2 A FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO OFICIAL POLICIAL MILITAR NO
3.4 CATEGORIA “D” ASPECTOS A MELHORAR NO CURSO DE
A questão em que se põe no centro da análise, é a necessidade ou não dos alunos oficiais possuírem o nível superior para poder fazer parte do Curso, gerou muitas incertezas, contudo, os entrevistados disseram não ter havido qualquer problema pelo fato de a maioria
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dos alunos não terem o curso superior completo, como podemos observar, pelas observações dispostas abaixo.
“Não sei, depende de uma série de fatores a serem avaliados, mais acredito que no que toca aos alunos oficiais da primeira turma isso não foi um problema, uma vez que nem todos tinham o nível superior completo, e o fato da maioria não ter curso superior completo não foi um complicador para a assimilação dos valores das disciplinas civis e militares. Vejo que isso é uma vertente a ser observada no futuro, e ai sim, lá na frente fazer uma aferição. Também não posso afirmar que se todos tivessem formação superior completa, talvez outros bons resultados pudessem ser colhidos, mas sinceramente, não vejo como uma determinante, a possibilidade de todos terem curso superior e por isso, obter resultados extraordinários” (Ten QOPM Célio Roberto, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
“É uma indagação difícil, pois exigiria que tivéssemos um parâmetro para comparação, visto que ainda somos os componentes da primeira turma e não foi exigido para nós. É sabido que a PM do Rio Grande do Sul já exige que os oficiais que desejem ingressar nos quadros da PM de lá já tenham concluído o 3º grau em direito, se não me falha a memória, o que tem encurtado o período de formação. Dadas tais circunstâncias, e com o devido amadurecimento, poderíamos também adotá-lo em nossa polícia, uma vez que as disciplinas que envolvessem conteúdo relacionado com a ciência do direito não precisariam ser ministradas novamente, seria possível aprofundar mais nas disciplinas de cunho militar, ética policial e questões referentes às políticas públicas voltadas a área de segurança pública e do cidadão” (Ten QOPM Lima Júnior, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais). “Não tenho como avaliar no momento essa indagação, sei que já tem algumas academias militares em outras Unidades da Federação que já estão trabalhando com pessoal formado em curso superior completo, neste caso talvez atenda a uma questão de rapidez, face a demanda social na prestação do serviço essencial, mais longe em acreditar que seria uma verdade se que com essa formação já oriunda pudéssemos conseguir resultados sonhados, mesmo porque o resultado do processo de ensino é a longo prazo, praticamente acabamos de sair da Academia, mais uma coisa é certa, nas nossas ações há todo o fundamento internalizado ao longo da nossa formação. Isso pra mim é satisfazer a expectativa” (Ten QOPM Paulo Emílio, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
“Acredito que não, por que nem todos da nossa turma tinham o nível superior completo e nem por isso, na minha opinião, deixaram de se formar excelentes oficiais, cumpridores de suas tarefas, mais também isso não quer dizer que não possa deixar de ser feito, por que isso parece sr uma tendência, essa questão parece ser um novo direcionamento para o curso, se com isso pode se melhorar o perfil do futuro oficial, com certeza será bem vindo” (Ten QOPM França, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
Os entrevistados salientam que não tem uma idéia bem definida em relação a esta indagação, pois necessitaria da avaliação de outros fatores para servirem de parâmetro, só que esta possibilidade encontra-se descartada, tendo em vista que a turma que se formou foi a
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pioneira, o que impossibilita estabelecer uma análise comparativa, dada a inexistência de turma cujo todos os alunos tiveram curso superior para servir de modelo. Desta forma, segundo eles, mesmo alguns alunos tendo só o nível médio e outros cursando o terceiro grau, não encontraram dificuldades no Curso e acreditam que não prejudicou a qualidade do aprendizado.
