1 ELITE E CULTURA POLÍTICA
1.3 UM MODELO INTERPRETATIVO
1.3.2 Capital Social e valores políticos
Passamos agora à sistematização do segundo elemento levantado para o entendimento da institucionalização e da cultura política desses arranjos políticos operantes na esfera pública: o capital social e a cultura política. Antes de mais, cabe salientar que o estudo do capital social a partir da noção de comunidade cívica (PUTNAM 1993) aponta para um tratamento mais localizado do tema da cultura política. Como demonstra Bruno Pinheiro Reis, Putnam identificou, sob o rótulo da civic community, um conjunto de características mensuráveis, presentes na sociedade, capaz de expandir formidavelmente o potencial de apoio de um sistema político, de expandir o "retorno" esperável pelo sistema a partir de suas próprias iniciativas. Segundo ele (REIS 2003, p. 43), Almond esperava ter proporcionado, a partir do seu esquema conceitual, uma base empírico-analítica para manejar-se o sempre escorregadio conceito de "cultura política". E Putnam é certamente um capítulo relevante da história desse conceito.
Putnam lança mão do conceito de capital social definindo-o como as características da organização social, como a confiança, as normas e os sistemas de participação coletiva, que contribuíram para aumentar a eficiência da
sociedade, facilitando as ações coordenadas (PUTNAM, 1996, p. 177)8. Essas representações de capital social seriam recursos que se multiplicam se utilizados e minguam se em desuso, o que leva Putnam à noção de círculos virtuosos e círculos viciosos, no sentido de que o usufruto desse capital representa um investimento nele mesmo9. Segundo Rennó (2003, 73-74), seriam basicamente dois os conjuntos de hipóteses da teoria do capital social, tal qual propõe Putnam:
a) A confiança interpessoal estimula a mobilização em torno de assuntos coletivos porque gera expectativas positivas acerca do comportamento de outros.
Na essência do conceito de confiança, de acordo com vários autores, está a idéia de reciprocidade. A tolerância política, por sua vez, é um sinal de que um indivíduo aceita diferenças de ponto de vista e respeita posições e preferências contrárias às suas; b) Pessoas que participam de associações da sociedade civil tendem a ter mais interesse por assuntos coletivos e investem mais tempo do seu dia em atividades que incluem interação com outras pessoas.
Para Putnam, a confiança interpessoal pode manar de duas fontes: as regras de reciprocidade e os sistemas de participação cívica. Segundo ele (1996, p. 188), numa sociedade caracterizada por amplos sistemas de participação cívica, na qual a maioria acata as normas cívicas, é mais fácil identificar e punir um desertor, de modo que a transgressão torna-se mais arriscada e menos tentadora. Em primeiro lugar, as regras são incutidas e sustentadas tanto por meio de condicionamento e socialização, quanto por meio de sanções. Normas
8 Cabe salientar que Putnam quer desvencilhar sua abordagem de um projeto moral: a cooperação se baseia numa noção muito viva da importância recíproca dessa cooperação para os participantes, e não numa ética geral da união entre os homens ou numa visão orgânica da sociedade (PUTNAM, 1996, p. 178). Essa aposta nas experiências de cooperação comunitária que depõem contra a lógica negativa da ação coletiva apostam num tipo de coerção informalmente estabelecida, pelos inúmeros compromissos assumidos entre os contratuantes, além da aposta na confiança como regra respeitada por todos.
