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1.2.1) Aspectos de uma sociologia do tempo

Um estudo que pretenda caracterizar a noção de atualidade jornalística deve inicialmente demarcar alguns conceitos e perspectivas teórico-metodológicas fundamentais para o trabalho. A principal referência é a idéia de tempo, temática que tem perpassado uma variedade de campos do conhecimento nas Ciências Humanas, na Física e mesmo na Biologia. Cada perspectiva aborda aspectos particulares ou formula noções específicas do tempo, conforme sejam valorizados componentes simbólicos ou materiais do tempo enquanto um fenômeno ou as relações entre este fenômeno e os sujeitos que o vivenciam numa realidade concreta.

Nas ciências humanas, a categoria do tempo tem alcançado uma considerável importância principalmente para filósofos e historiadores. Entre os primeiros, as reflexões formuladas sobre este objeto têm se alinhado em dois grandes grupos: os absolutistas, que concebem o tempo como uma realidade completa em si mesma (operam com conceitos como “eternidade”, dimensão acima do mundo sensível); e os relacionistas, que vêem o

54 tempo como uma relação fenomênica, obtendo sentido quando são estabelecidas relações diversas entre fenômenos naturais e conteúdos simbólicos. Neste segundo caso, é possível pensar conceitos como “movimento” e elaborar modos de medir a sua “duração” subdividindo-o em unidades (Mora, 1981: 3.242).

Os historiadores, por sua vez, têm o tempo como uma categoria central: “tudo

começa, tudo acaba pelo tempo”, segundo Braudel (1978: 44). O autor identifica na história a existência de três temporalidades: o tempo de longa duração caracterizado pelo lento movimento das estruturas; o tempo de média duração existente nas conjunturas (pequenos ciclos, de dez a cinqüenta anos, na história social); e o tempo de curta duração, ligado ao evento com seu recorte breve, ocorrencial, instantâneo. Não seria produtivo, neste momento, estabelecer um mapeamento ou uma classificação das formas como as perspectivas científicas têm tratado o objeto “tempo”, contrastando, por exemplo, o tempo investigado pela História ou Ciências Sociais com os estudos sobre o tempo na Física (Elias, 1998: 12). Nossa intenção neste trabalho é delimitar o tempo como um fenômeno social. Interessa-nos investigar as formas como o tempo torna-se um componente (um dispositivo) dos processos e práticas sociais, como ele se objetiva a partir de movimentos sociais padronizados, regulares, que marcam um ritmo da vida cotidiana, bem como os modos pelos quais determinadas práticas sociais se institucionalizam e operam constituindo temporalidades para indivíduos e instituições.

A intenção de falarmos aqui sobre um 'tempo social' enquanto um fenômeno específico é conseqüência da percepção de que a temporalidade jornalística, ao se constituir em uma rede de relações imersas no presente e, ao mesmo tempo, constituir relações com sentido temporal de presente, está ligada a duas ordens de fenômenos sociais: por um lado, a prática jornalística atua como mediadora e articuladora de uma série de relações sociais em processos macro-sociais (processos discursivos no espaço público, racionalidade da produção e do mercado, recursos tecnológicos), auxiliando sua institucionalização num tempo e num espaço particulares.

Por outro lado, a temporalidade jornalística ganha especificidade na prática social e cultural própria da instituição jornalística. A atividade jornalística está vinculada a uma organização institucional, sendo desenvolvida por um corpo técnico especializado que segue regras e normas éticas e profissionais que especificam seu papel social e delimitam critérios de qualidade do produto.

No campo das Ciências Sociais, estudos em uma 'sociologia do tempo' têm sido desenvolvidos com base em duas principais abordagens: na primeira, uma abordagem do

55 tempo a partir de estudos de Durkheim (1965), desenvolvidos posteriormente por Sorokin e Merton (1937), focalizando sobre as funções integrativas das normas temporais. Sua principal tendência tem sido revelar a vasta variação de convenções e normas temporais sobre as quais a vida social repousa: "It is primarily the normative aspects of time which

are being studied at the moment; the study of temporality is being brought back to the study of social structures"(Tabboni, 1998: 267-268).

