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b) O Custo Indireto.

No documento ADMINISTRAÇÃO DA CONSTRUÇÃO ECV 5307 (páginas 50-52)

SUB TOTAL = 39,07% TOTAL GERAL 167,13%

II. b) O Custo Indireto.

Participa da formação do custo indireto o seguinte grupo de custos: • Custos gerais de administração do processo – CGP; • Custos gerais de administração da empresa – CGA; • Custos financeiros vinculados ao capital de giro - CFI;

• Custos de manutenção, depreciação, operação e reposição – CMR; • Custos de comercialização, propaganda e promoção de vendas – CMV.

O montante dos custos indiretos pode ser efetuado com a utilização da expressão abaixo, cuja definição e forma de obtenção de cada termo é realizada a seguir.

CI = CGP + CGA + CFI + CMR + CMV Eq. 8 a) CGP = Custos Gerais de Administração do Processo

Os custos gerais de administração do processo englobam despesas administrativas realizadas diretamente na obra, os custos de cartas de garantia ou caução dada por bancos, às despesas relativas ao processo de medição, cobrança e acompanhamento de documentos fiscais, o controle administrativo do canteiro e do almoxarifado de obras, o serviço de cozinha e

transporte de pessoal, o serviço de vigilância e o pessoal lotado em serviços de manutenção e oficinas sob responsabilidade do canteiro, etc.

Podem, também, ser consideradas neste item alguma despesa vinculada à estrutura de apoio, tais como engenheiros de suporte à obra, os integrantes da estrutura de compras lotados na sede da empresa e escritórios de apoio, desde que vinculados e destinados a atender, exclusivamente, determinado contrato.

Pelo exposto, fica visível que estas despesas são de cunho indireto, porém especificamente vinculadas a determinado empreendimento e, em termos de despesa, tem comportamento variável segundo a mutação da carteira de contratos disponíveis pela empresa.

b) CGA = Custos Gerais de Administração da Empresa

Os custos apropriados neste grupo dizem respeito à administração central ou superior da

empresa e que ocorrerão independentemente do tamanho da carteira de contratos da empresa, mantida a mesma capacidade de produção.

Nestes custos estão apropriados todos os custos indiretos, fixos ou variáveis, relativos à administração da empresa. Como exemplo: o salário de diretores, de pessoal técnico e

burocrático vinculados ao quadro permanente da empresa, os encargos sociais relativos a esse pessoal, despesas administrativas e de representação, aluguel de sede e almoxarifados,

Cada contrato, então, deverá contribuir para a amortização desses custos e que deverão ser rateados atendendo algum critério objetivo. No item IV será discutida a questão de rateio. No caso da empresa ter apenas uma obra ou um contrato, este deverá suprir a totalidade dos fundos necessários à cobertura das despesas apropriadas sob a rubrica Custos Gerais de Administração da Empresa.

Porém, quando a empresa dispõe de uma carteira de contratos, é recomendado que os custos gerais de administração da empresa sejam rateados pelos diversos contratos em andamento. Na indústria da construção civil, como todo contrato tem um tempo determinado para a

contribuição à conta CGA, é recomendável que a cada nova proposta seja revisto o rateio desses custos e a avaliação de sua devida contribuição aos contratos futuros.

No item IV o assunto será analisado em maior detalhe, explorando a situação do curto prazo. Isto é, partindo da premissa que a empresa deseja manter intacta a sua capacidade de produção e, em decorrência, o nível dos custos gerais de administração que vem incorrendo. c) CFI = Custos financeiros

Os custos financeiros são caracterizados como aqueles a serem pagos pela utilização de capital de giro necessário à realização do empreendimento.

Esse capital de giro pode abranger o total dos custos diretos e dos custos indiretos vinculado ao empreendimento, segundo o interesse da empresa.

Uma abordagem quanto à definição dos custos financeiros é considerá-los como o montante do valor monetário a ser efetivamente pago a instituições financeiras pelo capital delas tomado. Outra abordagem é considerá-lo como a remuneração do capital dos acionistas, expresso no Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial.

As duas abordagens comentadas são situações limite, sendo muito provável que o capital de giro disponível para a execução de um empreendimento seja oriundo das duas fontes citadas. Nessa situação, a recomendação é efetuar o cálculo dos custos financeiros utilizando a média ponderada dos custos inerentes a cada fonte de capital utilizada pela empresa.

Além desses, é importante levar em consideração o tempo que a empresa deverá financiar o capital de giro, a ocorrer entre a incidência dos custos necessários a sua realização e a quitação dos mesmos pelo contratante.

Neste estudo, os custos financeiros são aqueles inerentes a cada contrato.

Havendo necessidade da empresa em incorrer em custos financeiros para cobrir as despesas gerais de administração, há que se analisar a viabilidade da existência da mesma como entidade produtiva.

d) CMR = Custos de manutenção, depreciação, operação e reposição

Este grupo de custos refere-se a manutenção, operação e reposição de estruturas físicas de apoio, de equipamentos não considerados na composição de custos unitários e de

equipamentos de uso transitório. Estes custos podem representar um valor expressivo e recomendável sua consideração na composição do BDI.

No caso de equipamentos utilizados na realização de serviços, o mais interessante é que as despesas constantes deste grupo integrem a composição dos custos unitários.

e) CMV = Custos de comercialização, propaganda e promoção de vendas

Este grupo de custos abrange as despesas com o processo de comercialização, de propaganda e de promoção de vendas inerentes ao empreendimento.

Dois aspectos devem ser observados de forma específica nas despesas com propaganda. Àquelas referentes à promoção institucional da empresa e as referentes a um determinado empreendimento.

Quando se tratar de despesas com propaganda institucional, o procedimento recomendado é distribuir esses custos, proporcionalmente, entre os contratos em carteira. Além disso, esse valor é, usualmente, provisionado como um percentual do faturamento ou do lucro da empresa. A despesa necessária à comercialização, propaganda ou de promoção de vendas inerentes a empreendimento específico, deve ser lançada no custo deste empreendimento, integralmente. No caso da construção residencial, quando é comum serem as vendas efetuadas através de corretores de imóveis, os custos em questão são calculados como porcentagem do valor global do bem. O tratamento a ser dado para que não ocorra redução de lucro é semelhante ao caso dos tributos incidentes sobre o faturamento, podendo mesmo ser considerado como tal. Este último caso reflete a situação de qualquer comissão ou pagamentos incidentes sobre serviços contratados.

No documento ADMINISTRAÇÃO DA CONSTRUÇÃO ECV 5307 (páginas 50-52)