Conforme visto nos artigos apresentados no subcapítulo anterior, cada um dos autores estudados elencou uma série de fatores e relacionou determinados fatos à sua crença na possibilidade de um conflito nuclear iminente entre Estados Unidos e Coreia do Norte. Logo, notou-se que todos eles se utilizaram de argumentos indutivistas ao longo de suas análises, que corroboraram para que se chegasse à conclusão em comum de que a guerra é não só possível, como provável de acontecer.
Para Eliot Cohen, a premissa estava enraizada no perigo das ações norte- americanas lideradas pelo presidente Donald Trump. O autor demonstrou como os tweets do presidente americano, junto a sua personalidade polêmica, levariam os Estados Unidos a uma guerra. Assim, centralizou sua análise nas declarações irresponsáveis deste.
Ao longo do artigo, percebe-se que Cohen preocupa-se em ligar as declarações do líder americano (como quando Trump afirmou que seu botão nuclear era maior e melhor em comparação ao do líder norte-coreano) a um sinal de que o conflito estava próximo. Para isso, o autor elenca elementos como os pronunciamentos de diversas pessoas ligadas ao governo (como as declarações do consultor de Segurança
Nacional) e o pronunciamento do comandante da Marinha Americana (que concordava que a guerra estava próxima).
Mostra-se presente aqui, uma incoerência pontual nos argumentos e previsões sugeridas: Cohen aponta que as figuras citadas e suas afirmações, especialmente o presidente norte-americano com seus tweets polêmicos, poderiam desencadear um desequilíbrio que levaria a guerra. Jonathan Freedland, assim como Cohen, também atribuiu a retórica de Trump como um fator potencializador para o conflito. Freedland cita a ameaça de “fogo e fúria” do presidente americano como elemento central de sua análise. É perceptível que os autores alicerçam seus argumentos no comportamento dos líderes, pois quando afirmam em seu artigo que o que levaria ao conflito eram as declarações de Trump, fica claro que suas preocupações residem nas ameaças trocadas em discursos e pronunciamentos. Suas conclusões estão intimamente ligadas à realidade observada, ou seja, nos fatos que os levam a tal conclusão. O problema de tal avaliação e previsão é a presença predominante do raciocínio indutivo que aponta uma conclusão a partir de observações singulares.
Os autores encontram e apontam que diversas entrevistas, retóricas e tweets que, consequentemente, reforçam suas previsões e são capazes de explicar determinada situação. Percebe-se que se observado com maior atenção, seria possível identificar muitas outras variáveis favoráveis à sua contribuição e esse acúmulo de dados seria interminável. Porém, como já discutido anteriormente neste estudo, quando uma análise é justificada pela própria indução, ela protege-se da possibilidade de estar errada e, consequentemente, de ser refutada. Assim sendo, cada vez mais dados poderiam ser agregados e contribuiriam para a conclusão, mas nenhum deles de fato serviria como conexão causal entre os comportamentos observados.
De acordo com Freedland (2017, n.p.) “aquele era o momento que os americanos e todo o resto do mundo temiam” e ninguém poderia estar surpreso, já que Trump seria “suficientemente imprudente, impulsivo e estúpido para levar o mundo à beira de uma guerra nuclear” (2017, n.p). Sua colocação faz mais alarde do que propriamente um estudo quanto ao objeto. Na publicação, o autor argumenta que em caso de um possível conflito, Rússia e China não hesitariam em retaliar um ataque americano, ou seja, o autor reconhece as propostas da dissuasão, mas invalida-as e ignora-as sem oferecer uma avaliação melhor que a solução conhecida. Faltam elementos analíticos em sua avaliação. A incoerência pode ser observada quando as
previsões de Freedland, como já antecipado pela hipótese da dissuasão nuclear, não se corroboram.
