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O Segundo Estilo de Operação Carnal

No documento Craig Hill - Enganado Eu (páginas 154-167)

Este segundo estilo é caracterizado como:

Experiência do Medo

Experiência do Ser

Identidade Bem -estar Sem valor Necessidades

não supridas

Auto-lmagem do Prumo 1. Inconsciente Inconsciente Alguém

esperança-vitória-vencedor Ao andar nesse estilo carnal, um crente acredita: “Sou importante e valioso. Sou um alguém, por causa de quem eu sou e do que eu faço. Posso continuar sendo um alguém ao continuar o que estou fazendo agora e ao fazer coisas ainda maiores no futuro. Terei vitória em minha vida e serei um sucesso.” Vamos supor que o cristão que anda nesse segundo estilo se chame “Sue” .

Sue recebeu, no profundo de sua alma, a mensagem de que Deus não a ama de verdade, e, assim, sua vida não é importante e suas necessidades não são supridas. Porém, ela não está consciente desses dois tipos de medo que operam nela. Ela crê que é valiosa, digna e importante. Sue diz que isso é por causa de Jesus em sua vida e dá todo o crédito do seu sucesso a Deus. A verdade é que ela se sente valiosa por quem ela é e por aquilo que ela fez ou faz.

Sem que percebesse, Sue colocou a confiança e a segurança em si mesma. Entretanto, ela acha que ambas as coisas estão depositadas em Jesus Cristo e que ela confia na Palavra de Deus. Na realidade ela está confiando na sua própria

Enganado? Eu?

capacidade de compreender a Palavra de Deus. Ela acha que está confiando na revelação de Deus, mas ela está confiando na sua própria capacidade de receber a revelação de Deus. Ela acha que está confiando na justiça de Jesus dentro de si. Ela confia em sua própria capacidade de andar em justiça. Essas coisas parecem te r diferenças sutis, mas são, na realidade, a diferença entre confiar em Deus e confiar em si m esmo.

Pelo fato de Sue estar andando no segundo estilo de domínio carnal, ela considera seu relacionamento com Deus da seguinte forma: “ Deus está contente comigo. Deus me honra, me estima e me valoriza. Ele está me abençoando.” Ela crê que Deus a está tratando de maneira justa e declara com seus lábios que Ele a está abençoando devido ao Seu amor e misericórdia. Mas ela realmente crê no seu coração que tudo isso se deve a sua retidão e obediência a Deus.

Para as outras pessoas, Sue aparenta ser muito segura e autoconfiante. Ela também acha isso e acha que é confiante e competente. Ela não está consciente do medo de que suas necessidades não sejam supridas, pois, geralmente, suas necessidades são supridas numa medida substancial. Por causa de sua confiança e competência, Sue consegue que suas necessidades sejam supridas. Ela é independente, tem iniciativa e não espera as coisas acontecerem. Ela faz as coisas acontecerem. Na realidade, Sue confunde a criatividade de sua própria mente humana com a direção do Espírito Santo.

Como o crente que opera no prim eiro estilo, Sue freqüentemente se compara com outros. Ela também precisa ter a certeza de que é superior aos outros com quem escolheu c o m p e tir. P e lo fa to de o seu v a lo r com o p e s s o a s e r determinado em sua mente pelas conquistas, Sue é guiada por sua carne para superar cada área em que escolheu empenhar-se. No geral, ela simplesmente não se empenha para competir ou executar em áreas que ela não esteja certa (antecipadamente) de que possa vencer.

Geralmente, a pessoa que opera nesse segundo estilo aparenta ser bem-sucedida aos outros. Ela sempre se mantém

Capítulo 8 - Estilos de Operação Carnal

distante dos outros e não se abre muito para falar de seus sentimentos verdadeiros. Ela discute visões e projetos com os outros, mas, no geral, não está disposta a colocar-se numa posição vulnerável para que os outros vejam quem ela é de verdade. Ela tem medo de que os outros vejam qualquer área em que ela não seja competente ou confiante, pois precisa sentir-se superior às pessoas ao seu redor para que não experimente o medo da morte da sua identidade pessoal. Geralmente, as pessoas sentem-se intimidadas pelo ar de “confiança e competitividade” que rodeia a pessoa que opera nesse estilo.

Esse cristão está sempre muito ocupado executando “a obra do Senhor” . É muito fácil para ele intimidar de imediato as pessoas que, ao seu ver, estão atrapalhando o seu caminho na realização dos “propósitos de Deus” . No geral, essa pessoa é bem insensível às necessidades dos outros, pois ela é guiada para conquistar e está focada no cumprimento dos objetivos. Pelo fato de essa pessoa ser forçada a conquistar e a superar as pessoas, freqüentemente, ela machuca os sentimentos dos outros ao seu redor e faz com que sintam que ela não se importa com eles.

