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C OMO F ORMULAR S UGESTÕES , PARTICULARMENTE AS V ERBAIS

Comunicação Sugestiva — Tipos de Sugestões

C OMO F ORMULAR S UGESTÕES , PARTICULARMENTE AS V ERBAIS

A comunicação sugestiva envolve: (a) Um componente sintático verbal por meio dos símbolos, como números e letras que, arran- jados de determinadas maneiras, transportam significados. (b) Um componente extraverbal transmitido pelo ritmo, entonação, timbre, ve- locidade, altura, intensidade da voz, que tam- bém transmite significado. (c) Um compo- nente de imagem (ícone) que é um modo di- ferente de comunicação, transmitindo formas e posições das imagens no espaço. A me- lhor maneira de comunicação associa os três aspectos, muito embora algumas comunica- ções sejam melhor expressadas pelo com- ponente sintático ou pelo extraverbal ou por meio de um ícone. Estes aspectos da comu- nicação são destacados nas aulas dos pro- fessores dos cursinhos preparatórios para exame vestibular, que fazem o melhor que podem para transmitir a informação aos alu- nos pela harmonia de todos os componentes. Palavras concisas, voz clara com adequada ritmicidade, timbre, entonação, velocidade, in- tensidade, altura e com expressões faciais, corporais, gestos e movimentação de obje- tos, transmitem a informação aos alunos para obter as respostas desejadas. A comunica- ção por ícones e pela ritmicidade alcança predominantemente o hemisfério cerebral direito, enquanto a comunicação sintático- verbal envolve preferencialmente o hemis- fério cerebral esquerdo, de modo que o en- tendimento da comunicação necessita da sincronia dos dois hemisférios. O corpo caloso é a estrutura anatômica de conexão entre os dois hemisférios. A pessoa responde aos componentes sintático-verbais, extraverbal e também ao componente imaginativo induzi- do pelos componentes sintático verbal e extraverbal. Contudo, não há uma relação consistente entre imagens induzidas pela

fantasia e a positiva resposta às sugestões hipnóticas teste.24 Segundo Kirsch e Lynn as sugestões hipnóticas geram respostas- fantasias objetivo-dirigidas e não as fanta- sias-objetivo-dirigidas que geram as respos- tas.25 As fantasias dirigidas ao objetivo se- riam fantasias sobre o modo de atingir e seriam diferentes de fantasias sobre o ob- jetivo. Estas últimas, fantasias sobre o ob- jetivo, segundo Comey and Kirsch,26 comumente criam respostas às sugestões hipnóticas.

Como elaborar e transmitir as sugestões criando expectativas para obter respostas de- sejadas?

1. Habilidade, com palavras cuidadosa- mente escolhidas, com significado definido para o subconsciente e frases específicas quanto à situação, tempo e espaço. Analisar a simbolismo, para cada paciente, do con- teúdo representativo de cada palavra falada, do timbre da voz, da entonação da sentença, da velocidade das palavras enunciadas, da altura da voz, bem como dos sons, gestos e toques, com relação aos hábitos de ação do paciente. Para melhor formulação e transmis- são das sugestões e das imagens para visua- lização necessitamos do máximo de infor- mações sobre o paciente. Pergunte ao pa- ciente o que lhe dá maior felicidade, prazer, contentamento e alegria na vida? Anote as respostas para depois criar sugestões que apresentem essa resposta como uma fonte de reforços das sugestões terapêuticas que se- rão transmitidas a esse mesmo paciente. Per- sonalize as sugestões para cada paciente, sempre adaptando as sugestões às caracte- rísticas intelectuais, emocionais, culturais e ao estado de espírito do paciente no momento do tratamento para que a comunicação su- gestiva seja interpretada adequadamente. A partir da observação do paciente em todos os sentidos, inclusive de suas respostas não- verbais, brota a habilidade que consiste es-

sencialmente em escolher cuidadosamente as palavras, as frases, os gestos, os toques e selecionar habilidosamente o momento e o modo como transmitir as palavras escolhi- das (timbre de voz, volume, velocidade, ento- nação), os gestos e os toques (duração, rit- mo, intensidade da pressão, modificação da pressão, velocidade do início e do término). Utilize durante a hipnose as palavras, as in- terjeições, as frases, as pausas e os gestos que o paciente costuma repetir.

