Identidade Sem valor
Bem-estar
Necessidades não supridas 1. Consciente Inconsciente Ninguém, esperança-vitória-vencedor 2. Inconsciente Consciente Alguém, esperança-vitória-vencedor 3. Consciente Inconsciente Ninguém, desesperança-derrota-perdedor 4. Inconsciente Consciente Alguém, desesperança-deirota-percledor A nossa carne tem duas reações básicas para lidar com as duas manifestações do medo da morte. Essas reações são o orgulho e a rebelião. O orgulho reage devido ao medo de não ser valorizado, enquanto a rebelião reage devido ao medo de as necessidades não serem supridas. Lembra-se dessas reações ao medo em Adão e Eva?
O orgulho enfoca e confia em si, em vez de enfocar e confiar em Deus. É a exaltação do ser por meio da falta de confiança em Deus, seja em arrogância ou em autopiedade. Basicamente, o orgulho é a maneira pela qual a nossa carne lida com a auto-imagem e o sentimento de falta de valor e importância. Quando você recebe a mensagem: “Você não é bom e não tem valor, você não é importante”, a sua carne reage imediatamente em orgulho, retirando a sua atenção de Jesus Cristo e focando-a em si mesmo. Isso se manifestará em duas maneiras diferentes, dependendo da experiência consciente do medo da desvalorização.
Se você experimentar conscientemente o medo de não ser valioso para Deus, a sua carne o motivará a tentar ganhar o amor e a estima de Deus (obedecer a Deus, sendo íntegro, etc). Mas se você confia em si mesmo e se convence de que é impossível ganhar a estima e a honra de Deus, o orgulho motiva a autopiedade. É o mesmo orgulho de antes, mas enfoca
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o interior em derrota.
P or o u tro la d o , se vo cê não e x p e rim e n ta r c o n scie n te m e n te o m edo da d e sva lo riza çã o , o o rg u lh o motivará a sua carne a crer que você já é digno do amor de Deus. Por quê? Por causa do seu passado, da atual justiça e da sua obediência a Ele. O orgulho o motiva a olhar as suas próprias obras e a confiar em si mesmo. Em ambos os casos, o orgulho faz com que a pessoa confie em si mesma e na sua carne.
A segunda manifestação do medo da morte, de que as necessidades não serão supridas, começa a motivar a alma sempre que o amor de Deus por nós for questionado. A reação carnal para esse medo é a rebelião, a oposição ou a fuga de um relacionamento. Se você estiver se relacionando com alguém ou sob a autoridade de uma pessoa em particular, em quem não confia e desconfia de suas intenções, a sua carne, motivada pela autopreservação e pelo medo da morte, não terá qualquer interesse em submeter qualquer área da sua vida a essa pessoa. O seu relacionamento com essa pessoa estará baseado no medo, e a sua única escolha natural será opor-se e prejudicar a autoridade de tal pessoa ou fugir e romper o relacionamento. Isso é rebelião.
Q uando duvid a m o s do am or de Deus por nós e fic a m o s com m edo de que Ele não su p ra as n o ssa s necessidades, então não confiamos que Ele cuidará de nossas vidas. Também não confiamos nas pessoas que Ele colocou como autoridade em nossas vidas. Assim, nos rebelamos con tra Deus e contra outras pessoas. Foi isso o que eu fiz quando planejei contar aquela pequena mentira a Jan sobre o meu atraso. A rebelião pode ser uma oposição à pessoa temida ou à fuga dessa pessoa. Em ambos os casos, ela pode ser uma rebelião aberta e evidente ou, encoberta e sutil.
Vimos dois tipos de rebelião nas crianças. Algumas dizem abertamente aos pais: “Não, vão plantar batatas!” Outras dizem : “Sim ” , mas encontram m aneiras sutis de não se submeterem e de minar as intenções dos pais.
