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2. CARACTERIZAÇÃO DAS ÁREAS DO PROJETO

2.4 M UNICÍPIO DE S ANTA M ARIA

Santa Maria esta situada na região central do estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 53°45’00’’ e 53º52’30’’, de longitude Oeste e 29º40’00’’ e 29°45’00’’ de latitude Sul. Constitui o centro geográfico do estado do Rio Grande do Sul, localizado no Arenal, distrito do Passo do Verde, distante 500m da BR 392 (SM/São Sepé) na Longitude 53º 46´02,01"W e Latitude 29º 51´02,48".

BRASIL: PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL INTEGRADO PDMI – TF 055121

A Figura 5 exibe a localização geral e os principais acessos à sede do município de Santa Maria em termos regionais.

Figura 5: Localização geral e principais acessos à cidade de Santa Maria – RS Os aspectos históricos do município são de acentuada riqueza e diversidade.

A primeira referência escrita sobre a região em que se localiza a sede municipal deve-se a José Saldanha, astrônomo que integrava a Comissão Demarcadora de Limites que, entre 1784 e 1797, esteve empenhado de fixar os limites de Portugal e Espanha na América do Sul. Em 1810 a doação de vários estancieiros possibilitou a instituição de Capela Curada. Em 1837, tornou-se freguesia com o nome de Santa Maria da Boca do Monte. Vinte anos depois, foi elevada à vila. Tornou-se município em 16 de dezembro de 1857, instalado em 17 de maio de 1858.

Possui uma população próxima a 250 mil habitantes, dos quais cerca de 80%

residem na área urbana, engendrada a partir da colonização da área por portugueses, espanhóis, alemães, judeus, árabes, italianos, bem como as etnias indígenas que já habitavam o local.

O município de Santa Maria está articulado em distritos, que podem ser sistematizados como:

1º Distrito Sede, compreende a área urbana, com cerca de 230 mil habitantes;

2º Distrito São Valentim, com cerca de 500 habitantes;

3º Distrito Pains, com aproximadamente 2.500 habitantes;

4º Distrito Arroio, Grande com cerca de 2.700 habitantes;

5º Distrito Arroio do Sol, com aproximadamente 1.200 habitantes;

6º Distrito Passo do Verde, com aproximadamente 500 habitantes;

7º Distrito Boca do Monte, com 4.000 habitantes;

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8º Distrito Palma, com cerca de 860 habitantes;

9º Distrito Santa Flora com aproximadamente 1.300; e 10º Distrito, denominado Santo Antão.

A zona urbana esta construída sobre o inter-flúvio que divide as sub-bacias hidrográficas do Vacacaí-Mirim e Arroio Cadena. O PUSM (Perímetro Urbano de Santa Maria) se constitui na área urbana e área de expansão urbana e compreende 12.548ha.

A Figura 4 ilustra os principais aspectos da morfologia da mancha urbana e do relevo do município.

A - Vista superior; B - tomada inclinada de Sul para Norte

Figura 6: Principais aspectos de situação ambiental e da morfologia da mancha urbana e do relevo do município de Santa Maria

Fonte: Imagens do satélite Quick Bird disponibilizados via Internet. pelo provedor Google Earth.

O município de Santa Maria vem apresentando crescimento populacional progressivo, porém em taxas contínuas e equilibradas. Deve-se ressaltar que com a instalação da Universidade Federal houve um aumento acentuado do desenvolvimento cultural, científico e tecnológico em Santa Maria e impulsionado o desenvolvimento integrado no município.

Em termos econômicos, verifica-se que a matriz do município é composta por um setor de comércio e serviços que atende a região central do estado e por uma produção agropastoril padrão da região da Metade Sul do Estado. Observa-se uma produção diversificada, com áreas de plantio consideráveis, entre as quais se destacam o arroz irrigado, a soja e o milho.

Em termos de utilidades urbanas, Santa Maria exibe bons indicadores de transportes/mobilidade urbana, energia e saneamento básico. A título de exemplo o quadro abaixo apresenta os dados sumarizados de saneamento básico no município.

Saneamento Básico do Município de Santa Maria

Total de domicílios em 2000 72.515

Com banheiro 71.535

Sem banheiro 980

Abastecimento com poços ou nascentes 6.755

Abastecimento com rede de abastecimento geral 64.420 Abastecimento com outra forma de abastecimento 1.340

Esgotamento sanitário na rede geral 40.580

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Saneamento Básico do Município de Santa Maria

Domicílios com coleta de resíduos urbanos 68.808

Domicílios com destinação de resíduos para outro destino 3.707

Quadro 3: Dados relativos a saneamento básico

Fonte: NUTEP/UFRGS.

