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Capital Social e a Relação com Arranjos Produtivos Locais

Evidencia-se a existência de uma forte relação entre capital social e formação de aglomerações territoriais produtivas onde as empresas, especialmente as de micro e pequeno porte, têm mais condições de sobreviver de modo competitivo e sustentado, o que propicia o desenvolvimento sócio-econômico local.

Embora na literatura sobre aglomerações produtivas seja pouco discutido o tema capital social, os componentes do conceito estão quase sempre presentes. Especialmente no caso dos chamados arranjos produtivos locais, que envolvem não apenas empresas, como também outros atores – organismos governamentais, associações, instituições de pesquisa, educação e treinamento, entre outros. Esse tipo de ambiente proporciona uma aprendizagem coletiva. Segundo a visão de Albagli & Brito (2002), há uma difusão de conhecimentos e inovações, no âmbito de processos de interação e de articulação entre os agentes que ali se situam.

A especialização de um determinado território ou região em uma atividade específica permite que haja uma maior atração de compradores e fornecedores para aquele território porque as empresas passam a se organizar melhor, inclusive em termos de negociação. Isto significa dizer que esta concentração em uma determinada região, se torna um diferencial para o arranjo em relação àquelas dispersas num território maior. As empresas de um APL incorporam novidades e inovações tanto em produtos, processos, maquinários ou matéria-prima visando agregar valor e gerar emprego e renda em torno do núcleo. (PAIVA, 2002).

Ao mesmo tempo em que as empresas regionais são estimuladas a ter um “foco” e a operarem de forma integrada, elas aprendem a dividir o mercado de forma relativamente homogênea, levando a uma melhor distribuição de renda gerada. (PAIVA, 2002).

A diversidade e a complexidade dos arranjos produtivos também estimulam a criação de ambientes de negociação favoráveis onde às formas associativas no arranjo permitem administrar os diversos interesses e solidariedades sistêmicas onde o capital social existente será à base da estrutura para ações mais pontuais. (PAIVA, 2002).

Para Putnam15 (1996, apud CORREA, 2003, p.224), a comunidade cívica era definida como um grupo constituído por cidadãos imbuídos de um espírito cívico em que prevalecem relações horizontais de confiança baseadas na igualdade política e na produção com questões de interesse geral. Mediante a conduta cívica há uma maior participação onde numa comunidade prevalece a cidadania e as pessoas buscam igualdade política não como resultado do cumprimento estrito da lei, mas de relações horizontais que permitam a participação na resolução de assuntos públicos. Numa comunidade cívica os cidadãos são mais tolerantes com seus oponentes, a confiança mútua é um importante preceito moral para superar o oportunismo e há uma maior tolerância entre as relações.

Putnam (2000) afirma que a velocidade e a consistência de um movimento em direção à formação de um arranjo vão depender do grau de consolidação da “comunidade cívica”. Existindo esta consolidação, abre-se a possibilidade de acumulação de “capital social” nos arranjos produtivos, ou seja, aumenta a capacidade desses arranjos produtivos formarem as bases do sistema de governança da comunidade. Quando isto ocorre, a comunidade passa a se organizar em torno do trabalho coletivo, incentivando a troca de experiências e informações e aumentando a capacidade inovativa do sistema. Esta seria a principal função do capital social.

Segundo Figueiredo (2001), o conceito de comunidade cívica foi inspirado no trabalho de Robert Putnam (1996) intitulado Comunidade e Democracia, onde o autor procura explicar as diferenças nas atuações governamentais em termos de cultura cívica.

Figueiredo (2001) ressalta ainda que numa comunidade cívica a cidadania torna- se uma ferramenta fundamental para que se obtenha uma democracia participativa, um

15 PUTNAM, Robert D. Comunidade e democracia: a experiência da Itália Moderna. São Paulo: Fundação Getúlio

cidadão consciente e autodeterminado reforçando os laços de solidariedade e aprofundamento da confiança.