Capítulo 6 - O Leão, o Urso e a Serpente
maneiras: 1) Oposição aberta, 2) Fuga aberta, 3) Oposição ocultada, 4) Fuga ocultada.
Aqui está um exemplo. Quando o professor pede a um estudante que se sente, ele pode: 1) permanecer de pé e dizer “não” , 2) dar de costas e sair da classe, 3) sentar-se, mas permanecer com uma atitude e achar desculpas “legítimas” para ficar em pé, 4) sentar, se fechar em autopiedade e se recusar a se relacionar com o professor.
Não é importante saber quais os fatores, além do medo, que d e te rm in a m e s s a s m a n ife s ta ç õ e s de re b e liã o . É n e c e s s á rio a p e n a s c o m p re e n d e r q u e to d a s e s s a s manifestações são rebelião e estão enraizadas no medo e na dúvida quanto ao amor de Deus. Devemos reconhecê-las e nos arrepender delas.
Todas as formas de orgulho e rebelião emanam do pecado em nossa carne, operam por meio de imagens falsas de Deus, de si e dos outros baseadas na dúvida quanto ao amor de Deus e do temor que acompanha essa dúvida e nos motiva inconscientemente. Essa é a serpente na parede das nossas almas nos enganando e nos prendendo por meio das im a g e n s fa ls a s do p ru m o q ue e s tã o p ro fu n d a m e n te estabelecidas ali.
A intensidade do orgulho e da rebelião que opera em nós é diretamente proporcional à intensidade do medo no qual estão ligados, e é representada pela distância que o prumo é desviado do centro. Quando o medo da desvalorização e da insignificância se aprofunda, o orgulho se torna uma força mais forte na carne para com pensar o profundo sentim ento de mágoa. Q uanto mais esse m edo se intensifica, devido à circunstância ou à experiência, maior é a possibilidade de essa pessoa tentar mudar os estilos de andar na carne, enquanto o medo m uda de uma m o tiva çã o in c o n s c ie n te para uma percepção consciente.
N e n h u m a fo rm a de a n d a r na c a rn e d e s c re v e exatamente uma pessoa. Pelo fato de o prumo poder ser posicionado em q u a lqu er lugar entre a posição de total verticalidade e total horizontalidade, dependendo da intensidade
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do medo, há um número indefinido de formas de se andar na carne. Nos próximos capítulos, descreverei quatro maneiras pelas quais podemos considerar quatro estilos distintos, com muitas nuances gradativas entre si.
Também é possível que uma pessoa cam inhe no espírito em uma parte de sua vida, e na carne, em outra parte. Ela pode, em um momento, andar na carne de uma maneira em particular, em uma área em particular e, em outro momento, andar de maneiras diferentes, em áreas diferentes da vida, ou ela pode alternar as maneiras em uma área em particular da vida.
É improvável que um cristão caminhe cem por cento do tempo em todas as áreas da sua vida na carne, exatamente de acordo com uma das quatro maneiras que descreverei. Esse não é o ponto crucial. Não estou tentando criar uma nova doutrina ou teoria nas quais todos os cristãos que andam na carne devam se encaixar. Ninguém se encaixará exatamente nessas descrições. Porém, ao ler este livro, você poderá pedir ao Senhor que lhe revele, em espírito, as características mais pertine nte s da m aneira pela qual a sua própria carne o enganou, prendeu a sua alma e opera inconscientemente em você. Uma vez que você tenha recebido a revelação de um estilo de andar na carne, não continue a identificar-se dessa forma, mas arrependa-se e identifique-se ao seu espírito.
As várias características dessas maneiras de operação na carne não são “características negativas de personalidade” , “fraqueza no seu caráter” ou “problemas pessoais” . Pensar dessa maneira faz com que nos identifiquemos com a nossa carne, acreditemos que essa característica seja eu, e que tentemos barrá-la ou superá-la. Essas coisas sempre nos levam a tentar vencer a nossa carne ao usar a Palavra como uma lei em nossa mente. Entretanto, em Romanos 7, Paulo disse claram ente que isso não é você. Não se identifique pessoalmente com o pecado na sua carne. Isso é o pecado operando em você, mas não é você.
