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09.02 CARACTERÍSTICA DO SETOR DE ATUAÇÃO

No documento Data-Base - 31/12/2001 (páginas 61-73)

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Panorama Geral

Desde a década de 1940, o aço tem sido de vital importância para a economia brasileira. Como resultado da interrupção no fornecimento de aço durante a Segunda Guerra Mundial e, em decorrência do modelo econômico adotado pelo Governo Federal, que visava a auto-suficiência das indústrias de base, o governo brasileiro iniciou o desenvolvimento da indústria siderúrgica nacional com a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional ("CSN"). A CSN foi constituída simultaneamente à Companhia Vale do Rio Doce ("CVRD"), que foi criada para explorar as vastas reservas minerais do país. A produção brasileira de aços planos permaneceu sob o controle estatal pelo período de quase 50 anos, enquanto o segmento de aços não-planos (aços longos) foi tradicionalmente controlado por empresas do setor privado, tais como o Grupo Gerdau.

Com o desenvolvimento da indústria de base no Brasil durante as décadas de 1960 e 1970, o governo criou a Siderurgia Brasileira S.A. – SIDERBRÁS, que monopolizou a indústria siderúrgica nacional durante o período. Em conseqüência da crise econômica da década de 1980, o acesso do governo brasileiro ao capital estrangeiro foi severamente restringido, o que limitou ainda mais sua capacidade de investimento no setor.

No início da década de 1990, o governo instituiu o Programa Nacional de Desestatização ("PND"), sendo eleita a indústria siderúrgica a primeira das indústrias de base a ser privatizada sob tal programa. Os maiores produtores de aços planos, que haviam operado na forma de empresas semi-autônomas, sob o controle da SIDERBRÁS, foram individualmente privatizados, a começar pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais – Usiminas, em outubro de 1991. Este processo perdurou até o ano de 1993 e resultou na liquidação da SIDERBRÁS, bem como no leilão de outras sete empresas (Companhia Siderúrgica do Nordeste – Cosinor, Aços Finos Piratini S.A., Companhia Siderúrgica de Tubarão, Companhia Aços Especiais Itabira – Acesita, Companhia Siderúrgica Nacional, Companhia Siderúrgica Paulista – Cosipa e Aços Minas Gerais S.A. – Açominas), criando, assim, um grupo de companhias operando eficientemente na indústria siderúrgica no Brasil.

O setor siderúrgico ocupa posição de destaque na economia brasileira, representando 2,0% do Produto Interno Bruto nacional (PIB) em 2001. Em 2000 (o ano mais recente em que os dados são disponíveis), o Brasil era o décimo maior exportador de aço do mundo, atrás de países como Japão, Rússia e Alemanha, com exportações de 9,6 milhões de toneladas, correspondentes a 3,2% do total das exportações mundiais. O Brasil, no entanto, é um país cujas importações de aço são quase insignificantes com exportações líquidas correspondentes a 8,7 milhões de toneladas.

Em 2000, o Brasil apresentou um total de exportações equivalent es a 9,6 milhões de toneladas, e importações correspondentes a 0,9 milhões de toneladas, o que, por sua vez, equivale a aproximadamente 6% do consumo no País. Em 2001, o consumo aparente foi de 16,7 milhões de toneladas, 6,0% superior a 2000.

O Brasil em 2001, foi o nono maior produtor mundial de aço bruto. e manteve-se na primeira posição entre os países da América Latina. A menor produção em relação a 2000, deve-se às paradas programadas para reforma dos altos-fornos da Açominas, Cosipa e CSN.

Até o primeiro trimestre de 2002, o Brasil manteve-se como primeiro produtor de aço bruto da America Latina,com uma produção de 7,0 milhões de toneladas, seguido do México, Argentina e Venezuela.

A indústria siderúrgica ocupa posição de destaque na economia nacional, com crescimento da participação na formação da renda agregada. Em 2000 apresentou substancial aumento do faturamento e do recolhimento de impostos e saldo positivo na balança comercial mas com pequena redução dos empregos diretos e crescimento dos terceirizados. Já em 2001, últimos dados disponíveis, os números apresentaram decréscimos, devido às paradas programadas para reformas na Açominas, CSN e Cosipa e, principalmente às menores exportações causadas pelo racionamento de energia elétrica. O faturamento do setor siderúrgico neste ano foi de US$ 8,6 bilhões, sendo o mercado interno responsável por US$6,5 bilhões e o externo pelo restante. O saldo da balança comercial mateve-se positivo, porém com redução de aproximadamente 19%. Os empregos próprios e terceirizados por sua vez aumentaram, chegando a 54 mil e 14,7 mil postos respectivamente.

