CAPÍTULO III – O SERVIÇO SOCIAL E O ADOLESCENTE USUÁRIO DO
3.2 Atuação do Assistente Social no Trabalho com os Adolescentes
contido no projeto de Reforma Sanitária - foi um dos aspectos que tem provocado resistência dos formuladores do projeto saúde voltada para o mercado. Esse projeto tem como premissa concepções individualistas e fragmentadoras da realidade, em contraposição às concepções coletivas e universais do projeto contra hegemônico. (BRAVO 2000,p.15)
O SUS é um dos maiores sistemas de saúde do mundo, embora sua execução esteja bem distante dos preceitos indicados em suas diretrizes. Firmou-se como lugar de quem não possui condições de pagar por um atendimento de saúde, e assim ficou conhecido por um sistema que atende minimamente as necessidades das classes subalternas.
Há uma enorme distância entre a proposta do movimento sanitário e a prática social do sistema público de saúde vigente. O SUS foi se consolidando como espaço destinado aos que não têm acesso aos subsistemas privados, como parte de um sistema segmentado. A proposição do SUS inscrita na Constituição de 1988 de um sistema público universal não se efetivou. (BRAVO, 2000 p.20).
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No que diz respeito ao trabalho no NASA, a participação política dos adolescentes ainda parece estar fora de sua realidade diária, não percebe em suas participações a dimensão política nem a oportunidade destas tornarem-se causador de mudanças sociais. A imagem que é perpassada pela sociedade de que os adolescentes são inconsequentes, rebeldes sem causa, irresponsáveis e sem autonomia nas decisões, corrobora para retroagir ainda mais, da possibilidade de se identificarem como sujeitos capazes de realizar escolhas, projetos de vida e participar da vida política da sociedade.
3.2 Atuação do Assistente Social no Trabalho com os Adolescentes
Para entendermos o Serviço Social partimos do entendimento de que o
mesmo é uma profissão que trabalha com a questão advinda das relações complexas entre capital e trabalho, só podendo ser entendida no movimento histórico da sociedade, relacionando-a no contexto social mais abrangente.
A constituição dos conhecimentos e as ações do Serviço Social brasileiro é um processo que traz uma questão inicial: explicitar como se constituem e se
desenvolvem as tendências de análise e as interpretações acerca de sua própria intervenção e sobre a realidade social sobre a qual se movimenta. (YAZBEK 2009). O Serviço Social é uma profissão que em um determinado período histórico, surgiu como uma forma de resposta às expressões da questão social. O seu significado social deve ser analisado perante o processo de produção e reprodução das relações sociais, e sua institucionalização como profissão é explicada através das contradições existentes nos processos sociais das relações entre as classes antagônicas. (IAMAMOTO E CARVALHO 2007)
Para analisarmos o Serviço Social partimos do processo de incorporação da profissão, que teve seu inicio no Brasil em 1930, numa conjuntura característica do desenvolvimento capitalista marcada por conflitos de classe, quando as ações de caráter assistencial, religiosos e filantrópicos desenvolvidos pela solidariedade não dava conta das necessidades da população, pelo crescimento numérico e qualitativo da classe operária urbana e pelas suas lutas sociais contra a exploração do trabalho e pela defesa dos direitos de cidadania, baseada na doutrina da igreja católica. Tendo sua gênese na caridade, sobe a forte influencia do modelo europeu, autoritário e doutrinário. Abordando a questão social como problema moral e religioso, numa intervenção que priorizava a formação da família e do indivíduo para solução dos problemas e atendimento de suas necessidades materiais, morais e sociais. (YAZBEK 2009).
O Serviço Social surge num momento em que o modo de produção capitalista define a sociedade em que a Igreja se insere. É também um momento em que a ideologia das classes dominantes não é mais a da Igreja. Não é mais ela quem cria e difunde ideologia dominante. Esta passa a ser produzida e difundida por outras instâncias da Sociedade Civil e Política, que são monopolizadas e controladas pelos grupos e classes que mantêm o monopólio dos meios de produção. (IAMAMOTO, 2000, p. 230).
