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automática 02E VW/Audi de dupla embreagem

No documento OficinaBrasil_outubro2011 (páginas 83-85)

Adicionalmente, com a se- leção direta e rápida das mu-

danças, livres de degraus,

a transmissão DSG também oferece um alto nível de prazer

aos amantes de transmissões

manuais, que desejam fazer as

mudanças manualmente. Em ambos os casos, o consumo

de combustível fica próximo de veículos equipados exclu-

sivamente com transmissões manuais.

A transmissão de engates

diretos DSG possui as seguin- tes características:

• Seis ou sete marchas à frente e uma marcha à ré.

• Programa normal de con-

dução em “D”.

• Programa esportivo “S”. • Alavanca seletora Tip-

tronic no console e adicional- mente borboletas Tiptronic no volante da direção.

• A unidade de controle

eletro-hidráulica, o conjunto mecatrônico e de controle

eletrônico formam uma só

unidade e estão alojadas inter- namente na transmissão.

• Função de subida de ladeiras: se o veículo começa

a se mover para trás, ao se pressionar levemente o pedal

do freio, a pressão das embre-

agens aumenta, mantendo o

veículo parado nesta condição. • Regulagem da função

estacionamento: permite ma-

nobrar o veículo e estacioná-lo,

sem pisar no pedal do acele- rador.

• Modo emergência: na hipótese de ocorrer alguma falha, o veículo ainda poderá

ser dirigido, com o modo emer-

gência ativado, em primeira e

terceira marchas ou somente em segunda marcha.

 Dados técnicos Designação: DSG 02E – Di- rect Shift Gearbox

Peso aproximado:  94 kg, com tração dianteira ou 109 kg

na configuração 4X4.

Máximo torque:  350 Nm

(dependendo do motor) Embreagem:  dois conjun- tos de embreagens multi discos

banhados em óleo.

Estágio das marchas: 6 ou

7 marchas à frente e uma à ré,

todas sincronizadas.

Modo de operação: Normal ou Tiptronic

Capacidade: 7,2 litros flui- do especial DSG G052 182

A transmissão de engates

diretos também está disponível para o Golf R32 e Touran.

Alavanca seletora Operação:

A alavanca seletora é acio-

nada no veículo da mesma ma-

neira que em uma transmissão automática convencional. A transmissão automática de en-

gates diretos também oferece

a opção da seleção de marchas através do sistema Tiptronic.

Botão de liberação Como nos veículos equi-

pados com transmissão au- tomática, tanto a alavanca seletora como a chave de ignição possuem travamento,

quando a alavanca estiver fora

da posição “Park”. Embora esta operação permaneça inaltera- da, o desenho deste sistema é inteiramente novo.

As posições da alavanca seletora são:

“P” – Park

Para se mover a alavanca

para fora da posição “P”, a

ignição deverá estar ligada e

os freios aplicados. Adicio-

nalmente, o botão de libe- ração na alavanca seletora deverá ser pressionado.

“R” – Ré

Para se selecionar a marcha

à ré, o botão de liberação de-

verá ser pressionado.

“N” – Neutro

Nesta posição, a transmis- são estará desaplicada. Se,

por um período de tempo, a alavanca seletora for deixada nesta posição, o pedal de freio

deverá ser pressionado para se

poder movimentar o veículo

novamente.

Descrição de funcionamento: transmissão

automática 02E VW/Audi de dupla embreagem

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TÉCNICA

www.oficinabrasil.com.brOutubro 2011

Carlos Napoletano Neto

“D” – Drive

Nesta posição, as marchas à frente serão selecionadas auto- maticamente, ou utilizando-se as borboletas no volante de direção.

“S” – Esporte

As marchas à frente serão

selecionadas automaticamen- te, utilizando um programa esportivo armazenado na me-

mória da unidade de comando

eletrônica.

+ e –

As funções Tiptronic podem

ser utilizadas com a alavanca seletora no trilho direito ou através das borboletas no vo- lante de direção.

Projeto da Alavanca Seletora

Sensores do tipo Hall no suporte da alavanca seletora, localizado no console central, detectam a posição da alavanca seletora e disponibilizam estes sinais para a unidade mecatrô- nica via rede Can.