A sugestão deve ser também entendida pelo subconsciente, que tem apenas capaci- dade de raciocínio dedutivo, percebendo e interpretando as sugestões de modo literal. Esse significado literal muitas vezes é o sig- nificado aprendido durante o período da aquisição da linguagem falada. O emprego de expressões idiomáticas, gíria e palavras com mais de um sentido, como, por exem- plo, sugerir para o paciente ficar frio com a intenção de ele ficar calmo e tranqüilo, pode desencadear resistência no subconsciente, que interpreta a sugestão como permanecer com a temperatura do corpo fria. O subcons- ciente tem as funções de preservação, prote- ção e procriação, e qualquer sugestão que vá de encontro a essas funções sofre a resis- tência do subconsciente. O subconsciente percebe melhor a sugestão específica do que a sugestão vaga e inespecífica. Assim o sub- consciente aceita melhor a sugestão “você prefere dormir desde o momento que deitar na cama até as 8:00 horas da manhã” do que a sugestão “você prefere dormir a noite toda”. O ideal é criar a fraseologia terapêutica ade- quada para cada paciente, escrevê-la, depois corrigi-la, e quando estiver adequada, trans- miti-la para o paciente na próxima consulta. A habilidade faz o especialista transmitir as sugestões privilegiando o canal de comuni- cação preferido pelo paciente para proces- sar a informação.27,28 Pode ser o canal visual, utilizando frases de imagens; o auditivo, uti-

lizando fraseologia mais auditiva ou o canal cinestésico, empregando fraseologia mais relacionada com as sensações.

Escolher cuidadosamente cada palavra da frase. Deixe de usar as palavras: Não, nun- ca, deve, mas, eu quero, tentar, experimen- tar, esperar, e frases comparativas. Exemplos: “Não fique em pé. Você está mais relaxado do que o seu colega de trabalho”. Essas fra- ses não podem ser repetidas sem perder a eficácia. As palavras “talvez” e “tentar”, eventualmente, podem ser usadas no seguinte contexto: Talvez você queira descalçar os sapatos para entrar em hipnose ou prefira entrar em hipnose com seus pés dentro dos seus sapatos. Talvez você goste de sentir os seus músculos relaxados. Talvez você prefi- ra calçar os chinelos para entrar em hipnose ou prefira entrar em hipnose com os sapatos calçados. A palavra não em qualquer situa- ção não diz o que é para o paciente fazer; e retirando o não fica uma afirmação para o paciente fazer justamente o oposto do que queremos. Não preste atenção na minha ca- neta! Na frase: Não preste atenção na minha caneta, para o paciente não prestar atenção na caneta, ele inicialmente presta atenção na caneta. A conjunção negativa “não” usada no seguinte contexto: Não preste muita aten- ção em como formular sugestões, particu- larmente, as verbais; pode favorecer o leitor a prestar atenção em como formular as su- gestões, particularmente, as verbais. A con- junção “não” pode desencadear o efeito que o hipnólogo deseja quando usada para as pessoas com respostas “do contra”, que res- pondem de modo oposto ao qual esperamos. Exemplificamos: “Não fique muito relaxa- do”. A pessoa responderá com o oposto, fi- cando relaxada. Não fique em silêncio, con- tinue falando, e mais facilmente você se re- laxará. A pessoa fica em silêncio. Nessas frases acentue o verbo e não o objeto. É fá- cil encontrar essas pessoas quando se quer,

bastando apresentar uma sugestão habitual como “levante o braço direito” e essa pes- soa deixa o braço na posição em que se en- contrava antes da sugestão, ou faz um movi- mento oposto com o braço ou levanta o bra- ço esquerdo. Outro modo é fazer uma per- gunta com uma frase afirmativa e depois fa- zer a mesma pergunta com uma frase nega- tiva. O indivíduo do contra apresentará duas respostas diferentes. Você pode levantar o seu braço direito. O indivíduo do contra res- ponde com não. Você não pode levantar o seu braço direito. A pessoa do contra res- ponde com sim. Efeitos poderosos de pen- samentos negativos ocorrem nos pacientes com depressão. Para eles pode ser útil, no início do tratamento, combinar uma sugestão negativa com várias positivas.

