Nunca deve o Venerável Mestre louvar-se nos exemplos profanos, mesmo que de experiências bem sucedidas, pois que tendo a Maçonaria leis próprias, qual-quer atitude de fora desvirtuará seus métodos. As táticas profanas com a finalida-de finalida-de aprovar ou recusar uma proposta ou ifinalida-deia será incompatível com o espírito maçônico e jamais um Guia de Fraternidade deve admitir esse desvirtuamento.
Em Maçonaria a tradição fala mais alto, cujo princípio surgiu ao natural, sem se saber onde nem quando, mas com certeza, com bases solida assentadas no primor-dial, no Totem símbolo e protetor da nossa coletividade, que originou tudo o que se pode denominar Ordem Maçônica.
A joia do cargo de Venerável Mestre, usada pelo Rito Escocês Antigo e Aceito, adotado pelas Lojas jurisdicionadas à Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, é representada pelo Esquadro, oriunda do Rito de York (Inglês), o qual tem como companhia o Rito Schroeder (Alemão). Entretanto a verdadeira joia do Rito Escocês Antigo e Aceito, usada pela maioria dos Sereníssimos Grão-Mestes da Glesp e por Lojas de outras potencias é formada pelo compasso sobre o Esquadro, circun-dando as pontas daquele, abertas em 45º (metade do ângulo reto), um arco correspon-de a ¼ correspon-de circulo, ou a uma estação do ano. No centro do compasso e Esquadro fica o Sol radiante, com seus raios vivificadores, tendo ao meio o Olho que tudo vê.
O Esquadro usado pelo Venerável Mestre interpreta-se como joia de alto signifi-cado simbólico, ressaltando o senso de retidão, que deve nortear a conduta do diri-gente. Esta joia é a representação do quadrado, que por sua vez é o símbolo da Terra.
Interpreta-se que o Esquadro é usado pelo Senhor da Terra porque sabe esquadrinhá-la, assim, também o Venerável Mestre, chefe da Loja, sabe usar esse instrumento para ensinar a medida exata, necessária ao aperfeiçoamento do Maçom.
O Venerável Mestre exerce duas funções bastante distintas: uma, de gerenciar ao administrar a Loja, semelhante a uma instituição profana que obrigatoriamente, possui registros como uma sociedade comum, que tem patrimônio, que tem res-ponsabilidades a cumprir; a outra refere-se ao governo da Loja em Templo, a fim de atender os dispositivos iniciáticos: fazer maçons, orientá-los, aperfeiçoá-los, para a gloria do Grande Arquiteto do universo. bem diferente, portanto, os dois aspectos de dirigir uma Loja, o que corresponderia dizer que está incurso no sis-tema profano e até fácil solucioná-los, porém o outro, que diz respeito ao objetivo, ao espiritual, ao transcendental, além de ser complexo, exige preparo e conheci-mentos, que só a experiência maçônica pode conferir.
Por essa razão, além das funções constantes do Regulamento Geral e normas ritualísticas da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo ou de outra Potência, se for o caso, vamos numerar outras importantes para o bom desempe-nho da função:
1. Instruir-se nas leis e tradições maçônicas, estudando os Landemarques, constituição de Anderson, constituição e Regulamento Geral da Grande Loja, Estatuto e Regulamento Interno da Loja, Rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito e velar pelo seu cumprimento.
2. Dirigir a Loja em toda sua plenitude, consciência e zelo até o ato de ins-talar o seu sucessor.
3. Ser o guarda fiel da carta constitutiva, conduzindo-a aos trabalhos para a abertura da Loja e retirando-a ao final.
4. Nomear seus auxiliares administrativos e litúrgicos, assim como as comis-sões, para o bom funcionamento da Loja, destituindo-os quando julgar oportuno.
5. Proceder as eleições regulamentares, constituindo a Mesa Eleitoral com o Guarda da Lei e o Secretário, realizando a apuração devida e proclamando o resultado á Loja.
6. Decifrar as colunas Gravadas colhidas pela bolsa de Propostas e Informações, ao ser aberta a Ordem do Dia, salvo as que poderão ficar sob malhete, para melhor reflexão.
7. convocar, por intermédio do Secretário, as Assembleias e Sessões impor-tantes da Loja.
8. Informar, com a devida antecedência, o seu substituto – o Ex-Venerável Mestre mais moderno, ou o 1º Vigilante – quando não puder comparecer, porém sendo o responsável pela Loja.
