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Craig Hill - Enganado Eu

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Academic year: 2021

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CRAIG HILL

Enganado? Eu?

BÜÜ

t l i n c t I E l l t l l l LI IX

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Enganado? Eu?

C opyright 1986 Craig S. Hill

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro deve ser reproduzida ou transm itida por qualquer meio eletrônico ou m ecânico, fotocópia, gravação ou sistema de informação, sem a prévia autorização, por escrito, do editor.

Todas as citações bíblicas são extraídas de A Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil, 2a ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1996.

Título Original: Decieved Who Me? Tradução: Ariane Nishimura

Revisão: M urse Bossay Capa: Arte Clube I a Edição no Brasil: 2000 2a Edição no Brasil: 2001

H645e

Hill, Craig S.

Enganado? Eu? / Craig Hill ; tradução: Ariane Nishimura - 2.ed. - São Paulo: Bless, 2001.

222p. ; cm.

ISBN 85-87244-12-4 (broch.) Tradução de: Decieved who me?

1. Vida Cristã. I.Título

CDD: 248.4 Impressão e Acabamento

Bless Gráfica e Editora Ltda. Rua Humberto Polízio, 173 - Centro CEP 17580-000 - Pompéia, SP - Brasil

Fone: (0**14) 452-2799 E-mail: bless@ terra.com.br

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À minha esposa Jan, cuja paciência e bondade fizeram com que este livro se tornasse possível. Louvo a Deus pela preciosidade de sua companhia!

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Agradecimento Especial a:

Jean Orr, por compartilhar sua vida e seu ensino e transferir muitos dos conceitos básicos expressados neste livro.

Greg Carr, Kenneth Copeland, Marylin Hickey, Dave Roberson, Randy S hankle e Dr. Bruce Thom pson, que contribuíram com seus ensinamentos para minha vida e minha compreensão.

Sherry Koerting, Rosemary Sandow e Vera Thomas, por gastarem seus dedos digitando e redigitando o manuscrito.

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ÍNDICE

Enganado? E u ? ...

Racionalizando em sua Mente X

Compreendendo no seu Espírito...

Escolha a Vida...

Nossa Verdadeira Imagem em Cristo..

Manifestações Superficiais da Carne ..

O Leão, o Urso e a Serpente...

O Primeiro Estilo de Operação Carnal

O Segundo Estilo de Operação Carnal

O Terceiro Estilo de Operação Carnal .

O Quarto Estilo de Operação Carnal ...

Andar no Espírito: Libertação...

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Prefácio

Ao ler o manuscrito deste livro, fiquei muito surpresa, creio que pelo fato de Deus ter trabalhado em minha própria vida através de vários capítulos. Parece que alguns pedaços soltos foram ajuntados e ordenados. Creio que o Espírito Santo ordenou que eu lesse este livro neste momento particular da minha vida. Quantos de nós fomos realmente enganados pela carne e continuamos sendo enganados em algumas áreas? Tomei conhecimento de alguns lugares sutis em que minha carne vencera a batalha pelo comando do Espírito em minha vida. Percebi onde eu falhara com o Corpo de Cristo e fui cegada pela carnalidade em minha vida.

Creio que este é um livro excelente para libertar, e recomedo-o a todos os cristãos, especialmente aos líderes. Como líderes, somos os mais enganados pela nossa carne. Certamente, desejamos que o nosso ministério edifique, e som ente quando form os libertos é que saberem os com o libertar outros.

Este é um ótimo livro para libertá-lo. Eu realmente o recomendo.

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Introdução

Craig Hill não se tornou um piloto comercial da noite para o dia! Quando era garoto, o seu interesse foi despertado pelas leis da aerodinâmica. Ele progrediu de pipas e aeroplanos para balões, queda livre e planadores. Na sua adolescência, obteve a licença de piloto comercial. Ele dominou as leis do vento, do tempo e da gravidade.

Nesses dez anos em que conheço Craig, tenho-o observado estudar, aprender, praticar e finalmente ensinar as leis do espírito (Esdras 7:10).

A vida não é evitar a morte! Craig o ensinará como planar enquanto compartilha os princípios da vida espiritual. Seus exemplos verídicos e seu ministério por trás da Cortina de Ferro acrescentam uma dimensão de grande interesse para esta apresentação. Recomendo-o como amigo, irmão em Cristo e mestre da Palavra.

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Capítulo 1

Enganado? Eu?

Enganado? Eu? Impossível!

E pensar que eu estava andando no espírito, enquanto, na realidade, eu estava andando na carne. E pensar que eu estava ministrando a Palavra de Deus, enquanto, na verdade, eu estava m in istra n d o de aco rd o com a m inha p ró p ria habilidade natural. E pensar que eu estava confiando em Deus, enquanto, na verdade, eu estava confiando em mim mesmo. E pensar que eu estava andando na sabedoria de Deus, enquanto, na realidade, eu estava andando na sabedoria do homem e, talvez, na sabedoria demoníaca. E pensar que eu era livre, enquanto era escravo.

Será que todas essas afirmações sobre mim poderiam ser verdadeiras? Será que eu poderia estar tão enganado a ponto de a minha alma não saber distinguir entre trevas e luz, escravidão e liberdade? Afinal de contas, eu já havia nascido de novo havia 12 anos, eu não era um bebê novo convertido em Cristo. Eu era um cristão maduro, cheio do Espírito Santo, um conselheiro, um mestre da Palavra, era convidado para falar em seminários e em outros países. Essas coisas não podiam ser verdade! Confundir o poder ungido da Palavra du­ rante a minha pregação com a m anipulação da alma dos ouvintes?

Enquanto eu ponderava esses pensamentos naquela noite silenciosa, no meu quarto, na Polônia, quase do outro lado do mundo, não podia acreditar que tinha sido enganado pela minha própria carne. Eu me considerava mais espiritual do que a maioria e imune a tal engano. Pensei: “Será que pode ser verdade?”

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Enganado? Eu?

Eu e um pequeno grupo de três conselheiros e mestres da Palavra de Deus fomos convidados para ministrar vários seminários intensivos e um seminário para pastores no sul da Polônia. Estávamos ministrando várias vezes durante o dia e dando aconselhamento nos intervalos havia uma semana e meia. Uma noite, iniciei uma conversa com Jean Orr, uma das pessoas da equipe. Jean era uma mulher de Deus e era grandemente usada pelo Senhor no ensino da Palavra e no aconselhamento. Ela era uma grande amiga. Ao conversarmos n a q u e la n o ite , a p ó s a re u n iã o , p ed i a Jean que m e aconselhasse quanto ao meu próprio casamento. Eu me sentia frustrado em meu casamento, pois, aparentemente, minha esposa Jan vivia fechada e deprimida e, conseqüentemente, ela não me a p o ia v a e não a p o ia va o meu m in is té rio . Freqüentemente, ela me transmitia que não se sentia valiosa ou importante e que eu não a amava.

Eu sabia que, na verdade, eu era o causador desses sentimentos em Jan, os quais estavam relacionados à forma como eu me relacionava com ela como marido. Mas eu não sabia como ajudá-la a se sentir amada e valiosa para mim. Eu amava Jan e tinha feito tudo o que eu sabia para convencê-la do meu am or. F iquei c o n fu s o p o rq u e , e m b o ra eu me esforçasse, eu não conseguia mudar seus sentimentos.

Jean me perguntou se eu realmente gostaria de saber o que o Senhor achava e por que eu não conseguia mudar minha situação matrimonial. Ela mencionou que Deus lhe havia revelado algumas coisas quanto a esse problema, mas ela desejava saber se eu estava disposto a permitir que o Senhor apontasse o erro e me mudasse. Eu disse que estava.

