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AS REDES DA GLOBALIZAÇÃO E SEUS ELEMENTOS CONSTITUINTES

A globalização é um fenômeno mundial, que se estabelece na sociedade por meio de um processo complexo que envolve um contexto amplo e diversificado. Como processo, foi, e ainda é, estudado pelas ciências humanas e sociais e já recebeu diferentes nomenclaturas – aldeia global, fábrica global, nave espacial, torre de Babel, economia-mundo, sistema-mundo,

shopping center global, Disneylândia global, capitalismo global, mundo sem fronteiras,

tecnocosmo e outros mais (IANNI, 2010). Essas denominações não só visam nominar, como também definir esse fenômeno que hoje se consolidou com o nome de globalização.

São várias as teorias que tentam explicar, analisar e estabelecer um ponto de partida para a globalização. Por sua complexidade, a globalização diz “respeito às distintas possibilidades de prosseguimento de conquistas e dilemas da modernidade. Contemplam as controvérsias sobre modernidade e pós-modernidade” (IANNI, 2010, p. 16), bem como às diversidades decorrentes desse universo. Para compreender a globalização, é imprescindível destacar algumas categorias que, de acordo com a literatura, estão relacionadas ao fenômeno global, a citar: comunicação, economia, política, sociedade, cultura e tecnologia.

Iniciando pela perspectiva da comunicação, Gruzinski (1999) afirma que as primeiras etapas da globalização, i.e., “sua certidão de nascimento”, iniciaram no Século XV, mais precisamente, no período que antecede a colonização do chamado “Novo mundo”, através do Tratado de Alcáçovas-Toledo, assinado entre Portugal e Espanha (Castela), em 1479, e ratificado em 1480, e do Tratado de Tordesilhas, assinado no ano de 1494.

Nesse período histórico – fim do Século XV e início do Século XVI – a globalização é um fenômeno global de comunicação (GRUZINSKI, 1999), em que as áreas do mundo, desconhecidas ou já conhecidas, estabelecem comunicabilidades entre si, intensificando ou inaugurando contatos com povos distantes. Essa possibilidade comunicativa entre os povos ocorreu graças aos avanços na navegação iniciados pelos judeus e pelos árabes (GRUZINSKI, 1999) e aperfeiçoados, mais tarde, pelos portugueses e pelos espanhóis.

De acordo com Figueiredo (2004), as navegações iniciadas no limiar do Século XV e XVI, além da busca por contato com outros povos, configuravam-se como uma missão divina em busca da terra prometida por Deus. Cartas escritas por Colombo e seus conterrâneos revelam que a “esperança messiânica” – a nova terra da profecia de Isaías e do Apocalipse – e as inquietações escatológicas foram a base para justificar e legitimar os avanços marítimos e o domínio sobre outros povos (GRUZINSKI, 1999).

Porém, por trás de toda justificativa celestial e de contato com os povos, encontrava-se a finalidade de expansão territorial dos países europeus em busca pelo poder e pelo controle do mundo. Assim, os avanços territoriais tiveram como background questões geográficas, históricas, políticas, econômicas, ideológicas e religiosas. O lócus experimental para testar métodos de invasão e técnicas de coleta de informações eram as terras que hoje compõem os continentes africano, asiático e americano.

Desse modo, a comunicação global apresenta-se como um dos primeiros produtores da globalização e, consequentemente, torna-se também seu produto, quando, por meio da troca de informações, gera novas possibilidades práticas e imaginárias de produzir saberes. O conhecimento sistematizado, com seus algarismos, cálculos astronômicos e instrumentos

apropriados, encontra-se no centro desse processo global (IANNI, 2010; GRUZINSKI, 1999), ligando a tecnologia, a cartografia, a economia e a política de maneira cada vez mais acelerada e intensa em direção a um controle do mundo.

Nesse contexto, criam-se redes de informações onde circulam dados cada vez mais rápidos, intensos e diversos, que vão sendo registrados e interpretados para produzir novos conhecimentos. Ao mesmo tempo em que se abrem possibilidades para uma ampla comunicação, há que se destacar a negatividade dessa comunicabilidade com a circulação de informações nem sempre legítimas, que geram saberes e atos infundados.

