2. Histórias da edição princeps de Colóquios dos Simples, Goa, 1563 99
2.5. Paratextos 122
2.5.1. Textos preliminares 122
2.5.1.5. Carta do Licenciado Dimas Bosque ao leitor 130
A encerrar este conjunto de textos preliminares, encontramos uma epístola ͞ŽůŝĕĞŶĕŝĂĚŽ͕ĚŝŵĂƐďŽƐƋƵĞ͕ŵĞĚŝĐŽǀĂůĞŶĕŝĂŶŽĂŽůĞŝƚŽƌ͘͟257
É interessante começar por salientar o grau académico de Dimas Bosque. O médico, tal como aliás Garcia de Orta, não concluiu os estudos que lhe conferiam o ŐƌĂƵ ĚĞ ͞ŽƵƚŽƌ͘͟ EŽ ĞŶƚĂŶƚŽ͕ KƌƚĂ ƐƵƌŐŝƵ ĂŽƐ ŽůŚŽƐ ĚĞ ƚŽĚŽƐ ĐŽŵŽ Ƶŵ ĞǀŝĚĞŶƚĞ ͞ŽƵƚŽƌ͟ ĞŶƋƵĂŶƚŽ ŝŵĂƐ ŽƐƋƵĞ͕ Ž ŵĠĚŝĐŽ ƋƵĞ ĂĐŽŵƉĂŶŚŽƵ ƉĂƌĂ Oriente D.Constantino de Bragança, se ďĂƐƚŽƵĐŽŵŽŐƌĂƵĚĞ͞ůŝĐĞŶĐŝĂĚŽ͘͟EŽĞŶƚĂŶƚŽ͕'ĂƌĐŝĂ de Orta referiu-‐se com alguma deferência a este médico. A admiração de Orta surgiu ƉůĂƐŵĂĚĂ Ğŵ ĂůŐƵŵĂƐ ĚĂƐ ƐƵĂƐ ĂůƵƐƁĞƐ ĂŽ ĨşƐŝĐŽ ĚĞ sĂůġŶĐŝĂ͗ ͞ŚƵŵ ĨşƐŝĐŽ ůĞƚƌĂĚŽ Ğ ŚŽŵĞŵƋƵĞĨĂůĂǀĞƌĚĂĚĞĞŵƐĞƵƐĚŝƚŽƐ͟ ;KƌƚĂ͕//͗ϭϲϰͿŽƵ͞ŽůŝĐĞŶĐŝĂĚŽŝŵĂƐŽƐƋƵĞ͕ ƉĞƐƐŽĂĚĞŵƵŝƚŽďŽĂƐůĞƚƌĂƐ͕ĞŚŽŵĞŵĚĞŵƵLJƚĂǀĞƌĚĂĚĞŶĂƐĐƵƌĂƐƋƵĞĨĂnj͙ĞĂŽ menos seivos dizer que me avia de dŝnjĞƌ ǀĞƌĚĂĚĞ͘͟ ;KƌƚĂ͕ //͗ϭϴϲͿ͘ A mútua afeição entre os médicos ficou claramente demonstrada no Colóquio 58º, no qual Garcia de Orta convidou Dimas Bosque para participar na sua obra, corrigindo-‐lhe os erros que nela tivesse encontrado.258 Ao sujeitar-‐se à correcção de um colega claramente menos
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ǀĂŐĂĂůƵƐĆŽĂŽ͟ŵĠĚŝĐŽǀĂůĞŶĐŝĂŶŽ͟ĚĞŝdžĂ-‐nos na dúvida se a sua terra de origem seria Valência ou Valência de Alcântara, lugar familiar a Garcia de Orta já que se tratava da cidade de origem de sua mãe. Silva Carvalho defendeu que Bosque era natural da cidade fronteiriça. Augusto ^ŝůǀĂ ĂƌǀĂůŚŽ͕͞'ĂƌĐŝĂ ĚDzKƌƚĂ͟, p.162.