9 A confiança inter-pessoal seria a responsável por essa capacidade capitalizadora, na medida em que seria proporcional à cooperação. A confiança deve ser bem entendida: ela implica uma reflexividade relativa ao comportamento do outro envolvido no processo. Contudo, o problema ganha dimensões maiores na medida em que os laços de cooperação vão se tornando mais impessoais. Putnam afirma que o círculo vicioso autoritário é não só um equilíbrio estável, mas também mais estável que a solução cooperativa do círculo virtuoso democrático. Isso porque a generalização da estratégia da não-cooperação incondicional sempre permanece como uma possibilidade de comportamento estável a longo prazo, uma vez alcançada – ao contrário da solução cooperativa, que dependerá sempre de uma taxa de desconto suficientemente baixa na preferência temporal dos atores, de modo a permitir que eles abram mão da possibilidade de um ganho imediato que seria propiciado pelo abandono da estratégia cooperativa, em nome de evitar-se um equilíbrio pior no futuro (ou seja, a cooperação universal é, na melhor das hipóteses, um equilíbrio condicional). Mais importante ainda: o contexto em que estão imersos os atores deverá permitir-lhes abrir mão de ganhos imediatos com alguma segurança de que não serão impedidos de desfrutar de seus ganhos esperados no futuro (REIS, 2003, p. 38).
que fortalecem a convivência social, segundo Putnam, “vingam porque reduzem os custos de transação e facilitam a cooperação. A mais importante dessas regras é a reciprocidade generalizada (idem, ibidem, p. 181), pois este tipo de reciprocidade concilia o interesse próprio (racionalidade de longo prazo) e solidariedade social (racionalidade de curto prazo), que geralmente vem associada à noção de intercâmbio social. Esta por sua vez incentiva a reciprocidade, encaminhando os dilemas da ação coletiva para uma solução alternativa, a da cooperação (sistemas de intercâmbio social horizontal que dependem das relações sociais pré-existentes, que podem conter características verticais, horizontais ou ambas). Em segundo lugar, os sistemas de participação cívica são encarados como uma forma essencial de capital social: quanto mais desenvolvidos forem esses sistemas numa comunidade, maior será a probabilidade de que seus cidadãos sejam capazes de cooperar em benefício mútuo. Os sistemas de cooperação exercem esse poder de cooperação porque:
a) Aumentam os custos potenciais para o transgressor em qualquer transação individual, pois aumentam a interconexão entre os jogos; b) Promovem sólidas regras de reciprocidade, reforçadas pela cadeia de relacionamentos que dependem do gozo da reputação de manter promessas e acatar regras de comportamento da comunidade; c) Facilitam a comunicação e melhoram o fluxo de informações sobre a confiabilidade de dos indivíduos, permitindo a difusão das boas reputações; d) Por fim, corporificam o êxito alcançado em colaborações anteriores, criando um modelo culturalmente definido para futuras colaborações.
Os sistemas de participação cívica estariam em relação de mútuo fortalecimento com as instituições políticas formais. Quanto mais horizontal for a interação dentro desses grupos cívicos, maior será a probabilidade dela favorecer positivamente o desempenho institucional, pelo fato destes terem maior possibilidade de abranger amplos segmentos da sociedade, fortalecendo assim, a colaboração comunitária, diferentemente dos sistemas de cooperação específica, e essa é uma das razões pelas quais as associações cívicas são parte tão importante do capital social de uma comunidade. A tese de Putnam é que tanto relações verticais como horizontais podem manter uma comunidade unida, mas o desempenho institucional será diferente, de acordo com a história e a trajetória de
cada comunidade, cuja cultura e regras informais mudam muito lentamente, mas influenciam no processo de configuração das estruturas formais, num processo de mutua-influência. Disso, Putnam conclui que o contexto social e a história condicionam profundamente o desempenho institucional, pelo lado da demanda por um bom governo por parte dos cidadãos, bem como pelo lado da oferta do governo representativo, que se beneficia dessa estrutura social.
Contudo, faz-se necessário salientar algumas dificuldades na metodologia empregada por Putnam. A primeira delas refere-se aos conceitos de capital social e de confiança intersubjetiva. Segundo Reis (2003), mesmo com o vasto estudo empírico de Putnam, o conceito de capital social permanece vago, portador de ambigüidades importantes que problematizam sua operacionalização teórica.
