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Avaliac¸˜ao do processo de lavac¸˜ao

A. A suberina

4.4 Impacto sobre o produto

5.1.3 Avaliac¸˜ao do processo de lavac¸˜ao

A avaliac¸˜ao do processo de lavac¸˜ao comportou a elaborac¸˜ao de um plano de lavac¸˜oes, a avaliac¸˜ao da brancura ISO das diferentes m´aquinas e o controlo do pH e da temperatura nas diferentes m´aquinas.

A alocac¸˜ao de m´aquinas apresenta como principal objetivo uma diminuic¸˜ao do tempo to- tal de operac¸˜ao, considerando as restric¸˜oes das diferentes m´aquinas, como quais as lavac¸˜oes

efetuadas e o respetivo tempo de lavac¸˜ao bem como o tempo de trabalho por dia.

Para a otimizac¸˜ao do processo de lavac¸˜ao, utilizou-se uma func¸˜ao objetivo que pretende minimizar o tempo total da operac¸˜ao da lavac¸˜ao com base nos tempos individuais de cada m´aquina bem como perceber quais os fatores que produzem mais falhas ao processo de lavac¸˜ao.

A alocac¸˜ao de m´aquinas foi realizada para dois setores distintos da EQ, onde se produz rolha Aglomerada e rolha TT. Focando o setor da TwinTop, na semana 22, foi produzido o plano de lavac¸˜oes, tendo em considerac¸˜ao os atrasos e os avanc¸os de cada dia da semana, para cada tipo de rolha lavada. No anexo 7.2 encontra-se um exemplo do plano de lavac¸˜oes da semana referida. Foi acompanhado o cumprimento do plano das lavac¸˜oes entre a semana 21 e a semana 25, sendo que a Figura 5.2 apresenta o grau de cumprimento do plano ao longo das semanas referidas.

Figura 5.2: Grau de cumprimento do plano de lavac¸˜ao entre a semana 21 e 25. Pela an´alise da Figura 5.2 ´e poss´ıvel verificar que o plano n˜ao ´e cumprido na totali- dade, sendo que em m´edia ´e cumprido a 76%. Os fatores mais significativos que provocam alterac¸˜oes ao plano s˜ao a falta de rolha para lavar, a falta de cestos e existir uma discrepˆancia entre o plano e as lavac¸˜oes previstas pelos kambans. Deste modo, ´e poss´ıvel verificar quais os pontos que ´e poss´ıvel melhorar na lavac¸˜ao, diminuindo as condicionantes do processo.

De forma a avaliar e implementar a norma interna de medic¸˜ao de brancura ISO foram retiradas aleatoriamente cerca de 50 rolhas TT j´a lavadas de classe A de calibre 44 x 23,5 mm em cada uma das lavadoras presentes.

Ap´os numeradas as rolhas e escolhido o melhor topo foram guardadas em tabuleiros sem contacto entre elas e sem luz solar direta. Ao fim de 48 horas foram medidos os teores resi-

duais de per´oxido e caso permanec¸am dentro do limite ´e medida a brancura ISO com recurso ao espectrofot´ometro utilizado no procedimento indicado na p´agina 27.

A Figura 5.3 apresenta os resultados obtidos para a avaliac¸˜ao da brancura ISO das rolhas em cada uma das lavadoras.

Figura 5.3: Brancura ISO obtida para cada uma das m´aquinas de lavar.

Pela Figura 5.3, verifica-se existe todas as m´aquinas de lavar apresentam um valor de brancura ISO dentro da especificac¸˜ao de 34,0±1,50 mas, em contrapartida, existem diferenc¸as entre os valores de brancura obtidos para as diversas m´aquinas. A m´aquina 6 ´e considerada a m´aquina que produz uma lavac¸˜ao “branca” com maior percentagem de brancura ISO ao contr´ario da m´aquina 2.