Pesquisas sobre arranjos produtivos no Brasil evidenciam que o capital social e arranjos produtivos locais não se vinculam de forma automática. A capacidade de gerar empreendimentos sistematicamente articulados não depende simplesmente de confiança e interação, mas de um conjunto de fatores mais relevantes, tais como: nível educacional; densidade de relações de aprendizado interativo; sentimento de pertencimento; nível de inclusão ou de polarização social; identidade entre interesses individuais e coletivos; lideranças locais e relação Estado/sociedade. (FIGUEIREDO, 2001).

Os dois primeiros fatores estão intimamente relacionados. A educação – formal e informal – contribui para o fortalecimento da cidadania e, portanto, do interesse coletivo. A capacidade de aprendizado, pela interação dos diversos atores sociais; por sua vez, contribui para a consolidação de laços em torno de interesses coletivos que poderão – ou não – ser dirigidos para um esforço de desenvolvimento local.

As questões de inclusão e identidade de interesses refletem-se no grau de coesão social. A exclusão e a desigualdade social, por definição, minam as possibilidades de coesão social e, portanto, da constituição de interesses coletivos. Destaca-se também a importância de lideranças locais que mobilizem os grupos sociais; que traduzam seus anseios e interesses num discurso consistente e representativo e que organizem os elos necessários entre Estado e sociedade civil. Tal papel deve ser construído socialmente. (FIGUEIREDO, 2001).

Esses fatores, entre outros, segundo Figueiredo (2001), contribuem para diferenciar as formas como as aglomerações produtivas se constituem e se desenvolvem, assim como serve para explicar seus variados desempenhos econômicos e resultados sociais. Pode-se concluir daí, que o capital social pode ser um fator de interação cooperativa para o desenvolvimento local e, portanto, deve ser considerada uma peça importante – mas não a única – na mobilização de arranjos produtivos locais.

3.6 A relação do Capital Social com o Desenvolvimento Local

Diferenças de desempenho econômico e de desenvolvimento entre países, regiões e comunidades com dotações similares de capital natural, físico e humano têm sido interpretadas, por alguns autores, a partir de suas desiguais disponibilidades de capital social.

A difusão do conceito de capital social, desde a década de 1990, segundo Correa (2003), expressa o reconhecimento e a valorização dos recursos embutidos em estruturas e redes sociais, até então não contabilizados por outras formas de capital. Entende-se, desta perspectiva, que os atores econômicos não são átomos isolados, mas encontram-se imersos em relações e estruturas sociais mais amplas.

A emergência do tema do capital social coincide ainda com a constatação de que ambientes propícios a processos interativos e cooperativos de aprendizado e de inovação oferecem melhores condições de competitividade e de desenvolvimento. Assume assim novo papel o complexo de instituições, costumes e relações de confiança, cuja densidade pode favorecer processos de crescimento e mudança. (CORREA, 2003).

A partir dos anos 80, ainda sob a visão de Correa (2003), na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, intensificou-se o debate sobre as possibilidades de gestão local do desenvolvimento. Nesse debate foram questionadas as abordagens teóricas que consideravam o Estado Nacional e as grandes empresas como agentes únicos do desenvolvimento.

Correa (2003) afirma que no Brasil a crise fiscal do Estado e os processos de descentralização, desde o início da década de noventa, impulsionaram uma tendência de valorização das políticas públicas de desenvolvimento, formuladas e implementadas por governos locais. No setor privado, as mudanças foram impulsionadas, principalmente, pelo processo de reconfiguração dos padrões de produção e pela internacionalização dos fluxos de capital (globalização).

Segundo a visão de Caron (2003), estas transformações levam a um novo modo de reorganização da produção capitalista por meio de intensos e crescentes processos de fusões, terceirização, subcontratação, alianças, parcerias e cooperação. Este

cenário tem como objetivo ampliar mercados, aumentar lucros e tirar proveito dos novos produtos e tecnologias cujos ciclos se encurtam cada vez mais e cresce na mesma intensidade de invenções e inovações para competir.