9. Retirar a palavra ou cassá-la, quando algum irmão se tornar inoportuno, a bem da Loja, não permitindo diálogo, apartes ou ataques que firam irmãos ou criem desarmonia, podendo até suspender os trabalhos por um golpe de malhete, determinando que o causante cubra o Templo.
10. Evitar sobre qualquer hipótese, a formação de grupos ou correntes que possam desestabilizar a Loja, ou criar dissenções.
11. colocar em votação matéria ou proposta somente quando devidamente esclarecido o assunto, após ouvida a opinião do guarda da Lei.
12. Receber as propostas de candidatos por intermédio da bolsa, inutilizando a assinatura do proponente ou apoiador.
13. Distribuir as sindicâncias sigilosamente aos Mestres para averiguarem a vida dos candidatos.
14. Determinar sindicâncias complementares sobre profanos propostos, sem-pre que sentir necessidade de esclarecimentos.
15. Votar, obrigatoriamente, nos escrutínios e eleições, não tendo nestes casos o voto de minerva, o qual será exercido nas votações simbólicas, isto é, pelo sinal de costume.
16. Elaborar um plano anual de trabalho, onde conste as metas a serem exe-cutadas e guiar-se por planejamentos mensais.
17. Apresentar relatório e balanço geral ao fim do mandato, enviando cópias à Grande Loja e ao Delegado de sua região depois de aprovado.
18. Examinar sistematicamente as contas da Loja, podendo reter os livros e documentos.
19. Autorizar pagamentos, assinando os cheques em conjunto com o Tesoureiro.
20. Dar o devido destino ao expediente, no momento da sua decifração pelo Secretário: arquive-se, responda-se, passe-se à Ordem do Dia, etc.
21. Dar conhecimento à Loja dos assuntos que constarão da Ordem do Dia ao abri-la, podendo incluir matéria do expediente, ou recolhida através da bolsa de Propostas e Informações.
22. Fazer preencher, por intermédio do Mestre de cerimônias, os lugares vagos pela ausência dos titulares, observados os regulamentos e hierar-quia.
23. Esforçar-se pela obediência aos rituais, exigindo dos titulares de cargo o necessário estudo antes da realização de Sessões Magnas, a fim de que haja bom desempenho em beneficio da Loja.
24. Nomear comissões especiais em qualquer ocasião, com a finalidade de representarem a Loja, para atendimento a convites, devendo ser prestada conta da missão na sessão seguinte.
25. Decidir toda questão de ordem suscitada, não podendo haver contestação.
26. Exigir o cumprimento do brigatório sigilo assumido por juramento, fazen-do ressalva quanfazen-do algum assunto deva ser liberafazen-do por razões obvias, quando assim o entender.
2 – Past-Master – Venerável de Honra
O cargo de Past-Master, considerado Venerável Mestre de Honra, consagrado ao ex-Venerável Mestre, após instalação na cadeira do Rei Salomão o seu sucessor. Na atualidade é muito comum atribuir-se a todos os Mestres Instalados este honroso cargo, único que além do uso do avental e colar de Ex-Venerável usa os punhos.
Quando da fundação da Grande Loja de Londres, denominava-se “Mestre de Loja” ao companheiro escolhido para dirigir uma Loja, o qual passava por um cerimonial de instalação, afim de poder assumir o cargo. Por volta de 1726, com a consolidação do grau de mestre, o Mestre de Loja passou a ser denominado Venerável Mestre.
Quando o Mestre de Loja transmitia o cargo a seu sucessor, passava denominar-se “Mestre consumado”, ou “Mestre Passado”. Mais adiante com a fixação dos Ritos Escocês e York, os ex-Veneráveis Mestres passaram a chamar-se “Past-Master”, ou Mestre Instalado.
O Rito Escocês Antigo e Aceito, em virtude da implantação dos sistema de abertura do Livro da Lei na forma atual, o que não existia no século passado, deu ao ex-Venerável Mestre essa responsabilidade litúrgica.
No passado, também não existia três lugares no Trono, somente o do Venerável Mestre, pois que, esotericamente, uma Loja deve possuir os cargos obrigatórios para seu funcionamento, os demais devem ocupar lugar fora desses espaços.
Posteriormente, criou-se um lugar para o Grão-Mestre (antes ele assumia o lugar do Venerável Mestre) à direita e outro para o ex-Venerável Mestre mais moderno, que passou a ter a responsabilidade litúrgica, além de assumir a função de conse-lheiro, à esquerda.