Então, Jean com eçou a c o m p a rtilh a r com igo os sentimentos que o Senhor lhe havia dado. Ela disse: “ Parece que você está acreditando que a maioria das áreas em seu casamento que não está funcionando ou frutificando é culpa de Jan. Você a considera como a causadora dos danos em seu casamento. E, devido a essas percepções, você transmite essa m ensagem a outros e realm ente acredita que está andando no espírito, sendo obediente a Deus e aturando esses

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

problemas de uma maneira bem espiritual e madura. Você se considera muito paciente e justo para suportar Jan quando ela se sente infeliz ou deprimida. Mas você também manipula outros para que eles concordem com você: “ Pobre Craig! Ele precisa aturar uma esposa tão infeliz e com tantos problemas! Isso é verdade, não é?”

Depois que Jean falou essas coisas, senti que meu estômago revirava, enquanto o Espírito Santo me convencia daquelas palavras. Então, eu respondi: “ É verdade.”

Jean continuou: “A verdade é que você está andando em orgulho e em justiça própria. Você se sente muito justo por ser tão “amável” com Jan, apesar dos problemas dela. Mas, na realidade, você não está sendo amável. Você não está sendo motivado no seu espírito a suprir as necessidades dela com o amor de Jesus. Você está simplesmente usando a Palavra como uma lei em sua mente para tentar fazer o que você acredita ser “santo” e “espiritual” e o resultado óbvio é a morte. Você não está trazendo luz a Jan.”

“Craig, você está muito ocupado em busca dos seus objetivos e projetos. Muitos deles provêm do Senhor, mas você os executa na carne e você estabelece seus objetivos e planos acima de Jan, e ela não se encaixa neles. Você a intimida e continua na busca de suas conquistas e realizações. Ao fazer isso, você a oprime. Constantemente, você transmite que seus projetos, objetivos e outras pessoas são mais importantes do que ela. Você está criando e alimentando a desvalorização e a falta de amor que Jan está sentindo. Os problemas que você considera serem de Jan são sim plesm ente fruto de sua motivação carnal que o leva a alcançar e realizar coisas para você se sentir valorizado, honrado e estimado. Você está forçando, esmagando e desvalorizando sua esposa. Além disso, ao fazer isso, você se sente muito espiritual e justo.”

Jean continuou: “Na área do seu casamento, você está andando no poder da sua própria carne e no poder racional da sua própria mente e você não sabe disso. Você acha que está andando no espírito. Essa não é a única área da sua vida na q u a l vo cê fa z is s o , C ra ig . V ocê ta m b é m fa z is s o ,

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Enganado? Eu?

inconscientemente, ao ensinar a Palavra.“

“ S a be, C ra ig , seu e n s in o é m u ito bom . É bem organizado e segue uma seqüência. Você tem boas ilustrações para e x p re ssa r seus pe n sa m e n to s. Seu ensino é bem planejado, é apresentado de maneira clara e é cheio de verdades bíblicas. Mas, na maior parte do tempo, não contém um pingo da unção de Deus. Seu ensino é apenas intelectual. Está na sua mente e flui saindo da sua mente humana, passando pelos seus lábios, chegando aos ouvidos das pessoas e ficando por ali, em suas mentes humanas. Ele não vem do seu espírito, não acrescenta nada ao espírito dos outros e não tem unção.”

“Seu ensino sai da sua mente para as mentes deles. Os ouvintes o recebem intelectualmente e o armazenam como uma informação bíblica muito interessante, mas suas vidas não são transformadas. Suas mentes não são renovadas pela Palavra porque seu ensino não é ungido. Você está bloqueando a unção com o poder da sua razão natural. Você usa um discurso talentoso e palavras atraentes de sabedoria, mas elas provêm da sabedoria humana. Elas fazem a cruz de Cristo inválida na sua vida e na vida dos ouvintes. Você não confia o seu ensino a Deus, mas na sua habilidade natural de extrair os princípios bíblicos da Palavra e transmiti-los aos outros. Você é muito bom nisso e as pessoas reconhecem isso, e n tre ta n to , as v id a s d e s s a s p e s s o a s não são transformadas.Essa sabedoria é humana e não é ungida.”

Jean compartilhou certas situações em que eu havia ferido outras pessoas por meio do sarcasmo, da crítica, de observações e do humor irônico.

“Craig, você, freqüentem ente, tenta se exaltar ao ressaltar os erros ou a falta de conhecimento dos outros. Freqüentemente, suas piadas e seu humor são feitos às custas das outras pessoas. Algumas vezes você é sarcástico e irônico. Essas coisas não estão edificando as pessoas ao seu redor, pelo contrário, você as está ferindo.”

Jean continuou com partilhando que todas aquelas qualidades não procediam do meu espírito nascido de novo,

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

mas emanavam do pecado em minha carne, o qual, por meio do engano, havia escravizado minha mente, minha vontade e minhas emoções. Além disso, sem que eu percebesse, aquilo me havia prendido à lei do pecado e da morte.

Ao retornar ao silêncio do meu pequeno quarto naquela noite, eu estava emocionalmente devastado. Jean, uma mulher de Deus, simpática e amável, não havia falado aquelas palavras em ju lg a m e n to ou c o n d e n a çã o , m as com a m o r e com encorajamento. Porém, uma parte de mim fora profundamente ferida, e eu não queria aceitar tais palavras. Eu sabia que alguns aspectos do que ela havia compartilhado eram verdadeiros. Entretanto, eu achava que nem tudo era verdade em outros aspectos da minha vida, e isso fez com que eu ficasse irado com ela.

Depois, enquanto minhas emoções se acalmavam, comecei a orar e pedi ao meu Pai Celeste que me revelasse a verdade. Na medida em que eu esperava no Senhor, aquela convicção interior continuava sussurrando como uma vozinha me dizendo que tudo o que Jean havia dito era verdade, mesmo as partes que eu não conseguia ver e pensava estar certo. O Espírito Santo me disse que aquilo era verdade. E eu perguntei: “Tudo, Senhor?”

E ele respondeu: “Tudo isso é verdade.”

Quanto mais eu permitia que o Espírito Santo revelasse a verdade sobre mim, maiores eram a convicção e o remorso. Fui levado ao arrependimento. O Senhor me disse que, ao permitir que Ele expusesse o controle da minha própria carne, a verdade me libertaria. Antes disso, eu nem sabia que eu continuava em escravidão. O Senhor me relembrou de que essa era a mesma situação dos judeus, que acreditavam em Jesus, mas não estavam conscientizados de sua própria escravidão ao pecado em sua carne.

“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos

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escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. ” (João 8:31 -36)

Perguntei ao Senhor: “Como posso me libertar de andar no meu próprio orgulho e justiça própria? Quero viver uma vida santa e justa para o Senhor. Eu pensei que estivesse andando em santidade, mas agora vejo que eu estava bem distante disso.”

Quando o Senhor me revelou: “Craig, você tenta ser santo. Você anda em sua própria força e poder. Dessa maneira você nunca será santo e justo. Mas ande na Minha santidade. Viva na Minha justiça. O Meu Espírito enche o seu espírito humano, você já é santo no seu espírito, pois Eu (dentro de você) sou santo.”

Então, o Senhor trouxe à minha mente um versículo bem conhecido de uma nova maneira.

“pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. ” (1 Pedro 1:15-16)

Então, o Senhor me mostrou: “Você é santo, você já é santo em seu espírito humano, porque a Minha plenitude enche o seu espírito. O seu espírito, por ser nascido de novo e ser recriado, está cheio da Minha natureza, que é santidade e justiça. Porque Eu habito no seu espírito e sou santo,você também já é santo no seu espírito. Pare de andar na carne e de tentar ser santo. Ande no espírito e você será santo, pois Eu sou santo no seu espírito.”