Conforme o caracterizamos como uma disposição atitudinal individualmente identificável ou como um atributo sócio-estrutural dependente do contexto (como a existência efetiva de redes de interação que venham a facilitar ações coletivas no interior do grupo), a natureza do argumento varia bastante – e muito especialmente o lugar nele ocupado por sua variável-chave, a confiança10 (REIS, 2003, p. 44-45). A perspectiva assumida neste estudo acompanha a solução proposta pelo autor:
se concebemos o capital social não como atitude individual, mas como um atributo da sociedade, dependente do contexto em que operam os indivíduos, então se impõe reconhecer a neutralidade moral do capital social, no sentido de que sua presença facilita a realização de objetivos pelos atores, sejam esses objetivos moralmente ou socialmente desejáveis ou não (...) Se isso é assim, então ganha relevância crucial não apenas a identificação da presença ou ausência de redes interativas propiciadoras de capital social no interior de uma dada sociedade, mas sobretudo sua tipificação e contextualização (Idem, Ibidem, p. 45).
Outra dificuldade refere-se à abordagem empírica de que ele se vale. As pesquisas quantitativas que embasam Making Democracy Work enfrentam o dilema
10 Relativamente ao conceito de confiança intersubjetiva, o autor salienta que ela mesma não é objeto de qualquer tentativa de mensuração empírica, de forma que não se pode sistematizar um índice de confiança interpessoal em Putnam, que a trata como um atributo individual que responde de maneira relativamente previsível (e, em princípio, relativamente homogênea) a certos estímulos do contexto social em que operam esses indivíduos, acabando por configurar uma síndrome coletiva a partir da qual se identificaria um indicador de certa “cultura política” específica (REIS, 2003, p. 46). De forma que confiança interpessoal pode assumir significados muito diversos para quem é inquirido a fornecer padrões de confiança.
de como tratar os diferentes tipos de associações cujas particularidades tal metodologia encobre. Paralelamente, há também em Putnam uma suposição implícita de que ser membro formal de uma associação significa, pelo menos até um certo nível, ser membro efetivo e atuante (FREY, 2003, p. 167). Portanto a representatividade efetiva que a teoria de Putnam maximiza seria questionável em sociedades complexas: as organizações e associações que Putnam considera mais adequadas para a promoção do espírito comunitário são exatamente aquelas que tendem a ser mais excludentes, a defender e preservar a ordem e os privilégios existentes e que muitas vezes trabalham em prol da privatização dos espaços e questões públicos (Idem, p. 168). Dessa forma, esta revisão da obra de Putnam indica que não podemos limitar nossas investigações à densidade das associações, mas que precisamos levar em consideração os tipos de associações e grupos sociais, a profundidade do envolvimento dos cidadãos em tais grupos, assim como a qualidade da relação estabelecida entre os cidadãos e grupos sociais, de um lado, e os governos e administrações públicas, de outro. Participação em movimentos e grupos sociais diferentes não podem ser consideradas como um fenômeno social único, e, portanto, combinadas indiscriminadamente em um único indicador. Tais entidades podem servir para mediar demandas políticas e sociais antagônicas, assim como envolver uma miríade de estilos distintos de mobilização (RENNÓ, 2003, p. 72).