Solenóide de travamento da alavanca seletora N110

O solenóide N110 mantém

a alavanca seletora travada nas posições “P” e “N”. Este

solenóide é ativado pela uni- dade de controle da alavanca

seletora J587.

Interruptor F319 da alavanca seletora travada em “P”.

Se a alavanca seletora esti- ver na posição “P”, o interruptor da alavanca seletora travada

envia um sinal à unidade de

controle da coluna de direção  J527. A unida de de contr ole necessita deste sinal para atuar o destravamento da chave de ignição.

Solenóide de Travamento da alavanca seletora N110.

Funciona assim:

Alavanca seletora travada em “P”:

Quando a alavanca seletora estiver na posição “P”, o pino de travamento está na posição de repouso em seu alojamento. Desta maneira, a alavanca se- letora é impedida de se mover

inadvertidamente para fora

desta posição.

Alavanca seletora liberada:

Quando a chave de ignição

é ligada e o pedal de freio é

pressionado, a unidade de con- trole dos sensores da alavanca

seletora J587 alimenta o sole-

nóide N110. Desta maneira, o

pino de travamento é empurra-

do para fora de seu alojamento,

liberando a alavanca.

Assim, a alavanca seletora pode ser movida para a posição “R” ou “D”.

Alavanca seletora travada em “N”. Se a alavanca seletora for

deixada na posição “N”, por um tempo maior do que 2 se- gundos, a unidade de controle

alimentará o solenóide. Desta

maneira, o pino de tra- vamento será empurrado para dentro de seu alo-  jamento para a posição “N”. A alavanca seletora não poderá ser movida inadvertidamente para qualquer outra posição. O pino de travamento será liberado somente

quando o pedal de freio for pressionado.

Liberação de Emergência:

Pode-se liberar a ala- vanca seletora em caráter

de emergência, pressionando-

se mecanicamente o pino de travamento utilizando-se um

objeto fino, podendo-se então

tirar a alavanca seletora da posição “N”.

Sistema de liberação da chave de ignição em “P”

 Por motivos de segurança, o sistema de liberação da chave de ignição evita que a chave seja retirada do contato, a menos que a alavanca seletora esteja na posição “P”.

Ele funciona baseado no

principio eletro mecânico e é

acionado pelo módulo de con- trole da coluna de direção J527.

Eis como o sistema funciona:

Na posição “D”, o interrup- tor de posição da alavanca

seletora da posição “P” F319 está fechado. A unidade de

controle da coluna da direção

energiza então o solenóide de

travamento da chave N376. O pino de travamento é em-

purrado contra a força da mola pelo solenóide. Na posição

travada, o pino de travamento impede que a chave de ignição seja girada para trás e retirada.

Quando a alavanca seletora

for posicionada em “Park”, e a

chave de ignição na posição “Desligada”, o interruptor de posição da alavanca seletora

F319 abre e, desta maneira, a

unidade de controle da colu- na de direção J527 detecta o interruptor aberto cortando a

alimentação do solenóide de

travamento da chave de ignição

N376. A mola do solenóide

então empurra o pino para a posição de repouso, permitin- do que a chave gire para trás e seja retirada do cilindro de ignição.

  Na próxima edição do

 Jor nal, dar emos cont inui da- de ao estudo da transmissão

DSG presente nos veículos

VW/AUDI, a partir de 2005, examinando seus componen-

tes internos e princípios de funcionamento.

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Outubro 2011

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www.oficinabrasil.com.brOutubro 2011

CONSULTOR OB

Nesta matéria continuare- mos falando sobre conceitos de funcionamento dos moto- res naturalmente aspirados que são explorados pelo fabricante quando se deseja obter um maior desempenho para equipar veículos de com- portamento esportivo.

O comando de válvulas

O comando de válvulas tem a função de determinar o momento de abertura e fechamento das válvulas de admissão e escapamento. Isto ocorre sincronizado ao mo- vimento de subida e descida dos pistões.

No diagrama de válvulas, também chamado de mapa de válvulas, constam as po- sições, em graus, onde acon- tece a abertura e fechamento de cada válvula em relação ao ponto morto inferior e supe- rior do pistão.

Veja a imagem em que exemplificamos um diagra- ma de válvula de um motor a gasolina.