Tanto Cohen quanto Freedland não se orientam por teoria ou raciocínio teórico prévio, mas sim pelos fatos identificados na realidade. Para ambos, Donald Trump e Kim Jong-Un não são confiáveis. Sendo assim, os autores concluem que os Estados Unidos e a Coreia do Norte, por serem liderados por homens “impulsivos e irracionais”, armados com bombas nucleares, seriam levados a um conflito nuclear. Logo, nas previsões e análises de Cohen e Freedland, quando dois países nuclearizados são governados por dois líderes irracionais e vivenciam um ambiente de tensão, a resultante seria um conflito.
Em artigo publicado no The Guardian, a antropóloga Anna Weichselbraun, sugere que presumir Trump como mais responsável com armas nucleares do que a Coreia do Norte seria um erro. A autora parece pautar sua análise no presidente americano como fator desestabilizador e afirma que supor que Donald Trump é mais responsável que Kim Jong-Un é “mal fundamentado”. Weichselbraun evidencia sua descrença na doutrina da dissuasão e associa sua debilidade ao resultado das eleições americanas. Em sua publicação, como foi apresentado anteriormente, seus pressupostos são alicerçados na concepção de que os armamentos nucleares não devem ser confiados a ser humano algum.
A autora propõe que um debate quanto ao desarmamento nuclear do sistema internacional deve ser realizado. Para ela, nenhuma nação deveria possuir tamanha capacidade destrutiva. Logo, um debate pela desnuclearização é proposto. Sua contribuição parece estar mais ligada a um desejo pessoal do que a uma proposta ou hipótese científica para a política internacional. Percebe-se um receio quanto ao possível conflito nuclear e uma associação mal fundamentada à imagem de líderes e sua irracionalidade. A autora infere o risco da guerra centrada na figura de Trump e não em argumentos e suposições de causa e efeito. Seu artigo não prevê um fato, apenas o percebe como perigoso. Sua análise destoa de uma das premissas básicas da dissuasão: a ideia de que a reação de um oponente será tão imprevisível e implacável que o ataque se torna irracional.
Outros autores também atribuíram a possibilidade da guerra aqueles que lideram potências nucleares. O jornalista Paul Mason aprofunda sua previsão na ideia de que os líderes atuais apostam numa postura unilateral na política internacional. O distanciamento de seus países em ações multilaterais observado no sistema
internacional seria suficiente para anunciar um era de tensões. Quando o autor sugere que líderes como Kim, Trump e Putin são mais propensos a utilizarem armas nucleares, o está fazendo através do argumento indutivo. Não se percebe uma relação intrínseca entre as ações de política externa de seus países com um uso irracional de armas de destruição em massa. Toda esta argumentação fica abstrata e não pode ser demonstrada e corroborada. Sua condição também não a permite ser falseada, estando fora do critério de demarcação entre ciência e pseudociência do falsificacionismo de Popper.
Sem nenhum embasamento teórico, as sugestões partem de uma interpretação singular da realidade para uma generalização conclusiva que se revelou falsa. O resultado não foi a guerra, mas sim a cooperação internacional pelos países vivenciada na cúpula de Hanói, no Vietnã. Como é conhecido, ambos os líderes resolveram e aturam por meio da diplomacia e não da guerra.
O resultado não foi diferente do que a teoria de Waltz apontava. De acordo com Waltz (1981), governantes e líderes almejam um país em que possam continuar a governar, pois de uma perspectiva lógica a segurança e estabilidade de suas nações garantirá tal feito. Ou seja, correr riscos elevados e em nível nuclear seria irracional. Quando Cohen concorda com as afirmações de McMaster de que o Estado norte- coreano sempre esteve disposto a vender qualquer coisa para aqueles com disposição de comprar, o autor está assumindo um comportamento irracional por parte do líder norte-coreano e inferindo nisso a possibilidade da guerra, assim como o uso irracional de armas nucleares. Por não se orientar por teoria ou mesmo por uma hipótese que pudesse ser falseada, sua previsão assemelhava-se mais a um chute do que uma previsão científica.