Esse cristã o pode ser bem c rítico aos o u tro s e, freqüentemente, sarcástico. O seu humor geralmente baseia- se às custas de alguém. Ele, constantemente, manipula as pessoas e as circunstâncias, especialmente ao rebaixá-las sutilmente por meio do humor, da crítica e do sarcasmo com o propósito de se exaltar. Essa pessoa é, geralmente, otimista e, raramente, deprimida.

A pessoa que opera no segundo estilo do controle car­ nal não sente o medo da desvalorização. Conseqüentemente, o o rgulho a m otiva a co n fia r em si m esm a e nas suas conquistas para gerar para si valor e estima.

A rebelião geralmente opera nessa pessoa de maneira pública e aberta. Por sentir-se que é um alguém, se ela for contrariada ou tratada “injustamente” , ela se oporá ou fugirá do relacionamento.

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em sua vida por ter a habilidade de agradá-las e obter seu favor e estima por meio de suas realizações. Ela espera que as pessoas a estimem, pois, conscientemente, ela crê que possui valor e é digna de estima e, geralmente, é isso o que as pessoas demonstram.

No período em que Jesus viveu na terra, havia um judeu na Palestina que era dominado por esse segundo estilo de operação carnal. Enquanto esse homem crescia, ele era guiado pelo orgulho de superar cada área de suas conquistas. O desejo mais profundo do seu coração era servir a Deus e ser o melhor para o seu Deus. Esse homem se considerava especialmente abençoado, pois ele não era apenas um judeu, um dos escolhidos de Deus, mas ele também era de uma família judia abastada, de uma das tribos de líderes e nascera numa família considerada santa e que guardava a lei. Todas as ordenanças apropriadas da circuncisão, do bar mitzvah e de outros direitos e mandamentos judaicos haviam sido realizadas na família desse homem no tempo certo e da maneira certa. A sua família via que todas as áreas de importância estavam sendo supridas. Esse homem, sem dúvida nenhuma, se sentia muito afortunado de ser da nação escolhida de Deus, de ser de uma tribo líder e de nascer numa família de prestígio que foi treinada para guardar a lei de Deus desde o nascimento. Como se não bastasse, também foi-lhe concedida a cidadania romana.

Ele tinha tudo para vencer na vida. E não foi surpresa q u a n d o , ao c re s c e r, ele s u p e ro u to d o s os se u s contemporâneos. Ele sentia que não era apenas uma pessoa afortunada que tinha tido todas as oportunidades. Ele criou as oportunidades. Esse homem não ficava sentado e esperando que as portas se abrissem para ele, mas ele deu todos os passos necessários e fez com que as portas se abrissem. Ele tornou-se rapidamente um líder fariseu em toda a Judéia, extremamente zeloso por Deus e pela preservação da lei de Deus.

Considerando-se superior em todos os aspectos, esse homem se achava mais justo, mais zeloso, mais estudado, mais criativo, mais determinado e ele realizou mais em sua

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vida do que seus contem porâneos. Se isso não tivesse acontecido, ele teria feito o que fosse necessário para que acontecesse.

Depois da ressurreição de Jesus, quando ele tomou conhecimento dos seguidores de Jesus, que promoviam a idéia de que a justiça vinha através da expiação de Jesus, e não por meio da lei judaica, ele determinou, em seu coração, que aniquilaria totalmente tal ensino e as pessoas que o seguiam. Ele acreditava que esse grupo de cristãos estava tentando destruir e afastar as pessoas de tudo o que era bom, justo, santo e precioso.

A identidade e o valor pessoal desse homem estavam sendo desafiados pelo ensino dos cristãos, pois, no seu inte­ rior, ele duvidava do amor de Deus por ele e ele havia acreditado que a sua posição e conquistas lhe traziam o valor, a estima e a honra. Ao ser desafiado pelos seguidores de Jesus, o medo de não ser valorizado e de não ter suas necessidades supridas tornou-se mais intenso. Conseqüentemente, o orgulho e a rebelião se levantaram em grande intensidade enquanto ele buscou exaltar a si mesmo, suas crenças e o seu “grupo” , que era c o n tra os c ris tã o s . Em re b e liã o , ele se opôs abertamente aos cristãos e jurou exterminá-los. Sem dúvida nenhuma, o Espírito Santo estava falando com esse homem, mesmo durante esse tempo, mas ele não podia escutar Deus por causa da rebelião que operava no seu interior.

Finalm ente, esse homem nasceu de novo quando conheceu Jesus numa visão, na estrada para Damasco. Ele era o Apóstolo Paulo. No terceiro capítulo dessa carta aos filipenses, ele descreve a sua antiga fé e a confiança em suas própria capacidade, no seu status e conquistas.

“Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhabem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quando ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível." (Filipenses 3:4-6)

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Nos ve rsícu lo s 7 a 9, Paulo nos diz com o ele se arrependeu de todo esse estilo de operação carnal. Ele considerou as coisas nas quais confiara no passado como lixo. Ele parou de se identificar com sua vida antiga e buscou identificar-se apenas de acordo com a verdade do homem espiritual que Deus havia criado. Ele conheceu e experimentou o amor de Deus por ele e confiou nesse amor.

Entretanto, apesar do novo nascimento e da substancial renovação da mente, havia ainda um estilo de operação car­ nal baseado na velha imagem do prumo falso na qual ele continuou operando de tempo em tempo. A característica básica desse estilo de andar carnal foi a exaltação de si em orgulho, por meio da confiança em si mesmo, nas suas próprias habilidades e no seu status. Em 2 Coríntios 12:7-9 percebemos que essa serpente continuava operando em Paulo e trazendo morte em certas áreas da sua vida.

“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” (2 Coríntios 12:7-9)

Paulo recebeu uma trem enda revelação de Deus. Porém, ele escorregou de volta para o antigo corte, ainda presente no seu coração, que o motivava a acreditar que ele era realmente mais especial do que as outras pessoas para receber tal revelação. Ele começou a crer que essa revelação veio por causa do seu status como Paulo o Apóstolo e pela sua tremenda justiça, obediência a Deus e zelo por Deus. Esse orgulho que Paulo permitiu operar tornou-se a porta pela qual um mensageiro de Satanás tinha acesso e o atormentava.

Então, vem os que, em bora Paulo tenha cam inhado tanto tem p o e de fo rm a tão intensa com o Senhor, ele continuava sujeito a ser enganado pela serpente em sua carne

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e a se afastar do espírito, permitindo que a sua alma fosse presa e dominada pela sua carne. O prumo falso, o medo e a reação de orgulho contra o medo eram os mesmos que haviam operado nele antes de nascer de novo.

O segundo estilo do andar carnal pode, algumas vezes, ser bem sutil, e as pessoas ao redor da pessoa que opera nesse estilo podem não discernir que ela está andando, inconscientemente, na carne.

O segundo estilo carnal pode ser, algumas vezes, bem sutil e o fato de uma pessoa andar, inconscientemente, na carne, pode passar despercebido às pessoas que estão ao seu redor. Pode ser que elas mesmas enganaram a si próprias e acham que a outra pessoa está no espirito. Na verdade, grandes líderes espirituais andam nesse estilo e conduzem parte de seus ministérios mais no estilo de domínio carnal do que em quaisquer outros estilos.

Quando a pressão negativa é aplicada a um cristão que a n d a n e s s e s e g u n d o e s tilo c a rn a l, d e s s a fo rm a intensificando o medo, tal pessoa intensificará o orgulho e a rebelião para lidar com o medo e a dor. Porém, ela pode também tentar abandonar esse estilo e tentar qualquer outro dos três estilos. Se tal pessoa continuar acreditando que está certa e é justa, mas, se as circunstâncias, Deus, os outros ou o diabo forem muito poderosos e ela não puder vencê-los, pode ser que ela desista e passe para o quarto estilo.

Vamos olhar para um exemplo do Vellho Testamento de uma pessoa que operava no segundo estilo.

“Ainda que eu seja justo, a minha boca me condenará; embora seja eu íntegro, ele me terá por culpado. ” (Jó 9:20)

Jó declara aqui que ele é justo e Deus é injusto porque Ele condena o íntegro. Com a aflição de Jó o m edo foi g ra n d e m e n te in te n s ific a d o e o o rg u lh o e a re b e liã o correspondentes também foram intensificados. Além disso, Jó decidiu que o segundo estilo não era adequado para lidar com a situação e decidiu tentar o quarto estilo. No decorrer de

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quase todo o livro, Jó fala com grande orgulho e rebelião crendo que ele é justo e bom e é um alguém por causa dessas qualidades, mas não consegue vencer e ser bem-sucedido. Sabemos, é claro, que não era Deus, mas Satanás que estava trazendo morte e destruição à vida de Jó. Van Gayle escreveu um livro excelente Jó - A História da Redenção, o qual eu recom endo a q u a lq u e r um que tenha que stio n a m e n to s relacionados a esse assunto.

Antes da aflição, creio que o capítulo 29 de Jó nos revela como ele estava andando na carne de acordo com o segundo estilo. Ele achava que era um alguém e que a sua confiança em si mesmo estava produzindo frutos. Jó fora tem porariam ente bem -sucedido e tinha uma esperança e expectativa de continuar bem-sucedido e vitorioso no futuro. Os versículos seguintes do capítulo 29 revelam como Jó costumava enxergar a si mesmo e a sua vida antes da aflição.