Além disto, Caron (2003) enfatiza que estas transformações levam a uma reconversão da produção que consiste em um processo de aumento da qualidade, racionalidade no uso dos fatores de produção para reduzir custos e aumentar produtividade dos recursos naturais, humanos, das tecnologias e financeiros e por meio da racionalidade no uso dos fatores de produção para conquistar a competitividade nos mercados.

Outra transformação relevante dos sistemas produtivos, segundo Caron (2003), é a relocalização da produção caracterizada pelo aumento do volume dos investimentos externos diretos, pelo aumento do número de empresas e pelo fortalecimento da ação das multinacionais e transacionais, pelo crescimento do número de empresas que se internacionalizam ou buscam novos espaços e mercados. As compras são globais, as tecnologias podem ser globais e ou locais, mas a produção é local.

Segundo Correa (2003), a partir da constatação de que o crescimento é desigual e insuficiente para eliminar as situações de pobreza em que vive uma significativa parcela da população, aumentou a urgência de um novo modelo de desenvolvimento. O autor ressalta que na Europa as políticas voltadas para o desenvolvimento tiveram mudanças significativas quando se passou a considerar e valorizar as diferenças regionais e as especificidades territoriais. Passaram a considerá-las na elaboração de políticas, onde abrem espaços para a participação da população local, na elaboração e implantação dessas políticas. Assim, ainda segundo o autor, abandonou-se a idéia de políticas exclusivamente setoriais (agrícolas) e passou-se a dar mais ênfase às políticas territoriais (local-regional) que levam em conta a complexidade estrutural dos espaços regionais. (CORREA, 2003).

Sob este aspecto, espera-se que seja possível identificar as potencialidades, as características e as necessidades concretas dos diversos territórios ou regiões. Assim fica mais fácil o uso de instrumentos de fomento produtivo e de modernização tecnológica mais ajustada ao perfil de cada região.

Neste caminho, a principal contribuição da teoria desenvolvimentista, segundo Correa (2003), foi verificar como as instituições e os fatores de produção mais importantes para o desenvolvimento, tais como, capital social, conhecimento, pesquisa e desenvolvimento, poderiam ser gerenciados endogenamente em cada território e não mais de forma exógena. Conclui-se, então, que a região dotada com mais fatores ou estrategicamente direcionada para desenvolvê-los internamente teria maior potencial de dinamização e desenvolveria estratégias mais eficazes. Desta forma a comunidade transforma-se no próprio sujeito do desenvolvimento no seu espaço de vida, ampliando suas margens de manobra e autonomia nas decisões a respeito de seus destinos. No caso da pesquisa de campo realizada neste trabalho de pesquisa, a base institucional será explicitada no capítulo V com as devidas atribuições.

Sob o ponto de vista de Perin (2004), o capital social é importante para o desenvolvimento local, porque há uma difusão e geração de conhecimentos fundamentais a um aprendizado coletivo. Este ambiente proporciona ganhos de competitividade porque a contribuição do capital social, através de elementos como confiança viabilizam redes densas de relações que tornam possível a cooperação entre os vários segmentos envolvidos na cadeia produtiva.

Segundo Perin (2004), o reconhecimento da relevância dos fatores endógenos para o processo de desenvolvimento local contribui, também, para evidenciar outra forma pela qual o capital social contribui para o desenvolvimento local. Está relacionada com a importância da mobilização dos atores econômicos, políticos e sociais das regiões no sentido de cooperar e colaborar para dar sustentação política às ações voltadas à promoção do desenvolvimento. O capital social é extremamente importante para viabilizar o apoio dos diferentes segmentos da comunidade (empresas, instituições e órgãos) das regiões para projetos e programas relevantes para o desenvolvimento. Além disto, segundo o autor, a reciprocidade entre as empresas é fundamental neste contexto dinâmico do mercado.

Com o aumento do grau de abertura das economias e intensificação da concorrência, as regiões precisam cada vez mais transformar-se em territórios competitivos para evitar o aumento do desemprego e a queda nos níveis de renda.

Segundo Perin (2004), competitividade pode ser entendida como a capacidade de uma região no sentido de atrair e manter empresas com parcelas de mercado estáveis ou crescentes. Essa capacidade está baseada nos recursos disponíveis na região, nas estruturas físicas nela instaladas ao longo do tempo e em sua dotação institucional específica.