Quando Deus me revelou isso, senti que havia grande esperança! Eu continuo recebendo entendimento sobre quem Deus planejou que eu fosse espiritualmente, mas o primeiro brilho desse sentimento me deu um novo entendimento de como andar no espírito em liberdade.

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

Naquela noite, eu me arrependi de ter andado na carne e de ter confiado em mim mesmo, e não em Deus, e me arrependi de todos os detalhes específicos que o Senhor me revelara por in te rm é d io de Jean. Pedi a Deus que me perdoasse, me purificasse e renovasse a minha mente.

Senti-me verdadeiramente livre. Porém, desde então, Deus continua a me dar uma revelação cada vez mais pro­ funda de como a carne, por meio do engano, toma o controle da alma (mente, desejo e emoções), frustrando os propósitos de Deus para o Seu povo sem que ele saiba.

T a lve z m u ito s de nós n e g u e m o s is s o ou nos encontremos inconscientes disso, mas a verdade é que cada cristão nascido de novo no Senhor Jesus Cristo é enganado em certas áreas de sua vida e caminha na carne achando que está caminhando no espírito. O apóstolo Paulo nos diz na carta aos gálatas que há uma batalha ocorrendo na vida de todo cristão nascido de novo. O in im ig o não tem pod er ou autoridade, por isso, a sua única arma eficaz é o engano. É apenas por meio do engano que os cristãos renunciam o controle e a autoridade legal do seu espírito nascido de novo à carne. Nenhum cristão consegue andar no espírito e na carne ao mesmo tempo. Um luta contra o outro e o prêmio é o controle da mente, da vontade e das emoções.

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. ” (Gálatas 5:16-17)

Ao nascermos de novo, é iniciada uma batalha dentro de nós entre o nosso espírito e a nossa carne. Nos versículos acima, muitas bíblias contêm a primeira letra da palavra espírito em letra maiúscula, dando a conotação de Espírito Santo. Porém, no original grego, é im possível determ inar se ela começa com letra maiúscula ou não. Creio que essa palavra não devia iniciar com letra maiúscula, porque Paulo fala aqui sobre uma batalha entre a carne humana e o espírito humano.

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Depois que nascemos de novo, o Espírito Santo habita em nosso espírito humano e opera nele. Mas, aqui, Paulo disse que podemos obedecer ao nosso espírito ou à nossa carne. O versículo 17 afirma que ambos discordam um do outro e que a nossa carne é o que nos impede de fazer o que o nosso espírito realmente gostaria de fazer: nos motivar para sermos santos.

Na realidad e, Paulo diz no versícu lo 16 que, se andarmos (se formos “controlados, dirigidos e guiados”) no espírito, é impossível satisfazermos o desejo da carne. Em outras palavras, não podemos ser dirigidos pelo espírito e pela carne ao mesmo tempo. É um ou o outro que nos motiva a qualquer hora, em qualquer área da nossa vida. Entretanto, se desejarmos andar em santidade, tudo o que temos que fazer é aprender a andar no espírito, e não na carne. Porque, ao fazermos isso, nós não satisfaremos o desejo da carne. Assim, a nossa carne, por meio do engano, é a única coisa que pode nos impedir de andar em santidade e de fazer a vontade de Deus.

Num domingo de manhã, acordei mais cedo para orar e ler a Bíblia para preparar o estudo da Escola Dominical. Eu iria ensinar. Enquanto orava, coloquei como objetivo andar no espírito naquele dia. Confessei isso com meus lábios. Cri nisso e fui para a igreja com minha esposa e meu filho, cheio de fé, e com minha bateria carregada com a Palavra de Deus. Jan tinha que passar no berçário depois da classe e disse: “ Encontro você depois da classe, lá embaixo, na frente do berçário, para assistirmos ao culto.” Ministrei aula e, quando acabei, me sentia cheio de vida.

Desci as escadas e procurei por Jan, mas não a encontrei. Subitamente, me senti um pouco irritado. Decidi guardar meu violão no carro e voltei ao lugar novamente. Ela ainda não estava no lugar combinado. Pensei: “Onde está ela? Está ficando tarde e não encontraremos um bom lugar na igreja. Por que ela não chegou ainda?”

F in alm en te, e n co n tre i Jan no co rre d o r da igreja procurando por mim. Ela havia esperado por mim naquele lugar por algum tempo, mas nos desencontramos. Àquela altura

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

minhas emoções haviam capturado minha mente, e eu estava realmente irado. Eu queria gritar com ela e criticá-la por termos que nos sentar em um lugar onde a visão não era muito boa. Subitamente, percebi que não estava andando no espírito e que minha carne estava dominando a minha mente e fazendo com que eu pensasse, falasse e agisse em morte, em vez de vida.

Então, o Espírito Santo falou comigo: “Você não está na fé. Você está sendo dominado pela sua carne e você está pecando. Você precisa se arrepender.”

Pensei: “Como isso aconteceu tão rápido?”

O Espírito Santo também disse: “Você está acreditando numa mentira. Você pensa que tudo isso é culpa da Jan.Você acha que, se ela estivesse onde deveria estar, na hora certa, você não teria andado na carne.”

Eu tive que admitir: “ É verdade, Pai, isso é verdade. É isso mesmo que eu acho.”

E Deus me disse: “ Isso é uma mentira. A verdade é que você próprio se distanciou do espírito (Tiago 1:14-15) e permitiu que sua carne começasse a dominar sua vida. Não culpe sua esposa. Arrependa-se.” Ao reconhecer a verdade, me arrepender e receber o perdão de Deus, toda a ira e a morte em minha alma desapareceram, e eu estava novamente livre para andar no espírito.

É a nossa carne que se levanta, prende nossa mente, nossa vontade e nossas emoções e faz com que façamos coisas que antes havíamos determinado não fazer no espírito. Basicamente, Paulo disse: “ Por causa da minha carne, eu faço coisas que não quero fazer, e o que quero fazer eu não faço” (Romanos 7:19).

A Bíblia nos diz que o homem é um ser de três partes, fe ito à im agem e à se m e lh a n ç a de Deus. Os hom ens projetaram em suas mentes carnais modelos muito diferentes daquilo que são. Alguns dizem que o homem é id, ego e super

ego. Alguns dizem que o homem é uma combinação particu­

lar da matéria com uma forma de energia cósmica dentro de si. Outros consideram o homem um mero animal altamente

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Enganado? Eu?

evoluído. Mas Deus diz que o homem é criado à Sua imagem, é um espírito, possui uma alma e possui um corpo.

“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:23)

Somos seres de três partes: espírito, alma e corpo. Muitas vezes nos consideramos mais corpos com mentes e emoções. Muitos se identificam mais com, primeiro, seus corpos, segundo, suas emoções do que com qualquer outra p a rte do n o sso ser. G e ra lm e n te nos id e n tific a m o s e acreditamos que somos aquilo que nosso corpo é e achamos que somos o que somos pelas nossas emoções e nossa mente. Nossa primeira identidade é o nosso corpo. Pensamos: “Sou negro.” “Sou branco.” “Sou latino.” “Sou chinês.” “Sou bonito.” “Sou feio.” “Tenho apenas uma perna.” “Sou gordo.”

Em segundo lugar, nós nos identificamos com nossas mentes e emoções. Somos espírito. Temos uma mente, e vivem os num corpo. Deus deseja que com ecem os a nos considerar no espírito, e não apenas no corpo.

Nosso espírito é aquela parte que é eterna e penetra todo o nosso ser. Gênesis 2:7 registra como Deus soprou o espírito em Adão, que estava cheio da vida eterna do próprio Deus. Aquele era o sopro de Deus. Quando Adão pecou e se rebelou contra Deus, seu espírito se tornou corrupto e contraiu a natureza do pecado, perdendo a sua natureza original e a vida eterna de Deus.