Vamos, resumidamente, recapitular a auto-imagem de cada um dos quatro estilos da operação carnal. No primeiro
Capítulo 6 - O Leão, o Urso e a Serpente
estilo, é a pessoa operando baseada na crença: “ Não sou importante, não sou amado e sou um ninguém. Mas, posso ser um alguém e ter vitória na minha vida através daquilo que eu faço.”
A pessoa que opera no segundo estilo acredita: “Sou importante e valioso. Eu sou um alguém por causa daquilo que sou e daquilo que faço. Posso continuar sendo um alguém ao continuar o que estou fazendo hoje e ao fazer coisas ainda maiores no futuro. Terei vitória em minha vida.”
A pessoa que opera na terceira maneira acredita que: “Não sou importante, sou um ninguém. Não posso vencer na vida. Estou condenado a essa vida terrível e sempre serei um ninguém. Não terei vitória. Não há razão para tentar.”
A pessoa que opera no quarto estilo crê: “ Eu sou um alguém, sou importante e tenho valor. Porém, não tenho vitória agora e não terei porque os outros (talvez Deus) estão contra mim e eu não posso vencer. É injusto e estou condenado a essa vida de derrota.”
Saúde, circunstâncias financeira, relacional, profissional e outras não são apenas determ inadas pela carne, mas também ajudam a determ inar as m aneiras pelas quais os cristãos caminham na carne. Essas circunstâncias estão todas ligadas basicamento ao medo da morte. Conseqüentemente, as pessoas cujas circunstâncias são positivas, geralmente, operam no primeiro e no segundo estilo. As pessoas cujas circunstâncias não são tão boas, geralmente, caminham no terceiro ou quarto estilo.
Cada um dos estilos pelos quais caminhamos na carne está enraizado na mentira de que o amor, a estima, o favor e a bên ção de Deus ch e g a m até nós b a se a d o s no nosso desempenho. “Se eu tiver um bom desempenho, Deus me amará e me abençoará.” Cada um desses estilos motiva um crente a confiar inconscientemente na “justiça de obras” .
Isso pode ser tão sutil que motiva os cristãos a julgar os outros que andam abertamente em “justiça de obras".
Quando menti para Christy sobre a conversa com Marilyn, eu não escolhi fazer aquilo, minha carne capturou a
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minha alma e começou a “tocar a fita” ou a operar no corte que foi estabelecido naquela área da minha alma.
Uma vez que a nossa carne começa a operar em um corte em particular, tem os pouco controle sobre nossos pensamentos e comportamento. Então, a carne toca aquilo que foi gravado na fita. Ela já capturou a mente, as emoções e a vo n ta d e d e vid o ao eng ano. Não esta m o s re a lm e n te conscientes de que a nossa carne nos controla. Porém, quando nos tornamos conscientes disso por meio da revelação do Espírito Santo, podemos nos arrepender e permitir que a Palavra e o sa n g u e de Je su s p re e n c h a m o c o rte de m a n e ira sobrenatural. Ele fará um novo corte de acordo com a verdade de Cristo no espírito.
Muitos crentes acreditam que a dureza do coração provém apenas da desobediência proposital. Entretanto, isso não é verdade, e essa crença dificulta que reconheçamos a dureza de coração, pois não estamos conscientes de qualquer desobediência proposital a Deus. Mas, toda vez que operamos na carne, sem que tenhamos consciência do pecado devido ao engano, nós endurecemos o nosso coração.
“Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.”