Nos últimos tempos a função de ex-Venerável Mestre, ou seja o Mestre Instalado, adquiriu consistência face às responsabilidades a ele outorgadas pelos usos e costumes, aliás muito próprias e oportunas, uma vez que trata de alicerce, das tradições que devem sustentar a Maçonaria, constituindo-se e agrupando-se em conselho de Mestres Instalados, não só em beneficio da respectiva Loja, mas em beneficio da jurisdição, donde se valem os Grão-Mestres para formarem seu grupo de assessores.
A joia do cargo do Mestre Instalado ou “Past-Master” no Rito de York e também na Grande Loja foi acrescido, pendurado entre os dois braços do Esquadro, um quadrado com a demonstração do Teorema de Pitágoras, simbolizando o conheci-mento daquele que o usa.
A respeito da denominação desse detalhe, existe uma simplificação, uma vez que na realidade, trata-se da 47ª proporção de Euclides, que foi aprovada, geome-tricamente por Pitágoras, e que é a seguinte: – Em qualquer triangulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Para melhor compreen-são considera-se que o triangulo seja formado pela união de três quadrados com dimensões diferentes: o menor quadrado de três unidades, o médio com 4 e o maior com 5 unidades. Ora o quadrado de 3 é igual a nove; o quadrado de 4 é 16, somando-se esses dois produtos teremos 25, que é exatamente, o quadrado de 5, o maior, o qual formou a hipotenusa.
Quanto à joia do ex-Venerável Mestre, ou Mestre Instalado no Rito Escocês é semelhante à do Venerável Mestre, apresentando pequena diferença: trata-se de um Esquadro com os dois lados iguais, sob um compasso aberto em 45º, susten-tando um arco de circulo; na parte inferior do Esquadro e compasso, uma estrela de cinco pontas rodeada por raios.
Embora alguns autores considerem a Instalação na cadeira do Rei Salomão, como um grau dentro do simbolismo, uma instância superior para bem ser exer-cido o cargo de Guia da Fraternidade, outros assim não classificam. De qualquer modo, o Mestre Instalado é uma dignidade que tem participação bem acentuada na hierarquia maçônica, com responsabilidade bastante definidas, uma vez que constitui o alicerce moral e espiritual das Lojas, bem como a segurança para os Veneráveis Mestres.
A garantia da autonomia administrativa de uma Loja é o seu conselho de Mestres Instalados, o qual não permitirá que ocorram desvirtuamento do rito, ou afastamento dos princípios, tradições, usos e costumes e leis básicas da Instituição.
Ninguém a rigor pode presidir titularmente a uma Loja, sem que seja, pelo menos Mestre, e que tenha sido Instalado Venerável Mestre ou após cumprir seu mandato tenha a prerrogativa de Past-Master.
3 – 1º Grande Vigilante
O 1º Vigilante é a segunda autoridade administrativa e litúrgica de uma Loja Maçônica, eleito pelos Mestres e, portanto, substituto do Venerável Mestre nas ausências e impedimento do mesmo, nas ausências e impedimento do titular, não podendo dirigir os trabalhos da Loja, salvo se for Mestre Instalado sem autoriza-ção do titular. No caso de necessidade de reunião administrativa, fà-lo-a
na Sala dos Passos Perdidos ou Secretaria da Loja, sempre com consentimento do Venerável Mestre, entretanto se houver necessidade de sessão Ritualística, assu-mirá a direção dos trabalhos o ex-Venerável Mestre mais moderno.
O lugar do 1º Vigilante é no Ocidente no poente, declínio, fim, morte, do lado da coluna do Norte. O 1º Vigilante encontra-se sob a Lua, símbolo da água, pró-ximo ao Mar de bronze por onde o iniciado passa.
Equivocadamente, o Ritual de 1927/28, trás uma série de erros ou modificações introduzidas pela comissão Litúrgica de Mário behring, distorção em desacordo com o Rito Escocês Antigo e Aceito que até o presente não foram corrigidos. Pois um dos lapsos ocorreu com o Mar de bronze que consta na coluna do Sul, quando o certo é na do Norte foram trocadas as funções ritualísticas dos vigilantes e esque-cidos os utensílios que os acompanham, obrigando os vigilantes a trocarem o coman-do das colunas o que não acontece com a imensa maioria das Lojas Escocesas coman-do Mundo e inclusive do Grande Oriente do brasil que conservam os Rituais antigos.
