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2 A FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO OFICIAL POLICIAL MILITAR NO

3.3 CATEGORIA “C” A QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL OBTIDA NO

Nessa categoria se buscou conhecer a participação em atividades previstas no planejamento do ensino e conhecer o grau de satisfação declarada nas entrevistas.

“Sim, no projeto do curso, tivemos durante toda a formação a disciplina atividades complementares que era uma carga horário de 6 horas, onde haviam deslocamentos regulares para conhecermos outras instituições bem como participar de treinamento junto com as Forças Armadas, nos abrindo um formação técnica necessária, por sua vez na UEA, participamos de eventos como: os aniversariante do mês onde havia a participação de todo o quadro de servidores da Unidade e sempre éramos convidados a integrar equipes de trabalho e comunidades carentes e isso foi muito bom, pois tivemos u contato direto do cidadão próximo de nós, perguntando porque esses alunos estavam com a farda da Polícia Militar, então dizíamos: nós somos alunos oficiais da Polícia Militar, nós estamos em formação e em breve seremos a turma mais nova de oficiais, e isso era surpresa para quase todo mundo que falávamos, visto porque no meu entendimento, os projetos sérios, os projetos que nascem com o espírito público, infelizmente não são devidamente esclarecidos ou informados à comunidade, e isso é uma pena porque nós estamos conhecendo a comunidade em que vamos trabalhas, mas a comunidade não conhece com quem vai trabalhar” (Ten QOPM Paulo Emílio, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).

“Sim, foram satisfatórios na medida em que oportunizou que participássemos de diversas atividades enriqueceram como um todo a nossa percepção quanto a realidade dos assuntos que envolvem a segurança pública do nosso Estado, uma vez que foram realizadas visitas ao Educandário Gustavo Capanema, tivemos um dia todo voltado a comunidade, com a abertura dos portões do quartel e a visita de crianças, para que elas pudessem ver como é a realidade do policiamento dentro do quartel, onde são feitas todas as instruções, inclusive o adestramento de cães que são utilizados no policiamento” (Ten QOPM Lima Júnior, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).

“Participamos sim e, com resultados positivos, de diversas atividades que ao longo dos semestres foram executadas pelas Coordenações do Curso, como seminários, palestras, visitas a instituições como o Gustavo Capanema, que cuida de crianças, além de acompanhamento de várias autoridades de nível internacional que se fizeram presentes em nosso Estado. Cabe ressaltar que participamos de grandes eventos que havia grande concentração de pessoas, na ordem de milhares, como foi o caso de partidas de futebol, festa folclórica de Parintins, dentre outros” (Ten QOPM França, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).

“Foram diversas as participações nas atividades previstas no planejamento do ensino como: seminários, acompanhamento de diversas autoridades, inclusive de fora do Brasil, atividades envolvendo visitas da comunidade a academia, eventos esportivos etc. Recordo-me do natal de 2002, que

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já estava na qualidade de aluno oficial, e integramos a equipe composta por professores, alunos e servidores da Escola Superior de Ciências Sociais para entregar presentes a crianças carentes da periferia – Foi um momento marcante” (Ten QOPM Célio Roberto, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).

Todos os entrevistados se manifestaram favoráveis quanto ao alcance dos objetivos no Curso, onde todos participaram das atividades previstas no planejamento do processo ensino- aprendizagem.

As atividades iam desde as aulas em sala de aula, com idas a outras Instituições, inserindo-se aí, treinamento nas Forças Armadas, para o aprimoramento de técnicas e conhecimento de outras, como também a excursão ao Educandário Gustavo Capanema, instituição que cuida de crianças carentes. Houve também uma grande integração com os servidores da UEA onde participavam de confraternizações, como por exemplo a festa de aniversariante do mês, que os aproximou mais com à comunidade.

Como podemos observar, as Instituições envolvidas fizeram o máximo para dar aos alunos o conforto necessário, assim como oferecimento de um quadro docente de qualidade, que estiveram à disposição dos alunos. A estrutura física ofereceu salas adequadas e devidamente climatizadas para dar maior conforto, visando um melhor aproveitamento no aprendizado.

Oportuno comentar a observação feita por um dos entrevistados, acerca da satisfação de participar de eventos diretamente relacionados à comunidade, o que propiciou ao formando, a oportunidade de interagir com a comunidade, situação esta, ocorrida quando da participação direta em grandes eventos. Relatam também que tiveram a oportunidade de fazer a segurança de autoridades internacionais em diversas ocasiões.

Faz-se pertinente a observação, em relação ao pouco ou nenhum conhecimento pela sociedade acerca da realização de um projeto desta magnitude. O Curso deveria ser largamente difundido, para que a população se familiarizasse com os oficiais que irão atuar na proteção do cidadão. Certamente a divulgação da existência do Curso seria uma ação muito positiva, pois a comunidade ficaria a par, da qualidade dos profissionais que seriam postos à sua disposição, podendo gerar desta forma um liame de confiança entre as polícias e a

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comunidade, vendo que eles estão aptos a protegê-los. A divulgação, também poderia minimizar o distanciamento entre eles, onde, a população vê as vezes a polícia com certa desconfiança e até mesmo com medo. Sem dúvida que a integração entre a comunidade e a polícia é de grande valia para ambas as partes - é a polícia comunitária.