De acordo com Gruzinski (1999, p. 37), a “manipulação das informações também é um dos avanços da modernidade no limiar do Século XVI”. Quando se utiliza dessa estratégia para ludibriar, é certo que há disparidade nas relações de poder entre os povos. Através das possibilidades de informação,

aos poucos, a opinião pública forma-se e conforma-se com os signos, os símbolos, os emblemas, as figuras, as metáforas, as parábolas e alegorias produzidos e divulgados como a realidade do acontecido acontecendo no momento momentoso em qualquer parte do mundo. (IANNI, 2010, p. 130)

Nesse sentido, Gruzinski (1999) considera a globalização do ponto de vista comunicacional e pondera que as relações sociais globais começaram a acontecer a partir da descoberta de outros povos espalhados pelo mundo. O entrecruzamento de informações e o contato com novas culturas provocaram consideráveis transformações nas sociedades espalhadas pelo planeta, especialmente no que diz respeito aos meios de comunicação.

A mídia12 – formada pelo conjunto dos meios de comunicação – deu origem a novos tipos de comunicabilidade, que não envolvem somente a transmissão de informação, mas também questões de ideologia, objetivos e percepções de mundo, sobretudo os que detêm o controle dos meios em escala global (IANNI, 2010). Ianni (2004, p. 269) refere que a mídia faz “a interpretação de coisas, gentes e ideias, de tal modo que o leitor, ouvinte, espectador, audiência ou público é informado, orientado, induzido, subordinado ou manipulado”, o que configura a não neutralidade da comunicação.

12 O conceito de mídia não só envolve “os meios de comunicação massivos dedicados, em geral, ao

entretenimento, lazer e informação – rádio, televisão, jornal, revista, livro, fotografia, cinema” como também “engloba as mercadorias culturais com a divulgação de produtos e imagens e os meios eletrônicos de comunicação” (SETTON, 2011, p. 14). Para a autora, a definição de mídia está atrelada à cultura, pois é mediadora na produção de atividade material e simbólica, ao mesmo tempo em que se aproxima das noções de socialização, aprendizagem, conhecimento e educação.

É por meio da mídia que a maioria dos povos tem sua mente formada e conformada e suas emoções influenciadas (IANNI, 2004), principalmente porque a indústria cultural (ADORNO e HORKHEIMER, 2009) trabalha com imagens muito mais do que com palavras, e isso torna a notícia mais compreensível e acessível. Nesse sentido, Ianni (2004, p. 268) afirma que “a mídia se transformou no intelectual orgânico das classes, grupos ou blocos de poder dominantes no mundo”, em particular, do inglês (IANNI, 2010), que tem se universalizado como a língua preponderante da modernidade e da pós-modernidade.

Bauman (1999) afirma que a sociedade atual se molda pelo seu papel de consumidor, por isso as mídias são sempre orientadas e incentivadas pela publicidade, com o intuito de dar mais fôlego ao consumismo e, consequentemente, ao capital, por meio de “corporações transnacionais da mídia”, que organizam, selecionam, interpretam e divulgam as informações e os fatos que devem ser digeridos pelo leitor, ouvinte ou espectador.

Esse entendimento é ratificado por Ianni (2010, p. 132/133), ao afirmar que, com frequência, “os meios de comunicação colocam-se diretamente no âmago do mundo da cultura, das condições e possibilidades de representação e imaginação [...] criando a ilusão de uma universalização das condições e possibilidades do mercado e da democracia, do capital e da cidadania” e inculcando nas pessoas a ilusão de que são consumidores. O reforço para isso vem do desenvolvimento de uma cultura do esquecimento, do transitório, do efêmero, em que a mídia tem papel preponderante.