Com isso, surgem novas perguntas: em que medida as organizações cidadãs são capazes de desempenhar um papel significativo em processos políticos de tomada de decisão? Existem formas de organizações cidadãs capazes de superar as tendências de fragmentação e atomização que caracterizam as comunidades locais? E como tais organizações podem efetivamente influenciar processos políticos de tomada de decisão? Enfim, os padrões de organização da sociedade civil revelam algo ao qual Putnam deixou de se referir, para além das experiências de fomento de capital social em que governos locais, comprometidos com a democratização do sistema político, procuraram reinventar as relações políticas por meio de inovações políticas institucionais: a) A possibilidade de existência de organizações tradicionais que dependem de práticas clientelistas e buscam fazer valer os seus interesses muitas vezes às custas de outras
organizações similares; b) Organizações que não se direcionam para práticas cívicas, como o crime organizado (nas quais a regulação por meio da ação governamental é deficiente ou inexistente) (FREY, 2003). Portanto, é fundamental direcionar a nossa atenção para a interface entre as instituições governamentais, os agrupamentos políticos da esfera pública e o capital social, a partir dos valores políticos da confiança e da cooperação intersubjetivas, associando a investigação aos estudos de cultura política11. Contudo, cabe uma ressalva importante
Aparentemente, haverá várias maneiras de procurar-se incorporar os matizes envolvidos na investigação do papel das associações na operação da democracia. Para além dos tipos de associação identificados segundo a natureza do issue tratado e a heterogeneidade social de seus membros, diversas variáveis podem em princípio ser consideradas (...). Seja como for, a consideração de todos esses matizes na análise da relação entre capital social e democracia recomenda-nos cautela ao tomarem-se indicadores nacionais (ou regionais) de capital social apoiados na agregação de dados de surveys em grandes médias, pois a adoção de tal procedimento pode-nos levar a perder de vista as complexidades envolvidas no problema (REIS, 2003, p. 45).
Uma alternativa que nos parece plausível para ajudar a suprir esse problema seria a de considerar de que maneira as crenças dos ativistas políticos que operam no interior agrupamentos políticos interferem na interação no interior das mesmas.
Parece evidente também que as crenças individuais influenciam as ações coletivas, e, com isso, a estrutura e o funcionamento de instituições e sistemas de participação política. Esses arranjos provavelmente necessitem uma crença muito mais difundida na desejabilidade do que necessitam estruturas verticais de poder. Para isso, recorremos a um clássico: Robert Dahl. No capítulo oitavo de Poliarquia entra no foco de Dahl o impacto exercido pelas crenças dos ativistas políticos no regime
11 Reis (2003, p. 46) conclui pela identificação de uma agenda de pesquisa promissora, mas ainda imatura, do ponto de vista tanto da operacionalização empírica da teoria quanto mesmo da especificação analítica precisa do significado de suas categorias centrais. E aqui parece operar um curioso paradoxo: Se o capital social aparece inicialmente como um conceito guarda-chuva um tanto vago e aparentemente intratável, sua origem em categoria analítica de significado razoavelmente preciso e larga tradição na economia parece propiciar-lhe uma pista por onde uma teorização minimamente sistemática pode avançar. Por outro lado talvez o oposto dê-se com o papel reservado à confiança nessa problemática, pois existe a possibilidade de que a precisão analítica do lugar da confiança no argumento venha a ser irremediavelmente comprometida pela polissemia em que se enreda. Será crucial, talvez, para a preservação de seu papel em uma teoria empírica da democracia, nos mostrar capazes de traduzir o que esperamos da confiança em padrões comportamentais observáveis.
democrático, com vistas à manutenção deste. Dahl supõe que é mais interessante estudar o fator das crenças políticas a partir dos ativistas porque estes estão inclinados, mais do que os demais atores a: a) Ter um sistema de crenças políticas moderadamente elaborados; b) Ser guiado por suas crenças políticas em suas ações; c) E ter mais influência nos acontecimentos políticos. Dahl acredita que essas crenças podem afetar a estabilidade ou mesmo ocasionar a transformação de regimes. Contudo, o próprio autor esclarece que seus critérios podem ser aplicados ao estudo de organizações políticas menores do que Estados Nacionais. Desta forma, teríamos em Dahl o seguinte encadeamento de influências:
Fatores determ. das crenças > crenças polit. > Ações polít. > Prob. de afetar >
funcionamento de arranjos políticos (Onde: > = Influenciam)
Ora, mas que tipos de crenças de ativistas afetam crucialmente as chances de funcionamento desses arranjos? Sigamos o caminho fornecido por Dahl.