Nosso espírito é a parte que nos permite conhecer Deus. Podemos apenas nos relacionar com Deus por meio do nosso espírito. Jesus disse que Deus é espírito e que aqueles que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade (João 4:24). Você não pode conhecer a Deus em sua mente, em suas emoções ou em seu corpo, apenas em seu espírito.

É o espírito do homem que o difere dos animais. Não creio que os animais tenham espírito. A nossa natureza moral e a nossa consciência residem no espírito. O espírito nos diz

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

o que é certo e errado perante Deus, enquanto os animais não têm essa informação.

Assim como nosso espírito, nossa alma também é uma parte eterna do nosso ser. Tanto a nossa alma como o nosso e s p írito v iv e rã o e te rn a m e n te . N o ssa a lm a c o n s is te basicamente em mente, vontade e emoções. Assim como o espírito, a alma foi soprada no homem por Deus em Gênesis 2:7. A Bíblia faz uma referência coletiva à alma e ao espírito com o “ c o ra ç ã o ” . N o s s a s a lm a s tê m um a h a b ilid a d e surpreendente para monitorar e receber informação tanto do mundo natural como do mundo espiritual. Antes de nascermos de novo, nossas almas foram acostumadas basicamente a receber informações apenas do mundo natural através dos nossos cinco sentidos. Foi a isso que Jesus se referiu em Marcos 8:18 quando Ele perguntou aos discípulos: ‘Tendo

olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis?” Ele estava

dizendo: “Vocês recebem apenas informações dos seus olhos e ouvidos naturais? Vocês não recebem nada no espírito?” A nossa alma pode receber informação dos cinco sentidos físicos e do nosso espírito. Ela pode receber informação espiritual e humana.

O nosso corpo é a moradia física do espírito e da alma. O corpo não é eterno, mas temporal, e se decomporá com a m orte. Q uando a B íblia se refe re à nossa “ ca rn e ” , ela geralmente fala da natureza do pecado remanescente (o “velho homem” ) que continua residindo em nosso corpo. A nossa carne é corrupta e busca continuamente apenas a sua própria gratificação.

Antes de nascermos de novo, todas as três partes, espírito, alma e corpo, estavam em concordância, estavam alinhadas com á natureza do pecado, o que corrompeu todo o nosso ser. As únicas motivações que conhecíamos antes de nascermos de novo eram o egoísmo e a autogratificação. Nosso espírito e nossa carne foram alinhados com a nossa alma visando o alvo do egoísmo. Era impossível agirm os apenas pelo puro motivo do amor incondicional, pois todo o nosso ser estava corrompido pelo pecado. É por isso que Deus

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Enganado? Eu?

falou, por intermédio de Isaías, que todas as nossas justiças são como trapos de imundícia perante Deus (Isaías 64:6). An­ tes de nascermos de novo, não importava quão boas e justas eram as nossas ações ou quão puras as nossas motivações aparentavam ser, a Palavra diz que as nossas motivações procedem da corrupção e eram, de fato, imundas perante Deus. Assim, era impossível agradar a Deus com a nossa própria justiça.

Quando nascemos de novo, um milagre maravilhoso acontece dentro de nós. A Palavra diz que passamos da morte para a vida, das trevas para a luz. João nos diz que não nascemos de novo “do sangue, nem da vontade da carne,

nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1:13). Paulo

nos diz em 2 Coríntios 5:17: “E, assim, se alguém está em

Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” \/ocê pode perguntar: ’’Qual parte de mim é

uma nova criatura? Quais são as coisas antigas que passaram? Quais são as coisas novas?” Romanos 6:6-7 nos diz que, ao nascemos de novo, o corpo do pecado é destruído para que fôssem os libertos do pecado. Qual corpo do pecado foi destruído?

Sabemos, pelas nossas experiências, que, depois do no vo n a s c im e n to , c o n tin u a m o s com o m esm o c o rp o corruptível. O nosso corpo não nasceu de novo. Também sabemos que continuamos com a mesma mente e as mesmas e m o çõ e s que tín h a m o s a n te s. Todas as p e sso a s que nasceram de novo perceberam que aqueles pensamentos pecaminosos não desapareceram totalmente da mente depois do novo nascimento. Isso tem feito com que muitos novos convertidos se preocupem, fiquem com medo e até duvidem da sua salvação.

Porém, nem o corpo nem a alma se tornam novas criaturas quando nascemos de novo. É o espírito. Romanos 6:6 fala da natureza do pecado residente em nosso espírito que foi destruída no novo nascim ento. O nosso homem espiritual é a nova criatura. Temos o mesmo cérebro e corpo que tínhamos antes. Romanos 12:2 nos diz que o Espírito

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

Santo renovará as nossas mentes para a verdade daquilo que Deus fez em nosso espírito, mas a mente não nasce de novo imediatamente.

Assim, a “coisa antiga” que foi destruída é a natureza do pecado em nosso espírito. A coisa nova em nosso espírito é a natureza de Jesus Cristo. A boa notícia é que, no seu espírito, VOCÊ É, AGORA, tudo o que Jesus era e é. O problema é que, a menos que você permita que a Palavra de Deus separe a mente e o espírito, somos freqüentem ente enganados pelos nossos pensam entos e com portam ento. Hebreus 4:12 afirma: “ Porque a Palavra de Deus é viva, e

eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, ju nta s e medulas, e é apta para discernir os pensam entos e propósitos do coração.”

Sa bem os que o nosso e s p írito é sa lvo no novo nascimento, mas a nossa alma ainda está no processo de renovação. Muitos cristãos não compreendem isso e crêem que a alma e o espírito são salvos juntos no novo nascimento, ou nem ao menos compreendem a diferença entre alma e espírito. Quando, após o novo nascimento, elas se deparam com o pecado, ficam muito confusas e são forçadas a duvidar da sua salvação ou negar o pecado. Na realidade, uma pessoa que ganha pessoas para Cristo não é uma “ganhadora de almas” , mas uma ganhadora de espíritos. No novo nascimento, a alma apenas inicia o processo de salvação (Tiago 1:21).

Louvado seja Deus! A Palavra separa com exatidão a alma do espírito!

‘Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1 João 3:6, 9)

Esses versículos seriam motivo de grande condenação se não soubéssemos que eles falam sobre o nosso espírito. Eles nos dizem que o nosso espírito recriado e nascido de

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Enganado? Eu?

novo contém a mesma natureza de Deus na forma de semente e, assim, não pode pecar. Tudo que provém do nosso espírito humano renovado é puro, santo, justo e tem a natureza de Deus. É por isso que, por meio da Sua Palavra, Deus ordenou:

“Sejam santos, porque Eu sou santo.”

Só podemos ser santos porque Ele é Santo em nós. A “santidade” gerada de um espírito não renovado e corrupto é como trapos de imundícia perante Deus.

Mas, quando o nosso espírito nasce de novo, ele já se torna santo como Ele é santo. Tudo o que procede do nosso espírito humano nascido de novo é santo, pois o nosso espírito não pode pecar.

A s s im , P a ulo e s c re v e u : “s a b e n d o is to : qu e fo i

crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. ”

(Rom anos 6:6-7). Isso quer dizer que agora tem os uma escolha: sermos escravos do pecado ou sermos libertos do pecado. Antes de nascermos de novo, não tínhamos escolha. Tínhamos que pecar. O nosso espírito, mente e corpo estavam corrompidos pelo pecado. Mas, depois que o nosso espírito nasce de novo, temos a escolha de permitir que nossa mente, vontade e emoções sejam dominadas e controladas tanto pelo espírito, do qual procedem a santidade e a natureza de Deus, como pela carne, da qual procedem a natureza do pecado e a natureza de Satanás.