Os períodos de estiagem que aconteceram nos últimos anos têm afetado acentuadamente o município, tanto em termos de prejuízos à produção, quanto e principalmente, no que se refere ao abastecimento das comunidades urbanas e rurais, afetadas, inclusive por racionamento.

No que se refere ao clima da região de Santa Maria - RS, de acordo com classificação de Köppen, corresponde ao clima sub-tropical (úmido) “Cfa”, cuja temperatura média anual apresenta uma média de 19ºC, atingindo as temperaturas máximas no mês mais quente de 31ºC, e as temperaturas mínimas do mês mais frio em torno de 9ºC, atingindo as máximas e as mínimas absolutas de 35ºC e 0ºC, respectivamente. A média anual de ocorrência de geadas costuma variar de 1 a 10 dias. As precipitações pluviométricas são regulares o ano todo, apresentando índices pluviométricos anuais entre 1500mm a 1600mm. Os ventos predominantes são de leste e sudoeste, entretanto, a região de Santa Maria caracteriza-se também pela constante presença de ventos de originários do quadrante norte. Quanto ao inverno, a região é freqüentemente atingida por ondas de frio (procedentes do anticiclone migratório polar) caracterizadas pelo vento minuano.

A vegetação do município de Santa Maria está constituída por vegetação do tipo campos limpos e floresta Sub-tropical, havendo o predomínio das pastagens naturais nas áreas caracterizadas pela Depressão Periférica sul-rio-grandense;

entretanto, na porção norte do município, área caracterizada pela presença do Planalto, predominam as matas de pequeno e grande porte. Conforme classificação de Leite &

Klein (1990), a floresta caducifólia sub-tropical caracteriza a escarpa da Serra Geral, ocupando a região central do Município.

Quanto aos solos, o município de Santa Maria, caracteriza-se por uma grande diversidade, observando-se o predomínio dos Podzólicos-vermelho-amarelo álico, Brunizém Hidromórficos, Litossolos, Planossolos e Latossolos. Em uma escala de reconhecimento, podem ser distribuídos em 6 unidades de mapeamento: Unidade Mapeamento Julio de Castilhos; Unidade de mapeamento Charrua; Unidade de Mapeamento Ciríaco; Unidade de Mapeamento São Pedro; Unidade de Mapeamento Santa Maria e Unidade de Mapeamento Venda Grande.

1.5 Município de Uruguaiana

O município de Uruguaiana está localizado no extremo Oeste do Estado do Rio Grande do Sul, a 29º 46' 55" de latitude Sul e 57º 02' 18" de longitude Oeste, a 634 km da capital, Porto Alegre. A cidade, a oeste da capital do Estado, faz limite com os municípios de Alegrete, Itaqui, Barra do Quaraí, Quaraí, Paso de Los Libres (República da Argentina) e Artigas (República do Uruguai). De acordo com sua localização, o município está inserido na Mesorregião Sudoeste Rio-Grandense e Microrregião Campanha Ocidental, mas pela classificação do Conselho Regional de Desenvolvimento – COREDE – o município faz parte da Fronteira Oeste.

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A Figura 7 abaixo mostra a localização geral de Uruguaiana e seus principais acessos, em termos regionais.

Figura 7: Localização geral e principais acessos à cidade de Uruguaiana- RS A área urbana da sede de Uruguaiana acrescida da área destinada à zona industrial, segundo Lei Municipal n.º 1004/69, situa-se à margem esquerda do arroio Salso de Baixo, entre a BR-472 e a margem do Rio Uruguai, sendo o limite sul estabelecido por uma linha normal ao eixo da BR-472, distando 3 (km do ponto de intersecção desta com o arroio Salso de Baixo.

Os aspectos históricos do município remontam a 1814, quando D. Diogo de Souza doa a primeira sesmaria entre os rios Ibicui e o Ibirocai. Porém, a idéia da fundação do povoado só ocorreu em plena Revolução Farroupilha. Um dos sesmeiros, Manuel Joaquim do Couto doou meia légua para edificação do povoado. Ali foi, em 1843, criada uma Capela Curada, denominada Capela do Uruguai para onde se transferiram os moradores de um lugarejo denominado Santana do Uruguai. Dois anos após, o novo povoado já possuía cerca de 100 casas e a denominação fora alterada para Uruguaiana. Uma Lei Provincial de 1846 criou o município e freguesia de Santana do Uruguaiana, desmembrando de Alegrete.

