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194Baixei a cabeça para o lado e olhei para ele

No documento Saga Royals#06 - Geneva Lee (páginas 194-199)

—O que os americanos chamam? Casamento forçado? Será que vou ser tio de novo?

É claro que é o que ele pensaria. As pessoas não fogem e se casam sem um motivo muito bom, especialmente pessoas que mal se conheciam. Eu não tinha casado com Smith porque eu estava grávida. Não, isso tinha chegado mais tarde. Foi preciso toda a força que eu tinha reunido nas últimas vinte e quatro horas de restauração, para impedir o meu sorriso de escorregar. —Nenhum bebê.

Ainda não.

Era a segunda vez que aquela vozinha havia chegado. Eu queria escutá-la, acreditar que tinha uma visão do meu futuro que eu não tinha, mas a confiança no meu corpo após a sua traição demoraria um pouco.

—Se não voltarmos para lá, eles vão começar a pensar que estamos tendo um caso. —Ele ressaltou. Ele pegou a dica e deixou morrer a conversa do bebê.

Esperançosamente a próxima vez que o tópico viesse, nós estaríamos tendo uma conversa muito diferente. —Não acredito que você pensou que eu estava brincando com Brex!

—Ele é gostoso, me processe. —Encolhi os ombros quando ele me empurrou.

—Não acho apropriado uma mulher casada falar dessa maneira.

Eu balancei a cabeça quando voltamos para a sala, sussurrando: —Estou casada, não morta.

Brex havia se mudado da janela para o sofá, onde ele casualmente enviava mensagens de texto. Ele pode não ser a ameaça que eu tinha me preocupado que ele fosse, mas ele ainda estava muito ligado aos meus dois melhores amigos no mundo. Edward viu meu rosto e sacudiu a cabeça.

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—Ela é o caso. —Ele alertou Brexton.

—Sou o investigado? —Ele perguntou, lançando-me um sorriso lindo.

Desculpe, isso não vai funcionar comigo. —Sim. Há rumores de que você arrumou um emprego no palácio. Agora você está pendurado em torno de Edward. Eu só quero ter certeza de que você é honesto.

Ele balançou a cabeça como se isso fosse perfeitamente razoável, embora eu vi um sorrisinho em seus lábios.

—Onde está sua família? —Perguntei. —Não passou o Natal com eles?

—Eu os visitei esta manhã. —Ele disse, sem perder uma batida. —No cemitério.

Meus olhos dispararam para Edward, cujos olhos estavam fechados. Ele sabia que eu ia fazer um papelão, e ele não tinha feito nada para me parar. Lição aprendida.

—Eu s-s-sinto muito. —Gaguejei.

—Eu era uma criança. —Ele dispensou a minha desculpa com a experiência de um homem que tinha feito isso toda sua vida. —Sempre que estou na cidade, o Pobre Garoto e seu irmão tem pena do órfão. Agora que estou vivendo em Londres, eles decidiram que eu preciso de uma família para o Natal.

Como era possível me sentir ainda menor? Primeiro eu tinha acusado Edward de traição, então eu tinha interrogado um órfão, eu começaria a chutar cachorros a seguir?

—Meu pai morreu também. —E minha mãe poderia muito bem ir também. Eu mantive a última parte para mim mesma.

—Eu mal me lembro deles. —Ele admitiu, embolsando seu celular. —Eu sinto falta deles, mas é mais como se eu sentisse a falta da memória deles, especialmente nesta época do ano, com todas as famílias ao redor.

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—David quer adotar. —Edward nos informou. —Se você não se importa de ter dois pais.

—Vou considerar.

—Os pais de Smith também já morreram. Nós somos um grupo bastante triste, na verdade. —Eu me virei para olhar para o meu marido, mas ele estava longe de ser visto. —Falando nisso, onde ele foi?

Se eu não tivesse olhado para Brex naquele momento, eu teria perdido o olhar que ele compartilhou com Edward. Foi uma fração de segundo, mas eu peguei.

—O que está acontecendo? —Eu disse em voz baixa. Meu estômago apertando, capotando com a tensão crescendo entre nós três.

—Belle. —Edward começou, mas eu levantei a mão.