Você percebe o que isso significa? Isso significa que você pode ter vitória total em sua vida ao, simplesmente, ren­ der a sua mente, a sua vontade e as suas emoções ao seu espírito. Se você é um alcoólatra, o alcoolismo está apenas na sua mente e no seu corpo. Não está no seu espírito, mas provém da sua carne e prende a sua alma. Tudo o que você precisa fazer é render esse problema ao seu espírito e você será liberto dessas manifestações pecaminosas da sua carne.

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.” (Gálatas 5:16)

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Capítulo 1 - Enganado? Eu? Então, vemos que, depois que nascemos de novo, o nosso espírito sempre deseja fazer a vontade de Deus, e a nossa carne sempre deseja gratificar a si mesma ao fazer a vontade de Satanás. Os dois lutam entre si pelo controle da alma. Nosso espírito pode reinar em certas áreas da nossa vida, enquanto a nossa carne reina em outras. Paulo nos diz que podemos escolher, por meio de nossa vontade, que é parte da nossa alma, seguir as inclinações da nossa carne ou a direção do nosso espírito.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade, mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” (Romanos 6:12-14)

Vemos que o pecado não precisa reinar em sua vida, a menos que você permita. O versículo 14 diz que não estamos debaixo da lei, mas da graça, o que significa que há um relacionamento de causa e efeito entre a graça e o domínio do pecado. O oposto também é verdade: quando estou debaixo da lei, o pecado tem domínio sobre mim.

Assim, a lei é uma arma básica usada pela nossa carne para ganhar predominância em nossa alma. Romanos 4:14 diz que andar debaixo da lei anula a nossa fé e nos impede de recebermos as promessas que Deus tem para nós. Quando andam os debaixo da lei, nós nos separam os de Cristo e fazemos com que o sangue de Jesus seja ineficaz em nossas vidas.

“De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes.” (Gálatas 5:4)

Além disso, 1 Coríntios 15:56 nos diz que o poder do pecado está na lei. A letra da lei nunca gera nada além da

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Enganado? Eu?

morte, mas o Espírito gera vida.

“o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espirito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.”

(2 Coríntios 3:6)

Por que o poder do pecado está na lei? Como a lei atua para gerar a morte? Paulo diz que a lei, em si, é boa e santa. Entretanto, o pecado que opera na lei "me enganou e me matou”

(Romanos 7:11). Então, como o pecado me engana? Ele me

engana ao permitir que a minha carne prenda a minha alma e me controle.

A verdade é que Satanás não possui um poder real sobre a minha vida, pois ele opera som ente por meio do engano. Ele não pode tocar o meu espírito regenerado. O único método que Satanás usa para ganhar predominância na minha mente e nas minhas emoções é enganando-me e fazendo com que eu permita que a carne domine a minha alma.

Então, como a lei é usada como instrumento de engano para trazer morte à minha alma? De acordo com Romanos 7:22-23, existem três tipos diferentes de leis atuando em mim!

“Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus m embros.”

Primeiro, temos a lei de Deus, com a qual o nosso homem interior (espiritual) se regozija. Segundo, temos a lei do pecado em nossos membros (carne). Terceiro, temos a lei da mente, que luta contra a lei em nossos membros. A lei de Deus é a natureza divina de Jesus Cristo que habita em nosso espírito. Essa é a vontade de Deus, com a qual nosso espírito já está em acordo.

A lei em nossos membros é a natureza corrupta do pecado que ainda reside em nossa carne. Essas duas leis lutam constantemente uma contra a outra pelo domínio da nossa mente. Mas qual é a lei da mente?

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con-Capítulo 1 - Enganado? Eu? tra a minha mente e me faz prisioneiro do pecado. Se nossa carne e nossa mente guerreiam entre si, então, podemos usar a lei da mente como arma contra a nossa carne. Contudo, Paulo denomina a mente uma arma ineficaz, pois a carne é capaz de vencer e nos aprisionar ao pecado.

C reio que a lei da m ente é q u a lq u e r padrão de pensamento ou comportamento que devemos seguir. Então, implementamos tais padrões em nossa mente como uma lei para lutar contra o pecado. Este padrão pode vir das nossas famílias, am igos, igrejas ou até da Palavra de Deus! Os padrões podem ser certos ou errados. Mas, m esm o os padrões divinos, quando usados como uma lei da mente, fazem com que nossa carne vença, e, então, somos aprisionados pelo pecado. Por quê? Porque, ao tentarmos vencer o pecado, o pecado em nossa carne é mais poderoso do que a lei usada em nossa mente.

Por exemplo, compartilhei como minha amiga Jean me a d v e rtiu , a m o ro s a e h o n e s ta m e n te , q u a n to a m in h a s observações críticas, sarcásticas e irônicas. Quando o Espírito Santo me convenceu de que isso era verdade, eu disse: “Obrigado, Senhor, por me revelar a verdade sobre a minha pessoa” e eu decidi parar de fazer observações sarcásticas. Durante os dias seguintes, eu me esforcei muito para vigiar meus lábios e minhas palavras. Porém, alguns comentários maldosos escaparam mesmo assim. Percebi que teria que me esforçar mais. Nos próximos dias, eu decidi pesar cada palavra antes de pronunciá-la. Mesmo assim, eu soltava meus comentários sarcásticos e maldosos antes que eu pudesse detê-los. Comecei a ficar desanimado e a me sentir condenado. Comecei a pensar que, talvez, eu não devesse mais falar com ninguém. Senti-me envergonhado perante Deus, pois Ele me havia convencido do pecado desses comentários, mas eu não conseguia refreá-los até que eu os soltasse. Com ecei a implorar ao Senhor que tirasse de mim aqueles pensamentos e palavras. Eu não os queria.

Pensei: “ Vou te r que me e sfo rça r mais, ter m ais cuidado e falar menos.” Parecia que, quanto mais eu me vigiava,

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Enganado? Eu?

mais envergonhado eu ficava perante o Senhor, pois eu não conseguia parar. Comecei a clamar ao Senhor em desespero: “Por favor, me liberte desse pecado!” Mas parecia que Ele não estava me ajudando. Eu fiquei um pouco irritado com Deus e pensei: “ Deus, por que o Senhor não me ajuda? Por que continuo pecando e não consigo parar?”

Finalmente, o Espírito Santo falou comigo: “ Eu já o libertei disso, mas você não está andando na Minha liberdade. O sangue de Jesus foi derramado para libertá-lo, mas você continua permitindo que o pecado o domine.”

Eu disse: “ Mas, Senhor, estou dando o máximo e não consigo parar.”

Imediatamente, Ele disse: “ É exatamente por isso que você não obtém vitória. Você está tentando parar ao usar a minha Palavra como uma lei em sua mente para vigiar seus lábios. Você já foi liberto disso no seu espírito, mas você não está andando no espírito.”

Com apenas algumas palavras, o Senhor me revelou que eu tinha tomado o padrão de comportamento que era verdadeiramente Dele em uma lei em minha mente. Então, eu tentei cumprir a lei em obediência a Deus. Entretanto, fiz aquilo no poder da minha própria força e poder. Eu não me apoiei na força de Deus, por isso, fui derrotado pela operação do pecado na minha carne.

Quanto mais eu me concentrava no padrão de minha m e n te , m a is c o n s c ie n te eu fic a v a da m in h a p ró p ria incapacidade de alcançá-lo e da minha condição de pecador. Na essência, quanto mais eu tentava lutar contra o pecado, m ais d e rro ta d o , d e s a n im a d o e c o n v e n c id o da m in h a incapacidade de vencer eu ficava.