“Sem dúvida nenhuma, todos nós conhecemos os nossos vizinhos, conhecemos as ruas que os nossos parentes moram, onde nossos amigos residem, conhecemos as áreas onde a violência é maior, conhecemos as invasões recentes, enfim, fomos formados conhecendo um panorama sócio-político-econômico e cultural microscópico de cada área, não quero dizer com isso, que uma área é melhor que a outra, mais que sem dúvida nenhuma, conhecemos a cidade aonde trabalhamos como profissional de segurança pública, porque é neste cenário que crescemos, que estudamos que trabalhamos e que continuamos a fazer parte. Em grande parte das nossas ações, não é raro o momento em que encontramos um professor, colega de colégio, companheiros de farda nas ruas, e com certeza num momento como esse, todos eles nos olharam sob um único prisma – com o olhar do cidadão” (Ten QOPM Paulo Emílio, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais). “Se há uma reposta que pode ser obtida com certeza é sim, uma vez que todas as disciplinas ministradas no curso o foram por instrutores os mais capacitados dentro da Polícia Militar, com vasto conhecimento e dando a nós a verdadeira realidade acerca da competência do oficial da PM, bem como por parte dos professores da Universidade do Estado do Amazonas, que puderam nos fazer vislumbrar cada uma das realidades que vivemos todos os dias em nossa profissão, uma vez que cada dia é um novo dia para podermos aplicar e rememorar todo o conhecimento adquirido em sala de aula e fora dela” (Ten QOPM Lima Júnior, ex- aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
“Sim, nosso Estado mostrou que é capaz de realizar essa formação, baseada nos valores aqui presentes, em situações vivenciadas aqui e somente aqui, acredito que estou capacitado para enfrentar qualquer situação que aconteça diariamente em nossa cidade ou até mesmo se precisar no interior do Estado, porque acredito que esses valores que foram exaustivamente tratados durante minha formação asseguram-me essa certeza” (Ten QOPM França, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
“Sim, uma vez que fomos formados em nosso próprio Estado, todas as disciplinas foram voltadas para a realidade que vivenciamos aqui, não sendo necessário a familiarização com esses aspectos, como aconteceu no passado quando os oficiais eram formados fora do Amazonas e tinha que demandar um tempo considerável para se adequar as conformidades aqui existentes” (Ten QOPM Célio Roberto, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
Um dos fatores que foi largamente mencionado pelos entrevistados, está relacionado ao fato de terem tido a oportunidade de atuar em muitas oportunidades junto à comunidade, assim como o fato de terem conhecido áreas até então desconhecidas, onde se concentra
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grande número de pessoas carentes, a maioria concentradas em invasões, fenômeno este, que ocorre de forma desenfreada sem nenhum controle pelo poder público, e com isto, tiveram a oportunidade de se aproximar daquela realidade, pois lhes possibilitou conhecer uma pequena parcela do panorama sócio-político-econômico e cultural da cidade em que desempenham suas funções.
Houve destaque para um fato importante para os entrevistados, que foi a possibilidade de fazer o Curso em sua própria cidade, sem a necessidade de se deslocar para outro local, o que poderia causar transtornos, haja vista que precisariam deixar suas famílias, pai, mãe esposa, e filhos. Desta forma, com a criação pelo Governo do Estado de um Curso de Oficiais em nossa cidade, foi uma idéia acertada, possibilitando assim a participação daqueles que, não poderiam ou não teriam condições de se ausentarem de sua cidade, além do que se formaram conhecendo a realidade e as dificuldades que iriam enfrentar.
“Talvez maior atenção por parte do Poder Público em destinar mais verbas para esse curso de formação, e não basta só isso, junto com investimentos na própria Polícia Militar para que possa dispor de um complexo universitário para essas atividades, buscando o aprimoramento nessa formação, talvez no futuro, com essas medidas, o Estado do Amazonas possa a vir se tornar um centro de formação da região norte, sei que em Belém o trabalho nesse sentido já tem quase 10 anos, e é reconhecidamente um bom centro formador. Especificamente diria o oferecimento de vagas para o curso ser regular, na Universidade do Estado do Amazonas, mais somente a Polícia Militar tem autonomia para declarar as vagas, e que isso depende de vontade política e, se no futuro este curso vier a ser oferecido, buscar pessoas comprometidas com a qualidade do ensino para estarem na condução como foram os Coordenadores e Secretários que estiveram envolvidos no planejamento e execução do projeto que formou a primeira turma de oficiais do Estado do Amazonas” (Ten QOPM Paulo Emílio, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
Outro destaque importante, foi em relação a continuidade do Curso, onde o Poder Público é o provedor, cabendo a ele destinar verbas, para o seu funcionamento, objetivando com isto maior qualidade e eficácia no aprendizado, fatores estes que podem elevar o Estado do Amazonas a um centro de excelência neste campo, é válido destacar que o número de vagas a ser declarada é competência da Polícia Militar, mas para isto é necessário que o Governo do Estado, destine verbas suficientes, para a criação de novas turmas.
“Em síntese são poucas, mais acho que necessárias, deveria haver um quadro de oficiais voltados exclusivamente para ministrar aulas na Academia, dedicando-se exclusivamente ao curso, não que tenha havido qualquer contratempo mais que, seria necessário dedicação total do oficial para poder dar o melhor de si, deveria ser construído uma academia com dimensões bem maiores que as da atual
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academia, onde tivéssemos piscinas, quadras poliesportivas etc, deveria ser elaborado um calendário de eventos esportivos com outras academias do Brasil, conhecendo desta forma a realidade de outras academias, viagens de estudos etc. Na UEA, quanto a esse aspecto os professores que integram o quadro são profissionais capacitados em cursos de Pós-graduação, Mestrado e Doutorado, e acredito que deva ser esse o caminho a ser trilhado pelas instituições militares de todo o País” (Ten QOPM Lima Júnior, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
O aspecto ora abordado já foi mencionado em outra oportunidade; é concernente, ao fato da Polícia Militar dispensar ao Curso, instrutores com maior dedicação ao magistério, o que certamente aperfeiçoaria a qualidade do ensino.