Ao analisar as publicações, é possível observar uma associação por parte do autor que vai ao encontro a de Sagan. Ambos concordam com a concepção de que a Coreia do Norte é um regime ditatorial e assim sendo, está fadada a cometer atrocidades no sistema internacional - logo, como ditadores são maus, antidemocráticos e destoam do ideal pacificador da política internacional, tornam-se ameaças para a paz. Portanto, em suas visões, estes “ditadores maus” ameaçam a política internacional e estão dispostos até mesmo a venderem armas nucleares para aqueles que almejam comprá-las. Novamente, percebe-se que o argumento é baseado na indução.
Deste modo, as falas apresentadas podem até possuir premissas verdadeiras, mas não levam a conclusão prevista pelos autores. O fato de Kim Jong-Un ser um líder antidemocrático não garante que ele venderá armas nucleares a qualquer um, arriscando sua existência como líder do estado norte-coreano. Segundo Waltz (1981) nações nuclearizadas se tornam mais cautelosas em suas ações políticas assim que conquistam armas de destruição em massa. Isto ocorre como consequência da disputa entre as unidades dentro da estrutura. Estados nucleares se tornam alvos de outras potências nucleares. Sendo assim, arriscar a própria soberania e integridade estatal ao negociar com terroristas não é a ação observada na política internacional por líderes que pretendem continuar a governar. A razão é que fazer isto seria cometer suicídio na política internacional.
Quando Sagan (2018) descreve que ditadores almejam armas nucleares e estão mais inclinados a utilizarem-nas, mas não deixa claro como chegou a essa conclusão, não se pode confirmar se suas afirmações são verdadeiras ou falsas. Sua hipótese está protegida do erro, sendo considerada não-científica pelo falsificacionsimo de Popper. Quando o autor afirma que ditadores estão mais propensos a utilizarem armas nucleares, mas não corrobora sua hipótese, ou seja, não permite que ela possa ser testada e falseada, o autor exime-se da possibilidade de estar errado e, sendo assim, sua afirmação está protegida.
Posteriormente Sagan aponta que, historicamente, somente países liderados por regimes não democráticos tentaram quebrar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear assinado em 1968, sendo elas Iraque, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Romênia, Síria, Taiwan e isso as qualifica como mais dispostas a usar. Vale ressaltar que estes estados buscavam adquirir armamentos nucleares, mas não os usar como sugere o autor. Sagan vai de encontro às ideias de Waltz, uma vez que o último entende que por mais que um país, democrático ou não, adquira armas de destruição em massa, não significa que ele as utilizará.
Percebe-se que na análise de Sagan existe uma aproximação entre ditaduras com armas nucleares e sua possibilidade de uso, porém essa ligação não pode ser testada, uma vez que nenhuma nação nuclearizada liderada por um ditador chegou de fato a usar armas de destruição em massa. A ligação sugerida pelo autor não é de causa e efeito, pois não representa uma lei científica.
As conclusões de Sagan se aproximam das de Cohen, pois ambos identificam uma série de ações políticas e as associam com a possiblidade de serem repetidas
na política internacional – sendo estas mais perigosas no caso de estes países conseguirem armamentos nucleares. Enquanto, para Cohen Trump é a figura potencializadora da guerra, para Sagan este papel é atribuído a ditadores.
Dentro deste cenário encabeçado pelos líderes de ambos os governos, o discurso ofensivo e amedrontador de Trump poderia fazer com que Kim Jong-Un, em um comportamento irracional, venha a supor que os Estados Unidos irão realizar um primeiro ataque e, diante disso, viria a reagir com o lançamento de mísseis nucleares. Novamente, a análise de Sagan constrói-se por meio de indução. Tanto para Cohen quanto para Sagan, a retórica e imprevisibilidade dos líderes, respectivamente, levariam ao conflito já que estes representarem tudo que o sistema internacional supostamente abomina.
