NATAL CENTRAL
050C Breno Andreyth Andrade Marrocos
Maria Luiza de Medeiros Galvão
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
Biocombustíveis a partir de sementes oleaginosas Palavras-chave: Energia Renovável, Biocombustíveis, Agricultura Familiar. Resumo:
A expansão e uso de energias renováveis são crescentes graças ao caráter econômico e limpo dado a este novo setor. Além disso, torna-se perceptível o avanço das discussões a respeito de novas alternativas de energias limpas, com destaque os biocombustíveis, a partir de sementes oleaginosas, as quais surgem como uma das opções favoráveis nesse cenário. No Brasil, a produção de óleo através de resíduos agrícolas tonou-se real a partir da década de 1980, porém subordinado a estabilização do preço do petróleo, o que o tornava desfavorável. Na década de 1990 com a reestruturação da matriz energética no país, novo marco regulatório e agências foram criados, através da resolução 180 de 1998. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deu autorização para a realização de testes e comercialização de várias oleaginosas e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi pioneira na realização dos testes. Nesse sentido o trabalho aqui exposto realiza através de revisão bibliográfica, considerações sobre a importância dos biocombustíveis para obtenção de energia limpa e se justifica por reconhecer os resíduos já aproveitados na geração de energia elétrica, a exemplo do bagaço da cana, e sementes oleaginosas, como menos prejudiciais ao meio ambiente e a saúde do ser humano.
Introdução:
Os setores reformistas desde representantes ligados a instituições financeiras multilaterais, grandes corporações internacionais e organizações não governamentais preocupados com o ambiente vêm dando ênfase à necessidade da sociedade mundial contemporânea se adaptar energias renováveis, através de mecanismos de mercado, como ecoeficiência, protocolos diplomáticos e certificações ambientais no âmbito da política energética.
As energias renováveis são fontes de energia provenientes de ciclos naturais, resultados da conversão de radiação solar, fonte primaria de praticamente todas as
III FEIRA DO PFRH DO IFRN – 03 a 04 de dezembro de 2014
A produção de biomassa para o biodiesel está associado a permanência do homem no campo, uma vez que, gera emprego e renda e é de forte apelo ambiental. Contudo o setor enfrenta o desafio de escolher a oleaginosa a ser produzida de acordo com o potencial regional, tendo em vista a grande variação edafoclimática existente no país, como a cultura de dendê propício a região Norte, algodão, mamona e culturas de sequeiro sem irrigação na região semiárida. No Sudeste e Centro-oeste destacam-se soja e girassol e por fim o Sul, com condições favoráveis a produção de canola (TRZECIAK et. al. 2008).
Historicamente no Brasil, resíduos oriundos do bagaço da cana- de-açúcar são beneficiados para geração de energia elétrica. Já o uso das sementes oleaginosas está se inserindo perceptivelmente como importante insumo na agricultura, com a finalidade de uso sustentável na geração de energia renovável. No caso das sementes oleaginosas, a presença de óleo vegetal deve ser maior em relação aos outros compostos. No país, o uso do biodiesel torna-se um incentivo a agricultura familiar, através de politicas voltadas para os agricultores familiares por meio do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF).
Nesse sentido, é notória a relevância da produção de energia obtida de oleaginosas cultivadas pela agricultura familiar, o que se transforma num instrumento de estímulo ao trabalho, com efeitos na erradicação da miséria. Especialmente no semiárido nordestino mais de dois milhões de famílias vivem em situação social inadequada, estando e são dependentes da agricultura familiar, que compõe 80% dos estabelecimentos agrícolas no Brasil e segundo Mattei (2014) podem assumir o papel de protagonista nessa busca a inclusão por meio da produção sustentável de oleaginosas.
Materiais e métodos
O desenvolvimento do trabalho deu-se a partir da pesquisa bibliográfica, método explicitado por Prodanov & Freitas (2013) e Lakatos (2003), que esclarece também a relevância da pesquisa bibliográfica qualitativa como ferramenta exploratória.
Em relação à abordagem, foram feitas pesquisas em meio virtual a partir de portais como o Periódico, Google Acadêmico e outros, a fim de auxiliar no objetivo principal através de artigos, teses, dissertações, livros e revistas cientificas instigantes ao leitor.
Resultados e Discussão
A expansão de energias renováveis é crescente graças ao caráter limpo e econômico dado a este novo setor, Vecchia (2010). O autor ainda explicita que a manutenção da integridade da camada de ozônio é uma tarefa para varias gerações, pois o dióxido de carbono pode ficar de cinco a duzentos anos na atmosfera.
Na antiguidade, as sementes já serviam como um dos insumos principais para alimentação do homem primitivo, isso justifica a tão grande produção e diversidade nos cultivos agrícolas desses grãos hoje, porém foi a partir dos anos 1970, que com auxilio da expansão da revolução verde e as fortes crises que assolavam o petróleo instigaram ao estudo de novos métodos, assim surgem os biocombustíveis nas suas mais variadas formas.