Segundo ele, seriam basicamente as seguintes crenças: Legitimidade: Quanto maior a crença na legitimidade das instituições, maiores as chances de sucesso;
Autoridade: Uma Poliarquia tende a ser mais estável se os padrões de autoridade do governo forem congruentes com os padrões de outras instituições e associações do país. Ou seja, o que está em questão é o quanto a crença sobre a natureza das relações de autoridade é crucial para as chances de surgimento de diferentes tipos de governo. Eficiência diante de problemas críticos: As crenças sobre a eficácia governamental podem ser influenciadas não só pela performance do próprio governo, mas também pelos êxitos ou fracassos percebidos em outros governos, bem como pela socialização política à qual as pessoas são submetidas. A crença sobre a eficácia governamental pode reforçar, enfraquecer ou alterar as crenças sobre autoridade. [ Ações de governo > percebidas como (in)eficazes > crenças sobre seu padrão de autoridade reforçadas (enfraquecidas) ]. A socialização constrói um reservatório de expectativas que funcionam como amenizante em períodos de crise. Confiança: A confiança mutua favorece a poliarquia de três modos: a) exige
comunicação de mão dupla; b) Favorece a livre associação das pessoas para defenderem seus objetivos; c) Favorecem a confiança no adversário (institucionaliza o conflito). Em suma, regulamenta a participação. Por fim, a cooperação: As crenças sobre as perspectivas de cooperação e conflito podem ser observadas a partir de três padrões: a) crenças em extremo conflito (soma zero) – a estratégia é jamais cooperar; b) crenças em extrema cooperação – a estratégia é cooperar para evitar o conflito (tende a solapar algumas instituições da poliarquia, como os partidos); c) crenças em relações cooperativo-competitivas – busca de soluções mutuamente benéficas, legitimando-se certas doses de conflito e cooperação em instituições amplamente visíveis (o conflito é um elemento de uma ordem superior de cooperação e limitado por ela).
Como surgem essas crenças? Dahl distingue dois tipos diferentes de períodos de receptividade relativamente alta para a aquisição de crenças: a) a situação normal de socialização precoce e b) situação anormal, quando uma crença já adquirida se esvai, deixando um sentimento de perda. Segundo ele, os fatores que influenciam o conteúdo das crenças são: Intensidade da exposição a uma crença (importância de variáveis como a família, a cultura, a religião, a escola...);
Prestígio das idéias e crenças as quais se está exposto (posição estratégica dos intelectuais); Coerência com as crenças atuais adquiridas anteriormente (dimensão da aquisição de crenças ligada à autonomia individual); Coerência com experiência pessoal (Se as percepções da realidade, que derivam da cultura de origem, se chocam com as mantidas na nova crença à qual se está exposto, então, para reduzir a tensão, a pessoa precisa rejeitar uma ou outra. Rejeitar a nova crença é a atitude mais comum). Esses fatores podem também ser aplicados, com as devidas ressalvas, a grupos mais amplos (não apenas a indivíduos). Isso leva a Dahl à formulação de um paradigma. Quer tratemos de um individuo ou de um agrupamento de indivíduos, a chance de que esse ator venha a receber, cristalizar e estabilizar uma crença depende de:
a) O quanto o ator fica exposto à crença, que por sua vez; Exige que a crença tenha sido formulada e difundida para o ambiente do ator; e depende do grau de influência que os portadores da crença exercem em processos de socialização;
b) O relativo prestígio da crença, que depende: a) Do prestígio pessoal de seus defensores e adversários; e b) dos êxitos e fracassos das pessoas, organizações e instituições que simbolizam a crença;
c) O quanto a nova crença é coerente com as percepções do ator sobre a realidade na medida em que estas são configuradas pelas: a) Crenças atuais do ator; e b) Experiências do ator.
Enfim, um caminho que parece sólido para a sistematização da variável
“capital social” para o sucesso de arranjos políticos parece advir de uma sociologia das crenças dos ativistas que operam no interior desses arranjos. E tal sociologia parece encontrar nas indicações de Dahl um forte ponto de partida para sua operacionalização.