"Quando fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado por sua luz, caminhava pelas trevas; como fui nos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus estava sobre a minha tenda; Ouvindo-me algum ouvido, esse me chamava feliz; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; porque eu livrava os pobres que clamavam e também o órfão que não tinha quem o socorresse. A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia rejubilar- se o coração da viúva. Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha eqüidade. Eu me fazia de olhos para o cego e de pés para o coxo. Dos necessitados era pai e até as causas dos desconhecidos eu examinava. Eu quebrava os queixos do iníquo e dos seus dentes lhe fazia eu cair a vitima. Eu dizia: no meu ninho expirarei, multiplicarei os meus dias como a areia. A minha raiz se estenderá até às águas, e o orvalho ficará durante a noite sobre os meus ramos; a minha honra se renovará em mim, e o meu arco se reforçará na minha mão. Os que me ouviam esperavam o meu conselho e guardavam silêncio para ouvi-lo. Havendo eu falado, não replicavam; as minhas palavras caíam sobre eles como orvalho. Esperavam-me como â chuva, abriam a boca como à chuva de primavera. Sorria-me para eles quando não tinham confiança; e a luz do meu rosto não desprezavam. Eu lhes escolhia o caminho, assentava-me como chefe e habitava como rei entre as suas tropas,

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como quem consola os que pranteiam." (Jó 29:3-4,11 -25)

Os acusadores de Jó não estavam escarnecendo dele porque Deus havia perdido o controle e estava afligindo-o. Jó e sta va s im p le s m e n te c o lh e n d o as c o n s e q ü ê n c ia s do julgamento que ele semeou. Ele tratara outros homens como a escória da terra, que nem eram mesmo dignos de viverem com seus cães pastores. Jó estava colhendo os frutos desse julgamento. Ele estava experimentando a morte que sempre ocorre quando andamos na carne.

No capítulo 42, Jó, finalmente, recebeu o conhecimento da revelação de Deus e se arrependeu. Durante toda a sua aflição, ele tentou “descobrir” a solução usando o raciocínio lógico humano. Ele interpretou as circunstâncias erradamente e, é claro, tirou conclusões erradas. Finalmente, nos versículos 5 e 6 do capítulo 42, ele recebeu a revelação de Deus. Pela primeira vez, Jó viu a verdadeira imagem de Deus e de si através da revelação no espírito. Antes, ele tinha apenas visto e ouvido Deus por meio de uma imagem falsa da sua mente natural.

"Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza." (Jó 42:5-6)

Sou bem familiarizado com esse segundo estilo car­ nal porque o Senhor me mostrou que esse é o estilo por meio do qual o meu pecado em minha carne tem a tendência de operar. No primeiro capítulo, compartilhei uma experiência que tive quando o Senhor começou a lidar comigo sobre minhas críticas a outras pessoas. Aprendi mais tarde que essa não é uma manifestação isolada da minha carne, mas apenas uma manifestação superficial de todo um estilo de vida carnal. As críticas estavam enraizadas no orgulho e operavam em mim sem que eu tivesse consciência. O orgulho era uma reação carnal ao meu medo de não ter valor e, em última análise, de não ser amado por Deus.

A mentira que contei a Christy sobre o meu encontro com Marilyn e a mentira que quis contar a Jan sobre o porquê

Enganado? Eu?

do meu atraso foram manifestações superficiais do meu andar carnal e foram resultados do envenenamento da serpente em minha alma. Isso resultou em imagens falsas do prumo que haviam endurecido o meu coração. Essa foi a revelação que o Senhor desvendou por meio de minha amiga Jean, quando estávamos viajando na Polônia. Ao descobrir a forma como eu estava intimidando minha esposa, ensinando a Palavra na minha própria força e sabedoria, criticando outros e, geralmente, operando em muito orgulho, o Senhor começou a desvendar todo esse estilo de operação da minha carne.

Q uando re co n h e ci a ve rdad e da m inha o p e ra çã o nessas coisas, comecei a pedir ao Senhor que me revelasse como a minha carne havia prendido a minha alma, motivando- me a andar na carne e confiando em mim mesmo, enquanto eu pensava que estava confiando em Deus.

O Senhor me mostrou que, quando eu era um garotinho, aprendi a não confiar em outras pessoas para suprir minhas necessidades. Decidi que, se eu tivesse que fazer alguma coisa e se meus objetivos tivessem que ser realizados, eu seria a melhor pessoa em quem confiar. Eu decidi que não tinha necessidade de depender de outras pessoas ou de confiar nelas, pois eu era a pessoa mais fidedigna e confiável para alcançar meus objetivos e propósitos, os quais , desde que eu nascera de novo, eu cria que eram os objetivos e propósitos de Deus.

O S e n h o r me m ostrou que, no orgulho, eu havia re b a ix a d o e m e n o s p re z a d o p e s s o a s que não e ra m competentes e confiantes nas mesmas áreas nas quais eu

No documento Craig Hill - Enganado Eu (páginas 154-167)