É exatamente assim que o pecado, através da lei da mente, engana as pessoas. Durante aquela batalha, a verdade permanecia a mesma: Jesus em mim era mais poderoso do que a minha carne. Mas eu acreditara que, inconscientemente, o meu pecado era “ muito mais forte que Deus” e eu me perguntava como poderia agradá-Lo. Eu achava que não estava obedecendo a Deus porque eu não conseguia obedecer a Ele.

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

Todos esses pensamentos que lutavam contra a lei em minha mente eram enganos causados pelo pecado em minha carne. Eu declarara guerra contra o pecado, mas, sem resultados, o pecado reinava e colhia uma colheita de confusão em minha mente e em minhas emoções. Se tais pensamentos eram um engano, qual era a verdade? A verdade era que Deus ainda me amava incondicionalmente. A menos que eu me apoiasse no Seu am or incondicional, eu perderia minhas batalhas e questionaria a razão de Deus não me ajudar. Uma lei na mente, reforçada pela força humana e pela força de vontade, nunca vence o pecado carnal. Nossa esperança está apenas na lei do espírito. Rom anos 7:23 diz que nunca vencemos as batalhas contra o pecado através de leis em nossa mente. Pelo contrário, nós nos iramos e ficamos contra Deus. Por isso, Paulo afirmou audaciosamente que o poder do pecado está na lei (1 Coríntios 15:56). Deus não fica irado nem nos julga. Ele nos ama e está esperando que voltemos, confiemos Nele e comecemos a caminhar no espírito.

Ao perceber essas verdades, eu me arrependi por ter me identificado com a minha carne e ter tentado lutar contra o pecado usando a lei em minha mente. Pedi perdão ao Senhor e comecei a confessar a verdade de quem eu era no espírito. Comecei a acreditar que eu, verdadeiramente, tinha a natureza de Jesus Cristo pela rendição da minha mente e dos meus lábios ao espírito. Eu não precisava ter que ficar vigiando cada palavra. Eu não tinha que lutar tanto. Minha mente começou a ser renovada e a voltar-se para a verdade de quem eu era no espírito, e eu comecei a ser moldado à natureza de Jesus Cristo, que já habitava em mim. Com a minha renovação, as minhas palavras refletiam naturalmente o que estava em meu interior.

“Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. ” (Tiago 1:21)

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Enganado? Eu?

Nossas almas (mente, vontade e emoções) estão no processo de serem salvas ao serem renovadas à verdade de Deus.

Usar a Palavra como uma lei em nossa mente para lutar contra o pecado em nossa carne não nos liberta, mas nos engana, fazendo com que pensemos que o nosso pecado tem uma raiz p ro fu n d a e poderosa. M uitos pa sto re s e conselheiros cristãos, sem entender isso, freqüentem ente tentam ajudar as pessoas a vencer seus “problemas” ao lhes mostrar como estão desobedecendo à Palavra de Deus e ao prescrever princípios bíblicos. Essas pessoas tomam esses princípios bíblicos, os quais compreendem intelectualmente, e tentam aplicá-los como uma lei em suas vidas. Elas ficam desanimadas dizendo: “Já tentei tudo. Nada funciona, nem mesmo Deus ou a Bíblia. Não há esperança de libertação para mim.” Tal aconselhamento apenas tenta modificar a carne com os princípios bíblicos. Deus não deseja que modifiquemos a nossa carne ou a carne da outra pessoa. Ele deseja que a nossa carne morra e que andemos no espírito.

"Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas,

se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. ”

(Romanos 8:13)

Não seja enganado ao pensar que a sua carne não é tão má. Você não pode permitir que a sua carne domine a sua vida por um minuto. Gálatas 5:9 nos diz: “Um pouco de fermento leveda toda a massa.” Sua carne tentará prender e dominar qualquer área da sua mente que você permitir. A sua carne tem a natureza de Satanás. É a mesma natureza que matou seis milhões de judeus na Alemanha de Hitler e que estupra, mata, mutila, tortura e destrói.

Satanás deseja enganá-lo e fa ze r com que você acredite que a sua carne não é tão ruim assim. Querido amigo, o pecado, qualquer pecado, é abominável. Deus odeia o pecado. Ele odiava isso em Hitler, Ele odeia isso em você e em mim. Se percebermos a verdadeira natureza do pecado em nossa carne e o objetivo do diabo para destruir as nossas vidas,

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

começaremos a odiar o pecado também. Deus deseja que odiem os o pecado para que sejam os d iligentes em nos arrependermos e andarmos no espírito.

Ao odiar o pecado, lembre-se de que você não é o pecado. Você é santo no espírito. Então, não se odeie nem se identifique com o pecado. Odeie o pecado para que você não seja capturado por ele, mas ame a si mesmo de acordo com a verdade do plano que Deus já tem, no seu espírito, para a sua vida. Se alguém o ferir profundamente, talvez ele o acuse falsamente ou difame seu caráter. A ira e o ódio poderão se levantar contra essa pessoa. O Espírito Santo imediatamente lhe trará convicção de que esse ódio é errado e de que você pode se arrepender e tentar amar essa pessoa. Você pode pedir a Deus que retire esse ódio e o substitua pelo amor. Você pode falar em amor. Você pode planejar ter atitudes de amor para com esse indivíduo e praticar isso. Mas nenhuma dessas coisas removerá o ódio do seu coração. Por quê? Porque você continua se identificando com quem as suas emoções e o seu intelecto dizem que você é: uma pessoa cheia de ferida e ódio. Isso não é verdade! A verdade é que você é um ser espiritual recriado com a natureza de Jesus Cristo e Jesus não está cheio de ódio.

Clamar a Deus e pedir a Ele que remova o ódio e o s u b s titu a p e lo a m o r não é c o n fia r em D e us. Isso é incredulidade. Em vez de crer em Deus e render a sua alma ao seu espírito, você acredita no que o seu intelecto e as suas emoções dizem sobre você mesmo. Será que você, de alguma m aneira m ágica, m udará algo se cla m ar a Deus? Se a resposta for não, o que acontece, na maioria das vezes, é que você acabará sentindo que Deus é infiel por não ajudá-lo a se livrar do ódio.

Certa vez, uma jovem me disse: “ Não acredito mais em Deus. Se Ele realmente fosse Deus, Ele não me deixaria ser vencida pelo pecado. ” Ela havia suplicado e implorado a Deus que a ajudasse, mas Ele não a libertara. Então, ela concluiu que ou ela estava tão fraca e em pecado ao ponto de Deus não ajudá-la ou Deus não existia.

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Enganado? Eu?

Para responder àquela dúvida, o Senhor me levou a perguntar se ela havia visto o filme O Mágico de Oz. Eu não acredito nos conceitos passados por esse filme, mas podemos extrair uma analogia muito útil dele. Ela havia visto, então, eu a relembrei de como a saudosa Dorothy havia calçado sapatilhas de rubi que poderiam levá-la rapidamente de volta para casa. Mas isso só poderia acontecer se ela aprendesse a usar o poder das sapatilhas.

Da mesma maneira, a Palavra de Deus diz: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oséias 4:6). Muitas pessoas no Corpo de Cristo estão sendo destruídas e estão morrendo por não saberem quem são em Cristo ou como se apropriarem do poder do sangue de Jesus, que já purificou e limpou seus espíritos.

Precisamos saber que usar a Palavra de Deus como uma lei em nossas mentes não nos libertará do ódio, da lascívia sexual, do alcoolismo, da glutonaria, do roubo, da violência fa­ miliar, do conflito, da ira, do orgulho, do egoísmo ou de qualquer outra área de pecado. Já fomos libertos de todas essas coisas. Simplesmente, precisamos que essa liberdade se manifeste em nossas almas.

Outra revelação em Romanos 7 é que, quando um crente peca, o espírito recriado não é corrompido pelo pecado. A penas a m ente, a vontade, as em oções e o corpo se corrompem.

