4.2 Fase II – As entrevistas
4.2.3 Caracterizando os sujeitos no campo e as escolas
Neste tópico, apresentamos uma breve caracterização profissional dos entrevistados, conforme disposto no quadro 7 e na sequência, pareceu-nos oportuno caracterizar de forma resumida as escolas onde o trabalho de campo se desenvolveu e o contexto em que as instituições se encontravam no momento da realização das entrevistas.
Quadro 7: Caracterização individual dos entrevistados
Participante/ Polo Tempo dedicado ao magistério Formação inicial Tempo de trabalho na escola Cargo exercido na escola Tempo de atuação no cargo atual Forma de acesso ao cargo Data de realização da entrevista Tempo de duração da entrevista G1
Ipatinga 20 anos Geografia 10 anos
Direção
E1 6 anos
Indicação
e eleição 20/06/2018 56 minutos G2
Caratinga 6 anos Pedagogia 5 anos
Supervisão pedagógica
E2
5 anos Concurso 25/06/2018 1 hora e 20 minutos G3
Ouro Preto I 23 anos História 20 anos
Direção
E3 14 anos Eleição 26/06/2018
2 horas e 50 minutos G4
Ouro Preto II 22 anos
Comunicação
Social e Letras 8 anos
Direção
E4 7 anos Eleição 26/06/2018
1 hora e 10 minutos G5
Bom Despacho 15 anos
Educação Física 9 anos Vice direção E5 9 anos Indicação e eleição 28/06/2018 1 hora G6
Uberaba 18 anos História 12 anos
Direção E6 10 anos Indicação e eleição 02/07/2018 1 hora e 47 minutos G7
Montes Claros 19 anos Pedagogia 11 anos
Vice direção E7 4 anos Indicação e eleição 04/07/2018 1 hora e 35 minutos G8
Sete Lagoas 25 anos
Normal
Superior 24 anos
Vice direção
E8 6 anos Convite 09/07/2018 50 minutos Fonte: Elaboração própria.
A Escola 1
A escola, que funciona desde 1967, localiza-se no centro de um bairro cuja região é caracterizada pela presença do tráfico de entorpecentes. De arquitetura comum, o prédio é cercado por um muro alto que esconde totalmente suas dependências internas. O edifício é térreo e o corredor de entrada é ladeado à direita, por uma parede coberta por um jardim vertical feito com garrafas pet que ocupam quase toda a sua extensão e à esquerda, pelas dependências das salas da secretaria e de professores, cujo acesso e comunicação para quem chega à escola, se dá por meio de grandes janelas. Há também na entrada, à direita, além da quadra de esportes coberta, pequenas mesas redondas de concreto com tabuleiros de xadrez estampados em sua superfície, utilizados pelos alunos em momentos de lazer. A escola é toda pintada em tom pastel rosa e seu interior é circundado pelas salas de aula tendo ao centro, um pequeno pátio também coberto. É considerada uma escola pequena, acolhendo cerca de 490 alunos do Ensino Médio, nos turnos matutino e vespertino. Seu quadro de funcionários é composto por 40 pessoas.
No dia e horário combinados, a pesquisadora chegou à escola e foi recebida por uma funcionária que a encaminhou até a gestora (G1) que já a aguardava em sua sala. Era período de greve dos servidores estaduais da educação e havia poucos alunos na escola nesse dia, alguns na quadra de esportes e outros na sala de aula. Em sua sala, G1 estava às voltas com vários papeis, sentada diante de uma mesa pequena e trabalhando em um computador. Ao perceber a proximidade da pesquisadora, levantou-se para cumprimentá-la e explicou que estava envolvida com as planilhas de prestação de contas da escola, naquele dia. Ao sentar-se para ser entrevistada, não retornou à cadeira de antes, optando por ocupar outro assento entre a mesa do computador e outra mesa maior, posicionando-se de frente para a pesquisadora. Parecia segura e satisfeita em conceder a entrevista. A entrevista foi interrompida, algumas vezes, para que G1 pudesse assinar alguns papeis trazidos pela secretária, responder a alguns questionamentos, atender a um telefonema pessoal de forma breve e para que a funcionária da cantina trouxesse um lanche para ser degustado durante o encontro. O clima entre G1 e os demais funcionários da escola pareceu amistoso e de muito respeito entre ambas as partes.