Fonte: IBS; contendo alguns indicadores estimados pelo BNDES.

* Participação do faturamento líquido e impostos pagos pelo setor siderúrgico no PIB.

Mercado Siderúrgico

Após 1997, ano em que a siderurgia brasileira foi impulsionada pela aceleração do consumo interno de aço e pelo aumento nas exportações, o mercado siderúrgico enfrentou um novo cenário no período 1998/99. Com as sucessivas crises econômicas ocorridas no mundo e seus reflexos negativos na economia interna brasileira, esta tendência de crescimento não se manteve, ocorrendo queda de 1,5% na produção de aço bruto em 1998, como também reduções de 5,5% no consumo aparente e de 4,4% nas exportações de aço. Esta tendência manteve-se em 1999, com a produção de aço bruto decrescendo 3,0% e redução do consumo aparente de aço em 2,8%, obrigando a indústria a impulsionar as exportações em 14,6%. Em 2000, com a recuperação da economia interna, a produção siderúrgica voltou a crescer 11,5%, e o consumo aparente 11,9%, ocorrendo, por sua vez, queda das exportações em 4,1%, motivada, em parte, pelas barreiras protecionistas observadas em importantes países importadores. Em 2001, a produção de aço bruto decresceu em 4,1%, comparado a 2000, devido às paradas para reforma e aumento de capacidade nos fornos da Açominas, Cosipa e CSN. As vendas internas cresceram 5,1% comparadas ao ano anterior, porém com queda de 3,2% nas exportações, o que se deve ao enfraquecimento das exportações de produtos planos e às medidas adotadas para atender ao racionamento de energia elétrica. Neste mesmo período, as importações cresceram 15,8%, quando comparadas com 2000.

Em 2001 o Brasil ocupava a nona posição no ranking dos maiores produtores de aço bruto do mundo, apurado pelo IISI. A Gerdau foi a empresa brasileira melhor posicionada no ranking da Metal Bulletin, ocupando a 24ª posição, seguida pela CST, CSN e Usiminas na 39a, 42a e 43a posições, respectivamente, segundo os últimos dados disponíveis. A exemplo do ocorrido com a Gerdau, também poderá ocorrer aumento da internacionalização da siderurgia brasileira, tanto com maior participação de capitais externos no setor quanto com aquisições por empresas brasileiras de participações em unidades no exterior, facilitando acesso aos mercados mais protegidos.

Participação brasileira na produção Latino Americana de aço bruto

49,1% do Total 49,7% do Total 51,6% do Total

Exportações brasileiras 10,0 milhões de t 9,6 milhões de t 9,3 milhões de t

Contribuições : PIB * 1,7% 2,0% 2,0%

Impostos pagos US$ 1,3 bilhão US$ 1,8 bilhão US$ 1,6 bilhão

Empregos Próprios 52,9 mil 52,7 mil 54,0 mil

Empregos Terceirizados 8,3 mil 12,3 mil 14,7 mil

Faturamento US$ 7,9 bilhões US$ 10,0 bilhões US$ 8,6 bilhões

Mercado Interno US$ 5,6 bilhões US$ 7,4 bilhões US$ 6,5 bilhões

Mercado Externo US$ 2,3 bilhões US$ 2,6 bilhões US$ 2,1 bilhões

CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

IAN - Informações Anuais Data-Base - 31/12/2001 Reapresentação Espontânea

00398 -0 GERDAU S.A. 33.611.500/0001-19

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Siderurgia Brasileira

(Milhões de t)

Fonte: IBS – Estatísticas da Siderurgia (janeiro/ 2002)

Exportações, Importações e Preços de Produtos de Aço

As exportações siderúrgicas brasileiras apresentaram quedas seguidas em 1997 e 1998, especialmente devido à queda no consumo dos países asiáticos. Por outro lado, as importações siderúrgicas aumentaram substancialmente em volume, dobrando entre 1996/98. Em 1999, o valor das exportações siderúrgicas brasileiras apresentaram queda de 14,1% em dólar sobre as de 1998, atingindo US$ 2,3 bilhões, apesar do aumento de 14,6% do volume exportado, pois os preços médios sofreram drásticas reduções. Em 2000, observou-se a queda das exportações em volume, mas o seu valor foi maior, atingindo US$ 2,6 bilhões, face à melhoria nos preços praticados, especialmente nos semi-acabados. Nesse ano, o volume das importações cresceu substancialmente. O saldo na balança comercial foi de US$ 2,1 bilhões, contra US$ 1,9 bilhão de 1999.

