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CHEFE DO PODER EXECUTIVO

No documento O poder constituinte de reforma (páginas 127-137)

O princípio republicano da tem porariedade na ocupação do cargo de chefe do poder executivo sem pre foi consagrado no direito brasileiro com o de alta rotatividade de

2W ATAL1BA, Geraldo. República e Constituição. 2. ed. A tualiza da por Rosalea M ira n d a Folg osi. São Paulo: Malheiros, 1998. p. 66.

2(0 ATAL1B A. Geraldo. República e Constituição. 2. ed. A tualiza da por Rosalea M ira n d a Folgosi. São Paulo: Malheiros, 1998. p. 68.

seus detentores. V isto d esd e a prim eira Constituição republicana de 1891 até a C o nstituição Federal de 1988, esta em sua redação original.

A ssim o chefe do p o d er executivo no direito positivo brasileiro não conheceu a po ssib ilid ad e de retornar im ediatam en te ao cargo ocupante.

A Constituição da R epública dos Estados Unidos do Brasil de 1891 em seu artigo 43 estipulava a d u ração do m andato: “Art. 43. O Presidente exercerá o cargo por quatro anos, não podendo ser reeleito para o período presidencial im ediato.” A reeleição, tam bém , era proibida neste artig o para o período subseqüente, e para firm ar o princípio da nâo-reeleição a em enda à C o nstitu ição de 3 de setembro de 1926 alterou, dentre outros artigos da C onstituição de 1891, o artigo 6o, acrescentando o inciso II, alínea k, im pedindo ao go v ern o federal de interv ir nos assuntos privativos dos Estados, mas desde que fossem asseg urad os a integridade nacio nal e o respeito ao princípio constitucional da não-reeleição dos P residentes e G o v ern ad o res.266 Estava consagrado na prim eira Constituição da R ep ública o princípio da n ão -reeleição para o chefe do poder executivo im ediatam ente ao térm ino do período ocupado.

A C onstituição da R epública dos Estados Unidos do Brasil de 1934 em seu artigo 52 trata da duração do m andato presidencial e do princípio da não-reeleição, dizia este: “ A rt. 52. O período p residencial durará um quadriénio, não podendo o Presidente da R epú blica ser reeleito senão q uatro anos depois de cessada a sua função, qualquer que tenha sido a duração desta.” 267 A ssim com o advento do novo texto constitucional preservava-se o princípio constitucional da irreelegibilidade, assegurando que o Presidente

266 B R A S I L . Constituição ( 19 8 1). Constituição cia República cios Estados Unidos do Brasil: promulgada em

24 d e f e v e r e ir o de 1891. D isponív el em : <htlp:// w w w . cebela.org.br/txlpolit/sócio >. A cesso em: 15 out.

2000. O artigo dizia: "Ari. 6Ü O G o v e r n o Federal não poderá intervir em negócios peculiares aos Estados, salvo: (...) II. para assegurar a in tegridade nacional e o respeito aos seguintes princípios constitucionais: (...) k) a não-reeleição dos Pre sidentes e Governadores."

~bl B R A S I L . Constitu iç ão (1934). Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil: promulgada em K) d e ju lh o cie 1934. Disponível em : c h t tp :// w w w . cebela.org .bi/lxtpolil/sócio >. Acesso em: 15 out. 2000.

da R epública para exercer um novo mandato, frente ao p o d er executivo, d everia aguardar o transcurso do período de quatro anos para recandidatar-se a este m esm o cargo.

A Constituição dos Estados Unidos do B rasil de 1937 estipulava em seu artigo 80 o m andato presidencial com duração de seis anos. N ão se referia à proibição da reeleição, pois o Presidente da República G etúlio V argas auto-proclam ou-se Presidente e estipulou o m andato do prim eiro período presidencial para com eçar na data desta C onstituição, com o m andato renovado até quando fosse realizado o plebiscito para legitim ar esta C onstituição. N o período de vigência da C onstituição de 1937 não ocorreu nem eleição e m uito m enos reeleição, posto que o P residente G etúlio V argas perm aneceu

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no cargo, com o ditador, durante todo o período."