“Sim, mas o meu receio que este grande projeto que foi a primeira turma fique perdido no tempo, quero dizer com isso, que deveria haver uma continuidade, ou melhor uma regularidade na oferta deste curso, porque eu avalio que a satisfação dessas expectativa não é de um único lado e sim de todos nós, autoridades, sociedade e polícias, não só militar, a civil, a federal e todas as outras que compõem o nosso sistema de segurança pública. Acredito que estamos cumprindo nosso papel, e essa atividade é a força motriz para continuar acreditando que é possível sim fazer segurança pública, verdadeiramente cidadã” (Ten QOPM Paulo Emílio, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).

“Na realidade foi além da minha expectativa, uma vez que elas estavam abaixo do que realmente foi executado durante os dois anos de formação que tivemos, tanto na parte das disciplinas básicas como as profissionais que juntas formam “o todo” para o desenvolvimento da atividade policial militar, por que o policial tem que estar preparado em todos os aspectos para tomar as atitudes mais acertadas, tudo isso voltado para um novo perfil de polícia, em relação à proteção dos direitos humanos, que é a tendência do novo perfil do profissional em segurança pública e da a sociedade, que a cada dia conhece melhor os seus direitos e exige o melhor serviço a ser prestado pela Administração Pública” (Ten QOPM Lima Júnior, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).

“Nessa resposta sou um pouco suspeito para falar, mas acredito que todos as minhas expectativas foram alcançadas, na medida em que posso afirmar que o grau de conhecimento alcançado não fica a dever em nada aos oficiais que foram formados fora daqui, até pelo aspecto familiar, que possibilitou podermos conviver com nossos familiares nos poucos momentos de folga ou intervalo entre os semestres o que me ajudou bastante a enfrentar com garra as dificuldades e perseverar até conseguir o fim desejado” (Ten QOPM França, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).

Sim, na medida em que todos os aspectos relevantes forma supridos, como a expectativa de uma boa formação que pudesse nos dar o devido preparo para exercermos a atividade policial militar, bem como valores a seguir e um fim específico para orientar nossas ações, contribuindo assim, para a formação de um policial ético, aptos a responder aos anseios da diários da sociedade e capacitados a questionar qual a forma para atingir esse fim, visando sempre a defesa do cidadão e da sociedade” (Ten QOPM Célio Roberto, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).

Todos os entrevistados foram unânimes em concordar que o Curso oferecido atendeu às suas expectativas, a qualidade foi satisfatória, sendo os objetivos desejados alcançados, e, tanto a infra-estrutura oferecida, quanto a qualidade dos professores/instrutores foram de bom desempenho.

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Vale destacar a observação no que confere ao receio do entrevistado, na possibilidade do projeto não ter regularidade, visto os benefícios diretos e indiretos que este trás à formação do profissional, em prol de uma polícia estruturada e cidadã. Assim, o Curso é um divisor entre um polícia de qualidade e àquela que atua somente movida pela necessidade de um emprego, não tendo o comprometimento com o cidadão. Qualificar e valorizar é hoje, a ordem em qualquer profissão, mormente necessária na área de segurança pública do cidadão.

Foi observado que o currículo atendeu a prática transformadora das relações sociais em prol da relação de cidadania, sem abandonar a base do militarismo – disciplina, hierarquia e autoridade, uma vez que a sala de aula se constitui numa microssociedade; inserindo-se no processo social como parte de um todo mais amplo em que se encontra a sociedade com seu dinamismo e conflitos. Essa formação ampla, proporcionou o aprofundamento do processo de humanização, aprimorando as dimensões e habilidades que fazem de cada indivíduo um ser humano. Assim, o acesso ao conhecimento, as relações sociais, as experiências diversas pode ser o suporte nesse desenvolvimento profissional. O policial militar, assim como qualquer outro profissional, fica submetido a esse processo, por isso necessitam continuamente reformular as atitudes, reorientar os padrões comportamentais e questionar as informações que estão dispostas, e com essa atitude crítica criam novas idéias, teorias e soluções, modificando os mecanismos de adaptação no cenário em que atuam e assim evidencia-se esse ciclo de recriação do mundo.

O ensino policial militar, geralmente, tem demonstrado capacidade de se ajustar as exigências inerentes a cada momento histórico; é comprovadamente sério, organizado, normatizado, validado e respeitado, necessitando de constantes aperfeiçoamentos para se ajustar as melhores condições para fazer frente aos desafios apresentados que no qual, mais do que nunca a educação exerce o papel determinante para que ocorra essa interação com a comunidade.