

Gráfico 1 – Ciclos educacionais a partir de 2012

Fonte: Gartner, estudo de 2012

Outra linha de inovação nas tecnologias plicadas à educação é o uso de games no processo de aprendizagem, um processo que vem sendo denominado de gamificação da educação. Neste processo se uso da programação via animação de jogos eletrônicos que podem ser acessados em plataformas domesticas de games. São jogos de cunho didático que se utilizam da familiaridade dos jovens estudantes coma linguagem e as formas de navegação dos consoles de games do mercado. Práticas inovadoras como a “Quest to Learn”, são consideradas ousadas mesmo num país tão inovador como os EUA. Nesta iniciativa temos processos educacionais que abdicam da formatação dos curso em disciplinas, as tarefas são

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