Para perceber as diferenc¸as entre as brancuras ISO obtidas das diferentes m´aquinas, procedeu-se `a medic¸˜ao dos valores do pH ao longo da lavac¸˜ao “branca” no esgoto das m´aquinas 1,2,3 e 6. A m´aquina 4 e 5 n˜ao permitem acesso ao esgoto pelo que n˜ao foi poss´ıvel realizar este acompanhamento.

Ao realizar a medic¸˜ao do pH ao longo da lavac¸˜ao, ´e not´orio uma diferenc¸a dos valores obtidos ap´os a adic¸˜ao do hidrogenossulfato de s´odio. A Figura 5.4 demonstra a evoluc¸˜ao do pH ap´os a adic¸˜ao do agente redutor para as diferentes m´aquinas.

A avaliar pela Figura 5.4 ´e poss´ıvel verificar que a m´aquina 6 apresenta um valor de pH bastante diferente das restante m´aquinas, e consequentemente, um valor de brancura ISO mais apelativo.

Deste modo, avaliou-se a temperatura de cada m´aquina ap´os a adic¸˜ao do agente redutor, uma vez que s´o neste passo da reac¸˜ao existia uma diferenc¸a significativa do valor de pH.

Figura 5.4: Variac¸˜ao do pH e da brancura ISO para as diferentes m´aquinas.

Ap´os a medic¸˜ao do valor do pH e da temperatura, foram medidos os valores de brancura ISO, ap´os 48 horas da lavac¸˜ao, afim de relacionar de que forma o pH da reac¸˜ao interfere com a percentagem de brancura ISO das rolhas de cortic¸a.

A Figura 5.5 relaciona a evoluc¸˜ao do valor do pH e da temperatura nas diferentes m´aquinas com a percentagem obtida de brancura ISO. A Figura 5.5 comprova a importˆancia da tempe-

Figura 5.5: Valores de temperatura, pH e brancura ISO para as diversas m´aquinas. ratura no favorecimento da reac¸˜ao de branqueamento, ou seja, na m´aquina 6, ap´os a adic¸˜ao do hidrogenossulfato de s´odio, o valor do pH torna-se mais pr´oximo do neutro, com a ajuda da temperatura, o que melhorou o desempenho do agente redutor, apresentando valores de brancura ISO mais altos.

Nas restantes m´aquinas como n˜ao se consegue uma elevada eficiˆencia t´ermica, a tempe- ratura ´e mais baixa, o desempenho do agente redutor n˜ao ´e o mais adequado, o que provoca um aumento do valor do pH, e consequentemente, a brancura ISO ´e prejudicada.

temperaturas mais baixas para garantir um bom desempenho do agente redutor e consequen- temente, uma maior brancura ISO.

5.2

Reduc¸˜ao da quantidade de reagentes qu´ımicos

A AMFE permite realizar um desenho de experiˆencias e avaliar qual ´e o impacto das experiˆencias no produto final. O desenho de experiˆencias apresenta duas abordagens de reduc¸˜ao de quantidade de reagentes qu´ımicos: a reduc¸˜ao de per´oxido de hidrog´enio e a reduc¸˜ao e substituic¸˜ao de reagentes qu´ımicos.

Com vista a diminuic¸˜ao de reagentes qu´ımicos utilizados na lavac¸˜ao, comec¸ou-se por reduzir o volume injetado de per´oxido de hidrog´enio, utilizando 15 rolhas TT sem qualquer tipo de tratamento. Na Tabela 5.21 observam-se os resultados de brancura ISO, de teor de residual de per´oxidos e de humidade relativa dos ensaios realizados na reduc¸˜ao da quantidade do per´oxido de hidrog´enio (Tabela 4.4).

Tabela 5.2: Resultados obtidos nos ensaios de reduc¸˜ao da quantidade de per´oxido de hi- drog´enio.