A figura a seguir ilustra os principais aspectos da morfologia da mancha urbana e do relevo do município.

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A - Vista superior; em B - tomada inclinada de Sul para Norte

Figura 8: Principais aspectos de situação ambiental e da morfologia da mancha urbana e do relevo do município de Uruguaiana

Fonte: Imagens do satélite Quick Bird disponibilizados via Internet. pelo provedor Google Earth.

O município de Uruguaiana possui uma grande extensão territorial (5.752,5 km2) e uma baixa densidade demográfica. A população é predominantemente urbana e vem crescendo a taxas baixas ao longo dos últimos 35 anos.

O principal produto agrícola da matriz de produção é o arroz irrigado, com uma grande área de plantio no município. Também se destacam as atividades comerciais, em especial as vinculadas à acentuada movimentação de cargas e materiais devido ao posicionamento fronteiriço do município. Quanto às utilidades urbanas, Uruguaiana exibe bons indicadores de transportes/mobilidade urbana, energia e saneamento básico.

Uruguaiana está situada, estrategicamente, no sistema de transportes que integra rodovias, ferrovias, portos e aeroportos do Mercosul. O acesso rodoviário ao município ocorre pelas BR-290 e BR-472 e através da ponte de 2,4 km pela qual ocorre a ligação de Paso de Los Libres, na Argentina, com Uruguaiana. A estação aduaneira, uma das maiores do Brasil, localiza-se próxima à ponte internacional. O trabalho aduaneiro faz com que o comércio sobre rodas do Mercosul passe preferencialmente por Uruguaiana, tendo seu porto seco como o maior da América Latina. O Aeroporto local é de porte Internacional, possui uma pista pavimentada e opera com linhas de cargas courrier (pequenas encomendas), mas está habilitado a receber aviões cargueiros do porte do Boeing 737. A rede ferroviária possui um terminal de cargas em Uruguaiana, com capacidade para estocagem e transbordo, com conexão à Argentina, através de ferrovia pela Ponte Internacional, dando assim plenas condições de uso deste tipo de transporte.

Atualmente, o município possui 220 km de vias urbanas, das quais cerca de 80 km estão pavimentadas.

Referente ao sistema de água e esgotamento sanitário, os serviços são realizados pela concessionária CORSAN – Companhia Riograndense de Saneamento, abrangendo 27.164 ligações de água em um total de 274.031 metros de rede instalada.

Quanto ao esgotamento sanitário o número de moradias atendidas compreende 6.000 unidades com extensão de rede de 33.000 m. Com isto, conclui-se

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que o abastecimento de água alcança 90% das economias da cidade e a rede de esgotamento sanitário cobre apenas 15% da área urbana. O sistema existente na cidade é separador absoluto, sendo que em alguns locais, recentemente, estão sendo implantadas redes mistas, no qual se considera que os efluentes passam necessariamente por fossas sépticas. Porém, a realidade mostra que a maioria dos domicílios lança o esgoto diretamente na rede pluvial originando problemas de poluição dos corpos hídricos. Encontra-se em andamento obras de melhoria do sistema, através da CORSAN, com implantação de novas redes e a construção de uma ETE.

Por outro lado, o sistema de drenagem pluvial urbana apresenta-se deficitário, uma vez que está constituído por uma rede de drenagem formada por galerias e tubulações que variam entre 30 cm a 1,2 metros, as quais são insuficientes para o escoamento das águas das chuvas. Também contribui para a redução da drenagem as características do relevo da cidade, ou seja, topografia plana e suavemente inclinada. Segundo a Prefeitura, o perímetro urbano está constituído por 7.900 m de galerias e de 33.250 m de drenagem pluvial de baixa vazão.

Saneamento Básico do Município de Uruguaiana

Total de domicílios em 2000 34.558

Com banheiro 33.262

Sem banheiro 1.296

Abastecimento com poços ou nascentes 2.787

Abastecimento com rede de abastecimento geral 30.856

Abastecimento com outra forma de abastecimento 915

Esgotamento sanitário na rede geral 9.306

Domicílios com coleta de resíduos urbanos 31.506

Domicílios com destinação de resíduos para outro destino 3.052

Quadro 4: Dados relativos a saneamento básico

Fonte: NUTEP/UFRGS.