Perin (2004) enfatiza que a competitividade depende de determinantes políticos, implicando a interação entre o Estado e os atores sociais com o objetivo de criar condições para o desenvolvimento. O capital social é importante porque com a confiança são aproveitadas as externalidades decorrentes da cooperação entre as empresas onde se geram negócios e a competência estratégica melhora a capacidade de planejamento da região. Perin (2004) destaca ainda que o capital social é diretamente relevante ao desenvolvimento local porque influencia a capacidade dos atores nelas existentes pra formar a sustentar coalizões capazes de empreender ações bem-sucedidas.

A abordagem que melhor contribui para evidenciar a relação entre o capital social e desenvolvimento, segundo Perin (2004), está centrada no conceito de “competitividade sistêmica”. Esse conceito é, além disso, especialmente útil para que se alcance uma visão mais integrada dos fatores determinantes do processo de desenvolvimento no contexto da globalização.

Sobre a competitividade sistêmica, segundo a visão de Ferraz et al (1995), ela é normalmente tratada como um fenômeno relacionado às características de desempenho ou eficiência técnica e alocativa envolvendo também condições macroeconômicas, sociais, político-institucionais e questões de infra-estrutura. Esta competitividade pode ser expressa na participação no mercado alcançada em certo momento que levará a uma posição mais competitiva.

Sob o ponto de vista de Carvalho (2005), a competitividade sistêmica é o modo de expressar o desempenho empresarial que depende, e é também resultado, de fatores situados fora do âmbito das empresas e da estrutura industrial da qual fazem parte, como a ordenação macroeconômica, as infra-estruturas, o sistema político- institucional e as características sócio-econômicas dos mercados nacionais. Todos estes são específicos a cada contexto nacional e devem ser explicitamente considerado

nas ações públicas e privado de indução de competitividade. Esta definição leva em conta não apenas os processos internos das empresas, mas também as condições econômicas gerais de mercado e de países.

A competitividade empresarial, segundo Ferraz et al (1985), pode envolver quatro áreas que vão desde a gestão, inovação, produção e recursos humanos. As atividades de gestão incluem tarefas administrativas, planejamento estratégico, suporte à tomada de decisão e finanças X marketing. As atividades de inovação compreendem esforços em P&D, transferência de tecnologias e intercâmbios nesta área. As atividades de produção referem-se às tarefas manufatureiras incluindo métodos de organização da produção e de controle de qualidade. A última área de recursos humanos contempla diversos aspectos que envolvem qualificação e flexibilidade da mão-de-obra.

Cada empresa apresenta um desempenho competitivo diferente onde as estratégias devem ser factíveis à necessidade organizacional sendo avaliados os fatores críticos para que se obtenha o sucesso na trajetória. Em outras palavras, estas estratégias empresariais envolveriam questões voltadas à capacitação, preço, venda ou diferenciação do produto em consonância com o padrão da concorrência vigente no mercado. (FERRAZ et al, 1985).

Quanto aos fatores determinantes da competitividade eles estão relacionados não somente à estrutura da indústria ou do mercado, mas também ao sistema produtivo como um todo. Na análise de Ferraz et al (1985), estes fatores estão divididos em três grupos:

1º) Fatores empresariais que são aqueles sobre os quais a empresa detém poder de decisão podendo ser modificado ou controlado servindo de auxílio no processo decisório. Envolvem gestão estratégica e questões de capacitação tecnológica e produtiva.

2º) Fatores estruturais são aqueles sobre os quais a capacidade de intervenção da empresa é limitada pela mediação do processo de concorrência, estando por isso apenas parcialmente sob sua área de influência.

3º) Fatores sistêmicos que são aqueles que constituem externalidades sobre as quais a empresa detém escassa possibilidade de intervir ou nenhuma, constituindo parâmetro do processo decisório. Estes fatores envolvem questões macroeconômicas, político-institucionais, legais e regulatórias até questões sociais, de infra-estrutura e inclusive internacionais.