“Existe a máxima que diz que nada não é tão bom que não possa ser melhorado, hoje a Polícia Militar do Estado do Amazonas, está precisando de uma quantidade maior de oficiais para trabalhar nas ruas e fiscalizar todo o policiamento delas em todos os bairros de Manaus, para poder prestar um serviço de qualidade, e quem está sempre à frente desse serviço é o oficial, é ele que fiscaliza e cobra a conduta dos demais componentes que estão sob sua responsabilidade, e isso é dever do oficial, outro ponto importante é a regularidade do curso que deve, a partir da próxima turma ser mantida, com concursos todos os anos” (Ten QOPM França, ex- aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
O entrevistado manifesta que a formação de mais oficiais proporcionaria um maior contingente nas ruas para comandar as equipes, pois é o oficial que controla, ordena seus comandados na execução das missões. Com base no acima exposto percebe-se que realmente é preciso um maior contingente de oficiais, no Estado do Amazonas, que cresceu demograficamente, de forma desordenada, às margens do centro urbano, como em qualquer grande metrópole, sendo necessário assim, maior números de policiais nas ruas, que devem estar qualificados para desempenhar suas funções.
“A formação deveria acontecer em maior número de alunos, por que existe uma defasagem muito grande no quadro de oficiais para dar conta de todas as missões que são emanadas pelo Comando da PM no atendimento das ocorrências. Outro, a formação deveria acontecer em 4 anos, em razão da elevada carga horária que é de 5.040 horas-aula e na primeira turma foi executado em 3 anos, ficando em cada semestre em média 14 ou 15 disciplinas, somadas com outras atividades de natureza militar” (Ten QOPM Célio Roberto, ex-aluno oficial da 1ª Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão – Curso de Formação de Oficiais).
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Outra menção que merece destaque foi sobre a duração do Curso, pois, para o entrevistado, a carga horária é muito alta para ser executada em 3 (três) anos, o que leva não só os alunos, mas também os professores a um ritmo muito grande, pois a carga horária foi de 5.040 horas-aula, ficando cada semestre em média, com 14 (quatorze) ou 15 (quinze) disciplinas, além de outras atividades especificamente militar.
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CONCLUSÃO
O trabalho de pesquisa elaborado procurou compreender a formação profissional da primeira Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão no Estado do Amazonas, tendo como referência as Bases Curriculares para a Formação dos Profissionais da Área de Segurança Pública do Cidadão, apresentado pela Senasp em 2000, com o objetivo de padronizar o ensino policial nas polícias militares das diversas Unidades da Federação. A necessidade de criar as bases curriculares para a homogeneização da formação para segurança pública e do cidadão, delineou, considerando a natureza autônoma do ensino policial nas unidades federativas, uma proposta que procura descrever um modelo de perfil desejado, abrangendo as competências básicas a todas as categorias de profissionais da área de segurança do cidadão, que deverão ser acrescidas das competências específicas à atividade de cada ramo profissional, mediante o perfil profissiográfico a ser estabelecido por cada organização policial.
A primeira parte do trabalho, foi realizada uma pesquisa bibliográfica para reunir material sobre a formação do policial, destacando a origem das polícias no Brasil, identificando o perfil da formação na evolução histórica. A formação profissional do policial de nossos dias, deve ir além do adestramento militar, que deve ser visto como apenas uma parcela da boa habilitação de todo e qualquer policial, necessitando de melhor formação jurídico-humanística, além de outros ramos do conhecimento, que irão moldar o policial consciente da dignidade e da importância do seu trabalho. Em muitos países, a polícia vem sofrendo um processo de transformação, observando sempre o cumprimento dos ideais democráticos que a polícia deve prestar a serviço do povo.
Em seguida, realizou-se uma pesquisa que visou apresentar, a formação do oficial policial militar no Estado do Amazonas antes de 2000. O processo de qualificação do oficial policial militar no Amazonas vinha acontecendo através de convênios com Academias em todo País, tal formação em ambientes que não a do Estado onde o policial irá atuar, tem colocado o aluno-oficial em contato com realidades adversas, sem o devido envolvimento com o que se passa em seu Estado e sem conhecer as características de sua região, sua cultura e os aspectos que envolvem, por exemplo, as técnicas e táticas desenvolvidas para atuação no cenário amazônico. É um esforço conjugado entre as Instituições envolvidas, justificando-se sobre qualquer prisma analisado, resultado que será aferido em benefícios incalculáveis para a
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segurança pública do Estado, além de se caracterizar um enorme desafio.