Ensaios Est´agio

Testes de Controlo de Qualidade

Testes F´ısico-Mecˆanicos Testes Qu´ımicos Testes Visuais

Humidade Teor Residual Teor Residual Brancura

Relativa de Per´oxidos de Per´oxidos ISO

Depois (%) ap´os 1 h (mg/rolha) ap´os 48 h (mg/rolha) (%)

Referˆencia 1ª Oxidac¸˜ao 7,5 0,83 0,17 24,7 ± 1,5 2ª Oxidac¸˜ao 8,0 0,33 0,07 30,9± 1,8 1 1ª Oxidac¸˜ao 7,6 0,83 0,10 26,8± 2,8 2ª Oxidac¸˜ao 8,1 0,83 0,03 33,7±1,4 2 1ª Oxidac¸˜ao 7,3 0,33 0,06 26,9± 1,7 2ª Oxidac¸˜ao 4,1 0,27 0,10 32,5± 2,3 3 1ª Oxidac¸˜ao 4,1 0,00 0,04 27,5± 1,8 2ª Oxidac¸˜ao 4,4 0,07 0,00 27,3± 1,8 Repetic¸˜ao 3 2ª Oxidac¸˜ao 7,3 0,20 0,01 29,3 ± 2,0

A partir dos resultados da Tabela 5.2 observa-se que o melhor resultado m´edio final de brancura ISO corresponde ao primeiro ensaio, em que ocorreu uma reduc¸˜ao de 0,25 mL de per´oxido de hidrog´enio em comparac¸˜ao com o ensaio de referˆencia no primeiro est´agio de oxidac¸˜ao. Se reduzirmos a quantidade de per´oxido de hidrog´enio no segundo est´agio de oxidac¸˜ao verificamos uma diminuic¸˜ao de brancura ISO relativamente ao ensaio 1, mas ´e su- perior em comparac¸˜ao com o ensaio de referˆencia. Ao reduzirmos a quantidade de per´oxido de hidrog´enio nos dois est´agios de oxidac¸˜ao verificamos que a percentagem de brancura ISO sofre um decr´escimo, o que afeta a qualidade visual das rolhas. Assim, podemos confirmar que o primeiro est´agio de oxidac¸˜ao ´e o mais influenciador no aspeto final do produto, pois

permite uma diminuic¸˜ao de per´oxido de hidrog´enio sem afetar a percentagem de brancura ISO.

Avaliamos o programa utilizado atualmente e verificamos que no segundo est´agio de oxidac¸˜ao ap´os a adic¸˜ao de per´oxido de hidrog´enio ´e adicionado novamente ´agua. Repeti- mos o ensaio 3 sem adicionamos esse volume de ´agua e verificamos que a brancura ISO aumentou, pois com essa adic¸˜ao de ´agua ocorria uma diluic¸˜ao da concentrac¸˜ao dos reagentes qu´ımicos, pelo que se aconselha a diminuic¸˜ao da quantidade de ´agua deste passo dos pro- gramas, uma vez, que o objetivo prende-se com a limpeza da tubagem. Analisando o teor residual de per´oxidos ´e poss´ıvel verificar que quanto maior a quantidade de per´oxido de hi- drog´enio adicional maior ´e o seu teor residual ao fim de uma hora, tal como seria de esperar. Ao fim de 48 horas da lavac¸˜ao o teor de per´oxidos encontra-se inferior ao limite permitido, sendo que no melhor ensaio apresenta um valor de 0,03 mg/rolha, muito inferior ao limite referido pelo CIPR.

A humidade relativa ´e extremamente afetada pelas condic¸˜oes climat´ericas, sendo que os ensaios foram realizados em dias distintos pelo que existe uma maior discrepˆancia dos va- lores obtidos. Outro motivo que pode afetar a humidade relativa prende-se com o volume de soluc¸˜ao, ou seja, quando reduzimos a quantidade de per´oxido de hidrog´enio e n˜ao subs- titu´ımos essa mesma quantidade por ´agua, como no ensaio 3, confirma-se que afetamos o valor da humidade relativa, pois a rolha est´a mais seca que os restantes ensaios. Deste modo, devemos garantir o mesmo volume de soluc¸˜ao quando reduzimos a quantidade de reagentes envolvidos na lavac¸˜ao, para n˜ao afetarmos algumas carater´ısticas f´ısico-mecˆanicas como a humidade. De forma a confirmar os resultados obtidos em termos de qualidade visual das rolhas t´ecnicas TT utilizados nos ensaios, realizou-se a an´alise visual aos ensaios elaborados. Os resultados obtidos encontram-se presentes na Figura 5.6.