A Constituição dos Estados Unidos do B ra sil de 1946 fixava com o tem po de duração do m andato presidencial, em seu artigo 82, cinco anos. N esta C onstituição, a reeleição era, com o nas C onstituição antecedentes, proibidas nas três esferas do poder executivo. A ssim preceituava o artigo 139: “Art. 139. S ão tam bém inelegíveis: I - para Presidente e V ice-Presidente da República: a) o P residente que tenha exercido o cargo, por qualquer tem po, no período im ediatam ente anterior, e b em assim o V ice-P residente que lhe tenha sucedido ou quem , dentro dos seis meses anteriores ao pleito, o haja substituído; (...)” A proibição da reeleição era, com o nas C onstituições antecedentes, extensiva aos G overnadores e Prefeitos (conform e artigo 139, II, a e III) efetivos ou interinos, ou seja, para aqueles que conquistaram o m andato via processo eleitoral e para aqueles indicados com o interventores em algum Estado ou M unicípio. E esta proibição para os G overnadores

2<>s BRASIL. C onstitu ição (1937). Constituição da República d o s E s tados Unidos do Brasil: d ec re ta d a em 10

de novembro de 1937. Disponível em: chttp:// w w w . cebela.org.biVtxtpolit/sócio >. A cesso em: 15 out. 2000.

e P refeitos q u an d o violada, ficava o E stado sujeito à intervenção para que fosse assegurada a o b serv ân cia da C onstituição, assim dizia o artigo 7o.269

A C onstituição da R epública Federativa do Brasil de 1967 estipulava no § 3o, do artigo 75 a duração do m and ato do Presidente da R epública em seis anos. A irreeleg ibilidad e dev eria ser consag rada em Lei C om plem entar que tratasse dos casos de ineleg ibilidade e os prazos de cessação destes, assim era o preceituado na alínea a, do § Io, do artigo 151, que dizia:

“A rt. 151. Lei com plem entar estabelecerá os casos de inelegibilidade e os prazos nos quais cessará esta, com v istas a preservar, considerada a vida pregressa do candidato:

(...)

§ I o O bservar-se-ão as seguintes norm as, desde já em vigor, na elaboração da lei com plem entar:

a) a irreelegibilidade de quem haja exercido cargo de P resid en te e de V ice-Presidente da R epública, de G o v ern ad o r e de V ice-G overnador, de Prefeito e de Vice- P refeito, por qualquer tem po, no período im ediatam ente

, ,9 7 0

anterior. “

A C onstituição da R ep úb lica Federativa do B rasil de 1988 estipulava em sua redação original a duração do m andato presidencial de cinco anos, assim dizia o artigo 82. C om o ad vento da Em enda C onstitucional de Revisão n° 5, de 7 de junho de 1994 este período foi red uzid o para quatro anos de duração do m andato presidencial. Em 4 de junho de 1997, co m a E m en d a C onstitucional n° 16, a Constituição Federal de 1988 sofreu m o dificação in stitu in d o o princípio da reeleição, até então expressam ente proibido desde a

269 B R A S IL . C o n s titu iç ã o (1946). C on stituição d o s Estados Unidos do Brasil: promulgada em 18 de

setem bro de 1946. Disponív el em: c h ltp :// w w w . eebela.org .br/txtpolit/sócio >. A cesso em: 15 out. 2000.