A Universidade do Estado do Amazonas e Polícia Militar do Estado do Amazonas, empreenderam esforços para criar um conjunto de valores capazes de desenvolver e sustentar práticas de ensino e de formação acadêmica consentâneas com a filosofia institucional tem como princípio que as competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) que serão exigidas de um oficial ao final de seu processo educacional, refletirão nas expectativas de sua atuação em relação às tarefas a serem desenvolvidas frente às demandas sociais e constitucionais.
Por último, foram levantados dados através de questionário semi-estruturado apresentado aos ex-alunos oficiais, hoje Tenentes da Polícia Militar, agrupados em quatro categorias, onde na Categoria “A” – A Democracia e a Formação do Profissional de Segurança Pública, se percebe a consciência desses valores já existentes e reforçados pela formação que receberam, conscientes no seu papel de interação com a comunidade. Com relação aos direitos humanos, há praticamente unanimidade nas manifestações dos entrevistados, mas há divergência no que tange essa consciência por parte dos cidadãos.
Na Categoria “B” – A Atuação dos Professores/Instrutores no Curso, os entrevistados são categóricos em afirmar que todos tiveram boa atuação, mostrando competência, ministrando suas aulas com excelência, a disciplina que lhes cabiam, tirando as dúvidas dos alunos quando solicitados e possibilitando debates. Observa-se também que os ex-alunos oficiais tiveram oportunidades em todos os períodos para avaliar o corpo docente, bem como manifestar acerca da infra-estrutura de cada Instituição envolvida no processo, considerando- as adequadas para a execução do Curso.
Na Categoria “C” - A Qualificação Profissional Obtida no Curso, consideraram satisfatórias, por inúmeras razões, primeiro pelo cumprimento teórico e prático do conteúdo programático na realidade em que desempenham suas atribuições; segundo, por terem realizado treinamentos em outras Instituições, participaram de diversos eventos na Unidade Acadêmica da UEA envolvendo o corpo administrativo e discente.
Categoria “D” - Aspectos a Melhorar no Curso de Formação de Oficiais, destacaram que houve aproximação com a comunidade, mas deveria ter sido maior essa aproximação,
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uma vez que é nesse cenário que eles atuam. Deveria ter tido divulgação para que a comunidade tivesse conhecimento da finalidade do Curso, mencionaram também sobre a assertiva da realização do Curso no próprio ambiente em que trabalham; bem como, a declaração de maior número de vagas para inclusão nos quadros da Polícia Militar para otimizar o resultado institucional. Destacaram também a necessidade de um aprimoramento dos instrutores para que possam transmitir o conhecimento. E por fim mencionaram que deveria haver um calendário acadêmico mais “diluído” para contemplar a execução das 5.040 horas-aula, uma vez que o calendário acadêmico ficou atrelado à vigência dos contratos de prestação de serviço, e isso sem dúvida nenhuma, acabou influenciando insatisfatoriamente no processo ensino-aprendizagem.
A pesquisa nos revela que houve uma adequação satisfatória da formação profissional do oficial da Polícia Militar do Estado do Amazonas em relação a Matriz Curricular Nacional apresentada pela Senasp. Indubitavelmente, há a necessidade da continuidade do Curso, uma vez que cabe ao Poder Executivo Estadual assumir a responsabilidade efetiva do planejamento e execução das políticas públicas na área de segurança pública, por ser detentora da outorga da prestação de serviço, priorizando o aprimoramento do policial militar – não só dos oficiais mais de todo o Quadro.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMAZONAS. Lei nº 1.154, de 9 de dezembro de 1975. Estatuto da Polícia Militar do Amazonas. Manaus: Assembléia Legislativa, 1975.
AMENDOLA, Paulo. Segurança Pública: A proposta. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2002.
BALESTRERI, Ricardo Brisolla. Direitos Humanos: Coisa de Polícia. 3. ed. rev. e ampl. Porto Alegre: CAPEC, 2003.
BAYLEY, David H. Padrões de Policiamento. 2. ed. São Paulo: USP, 2002.
BIZERRA, Maria da Conceição. Seminário Internacional políticas de segurança pública: dimensão da formação e impactos sociais. In: Zaverucha, Jorge; Barros, Maria do Rosário Negreiros. Políticas de segurança pública: Dimensão da formação e impactos sociais. Recife: Massangana, 2002.
BRASIL. Bases curriculares para a formação dos profissionais da área de segurança do cidadão. Brasília: Ministério da Justiça, 2000.