O Serviço Social emergiu com grande influência da igreja católica. Era uma profissão oriunda do sexo feminino e de famílias ricas, que expressavam sua visão dominante e superior em relação à população atendida. Para ingressar na escola de Serviço Social a mulher tem que se encaixar num perfil, que dentre muitos destacavam-se a valorização de critérios físicos e familiar. Selecionando assim uma pequena elite virtuosa da boa sociedade, com a missão de redimir os
descaídos da sociedade. A formação profissional baseava-se em quatro aspectos principais: científica, técnica, moral e doutrinaria. (IAMAMOTO 2009)
Em 1940, a influencia norte-americana com base positivista funcionalista/ sistêmico, reorienta a profissão para atender o desenvolvimento capitalista, demanda a qualificação e sistematização de seu espaço sócio ocupacional para atender a requisição do Estado que inicia a implementação de políticas no campo social, passando a intervir diretamente na reprodução das relações sociais.
No caso do Serviço Social, o primeiro suporte teórico-metodológico necessário e importante à qualificação técnica e a sua prática é encontrado na matriz positivista e na sua forma de apreender, manipular e instrumentalizar o ser social. É nesta perspectiva positivista que se restringe a visão da teoria ao âmbito do que pode ser verificado, experimentado e fragmentado. Não aponta mudanças, senão dentro da ordem estabelecida, voltando-se antes para ajustes e conservação, assumindo o papel de regulador das relações sociais, viabilizando o processo de acumulação capitalista com o atendimento das necessidades sociais da população.
Nos anos 60 o capitalismo mundial impõe à America Latina um estilo de desenvolvimento que exclui e subordina. Naquele contexto de mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais se expressava um forte questionamento aquele referencial. Esse movimento denomina-se “movimento de reconceituação”. A profissão assumiu inquietações e insatisfações daquele momento histórico e direcionou seus questionamentos ao Serviço Social através de um amplo movimento dentro de um processo de revisão global, em níveis teóricos, metodológicos e político. (YAZBEK 2009).
O Movimento de Reconceituação foi um processo onde empenhou-se em romper com o Serviço Social tradicional e conservador, apesar de algumas linhas ainda estarem ligadas ao conservadorismo, buscava-se através desse movimento fazer um dialogo crítico sobre a profissão. Nesse momento fica clara a importância da pesquisa cientifica da formação profissional, a ligação do exercício profissional aos interesses das necessidades populares e não mais aos princípios da classe burguesa.
Nos final dos anos 70 percebia-se que como resultado das muitas ditaduras no Continente americano o Serviço Social fora obrigado a se calar por um longo período, mesmo depois de ter avançado em produções críticas pelos países onde isto fora permitido. Neste período então o pensamento de autores latino-americanos
ainda orienta ao lado da iniciante produção brasileira a formação e o exercício profissional no país. Na década de 60 e 70, expandiu-se a rede de serviços e trabalho do profissional de Serviço Social, contribuindo para o avanço acadêmico e institucional da profissão, ganhando legitimidade como interventor social, prestador de serviços sociais particularmente assistenciais, na administração e repasse de recursos e na viabilização do acesso da população a programas e serviços, consolidando-se nas medidas de intervenção do Estado no campo social, apesar da precarização das políticas sociais. (YAZBEK,2004).
Já nos anos 80 se torna possível iniciar uma efetiva interlocução da profissão com as tendências históricas e teóricas metodológicas da teoria social de Marx. Como matriz teórica metodológica esta teoria apreende o ser social a partir de mediações. Ou seja, parte da posição de que a natureza relacional do ser social não é percebida em sua imediaticidade. (YAZBEK2009) Entende-se, por isso, um conhecimento que assimila dialeticamente a realidade em seu movimento contraditório.