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WŽƵĐŽ ƐĞ ƐĂďĞ ƐŽďƌĞ Ă ǀŝĚĂ ĚĞ ŝŵĂƐ ŽƐƋƵĞ͘ ŽŵŽ ĞƐĐƌĞǀĞƵ :ĂŝŵĞ tĂůƚĞƌ͗ ͞ŝŵĂƐ ŽƐƋƵĞ ͙ formou-‐se me Medicina ʹ como afirmou o Conde de Ficalho ʹ ou em Letras e Medicina, segundo o Prof. Rocha de Brito. Se completou o curso em Coimbra, não se pode afirmar, pois a única conclusão que se tira do que escreveu é ter assistido às lições e ter contactado com o Professor da Universidade Dr. dŽŵĄƐZŽĚƌŝŐƵĞƐĚĂsĞŝŐĂ͘͟;:ĂŝŵĞtĂůƚĞƌ͕͞ŝŵĂƐŽƐƋƵĞĞĂƐƐĞƌĞŝĂƐ͕͟Studia, vol.12, pp.262). Dimas Bosque chegou à Índia, em 1558, como físico-‐mor de D. Constantino de Bragança (g.1558-‐1561). Como as suas funções exigiam, acompanhou o Vice-‐Rei nas suas expedições militares, nomeadamente na conquista de Damão (1558) ou na campanha de Jafanapatão (1560). A importância política deste nobre paciente faz-‐nos supor que Dimas fosse um físico competente e bem relacionado. Como adiante veremos, Dimas reviu e actualizou os preços da Pauta das Mezinhas que se davam no Hospital Real de Goa. O médico desempenhou as funções de Físico-‐mor, provavelmente até ao regresso de D. Constantino ao Reino, data a partir da qual se estabeleceu na Índia. Como demonstrou Silva Carvalho, Dimas Bosque, físico-‐mor de Sua Alteza, arrematou a ilha de Santa Cruz por 1560 pardáos de tangas, em 4 de Setembro de 1561. A propriedade pertenceu-‐lhe até perto de 1579, data de uma provisão assinada ƉŽƌ͘>ƵşƐĚĞƚĂşĚĞ͕ƋƵĞƌĞǀĞůĂǀĂƋƵĞĞƐƚĂŝůŚĂũĄŶĆŽůŚĞƉĞƌƚĞŶĐŝĂ͘ƌĞĨĞƌŝĚĂŝůŚĂƚŝŶŚĂ͞ƵŵƉĂůŵĂƌĚĞ quinhentas árvores e outras de fruto e casas térreaƐ͘͟ƵŐƵƐƚŽ^ŝůǀĂĂƌǀĂůŚŽ͕͞'ĂƌĐŝĂĚDzKƌƚĂ͘͟p. 238. O físico organizou actividades culturais e científicas no Colégio de São Paulo, eventos da maior relevância para a afirmação de Goa como pólo cultural no Oriente. Também a Carta que endereçou de Goa, em ϭϱϲϱ͕ĂŽZĞŝƚŽƌĚŽŽůĠŐŝŽĚĞſƌĚŽǀĂ͕ŽWĂĚƌĞ:ŽĆŽĂƉƚŝƐƚĂĚĞZŝďĞƌĂ^:͕ĚĞƐĐƌĞǀĞŶĚŽŽ͞ĞƐƚƵƉĞŶĚŽ ŵŝůĂŐƌĞĚĂŶĂƚƵƌĞnjĂ͟ƋƵĞĞdžĂŵŝŶĂƌĂĂůŐƵŶƐĂŶŽƐĂŶƚĞƐŶĂŝůŚĂĚŽDĂŶĂƌ͕ĂƚĞƐƚĂĂƐƵĂƉĞƌŵĂŶġŶĐŝĂŶŽ Oriente depois da saída do Governador. Para além da descrŝĕĆŽ ĚĂƋƵĞůĞƐ ƉĞŝdžĞƐ ͞ŽďƌĂ ĂĚŵŝƌĄǀĞů ĚŽ
conhecedor das práticas e saberes locais do que ele próprio, Orta submeteu-‐se ao que Dimas representava: a harmoniosa convivência com o poder político e religioso.
