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054C Igor Pinheiro de Medeiros

No documento ANAIS-PRFH-2014-2.pdf (10.51Mb) (páginas 122-126)

NATAL CENTRAL

054C Igor Pinheiro de Medeiros

Jefferson Victor Magalhães de Matos Matheus Cid Pereira de Paiva

Maria do Socorro Diógenes

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.

Área do conhecimento (Petróleo; Gás; Energia; Biocombustíveis) Palavras-chave: Luz, meio ambiente, energia.

Resumo:

O mundo está precisando de formas alternativas de geração de energia limpa, tendo em vista que, as já existentes, como as hidrelétricas, estão causando, cada vez mais, prejuízo ao meio ambiente. Uma das formas que buscam a sustentabilidade do planeta é a que utiliza as placas fotovoltaicas, que são compostas por estruturas chamadas células fotovoltaicas, que têm a propriedade de criar uma diferença de potencial elétrico por ação da luz.

Esses materiais estão em uma crescente de uso, principalmente, em condomínios e residências de todo o mundo, inclusive em Natal/RN. Porém, muitos pesquisadores estão preocupados com os resíduos que essas placas irão gerar ao final de sua vida útil. Nesse contexto, a nossa pesquisa tem como objetivo geral discutir a poluição que está agregada ao modelo de energia solar fotovoltaico.

Introdução

Com o avanço da tecnologia e a crescente preocupação mundial pela sustentabilidade do planeta, muitos pesquisadores, como João Manuel Brasileiro Monteiro (2005), vem realizando estudos a respeito da energia solar como fonte alternativa. Combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão, vêm a cada dia sendo substituídos por novas fontes de energia, sejam elas renováveis e menos causadoras de impactos ambientais. A energia solar vem recebendo crescentes investimentos e diversos países desenvolvidos vêm elaborando projetos e leis que se adequem a utilização de tal fonte de energia.

Apesar de alguns pesquisadores e ambientalistas, como Wanderley e Campos (2013), afirmarem com veemência a reciclagem do material fotovoltaico, em função do desenvolvimento da tecnologia ser recente, a vida útil dos materiais já produzidos não ultrapassaram os 25 anos estimados para eles. É questionável os seus efeitos ao meio ambiente quando descartados e os locais ao quais devem ser destinados.

Nesse contexto a pesquisa tem como objetivo geral discutir a poluição que está agregada ao modelo de energia solar fotovoltaico e segundo Gil (2008), do tipo exploratório, à medida que tem como objetivo proporcionar visão geral e aproximativa sobre o tema em tela.

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Materiais e métodos

Sendo do tipo exploratório,segundo Gil (2008), essa pesquisa foi desenvolvida por meio de pesquisas em meio eletrônico e bibliográfico, sendo consultados artigos, dissertações e teses de diversos autores.

Este estudo constitui-se de uma revisão da literatura realizada entre janeiro de 2014 e maio de 2014, no qual se realizou uma consulta a livros e periódicos presentes na Biblioteca da Instituição Federal de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte e por meio de artigos científicos selecionados através de busca no banco de dados do Scielo e da Hólus.

Os critérios considerados para a realização da seleção de artigos e pesquisas foram à forma de trabalho realizado por placas fotovoltaicas na absorção e transformação da energia solar em energia elétrica, e quais suas contribuições a um mundo mais limpo.

Em seguida, pesquisaram-se os materiais utilizados para a fabricação das placas fotovoltaicas e onde é depositada a matéria final após o seu prazo de utilização.

Revisão de literatura

Para solucionar os problemas gerados pelo uso de recursos não renováveis na produção de energia elétrica, diversas fontes renováveis são estudadas de maneira a substituir as poluidoras, dentre as quais está à energia solar, investigada, conceituada e cronologicamente situada por essa pesquisa em desenvolvimento.

Segundo publicações periódicas e dissertações de mestrado de profissionais da área, a radiação solar é absorvida por painéis solares, formados de células fotovoltaicas e são transformadas para assim poderem se integrar a energia elétrica na rede. Existem dois grupos aos quais a energia solar pode se dividir, são eles: a energia solar fotovoltaica, onde há um processo de aproveitamento da energia solar mais tarde convertida em energia elétrica, por meio da utilização de painéis; e a energia térmica responsável pelo aquecimento de água.

Sabe-se que uma instalação fotovoltaica é um sistema constituído por componentes elétricos e eletrônicos capazes de converter a luz solar em energia elétrica. E que, de acordo com a POWER CLOUDS (2013), o sol irradia raios luminosos que chegam a terra em forma de fótons, que são partículas elementares, essas possuem certa quantidade de energia. Uma instalação fotovoltaica, segundo POWER CLOUDS (2013), consegue coletar a energia possuída pelos fótons e transformá-la, usufruindo dos fenômenos físicos, em corrente elétrica.

As placas fotovoltaicas mais comuns são constituídas de silício seja na forma monocristalino ou policristalino, além de apresentarem seus materiais periféricos acoplados, e ainda assim são considerados não prejudiciais ao ambiente.