A Escola 2
A segunda entrevista ocorreu também no período da tarde, na escola localizada na região urbana do município de São Pedro dos Ferros, vizinho dos municípios de Rio Casca, Raul Soares e Abre Campo, o município se situa a 12 km a Sul-Oeste de Raul Soares.
A escola, que funciona desde 1964 e onde a entrevistada (G2) atua como supervisora pedagógica há seis anos, é cercada por um muro pintado de vermelho escuro que não oculta das pessoas que transitam pela avenida a faixada azul da escola, já que esta fica em um terreno de nível mais alto que o da rua. O edifício é de um só pavimento e ao adentrar o portão, depara-se com um jardim bem cuidado e alguns degraus de acesso à entrada do prédio todo protegido por grades nas janelas e portas, onde estão localizadas salas de aula, a sala de coordenação pedagógica e a cantina, logo na entrada. A sala da direção e a secretaria têm acesso pela parte externa da escola, antes da entrada para o pátio interno. Foi possível observar que no interior da escola existe uma grande área de convivência e a escola é toda coberta por telhas coloniais. A escola acolhe cerca de 590 alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, além da Educação de Jovens e Adultos, nos turnos matutino, vespertino e noturno. Seu quadro de funcionários é composto por 65 pessoas.
No dia e horário combinados, a pesquisadora chegou à escola ao mesmo tempo em que a entrevistada e o primeiro encontro das duas foi na avenida, em frente ao prédio da escola. Como já dito anteriormente, era período de greve dos servidores do estado e G2 havia explicado, nos
contatos realizados por telefone e WhatsApp que em virtude da greve, estaria lá naquele dia apenas para conceder a entrevista. Já nas dependências da escola, G2 apresentou a diretora e as funcionárias da cantina para a pesquisadora e em seguida conduziu a entrevistadora até o local onde a entrevista aconteceria, a sala de coordenação pedagógica. Trata-se de uma sala de tamanho médio, equipada com computador, mesa e alguns armários. G2 posicionou-se em uma mesa com duas cadeiras em lados opostos da mesa. Foi possível perceber que a entrevistada estava um pouco ansiosa e tímida. Durante a entrevista, a diretora da escola fez três interrupções: na primeira para expor que era egressa do Programa também, mas pela Universidade Federal de Viçosa; a segunda interrupção foi para convidar-nos para um café e, na terceira vez, para solicitar informações a respeito de cursos de Mestrado na área de Administração Escolar, pois ambas, diretora e supervisora pedagógica, têm interesse em continuar sua formação.
A Escola 3
A terceira entrevista foi realizada no período da tarde e foi a mais longa de todas, com duração total de 2 horas e 49 minutos, além do tempo que foi necessário aguardar pela chegada do entrevistado. Durante os contatos telefônicos com o gestor dessa escola (G3) o mesmo se mostrou empolgado em participar da pesquisa, entretanto, no dia e horário combinados pareceu haver se esquecido e não estava no local, quando a pesquisadora lá chegou. O vice-diretor foi quem a recebeu e não pareceu muito receptivo, tendo sido um pouco ríspido ao solicitar que a pesquisadora aguardasse na sala de professores, enquanto, tentava contato telefônico com o diretor. Houve demora para conseguir localizar G3, que só utiliza o celular de modelo antigo de forma convencional e não tem redes sociais ou outra forma mais facilitadora para estabelecer contato ou para ser localizado. Enquanto aguardava, a pesquisadora aproveitou o momento para observar um pouco mais atentamente as dependências da escola até onde sua vista pudesse alcançar. Após meia hora de espera, chegou um funcionário muito solícito que se ofereceu para mostrar todo a instituição. Durante o trajeto, foi possível observar que se trata de um prédio muito amplo e com uma boa infraestrutura. A sala dos professores é consideravelmente grande e muito bem equipada com banheiros e uma minicozinha provida de pia, geladeira, armário e micro-ondas. Havia também computadores, armários, muitos livros e materiais didáticos e uma grande mesa retangular ao centro com várias cadeiras ao redor e nos cantos, enormes poltronas confortáveis, tudo em bom estado de conservação e acessibilidade. As salas de aulas também eram amplas e pintadas na cor verde sem nenhum sinal de depredação ou vandalismo e muito limpas. As carteiras e o quadro branco também estavam muito bem conservados. A esse
respeito, o funcionário explicou que G3 não tolera nenhum tipo de depredação do patrimônio na escola e trata essa questão com “mãos de ferro”.