É na esfera do reconhecimento do marxismo como referência analítica, que se torna hegemônico no Serviço Social no país ao abordar a profissão como agente da organização da sociedade inserida na dinâmica das relações sociais participando do processo de reprodução dessas relações. As décadas de 1970 e 1980 serão primordiais para dar uma definição aos rumos do Serviço Social. A partir desse momento houve uma expansão dos cursos de graduação e de pós- graduação em Serviço Social aumentando o processo de produção acadêmica, o que possibilitou ainda mais a reflexão dos assistentes sociais sobre sua atuação profissional e seu papel enquanto profissional. Os assistentes sociais começam a se identificar como parte integrante da camada trabalhadora e não mais como simples mediador e regulador dos interesses do Estado. Além do que, esses profissionais passam a analisar as novas fontes teóricas que contribuem para a compreensão da sociedade capitalista e as contradições trazidas por ela, e é nesse instante que os profissionais iniciam um contato com as teorias de Marx.
Em 1993 assume compromisso com a classe trabalhadora com a promulgação do código de ética do assistente social, que representou um marco para a profissão, pois nele são firmados princípios e valores fundamentais da profissão, abaixo podemos verificar alguns destes princípios.
I. Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes - autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais; II. Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo; III. Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis sociais e políticos das classes trabalhadoras; IV. Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida; V. Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática; VI. Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças. (CÓDIGO DE ETICA DO SERVIÇO SOCIAL – CFESS, 2011).
O Projeto Profissional vai ser de fundamental relevância para a atuação dos assistentes sociais, pois ele proporcionara aos mesmos desenvolverem as premissas para o seu fazer profissional, além de colaborar para a construção do exercício profissional no seu cotidiano de trabalho, instruir esses profissionais no atendimento aos seus usuários e na sua relação com profissionais de outras áreas. O projeto profissional dá uma direção social e política à profissão sendo uma idealização coletiva de uma vanguarda de assistentes sociais.
Na década de 80 para 90 ouve amadurecimento da profissão, afastando o tradicional conservadorismo, embora segundo Netto, isso não signifique o rompimento com o conservadorismo da igreja católica que se atualiza e permanece presente na atualidade.
Com os novos desafios e exigências o profissional de serviço social é impulsionado a se atualizar aprimorando suas estratégias de enfrentamento das questões advindas da classe trabalhadora, como por exemplo: o crescente número do exército industrial de reserva, as margens dos direitos e dos sistemas de proteção social, as novas relações de trabalho, precarização, insegurança, e a vulnerabilidade do trabalho e das condições de vida dos trabalhadores, tais questões trazem grandes consequências para o tecido social em geral.
É neste contexto histórico pós Constituição de 1988, que os profissionais de serviço social iniciam o processo de ultrapassagem da condição de executores de políticas sociais, para assumir posições de planejamento e gestão dessas políticas. Sendo assim encontramos sua participação em vários contextos, mesmo que o
contexto esteja na “contra mão” das transformações que ocorrem na ordem econômica internacional mundializada. (YAZBEK 2009).
Com as transformações ocorridas na profissão se consolida o projeto ético-politico que passa a ter sua base numa corrente critica que vai se identificar com as lutas sociais da classe trabalhadora. Outro grande avanço da profissão foi o Código de Ética profissional de 1993, e a Lei que regulamenta a profissão de 1996 e a própria reforma curricular, que vem respaldar esse projeto.
O assistente social enfrenta um grande desafio ao desvelar a lógica do capitalismo e suas implicações no mundo do trabalho das relações de desmonte dos sistemas de proteção social e políticas sociais, mudanças essas que reiteram a desigualdade e constroem formas que descaracterizam o caráter político da questão social. Na década de 90 a profissão se vê confrontada com as transformações societárias que exprimem a precarização do trabalho e a penalização dos trabalhadores na sociedade capitalista contemporânea. Essas circunstâncias trazem novas dinâmicas para a profissão, novas temáticas e novas demandas dos sujeitos sociais. (YAZBEK 2009). É na função educativa que tem crescido a demanda de atuação do assistente social, nos mais diferentes campos, no qual irei me ater ao campo da saúde.