Pela interpretac¸˜ao do gr´afico presente na Figura 5.6 verific´amos que o ensaio que obteve maior pontuac¸˜ao foi o ensaio 1, o que corresponde ao ensaio que apresenta maior percenta- gem de brancura ISO. Portanto por estes dois crit´erios ´e poss´ıvel efetivamente a n´ıvel labo- ratorial reduzir cerca de 14% o volume de per´oxido de hidrog´enio utilizado na 1ª oxidac¸˜ao.

Para perceber qual ´e o volume m´aximo de per´oxido de hidrog´enio que podemos redu- zir sem afetar a qualidade visual da rolha foram realizados outros ensaios de diminuic¸˜ao de per´oxido de hidrog´enio, sendo que os resultados obtidos encontram-se na Tabela 5.32. Analisando a Tabela 5.3 ´e poss´ıvel verificar que se reduzirmos cerca de 0,5 mL de per´oxido de hidrog´enio (ensaio 1) na primeira oxidac¸˜ao vamos afetar a percentagem de brancura ISO, uma vez que a quantidade de per´oxido de hidrog´enio n˜ao ´e suficiente para remover os compostos crom´oforos presentes na composic¸˜ao da cortic¸a. Os restantes ensaios

Figura 5.6: An´alise visual para o ensaio de reduc¸˜ao da quantidade do per´oxido de hidrog´enio. Tabela 5.3: Resultados obtidos na nova reduc¸˜ao da quantidade de per´oxido de hidrog´enio.

Ensaios Est´agio

Testes de Controlo de Qualidade

Testes F´ısico-Mecˆanicos Testes Qu´ımicos Testes Visuais

Humidade Teor Residual Teor Residual Brancura

Relativa de Per´oxidos de Per´oxidos ISO

Depois (%) ap´os 1 h (mg/rolha) ap´os 48 h (mg/rolha) (%)

Referˆencia 1ª Oxidac¸˜ao 4,2 1,07 0,05 24,3 ±1,4 2ª Oxidac¸˜ao 4,1 0,42 0,03 30,9 ± 1,9 1 1ª Oxidac¸˜ao 3,9 0,69 0,01 23,5 ± 0,1 2ª Oxidac¸˜ao 4,4 0,27 0,02 24,3 ± 1,4 2 1ª Oxidac¸˜ao 4,2 0,89 0,01 22,7 ± 2,4 2ª Oxidac¸˜ao 4,0 0,50 0,05 30,1 ± 1,8

permitem confirmar os resultados obtidos anteriormente, ou seja, ´e poss´ıvel reduzir em cerca de 14% o volume de per´oxido de hidrog´enio sem alterar os volumes dos restantes reagentes qu´ımicos, tais como a ´agua e o hidr´oxido de s´odio.

Posteriormente, reduziu-se simultaneamente a quantidade de per´oxido de hidrog´enio e de hidr´oxido de s´odio, respeitando a estequiometria da reac¸˜ao de branqueamento. Os resultados obtidos na diminuic¸˜ao do volume destes reagentes est˜ao presentes na Tabela 5.43 , visando os testes efetuados no controlo de qualidade.

Pela an´alise da Tabela 5.4 ´e poss´ıvel verificar que existem dois ensaios potenciais na diminuic¸˜ao de produtos qu´ımicos, denominados de ensaio 1 e ensaio 4, onde reduzimos o per´oxido de hidrog´enio e o hidr´oxido de s´odio na primeira, na segunda ou nas duas oxidac¸˜oes (Tabela 4.6). Nestes dois ensaios a brancura ISO ´e muito semelhante, apresentando o en- saio 1 uma percentagem de brancura ligeiramente superior. Analisando o teor residual de

Tabela 5.4: Resultados obtidos nos ensaios de reduc¸˜ao da quantidade de reagentes qu´ımicos.