As outras dependências da escola, como sala da direção, secretaria, sala da vice direção e cantina também são muito espaçosas e muito bem estruturadas. É possível observar que no
hall de entrada existem vários pôsteres com imagens de obras de arte famosas, como por
exemplo, uma réplica do quadro Monalisa do pintor italiano Leonardo da Vinci, entre outras. Existe, nas dependências da instituição, uma pequena casa na qual reside uma funcionária que, conforme explicaram o funcionário e o diretor, foi uma das pessoas que ajudou a limpar o terreno para a construção da escola e trabalha com eles há muitos anos. A escola é equipada com sanitários para os alunos e para os professores, sanitário adequado à alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, laboratório de informática, duas bibliotecas, duas quadras cobertas de esportes e uma grande sala para diretoria. A instituição conta também com um espaço virtual para interação de professores, funcionários, direção, alunos e pais da comunidade escolar.
A escola (E3) localizada no município de Belo Horizonte, funciona desde o ano de 1963 e acolhe 2.263 alunos das séries finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e supletivo nos turnos matutino, vespertino e noturno. Seu quadro de funcionários é composto por 180 pessoas.
Quando o funcionário estava no meio da apresentação do espaço da escola, G3 chegou, no horário de almoço. O entrevistado chegou e a pesquisadora já o encontrou em sua sala, acomodado e com um semblante austero. Estava sentado, em uma mesa com cadeiras em lado oposto ao que seria ocupado pela pesquisadora, numa sala ampla, confortável e bem equipada com computador, armários, vários souvernirs e troféus distribuídos em prateleiras espalhadas pelas paredes e em algumas bancadas. O ambiente era muito aconchegante e com características bastante pessoais. Mais tarde, foi possível saber que o gestor fica a maior parte de seu tempo, inclusive aos finais de semana na escola, que é localizada numa área de forte movimento do tráfico de entorpecentes, segundo as palavras do próprio entrevistado.
Durante a realização da entrevista ocorreram algumas interrupções, uma delas pelo funcionário que havia apresentado a escola à pesquisadora para falar com o diretor sobre documentos que levaria para a Superintendência. Outras interrupções partiram de pessoas da cantina para falarem a respeito de merenda e por outras pessoas que queriam apenas cumprimentar o gestor. Inicialmente, ele as recebia com o mesmo semblante com o qual recebeu a pesquisadora, entretanto, logo parecia mais receptivo. Em todas as interrupções, ele solicitou que a gravação da entrevista fosse pausada, sempre com voz de comando, porém, com muita educação.
A Escola 4
Localizada no município de Ribeirão das Neves, município pertencente à região metropolitana de Belo Horizonte, é o sétimo município mais populoso do estado, reunindo 331.045 habitantes. A escola (E4), num primeiro momento não causa uma boa impressão, dado o aspecto de seus muros altos encobertos por várias pichações e de uma guarita de vigilância localizada num ponto alto da entrada, cujo chão é coberto por uma fina poeira de cor avermelhada, já que esse pequeno espaço não possui calçamento assim como o restante da rua. O interior da escola, entretanto, revela-se um ambiente mais agradável e acolhedor, com jardins gramados e cheios de roseiras bem cultivadas entre as salas de aula e uma horta cultivada pelos próprios alunos, segundo informações da diretora. O clima é de organização e os alunos do turno vespertino parecem ser crianças tranquilas. Existe na escola o projeto de uma área de convivência para os alunos que já está em fase de construção. Trata-se de um cantinho com bancos e mesinhas, bem ao estilo de uma praça de recreação para que os alunos possam socializar durante os intervalos e para a realização de atividades extraclasse. O refeitório ao lado dessa área conta com duas grandes mesas e bancos retangulares para que os alunos possam merendar e atrás da cantina, existe uma grande quadra coberta.