Em 2001, o saldo da balança comercial continuou positivo, mesmo com menores volumes de exportações e com o crescimento das importações. Já no primeiro trimestre de 2002, as exportações foram de U$ 388 milhões e as importações foram de US$ 89 milhões, o que gerou um saldo positivo de US$ 299 milhões.

Exportações e Importações

(Mil t)

Fonte: IBS - Estatísticas da Siderurgia (janeiro / 2002 e abril / 2002), contendo algumas estimativas BNDES

Em 1999, os preços dos produtos exportados pelo Brasil apresentaram queda de 25,0% no preço médio FOB em dólar praticado. Devido ao crescimento da demanda na Ásia, Europa e EUA, os preços praticados a partir do segundo semestre de 1999 iniciaram uma recuperação, especialmente nos produtos planos e semi-acabados, atingindo, respectivamente, US$ 315/t e US$ 172/t segundo o IBS. Em 2000, os preços praticados nas exportações atingiram patamares mais elevados, com média anual de US$ 388/t e US$ 219/t, respectivamente para os produtos planos e semi-acabados. Em 2001, tais valores reduziram-se passando a uma média anual de US$378/t para planos e US$ 172/t para semi-acabados.

Discriminação 1997 % 97/96 1998 % 98/97 1999 % 99/98 2000 % 00/99 2001 % 01/00 Capacidade de Produção de Aço Bruto 30,0 0,0 30,0 0,0 31,0 3,3 30,0 3,2 33,0 10

Produção de Aço Bruto 26,2 3,6 25,8 -1,5 25,0 -3,0 27,9 11,5 26,7 -4,1

Consumo Aparente 15,3 52,8 14,5 -5,5 14,1 -2,8 15,8 11,9 16,7 6,0

Vendas Internas 14,7 15,6 13,6 -7,1 13,4 -1,3 14,9 11,2 15,7 5,1

Importação 0,8 110,1 0,9 13,2 0,6 -27,9 0,9 44,8 1,0 15,8

Exportação 9,2 -10,7 8,8 -4,4 10,0 14,6 9,6 -4,1 9,3 -3,2

Produtos 1998 % 98/97 1999 % 99/98 2000 % 00/99 2001 % 01/00 Jan/Fev (01) Jan/Fev (02) %02/01

Exportações 8.756 4,4 10.033 14,6 9.617 -4,1 9.291 -3,4 1,7 1,8 10,3 Semi–Acabados 5.426 -1,8 6.379 17,6 6.213 -2,6 6.365 2,4 1,1 1,4 24,5 Aços Planos 2.421 -3,4 2.417 -0,2 2.108 -12,8 1.494 -29,1 0,3 0,2 -23,9 Aços longos 637 -19,4 968 52 1.000 3,3 1.015 1,5 0,2 0,2 -24,0 Transformados 272 -2,9 269 -1,1 296 9,7 417 40,9 0,1 0,1 36,5 Importações 899 13,2 648 -27,9 938 44,7 1.076 14,7 125,7 137,2 9,2 Aços Planos 344 11,4 324 -6 486 50,2 619 27,4 1,1 0,5 -51,6 Aços Longos 329 71,7 211 -36,1 235 11,4 283 20,4 74,5 77,6 4,2 Semi-Acabados 8 -87,8 2 -66,3 112 4.330,10 74 -33,9 34,0 45,7 34,3 Transformados 218 -5,9 111 -49,1 105 -5,6 100 -4,8 16,1 13,4 -16,8

Fonte: IBS; – Informe Estatístico (janeiro / 2002 e abril / 2002)

Em 2000, as grandes siderúrgicas, a exceção da CSN, registraram aumentos significativos na produção de aço, com acréscimo no geral de 2,9 milhões de toneladas em relação a 1999, destacando-se os maiores crescimentos na Usiminas, Belgo Mineira, Açominas e V&M do Brasil (ex-Mannesmann). Já em 2001, devido as paradas programadas e ao racionamento de energia, a produção nacional decresceu. Dentro deste cenário, o setor de longos foi o mais positivo apresentando acréscimo de 5,1%. No primeiro trimestre de 2002, a produção nacional de aço bruto atingiu 7,0 milhões de toneladas, apresentando um pequeno decréscimo de 0,8% em relação ao mesmo período de 2001.