270 B R A S IL . C o n s titu iç ã o (1967). Constituição d a República Federativa do Brasil: prom ulg ada em 24 de

j a n e ir o d e 19 6 7 com re dação dada p e la Em enda Constitucional n" 1, de 17 de outubro de 1969 e as a lte ra ç õ es f e i t a s p e l a s Em en das de n°s 2 a 27. Brasília: Fundação Projeto Rondon, 1987.

prim eira C onstituição republicana de 1891. Esta Em enda C onstitucional n° 16 m odificou o § 5o do artigo 14, o caput do artigo 28, o inciso U do artigo 29, o caput do artigo 77 e o artigo 82 ficando assim m antido a duração do m andato de q uatro anos e possibilitada a reeleição para Presidente da República, para G overnador e para P refeito.271

O princípio da reeleição introduzido pela E m en da Constitucional n° 16 aniquilou a tradição política, eleitoral e constitucional brasileira que sempre preservou o princíp io da não-reeleição. E esta tradição é m ostrada pelo jo rn alista Hélio Fernandes em publicação de dois artigos em jornal do Estado do Rio de Jan eiro 272.

A H istória brasileira desconhece o instituto da reeleição. N o período im perial a figura do Presidente da República não existia. O Brasil neste p erío do possuiu 45 prim eiros- m inistros, 45 gabinetes em 42 anos de Império.

A im plantação da R epública teve com o Chefe do G overno P rovisório o

M arechal M anoel D eodoro da Fonseca, e este foi o prim eiro Presidente da R epública

eleito em 25 de fevereiro de 1891, 24 horas depois de prom ulgada a C onstituição de 1891. E leito para um período de 4 anos, o Presidente M arechal D eodoro da Fonseca renunciou após 9 m eses de m andato, fruto do fracassado golpe de estado que tentou aplicar, fechando o C ongresso Nacional, para governar discricionariam ente, isto no dia 3 de novem bro de 1891." V inte dias após o golpe foi vencido pelo M arechal F lo ria no V ieira Peixoto, V ice- P residente da República.

“7I Cl'. B R A SIL . Constituição (1988). Constituição da República Federativa d o Brasil: prom ulgada em 5 d e

outubro de 1988. Obra coletiva de autoria da Editora Saraiva com a c o la b o r a ç ã o de Antônio L uiz de T o le d o

P into e M árcia Cristina Vaz dos Santos Windt. 22. ed. São Paulo: Saraiva, 1999.

272 Cf. F E R N A N D E S . Hélio. A ambição de FHC pretende o inédito (/). T rib u n a d a Imprensa, R io de Janeiro, 5 ago. 1996 e A ambição de FHC pretende o inédito (final). Tribuna da Im prensa, Rio de Janeiro, 6 ago.

19 9 6 a pud B A R R E T T O , Lauro. Reeleição & Continuísnio: aspecto s históricos, doutrinários, p o lític o s e

j u r íd ic o s da Emenda Constitucional ii" 16. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 1998. p. 16 a 24.

27’ C o m Leôncio Basbaum pode-se acrescentar que o governo de P residente D eodoro da Fonseca ficou m a rc ad o pela hostilidade do Parlamento, agravada pela personalidade forte e co m p lex a do Presidente, que causa ria a sua ruína, a dissolução do C ongresso Nacional e a sua renúncia. M esm o com o Presidente

O M arechal Floriano Peixoto, que alm ejava m uito o poder, com pletou inconstitucionalm ente o m andato do seu antecessor, pois este deveria convocar novas eleições por não ter o Presidente M arechal D eodoro da Fonseca com pletado dois anos de

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m andato.”

V encido o m andato do Presidente M arechal Floriano Peixoto, foi eleito como Presidente da R epú blica P rudente José de M oraes e Barros, que em 15 de março de 1894 não recebeu o cargo do M arechal Floriano Peixoto.

N a p rim eira R epública nunca foi cogitado a reeleição, prorrogação de m andato ou continuação, sendo que de 1891 a 1930 todas as substituições foram constitucionais. N este período n ão se diga que nenhum P residente desejou a reeleição, mas essa vontade não se m anifestou.