Por ser uma das Luzes da Loja, tem o 1º Vigilante que colaborar com assessora-mento ao Venerável Mestre, sempre que este necessitar, assumindo tarefas e ajudan-do-o sentido de que a Loja funcione dentro da normalidade. Não é somente no dia da sessão que o Vigilante deve comparecer e desempenhar seu papel, mas em todo o momento em que a Loja realizar encontros, visitas, ou qualquer outra atividade.
Funções do 1º Vigilante – Ao primeiro Vigilante compete cumprir inteiramen-te as deinteiramen-terminações dos Rituais e mais as seguininteiramen-tes administrativas:
1. cumprir e fazer cumprir as determinações do Venerável Mestre, dentro e fora do Templo.
2. Ser o responsável pela porta do Templo, determinando por ordem do Venerável Mestre, a entrada e saída de irmãos.
3. conceder a palavra na sua coluna, após autorização do Venerável Mestre, citando o cargo, ou o nome do solicitante: “Podeis usar a palavra, Irmão Mestre de cerimônias”.
4. Entregar, depois de conferido o “Ne varietur”, os cartões de identificação dos Aprendizes (segundo Ritual da Glesp).
5. usar a palavra por último na coluna, falando sentado.
6. Orientar os irmãos Aprendizes com peças de Arquitetura dentro do Templo, ou pelo diálogo fora (Lojas do Grande Oriente orienta os companheiros que tem acento na coluna oposta).
7. Opinar, por escrito, sobre o aumento de salário aos Aprendizes (Ritual da Glesp), quando os julgar aptos.
8. Substituir o Venerável Mestre no caso de vacância do cargo, depois de instalado na cadeira do Rei Salomão; e administrativamente, a descoberto, na sua ausência ou impedimento, neste caso jamais usando os paramentos de Mestre Instalado.
9. Acompanhar o Venerável Mestre nas reuniões de Assembleia Geral da Grande Loja, ou quando precise apresentar-se oficialmente em outras cerimônias.
10. Não permitir que irmãos mudem de coluna, após a abertura dos trabalhos.
4 – 2º Grande Vigilante
O 2º Vigilante é a terceira autoridade litúrgica administrativa da Loja, eleito pelos seus pares. É o substituto do Venerável Mestre, na ausência deste e do 1º Vigilante.
Ocupa espaço físico no meio da coluna do Sul, administrativamente o 2º Vigilante assessora os trabalhos do Venerável Mestre, colaborando para o bom desempenho das atividades que a Loja promover.
“Irmão 2º Vigilante, a vossa joia é o prumo, com a qual vos revisto” diz o Venerável Mestre ao empoçá-lo no cargo. Ela representa a verticalidade das ações, emblema da justiça. Sobre o seu Altar, na parede sobre sua cabeça, localiza-se uma Estrela de cinco pontas, o Pentagrama ou Estrela Flamejante. Esta Estrela de grande significação esotérico e místico representa o homem perfeito, quando se encontra com a ponta para cima, a cabeça; e as outras, os membros superiores e inferiores. A Estrela em sentido contrário, isto é, com a ponta para baixo, signifi-ca o oposto do ser humano inteligente, quer dizer representa a besta.
Em seu Altar encontra-se uma coluneta da Ordem de Arquitetura corintia, que representa a beleza. conforme consta no Ritual, o 2º Vigilante é o responsável pelo repouso dos irmãos, razão porque comanda a recreação da Loja.
Por dirigir a coluna do Sul, local dos companheiros, o 2º Vigilante deve minis-trar instruções por meio de peças de arquitetura versando sobre as ciências, as artes e as leis maçônicas.
Empunhando o malhete, entra e sai do Templo no início e fim dos trabalhos, acompanhando o Venerável Mestre e 1º Vigilante.
Funções do 2º Vigilante – Independentemente do que prescrevem os Rituais, o 2º Vigilante tem especificamente variada atribuições administrativas:
1. cumprir e fazer cumprir as determinações do Venerável Mestre.
2. conceder a palavra em sua coluna, após autorização do Venerável Mestre, indicando pelo cargo: “Podeis usar a palavra Irmão chanceler”, ou pelo nome: “Podeis usar a palavra irmão fulano”.
3. Entregar aos companheiros, depois de verificar a autenticação do “NE varietur”, os cartões de identidade.
4. usar a palavra por último, falando sentado.
5. Prestar todo ensinamento possíveis aos companheiros (Glesp), ou Aprendizes (Grande Oriente), dentro ou fora do Templo.