As palavras experimentar, tentar e espe- rar significam para o consciente que uma pessoa vai fazer o máximo que pode para realizar uma tarefa, e para o subconsciente significam que a pessoa tentará um esforço e falhará na intenção de alcançar o seu obje- tivo. Essas palavras traduzem que a pessoa emocionalmente está se sentindo fracassar antes de começar. A conjunção “mas” anula tudo o que vem antes. Por exemplo: Você está com os seus músculos frouxos, soltos e relaxados, mas vai prestar atenção a minha voz. Em geral preferir empregar a conjun- ção “quando” em vez de “se”. A conjunção “quando” indica que a intenção da frase acontecerá, que mais facilmente se realizará do que a conjunção “se”. Habitualmente dei- xamos de empregar na fraseologia palavras que expressão generalizações, e não permi- tem outras escolhas ou outras possibilidades. Palavras como sempre, nunca, todo, toda, nenhum, nenhuma, ninguém. Contudo, algu- mas vezes, essas palavras apresentam uma única e correta indicação: o Sol sempre tem energia luminosa. Na superfície do planeta Terra, todas as pessoas estão sobre a influ-

ência da força da gravidade. O fogo sempre é quente.

2. Associando as respostas do paciente nas sugestões seguintes.29 Um aspecto im- portante é englobar as respostas do pacien- te, o comportamento do paciente, as reações do paciente na comunicação sugestiva ime- diatamente seguinte, que pode ser verbal pelo uso da fraseologia ou não-verbal. Se o paci- ente começa a rir no início do tratamento, englobamos o seu riso na sugestão seguinte:

À medida que você ri, os músculos da sua

face vão-se tornando mais frouxos, soltos e você relaxa ainda mais. Pode-se utilizar as palavras: “e, à medida que, enquanto, quan- do, porque, causa,” para relacionar duas su- gestões. Enquanto você respira, você relaxa ainda mais. A associação mais definida ocor- re quando utilizamos a palavra causa. Seu braço está tão pesado que isso causa sua queda, e quando o seu braço cair seu relaxa- mento torna-se mais profundo. Respire pro- fundamente... continue respirando profunda- mente, e à medida que você respira profun- damente, sente uma sensação maravilhosa de calma e de bem-estar.

3. Associar uma sugestão à seguinte e graduar a intensidade. Outro aspecto impor- tante é associar uma sugestão à sugestão se- guinte, e sempre que possível passar de um ponto ou de uma região para um ponto ou uma região adjacente. Ao sugerir o relaxa- mento do braço direito do paciente, é mais fácil associar o relaxamento à sugestão se- guinte de peso no mesmo braço direito ou no antebraço direito. É preferível sugerir que os ombros estão relaxados, frouxos e soltos e, em seguida, que o relaxamento invade os braços, do que pular dos ombros para os pés e depois voltar aos braços. A associação de uma sugestão às sugestões seguintes pode ser feita usando as palavras: “e, à medida que, enquanto, quando, porque, causa”. Iniciar com sugestões mais fáceis de serem aceitas

ou com três ou quatro afirmações possíveis de verificação e depois uma frase não verificável e ir gradualmente aumentando a importância das sugestões, para finalmente transmitir as sugestões fundamentais para o tratamento. Pode-se dizer: Seu corpo está descansando na poltrona, com as suas mãos tocando o tecido da sua calça e enquanto você percebe a textura do pano você sente um formigamento nos seus dedos. Cada su- gestão aceita facilita a aceitação da seguin- te. A transição de uma sugestão para a se- guinte deve ser gradual e muitas vezes vin- culada pelas conjunções: “e, à medida que, enquanto, quando, porque”. A conjunção “e” mantém a individualidade de cada sentença e relaciona a frase anterior com a frase se- guinte. As sugestões terapêuticas com cres- cente intensidade são mais fáceis de serem aceitas pelo subconsciente do que uma su- gestão intensíssima apresentada no início do tratamento. O subconsciente está funcionan- do de determinado modo há muito tempo, e apresenta alguma resistência para a mudan- ça. As sugestões devem objetivar gradual- mente modificar esse modo de ação e, as- sim, reduzir gradualmente as resistências. É mais fácil o subconsciente de um paciente que adora comer chocolates aceitar a suges- tão inicial que o sabor de determinado cho- colate está mais amargo do que aceitar inici- almente que não gosta mais de chocolate.

