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BLUE MOON (LUA AZUL) CAPÍTULO12

No documento BLUE MOON (LUA AZUL) (páginas 56-59)

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Saio pela porta a toda velocidade e entro no beco, olhando ao redor do espaço vazio enquanto meus olhos se acostumam com a escuridão, por uma fileira de latas de lixo, vidros quebrados e um gato vira-lata faminto, mas nada de Damen.

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Chego mais perto, meus olhos buscando implacavelmente enquanto meu coração bate tão rápido que temo que vai romper meu peito. Me nego a acreditar que ele não está aqui. Me nego a acreditar que ele me deixou abandonou. Roman é terrível! Ele está mentindo! Damen jamais me deixaria assim.

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Meus dedos traçam a parede de tijolos, buscando orientação. Fecho meus olhos e tento sintonizar a energia dele, chamando-o através de uma mensagem telepática de amor, necessidade e preocupação. Mas o único que consigo como resposta é um vazio negro. Então, vagueio entre os carros em direção a saída, com o celular pressionado contra meu ouvido enquanto olho pelas janelas, deixando uma série de mensagens em seu correio de voz.

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Mesmo quando quebra o salto da minha sandália direita, eu só o atiro de lado e continuo andando. Não me importa meus sapatos. Posso fazer mais de cem pares.

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Mas não posso fazer outro Damen.

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Enquanto o estacionamento se esvazia lentamente, e ainda seguindo sem sinal dele, me desmorono na calçada me sentindo suada, exausta e desanimada, enquanto observo como os cortes e calos de meus pés se curam simultaneamente e desejando poder fechar meus olhos, ter acesso a sua mente e poder ler seus pensamentos e saber seu paradeiro.

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Mas a verdade é que nunca fui capaz de entrar na sua cabeça. É uma das coisas que mais gosto nele. Ser tão mentalmente fora dos limites me fez sentir normal. Quem diria que uma coisa que uma vez foi tão atraente é a mesma que agora está contra mim.

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“Precisa de uma carona?”

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Levanto o olhar e me encontro com Roman parado sobre mim, fazendo zoada com as suas chaves com uma mão e com a outra mantendo minhas sandálias.

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Balanço a cabeça e olho para outra parte, sabendo que não estou em posição de negar uma carona, embora preferisse me arrastar por um caminho de carvão quente e vidros quebrados em vez de me meter com ele em um carro para dois.

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“Vamos,” ele disse. “Prometo não morder.”

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Recolho minhas coisas, atiro meu celular dentro da minha bolsa e aliso meu vestido enquanto levanto e digo: “Estou bem.”

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“Sério?” ele sorri, aproximando-se tanto que as pontas dos nossos pés quase se tocam. “Porque, honestamente, não parece tão bem.”

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Dou a volta e me dirijo para a saída, sem me preocupar em me parar quando ele diz, “Me referia à situação que não está muito boa. Quer dizer, olhe pra você Ever, está despenteada, descalça e embora eu possa não está muito certo, parece que seu namorado te deixou plantada.”

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Respiro profundamente e sigo caminhando desejando que ele logo se canse desse jogo, se canse de mim e vá embora.

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“E mesmo assim, inclusive nesse frenético e desesperado estado, devo admitir que continua sendo sexy, se não se incomode que lhe diga.”

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Paro de repente, e viro para encará-lo, a pesar do que me propus seguir em movimento.

Envergonhando-me enquanto seus olhos percorrem lentamente todo meu corpo, parando em minhas pernas, minha cintura e meu peito, com uma malicia inconfundível.

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“O que faz Damen pensar, porque se me perguntasse...”

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“Não te perguntou nada,” lhe digo, sentindo que minhas mãos estão começando a tremer e me recordo que estou completamente no comando; que não tenho nenhuma razão para me sentir ameaçada. Que mesmo pareça com a clássica garota indefesa, sou tudo menos isso. Sou mais forte do que podia ser, tão forte que realmente se quisesse poderia derrubá-lo com um só golpe.

Poderia agarrá-lo por seus pés e atirá-lo através do estacionamento para o outro lado da rua. E nem pense eu não estou tentada a provar isso.

Ele sorri com esse sorriso despreocupado que convence a todos menos a mim e seus férreos olhos azuis olham diretamente nos meus de uma maneira tão conhecedora, tão pessoal e divertida, que meu primeiro impulso é fugir.

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Mas não faço.

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Porque tudo sobre ele parece como um desafio e de nenhuma maneira vou deixar que ele ganhe.

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“Eu não preciso de carona,” digo finalmente, virando para seguir caminhando e sentindo um calafrio quando ele está justamente atrás de mim. Sua respiração fria em minha nuca, dizendo,

“Ever, por favor, pare um minuto, Sim?”

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“Não queria fazê-la se sentir mal.”

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Mas eu não paro, sigo caminhando. Determinada a colocar entre nós toda a distância que posso.

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“Vamos venha aqui.” Ele ri. “Só estou tentando ajudá-la. Todos os seus amigos já foram, Damen te largou, a equipe de limpeza se foi, o que me deixa com a sua única esperança.”

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“Tenho bastantes opções,” digo entre os dentes, desejando que ele fosse de uma vez para poder tentar manifestar um carro, sapatos e segui meu caminho.

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“Nenhuma que eu possa vê.”

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Eu balanço minha cabeça e sigo caminhando. Está conversa terminou.

“Então você prefere caminhar todo a trajeto até sua casa ao invés de ir comigo no carro?”

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Alcanço o final da rua e pressiono o botão de pedestre uma e outra vez, desejando que a luz mude para verde para poder chegar do outro lado e me livrar dele.

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“Não sei a que se deve todo esse mau começo, mas é claro que me odeia e não tenho idéia do por que.” Sua voz suave e tentadora, como se na verdade quisesse que voltássemos a começar de novo e fazer as pazes; apague e criar nova conta e essas coisas.

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Mas não quero começar de novo. Não quero fazer as pazes. E só quero que ele vá embora para outro lugar e me deixe em paz para poder encontrar Damen.

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Mas mesmo assim, não posso deixá-lo ir. Não posso deixar que ele tenha a última palavra. Então olho sobre meus ombros e digo, “Não se vanglorie tanto Roman. Você teria que ter importância.

Nesse caso, eu não poderia odiá-lo.”

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Logo, embora a luz ainda não tivesse mudado para verde, começo a atravessar a rua, bailando ao redor de vários carros que aceleram antes que a luz amarela se torne vermelha e sentindo o frio insistente de seu olhar.

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“E seus sapatos?” ele grita. “É uma pena que você os deixe assim. Estou certo de que o salto pode ser consertado.”

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Mas eu apenas sigo caminhando. Vendo como ele faz uma profunda reverencia, fazendo um exagerado arco com sua mão e minhas sandálias penduradas na ponta de seus dedos. E seu sorriso todo compassado me persegue através da avenida e na rua.

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