Ensaio Est´agio

Testes de Controlo de Qualidade

Testes F´ısico-Mecˆanicos Testes Qu´ımicos Testes Visuais

Humidade Humidade Teor Residual Teor Residual Brancura

Relativa Relativa de Per´oxidos de Per´oxidos ISO

Antes (%) Depois (%) ap´os 1 h (mg/rolha) ap´os 48 h (mg/rolha) (%)

Referˆencia 1ª Oxidac¸˜ao - 5,6 0,86 0,00 25,3 ±1,5 2ª Oxidac¸˜ao 4,2 0,38 0,21 0,02 29,5 ± 2,6 1 1ª Oxidac¸˜ao - 4,3 1,23 0,00 21,9 ± 1,1 2ª Oxidac¸˜ao - 4,2 0,73 0,03 31,1 ± 1,2 2 1ª Oxidac¸˜ao 3,6 3,8 0,42 0,08 23,5 ± 1,4 2ª Oxidac¸˜ao - 4,3 0,70 0,00 28,5 ± 1,3 3 1ª Oxidac¸˜ao 3,8 6,6 0,42 0,05 23,4 ± 1,3 2ª Oxidac¸˜ao 3,7 8,7 0,19 0,00 29,5 ± 1,7 4 1ª Oxidac¸˜ao 3,8 3,9 0,88 0,00 23,2 ± 2,5 2ª Oxidac¸˜ao 3,1 4,0 0,43 0,00 30,8 ± 1,8 Rep 1 1ª Oxidac¸˜ao 3,8 7,0 0,79 0,00 22,6 ± 1,3 2ª Oxidac¸˜ao 3,7 6,1 0,41 0,02 27,3 ± 1,7 1ª Oxidac¸˜ao 3,8 3,9 1,09 0,15 22,2 ± 1,2 2ª Oxidac¸˜ao 3,5 4,2 1,27 0,04 29,8 ± 1,3 Rep 4 1ª Oxidac¸˜ao 3,6 3,9 1,11 0,16 21,4 ± 1,2 2ª Oxidac¸˜ao 4,1 6,0 0,61 0,05 27,5 ± 1,8 1ª Oxidac¸˜ao 4,2 4,0 1,27 0,08 22,6 ± 1,1 2ª Oxidac¸˜ao 3,7 6,6 0,75 0,08 28,7 ± 1,4

per´oxidos verificamos que ap´os uma hora do final da lavac¸˜ao os valores s˜ao muito superi- ores aos permitidos por lei, sendo que ap´os 48 horas os valores baixam significativamente, ficando abaixo do permitido, de 0,20 mg/rolha. Os resultados obtidos para a avaliac¸˜ao visual dos ensaios efetuados encontram-se na Figura 5.7. Pela an´alise do gr´afico ´e poss´ıvel con-

Figura 5.7: An´alise visual para o ensaio da nova formulac¸˜ao ”branca”.

acordo com os resultados de brancura ISO obtidos na Tabela 5.4. ´E de salientar que o ensaio 4 tamb´em apresenta bons resultados de an´alise visual, contudo comparando os trˆes ensaios realizados do ensaio 1 e do ensaio 4, o ensaio 1 mantem uma m´edia de avaliac¸˜ao superior ao ensaio 4.

O ensaio 1 ´e considerado a melhor formulac¸˜ao de lavac¸˜ao “branca” que permite a reduc¸˜ao da quantidade de produtos qu´ımicos sem afetar a qualidade f´ısica, mecˆanica, qu´ımica e visual do produto.