A saúde é um importante espaço de atuação do Assistente Social, com a implantação do SUS, a saúde passa a ser considerada direito de todos e dever do Estado e os princípios da descentralização, da universalização, da integralidade, da participação da comunidade passam a ser diretrizes do novo sistema. Com a normatização do SUS, em 1990, pelas Leis Orgânicas 8.080/90 e 8.142/90 trouxe ainda mais mudanças para a área da saúde, como a ampliação do conceito de saúde, pois a saúde não mais é considerada como ausência de doenças e enfermidades, é estado de completo bem-estar físico, mental e social. E ainda provocou mudanças na atuação do Serviço Social junto a esta área. Nesse contexto o assistente social exerce uma função de educador político, podendo ser comprometido com uma política democrática, ou um educador comprometido em manter a ordem do capital, valendo-se de estratégias de reprodução e controle social do trabalhador e de sua família. Desenvolve sua prática educativa em conjunto com outros profissionais, contribuindo para a reprodução social da vida das classes subalternas, sendo que essa pratica se modifica à medida que a questão social modifica seus contornos.
ABREU (2002) fala sobre a função pedagógica do assistente social a partir da compreensão gramsciana, tendo seu principio substanciado na relação entre a racionalização da produção e a formação de uma ordem intelectual e moral sob a hegemonia de uma classe. De acordo com a autora a prática do profissional em questão, desde sua institucionalização, perpassa por três diferentes perfis pedagógicos: pedagogia da ajuda, da participação e emancipatória da classe trabalhadora. Sendo que esses perfis permeiam a prática do assistente social, no movimento de organização e reorganização que por vezes serve aos interesses do capital, ora dos trabalhadores.
A pedagogia da ajuda é embasada no molde fordista/taylorista, sendo considerado por (ABREU 2002), como o período de uma era de “educar o operário”, impondo-lhe regras de bom senso e moralidade, essa prática impunha quais trajes deveriam usar e de que forma administrar sua casa, disciplinando-os no modo de vida burguês como sendo o único a ser seguido. O processo de organização dos serviços estava vinculado ao processo de organização da cultura da classe dominante, com sua abordagem centrada em uma visão da questão social como psicossocial passivel de “ajuda”, colocando a questão social como um problema moral. Essa lógica constitui artificio para legitimar a assistência educativa ocultando os processos e mecanismos autoritários da classe dominante, com o objetivo de conformação da classe trabalhadora com a ordem vigente. À medida que as demandas da classe trabalhadora em correlação de forças transformam e complexificam, as práticas profissionais se redimensionam e avançam na direção de determinado projeto societário.
Em sua prática educativa o perfil pedagógico da participação são introduzidos e difundidos na estratégia de expansão do capitalismo monopolista, dando ênfase à participação popular nos programas de governo, tendo como base central o processo de integração e promoção social.
Com o redimensionamento de sua intervenção profissional o assistente social rearranja sua função educativa em três vetores: psicologização das relações sociais, manipulação material e ideológica de necessidades sociais e recursos institucionais via estratégias de assistência social, e, combinação entre processos persuasivos e coercitivos para a obtenção da adesão e do consentimento ao novo ordenamento econômico e social sob o domínio do capital. (ABREU, 2002, p.107).