Os principais problemas relativos ao saneamento básico estão vinculados a deficiências nas redes de macrodrenagem urbanas e a ausência de tratamento em grande parte dos efluentes sanitários, que originam problemas de poluição dos recursos hídricos, alagamentos e de maus odores. Também a destinação final dos resíduos sólidos urbanos é deficiente. Atualmente, o município, em parceria com a concessionária dos serviços de saneamento, investe na elaboração de projeto para o tratamento dos esgotos sanitários gerados na área urbana. Os períodos de estiagem que aconteceram nos últimos anos têm afetado acentuadamente o município, tanto em termos de prejuízos à produção, quanto e principalmente, no que se refere ao abastecimento das comunidades urbanas e rurais, afetadas, inclusive por racionamento.

Relativamente ao atendimento de energia elétrica, todo o perímetro urbano e a área rural são atendidos pela rede elétrica de distribuição operada pela AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia Elétrica S/A. A iluminação pública conta com 6.800 pontos distribuídos em 270 Km de vias urbanas, sendo em média um ponto a cada 40 metros.

No que tange ao item saúde, o atendimento a população é realizado basicamente por órgãos públicos ou clínicas particulares. A Secretaria Municipal da Saúde e Meio Ambiente possui 16 postos de atendimento, que inclui o Centro de Saúde

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de Uruguaiana e o Pronto Atendimento Municipal operados por 235 servidores.

Uruguaiana possui dois hospitais, ambos conveniados ao SUS, os quais disponibilizam 268 leitos, 176 conveniados aos SUS e 92 particulares. Desta forma, 66% do número de leitos são destinados para o Sistema Único de Saúde.

A rede de ensino, por sua vez, possui escolas públicas e privadas de qualidade, além de contar com os serviços nacionais de aprendizagem industrial e comercial. A rede escolar municipal é composta por 27 escolas sendo 10 urbanas e 17 rurais, com 567 professores que atendem 6.222 alunos urbanos e 485 alunos rurais.

Nas escolas rurais estão lotados 30 professores. O município possui cursos de graduação e pós-graduação pela PUCRS Uruguaiana. Os cursos ofertados, a nível de graduação, são: Zootecnia, Veterinária, Agronomia, Filosofia, Letras, Ciências Contábeis, Administração de Empresas, Informática, Direito, entre outros.

3. MARCO INSTITUCIONAL E REGULATÓRIO AMBIENTAL E SOCIAL 3.1 Estado do Rio Grande do Sul

O licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul está sob responsabilidade da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Lei Estadual 11.362, de 29/07/99) sendo realizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – Fepam, vinculada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA (Lei Estadual 9.077, de 04.06.90) e compartilhado com o Departamento Estadual de Florestas e Áreas Protegidas (DEFAP), com o Departamento de Recursos Hídricos (DRH), e com a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, esses últimos com grande interface com o licenciamento ambiental.

O sistema adotado no estado do Rio Grande do Sul, prevê as seguintes competências dos órgãos ambientais que compõem a Secretaria de Estado do Meio Ambiente: a FEPAM atua no licenciamento e fiscalização de atividades utilizadoras de recursos naturais, potencial ou efetivamente poluidoras, o DEFAP (Departamento de Florestas e Áreas Protegidas) tem por campo de ação os aspectos relacionados à flora, o DRH (Departamento de Recursos Hídricos) age nas questões relativas aos recursos hídricos, mais especificamente nos aspectos quantitativos, e a Fundação Zoobotânica – FZB1 dedica-se à pesquisa nas áreas de zoologia e botânica, como o próprio nome revela. Deste modo, quando se tratar de licenciamento para irrigação a FEPAM consulta o DRH, se o empreendimento/atividade a ser licenciada tratar da introdução de espécies exóticas (vegetal ou animal), como é o caso dos alimentos transgênicos ou da criação de avestruzes, os estudos ficam a cargo do DEFAP ou da FZB. Trata-se na verdade, de um Licenciamento compartilhado.

Quanto à fauna, não só em razão de um maior acúmulo – na prática - mas mesmo por consenso, dela encarrega-se no estado o órgão ambiental federal, o IBAMA que, de regra, tem competência supletiva na matéria ambiental como um todo, em relação aos órgãos estaduais, conforme se podem ver nas várias legislações concernentes à área.