5.3

Substituic¸˜ao de reagentes qu´ımicos

A Tabela 5.54apresenta os resultados obtidos nos ensaios em que se considerou o hidro- genossulfito de s´odio como agente redutor para substituir o hidrogenossulfato de s´odio no processo de lavac¸˜ao, na mesma quantidade e em metade da quantidade (Tabela 4.7). Neste caso, ap´os a oxidac¸˜ao, o hidrogenossulfito de s´odio reduz-se para hidrogenossulfato de s´odio e funciona como agente acidificante ao mesmo tempo. Com os resultados obtidos, verifica-se Tabela 5.5: Resultados obtidos nos ensaios de implementac¸˜ao do hidrogenossulfito de s´odio.

Ensaio

Testes de Controlo de Qualidade

Testes F´ısico-Mecˆanicos Testes Qu´ımicos Testes Visuais Humidade Humidade Teor Residual Teor Residual Brancura

Relativa Relativa de Per´oxidos de Per´oxidos ISO Antes (%) Depois (%) ap´os 1 h (mg/rolha) ap´os 48 h (mg/rolha) (%)

Referˆencia 3,8 3,9 0,18 0,00 23,7 ± 2,2 1 3,4 5,6 0,41 0,01 27,3 ± 1,9 2 3,4 8,3 0,21 0,00 24,8 ± 2,1 3 4,5 7,4 0,14 0,01 23,5 ± 1,1 4 3,9 4,3 0,35 0,00 28,2 ± 1,8 5 3,2 4,0 0,17 0,00 26,4 ± 1,8 6 3,3 4,5 0,27 0,00 25,5 ± 2,4

que o ensaio com maior brancura ISO corresponde ao ensaio 4 que corresponde ao melhor ensaio obtido anteriormente onde o agente acidificante utilizado ´e o hidrogenossulfato de s´odio e o teor de per´oxido residual ´e reduzido na primeira e segunda oxidac¸˜ao (Tabela 4.7). O agente redutor, o hidrogenossulfito de s´odio, n˜ao se demonstou eficiente nos ensaios rea- lizados, uma vez que a brancura ISO foi ligeiramente afetada e o teor residual de per´oxidos continua elevado ap´os 1 hora do final da lavac¸˜ao. Com o melhor ensaio obtido anterior- mente, realizaram-se os ensaios onde se aumentou a concentrac¸˜ao do hidrogenossulfito de s´odio para 3%. Os resultados obtidos encontram-se na Tabela 5.6.5

4as condic¸˜oes e ordem de adic¸˜ao de reagentes encontra-se na Tabela 4.7. 5as condic¸˜oes e ordem de adic¸˜ao de reagentes encontra-se na Tabela 4.8.

Tabela 5.6: Resultados obtidos nos ensaios de implementac¸˜ao do hidrogenossulfito de s´odio a uma concentrac¸˜ao de 3%.

Ensaio

Testes de Controlo de Qualidade

Testes F´ısico-Mecˆanicos Testes Qu´ımicos Testes Visuais Humidade Humidade Teor Residual Teor Residual Brancura

Relativa Relativa de Per´oxidos de Per´oxidos ISO Antes (%) Depois (%) ap´os 1 h (mg/rolha) ap´os 48 h (mg/rolha) (%)

Referˆencia 3,0 4,0 0,09 0,00 27,0 ± 2,7 1 3,3 4,2 0,85 0,17 30,6 ± 3,1 Rep. 1 3,2 3,9 0,54 0,00 28,2 ± 2,1 2 2,8 4,0 1,01 0,09 30,0 ± 1,6 Rep. 2 3,1 5,6 0,31 0,00 26,9 ± 2,4 3 4,5 9,5 0,12 0,00 25,0 ± 2,1 4 3,4 3,9 0,14 0,04 28,1 ± 1,3

Com o aumento da concentrac¸˜ao do hidrogenossulfito de s´odio para 3%, verifica-se que os ensaios mais favorav´eis correspondem ao ensaio 1 e ao ensaio 2, sendo que no primeiro ´e utilizado o hidrogenossulfato de s´odio e no segundo ´e utilizado o hidrogenossulfito de s´odio. A gama de brancura ISO destes dos ensaios s˜ao muito semelhantes, sendo que a diferenc¸a prende-se com o teor residual de per´oxidos. O teor residual de per´oxidos no segundo ensaio ´e muito superior ao limite permitido, por isso procedeu-se `a repetic¸˜ao do ensaio.