4. Positiva, afirmativamente e benefici- ando o paciente. Falar sempre de modo afir- mativo e positivo, buscando a participação e a cooperação do paciente quer no presen- te do indicativo, quer num tempo contínuo associado a uma condição como: toda a ma- nhã, todos os dias, cada dia, de hoje em di- ante, sempre que se sentar na sala de aula, ao ver tal coisa. Evitar as sugestões negati- vas como, por exemplo “não grite”, que são péssimas porque não dizem o que fazer, pro- duzem uma imagem errada, ficando a pes-

soa pensando no que deseja modificar e, além disso, provocam um desafio.30 A pes- soa poderia imaginar eu gosto de gritar, não é bom por quê? Cada afirmação formulada precisa estar de acordo com o desejo do paciente de verdadeiramente querer mudar, com a sua crença de que a modificação é possível e com a sua aceitação de estar que- rendo que a modificação aconteça.31 Algu- mas vezes permite-se utilizar o verbo no tempo condicional: você gostaria, você po- deria. Exemplos práticos: “Você poderia fe- char os olhos, você gostaria de fechar os olhos, você poderia mover a sua mão direi- ta”. Pode-se ainda iniciar a frase com uma pergunta. “Se você quiser experienciar ou se você quiser sentir.” Esses últimos exem- plos podem ser empregados na abordagem ericksoniana da hipnose.

Um estudo de Miyashita e Monzen32 de 1998, citado por Abela, indica que as suges- tões negativas facilitam o maior uso da ima- ginação do que as positivas, e conseqüente- mente deixam maior marca na mente, de modo que as sugestões negativas apresen- tam efeitos afirmativos, independentemente do nível de atividade. Esse efeito das suges- tões negativas foi constatado por potenciais relacionados com os eventos de sugestões hipnóticas, que mostram que a estrutura das sugestões é decisiva.33

As afirmações funcionam porque substi- tuem as declarações negativas, suspendem seu julgamento e deixam as dúvidas de lado.29 As afirmações funcionam quando estão em harmonia com a sua auto-imagem. Muitas vezes é preciso primeiro modificar para melhor a auto-imagem para as afirma- ções agirem. Sempre que possível unir a su- gestão positiva e afirmativa a um benefício realista que advenha dela. Utilize com fre- qüência os verbos apreciar, escolher, prefe- rir e curtir (no sentido de apreciar, gostar). Em vez de dizer: De hoje em diante a cada

dia você come menos, diga: De hoje em diante a cada dia você aprecia comer menos, ou de hoje em diante a cada dia você escolhe co- mer menos. Ou ainda: De hoje em diante você prefere comer menos. Outros exemplos: Você aprecia (prefere, escolhe) ingerir fru- tas ao levantar pela manhã. Você escolhe (prefere, aprecia) estudar de segunda à sex- ta-feira das 14 às 18 horas. Você decidiu (es- colheu, preferiu) parar de fumar. Eu decidi e estou apreciando rever todos os dias cinco folhas do meu livro. Você está curtindo es- tudar das 14h às 19h todos os dias para ven- cer o exame vestibular.

Algumas sugestões não estão na forma verbal negativa, e ainda assim traduzem negatividade, facilitando as associações men- tais negativas, sendo melhor substituí-las por sugestões que transmitam positividade. Há pessoas com crenças, pensamentos e senti- mentos negativos sobre determinado aspec- to da vida que não conseguem alcançar a meta que pretendem, mesmo que essa meta seja afirmada positivamente. Exemplos com- parando a sugestão mal elaborada com uma bem elaborada:

Sugestões passíveis de associações nega- tivas:

(a) Você quer perder peso (b) Você quer parar de comer

(c) Você quer deixar de comer chocolate (d) Você quer deixar de fumar

(e) Você precisa parar de fumar

(f) O cigarro causa câncer no seu pulmão (g) Você quer parar de beber

(h) Você quer parar de ficar acordado à noite

(i) Você vai falar em público calmamente Sugestões tecnicamente mais adequadas (a) Você tem o domínio e o controle do