A predominância da indução pode ser identificada nas análises citadas quando se observa que ambos partem de um caso específico – possibilidade de conflito entre Coreia do Norte e Estados Unidos – para chegar a uma afirmação singular, inferindo dela uma série de premissas que, na perspectiva destes autores, levaria a guerra. Dentre as razões para que isso ocorresse foram apresentados diversos pontos, como: as afirmações polêmicas; as lideranças centradas em figuras com egos elevados; os tweets do perfil oficial do líder americano; e o regime antidemocrático da Coreia do Norte. Portanto, todos estes elementos serviram aos autores como justificativa de suas conclusões.
Quando Friedman, em publicação na The Atlantic, declara que o que antes era tido como “impensável” – referindo-se a guerra nuclear – seria agora uma possibilidade. O autor atribui as declarações de Trump23 como elemento central de sua preocupação. O discurso proferido na Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 19 de setembro de 2017, ameaçava a destruição total da Coreia do Norte e do regime de Kim Jong,Un , já que para o presidente americano, o líder norte coreano era “um homem foguete em missão suicida”. Em sua publicação, Friedman não entendia as ameaças como hipotéticas, mas sim com possibilidades reais de acontecer. Do ponto de vista científico, sua análise não emprega relação causal evidente e assemelha-se mais a uma descrição da realidade do que a uma explicação.
23 Em eu discurso, Trump declara : ‘‘The United States has great strength and patience, but if it is forced to defend itself or its allies, we will have no choice but to totally destroy North Korea. Rocket Man is on a suicide mission for himself and for his regime. The United States is ready, willing and able, but hopefully this will not be necessary. That’s what the United Nations is all about; that’s what the United Nations is for’’
Em sua análise, o jornalista Mehdi Hasan, é ainda mais enfático ao afirmar que não se deve esquecer que “Donald Trump, como presidente de um Estados Unidos nuclearizado, possui o poder de destruir a humanidade diversas vezes enquanto torna o planeta inabitável no processo” (HASAN, 2018, n.p.). Para isso, bastaria olhar o número de mísseis nucleares americanos24. O autor critica a Postura Nuclear Americana, atualizada no governo Trump, indicando que as mudanças causadas pela gestão do presidente o permitiam retaliar adversários, sejam estes nuclearizados ou não. Percebe-se que o autor direciona suas preocupações essencialmente à Donald Trump, ligando a atualização da postura nuclear realizada de seu governo como razão para comportamento imprudente que levaria ao conflito. Não se pode perceber relação entre um e outro. Hasan também sugere em sua análise que é a figura de Trump que levaria os Estados Unidos à guerra. Portanto, o autor converge com as demais análises indutivas quando centra sua previsão ao comportamento e pronunciamentos do presidente.
Ao final de seu artigo, Hasan questiona se Trump, um ser impulsivo e agressivo, matará todos os cidadãos americanos em um embate nuclear. Segundo o autor, todo o resto seria “barulho desnecessário”, e somente esta questão seria importante. Como resultado efetivo de sua publicação pode-se perceber um caráter de alarde na publicação, uma vez que foi dada ênfase à iminente catástrofe, sem análise do contexto com hipóteses teóricas, mas a partir de observações ligadas aos sentidos. Ou seja, sua contribuição é resultado de uma observação, portanto fruto do raciocínio indutivo.