Levante (lift):  altura, em milímetros ou em polegadas, de abertura da válvula. Quan- do maior for esse valor, maior será a quantidade de mistura admitida e mais rápida será feita a expulsão dos gases. Na maioria dos motores con- vencionais usa-se 10 ou 11 mm de levante máximo, ao passo que os motores de alto desempenho podem trabalhar com até 13mm de levante.

Duração:  é o período, medido em graus, em que a válvula ficará aberta. Para a maioria dos motores este valor fica em torno de 200 graus, mas motores de alto desempenho podem ter du- ração de 270 graus ou mais.

Esta medição é feita em fun- ção da rotação do virabre- quim. Assim, um comando com duração de 225° de ad- missão significa que, a partir do momento que a válvula co- meçar a abrir, o virabrequim irá se mov er 225°.

É importante ressaltar que, para motores onde a folga das válvulas pode ser regulada (isto é, os que pos- suem tucho mecânico), este valor é medido com uma folga entre o balancim e a válvula padrão. Se esta folga for alte- rada para maior, mais tempo levará para que a válvula seja acionada e, por conta disso, menor será o tempo em que a ela ficará aberta.

Lobe center: é a distância medida no comando de válvu- las, em graus, entre os pontos de levante máximo dos cames de admissão e escape.

Para motores convencio- nais, esse val or fica entre 110 e 115 graus; para motores de alto desempenho, este valor fica em torno de 100 graus.

Overlap: é o tempo, medi- do em graus no virabrequim, em que ambas as válvulas fi- cam abertas simultaneamen- te. O overlap permite que, enquanto a válvula de escape ainda está aberta, a mistura ar/combustível comece a en- trar na câmara, promovendo o resfriamento e a limpeza do

cilindro, já que uma pequena parte dela também sairá pelo escape.

Além disso, a saída dos ga- ses de escape cria uma região de baixa pressão no interior do cilindro, o que facilita a entrada da mistura. Essa di- nâmica de gases é altamente explorada para motores de alto desempenho, pois ela interfere em diversos fatores, como pressão no coletor de admissão, curva de torque, comportamento do motor em marcha-lenta, entre outros.

Em um funcionamento te- órico do motor, uma válvula só se abre quando a outra se fecha, e sempre essa abertu- ra ou fechamento ocorre no

PMS ou no PMI, de forma be m definida. Na prática, devido principalmente a dinâmica dos gases, a válvula abre ou fecha antes ou após o PMI ou PMS, melhorando a admissão de mistura ou a expulsão dos gases. Leia a seguir como é o comportamento real das vál- vulas de admissão e escape:

Admissão:  cerca de dez

graus antes de o pistão atingir o PMS, no final do ciclo de escape, a válvula de admis- são começa a abrir, e irá se fechar por volta de 50 graus após o PMI.

Escape: depois de o vira- brequim completar uma volta (360°), a válvula de escape é aberta até 50 graus antes do PMI, e será fechada até dez graus após o PMS. Perceba que, no final do ciclo de es- cape, a válvula de escape está se fechando enquanto a de admissão começa a abrir: este é o cruzamento de válvulas ou overlap ocorrendo.

Veja que cada uma das características do comando de válvulas implicam podem ser aplicadas de diferentes formas, porém, cada escolha

traz um benefício e um efeito colateral. Por exemplo, um overlap maior trará um ganho maior de torque em cargas parciais, mas prejudica a es- tabilidade da marcha-lenta.

Desta forma, no momento em que a montadora define qual o comando válvulas será utilizado, ela busca um equi- líbrio entre os benefícios e efeitos colaterais. Para atingir este objetivo, uma das técni- cas utilizadas é a aplicação de um comando de válvulas variável.

Comando de válvulas variável

O comando de válvulas variável permite que existam dois ou mais perfis de acio- namento das válvulas em um mesmo eixo. A forma como isso é feito depende da es- tratégia de cada montadora, e pode ser feito atrasando ou adiantando o comando em relação ao virabrequim, como nos VW Gol e nos Toyota Corolla VVTi, ou alternando entre cames diferentes, como nos Mitsubishi com sistema MIVEC .

O sistema variável mais co- nhecido é o VTEC, da Honda,

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