—Pense muito bem sobre o que você vai dizer. —Eu o avisei. Eu o conhecia muito bem. Não havia como ele mentir para mim.

—Eu acho que ele saiu para você ganhar um presente.

Virei-me e olhei para Brex. A postura mantida foi como eu soube que ele estava mentindo. Um convidado racharia sob aquele olhar. Ele gaguejaria ou riria.

Não havia um único traço de culpa no rosto.

—O que exatamente você faz no palácio?

Ele segurou o meu olhar, e vi as engrenagens girando em seus olhos. Ele não tinha certeza de como responder a esta pergunta.

—Eu vou descobrir, eventualmente, por isso, se você é realmente um bom amigo da família real, então você deve saber que eu não vou a lugar nenhum, e eu estou supondo que você também não. Eu vou descobrir agora, ou eu vou descobrir mais tarde.

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—Eu acho que você está exagerando. —Edward interrompeu.

Eu o ignorei inteiramente. Eu era muito inteligente para acreditar nisso.

—Onde ele está?

—Eu não lhe perguntei para onde ele ia. —Desta vez eu acreditei em Brexton, mas isso não quer dizer que eu confiava nele.

—Tem havido um desenvolvimento. —Edward murmurou um pedido de desculpas para Brexton, que gemeu enquanto afundava.

—Eu lhe disse que não deveria ter trazido você. —Ele disse. A fachada amigável de Brexton se transformando em irritação.

—Quem? —Eu estava perdendo a paciência agora.

—Alexander nos enviou para verificar as coisas. Ele queria garantir a sua segurança.

—E por que ele iria querer fazer isso agora? —Isso não fazia qualquer sentido. Nós estivemos o tempo todo em Somerset, e eu não tinha existido para nenhum deles. Agora eles estavam enviando mais homens para me verificar.

Edward olhou para Brexton. Ele estava tomando uma decisão entre nós.

Depois de alguns segundos, ele se virou para mim. —Hammond foi para prisão domiciliar hoje. A Câmara dos Comuns planeja derrubar sua acusação.

Ele poderia ter me dado um soco no estômago e isso teria me chocado menos. —Ele está livre?

Eu tinha congelado no lugar, com medo de que eu viraria e o descobriria na rua fora da minha casa.

—Não livre. Ele está sob guarda em sua casa. E você está segura. — Edward disse, movendo-se até mim, mas eu me afastei.

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—Explique-me como isso é possível. —Implorei, olhando de Edward para Brexton. —Como é que um homem acusado de assassinar um rei é solto?

Eu não conseguia pensar em uma tecnicalidade grande o suficiente para dar conta de tal erro de julgamento por parte dos tribunais e do Parlamento.

—Hammond foi perseguido pelos meios de comunicação por todo o caminho para casa. —Brexton respondeu. —Acredite em mim, ele está longe de estar livre.

—Bem, eu me sinto muito mais segura sabendo que um grupo de repórteres está mantendo o controle sobre ele. —Eu disse, sem rodeios. —Tenho certeza de que eles vão obter algumas boas fotos dele me assassinando.

—Ninguém vai tocar em você. —Edward disse com voz firme.

—E o que diz Smith? —Eles sabiam mais sobre o paradeiro do meu marido do que eles estavam deixando ver.

—Fui convidado para monitorar sua segurança. —Brexton explicou.

Mas Smith tinha conseguido um passe livre para sair. O fato não caiu bem para mim.

—Apenas me diga onde Smith está. —Pedi-lhe, mas eu já sabia para onde ele estava indo. Hammond tinha sido a barreira para a nossa liberdade antes. Eu conhecia meu marido bem o suficiente para saber que ele não permitiria que ele se tornasse uma barreira novamente. Smith sabia onde encontrar Hammond, e eu suspeitava que Brexton também.

—É melhor se você ficar aqui e...

Mas eu já tinha desligado seus conselhos bem-intencionados. Ficar aqui e esperar? Ficar aqui e não fazer nada? Essa não era minha natureza. Smith foi cuidar do problema. Eu não podia deixá-lo fazer isso sozinho. Éramos muito parecidos.

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