As diferentes análises citadas previam, cada uma a sua maneira, um acontecimento: a guerra nuclear entre Estados Unidos e Coreia do Norte. Quando a guerra não acontece, é comum encontrar novas informações que agregam valor à previsão, de forma a justificar a hipótese. Cohen inclusive postula ao final de seu artigo que talvez tudo aquilo pode não acontecer. Ao fazê-lo, sua previsão não determina quando ou em que situação o conflito de fato ocorrerá. Desta forma, pode-se considerar que se trata de uma pesquisa que não prevê fatos novos e não pode ser falseada, uma vez que está sempre adicionando fatos e dados de forma
complementar, ou seja, de maneira ad hoc25. Sendo assim, qualquer hipótese baseada na indução, para a ciência de alto risco, não pode ser considerada científica. É importante retomar a diferença entre o dedutivismo e indutivismo: quando as premissas não levam a conclusão no raciocínio dedutivo, ela é automaticamente falseada. Já na indução, quando as premissas não são possíveis de serem falseadas é perfeitamente possível concebê-la como útil para a hipótese. De forma a exemplificar, pode-se olhar para a teoria de Waltz quando, na tentativa de enquadrar sua teoria dentro dos critérios da filosofia da ciência, buscou demonstrar como teorias explicam leis. Ou seja, ao afirmar que estados nuclearizados não fazem guerra entre si, Waltz aponta que nenhum estado nuclear fará guerra porque isto é impensável por razões lógicas, já que iniciar uma guerra significaria arriscar a própria existência do país. Seu argumento não parte de uma afirmação singular para o geral, mas, ao contrário, do geral para o singular.
Portanto, Waltz infere uma proposição geral para explicar o comportamento dos estados. Sua teoria precede a observação e pode ser testada diariamente a cada caso onde a tensão acontece. Para Waltz seja falseado, basta que haja uma guerra e sua contribuição teórica deixa de ser apropriada. Além disso, quando trata das figuras de liderança das nações, ao contrário de Sagan e Cohen, o autor trabalha com a teoria de que há de se desvalorizar a política interna na avaliação do cenário internacional (já que ambas são independentes) assim como não deve-se centralizar a questão na figura dos líderes de cada país.
Outra maneira de falsear a hipótese de Sagan e Cohen pode ser observada quando se questiona quando ditadores utilizaram armas de destruição em massa. Nenhum dos autores consegue respondê-la em suas análises e previsões. Os dois alicerçam seus argumentos em bases puramente indutivistas e, portanto, na perspectiva popperiana da ciência, não podem ser considerados científicos por não poderem ser falseados e utilizarem a própria indução para justificar suas afirmações. Para Popper, a indução não é válida do ponto de vista científico e qualquer afirmação ou teoria baseada nela não deve ser reconhecida.
Os critérios utilizados por Popper, apresentados no capítulo 2, conduzem ao entendimento de que as previsões citadas não estavam buscando enquadrar-se nos
25“Hipóteses, argumentos ou proposições formuladas com o único objetivo de legitimar ou defender uma teoria, e não em decorrência de uma compreensão objetiva e isenta da realidade” (ROSA, 2006, p. 67-68).
critérios da filosofia da ciência. Por vezes, este é um problema das ciências humanas – o que gera um outro debate interessante às Relações Internacionais, mas que se distanciam dos objetivos deste trabalho.
As hipóteses de Cohen e Sagan são inválidas, pois suas previsões ficam longe da possibilidade de estarem erradas, já que podem sempre receber informações a posteriori visando validar suas análises. Quando Popper afirma que a ciência não está para ser confirmada, mas sim falseada ele visa justamente evitar que ela seja confundida com a pseudociência e suas imprecisões. Se determinadas hipóteses conseguem responder a questões de forma clara, significa que elas estão aptas a serem aceitas como suficientes para determinada pergunta. É somente fazendo afirmações amplas e estando suscetíveis de serem falseadas que a ciência poderá evoluir e, consequentemente, dar respostas aos fenômenos que intrigam a humanidade.
Quando Sagan procura demonstrar como sua análise deve ser levada em conta, afirma que países liderados por ditadores tentaram quebrar o Tratado de Não- Proliferação Nuclear assinado em 1968 e infere a estas nações maior probabilidade de uso, mas o autor não indica como isso ocorrerá. Sua previsão não pode ser testada nem demonstrada. Sagan não consegue disponibilizar sua hipótese em termos falseáveis, diferentemente de Waltz, já que sua hipótese incorporada todo o sistema político internacional. Waltz afirma que um estado nuclearizada está fadado a atuar de forma mais responsável no sistema internacional por ser um alvo de outras