Apesar da suposta passividade com que o público é levado a aceitar o que lhe é apresentado, o sujeito tem capacidade intelectual e proativa em suas relações sociais de trabalho e de vida (IANNI, 2004). Nesse movimento contraditório, o ser humano pode desempenhar seu papel de protagonista da história, produzindo, compreendendo e/ou transformando as diferenças, as diversidades e as polifonias (IANNI, 2010).

Nesse contexto, à medida que a Ciência evolui, “os meios de comunicação, informação, transporte e distribuição, assim como os de produção e de consumo, agilizam-se universalmente” (IANNI, 2010, p. 212). Nesse ínterim, o processo global, como um fenômeno dinâmico, não somente sofre influência e é influenciado pelas conexões comunicacionais entre os diferentes povos como também afeta e é afetado pelas negociações empreendidas pelas relações políticas e econômicas que se estabelecem entre as nações.

Castells (2016) assevera que há três pontos fundamentais e inter-relacionais para o surgimento da economia global: 1 - Tecnologia; 2 - Administração empresarial e 3 - Governos e instituições internacionais. Nesses termos, a economia passou de uma estrutura nacional – do Século XVIII/XIX – e alcançou uma estrutura global a partir do Século XX. Gruzinski

(1999) complementa que não há globalização sem background político que dê suporte com acordos diplomáticos e mediações das relações de poder nesse processo de transição.

Uma série de ideias e de ações – entre elas, liberalismo; os anseios de aumentar a produtividade e a lucratividade com a internacionalização da produção, a procura por novos mercados; a desregulamentação do mercado; o apoio de órgãos internacionais e a privatização das empresas públicas (CASTELLS, 2016) – unidas com os avanços nas tecnologias da informação e comunicação (TICs), através da Internet, foram apontadas no meio econômico, no político e no social como caminhos adequados para alavancar a economia mundial com pretensões de torná-la global.

A International Telecommunication Union realizou pesquisas no período de 2009 a 2016 para acompanhar o índice de desenvolvimento das TICs no mundo (Cf. Figura 16).

Figura 16 – Índice de desenvolvimento das TICs - 2016

Fonte: ITU, 2016b

De acordo com a International Telecommunication Union (ITU) – o órgão especializado da Organização das Nações Unidas (ONU) que se apresenta como a fonte oficial de estatísticas globais sobre TICs – 175 economias, ao redor do mundo, são acompanhadas desde 2009, com o intuito de mensurar o desenvolvimento das TICs. Em 2016,

a ITU divulgou, durante o Simpósio Mundial de Telecomunicações13, que ocorreu em Botswana, no continente africano, os dados atualizados sobre a Sociedade da Informação. Para se ter uma dimensão dos dados encontrados durante a pesquisa, a Figura 16 apresenta, em uma escala de 0 a 10, o índice de desenvolvimento das TICs (IDI) em formato de mapa múndi, apresentando, em tonalidades mais escuras, os países com maior pontuação quanto ao resultado comparativo e cores em tons mais claros, o oposto.

De acordo com a pesquisa ITU (2016), pela segunda vez, a República da Coreia lidera a lista do IDI, com um crescimento de 8,84. Em segundo e terceiro lugares, vêm a Islandia e a Dinamarca, com valores de crescimento iguais a 8,83 e 8,74, respectivamente. Os Estados Unidos da América aparecem na décima quinta posição, com 8,17, e em último lugar no ranking dos países avaliados, encontra-se a Nigéria, com 1,07 (ITU, 2016e; 2016b).

O Brasil, país com população de 208 milhões de habitantes (segundo dados do IBGE atualizados em 2018) e classificado como um país em desenvolvimento, alcança a sexagésima terceira posição e apresenta um crescimento de 0,27. Em 2015, ocupava a sexagésima quinta posição, com pontuação de 5,72, e em 2016, cresceu para 5,99. Apesar do crescimento brasileiro, é preciso mais incentivos governamentais e apoio do setor privado para continuar a acompanhar o desenvolvimento das TICs no mundo, sem perder a qualidade e a finalidade de uso (ITU, 2016e; 2016b).