Assim, este texto preliminar revestiu-‐se da maior importância. Foi nele que, ao longo dos tempos, os estudiosos de Colóquios dos Simples encontraram reunidas as parcas notas biográficas de Orta. Escreveu Dimas Bosque:
͞KƌƚĂĚŽƉƌĞŶĐŝƉŝŽĚĂƐƵĂŝĚĂĚĞĂƚĞĂƵƚŽƌŝnjĂĚĂǀĞůŚŝĕĞŶĂƐůĞƚƌĂƐ͕ĞĨĂĐƵůĚĂĚĞ da medicina gastouseu tĤpo co tanto trabalho, e diloigençia que douido achar na Europa quĤ em seu estudo lhe fizesse vãtagem saindo ensinado nos prinçipios desna faculdade das ensignes vniversidades alcalaa, e Salamanca trabalhou de comunicar o bĤ da çiençia q nas terras alheas tinha alcançado cõ sua propria patria lendo nos estudos de Lisboa por algƹs annos, com muyta deligençia, e cuidado e eixerçitandose na curas dos doentes ate vir a estas partes da Ásia onde por espaço de trinta annos, curando muyta deuersidade de gentes, não sõmete na cõpanhia dos Viso Reis e governadores desta oriental índia, mas Ĥ algƹas cortes de reis mouroas, e gentios comunicãdo cõ medicose pessoas curiosas trabalhou de saber, e descubriri auerdade das medeccinas simples q nesta terra naçĤ das quais tantos em ganos, e fabulas não somete os antigos mas muytos modernos escreveram, e o que elle por tantos annos e por tam diuersas partes ĂůĐĂŶĕŽƵƋƵŝƐƋƵĞŽĐƵƌŝŽƐŽůĞŝƚŽƌĞŵŚƵĂŽƌĂŶĞƐƚĞƐĞƵƚƌĂƚĂĚŽǀŝƐƐĞ͙͟
O licenciado explicou depois alguns dos sobressaltos que a obra tinha sofrido na tipografia a que aliás, já aludimos. Admirador incontestável do feito alcançado por KƌƚĂ͕ ŽƐƋƵĞ ĂĨŝƌŵŽƵ ĂŝŶĚĂ ͞ŶĆŽ ƉŽƐ ƐĞƵ ƚƌĂďĂůŚŽ Ğŵ ĞƐƚŝůůŽ ĞůĞŐĂŶƚĞ ŶĞŵ Ğŵ palauras reitoricas apraziueis as orelhas, tratou puras verdades cõ puro estillo: porque isto so ha ƵĞƌĚĂĚĞďĂƐƚĂ͙͟
ƌŝĂĚŽƌ͕͟ Ă ĂƌƚĂ ƌĞǀĞůĂ-‐se da maior importância já que prova que Dimas Bosque mantinha relações epistolares com os mais altos representantes dos Colégios da Companhia de Jesus estabelecidos na Península Ibérica e, muito provavelmente, exercia prática clínica no Colégio dos Jesuítas de Goa e no ƌĞƐƉĞĐƚŝǀŽ,ŽƐƉŝƚĂů͘sĞƌ͗:ĂŝŵĞtĂůƚĞƌ͕͞ŝŵĂƐŽƐƋƵĞĞĂƐƐĞƌĞŝĂƐ͕͟ƉƉ͘ϮϲϬ-‐271. Também em Rocha de Brito, ͞KŽƵƚŽƌdŽŵĄƐZŽĚƌŝŐƵĞƐĚĂsĞŝŐĂ͕ŝůƵƐƚƌĞĞƌǀĂŶĄƌŝŽ͕͟ƉƉ͘ϰϬϴ-‐409, se encontram alguns destes momentos da biografia deste médico castelhano.
Esta afirmação reflecte o mesmo propósito que Garcia de Orta revelou ao ůŽŶŐŽĚŽƐĞƵƚƌĂƚĂĚŽ͘ŽŵŽĂĨŝƌŵŽƵĂZƵĂŶŽ͞ĨŽůŐĂƌĞŝƐĚĞŽƵǀŝƌŵŝŶŚĂƐǀĞƌĚĂĚĞƐĚŝƚĂƐ sem cores rhetoricas, porque a verdade se pinƚĂŶƵĂ͘͟;KƌƚĂ/͗79).259
2.5.2. Textos finais
2.5.2.1. Carta de Dimas Bosque a Tomás Rodrigues da Veiga
Dimas Bosque dirigiu uma Carta ao distinto médico de Coimbra, Tomás Rodrigues da Veiga260͗ ͟WƌĂĞƐƚĂŶƚŝƐƐŝŵŽ ĚŽĐƚŽƌŝ dŽŵĂĞ ZŽĚĞƌŝĐŽ ŝŶ ĐŽŶŝŵďƌŝĐĞŶƐŝ academia medicorum primo Dymas bosque medicuƐǀĂůĞŶƚŝƵƐ͘^͘W͘͘͟261 Esta epístola