Uma segunda perspectiva de estudo baseia-se em uma análise do tempo como uma forma institucional que é conseqüência de experiências concretas de grupos e organizações sociais. Conforme Segre, esta perspectiva dá uma ênfase weberiana ao estudo: "Weber -

unlike Durkheim - does not focus on norms that, in the context provided by modernity, are so encompassing to embrace society as a whole (...). Accordingly, integration or solidarity (....) flow from more especific sources, whether macrosociological (institutions) or microsociological (subcultures of particular groups)" (Segre, 2000: 160). Assim, o trabalho de Weber enfatizaria tanto as macro quanto as micro fundações da temporalidade, em oposição a uma perspectiva durkheiniana consistentemente macro-sociológica (Segre, 2000: 167).

Parece-nos pertinente acrescentar que um estudo das 'micro-foundations of

temporality', particularmente as instituições sociais que contribuem para constituir formas específicas de experiência do tempo, possa ser adequadamente desenvolvido por uma abordagem histórica. Um dos autores que percorre este caminho e faz uma análise do desenvolvimento histórico da noção de tempo é Norbert Elias (1998), para quem o principal interesse de estudo situa-se sobre as transformações por que o tempo tem passado num contexto de mudanças de valores e experiências, bem como sobre as diferentes funções que o tempo tem preenchido ao longo da história (Tabboni, 1998: 267-268).

Entendemos que estas perspectivas mencionadas trazem contribuições válidas para um estudo do tempo na sua dimensão social. Consideramos que o tempo social é uma construção sócio-histórica decorrente do estabelecimento de relações em uma dimensão material (como as relações de mercado e a produção industrial) e em uma dimensão simbólica (como as relações culturais), que são partilhadas por indivíduos e grupos sociais. Esta intersubjetividade faz do tempo social um aspecto qualitativo da vida, variável conforme hábitos e ritmos sociais.

Neste aspecto, aceitamos a compreensão de Sorokin e Merton (1937) de que o sentido de tempo nas sociedades humanas não pode ser explicado apenas pela perspectiva temporal existente na astronomia, que nos oferece a regularidade dos dias e noites, ciclos

56 solares e lunares, com a decorrente formação de calendários. Neste clássico artigo sobre o tempo social, os autores buscam demonstrar que "in the field of social dynamics such

restriction to a single conception of time involves several fundamental shortcomings" (1937: 616).

As sociedades convivem com diferentes conceitos e sentidos de tempo, e o próprio calendário torna-se significante "only when it is transformed into social time (...) Time here

is not continuous (...) The names of days, months, seasons, and even of years are fixed by the rhythm of collective life. A homogeneity of social beats and pulsations of activity makes unnecessary astronomical frames of reference" (Sorokin and Merton, 1937: 619). Em vez de uma perspectiva da astronomia, os autores argumentam que os 'frames of temporal

reference' são sociais, exemplificando que "a metropolis demands a frame of temporal

reference entirely different from that of a small village" (1937: 620-621).

Sendo uma construção simbólica que emerge de uma dimensão material, o tempo social se institucionaliza em práticas e dispositivos reguladores sociais. Em conseqüência disso, recorremos à perspectiva histórica de Elias para afirmar que o tempo não é uma 'coisa', mas uma relação. Mais especificamente, para Elias, o tempo tornou-se a "representação simbólica de uma vasta rede de relações que reúne diversas seqüências de

caráter individual, social ou puramente físico” (1998: 17), sendo esta “rede de relações” que possibilita que um sentido de tempo presente possa ser captado a partir de um fluxo incessante de tempo (1998: 47).