1 Criada pela Lei Estadual 6.497, de 20.12.72.

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As interfaces entre os órgãos ocorrem normalmente, como, por exemplo, quando o empreendimento poluidor a ser licenciado pela FEPAM localiza-se em área rural e depende, para sua implantação, da supressão de vegetação, oportunidade em que se exige a autorização do DEFAP. Da mesma forma com relação ao DRH, que analisa apenas os aspectos quantitativos da água, com vistas à Licença de Irrigação fornecida pela FEPAM, à qual resta manifestar-se sobre a qualidade do recurso hídrico.

À FZB, enquanto órgão de pesquisa cabe a elaboração de estudos acerca dos efeitos decorrentes da introdução no estado de espécies animais exóticas, cujo licenciamento cabe à FEPAM, conforme a Tabela de Atividades Licenciáveis.

Da mesma forma, embora não se trate de órgãos licenciadores, é relevante para a manutenção da qualidade ambiental a participação nos procedimentos de licenciamento de instituições como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual (IPHAE), as administrações das Unidades de Conservação, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a Fundação Cultural Palmares, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

A FEPAM, além das Licenças Ambientais, é responsável também, pela emissão de outros instrumentos atinentes à gestão do meio ambiente, tais como Termos de Compromisso Ambiental (TCA), Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR), Autorizações, Certificados de Cadastros (de Laboratórios, de Irrigantes e de Agrotóxicos), de Registro de Agrotóxicos (fornecedores) e Declarações de Isenção.

A competência da FEPAM, para o Licenciamento Ambiental não é exclusiva, sendo, porém, predominante, conforme se pode ver na própria Constituição Federal que, além de reservá-la para a União, outorgou-a também aos Municípios, havendo, outrossim, critérios para seu exercício. O artigo 7º da Resolução CONAMA 237/97 consignou que “Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único nível de competência,...” no sentido de que apenas o órgão ambiental em uma das esferas da Administração Pública (União, Estado Membro ou Município) é por ele responsável, o que não significa que durante o procedimento não haja participação de outros órgãos - que também podem ser considerados “ambientais”, mas não licenciadores do uso dos recursos ambientais, como é o caso daqueles acima listados.

No contexto local de controle das atividades potencialmente poluidoras, as administrações municipais têm contribuído e apoiado o Estado, assumindo, de comum acordo, papéis autônomos no licenciamento ambiental.

No Rio Grande do Sul, com a aprovação do Código Estadual de Meio Ambiente - Lei Estadual n° 11520 de 03 de agosto de 2000, que estabelece em seu artigo 69, "caberá aos municípios o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades consideradas como de impacto local, bem como aquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou Convênio". O Estado do Rio Grande do Sul, vem desenvolvendo através da Secretaria Estadual do Meio Ambiente - Sema, o incremento do processo de descentralização do licenciamento ambiental municipal para aquelas atividades cujo impacto é estritamente local, e que estão descritas na Resolução 102/2005 do CONSEMA - Conselho Estadual do Meio Ambiente, bem como as atividades relacionadas ao manejo florestal descritas na Resolução 16/2001 do CONSEMA.

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No ano de 2000, houve a publicação da Resolução CONSEMA 04/2000, que dispõem sobre novos critérios para o licenciamento ambiental pelos municípios. Até o momento estão habilitados pelo CONSEMA, cerca de 150 municípios, entre eles quatro dos cinco municípios que integram o Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado – PDMI.

O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo qualificado como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, a partir do qual a Administração Pública controla e fiscaliza as ações dos administrados, impondo-lhes, quando necessário à elaboração dos estudos de impacto ambiental, para a expedição das licenças ambientais.

A resolução do CONAMA n° 001/19862, disciplina a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental - EIA e respectivo Relatório de Impacto Ambiental - RIMA e relaciona uma série de empreendimentos que dependem de sua elaboração a serem submetidos à aprovação do órgão ambiental competente, quando do licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente.

A Resolução CONAMA nº 237, de 19/12/97, introduz profundas alterações ao procedimento de licenciamento ambiental regulado pela Resolução n° 001/1986, apresentando em seu anexo 1 um rol de atividades ou empreendimentos sujeitos ao

A Resolução CONAMA nº 237, de 19/12/97, introduz profundas alterações ao procedimento de licenciamento ambiental regulado pela Resolução n° 001/1986, apresentando em seu anexo 1 um rol de atividades ou empreendimentos sujeitos ao