6. Opinar, por escrito, sobre aumento de salário aos companheiros (Glesp), quando os julgar aptos.
7. Dirigir a Loja administrativamente, a descoberta, na ausência do Venerável Mestre e do 1º Vigilante, com anuência daquele.
Acompanhar o Venerável Mestre nas reuniões de Assembleia Geral da Grande Loja, ou no caso de visita oficial da Loja.
– Dar o mais irrestrito assessoramento e colaboração ao Venerável Mestre em casos especiais, como convocações de irmãos, viagens, festividades, sessões extraordinárias, visitas, etc.
5 – Orador e Guarda da Lei
No Rito Escocês Antigo e Aceito, o cargo de Orador abrilhanta as cerimônias com sua oração e peças de arquitetura, entretanto, no momento em que zela pelo cumprimento das leis, usos e costumes, a fim de que os princípios e ordenamentos não sejam desobedecidos, passa a ser o Guarda da Lei. Por essa razão, sua função é dupla em Loja.
No Rito de York e na Grande Loja onde se adota o cerimonial “Emulação” este cargo é substituído pelo capelão, face às características de religiosidade deste rito, ficando aos cuidados do próprio Venerável Mestre a observância e critérios cor-respondentes à lei.
O Orador deve ser um estudioso da Instituição e conhecedor das leis que a regem, versado nos Landmarques, constituições, Estatutos, Regulamentos, usos e costumes, afim de que, a qualquer momento, possa ser orientador sobre o que é razoável e justo. Trata-se do Promotor Público no campo da justiça, no caso de um processo maçônico.
compete-lhe auxiliar o Venerável Mestre conforme prescrevem os Rituais, ministrando as instruções, além de ser o mantenedor do equilíbrio em Loja, e por essa razão tornar-se necessário ser ocupado por um irmão experiente e dis-ciplinado.
O Orador é o porta-voz da Loja, sempre com autorização do Venerável Mestre, em todas as cerimônias maçônicas, nas Sessões Econômicas e Magnas, saudando autoridades e visitantes, com auxilio do irmão chanceler sobre o nome e Lojas, assim como nas Fúnebres e Festivas, ou ainda aos próprios irmãos da Loja pelos natalícios, ou outras homenagens, tendo o cuidado de fazer sua peça de Arquitetura por escrito, quando o caso assim o requerer, face a responsabilidade que o cargo exige e até para evitar distorções.
Ocupando o cargo não pode emitir opinião pessoal, nem defender ponto de vista particular, porém possui o direito de se manifestar, pedindo ao Venerável Mestre que o substitua na função, somente retornando a ele após encerrado o assunto objeto de sua retirada, igualmente, o que o substituir tem que estar isento a respei-to do assunrespei-to, para emitir a opinião final, antes da decisão da Loja.
ultimamente, está se tornando hábito, porém errado, de o Venerável Mestre não falar ao termino dos trabalhos depois do Orador. O Venerável Mestre é a maior autoridade em todos os aspectos e por isso pode falar quando desejar, é lógico que sobre assunto que não implique em opinião do Guarda da Lei. Pode até fazer as sua pequenas comunicações antes de conceder a palavra ao Orador, mas não é obrigado a usar desta forma, se assim o desejar.
No final de cada sessão, tanto no Templo como fora, o Orador, nas funções de Guarda da lei, tem que dar as conclusões dos trabalhos transcorridos na Ordem do Dia com sucintas abordagens, resumindo o ocorrido para ser remomerado pelos presentes, sem emitir opinião pessoal e, ao encerrar, oferece sua conclusão, que se tornou uso e costume para conclução final do Guarda da lei “... e por tudo o que transcorreu, concluo que os trabalhos obedeceram aos rituais, as leis tradicionais e particulares de nossa Instituição, podendo ser considerados justos e perfeitos e fechada a Loja se assim entender vossa Sabedoria e Prudência”.
Por ser da sua exclusiva competência, o Guarda da Lei é o único que pode pedir a palavra “pela ordem”, ao constatar alguma irregularidade. Os demais irmãos por não serem fiscais da lei, poderão pedir a palavra pelo sistema maçônico, sem dizer
Por ser da sua exclusiva competência, o Guarda da Lei é o único que pode pedir a palavra “pela ordem”, ao constatar alguma irregularidade. Os demais irmãos por não serem fiscais da lei, poderão pedir a palavra pelo sistema maçônico, sem dizer