Produção de Aço Bruto por Empresa

(Mil t)

Fonte: IBS – Iinforme Estatístico (janeiro / 2002 e abril / 2002)

Produção de Aço Bruto

A produção brasileira de aço bruto cresceu de 22,6 milhões de toneladas, em 1991, para 27,9 milhões em 2000, com pequena queda em 2001, recuando para 26,7 milhões de toneladas.. Em 2001, o Brasil foi responsável por 51,6% da produção total de aço da América Latina, sendo o maior produtor da região e o nono maior produtor mundial de aço, cuja participação correspondeu a 3,2%. Nos primeiros dois meses de 2002 a produção de aço no Brasil representou 55,7% da produção da América Latina. Durante os últimos 11 anos, a produção mundial de aço bruto oscilou entre 720 e 847 milhões de toneladas. Em tal período, a produção brasileira representou de 3,1% a 3,5% da produção mundial. A tabela abaixo demonstra o histórico da produção de aço bruto e os dados relacionados nos períodos indicados.

Aço Bruto 25,8 -1,5 25 -3 27,9 11,5 26,7 -4,1 7,1 7,0 -0,8 Laminados 16,4 -5,7 16,8 2 18,2 8,5 18,1 -1,1 4,6 4,4 -3,9 Planos 10,4 -7,8 10,1 -2,6 11,2 10,8 10,6 -5 2,7 2,7 -2,4 Longos 6 -1,8 6,7 10,3 7 4,9 7,4 5,1 1,9 1,7 -6,0 Semi-acabados 6,9 2 7,1 4 7,6 6,4 7,7 1,3 1,8 2,2 20,4 Placas 5 10,6 5,4 9,4 5,6 3 5,9 5,5 1,4 1,7 23,1 Blocos, 1,9 15,3 1,7 -10,1 2 17,2 1,8 -10,6 0,5 0,5 12,4 Empresas 1998 % 98/97 1999 % 99/98 2000 % 00/99 2001 % 01/00 1T01 1T02 %1T01/1T02 CST – semi 3.818 2,8 4.414 15,6 4.752 7,7 4.784 0,7 1.159 1.190 2,6 Açominas – semi 2.330 -1,9 2.355 1,1 2.620 11,3 2.355 -10,1 513 542 5,6 CSN – planos 4.708 -1,8 4.851 3 4.781 -1,4 4.048 -15,3 1.008 1.011 0,3 Usiminas – planos 4.023 2,4 2.980 -25,9 4.438 48,9 4.620 4,1 987 919 -6,9 Cosipa – planos 3.519 -7,2 2.593 -26,3 2.746 5,9 2.460 -10,4 612 627 2,4 Acesita – planos 687 8,7 786 14,4 856 8,5 786 -8,2 134 118,5 -11,6 Gerdau – longos 2.974 -2,5 3.270 10 3.489 6,7 3.461 -0,8 834 730 -12,5 Belgo-Mineira – longos 2.157 1,9 2.267 5,1 2.571 13,4 2.668 3,8 660 659 -0,3 Aços Villares – longos 625 -16,3 632 1,2 660 4,4 601 -8,9 93,8 90,7 -3,3 V&M do Brasil – longos 433 -13,4 365 -15,7 519 42,2 500 -3,5 110,9 111,8 0,8

Outras – longos 486 -2,61 483 -0,6 433 -10,4 435 0,5 153 154 0,5

CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

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Produção de Aço Bruto

(Milhões de t)

Fonte: IBS Estatísticas da Siderurgia (janeiro/ 2002).

Produção de Laminados no Brasil

Os laminados são produtos de maior valor agregado, incluindo fio-máquina, vergalhões, barras e perfis. A tabela abaixo demonstra o histórico da produção no Brasil nos períodos indicados.