O P resid ente Prudente de M oraes foi eleito para o período de 1894 a 1898, e com exceção de 4 m eses no ano de 1896, por m otivo de doença, ausentou-se do cargo e assum iu o V ice-P residente M anoel V itorino. R etornando ao cargo, Prudente de M oraes ficou até o final do seu m andato.

Em 1898 assum iu o Presidente eleito M anoel Ferraz de Campos Salles para um período de 4 anos. E ste ao ser eleito obrigou-se a eleger Francisco de Paula Rodrigues

A lves em 1902, p ara então retornar em 1906 à presidência. Essas “jogadas eleitorais” eram

perm itidas, mas n inguém adm itia tentar se reeleger. Cum prindo o m andato até 1902,

Constitucional da R e p ú b lic a queria ele conservar o seu espírito militar, que não soube lidar com a inabilidade política, as críticas d a im prensa, em bale s com os M in istro s e, pior, um Parlam ento hostil. C om tudo isso, temos jornais ce nsurados, M inistros dem itidos e a dissolução, à 20 de novem bro de 1891, d o Congresso Nacional. Leôncio B a s b a u m resum e os atos do Presidente D eo d o ro da Fonseca da seguinte maneira: “N ada linha Deodoro de n arc isism o ou de am biçã o de p o d er (...) [Mas] um espírito mililar profundamente arraigado q ue exige o respeito à h ierarquia e à disciplina m e sm o na vida civil." Cf. B A S B A U M , Leôncio. História

Sincera da República. D e 1889 a 1930. 4. ed. São Paulo: A lfa-Ô m ega , 19 8 1. p. 18-19.

274 Leôncio B a sb au m as sev e ra durante o g o verno d o Presid ente Floriano Peixoto, este entendia que só poderia governo com o uso da força, porque não possuía apoio d o Congresso Nacional e o apoio que o povo lhe dava era m o m e n tâ n eo e precário. Assim, m e sm o p o ssu in d o um poder quase ilimitado nas mãos. devido às vitórias militares, o C o n g r e s s o atem orizado e reverências do povo, este Presidente não aceita co ntin uar no

C am p os Salles passou o cargo a Rodrigues Alves, mas não pôde retornar ao cargo devido à v itó ria eleitoral de A ffonso A ugusto M oreira Pennct.

O Presidente Affonso Penna assumiu em 1906, mas não com pletou o mandato dev id o a sua m orte em 1909, assum indo então o V ice-Presidente N ilo P rocópio Peçanha. A p artir de então o processo eleitoral tum ultuar-se-ia, mas sem desrespeito à Constituição da R epública e sem reeleição.

Com o fim do m andato presidencial de Nilo Peçanha, R ui B arbosa, que alm ejav a a presidência da República, lançou-se candidato em 1910. N ilo P eçanha, então in im ig o de Rui B arbosa, lança com o candidato o M arechal H erm es R odrigues da Fonseca, que era M inistro da Guerra. Por ter lançado o M arechal H erm es da F onseca, Rui Barbosa p ara alcançar a presidência da R epública lança a “cam panha civilista” , que provocou a união dos m ilitares, e a vitória eleitoral do M arechal Hermes da Fonseca.

Em 1914, final do m andato do M arechal H erm es da Fonseca, que não esboçou o m en o r gesto para continuar, reeleito ou não, foi eleito com o Presidente da R epública o m ineiro W enceslau Brás, que até então era V ice-Presidente do M arechal H erm es da F on seca. O m andato de W enceslau Braz, Pereira Gom es durou até 1918, quando foi eleito F ran cisco de P aula Rodrigues Alves. Com o este estava doente quase à m orte, propuseram à W enceslau B raz continuar no cargo, m esm o que fosse por pouco tem po, e este confirm ou que o seu m andato iria até o dia 15 de novem bro e que passaria o cargo ao sucessor.

