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Avaliação Inicial – A chave para um bom planeamento

Dimensão I: Desenvolvimento do Ensino e da Aprendizagem

3. Processo Ensino-Aprendizagem – Como Pôr Mãos à Obra

3.2. Avaliação – Como Regular o meu Ensino?

3.2.1. Avaliação Inicial – A chave para um bom planeamento

Este momento de avaliação é a primeira etapa daquele que será o nosso tipo de planeamento, o planeamento por etapas que abordarei mais aprofundadamente no capítulo seguinte.

Assim, a avaliação inicial assume-se como o momento em que o professor realiza o diagnóstico à sua turma. Isto é, é capaz de entender em que patamar se encontram os seus alunos. Graças a esta informação poderá então levar a cabo um planeamento de todo o seu processo de ensino-aprendizagem. Assim, em seguida farei uma análise pormenorizada daquilo que é este tipo de avaliação e de que forma melhorou a minha intervenção ao longo da minha PES.

Segundo Jacinto e os seus colegas (2001) a avaliação inicial trata-se de um processo decisivo, na medida em que vai permitir ao professor orientar e organizar todo o processo de ensino-aprendizagem daí em diante. Será possível, a cada professor, adotar compromissos com os alunos no que diz respeito a objetivos, mas também será possível adequar aqueles que são os conteúdos programáticos àquela que é a realidade de qualquer turma. Assim, o ensino será tão especializado quanto possível.

A literatura fornece-nos informações cruciais, garantindo que:

O processo de avaliação inicial tem, assim, por objetivos fundamentais, diagnosticar as dificuldades e limitações dos alunos face às aprendizagens previstas e prognosticar o seu desenvolvimento, i. e, perceber quais as aprendizagens que poderão vir a realizar com a ajuda do professor e dos colegas, na aula de Educação Física. (Carvalho, 1994, p.138).

O processo de avaliação inicial tem alguns objetivos fundamentais que, segundo Carvalho (1994, p. 139-140) são:

• Conhecer as competências, as aptidões e as dificuldades reveladas pelos alunos nas matérias dos PNEF que irão ser abordadas ao longo do ano letivo;

• Apresentar aos alunos o programa de E.F. para esse ano;

• Rever aprendizagens e recuperar a aptidão física;

• Criar rotinas, regras de organização;

• Contribuir para o estabelecimento de um bom clima de aula;

• Identificar alunos críticos e matérias prioritárias;

• Recolher dados para definir os objetivos prioritários da 2ª etapa- Desenvolvimento e Aprendizagem;

• Recolher dados para orientar a formação de grupos;

• Identificar procedimentos de organização, segurança e grupos por matéria;

• Recolher dados para, com os restantes professores de EF elaborar/reajustar o plano plurianual.

Prevê-se, no planeamento, que este processo leve cerca de quatro a cinco semanas até estar concluído. Como forma de garantir que todo o processo estaria concluído no final desse mesmo prazo, eu e o professor cooperante avaliamos os alunos em simultâneo. Esta avaliação foi realizada tendo por base um criterioso Protocolo de Avaliação Inicial (Anexo D), fornecido pelo agrupamento de escola, cujos resultados foram sintetizados em fichas que criei para esse mesmo efeito (Apêndice II), estas fichas foram criadas para as diferentes matérias, respeitando assim todos os critérios definidos no protocolo de AI da escola. Assim, graças à ajuda do professor cooperante, foi possível ter duas avaliações diferentes, isto é, no final desta avaliação contamos com a minha visão dos factos e a do professor cooperante, o que tornou a avaliação mais precisa.

Devo ainda referir que, ao longo de todo o processo de avaliação inicial, fiz questão de ser ativa no que diz respeito ao FB e à correção de determinados erros. Isto fez com que os alunos entendessem que não se tratava de um período apenas de avaliação mas também de aprendizagem.

Com toda esta avaliação foi possível criar um quadro resumo em que sabia o nível em que se encontravam os alunos nas diferentes matérias (Apêndice III).

Com a análise desse mesmo quadro resumo, foi possível encontrar as matérias que deviam ser encaradas como prioritárias e sinalizar alunos críticos, isto é, alunos que tinham realmente muitas dificuldades e, por isso, necessitavam que a professora tivesse atenção à sua evolução.

Em seguida, na tabela 1, apresento então a informação que resultou da análise dos resultados dos alunos na avaliação inicial.

Tabela 1 - Classificação das Matérias

Matéria Diagnóstico Prioridade

Voleibol Não Introdutório Muito Prioritária

Badminton Não Introdutório Muito Prioritária

Ginástica de Solo Não Introdutório Prioritária Ginástica de Aparelhos Não Introdutório Prioritária

Andebol Não Introdutório Prioritária

Futebol Não Introdutório Menos Prioritária

Atletismo Introdutório Menos Prioritária

Basquetebol Introdutório Menos Prioritária

Tendo em conta todas estas conclusões, através da elaboração do RAI, foi possível além de determinar a prioridade das diferentes matérias, entender quais seriam as melhores formas de trabalhar com os alunos.

Além da conclusão de quais as matérias prioritárias, através da avaliação inicial (AI), também foi possível entender qual o nível dos alunos no que diz respeito à aptidão física.

Em seguida apresento as tabelas que diferenciam os níveis de aptidão física dos alunos no início do ano letivo, aquando da AI e no final do ano letivo, aquando do final da terceira etapa.

Tabela 2 - Diferenciação dos Níveis de Aptidão Física Níveis de Aptidão Física

2 Aquém da ZSAF em 4 testes

3 Aquém da ZSAF em 3 testes

4 Aquém da ZSAF em 1 ou 2 testes

5 Dentro da ZSAF em todos os testes

Tabela 3 - Evolução dos Níveis de Aptidão Física dos alunos do 7º ano (% de alunos nos vários níveis)

Notas: AI – Avaliação Inicial

Foi então possível, através da análise do nível dos alunos, a criação de grupos de trabalho para que a evolução dos alunos fosse tão grande quanto possível, conforme nota a tabela anterior, onde é possível verificar que os alunos conseguiram melhorar o seu nível de aptidão física.

Com a criação de grupos de trabalho, fossem eles grupos diferenciados por nível ou por conveniência ao bom funcionamento das aulas. Contudo, esta formação de grupos não deve ser estanque e deve haver ajustes sempre que necessário (Jacinto et al., 2001).

Portanto, com base naqueles que foram os resultados dos alunos, criei grupos de nível. Estes grupos juntavam os alunos que estariam no mesmo nível, o que permitia que se diferenciasse o ensino para cada um dos grupos, criando objetivos e metas diferenciadas. Portanto, os alunos tinham todos a possibilidade de evoluir de forma ajustada nas suas capacidades (Carvalho, 1994).

3.2.2. Avaliação Formativa – O mapa de todo o processo