Esta rede de relações, ao mesmo tempo em que cria um sentido de temporalidade aos indivíduos, gera também para eles padrões sociais de regularidades que lhes possibilitam adotar uma ordem seqüencial ou escala temporal de medida para os acontecimentos. Optamos por trabalhar com a ênfase dada por Elias de que a palavra tempo “designa simbolicamente a relação que um grupo humano (...) estabelece entre dois

ou mais processos, um dos quais é padronizado para servir aos outros como quadro de referência e padrão de medida” (1998: 40).

O autor considera que as relações temporais têm "níveis múltiplos e grande complexidade" e propõe estudar o 'tempo como uma síntese produzida pela experiência humana, abordagem que se diferenciaria da visão filosófica do tempo como um síntese a

priori da natureza: "A longo prazo (...) parecerá mais frutífero considerarmos o “tempo”

como o símbolo conceitual de uma síntese em vias de constituição, isto é, de uma operação complexa de relacionamento de diferentes processos evolutivos” (Elias, 1998: 41).

57 Não nos parece, no entanto, que a qualificação do tempo como uma síntese histórica seja uma concepção adequadamente demonstrada pelo autor. Em vez disso, o autor direciona sua investigação para entender o tempo como uma relação: para ele, o tempo “constitui uma rede de relações, amiúde muito complexa, e que a determinação do

tempo representa, em essência, uma síntese, uma atividade de integração” (1998: 47). Para Helga Nowotny, perceber o tempo como uma relação é o modo como Elias busca resolver o 'problema do tempo' enquanto um objeto de estudo para os estudos sociais. "For Elias, it

consists (...) in how to reconcile the highly abstract nature of the concept of time with the strong compulsion its social use as a regulatory device exerts upon us in daily life" (Nowotny, 1992: 427). E, dessa forma, conforme Nowotny, "Elias opens the way for

grounding the concept of time again in social terms" (1992: 427).

A categoria de 'tempo social' já vem sendo usada por diferentes autores das Ciências Humanas, mas particularmente por aqueles com uma abordagem sociológica. Georges Gurvitch (1990) montou uma tipologia dos 'tempos sociais', pois, segundo Harvey, o autor rejeita a idéia de um tempo único e propõe que cada relação social contenha seu próprio sentido de tempo (Harvey, 1993: 204). Ou, pelo menos, que diferentes tipos de tempo social correspondam a 'diferentes nível de realidade social' e a 'diferentes grupos micro-sociais' (Gurvitch, 1990: 70-72).

Ao particularizarmos a abordagem do tempo à perspectiva de que ele é construído em uma relação social, estamos valorizando que o tempo social, como construção humana, objetifica-se em uma convergência entre fatores materiais e simbólicos, somente ganhando sentido quando é vivenciado (experimentado) por indivíduos e grupos em ambientes sociais, compostos por diferentes graus de ligações e conexões sociais entre indivíduos e predominantemente organizados por processos institucionais6.

O tempo social, então, surge e se objetifica (corporifica) em relações sociais que produzem ou interagem com referências temporais, como as escalas de medida temporal, definidas socialmente a partir de condições materiais (por exemplo, os ciclos da natureza) e históricas (os calendários nas diferentes civilizações). E é esta ênfase nas propriedades tipicamente sociais do tempo que Simonetta Tabboni capta como aspecto principal da abordagem de Norbert Elias: "Time is no longer merely the collective rhythm of different

6 Por relação social entendemos um grupo específico de relações entre pelo dois sujeitos por meio das quais

são estabelecidos sentidos construídos no processo de interação social, sentidos estes que orientarão os indivíduos na construção de suas ações. Além da dimensão simbólica, as relações sociais podem ter uma dimensão material, decorrente de situações concretas da vida social, as quais criarão condições práticas para o agir.

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activities, but a social construction which varies in the course of the process of civilization, becoming today one of the most constraining social habitus, an extremely abstract symbol, a cognitive instrument" (Tabboni, 1998: 262).