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. ”

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Capítulo 1 - Enganado? Eu?

Quando Paulo diz: “já não sou eu que o faz” , quem é o “eu” a quem ele se refere? É Paulo, o homem espiritual. É o seu espírito. Por isso, o pecado não emana do espírito, mas da sua carne. Ele reconhece a verdade de quem ele realmente é como um homem nascido de novo. Ele não é carne. Ele não é alma. Ele é espírito. Essa é a sua natureza verdadeira. Qualquer outra natureza é algo estranho que capturou sua alma ilegal e ilegitimamente e que não é ele.

A verdade sobre quem somos está em nosso espírito, não em nossa carne, mesmo quando a nossa alma está totalmente dominada pela nossa carne. O primeiro passo rumo à liberdade está no reconhecimento dessa verdade. Além disso, o nosso espírito não é corrompido pelo pecado, mesmo que a nossa m ente, v o n ta d e , e m o çõ e s e a çõ e s possa m ser totalmente capturadas pelo pecado. Muitos cristãos sentem que perderam a sua salvação ao pecarem. Mas Paulo diz: “Não, mesmo que a m inha alm a e o m eu corpo possam ser corrompidos pelo pecado, ‘eu’, o homem espiritual, continuo puro, justo e santo, pois já não sou mais eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.”

Deus deseja que você saiba, querido irmão ou irmã, que entender o pecado não o libertará. Lutar para implementar os princípios bíblicos não o libertará do pecado. Nada o libertará,

com excessão do sangue de Jesus Cristo que, literalmente,

renova a sua mente e faz com que seu espírito esteja no c o n tro le . Se isso não fo s s e v e rd a d e , D eus não te ria d e s p e rd iç a d o o p re c io s o s a n g u e de J e s u s . Ele te ria simplesmente enviado um grupo de psiquiatras altam ente treinados, mestres da Palavra ou conselheiros cristãos para nos ensinar como vencer. Isso custaria bem menos. Mas Deus sabia que a única vitória real sobre o pecado provém da milagrosa recriação do espírito humano realizada pelo sangue de Jesus Cristo e da renovação da alma para verdade de quem Ele nos criou para sermos no espírito.

Romanos 10:9 nos fala o que precisamos fazer para sermos recipientes daquilo que Jesus fez por nós.

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Enganado? Eú?

coração, você pode fazer a oração abaixo:

Querido Deus, confesso que tenho pecado e desejo n a s c e r n o va m e n te a tra vé s do Teu F ilho Jesus. Eu m e arrependo dos meus pecados e peço o Teu perdão. Eu creio no meu coração que Jesus morreu, foi ressussitado da morte e vive hoje. Recria o meu espírito agora, Senhor, pelo poder do sangue derramado de Jesus. Eu confesso que Tu és agora o meu Senhor e eu creio que sou um filho de Deus nascido de novo.

Obrigado, Deus, pela minha salvação. No nome de Jesus. Amém.

Aceitar a Jesus é o primeiro passo para a liberdade. Ao fazer isso, o seu espírito humano é milagrosamente recriado. Descobrir por meio da Palavra de Deus a maneira de se viver à im agem de Jesus (transform ando a sua personalidade humana para conformar ao seu espírito recriado) é o segundo passo rumo a uma vida de maior satisfação.

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Capítulo 2

Racionalizando em sua Mente

x

Compreendendo no seu Espírito

Terry era uma jovem cristã muito atraente. Ela veio ao meu escritório achando que eu pudesse ajudá-la numa questão de negócios. Ela havia considerado bem todas as opções, mas continuava indecisa e esperava que eu pudesse lhe dar uma palavra do Senhor, ou, pelo menos, um conselho sábio e di­ vino.

Fiquei um pouco inseguro, pois eu não tinha certeza de qual caminho ela deveria seguir. Ela esperava que eu lhe fornecesse uma resposta de Deus, e, se eu falhasse, ela acharia que eu não era muito espiritual.

Então, o Espírito Santo me falou: “Arrependa-se do orgulho. Pare de se preocupar com a sua reputação e de tentar descobrir o que falar. Ouça-me no seu espírito, e eu lhe direi como aconselhar.” Eu me arrependi e comecei a permitir que o Senhor falasse ao meu espírito.

Primeiro, perguntei a Terry o que o Senhor lhe havia mostrado sobre a situação. Ela disse que havia orado muito, mas Deus não lhe havia mostrado nada. Perguntei se o Senhor fa la v a com ela re g u la rm e n te so b re o u tra s á re a s. Ela respondeu: “ Ultimamente, não.” Então, eu lhe perguntei se ela sabia por que ela não estava ouvindo a Deus. Ela não sabia.

O Senhor me havia m ostrado que ela não estava c o m p re e n d e n d o m u ito em seu e s p írito , m as e s ta v a raciocinando tudo, inclusive o seu relacionamento com Ele, em sua mente. Eu disse: “Vamos orar e perguntar ao Senhor

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Enganado? Eu?

por que você não O tem escutado.”

Ao orarmos, a palavra “amargura" pulou do meu espírito para a m inha m ente. P e rg u n te i a Terry se ela e s ta v a amargurada com alguém e se guardava ressentimento contra essa pessoa. Ela não se lembrava de ninguém.

Eu disse: “Vamos orar novamente. Dessa vez, abra o seu espírito para escutar Seu Pai Celestial. Ele lhe mostrará qualquer área de amargura.”

Logo depois que começamos a orar, Terry começou a chorar. Perguntei-lhe o que havia acontecido. Ela começou a falar sobre um homem com quem noivara havia um ano e meio. Ela o amava muito e achava que ele havia cometido um erro ao romper o relacionamento, o que a feriu profundamente. Deus lhe havia mostrado que ela continuava amarga e irada com esse homem por ele tê-la magoado tanto.

O ra m o s n a v a m e n te , e Terry se a rre p e n d e u da amargura e permitiu que o sangue de Jesus começasse a purificá-la e a curá-la. Enquanto estávamos orando, o Senhor falou ao meu espírito: “ Ela se sente da mesma maneira com relação a Mim. Ela está irada e amargurada Comigo também.” Compartilhei isso com Terry e ela começou a chorar novamente en q uanto o S e nhor a con ve n cia disso. Ela com eçou a compartilhar que, até então, não percebia isso, mas estava irada com Deus. Ela sentia que, se Ele realmente a amasse ou se importasse com ela, Ele já lhe teria providenciado um marido. Ela estava sozinha e desejava desesperadamente um marido. Terry havia sido rejeitada por homens várias vezes no passado. Sem perceber, bem no seu interior, ela culpava Deus por toda a rejeição e pela falta de um marido.

Em sua mente, Terry havia formado, bem cedo, uma imagem de si mesma como sendo constantemente rejeitada pelos homens. Quase toda vez que ela conhecia um homem por quem se interessava, ela esperava que ele, no final, a rejeitasse. Essa profecia se cumpriu por si só. O que havia acontecido? Ela havia interpretado experiências baseadas, incorretamente, no conhecimento dos cinco sentidos, o que, conseqüentemente, construiu uma auto-imagem errada.

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Capítulo 2 - Racionalizando x Compreendendo

No seu interior, Terry visualizava Deus da mesma forma. Ela não acreditava que Deus pudesse se preocupar com ela, pois Ele não “supria suas necessidades” . Então, concluiu, tristemente, que Ele a rejeitaria também. Prova disso era o fato de Ele não lhe ter provido um marido.

O resultado era que Terry queria confiar em Deus. Mas ela não conseguia, por estar muito irada com Ele e por pensar que Ele não se importava com ela e a rejeitava. Ninguém consegue confiar em uma pessoa com quem esteja irado ou que o tenha machucado. Terry estava clamando que Deus lhe desse um marido, sabedoria e direção, mas ela não estava conseguindo confiar Nele, por acreditar que Ele lhe fora infiel ao abandoná-la.