Com o o V ice-Presidente de Rodrigues Alves era D elfim M o reira da Costa R ib eira que sofria das “faculdades m entais” , este perm aneceu no cargo pouco m ais de oito m eses e nova eleição foi realizada com Rui Barbosa concorrendo com E pitácio L indolfo da S ilv a Pessoa. Eleito Epitácio Pessoa com o Presidente da República, este encontrava-se na A lem anha, e, assim retornando ao Brasil perm aneceu à frente do cargo até 1922.

Em 1922 foi eleito com o Presidente A rth u r da Silva Bernardes que governou até 1926. O seu governo de 4 anos foi todo através de E stado de Sítio. O então Presidente A rthur B ernardes apesar de ter governado em E stado de Sítio, todo o período do seu governo, este não tentou a reeleição para o m esm o cargo. A pós o térm ino do seu mandato, foi eleito o paulista 'Washington L uís Pereira de Sousa em 1930.

O Presidente W ashington Luís governou quase todo o seu período, sendo derrubado em 3 de outubro, q uando passaria o cargo em 15 de novem bro ao candidato eleito Júlio Prestes de A lbuquerque, que havia ganho de G etúlio D ornelles Vargas.

Com a R evolução de 30, o então derrotado G etúlio V argas assum e o poder. Perm aneceu nele po r 15 anos, m as jam ais foi reeleito, nem m esm o eleito durante esse período. Em 29 de outubro de 1945 (depois de ficar no poder por 15 anos e 4 dias) foi derrubado o ditador e presidente G etúlio Vargas.

A pós a derrubada de G etúlio V argas em 2 de dezem bro de 1945, 33 dias depois da derrubada deste, com eçou um a nova era na R epública brasileira com a prim eira eleição presidencial direta, em que as m ulheres votaram pela prim eira vez, os com unistas e integralistas; esquerda e direita puderam disputar voto. M as os m inistros, governadores- interventores, prefeitos de grandes capitais que ficaram no poder por 15 anos puderam disputar eleições, quando foram eleitos.

N esta prim eira eleição direta, 3 foram os candidatos a presidente, dois militares Eurico G aspar D utra e E d uardo G om es, e Iêdo Fiúza, candidato do partido com unista. Foi eleito o M inistro da G uerra de G etúlio V argas, M arechal G aspar Dutra. No m andato do Presidente G aspar D utra tentaram reelegê-lo ou prorrogar seu m andato, mas ele não concordou. Term inou o m andato e passou o cargo para G etúlio D ornelles Vargas, eleito em 1950 pela prim eira vez na vida. Com o não tinha prazer pela dem ocracia, pecou por ter

feito acordo com A dem ar de Barros, perm itindo que João Fernandes Cam pos C afé Filho, seu grande inim igo, fosse candidato a V ice-Presidente. Eleito, Café Filho conspirou diariam ente con tra G etúlio Vargas. Este não teve tempo, idade, saúde e condições políticas para tentar a reeleição .275

Ju scelino K ubitschek de O liveira assumiu o cargo de presidente em 3 de jan eiro

de 1956, depois de dois golpes na m adrugada de 11 de novem bro de 1955, sendo um golpe para que não assum isse e outro para que assumisse. Passou o governo para Jânio da Silva

Q uadros no dia 31 de janeiro de 1961. Com o Juscelino Kubitschek não era favorável à

reeleição, lançou a sua candidatura para 5 anos depois, em 3 de outubro de 1965.

A ssum indo a presidência, Jânio Quadros logo renunciou, e tom ou posse o V ice- Presidente João B elchior M arques G oulart que ficou até 1964, quando veio o regim e m ilitar. C om o regim e m ilitar vieram os Presidentes M arechal H um berto de A lencar

Castello B ranco, M arechal A rthur da Costa e Silva, General Em ílio G arrastazu M édici,

G eneral E rnesto G eisel e G eneral João B aptista de O liveira Figueiredo. A pós o regim e m ilitar vieram José R ibam ar Ferreira de A raújo Costa (José Sarney), Fernando A ffonso

C ollor de M ello, Ita m a r A ugusto Cautiero Franco e Fernando H enrique C ardoso. A té este

últim o assum ir a presidência não existia a reeleição, fato que só ocorreu em 4 de ju n h o de 1996 com a aprovação da Em enda à Constituição n° 16, de 1997.