3.7 CONSIDERAÇÕES

O capital social está relacionado com o potencial das pessoas em estabelecer conexões tornando-se uma força produtiva baseada em valores sociais ou recursos associativos. Estas variáveis levam a um processo contínuo e interativo de diferentes tipos de conhecimentos e habilidades cujas transferências unilaterais contribuem para que os atores se engajem para alcançar interesses impulsionando ações mais pontuais com a necessidade da região ou do APL.

Desta forma, a sinergia que se cria permite uma maior transparência fortalecendo relações e laços de confiança, cooperação e reciprocidade. O autor Franco, em suas obras, diz que o ser social possui uma tendência a cooperar interpretada como uma predisposição para gerar o capital social.

Na análise dos elementos do capital social a confiança é um instrumento para melhorar a eficiência das relações entre os agentes permitindo um comportamento mais estável, honesto e cooperativo que resulta em credibilidade e maior flexibilidade para as empresas tornando-se um comportamento básico do capital social. A reciprocidade implica numa relação contínua de troca tornando-se, segundo Franco, um componente altamente produtivo do capital social propiciando melhores condições de coibir o oportunismo e solucionar problemas de ação coletiva. O outro elemento do capital social, que é a cooperação, funciona como catalisador dos negócios e do próprio desenvolvimento porque há uma maior transparência nas relações permitindo elos dinâmicos que visam proporcionar e encontrar novas oportunidades.

Em relação ao empoderamento que as redes adquirem, busca-se conectar os atores e ações assegurando melhores condições estratégicas para o crescimento tanto

econômico como sustentável. Existe uma forte relação do capital social com APL onde os componentes permitem uma difusão de conhecimentos e inovações no âmbito de processos de interação e articulação entre agentes que ali se situam. O capital social e o APL, não se vinculam de forma automática sendo necessários um conjunto de fatores que levarão a uma interação cooperativa para o desenvolvimento local tornando-se uma peça importante na mobilização do contexto.

A relação do capital social com o desenvolvimento está na constatação de que este ambiente é propício a processos interativos e cooperativos sejam eles tanto de aprendizado, informações ou inovações. A partir deste contexto teremos melhores condições de competitividade cuja densidade das relações favorece processos de crescimento, quebra de paradigmas e de mudanças.

CAPÍTULO IV

COMPETÊNCIA TÉCNICA

Neste capítulo apresenta-se o início do debate sobre competência técnica e seus conceitos para então apresentar a relação da competência técnica com APLs e com o conhecimento que é gerado permitindo desenvolver habilidades e atitudes na melhoria de processos. A partir disto faz-se uma abordagem da competência técnica que leva à competência tecnológica.

INTRODUÇÃO

Atualmente, é cada vez mais importante o papel da competência técnica nas questões organizacionais, principalmente, em se tratando do atual estágio da competição empresarial, cercadas de decisões, riscos e incertezas. Nesse contexto, existem pessoas-chave que possuem competências importantes relacionadas a determinados negócios, tecnologias e mercados, e que podem contribuir com dados, informações e técnicas para elaborar e gerir projetos, realizar prospecção e construir cenários futuros para o(s) empreendimento(s).

Trazendo essa discussão para os Arranjos Produtivos Locais – APLs, tornam-se ainda mais importantes o papel dessas pessoas, com suas devidas competências, na formatação, desenvolvimento e visão do futuro dos APLs. A prospecção tecnológica e de mercado é uma ferramenta de gestão que exige certos conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para atingir o desempenho esperado e determinar o rumo, as estratégias e ações necessárias para promover o desenvolvimento sustentável desses APLs e suas respectivas regiões.

Independentes do negócio-chave do APL existem indivíduos dentro e fora do conglomerado que possuem competências que podem ser canalizadas. É preciso

identificar, conservar e estimular esses indivíduos a trabalharem suas competências e canalizarem suas ações abrindo a discussão sobre o futuro do negócio, da tecnologia envolvida e que pode vir a surgir, priorizando a inovação e a sustentabilidade da região.