A produção de laminados planos apresentou quedas sucessivas nos anos de 1998 e 1999. Com a retomada do consumo em 2000, este segmento voltou a apresentar crescimento da ordem de 10,8%. Os laminados longos iniciaram movimento de retomada a partir de 1999, com continuidade em 2000, influenciado pelo aumento das suas exportações. Em 2001, mesmo com menores vendas no mercado externo, o setor de longos apresentou aumento de 5,1% na produção de laminados em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte IBS Informe Estatístico (janeiro/ 2002 e abril / 2002)

Produção de Laminados Longos

Os produtos laminados longos resultam do processo de laminação dos tarugos, sendo ofertados em aços carbono com baixo teor de ligas e aços ligados/especiais, incluindo-se os de alto carbono. Em aço carbono tem-se os produtos: perfis

Mundo EUA América Latina

México Brasil % Brasileiro na produção mundial 2001 845,5 90,1 51,8 13,1 26,7 3,20% 2000 847,4 101,5 56,1 15,7 27,9 3,29% 1999 788,4 97,4 51,0 15,2 25,0 3,17% 1998 777,5 98,7 51,4 14,2 25,8 3,32% 1997 799,1 98,5 52,4 14,2 26,2 3,28% 1996 750,3 95,5 50,1 13,2 25,2 3,36% 1995 750,5 95,2 47,8 12,1 25,1 3,34% 1994 725,3 91,2 46,0 10,3 25,7 3,54% 1993 727,7 88,8 43,6 9,2 25,2 3,46% 1992 719,7 84,3 42,2 8,5 23,9 3,32% 1991 733,6 79,7 39,6 8,0 22,6 3,08% Produtos Laminados

Planos Longos Total

(milhões de toneladas) 1T02 2,7 1,7 4,4 2001 10,6 7,4 18,0 2000 11,2 7,0 18,2 1999 10,1 6,7 16,8 1998 10,4 6,0 16,4 1997 11,3 6,1 17,4 1996 11,0 5,7 16,7 1995 10,6 5,5 16,1 1994 10,7 6,6 17,3 1993 10,0 6,5 16,5 1992 10,1 5,8 15,9 1991 9,4 5,5 14,9

A produção do Grupo Gerdau é realizada utilizando sucata, com redução em forno elétrico (no conceito de mini-mills), enquanto a da Belgo-Mineira é obtida em sua principal unidade, através de alto-forno a coque em operação desde 1999 (anteriormente este processo era feito através de alto-forno a carvão vegetal). O Grupo Belgo-Mineira controla ainda três unidades industriais (Piracicaba, Juiz de Fora e Cariacica) com processo tecnológico à base de forno elétrico e sucata, à semelhança do Grupo Gerdau. Gerdau e Belgo ganharam market share ao longo dos anos, por força da aquisição/incorporação de diversas empresas produtoras de laminados longos, razão pela qual apresentam crescimento nas produções ano a ano.

Produção de Laminados Longos por Empresa

(mil toneladas)

Fonte: IBS – Informe Est atístico (janeiro/ 2002 e abril / 2002)/BNDES e Gerdau

Prod. Laminados 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 1T02 Longos Comuns 5.280 4.951 4.612 4.834 5.369 5.467 4.366 4.749 5.044 5.124 5.749 5.871 6.210 1.478 Gerdau 1.805 1.635 1.845 1.940 2.126 2.563 2.296 2.389 2.577 2.572 2.831 3.048 3.031 666 Belgo Mineira 690 711 720 759 1.088 1.215 1.128 1.925 2.060 2.100 2.185 2.437 2.631 659 Mendes Junior 953 954 866 969 1.005 1.035 420 0 0 0 0 0 0 0 Outros 1.832 1.651 1.181 1.166 1.150 654 522 435 407 452 733 386 548 308 Longos Especiais 879 765 638 655 806 882 797 605 771 630 638 706 687 155 Villares/Metals 489 431 293 301 368 414 408 375 486 414 389 434 397 91 Gerdau 142 124 116 93 130 141 160 140 204 181 224 269 287 64 Acesita 112 118 121 107 132 122 102 27 8 2 3 3 3 0 Mannesmann 136 92 108 154 176 205 127 63 73 33 22 0 0 0 Tubos s/Costura 314 239 283 252 302 269 271 307 343 293 285 423 462 112 Mannesmann 300 228 270 237 284 257 262 297 335 281 273 410 445 112 Excell 14 11 13 15 18 12 9 10 8 12 12 13 17 0 Total Longos 6.473 5.955 5.533 5.741 6.477 6.618 5.434 5.661 6.158 6.047 6.672 7.000 7.359 1.745