Para WANDERLEY & CAMPOS (2013), a utilização da energia solar fotovoltaica é vantajosa. Segundo suas pesquisas, afirmam ser uma fonte ilimitada de energia disponível para todo o mundo. São eficazes por não produzir ruídos, gases nocivos e

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para eles. É questionável os seus efeitos ao meio ambiente quando descartados e os locais aos quais devem ser destinados. A Europa já criou uma legislação específica para a área e segundo a POWER CLOUDS (2013), “Os fabricantes e os operadores das instalações construídas na Europa, enfrentam o problema da gestão dos painéis aderindo ao programa PV Cycle, que criou um verdadeiro consórcio para a reciclagem.” Atualmente, os parceiros do PV Cycle são capazes de recuperar grande percentagem de vidro, metais ferrosos e alguns semicondutores normalmente utilizados nos módulos e segundo o site da Krannich, responsável por produção de placas solares em Portugal, eles fornecem todo o suporte para que esse material seja recolhido.

O sistema fotovoltaico não é formado por um único componente, mas um por conjunto de materiais tal qual se pode analisar que contêm em sua composição várias substâncias, tais como o mercúrio e cádmio, que prejudicam diretamente o meio ambiente. Afetando assim, uma rede ecossistemas e o próprio ser humano.

Quando ocorre a degradação das placas fotovoltaicas, um dos principais prejudicados é o lençol freático, pois como essas matérias são depositadas em locais inadequados, sejam lixões ou aterros, eles acabam liberando no ambiente vá rias

substâncias que estão presentes em sua composição.

Outra substância liberada quando as placas são dispostas nos locais inadequados que citamos é o chumbo. O chumbo após entrar em contato com o solo, contamina o solo e a água dos lençóis freáticos. A ingestão de alimentos e de água contaminada são as principais formas de se contaminar com o chumbo. O cádmio é outro composto que está presente nas placas fotovoltaicas e que é um potencial poluidor quando se deposita esse tipo de material em locais não adequados e sua contaminação quando disposto incorretamente é grave, podendo contaminar o solo e a água dos lençóis freáticos.

Resultados e Discussão

Na análise da literatura estudada é possível determinar que existam índices reais de poluições proveniente da fabricação, utilização e descarte dos materiais fotovoltaicos. Eles são capazes de alterar o meio ambiente, como por exemplo, no caso do mercúrio, presente nas placas fotovoltaicas que quando entra em contato com o curso fluvial acaba afetando plantas e animais aquáticos que absorvem tal matéria e assim tornam-se altamente tóxicos. O ser humano também pode ser afetado diretamente por esse impacto que as placas causam, pois ao ingerir tal alimento contaminado, vários problemas de saúde tornam-se aparentes no corpo.

O Dr. Neal Barnard (2005), Professor Associado adjunto de medicina da Universidade George Washington, esclarece que: “O mercúrio comprovadamente causa danos ao cérebro, perda de memória, alterações da personalidade, tremores, abortos espontâneos e danos ao feto em formação”.

Tendo em perspectivas as iniciativas dos países mais desenvolvidos em buscarem um destino final para os materiais utilizados pelo sistema fotovoltaico, no Brasil, de fato, um dos principais problemas que comprometem as credenciais ambientais dos painéis fotovoltaicos é a indefinição sobre a sua disposição. Apesar de algumas indústrias já iniciarem com um projeto para o recolhimento desse material, elementos que compõem o modelo, considerando alguns tipos de painéis solares que utilizam em sua composição

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cádmio ou metais raros, como o lítio, são metais prejudiciais ao meio ambiente, aos quais essas empresas não conseguem fazer o processo de recuperação. Além dessa fonte de poluição ainda pouco aprofundada nos atuais periódicos, um possível causador de prejuízo ao ambiente é a produção desses sistemas fotovoltaicos, considerando a utilização excessiva de produtos químicos e metais pesados usados em sua fabricação, despejados fora do ambiente de tratamento correto.

Conclusões

Pela observação dos aspectos mencionados é possível determinar a comprovação de uma real taxa de poluição produzida pelo fim da vida útil do sistema fotovoltaico. Somente após pesquisar a composição do sistema fotovoltaico foi possível determinar que ele tem um potencial poluidor devido a algumas substâncias que compõem-no, porém só poluirá se não tiverem uma destinação final correta. Não é possível saber ao certo o que acontece, pois essa é uma fonte de energia bastante recente, por isso não tem estudos de caso que comprovem com total segurança as formas e o grau de poluição que pode afetar os recursos naturais e a população.

Referências

MONTEIRO, J, M, B.. Aplicações de energia solar em meio urbano. 2005. 143 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica) - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal. 2005.

WANDERLEY, A. C. F.; CAMPOS, A. L. P. S. Perspectivas de inserção da energia solar fotovoltaica na geração de energia elétrica no Rio Grande do Norte, Natal, Holos, v. 29, p. 3, ago. 2013.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008. Disponível em: <https://ayanrafael.files.wordpress.com/2011/08/gil-a-c-mc3a9todos-e- tc3a9cnicas-de-pesquisa-social.pdf>. Acesso em: 26 out. 2014.

POWER CLOUDS, A reciclagem de módulos fotovoltaicos: uma mais-valia para o ambiente. Disponível em: <http://www.powerclouds.com/index.php/a-reciclagem-de- modulos-fotovoltaicos-uma-mais-valia-para-o-ambiente/?lang=pt-br> Acesso em: 5 de Abr. de 2014.

BARNARD, Neal. O mercúrio – causa comprovada de dano cerebral!. Disponível em: <http://www.taps.org.br/Paginas/alimartioa04.html> Acesso em: 26 de out. de 2014.

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IMPACTOS SOCIAIS SOBRE A POPULAÇÃO DO ENTORNO DA REFINARIA

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