Autora analisa que o sentido da intervenção profissional na comunidade, “não significou superação do enfoque individualista psicologista e conservador da prática” (ABREU, 2002:111), pois a categoria comunidade tem como elementos centrais as relações interpessoais, solidárias, de compromisso emocional e moral, servindo como componente ideológico que coíbe os conflitos que se operam entre as classes sociais. A participação popular ganha também diferente contornos, redefinindo a intervenção do assistente social na concepção ligada as lutas das classes subalternas e aos processos de democratização, sendo, parte central na politização das relações sociais e de intervenção crítica e consciente das classes, assim como de desenvolvimento teórico.
Na década de 80, o Brasil saindo do período da ditadura militar, entra em mais um período histórico, pois, os trabalhadores começam a se organizarem lutando por direitos, e, é nesse contexto que a categoria profissional rompe com o conservadorismo, a partir de uma visão critica da realidade social. A aproximação com os movimentos sociais leva a categoria também a se mobilizar junto às demais organizações da classe trabalhadora.
A pedagogia da emancipação é composta por elementos como destaca Abreu (2002), como solidariedade, colaboração para com as classes subalternas, mobilização, capacitação e a organização das mesmas no sentido de uma ruptura com a ordem intelectual e moral do capital, na construção de uma nova cultura. O Serviço Social vincula-se ao movimento de construção numa perspectiva pedagógica de emancipação das classes subalternas.
...as possibilidades de vinculação do Serviço Social ao movimento de construção de uma perspectiva pedagógica emancipatória pelas classes subalternas são entendidas no quadro das condições sócio-históricas e político-ideológico de elaboração e desenvolvimento de um projeto profissional identificado com os interesses das citadas classes, projeto esse colocado como alternativo ao projeto tradicional conservador predominante na constituição histórica dessa profissão. (ABREU,2002,p128.)
A organização é um processo fundamental na constituição da hegemonia de classes como força de mudança. Está posto um grande desafio aos assistentes sociais no desenvolvimento de suas práticas pedagógicas, no sentido de mobilização das classes subalternas, contribuindo para o fortalecimento de um projeto social mais justo e igualitário.
O Assistente Social desempenha sua função no NASA com o pressuposto de realizar seu trabalho na perspectiva da universalização de acesso, integralidade da assistência e emancipação do ser social. Trata-se de um contexto de atuação que interpela a profissão sob vários aspectos: das novas manifestações e expressões da questão social, aos processos de redefinição dos sistemas de proteção social e da política em geral, que emergem nesse contexto do bairro Âncora.
Ao se desenvolver um trabalho com adolescentes é fundamental que este seja realizado com a família, uma vez que muitos problemas que os atingem têm origem no próprio núcleo familiar, por questões de violência doméstica, pobreza etc. O trabalho desses profissionais com os pais visa fazer uma reflexão sobre o cotidiano em que estão inseridos estes adolescentes. Entendendo que as relações sociais capitalistas é que influenciam o modo de viver na sua totalidade, é importante ressaltar que estes profissionais devem ter uma postura ética frente às diversas demandas apresentadas pelas famílias, logo seus valores e suas crenças não devem influenciar na execução desse trabalho. É importante também preservar estas famílias e suas diversas histórias de vida, com o intuito de não cair no paradigma de culpabilização da família por sua situação de pobreza, desemprego, entre outros.
O assistente social ao desenvolver seu trabalho esclarece aos adolescentes seus direitos e integra-os nos programas sociais, assim como os acompanha nesse processo que só será possível a partir do conhecimento da realidade na qual cerca não só o adolescente, mas também toda sua família. As políticas sociais têm como objetivo o desenvolvimento social, e no caso do adolescente, a proteção deste, e o seu reconhecimento como sujeitos de direito e pessoa em desenvolvimento.
Em seu dia a dia de trabalho o Assistente Social encontra diversos obstáculos para conduzir seu exercício profissional, sendo ele um profissional assalariado, que tem como desafio articular o compromisso ético-político da profissão, com as condições objetivas de trabalho criado pela instituição empregadora.
O profissional não dispõe de todos os meios e instrumentos necessários para sua intervenção, dessa forma o profissional não se desenvolve de forma