Temos de considerar, também, que as relações sociais tendem a se estabilizar num ambiente social. Isto significa que as relações caminham para regularidades, padronizações, hábitos e convenções, que limitam a margem de inovação e criatividade social. Giddens estuda a constituição da sociedade a partir da presença nela de "propriedades estruturais", ou mais especificamente, "propriedades de estruturação", as quais "possibilitam a existência de práticas sociais discernivelmente semelhantes por

dimensões variáveis de tempo e de espaço" (1989: 13). Em sua proposta teórica, Giddens considera que os sistemas sociais seriam constituídos por "relações reproduzidas entre

atores ou coletividades, organizadas como práticas sociais regulares" (1989: 20).

Em Giddens, uma melhor compreensão das práticas sociais implica em entender a sua dimensão institucional e a sua temporalidade. As práticas sociais se tornam 'instituições', para o autor, se elas se alastrarem por diferentes espaços e tempos de interação social (1989: 14). Ao mesmo tempo, elas se concretizam em três diferentes dimensões de temporalidade: 1) a durée da experiência cotidiana; 2) o tempo de vida do indivíduo; e 3) a longue durée de instituições. Embora Giddens acentue a importância das rotinas da vida diária, particularmente o seu caráter repetitivo e de contínuo retorno, sua abordagem enfatiza a relação entre as rotinas da vida social cotidiana e as formas institucionais de organização social, em que "cada uma participa na constituição da outra" (1989: 28).

Portanto, em Giddens, a temporalidade das práticas humanas é expressa na interpolação mútua dessas três dimensões (1989: 29). As práticas executadas por atores sociais com referência às suas rotinas de vida diária interagem com as rotinas e ciclos de temporalidade que as instituições sociais estabelecem para a ‘gestão’ dos processos sociais em que estão envolvidas.

Ao adotarmos esta estratégia de estudo, estamos conscientes das diferenças de abordagens sociológicas do estudo do tempo. Helga Nowotny salienta três estratégias de análise do tempo pela teoria social: 1) a teoria social pode localizar a existência de um tempo 'sui generis' enquanto se desvia do problema de sua especificação; 2) pode justapor o tempo cronológico a várias formas de tempo social, considerando a primeira a mais 'natural' e a demais como percepções subjetivas do tempo; 3) pode se sentir livre para

59 localizar a existência de uma pluralidade de tempos, incluindo uma pluralidade de tempos sociais (Nowotny, 1992: 427-9).

Embora tenhamos preferência pela terceira perspectiva, não estamos sugerindo que o melhor percurso de investigação seja a formulação de tipologias de tempos sociais, como a proposta de Gurvitch, mas sim enfatizamos que os processos e práticas sociais constroem relações que, tendo como referências escalas temporais, desenvolvem formas particulares (tipicamente sociais) de experiência do tempo, como as formas institucionais de organização social.

Além disso, concordamos com Nowotny de que os estudos sobre o tempo não podem ser considerados um sub-campo ou especialidade das ciências sociais, "...Nor is

time sufficiently recognized as forming an integral dimension of any of the more permanent structural domains of social life which have led to their institutionalization as research fields" (Nowotny, 1992: 441). Da mesma forma, não estamos afirmando neste trabalho que o tempo social seja uma forma nova ou separada de tempo. Consideramos válido o uso do termo "tempo social" porque nos permite apontar uma direção de estudo, que valorizará as formas objetivas e específicas que o tempo, como fenômeno múltiplo e muitas vezes abstrato, assume ao ser constituído por fatores tipicamente sociais que o condicionam.

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1.2.2) Modos de constituição social do tempo

Um estudo da temporalidade jornalística a partir de uma abordagem do tempo social como o pretendido aqui implica que consideremos mais detidamente alguns processos e práticas sociais. De um modo mais geral, não devemos esquecer a presença e atuação de processos sociais amplos e históricos e suas influências e determinações a respeito da construção do sentido de tempo. Sabemos que as sociedades dos últimos séculos sofreram importantes transformações históricas que modificaram as bases de sua sociabilidade, mas nos interessa acentuar processos que, de alguma forma, afetaram os modos como as populações vivenciaram as temporalidades destas épocas.

