• Nenhum resultado encontrado

BLUE MOON (LUA AZUL) CAPÍTULO 17

No documento BLUE MOON (LUA AZUL) (páginas 72-75)

.

“Você está bem?” Miles pergunta, seu rosto mostrando a mágoa e dor que eu estou muito insensível para sentir. Dou de ombros, sabendo que não estou. Quero dizer, como posso ficar bem quando nem tenho certeza que estar tudo errado?

.

“Damen é um idiota,” ele disse, sua voz dura.

.

Mas eu apenas suspiro. Mesmo quando não posso explicar a ele, e mesmo que eu não entenda, eu só sinto em meu interior que as coisas são muito mais complicadas do que parecem. “Não, ele não é,” murmuro, saindo do carro e fechando a porta mais forte do que o necessário.

.

“Ever, por favor... Quero dizer, sinto ser eu a ter que lhe dizer, mas você acaba de ver o que eu vi, né?”

.

Me dirijo até Haven que nos espera na porta. “Acredite, eu vi tudo,” digo. Repetindo a cena novamente em minha cabeça, sempre parando em seus olhos distantes, sua energia morna, e sua completa falta de interesse em mim...

.

“Então você está de acordo? Que ele é um idiota?” Miles me observa com cuidado, assegurando-se que não sou o tipo de garota que iria permitir que um garoto a tratasassegurando-se assim.

.

“Quem é um idiota?” Haven pergunta, olhando-nos.

.

Miles me olha, seus olhos pedindo permissão, e depois de me ver dar de ombros, ele olha para Haven e diz, “Damen.”

.

Haven me olha de relance, sua mente inundando-se de perguntas. Mas eu já tenho várias perguntas próprias, pergunta que provavelmente não tenho resposta. Tais como: Que diabos aconteceu lá atrás?

“Miles pode te dizer o que aconteceu,” digo, olhando de um para o outro antes de me afastar.

Desejando mais que nunca poder ser normal, poder apoiar-me neles e chorar em seus ombros como uma garota comum. Mas há mais nessa situação do que os olhos mortais vêem. E embora não possa provar ainda... Se quero respostas, vou ter que ir direto à fonte.

.

Quando chego à classe, em vez de hesitar na porta, como pensei que eu iria fazer, me surpreendi ao entrar sem mais demora. E quando vejo Damen empoleirado na borda da mesa de Stacia, sorrindo, brincando e flertando com ela... Me senti entrado em um caso enorme de déjà vu.

.

Você pode com isso, penso. Já passou por isso antes.

BLUE MOON (LUA AZUL)

.

Recordando no tempo, não faz muito tempo, quando Damen fingia estar interessado em Stacia, mas só para chegar até mim.

.

Mas quanto mais me aproximo, mais me dou conta que isto não é nada parecido com aquela vez.

Naquela época, tudo o que eu tinha que fazer era olhar em seus olhos para encontrar o menor lampejo de compaixão, um fio de arrependimento que não conseguia esconder.

.

Mas agora, vendo como Stacia supera a si mesma com a jogada de cabelos, ostentando o busto, procedimento de mexer os cílios... Isso como se eu fosse invisível.

.

“Um, desculpe,” digo, fazendo com que eles levantassem o olhar, claramente irritados com a interrupção. “Damen, eu poderia, um, falar com você um segundo? Coloco minhas mãos nos bolsos assim ele não as veria tremar, forçando-me a respirar como uma pessoa normal e relaxada respirava... pra dentro e pra fora, lenta e compassada, sem ofegar.

.

Vendo como ele e Stacia trocam olhares, depois começam a rir ao mesmo tempo. E justo quando Damen começa a falar, o Sr. Robins entra e diz, “Para seus lugares todo mundo! Quero ver todos em seus lugares!”

.

Assim sinalizo para nossa mesa e digo, “Por favor, depois de você.”

.

Eu sigo atrás, resistindo à vontade de agarrá-lo pelo ombro, gritar com ele, e forçá-lo a me olhar nos olhos enquanto eu grito: Por que você me deixou? O que diabos aconteceu com você? Como pôde faz isso... Naquela noite... de todas as noites?

.

Sabendo que o confronto tão direto só trabalharia contra mim. Que, se quero chegar a algum lugar, então vou ter que agir tranqüila, calma.

Jogo minha mochila no chão, colocando meu livro, meu caderno e caneta na mesa. Sorrindo como se eu não fosse mais do que uma amiga ocasional interessada em uma conversinha na manhã de segunda-feira quando digo, “Então, o que você fez no fim de semana?”

.

Ele dá de ombros, seus olhos sobre mim passeando antes de parar nos meus. E é um momento antes de me dar conta que os horríveis pensamentos que estou escutando estão vindo direto da sua cabeça

.

Bem, se vou ter uma perseguidora, pelo menos ela é gostosa, ele pensa, enquanto suas sobrancelhas se unem enquanto eu instintivamente pego meu Ipod, querendo não escutá-lo, mas sabendo que não poso arriscar-me a perder algo importante, sem me importar quanto possa doer.

Além do mais, nunca havia podido entrar na mente de Damen antes, nunca pude escutar o que ele pensava. Mas agora que posso, não estou certa de querer isso.

.

E quando ele faz uma careta com a boca e entrecerra os olhos pensando: uma pena que ela seja totalmente louca... Definitivamente não vale apenas me arriscar a dar uma batida.

.

Suas palavras são como uma estaca em meu peito. E me choca tanto a crueldade ocasional, que esqueço que ele não disse em voz alta quando grito, “Desculpa? O que você acabou de falar?”

BLUE MOON (LUA AZUL)

.

Fazendo com que todos os meus colegas se virassem para me olhar, suas simpatias para com Damen por ter que se sentar ao meu lado.

.

“Há algo errado?” pergunta o Sr. Robins, olhando-nos.

.

E fico sentada ali, totalmente sem poder falar. Meu coração afundando-se quando Damen olha para o Sr. Robins e diz, “Eu estou bem. Ela é a louca.”

BLUE MOON (LUA AZUL)

No documento BLUE MOON (LUA AZUL) (páginas 72-75)