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A mesma limpidez nas descrições do mundo observado foi sublinhada por Dimas Bosque na Carta ƋƵĞĚŝƌŝŐŝƵĂŽƌĞŝƚŽƌĚŽŽůĠŐŝŽĚĞſƌĚŽǀĂ͗͞ZĞǀĞƌĞŶĚŽWĂĚƌĞ͕ĞƐƚĂĞƌĂĂĐŽŶĨŝŐƵƌĂĕĆŽ dos peixes, esta a composição, o desenho e a descrição exacta, de todos os membros que retratei o melhor que pude e ĞŵƉŽƵĐĂƐƉĂůĂǀƌĂƐ͕ĞƚĂŶƚŽƋƵĂŶƚŽƉŽƐƐşǀĞů͕ƉŝŶƚĞŝĐŽŵĂƐĐŽƌĞƐŵĂŝƐǀŝǀĂƐƉĂƌĂƚĞƚƌĂŶƐŵŝƚŝƌ͘͟;:ĂŝŵĞ tĂůƚĞƌ͕ ͞ŝŵĂƐ ŽƐƋƵĞ Ğ ĂƐ ^ĞƌĞŝĂƐ͟, p. 270). Também Cristóvão da Costa, no seu Tractado de las Drogas ;ƵƌŐŽƐ͕ϭϱϳϴͿ͕ĂƋƵĞĂĚŝĂŶƚĞĂůƵĚŝƌĞŵŽƐĚĞĨŽƌŵĂŵĂŝƐĚĞƚĂůŚĂĚĂ͕ĞƐĐƌĞǀĞƵ͗͞ƐĞŝƋƵĞƉŽĚĞƌŝĂ escrever isto em estilo mais elegante, mas aprecio mais dizer verdades certas, que palavras lŝŵĂĚĂƐ͙͟ Costa, Tratado das Drogas, 1964, XXVII. Para muitos destes homens de Quinhentos, que embateram com as novidades do mundo natural, a pureza das suas narrativas credibilizava um saber apoiado na experiência. A mesma atitude, que alguns identificaram com um topos modestiae, encontra-‐se no Prólogo do 1º volume da obra de Samuel Usque, publicada em Ferrara, em 1553, Consolação às tribulações de Israel͕ ŽŶĚĞ ƐĞ ƉŽĚĞ ůĞƌ͗ ͞ŽŶƐŽůŽŵĞ ƋƵĞ ŶĂƐ ŐƌĂŶĚĞƐ ĐŽƵƐĂƐ Ğ ĚŝŶĂƐ ĚĞ ŵĞŵŽƌŝĂ͕ Ž menos que os bõs juízes notam he a língua ou estilo, por que a cousa em si mesma se estima, e as palavras nam he outro que huma declaraçam, as quais ymportam pouco serem elegãtes ou mal ŽƌŶĂĚĂƐ͕͟cit in: ,ĞůŵƵƚ^ŝĞƉŵĂŶŶ͕͞KĚŝĄůŽŐŽʹ ĚŝƐĐƵƌƐŽĐŝĞŶƚşĨŝĐŽĞŶƚƌĞƚƌĂĚŝĕĆŽĞŝŶŽǀĂĕĆŽ͕͟ƉƉ. 157-‐ 163.
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São escassas as notícias biográficas sobre este erudito médico. Natural de Évora, este físico foi autor ĚĞĐŽŵĞŶƚĄƌŝŽƐĂ'ĂůĞŶŽĞĚĞŽƵƚƌŽƐĚŽƵƚŽƐƚĞdžƚŽƐŵĠĚŝĐŽƐ͘ƐĞƵƌĞƐƉĞŝƚŽĞƐĐƌĞǀĞƵZŽĐŚĂĚĞƌŝƚŽ͗͞K Padre António Vieira num dos seus sermões chama-‐lhe mesmo Grande ʹ Magnus Thomas -‐. Mas que ele, notável galenista, lente de véspera (cadeira de Hipócrates), depois lente de Prima (em que lia Galeno), fora distinto ervanário é o que muitos devem ignorar, até dentre os mais versados na história da Universidade quinhentista. O remoto colega não fora apenas, à maneira de tantos mestres universitários de antanho, um teorisante, um repetidor de Hipócrates e Galeno, ou um comentador mais ou menos arguto e original dos autores gregos e árabes, mas espírito prático e ávido de saber, entretinha as horas de ócio, que lhe deixavam a clínica e o professorado, colhendo pelas colinas e campos do Mondego ervas e arbustos, que ia replantar nos seus hortos para os estudar in visu͘͟ZŽĐŚĂ ĚĞƌŝƚŽ͕͞KŽƵƚŽƌdŽŵĄƐZŽĚƌŝŐƵĞƐĚĂsĞŝŐĂ͕ŝůƵƐƚƌĞĞƌǀĂŶĄƌŝŽ͕͟ƉƉ͘ϰϬϴ-‐409. Esta curta notícia parece-‐ nos suficiente para justificar a oportunidade da Carta que Dimas Bosque dirigiu ao ilustre médico. Sobre ŽĨşƐŝĐŽĐŽŶŝŵďƌŝĐĞŶƐĞǀĞƌĂŝŶĚĂ͗&ƌĂŶĐŝƐƵƚƌĂ͕͞dŚĞƉƌĂĐƚŝĐĞŽĨDĞĚŝĐŝŶĞŝŶĂƌůLJDŽĚĞƌŶWŽƌƚƵŐĂů͕͟ƉƉ͘ 143-‐145.
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Garcia de Orta incluiu este documento no final da obra, após o Colóquio 58º. Na sua edição, o Conde de Ficalho optou por colocar este texto no início do livro, imediatamente após a Carta ao leitor redigida por Dimas Bosque. Dado que a posição relativa dos diferentes paratextos dentro da obra nos parece ser relevante, pensamos que esta decisão de Ficalho não favorece a compreensão global do significado dos