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Produtores de Laminados Longos – 1T02

Belgo 38% Gerdau 46% Aços Villares 5% Barra Mansa 4% V&M do Brasil 6% Outros 1%

Fonte: IBS Informe Estatístico (abril/ 2002)

Observa-se no comportamento da produção de laminados no Brasil ao longo de uma série de 11 anos uma grande regularidade, na faixa entre 14 e 18 milhões de t/ano. Para o total dos laminados longos, este patamar tem variado entre 5,5 e 7,5 milhões de t/ano. Os laminados longos representaram 38,4% do total de laminados (planos e longos) em 2000. Em 2001, essa proporção aumentou, sendo os produtos laminados longos responsáveis por 40,9% do total. Já no primeiro trimestre de 2002, essa proporção caiu para 39,5%.

A indústria brasileira de laminados longos apresenta alto grau de concentração, com liderança da Gerdau e da Belgo Mineira nos longos comuns, com participações de 49% e 42%, respectivamente, em 2001, e 45% e 44%, no primeiro trimestre de 2002. Nos longos especiais, a Aços Villares e a Gerdau têm 58% e 42%, respectivamente (59% e 41% no primeiro trimestre de 2002). Esta concentração é resultado do processo de reestruturação que vem ocorrendo na indústria mundial de aço desde o final da década de 80 e que também atinge o segmento de longos no Brasil. A partir de dezembro de 2001, com a maior participação da Gerdau na Açominas, a Gerdau passou a deter 47% do mercado brasileiro de longos.

A Gerdau destaca-se por aquisições e participações em empresas no país, podendo-se ressaltar os movimentos envolvendo Usiba (1989), Piratini (1992) e Açominas (1997). O Grupo Gerdau também vem aumentando a sua internacionalização com aquisição de unidades na América Latina (Chile, Argentina e Uruguai) e na América do Norte (Canadá e Estados Unidos). Em setembro de 1999, a Gerdau adquiriu o controle acionário da AmeriSteel, produtora de vergalhões com quatro unidades nos Estados Unidos.

Durante o ano de 2000 também houve aumentos de participação na AmeriSteel (para 85%), Sipsa (para 72%), Sipar (para 38%) e Açominas (para 37%). Em 2001 a participação da Gerdau na Açominas aumentou, inicialmente, para 38% e, em 07 de dezembro de 2001, por meio de leilão realizado pelo Banco Central do Brasil, a Gerdau realizou uma oferta para aquisição da participação de 17,67%, ficando, assim, com 54,14% do capital total da Açominas

Em 31 de dezembro de 2001, o Grupo Gerdau anunciou a conclusão das negociações para a aquisição, por US$ 48,8 milhões, dos ativos operacionais da usina siderúrgica Birmingham Southeast, localizada em Cartersville, cidade a 102 quilômetros ao norte de Atlanta, no Estado da Geórgia. O negócio foi realizado por meio da AmeriSteel.

Por fim, em 30 de janeiro de 2002, a Gerdau anunciou um acordo com a empresa Natsteel, de Cingapura, para adquirir a totalidade da participação dessa empresa na Açominas, equivalente a 24,8%, mediante o pagamento de R$508,9 milhões, sujeitos à variação do dólar norte-americano até a data do pagamento. Referido acordo foi formalizado em 07/02/2002 e prevê que a Gerdau poderá exercer o direito de adquirir a participação da Natsteel até 09/09/2002 e efetuar o pagamento do valor acordado até dez dias após o término do prazo de preferência de 30 dias a que fazem jus os demais acionistas do bloco de controle. Caso, findo esse prazo, os demais integrantes do bloco de controle não exerçam esse direito de

Esta estratégia de internacionalização é justificada pelo fato de, no segmento de longos, a questão logística ser de grande importância, considerando não só o abastecimento da matéria-prima sucata, como o atendimento de mercados locais. Do mesmo modo, ressalta-se, no segmento de aços longos, a relevância da sinergia com o cliente visando ao atendimento de suas especificidades. Este fato reforça a tendência do Grupo Gerdau de verticalização com atuação na distribuição dos produtos através de centros de serviço.