27:1 P or volta do ano de 1954, ano do suicídio de Getúlio Vargas, este enfrentou dificuldades políticas tendo contra si grande parle do povo que o elegeu, a U D N e os partidos menores, todos os grupos apartidários, as forças arm adas, p rincipalm ente a M arinha e a Aeronáutica e toda a força dos tm ts e m o n o p ó li o s que pretendiam derruba-lo . N a noite de 4 de agosto de 1954. um grupo de pistoleiros ataca o jo rn a lista e dep u tad o Carlos Lacerda, ferindo-o e matando um oficial da Aeronáutica M ajo r Rubem Vaz, que o ac o m p a n h a v a . C om a denúncia de falta de idoneidade da polícia para prender os criminosos, um grupo de oficiais da A eronáutica passou a investigar, c h e g a n d o à conclusão de que um grupo de pistoleiros agira sob a o rientação e o rd em de G regório Fortu nato , q u e era o chefe da guarda particular do Presidente Getúlio Vargas. C o m m ais este episódio, a pressão das altas patentes das classes armadas dava com o única solução para a crise política, a renúncia de G etú lio Vargas. Este mantendo-se isolado do povo, sem apoio dos militares de sua co n fia n ç a e sem apoio político; d ecide, no dia 24 de agosto, suicidar-se com um tiro no peito. Cf. B A S B A U M , Leôncio.

A pós todo o período h istórico republicano brasileiro, em 1997 o princípio da não-reeleição foi derrogado, para que o então P residente da R epública tivesse a possibilidade de recandidatar-se logo após a aprovação da em en da à Constituição.

O B rasil, a partir de então, possui o princípio da reeleição, mas alguns países tam bém possuem , e pode-se ex em plificar alguns, com o do continente am ericano, europeu, O riente M édio.

A C onstituição da R epú blica Islâm ica do Irã de 1979, em seu 114° artigo possibilita ao Presidente da R epública reeleger-se por m ais um período, diz ela: “O Presidente da R epública será eleito p or um período de 4 anos p o r votação p opular e pode ser reeleito por m ais um só m andato, co n secutiv o.”276

A R epública da C hechênia possibilita constitucionalm ente uma única reeleição

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para o período em sucessão, conform e o artigo 70 da C onstituição de 1992."

A C onstituição dos E stados U nidos da A m érica de 1787, em seu artigo II, prim eira seção confia o poder executivo ao Presidente dos E stados U nidos que é o chefe nacional. A duração do m andato é de 4 anos, e através de eleição indireta. A Em enda à Constituição X X II, em vigor em 26 de fevereiro de 1951, im p ossibilita que algum a pessoa eleja-se para um terceiro período, q u eb ran d o uma prática constitucional que havia com a eleição de F. D. R oosevelt, eleito para um terceiro período e logo para um quarto, assim diz a Emenda:

27<) IRÃ. Constituição (1979). Constituição da R epública Islâmica do Irã: pro m u lg a d a em 15 de novembro de

1979. Traduzida pela Em baix ada da República I slâ m ic a do Irã em Lisboa, 1 I lev. 1986.

277 C H E C H Ê N IA . Constituição (1992). C on stituição da República da Chechênia: prom ulgada em 12 de

março de 1992. Disponível em: < http://w w w .buscalegis.ccj.u fsc.br >. A ce sso em: 30 out. 2000. Texto do

artigo 70: "The citizen o f the republic not y o u n g e r lh an 35 years old and not m ore senior than 65 years can be elected as the President o f the republic. T h e sam e person can not be elected as the President o f Chechen

No documento O poder constituinte de reforma (páginas 127-137)