Pelo exposto, vemos que a utilização das Tecnologias da Comunicação e Informação vem crescendo e expandindo-se pelo mundo. As tecnologias ampliaram o processo global de expansão, e isso acarretou mudanças significativas na sociedade, na economia, na cultura, nos processos educativos, na política, nos meios de comunicação ou em qualquer outra categoria que envolva interação humana. Nesse contexto econômico e político, observa-se o que Ianni (1994) denominou de desterritorialização.

A desterritorialização não é somente o rompimento do lugar como limite, mas também envolve toda a capacidade dos “sujeitos de adquirirem conhecimento”, de deixar livre seu olhar para observar e interagir atentamente com outros mundos. Em metáfora, retrataria a quebra de grilhões físicos e virtuais para construir um novo coletivo que, para alguns, é sinônimo de liberdade, e, para outros, de prisão. Há, ainda, os que defendem a dialética dessa relação.

13 É possível encontrar o relatório completo (ITU, 2016a), assim como o banco de dados estatísticos

(ranking, mapa, comparativos por países) (ITU, 2016e; 2016b) através do site da ITU. Há também um vídeo explicativo que resume os resultados encontrados.

A união de países em torno de uma única moeda, a presença de empresas multinacionais na economia, a participação coletiva de sujeitos de variadas ou iguais nacionalidades por meio de um aplicativo na Internet são exemplos de como a desterritorialização pode ser visualizada na sociedade global. Ao mesmo tempo em que a globalização derruba muros através da integração, constrói outros pela contradição.

É mediante essa realidade contraditória que Bauman (1999) afirma que há uma “progressiva ruptura de comunicação”, i.e., enquanto uns se tornam globais, outros tendem a ser cada vez mais locais. Isso acentua a segregação entre os indivíduos da sociedade, uma vez que ocorrem “a nova fragmentação do espaço da cidade, o encolhimento e o desaparecimento do espaço público e a desintegração da comunidade urbana” (BAUMAN, 1999, p. 31), ao mesmo tempo em que se concebe uma sociedade global.

Segundo Ianni (2010, p. 254), a sociedade global “se constitui desde o início como uma totalidade problemática, complexa e contraditória, aberta e em movimento”. Não basta ampliar quantitativa e qualitativamente os moldes da sociedade anterior para encaixá-los na sociedade global, pois aquelas perspectivas não conseguem responder à problemática emergente e totalmente original (IANNI, 1994, 2010). Nesse contexto, o Século XXI traz novos desafios para o pensamento científico, entre eles, o de entender uma sociedade que caminha de um contexto nacional para um global e que, embora não seja de todo global, sofre sua influência.

Em meio a esse cenário globalizante, a relação entre as pessoas se modifica, assim como a relação com aquilo que é produzido culturalmente. A possibilidade de manter contato com diferentes culturas, ocasionada, sobretudo pelas tecnologias digitais, facilitou a interação entre as pessoas e estimulou ainda mais a comunicação entre os povos. As tecnologias conectadas à Internet passaram a ser um elemento importante no processo de globalização da humanidade.

É importante destacar que os artefatos tecnológicos fazem parte da vida humana desde as primeiras civilizações. Inicialmente, por meio de pequenas ferramentas que auxiliavam o trabalho e a comunicação, e posteriormente, à medida que foram se desenvolvendo, foram se transformando em máquinas complexas, geradas por tecnologia de ponta. Esses avanços foram ocorrendo progressivamente, enquanto que o homem, através de pesquisas e de estudos, fazia suas descobertas e criava o necessário para atender as suas necessidades.

Em sua história, o mundo passou por várias revoluções tecnológicas que proporcionaram evoluções à humanidade (COSTA, 2014). Xavier (2016) afirma que são em número de quatro as principais Revoluções Industriais ocorridas no planeta: a 1ª ocorrida no

final do Século XVIII; a 2ª, no fim do Século XIX; a 3ª, nos anos de 1970, iniciando a primeira fase da era digital, com a introdução de computadores, softwares, Internet e robótica; e a 4ª,14 iniciada em 2015, marcou a segunda fase da era digital, através de impressões e visualizações tridimensionais, da nanotecnologia e de grandes volumes de armazenamento de dados (Big Data).