seu peso

(c) Você prefere comer um pedaço de melancia

(d) Você é um não-fumante

(e) Você prefere permanecer respirando ar puro

(f) Você prefere permanecer abstêmio e sem doenças

(g) Você decide e prefere permanecer abstêmio

(h) Você prefere dormir tranqüilamente à noite

(i) Você tem o domínio das palavras em público

5. Considerar o objetivo das sugestões como já alcançado. As sugestões devem ser apresentadas como o paciente já apresentan- do as qualidades almejadas. Devem ser for- muladas como o paciente já sendo e já ten- do, muito embora ele ainda não tenha se tor- nado no que quer ser, nem tenha obtido o que deseja obter. Desse modo as qualidades desejadas se implantam na auto-imagem, que é o modo pelo qual uma pessoa se vê em sua mente. O subconsciente não distingue entre uma imagem representativa (que é imagina- da vivamente) de uma imagem real. O pa- ciente precisa acreditar no hipnólogo e nas sugestões por ele formuladas. Os fatores- chave para isso são: motivação, antecipação e imaginação. Criar uma motivação e fazer o paciente imaginá-la vivamente, antecipan- do o que ele sentirá. Hadley e Staudacher apresentam a equação: “Imaginação + moti- vação = Acreditar em você mesmo + anteci- pação”34 (p.55).

6. Empregar sugestões simples, curtas e claras. Usar palavras e frases simples, cur- tas e claras. Prefira empregar palavras de até três sílabas, simples e definidas. Deixe de lado palavras vagas, com duplo significado, e palavras abstratas ou palavras que possibi- litem erros de comunicação com o paciente que está na sua frente. Use o termo exato

para cada coisa. Isso reduz a confusão e o mal-entendido. Ao usar uma palavra, estar sempre atento à mensagem que está trans- mitindo em toda a frase. O subconsciente entende a palavra como a mente de uma cri- ança a entende. Se dissermos, você pode mover o dedo, ela pode responder que pode, sem mover o dedo. Um adulto em vigília ge- ralmente responderia movendo o dedo. Num programa para emagrecer e tornar-se esbel- to, se dissermos para uma pessoa perder peso, o seu o subconsciente vai querer achar o peso perdido, porque durante a vida toda foi ensi- nado que quando se perde alguma coisa, se quer achar. Então a pessoa perde peso e ema- grece; depois acha o peso e engorda. Prefira dizer que ela reduz o peso e emagrece ou elimina peso, principalmente gordura.

7. Enfatizar palavras e a entonação da fra- se. Durante a emissão das sugestões pode-se acentuar o enunciado de uma ou outra pala- vra, pronunciando-a com volume mais alto, mais baixo ou mais lentamente. Palavras- chaves e palavras decisivas das afirmações podem ser literalmente s-o-l-e-t-r-a-d-a-s. A informação soletrada vai profundamente na mente para ser processada porque usa racio- cínio dedutivo para juntar as partes. A sen- tença deve ser pronunciada com uma inflexão adequada para melhor enfatizar o efeito desejado. A voz precisa combinar com o que se transmite, com o resultado espera- do, com a expressão facial, gestos e expres- são corporal do hipnólogo.

8. Pausas. Durante a terapêutica sugesti- va podem-se utilizar pausas entre as sílabas de uma palavra, entre palavras, entre frases ou entre um conjunto de frases que destaca idéias semelhantes. As pausas dão tempo ao paciente para responder às sugestões. Neste livro pausas de três segundos são representa- das por três pontos (...), pausas de cinco se- gundos por cinco pontos (...).

9. Repetição, Repetição, Repetição. O ideal é repetir as mesmas sugestões quer com a mesma fraseologia, quer com fraseologia semelhante, para que as sugestões tornem- se parte do pensamento do paciente. A utili- zação de sinônimos pode ser empregada para reforçar o estado desejado.34 A repetição, repetição, repetição, também é um modo de alcançar o subconsciente e automatizar a sugestão. Numa série de frases com suges- tões repetitivas, mantenha-se transmitindo sugestões estritamente relacionadas e permi- tindo tempo entre cada sugestão, para a men- te do paciente “metabolizá-la”. Por exem- plo: sugestões de relaxamento repetidas com ou sem variações, mas sempre transmitindo a idéia de relaxamento. Sugestões para anestesia da mão direita, com ou sem varia- ções, mas sempre transmitindo a idéia de anestesia na mão direita. Usualmente nós repetimos entre seis a oito vezes cada frase sugestiva em cada consulta. Não existe um