A Belgo Mineira, controlada pela multinacional luxemburguesa Arbed, vem se reestruturando ao longo dos últimos anos com a incorporação de unidades no Brasil, incluindo o processo de arrendamento da Mendes Júnior. Em 2000, a Belgo adquiriu parte da Acindar na Argentina.

A Belgo, tendo como foco o cliente, redistribuiu sua produção criando subsidiárias especializadas nos diversos sub- segmentos. Além disso, vem investindo na formação de distribuidoras para produtos direcionados à construção civil e agropecuária.

O processo de reestruturação também atingiu o grupo Villares, que promoveu a sua racionalização, especialização e fechamento de plantas.

Os laminados longos comuns representam 84% do segmento de longos. Fio-máquina e vergalhões são os produtos mais significativos, representando 70% da produção de longos.

Custos de Produção

O custo de produção de aço no Brasil é um dos menores do mundo, tendo como principais vantagens os custos relativamente baixos de matéria-prima e mão-de-obra. O Brasil também usufrui do benefício de ter um mercado interno relativamente amplo. Tais vantagens são afetadas, até certo ponto, pela dependência de matérias-primas importadas, tais como o coque, utilizado pela usinas integradas, e pelos altos custos de financiamentos internos.

Consumo

O PIB em 2001 cresceu apenas 1,51%. Já em 2000, o crescimento foi de 4,87% e, respectivamente, de 0,8%, 0,2% e 3,3% em 1999, 1998 e 1997. O crescimento do PIB verificado em 2000 ensejou uma maior demanda doméstica de produtos siderúrgicos. As vendas totais internas, em conjunto com as importações, aumentaram mais de 21%, passando de 13,0 milhões de toneladas, em 1996, para 15,8 milhões de toneladas. A produção industrial brasileira cresceu em todos os setores da economia que apresentam elevado consumo de aço: automotivo, construção civil, bens duráveis e empreendimentos agrícolas. Em 2001, o consumo aparente foi de 16,7 milhões de toneladas, 6,0% maior que o mesmo período do ano anterior, sendo este aumento menos relevante devido, em parte, à acentuada queda da produção industrial, ao racionamento de energia, à alta das taxas de juros e à instabilidade econômica e política internacional.

CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

IAN - Informações Anuais Data-Base - 31/12/2001 Reapresentação Espontânea

00398 -0 GERDAU S.A. 33.611.500/0001-19

09.02 - CARACTERÍSTICA DO SETOR DE ATUAÇÃO

15/01/2003 12:31:16 Pág:

9

Consumo Aparente de Produtos Siderúrgicos

(Mil t)

Fonte: IBS; Estatísticas da Siderurugia (janeiro/ 2002), contendo estimativas BNDES

Panorama Industrial – Brasil e Exterior

Desde os anos 40, o aço tem sido de vital importância para a economia brasileira. Como resposta à interrupção no fornecimento deste recurso durante a Segunda Guerra Mundial, o governo brasileiro incentivou o desenvolvimento da indústria siderúrgica no país através da constituição da Companhia Siderúrgica Nacional ("CSN"), produtora de aços planos, e da Companhia Vale do Rio Doce, uma extratora de minério de ferro. Durante quase 50 anos sob o controle estatal, o setor de aços planos brasileiro foi coordenado em bases nacionais e monopolísticas pela Siderbrás. O Estado teve sua atuação bem menor em relação aos setores de não-planos, os quais foram tradicionalmente constituídos por companhias menores do setor privado como a Gerdau. Resultado de uma crise econômica no ano de 1980, o acesso do Governo brasileiro ao capital estrangeiro foi severamente restringido, impedindo novos investimentos estatais no setor siderúrgico.

No ano de 1990, o Governo brasileiro designou a indústria de aço como a primeira a ser privatizada no país. A partir de 1991, as empresas produtoras de aços planos, as quais operavam como companhias semi-autônomas sob o controle da Siderbrás, foram privatizadas. Hoje, a indústria de aço brasileira é composta por 12 companhias, todas privadas, com uma capacidade anual instalada de aproximadamente 33 milhões de toneladas, que produz uma ampla gama de produtos de aços planos, não-planos.

O Brasil exporta grande parte de sua produção. Em 2001, a indústria siderúrgica brasileira exportou cerca de 9,3 milhões

No documento Data-Base - 31/12/2001 (páginas 61-73)