Em sua evolução histórica, as primeiras descobertas tecnológicas em eletrônica – como o “transistor” e o “computador programável” – são apresentadas como frutos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e de seus períodos subsequentes (CASTELLS, 2016). A invenção de tais artefatos e as consequentes pesquisas científicas nessa área proporcionaram avanços que resultaram na difusão das tecnologias, na década de 1970, em três principais campos: telecomunicações, computadores e microeletrônica, esta última a causadora de uma “revolução dentro da revolução” (CASTELLS, 2016), quando apresentou o conceito de chip que revolucionou esse campo do saber.

Assim, “a convergência de todas essas tecnologias eletrônicas no campo da comunicação interativa levou à criação da Internet15, talvez o mais revolucionário meio tecnológico da Era da Informação” (CASTELLS, 2016, p. 100). Ademais, “as novas tecnologias midiáticas permitiram que o mesmo conteúdo fluísse por vários canais e assumisse formas distintas no ponto de recepção” (JENKINS, 2009, p. 38). Esses acontecimentos dizem respeito ao processamento de dados por meio da digitalização, isto é, referem-se às mudanças do sistema analógico para o sistema digital (eletrônica).

O sistema digital, também conhecido como linguagem binária, linguagem de máquina (matemática) ou sistema binário (computação), marcou o novo milênio (COSTA, 2014) e simplificadamente envolveu um jogo de combinações entre zeros (0) e uns (1), formando uma sequência de oito espaços, com o intuito de garantir a confiabilidade da informação. Lemos (2007, p. 69) afirma que, “com o digital, a forma de distribuição e armazenamento são independentes, multimodais, onde a escolha em obter uma informação sob a forma textual, imagética ou sonora é independente do modo pelo qual ela é transmitida”. Essa linguagem

14 Sobre a quarta revolução industrial, Klaus Schwab apresenta mais detalhes em seu livro de mesmo

nome publicado em 2016.

15 A Internet é fruto de um projeto iniciado no final dos anos 50 e financiado por instituições

governamentais/militar e universidades. Contudo a liberação do uso para a sociedade civil só ocorreu por volta de 1995. Segundo pesquisas da União Internacional de Telecomunicações (ITU) – órgão vinculado as Nações Unidas – em 2016, aproximadamente, 3.450.000.000 (três bilhões e 450 milhões) de indivíduos usavam a Internet (ITU, 2016d; 2016a; 2016c). No Brasil, metade da população usa esse meio de comunicação (59%).

digital ofereceu as condições para a convergência dos meios (JENKINS, 2009) e tornou as tecnologias da informação e comunicação (TICs) mais dinâmicas e interativas.

Com a propagação do digital, da Internet e do virtual, a sociedade contemporânea rompeu com os modos tradicionais de conceber e difundir as informações (LEMOS, 2007), pois vivencia possibilidades de comunicação e de aprendizagem muito mais rápidas e dinâmicas, com acesso ilimitado aos dados, emprego de novos sentidos e significados do que está a sua volta, liberdade de expressão, participação e construção de inteligência coletiva.

A União Internacional de Telecomunicações (ITU), em suas pesquisas sobre Internet, estima que, até o final de 2019, aproximadamente 3,9 bilhões de pessoas estarão conectadas à Internet, o que equivale a mais da metade (51,2%) da população mundial. Desse percentual, a maioria dos acessos continuará sendo de pessoas em países desenvolvidos.

Com as tecnologias, decorrentes da conquista da Ciência, cada indivíduo tem a possibilidade de ser e fazer ligação entre “múltiplas redes de comunicação, informação, interpretação, divertimento, aflição, evasão” (IANNI, 2010, p. 124), que vão transformando os processos de construção do conhecimento e produções culturais. Com seus artefatos tecnológicos, a Internet cria um novo espaço de possibilidades relacionais e interacionais chamado de ciberespaço.