Nessa escola foi realizada a quarta entrevista, também no período da tarde. Ao chegar à escola a pesquisadora foi recebida por um funcionário que, segundo a gestora, é o seu braço direito e o esquerdo também. G4 já aguardava em sua sala para a entrevista. Trata-se de uma sala ampla, com pouca iluminação, poucos armários, duas mesas, uma máquina fotocopiadora e algumas coisas amontoadas nos cantos. Localizada no início do corredor das salas de aulas, esse ambiente é dividido para as funções da direção e de produção de cópias de materiais. A gestora foi muito receptiva e muito simpática e logo se acomodou numa mesa também com dois lugares em lados opostos.
Solicitou à funcionária que interrompesse por um período o uso da máquina fotocopiadora, que ela se ausentasse por um tempo e que mantivesse a porta fechada por causa do barulho e das interrupções, que, ainda assim, ocorreram, algumas vezes, por alunos que solicitavam alguns materiais e informações em nome da professora, pela supervisora pedagógica, buscando informações sobre uma funcionária e por um membro da comunidade que veio para cumprimentá-la. Nesses momentos foi possível perceber que a gestora, ao se dirigir aos funcionários, mescla doçura e firmeza em sua forma falar, é querida pelos alunos e se dirige a eles com muito carinho. Não se via, nos corredores, um grande movimento de alunos e, apesar de ainda viger o período de greve, as salas de aula estavam cheias, pois a maioria dos
professores dessa escola já havia deixado o movimento e retornado à escola. Ao final da entrevista, G4 convidou a pesquisadora para conhecer a escola e foi possível realizar algumas observações e confirmar algumas das questões levantadas pela diretora durante a realização da entrevista descritas acima.
A escola acolhe 1.343 alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e supletivo nos turnos matutino, vespertino e noturno. Seu quadro de funcionários é composto por 107 pessoas.
A Escola 5
Esta escola foi o local onde ocorreu a quinta entrevista no período da tarde. Foi uma das entrevistas mais agradáveis, dado o clima de tranquilidade e de coleguismo existente entre as pessoas do local e a simpatia do entrevistado, sempre muito sorridente e entusiasmado. E5, localizada numa ampla rua de Divinópolis, é cercada por um muro azul que deixa exposta boa parte de sua fachada. Fica num ponto alto da cidade e sua frente é embelezada por várias árvores de diversas espécies e tamanhos. Ao chegar, a pesquisadora foi recebida por G5 na janela de acesso entre a entrada e a secretaria e, ao ser convidada para entrar, viu-se dentro de um ambiente marcado por símbolos e imagens da Igreja Católica.
Localizada na área central do município a escola apresenta um aspecto acolhedor e ótima organização. As dependências do prédio da escola são amplas e se encontram em boa conservação de estado. A biblioteca é muito organizada com vários volumes, aconchegante e conta com um cantinho de leitura, composto por alguns “pufes” e um tapete para acomodação dos alunos que, segundo as informações disponibilizadas pelo entrevistado durante a visitação, são conduzidos pelas professoras em momentos agendados. No momento em que visitávamos a biblioteca, chegou um grupo de alunos animados para a roda de leitura, que eles chamam de “saraus”, promovidos pelas professoras e pela funcionária da biblioteca. Os únicos aspectos negativos em relação à infraestrutura é a quadra da escola que não é coberta e um pequeno trecho do pátio da escola em que antes funcionava uma área de convivência e, hoje, corre risco de desabamento do solo, sendo assim, vetado aos alunos transitarem por aquele espaço. Segundo o vice-diretor (G5), não será possível cobrir a quadra por uma questão de erro nas medidas que não condizem com as medidas oficiais exigidas pelo estado.