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Torna-se então perceptível o avanço das discussões a respeito de novas alternativas de energias limpas. Os Biocombustíveis a partir de sementes oleaginosas surgem como uma das opções favoráveis a esse cenário.
No Brasil a iniciativa só veio a tona a partir dos anos 80, e ainda era um sistema subordinado a estabilização do preço do petróleo, e tendo em vista esse fator novamente o assunto saiu de mídia e só voltou na metade dos anos 90 com a reestruturação da matriz energética do Brasil, que instituiu novos marcos regulatórios, além da criação de agencias reguladoras, assim, através da resolução 180 de 1998, a ANP, Agência Nacional do Petróleo, deu autorização para a realização de testes e comercialização de vários combustíveis não especificados, a UFRJ foi a pioneira na realização dos testes.
Então fazia-se necessário a criação de um politica voltada a essa nova área, assim, o governo federal criou o Programa Brasileiro de Biocombustíveis, o Probiodiesel, que objetivava a redução da dependência do petróleo como fonte principal, além de expandir o mercado das oleaginosas e impulsionar a combustíveis alternativos, reduzindo a poluição para atender as regras do Protocolo de Kioto, logo depois do governo Lula o Probiodiesel sofreu diversas mudanças a fim de ganhar um caráter social e incorporar a agricultura familiar, então passou a se chamar Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. Quando quase todos os fatores estavam definidos o governo partiu para o marco regulatório, que definia a prioridade para a ampliação e consumo em escala industrial, enfocando a área social proporcionando a geração de emprego e renda através da diversificação da matéria prima e inserção da agricultura familiar, o marco definiu também as metas do programa, a partir de 2013 a meta era ter obrigatoriamente 5% de mistura prevendo que esses percentuais poderiam ser alterados a medida que a capacidade produtiva e demanda aumentassem, hoje o cultivo regional de sementes para o uso no Biodiesel assim.
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familiar, até 2007 mais de 100 mil agricultores produziam matéria prima destinada diretamente a produção de biodiesel.
Conclusões
Diante do supracitado, observa-se que as energias renováveis e novas opções de combustíveis alternativos ganham cada dia papeis indispensáveis na nossa vida, além disso, também é possível observar a politica de caráter social beneficiaria a agricultura familiar, que segundo o governo federal é responsável por 70% do que comemos hoje, tendo em vista esse fator cria-se uma necessidade de valorização desses agricultores, e a politica para o uso de biocombustíveis no Brasil fomenta bem a ideia de que devemos consumir não só alimentos, como também os resíduos oriundos da agricultura de subsistência.
Nessa perspectiva enxerga-se um futuro prospero aos que pensam em investir nessa área, não por o petróleo ser um bem finito e datado, mas sim por estas novas fontes de energia serem menos prejudiciais ao meio ambiente e a saúde do ser humano.
O Brasil, como protagonista e principal produtor nesse novo ramo deve conciliar a soberania alimentar com a produção voltada ao etanol e biodiesel, para que assim não estejamos criando outro problema, ademais, há uma preocupação com esse avanço que também é responsabilidade da fiscalização do governo quanto às medidas regulatórias de como plantar.
Referências
LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica 1 Marina de Andrade Marconi, Eva Maria Lakatos. - 5. ed. - São Paulo : Atlas 2003
MATTEI, Lauro, O papel da agricultura familiar no desenvolvimento rural brasileiro contemporâneo, Maio 2014, 1-7p.
MATTEI, Lauro, Programa Nacional para Produção e Uso do Biodiesel no Brasil (PNPB): Trajetória,Situação Atual e Desafios, V.41, outubro 2010, 731-740p.
OLIVEIRA, Flavia C. C.; SUAREZ, Paulo A. Z.; SANTOS, Wildson L. P. dos. Biodiesel, possibilidades e desafios Brasilia: Eneq XIV, 2008
PACHECO, Fabiana. Economia em destaque: Energias Renováveis: breves conceitos. Conjuntura e Planejamento, Salvador, n. 149, p.4-11, out. 2006.
PRODANOV, Cleber C.; FREITAS, Ernani C. de. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.
TRZECIAK, Mario B.; NEVES, Marcio B.; VINHOLES, Patrícia S.; VILLELA, Francisco A.; Utilização de sementes de espécies oleaginosas para produção de biodiesel, V.18, 2008, 30-38p.
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VECCHIA, Rodnei. O meio ambiente e as energias renováveis: instrumentos de liderança
visionária para a sociedade sustentável /Rodnei Vecchia. Barueri, São Paulo: Manole:
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DISCUSSÃO DA POLUIÇÃO GERADA POR MODELOS DE ENERGIA SOLAR