(Efésios 4:17-18)
A dureza do coração ocorre sempre que aceitamos uma mentira no lugar da verdade, acreditamos que estamos no espírito quando estamos na carne ou cremos em algo sobre Deus ou sobre nós mesmos que não esteja de acordo com a verdade, independente de ocorrer por meio da rebelião consciente ou inconscientem e nte através do engano. O resultado é igual em ambos os casos. Nossos corações são e n d u re c id o s n e s s a s á re a s , n o ssa v id a com D e us é interrompida e experimentamos as conseqüências da lei do pecado e da morte.
Capítulo 6 - O Leão, o Urso e a Serpente
Os cortes em nossa alma são as áreas de dureza do coração. Quando uma falsa imagem é criada, ela forma um padrão de pensamento, sentimento e comportamento (corte) que é moldado e endurecido por cada palavra ou experiência nova vista por meio dessa imagem falsa. O pecado em nossa carne é muito enganoso e muito da dureza do coração provém inconscientemente do engano do pecado em nossa carne. “pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.” (Hebreus 3:13)
Marcos 6 registra o incidente de Jesus caminhando sobre a água e indo em direção ao barco no qual os discípulos estavam navegando. No começo, os discípulos estavam com medo, mas depois eles reconheceram Jesus.
“E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou (parou para descansar, como se tivesse ficado exausto devido aos seus próprios movimentos). Ficaram entre si atônitos, porque não haviam compreendido o milagre (o ensinamento e o significado do milagre) dos pães; antes, o seu coração estava endurecido (tornaram-se entorpecidos e perderam o poder do entendimento)”
(Marcos 6: 51 -52, tradução da Bíblia Amplificada) Os discípulos enxergaram a experiência com Jesus por m eio de im a g e n s de p ru m o s fa ls o s , e le s não se relacionaram com Jesus de acordo com a verdade de quem Ele era e o que Ele estava fazendo. Conseqüentemente, em vez de serem transformados pela experiência deles com Jesus, seus corações foram meramente endurecidos e eles não fo ram libertos.
O grau de dureza do coração em qualquer área em particular é diretamente proporcional ao nível de fé e confiança estabelecidas na mentira. As nossas mentes foram moldadas de acordo com o mundo em muitas áreas por meio do engano do pecado, e os nossos corações foram endurecidos nessas áreas. Nossas alm as necessitam d e se speradam en te de
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limpeza e de purificação, e as nossas mentes precisam ser renovadas. Esse processo de transform ação por meio da renovação da mente é mencionado por Paulo em Romanos 12:2 .
Muitos cristãos estão grandemente frustrados com o Senhor “por causa da ignorância que está dentro deles e de sua dureza de coração” . Freqüentemente, já fizeram tudo o que sabem para se libertarem de uma certa área ou certas circunstâncias negativas. Eles oram, jejuam e clamam a Deus. Eles se arrependem , declaram o sangue e confessam a Palavra, mas as circunstâncias não mudam. Então, eles acabam por concluir que a Palavra não funciona e que Deus não é fiel.
Esse é o caso de muitos cristãos que são enganados na fu tilid a d e de su a s m e n te s , o b s c u re c id o s no seu entendimento e excluídos da vida de Deus em certas áreas. Eles não c o n s id e ra m que seus co ra ç õ e s possa m se r e n d u re c id o s p o r e s ta re m in c o n s c ie n te s de q u a lq u e r desobediência proposital a Deus. Essa é a “ignorância” de Efésios 4:18. Uma maneira de operação carnal, profundamente estabelecida no coração de um crente e confirmada pelas p a la v ra s e e x p e riê n c ia s com o p a ssa r do te m p o , é o endurecim ento do coração, e, freqüentemente, isso não é instantaneamente extirpado e substituído pela verdade. Pelo arrependimento, o poder purificador do sangue de Jesus e a limpeza da água da* Palavra, esses cortes endurecidos da operação carnal podem ser amolecidos, torcidos e moldados e podem ser remodelados de acordo com a verdade no espírito. Louvado seja o Senhor!