Na repetic¸˜ao do ensaio 2 verificou-se que n˜ao se obteve uma brancura ISO t˜ao elevada mas em contrapartida apesar de elevado, o teor residual de per´oxidos j´a se encontra dentro dos valores permitidos. Quando se reduz a quantidade do agente redutor utilizado para me- tade, como no ensaio 3, afetamos a brancura ISO obtida contrariamente ao pretendido.

O ensaio 4 corresponde `a mistura dos dois agentes redutores, metade de cada um, onde os resultados obtidos tornaram-se interessantes, uma vez que, a brancura ISO conseguida ´e semelhante aos ensaios onde o agente redutor ´e utilizado na totalidade e o teor residual de per´oxido ap´os 1 hora do final da lavac¸˜ao ´e inferior. Apesar da reduc¸˜ao do teor residual de per´oxidos, torna-se mais pr´atico em termos industriais a aplicac¸˜ao na totalidade do hidroge- nossulfito de s´odio.

O ensaio 2 ´e considerado o melhor ensaio porque utiliza o agente redutor, hidrogenos- sulfito de s´odio, dentro da mesma gama de brancura ISO com um teor residual de per´oxidos ap´os 1 hora inferior aquando se utiliza o agente acidificante.

Para averiguar se existia algum agente redutor com maior capacidade (ditionito de s´odio) de neutralizac¸˜ao do hidr´oxido de s´odio, elaboraram-se os ensaios apresentados na Tabela 5.76.

Tabela 5.7: Resultados obtidos nos ensaios de novos agentes redutores.

Ensaio

Testes de Controlo de Qualidade

Testes F´ısico-Mecˆanicos Testes Qu´ımicos Testes Visuais Humidade Humidade Teor Residual Teor Residual Brancura

Relativa Relativa de Per´oxidos de Per´oxidos ISO Antes (%) Depois (%) ap´os 1 h (mg/rolha) ap´os 48 h (mg/rolha) (%)

Referˆencia 5,6 7,6 0,91 0,05 30,3 ± 1,4

1 4,0 7,0 0,82 0,01 28,1 ± 3,3

2 3,8 8,8 0,32 0,05 29,8 ± 2,9

3 3,8 8,3 0,20 0,02 28,0 ± 2,9

4 5,8 8,7 0,35 0,05 27,7 ± 1,6

Pela an´alise da Tabela 5.7 verifica-se que se atinge uma maior brancura ISO quando se utiliza como agente redutor o hidrogenossulfito de s´odio na mesma quantidade da utilizada atualmente. Quando se utiliza o ditionito de s´odio na mesma quantidade, a brancura ISO mantˆem-se dentro da gama aceit´avel pela referˆencia mas visualmente existe uma grande diferenc¸a entre a cor das rolhas. No ensaio 4 utiliza-se metade de hidrogenosssulfato de s´odio e a restante metade de ditionito de s´odio mas verifica-se que a brancura apresenta um decr´escimo face `a referˆencia.

O teor residual de per´oxidos ap´os 1 hora da lavac¸˜ao apresenta um decr´escimo significa- tivo face `a referˆencia com o ditionito de s´odio como agente redutor mas a brancura ISO ´e prejudicada. J´a o ensaio 2 apresenta uma brancura ISO dentro do intervalo da referˆencia e uma reduc¸˜ao de 65% do teor residual de per´oxidos relativamente ao ensaio de controlo.

O ensaio que reune melhores condic¸˜oes em termos de alternativas do agente redutor ´e o ensaio 4, onde se utiliza o hidrogenossulfito de s´odio.

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