Por isso, em vez de desenharmos extensos panoramas sobre estas sociedades, optamos por destacar três processos internamente articulados e diretamente ligados a um sentido social de tempo: o desenvolvimento do capitalismo, com a industrialização e a estruturação das relações de mercado; inovações tecnológicas e a formação das estruturas sociais de comunicação; e mudanças no campo da cultura, particularmente na literatura e nas artes. Parte destes processos será considerada posteriormente, particularmente aqueles aspectos mais ligados à constituição do jornalismo nas sociedades modernas e contemporâneas e as formas como ele opera o aspecto da temporalidade.

De um modo mais específico, pretendemos reforçar agora que uma investigação da temporalidade jornalística como uma categoria sociológica exige percebermos que a atividade jornalística é uma prática social e cultural que se realiza hoje predominantemente por meio de três situações e condições:

1) é executada por atores técnicos especializados, cujo papel social e profissional alcançou uma legitimidade social por meio do crescimento da importância social da atividade; 2) é regulada por regras, normas e critérios de qualidade do produto. As regras e normas visam a definir procedimentos técnicos e obrigações socialmente sancionadas, enquanto critérios de qualidade do produto tornam-se balizadores a respeito da conformação que o jornalismo possa adquirir para cumprir suas metas e atender a expectativas gerais e particulares de um público amplo, disperso e fragmentado;

3) é realizada hoje quase que exclusivamente dentro de organizações racionalizadas. Esta não é uma característica apenas das organizações jornalísticas, mas do processo de racionalização das sociedades modernas, conforme descrito por Weber (1944, 1985).

61 Considerando as três dimensões da atividade jornalística apresentadas acima, optamos por investigar predominantemente a sua natureza organizacional como um 'eixo' em torno do qual as duas demais dimensões do jornalismo estão articuladas. Com esta perspectiva institucional, queremos também evitar percursos que concentrem o foco em dicotomias tradicionalmente usadas pelas Ciências Humanas para separar o individual do social e do natural (Tabboni, 1998: 263).

Avaliamos que as instituições formais da sociedade são hoje fatores privilegiados de construção de relações e processos sociais intra e extra-organizacionais: 1) ordenam, estabilizam e normatizam modos de atuação no corpo social, dando organicidade à sociedade; 2) são atores coletivos com maior possibilidade de penetração no tecido social e de inter-relação com outras instituições; e 3) são locus de conflitos e disputas de poder, legitimidade e autoridade. Quando falamos de organizações sociais, estamos nos referindo às mais importantes, estruturadas e amplas entidades coletivas da sociedade, seguindo autores vinculados particularmente ao 'new institutionalism' (DiMaggio e Powell, 1991: 11).

Preliminarmente, podemos perceber que a instituição jornalística orienta-se por um modelo organizacional em pelo menos dois tipos de relações: por um lado, relações de ordem social, pelas quais se organiza internamente (por meio de padrões de rotinização, burocratização e hierarquização) e externamente (como um ator coletivo com competências e finalidades reconhecidas e legitimadas socialmente); por outro lado, relações de ordem econômica, em que ela se torna gestora de uma vocação industrial voltada para o atendimento de demandas de mercado a partir da produção de uma forma específica de produto, a notícia.

Consideramos, portanto, que organização social é hoje tanto um espaço de interação quanto um modo padronizado de ação social individual ou coletiva. É um espaço de interação porque institui regras, posições e recursos – ou capitais, conforme Bourdieu - aos indivíduos que dela participam. E quando os atores sociais agem por meio de um corpo coletivo (o que é mais comum no jornalismo), a instituição enquanto uma organização assume, conforma e amplia os modos de ação em um ambiente social, institucionalizado ou não.

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