Durante a entrevista aconteceram algumas interrupções por parte de funcionários da secretaria e da supervisora pedagógica para solicitação de informações a G5, que se mostrava simpático e educado com todos, inclusive com os alunos, que parecem estabelecer uma relação amigável e de confiança com ele. Ao final da entrevista, G5 se ofereceu para mostrar toda a
escola para a entrevistadora e aproveitou o momento para lhe apresentar algumas pessoas da escola, como o ATB financeiro, algumas funcionárias da secretaria, a supervisora pedagógica e a diretora, que pareceu depositar confiança em seu colega de trabalho.
Funcionando desde o ano de 1960, a escola acolhe 500 alunos do Ensino Fundamental nos turnos matutino e vespertino, funcionando com 4 turmas de tempo integral com 120 alunos.
A Escola 6
Esta entrevista aconteceu no município de Uberlândia, na parte da manhã, em uma segunda-feira, dia de jogo de futebol do Brasil contra o México na disputa pelo Campeonato Mundial. A pesquisadora chegou bem cedo ao local, por volta das 7 horas da manhã, pois às 10 horas começaria o jogo e a diretora (G6) já havia informado que, neste horário, ficaria complicado participar da pesquisa. Ao chegar, a gestora já aguardava a pesquisadora em sua sala, pronta para conceder a entrevista. A pesquisadora foi recebida na porta por um simpático funcionário que a encaminhou até a sala onde estava a gestora e, após os cumprimentos iniciais, numa espécie de antessala da diretoria, entrevistada e entrevistadora se acomodaram numa mesa ampla com cadeiras confortáveis posicionadas em lados opostos, da mesma forma como na maioria das outras entrevistas.
Durante parte da entrevista, a diretora tentou ser cuidadosa em suas colocações, porém, passado algum tempo ela pareceu ficar um pouco mais à vontade para falar. Haviam poucas pessoas na instituição naquele dia, pois além do jogo, havia, ainda, a questão da greve no setor educacional, portanto, nessa entrevista houve apenas uma única interrupção, quase ao final do processo quando um funcionário veio dar um recado para a gestora, mas foi um momento muito breve.
Localizada numa ampla avenida de Uberlândia, a escola é cercada por dois muros. O primeiro, bem ao nível da rua, é construído em tijolos vermelhos e uma parte de cerca em tela que proporciona uma ampla visão, tanto para quem está do lado de dentro da escola, que pode observar parte do que acontece no exterior, quanto para quem vem de fora, que pode ver parte do local. Nessa primeira parte externa da escola tem-se uma grande área de grama verde e várias árvores de grande, médio e pequeno porte que circulam quase todo o perímetro em torno do prédio. Do lado direito há um grande estacionamento onde funcionários e alunos guardam seus veículos durante os períodos das aulas. O jardim é muito bem cuidado e algumas árvores de pequeno porte recebem uma poda diferenciada, o que deixa ainda mais bonita a frente da instituição. A escola é muito bem sinalizada com grandes letras brilhantes confeccionadas em aço inox formando seu nome numa grande parede.
Logo após atravessar o primeiro portão, poucos metros adiante, passando por uma passarela encontra-se o segundo portão, que dá acesso ao interior do prédio da escola. O prédio, todo em alvenaria de tijolos vermelhos e com telhado colonial tem um hall de entrada e em suas laterais algumas salas onde funcionam a sala de professores, a secretaria e a sala da direção que está posicionada estrategicamente no centro da escola, com grandes janelas para que quem estiver sentado no interior dessa sala, possa ter uma visão privilegiada de todas as salas da aula e de quem entrar ou sair do prédio da escola. Quase toda a escola pode ser monitorada de dentro dessa sala através da janela e da porta.
Do outro lado, atravessando um grande e belíssimo corredor de tijolos vermelhos, se encontra a cantina da escola, também organizada e com um amplo espaço para que os alunos possam merendar e aproveitar os intervalos e momentos de descontração. Em funcionamento desde o ano de 1979, a escola acolhe 78 funcionários e 945 alunos nos turnos matutino, vespertino e noturno, nos ensinos fundamental, médio e na Educação de Jovens e Adultos.
A Escola 7
A sétima entrevista aconteceu numa quarta-feira, no período matutino, na escola localizada numa avenida movimentada da região central de Montes Claros. A instituição é