É importante notarmos que todas essas conclusões falsas provinham da interpretação lógica das experiências e das palavras ditas no passado. Quando compartilhei com Terry a verdade sobre a identidade de Deus e do Seu amor por ela, ela começou a receber esse amor. Oramos novamente, e ela se arrependeu por ter acreditado nas mentiras sobre Deus, sobre homens e sobre si mesma. Ao permitir que o seu espírito dom inasse sua mente, ela foi com ple ta m en te liberta da am argura contra Deus. Eu lhe disse que, por ela estar ressentida contra Deus, ela não conseguia confiar Nele. O que aconteceu foi que a incredulidade a bloqueou, impedindo-a de compreender no espírito e ouvir a Deus. Eu lhe disse que, se ela buscasse Deus e tivesse o objetivo de compreender na esfera espiritual, sem racionalizar em sua mente, o Senhor falaria claramente com ela sobre as decisões nos negócios.

Três dias mais tarde, Terry compartilhou que Deus lhe havia dado direção específica e que ela estava tendo um tempo maravilhoso de comunhão com seu Pai.

Quando permitimos que nossas mentes usem apenas o raciocínio lógico para interpretar palavras e circunstâncias, somos guiados a conclusões tolas e bloqueamos a nossa capacidade de compreensão espiritual e a intimidade com o Senhor. Terry havia sido enganada ao interpretar palavras e experiências de acordo com sua própria mente natural.

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Enganado? Eu?

A nossa mente humana possui a incrível capacidade de monitorar e receber informações, simultaneamente, do mundo natural e do mundo espiritual. Nossa mente e nossas emoções recebem informação natural através dos nossos cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato), enquanto a nossa alma recebe informação do nosso espírito. Assim, quando nascemos, temos dois tipos diferentes de percepção d is p o n ív e is . P o d e m o s tira r c o n c lu s õ e s b a s e a d a s no conhecimento, compreendidas no espírito ou provenientes dos cinco sentidos.

A partir da nossa infância, o mundo nos treina para nós nos basearmos no conhecimento dos nossos cinco sentidos e nas nossas mentes humanas. Depois que nascemos, nosso Pai Celeste pode falar conosco por meio de nossos espíritos. Entretanto, nossas mentes estão tão programadas para rejeitar a informação espiritual e basear nossas opiniões e atitudes apenas no raciocínio “lógico” que continuamos pensando dessa maneira quando nos tornamos cristãos.

No geral, co n tin u a m o s co m p re e n d e n d o a nossa id e n tid a d e p e sso a l b a se a d o s nas im age ns e n ra iza d a s p ro fu n d a m e n te em n o s s a s a lm a s , a d q u irid a s p e lo conhecimento dos cinco sentidos e pelo raciocínio humano. Em outras palavras, eu sou o que a minha mente e as minhas emoções dizem que sou. Eu considero a minha pessoa dessa m aneira b a se ado na in te rp re ta ç ã o natural das m inhas experiências e das palavras que os outros me dizem.

Deus quer que saibamos que os nossos cinco sentidos nem s e m p re nos fo rn e c e m a in fo rm a ç ã o c o rre ta . As interpretações e as conclusões da mente fornecidas pelo conhecimento dos cinco sentidos são freqüentemente erradas. Isso é particularmente verdade quando tiramos conclusões s o b re a n o ssa id e n tid a d e p e s s o a l e s o b re o n o s s o relacionamento com Deus e com outros.

Por exemplo, suponhamos que uma menina de quatro anos, que ama muito seu pai, o vê construindo algo na garagem num sábado à tarde. Motivada pelo amor que tem por ele, a menina se aproxima do pai e tenta ajudá-lo ao segurar a tábua

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Capítulo 2 - Racionalizando x Compreendendo que ele está tentando pregar. Mas o pai, imerso em seu trabalho, não compreende o desejo da filha em ajudar e lhe diz rispidamente: “Vá para dentro brincar. Você não está vendo que o papai está trabalhando?”

Nesse ponto, a filha teve uma experiência proveniente da informação dos seus cinco sentidos. Ela vê o olhar na face de seu pai. Ela ouve as palavras que ele lhe dirigiu e ouve o tom da sua voz. Sua mente e suas emoções se empenham em interpretar essas experiências.

Baseada na informação que seus olhos, seus ouvidos, seu corpo e suas emoções captaram, ela conclui que: 1) O papai não a ama de verdade, 2) Se ele a ama, o seu trabalho é muito mais importante do que ela, 3) Ela não é uma bênção para ele, pelo contrário, ela é um estorvo, 4) Ela não deve tentar ajudá-lo nas próximas vezes, pois ele não quer ajuda.

Essa menina formou em sua alma imagens erradas. Elas não são a verdade e estão baseadas em interpretações erradas feitas pela mente humana através do conhecimento dos cinco sentidos. Contudo, elas se tornam profundamente enraizadas. É muito provável que, quando essa menina crescer, ela continue considerando a si mesma da mesma forma no seu relacionamento com seu marido e com o Senhor. Ela não compreenderá porque Ele não supre as suas necessidades ou porque ela se sente tão indigna de entrar em Sua presença. Para ela, seu marido sempre estará muito ocupado fazendo coisas importantes, enquanto ela não será importante para ele e fará apenas coisas irrelevantes. Tudo isso provém de im a g e n s fa ls a s b a s e a d a s na ra c io n a liz a ç ã o h u m a n a desenvolvidas na infância.

Deus não quer que usemos o raciocínio humano ou o conhecimento dos cinco sentidos para determinar a nossa identidade pessoal ou em nosso relacionamento com Ele e com outros. A Palavra de Deus diz em 1 Coríntios 2:14: “Ora,

o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

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Enganado? Eu?

levam à verdade de quem somos, de quem Deus é, de quem são os outros ou de como nos relacionamos com eles.

“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.” (1 Coríntios 1:21)

A nossa própria sabedoria humana não nos leva a conhecer a Deus. Podemos saber muitas coisas sobre Deus atra vés da sabe doria hum ana, mas poderem os a pe nas conhecer a Deus através de nosso espírito nascido de novo. Jesus nos disse em João 4:23 que Deus é um espírito e que aqueles que O adoram devem adorá-Lo em espírito e em verdade. Podemos apenas nos relacionar com nosso Pai através do nosso espírito e devemos nos relacionar com Ele baseados na verdade de quem Ele é como um Espírito e de quem nós somos como espírito.

Não estou dizendo que você não precise da informação dos seus cinco sentidos. Para dirigir um carro, você precisa da informação proveniente dos seus cinco sentidos. Se você estiver num cruzamento, você precisa olhar primeiro e ver se o sinal está verde. Porém, você também precisa compreender outras informações no seu espírito. Um exemplo pode ser um carro que, ao virar a esquina sem obedecer os sinais de trânsito, é imperceptível aos seus cinco sentidos.

Por que o conhecim ento dos cinco sentidos é tãQ d e s tru tiv o nas á re a s de id e n tid a d e p e s s o a l e d e relacionamentos? Porque é basicamente através dos cinco sentidos que a nossa carne nos engana, aprisionando nosso mundo da alma. Nossas mentes estão tão programadas para tirar conclusões baseadas no conhecimento dos cinco sentidos que, geralmente, consideramos tolas as informação fornecidas pelo nosso espírito, como Paulo afirma em 1 Coríntios 2:14.

O conhecimento dos cinco sentidos é resumido em uma só palavra: carne. Se a sua mente é dominada pela carne, a Palavra diz que você está odiando Deus.

Referências

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